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Detentos da prisão da Lava Jato tentam rebelião e deixam dois agentes feridos

O Complexo Médico Penal (CMP), conhecido por abrigar os detentos da Lava Jato, teve um episódio inusitado nesta sexta-feira (16). Segundo o Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná), os presos da 3.ª galeria fizeram um agente penitenciário como refém em uma tentativa de rebelião. O presídio fica localizado em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

No entanto, o tumulto acabou sendo resolvido em minutos. A unidade prisional já está em situação normal, mas dois agentes penitenciários acabaram feridos. Um deles chegou a ter escoriações (cortes na pele) leves e encaminhado ao atendimento médico. Já o outro também foi atendido, só não se sabe qual a gravidade e o ferimento.

Para fechar, o Depen ainda declarou que a galeria que aconteceu o episódio não está superlotada, ou seja, está dentro da capacidade. Além disso, é uma galeria diferente dos políticos presos da Lava Jato. Figuras como o ex-ministro José Dirceu, Paulo Preto, João Vaccari Neto e Léo Pinheiro ainda estão no CMP.

Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e Marcelo Odebrecht são outras figuras que já estiveram na prisão do Paraná.

REBELIÃO

Durante a manhã, o Conselho da Comunidade de Curitiba, organismo ligado à Justiça e que atua de maneira independente na fiscalização da situação prisional no Estado, chegou a informar que o CMP estava sofrendo uma rebelião e que haveriam feridos. O Conselho teria sido informado por denúncias dos familiares dos presos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Publica desmentiu a revolta dos presidiários.

COMPLEXO MÉDICO PENAL

O CMP é um estabelecimento penal de regime fechado, destinado aos presos do sexo masculino e feminino, em cumprimento de medida de segurança e/ou que necessitam de tratamento psiquiátrico e ambulatorial. O antigo Manicômio Judiciário foi inaugurado em 31 de janeiro de 1969, mudando sua designação para Complexo Médico Penal do Paraná em 21 de dezembro de 1993. Atualmente tem capacidade para abrigar 659 internos.

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Justiça autoriza transferência de Eduardo Cunha para o Rio de Janeiro

A Justiça do Paraná concedeu o pedido de transferência de Eduardo Cunha na tarde desta quarta-feira (29). Com a decisão da 2.ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, o ex-presidente da Câmara poderá cumprir sua pena no Rio de Janeiro.

“A transferência requerida não causa prejuízo à execução penal e contribui para ressocialização do sentenciado/requerente, circunstâncias que preponderam relativamente a eventual dano que possa decorrer de influência política e social do sentenciado”, afirmou o juiz Ronaldo Sansone Guerra em sua decisão.

Cunha está preso no Complexo Médico-Penal (CMP) em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, desde outubro de 2016. Na semana passada, todos presos da Lava Jato, inclusive Cunha, ficaram insatisfeitos por serem deslocados para um novo espaço dentro do CMP. A sexta galeria, que desde 2015 abrigava investigados na operação e réus com direito a prisão especial, foi esvaziada para dar lugar a detentos de outro perfil.

Em abril, a juíza Luciani Maronezi, da 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, solicitou informações ao Departamento Penitenciário (Depen) sobre a viabilidade de transferência do ex-parlamentar.

O pedido foi protocolado pela defesa de Eduardo Cunha, já que seus familiares têm residência no Rio de Janeiro. Sabendo da possibilidade, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) se manifestou contra a transferência.

Já em fevereiro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido feito pela defesa do ex-deputado federal Eduardo Cunha para revogar um dos mandados de prisão que foram emitidos contra ele.

CONDENAÇÕES

A denúncia envolvia um contrato em que a Petrobras comprou direitos de participação na exploração de um campo de petróleo na República do Benin, na África. Segundo os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), o negócio envolveu o pagamento de propina de cerca de U$ 1,5 milhão.Em março de 2017, o juiz federal Sérgio Moro condenou Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O ex-deputado recorreu da sentença ao TRF4. A corte, em novembro do ano passado, julgou a apelação criminal e manteve a condenação, apenas diminuindo a pena para 14 anos e seis meses.

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Em junho de 2018, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasilia, condenou Eduardo Cunnha a 24 anos e dez meses de prisão por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional no esquema de corrupção envolvendo desvios na Caixa Econômica Federal. Neste caso, a sentença ainda não foi analisada pela segunda instância.

Transferência no CMP não agrada presos da Lava Jato

Um grupo de 38 presos, incluindo todos os réus da Lava Jato, foi transferido para um novo espaço dentro do Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. A sexta galeria, que desde 2015 abrigava investigados na operação e réus com direito a prisão especial, foi esvaziada para dar lugar a detentos de outro perfil.

Figuras como o ex-ministro José Dirceu, o ex-deputado federal Eduardo Cunha e o operador financeiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, estão agora isolados do restante do presídio, em um prédio onde funcionou o Hospital Penitenciário, desativado desde 2017 para uma reforma. O novo espaço não agradou a todo mundo. Alguns dos presos, como Eduardo Cunha, teriam reclamado da transferência, especialmente porque tiveram que trocar as celas onde ficavam até três pessoas por outras onde precisam ficar em seis ou sete.

Por outro lado, a mudança tem rendido um sono mais tranquilo. Isso porque no antigo hospital não é mais possível ouvir gritos que frequentemente vinham das galerias 1 e 2, onde estão detidos pacientes em tratamento psiquiátrico. O Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) confirmou nesta segunda-feira (20) que a mudança foi feita na quinta-feira passada (16), como parte de uma demanda por vagas.

O antigo Hospital Penitenciário seria o único local disponível no momento para abrigar presos de colarinho branco e réus com direito a prisão especial. Segundo fontes ouvidas pela BandNews, a sexta galeria passa a ser ocupada por presos enquadrados em crimes da Lei Maria da Penha e também por falta de pagamento de pensão alimentícia – dois grupos que exigem isolamento por questões de segurança.

De acordo com o Depen, a sexta galeria tem capacidade para 94 presos, mas estava com apenas 38. Depois da mudança, o espaço deve ser utilizado integralmente. Os presos da Lava Jato puderam escolher, por afinidade, com quem dividiriam as celas. Uma delas estaria ocupada por Eduardo Cunha, José Dirceu, Paulo Preto, Gerson de Mello Almada, Gim Argello, José Antonio de Jesus e João Vaccari Neto.

Na tarde desta segunda-feira (20), parte dos 38 presos ainda estava sem cama, mas todos com colchões. Integrantes das Comissões de Direitos Humanos e de Prerrogativas dos Advogados da OAB Paraná estiveram no Complexo Médico Penal para verificar as condições do novo espaço. Entre os detidos estão dez advogados, como Gim Argello e José Dirceu, que têm direito a prisão em sala equivalente à de Estado Maior, como prevê o Estatuto da Advocacia, que é uma lei federal.

Eduardo Cunha pode ser transferido para prisão no Rio de Janeiro

A juíza Luciani Maronezi, da 2ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, solicitou informações para o Departamento Penitenciário (Depen) sobre a viabilidade de transferência do ex-presidente da Câmara Federal e deputado cassado Eduardo Cunha, condenado na Operação Lava Jato, para uma unidade prisional no Rio de Janeiro. Cunha está preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, junto de outros presos da Lava Jato.

STF nega recurso para libertar Eduardo Cunha

O pedido foi protocolado pela defesa de Eduardo Cunha tendo em vista que familiares têm residência no Rio de Janeiro. Pela Lei de Execuções Penais, os condenados devem cumprir pena em unidades mais próximas da família. No despacho, a magistrada aguarda resposta de autoridades fluminenses sobre a vaga nos presídios do Rio.

Ontem, a juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Execuções Penais, também despachou sobre o ex-deputado. Na decisão, a magistrada pede o recálculo das multas aplicadas a Cunha, a abertura da conta judicial e determinou que ele as pague os valores devidos em até 15 dias para que ele tenha direito a eventual progressão de regime.

“Pertinente oportunizar ao executado a realização dos pagamentos, tendo em vista sua exigência para eventual progressão de regime e livramento condicional. Assim, cumpra-se o ali determinado, possibilitando os pagamentos pelo executado”, despachou Carolina Lebbos.

Procurada, a defesa de Eduardo Cunha afirma que esse é um direito de qualquer preso. “Esse é um direito que assiste ao senhor Eduardo Cunha e a todos os custodiados pelo Estado de que quando presos fiquem próximos de familiares. É um procedimento um pouco complexo e existem uma série de burocracias para ser efetivado”, comenta o advogado Rafael de Castro.

Condenações

ARQUIVO – Curitiba, Parana, Brasil, 20 de outubro de 2016. Legenda: O ex-deputado Eduardo Cunha chega ao IML em Curitiba para fazer exame de corpo de delito. (Foto: Guilherme Pupo/Folhapress)

Em março de 2017, o juiz federal Sérgio Moro condenou Cunha a 15 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O ex-deputado recorreu da sentença ao TRF4. A corte, em novembro do ano passado, julgou a apelação criminal e manteve a condenação, apenas diminuindo a pena para 14 anos e seis meses.

> Claudia Cruz vai cumprir pena em regime aberto e TRF4 derruba confisco de R$ 670 mil

Em junho de 2018, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara em Brasilia, condenou Eduardo Cunnha a 24 anos e dez meses de prisão por crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional no esquema de corrupção envolvendo desvios na Caixa Econômica Federal. Neste caso, a sentença ainda não foi analisada pela segunda instância.

Briga deixa um morto na prisão da Lava Jato

Um homem, de 33 anos, foi morto nesta terça-feira (22), no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O local abriga empresários e políticos presos na Operação Lava Jato.

De acordo com o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), o detento cumpria medida de segurança no CMP. Ele foi assassinado pelo companheiro de cela, após uma briga. Os dois estavam alojados na ala psiquiátrica do Complexo.

O local foi isolado e a polícia foi acionada. Ainda segundo o Depen, a motivação do crime será apurada por inquérito policial, junto à Polícia Civil, assim como, procedimento administrativo junto à Corregedoria do Depen. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Curitiba.

Presos da Lava Jato criam cursinho para detentos candidatos ao Enem

O engenheiro João Henriques, preso desde setembro de 2015 pela Lava Jato, condenado num dos casos de corrupção na Petrobras, encerrou abruptamente a conversa com sua advogada quando viu no relógio de pulso que faltavam poucos minutos para as 15h.

“Preciso sair correndo. Não posso deixar os alunos esperando”, disse, antes de desaparecer pelo corredor que liga os pavilhões do Complexo Médico Penal, de Pinhais (PR). Pouco mais de uma dezena de presos com pouca formação escolar estavam comportadamente aguardando o professor de física, que passara a noite da véspera preparando a aula. “Eu não quero que eles só decorem os cálculos, eu quero que eles aprendam os fundamentos da física”, disse Henriques à advogada.

Ele é um dos condenados da Lava Jato que fundaram um cursinho preparatório para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) dentro do presídio paranaense que guarda a maioria dos presos da operação. Nos dias 11 e 12 de dezembro, os discípulos dos “professores da Lava Jato” fizeram as provas da etapa do Enem para os candidatos do sistema prisional. O resultado sai em janeiro. Os presos com melhor desempenho podem cursar o ensino superior.

A ideia de criar uma escolinha dentro do presídio foi de Márcio Ferreira, ex-funcionário da Petrobras preso em maio de 2017. Ele juntou um grupo e foi até a chefia da segurança da cadeia para pedir um espaço para ensinar os presos pobres.

Os carcereiros gostaram da ideia. Adaptaram uma sala que servia para descanso dos agentes penitenciários, no portão da 5ª galeria, e permitiram que os presos usassem o tempo ocioso nos estudos. Foi montada, então, uma grade curricular e os voluntários apareceram.

Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras, hoje dá aulas de redação. Jorge Zelada, ex-diretor da estatal, ensina língua portuguesa.

O Departamento Penitenciário do Paraná tem poucas informações sobre o projeto. Via assessoria de imprensa, o Depen disse não ter registros sobre quem dá aula de qual disciplina ou quem ajuda quem nos estudos porque esse curso não está na agenda oficial do presídio.

O departamento informou apenas que cerca de 30 presos da 5ª e 6ª galerias solicitaram liberação para utilizar o horário do convívio para estudar coletivamente. O único papel da direção do Complexo Médico Penal é permitir a circulação desses presos até a sala de aula e fornecer o espaço físico e livros didáticos da biblioteca.

Todo o conteúdo das disciplinas é decidido pelos professores voluntários e um grupo deles cogita solicitar que as aulas sejam contabilizadas como período de trabalho e sirvam para abater o tempo da pena dos professores e alunos. Não há, porém, uma decisão tomada em relação a isso.

A presença de um número grande de presos com curso superior e boa formação cultural possibilitou essa troca de conhecimentos.  Zelada conseguiu um violão com um detento evangélico que se dedicava às canções religiosas. Passou a se apresentar para os colegas tocando música popular brasileira.

A roda em torno dele foi se ampliando e o ex-diretor da Petrobras ensinou uns acordes a uns interessados. Como os encontros se tornaram frequentes, depois de um tempo o grupo se transformou numa pequena oficina de artes.

Em 2015, assim que chegou ao Complexo Médico Penal, João Henriques, que é engenheiro mecânico formado pela Uerj (Universidade Federal do Rio de Janeiro), ocupou-se de alfabetizar dois presos que eram seus vizinhos na 6ª galeria. Pediu à esposa para comprar livros didáticos em sebos da cidade e montou uma estratégia para ensiná-los a ler e escrever. Em pouco tempo de curso intensivo eles já estavam familiarizados com as letras. O curso foi dado como concluído quando os dois redigiram as primeiras cartas para suas famílias

Habeas corpus de Beto Richa e Fernanda devem ser julgados ainda nesta quarta-feira

A Justiça deve julgar ainda nesta quarta-feira (12) os habeas corpus do ex-governador do Paraná Beto Richa e a esposa Fernanda.

O casal está preso temporariamente desde ontem (11). No fim da tarde, o Tribunal de Justiça do Paraná determinou a transferência dos dois do Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na região metropolitana, para o Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã, em Curitiba. A ordem partiu do desembargador Laertes Ferreira Gomes. Eles foram transferidos de prisão por volta das 22 horas desta terça.

O casal ainda não prestou depoimento.

Beto e Fernanda Richa foram presos na manhã de terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná durante a Operação Rádio Patrulha, que investiga um suposto esquema de corrupção e recebimento de propina na realização do Programa Patrulha do Campo, criado para a manutenção de estradas rurais do estado entre 2012 e 2014.

Foto: Francielly Azevedo

Outras dez pessoas também foram presas na operação, entre elas o irmão de Beto, Pepe Richa, o primo, Luiz Abib Antoun e o secretário de cerimonial do governo Richa, Ezequias Moreira.

O chefe de gabinete do ex-governador, Deonilson Roldo também era alvo de prisão, mas foi detido pela Polícia Federal, também nesta terça-feira, na 53ª fase da Operação Lava Jato, onde os alvos eram o núcleo do governo de Beto Richa, inclusive com mandados de busca e apreensão cumpridos na casa do peemedebista.

Todas as prisões feitas pelo Gaeco são temporárias e válidas por cinco dias. Já Deonilson está preso preventivamente na Polícia Federal.

Ao todo, foram expedidos 15 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão, que foram cumpridos em Curitiba, Londrina, Santo Antônio do Sudoeste e Nova Prata do Iguaçu. Foram alvo de busca e apreensão 16 residências, quatro escritórios, um escritório político, quatro empresas e a sede do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR).

Os mandados foram expedidos pelo juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba e as investigações correm em segredo de justiça.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, o ex-governador é chefe de uma organização criminosa que fraudou uma licitação de mais de R$ 70 milhões.

Trecho da decisão da prisão temporária

Na ação, apura-se o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça.

A defesa de Beto Richa informou, por meio de nota que, até agora não sabe qual a razão das ordens judiciais e que ainda não teve acesso à investigação.

A defesa de Deonilson afirmou que ele se prontificou a prestar depoimentos e nunca foi chamado pela Justiça, portanto a prisão dele é desnecessária.

A reportagem ainda tenta contato com as defesas de Fernanda Richa, Pepe Richa, Luiz Abib Antoun e Ezequias Moreira.

 

Mais um detento é morto na prisão da Lava Jato

Mais um preso foi assassinado por um companheiro de cela no Complexo Médico Penal do Paraná, presídio onde estão detidos alguns dos condenados pela Operação Lava Jato, como o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-deputado André Vargas e os ex-tesoureiros do PT, João Vaccari Neto e Delúbio Soares.

Segundo o Departamento Penitenciário do Paraná, Américo de Jesus Cordeiro foi morto por outro num desentendimento dentro da cela nesta madrugada. Ele estava detido na 4ª galeria do complexo. A Polícia Civil investigará o caso. O autor do crime foi identificado na hora e encaminhado para a delegacia.

É a quarta morte de preso dentro do complexo neste ano. A última, havia ocorrido em 14 de junho. Outros dois casos foram registrados em março. Em 2017, dois presos foram assassinados dentro da unidade.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública classificou o incidente desta madrugada como um caso pontual, de desentendimento de presos.  A pasta explica que os presos da Lava Jato estão custodiados na 6ª galeria da unidade, que fica isolada das demais galerias onde ocorreram os crimes.

Comissão da OAB afirma que presos da Lava Jato não têm regalias no Complexo Médico Penal

Após uma denúncia feita por um dos presos do Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, de que os detidos da Operação Lava Jato, que cumprem pena no local, teriam regalias e benefícios, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, fez uma vistoria no complexo nesta segunda-feira (25) e afirmou que não foi encontrada nenhuma irregularidade.

Segundo a carta, entregue ao Ministério Público Federal e a Polícia Federal, e divulgada pelo jornal o Estado de São Paulo nesta segunda, um grupo de ex-executivos, políticos e doleiros, condenados na Operação Lava Jato, teriam acesso a celulares, internet, visitas íntimas, comida exclusiva, serviços de cozinheiro, segurança e zelador particular.

Porém, o presidente da comissão de direitos humanos da OAB Paraná, Alexandre Salomão, afirmou que todas as alas do complexo foram vistoriadas, inclusive as celas dos detentos da Lava Jato e nenhuma das informações relatadas na carta foi confirmada.

“A comissão não tem interesse nenhum em fazer a defesa e citamos irregularidades. Não vi nenhuma espécie de faxineiro extra… Existem dois blocos, um encontra-se os presos da Lava Jato e no outro policiais civis e militares e presos por pensão alimentícia, o padrão dos dois é o mesmo”, relata Salomão.

Sobre o serviço de cozinheiro particular, Salomão foi direto e apontou que não existe nem cozinha no Complexo Médico Penal. Outra denúncia que chamou a atenção foi a de presença de garotas de programa que se denominavam advogadas dos acusados. O presidente da comissão garantiu que não existem visitas íntimas no local. De acordo com Salomão, as irregularidades encontradas no local foram de situações não relacionadas aos presos da Lava Jato.

Além disso, o complexo também tem um problema de superlotação. Com capacidade para 659 presos, a unidade abriga hoje cerca de 730. Do total de detentos, 12 cumprem pena na Lava Jato, entre eles, o ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o ex-deputado federal André Vargas e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.

Em nota, o Departamento Penitenciário do Paraná (Depen-PR) afirmou que a denúncia foi feita em outubro de 2017 e arquivada em dezembro do mesmo ano, por falta de indícios de comprovação de qualquer irregularidade.

OAB não encontra irregularidades no Complexo Médico Penal

A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, não encontrou irregularidades no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na grande Curitiba.

A vistoria foi feita depois que veio a público uma carta em que um dos presos da unidade denuncia supostas regalias dadas aos detidos da Operação Lava Jato, que estão no local.

De acordo com a carta, um grupo de ex-executivos, políticos e doleiros condenados na operação estariam utilizando celulares, teriam acesso à internet e a outros privilégios como visitas íntimas, inclusive de prostitutas, serviços como segurança particular e comida diferenciada.

Ainda segundo a denúncia, esses presos estariam usando “laranjas” para realização de cursos e para a execução de trabalhos que reduzem a pena. A carta teria sido escrita de dentro da unidade penitenciária e enumera um total de 27 irregularidades.

O presidente da comissão de direitos humanos da OAB, Alexandre Salomão, diz que após uma vistoria em todas as galerias do Complexo Médico Penal, as informações relatadas na carta não se confirmaram. “Não tivemos nenhuma denúncia anterior com relação às situações que são narradas. O que pudemos observar é que não se obteve informação relacionada privilégios em relação à alimentação das pessoas que estão lá detidas. No Complexo Médico Penal, por se tratar de um hospital, não há permissão de realização de visita íntima de qualquer pessoa”, diz.

O presidente da comissão ainda explica que qualquer objeto ou alimento entregue à unidade que esteja fora do padrão é retido pelos agentes. “Estivemos em contato com o atual diretor, ele assumiu há 20 dias. Ele relatou que, durante o período em que esteve lá, não observou nenhuma especia de irregularidade com relação a tratamento de familiares ou regalias. Ele, inclusive, mostrou a recepção de sacolas, por Sedex. Quando há a remessa de algum material que não está dentro do previsto na relação de itens disponível no próprio site do Depen [Departamento Penitenciário do Paraná], eles retiram e avisam a pessoa que veio algo que não é permitido”, disse.

O presídio abriga 799 presos, sendo que a capacidade é para 659. A contagem oscila bastante, já que muitos deles permanecem no local por pouco tempo – a unidade é hospitalar e oferece tratamento médico para presidiários de todo o Paraná.

Do total de detentos, apenas 13 são da Operação Lava Jato. Entre eles estão o ex-deputado federal André Vargas, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha e o ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine.

A força-tarefa da Operação Lava Jato afirma que foi aberto um procedimento para apurar as denúncias relatadas, no entanto, o processo segue em sigilo. Um pedido de providências sobre o mesmo caso já havia sido feito pelo Ministério Público Estadual no fim do ano passado, mas a justiça julgou improcedente o processo por falta de provas.

Em nota, o Departamento Penitenciário do Paraná afirma que desconhece a denúncia e que ainda não teve acesso ao conteúdo da carta entregue a força-tarefa. Além disso, segundo a assessoria de imprensa, uma vistoria foi realizada na semana passada no Complexo Médico Penal pela corregedoria do Depen e também não encontrou irregularidades no funcionamento da unidade.