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Três de cinco brasileiros pagam conta em agência, diz pesquisa

Três em cada cinco brasileiros pagam contas em agências bancárias físicas e não pela internet, diz pesquisa da Ipsos feita a pedido do Nubank e divulgada nesta segunda-feira (28).

O levantamento diz que 50% dos clientes de 18 a 34 anos frequentaram um banco para resolver algum problema financeiro, que não a quitação de dívida, nos últimos 30 dias. Entre cidadãos de 45 a 50 anos, a proporção sobe para 65%.

Já 27% dos clientes vão a agências para solicitar novos serviços e 23% para tirar dúvidas. A maioria (62%) afirma que usa agência bancária para sacar dinheiro.

A pesquisa também questionou as motivações para a abertura de contas digitais: 44% responderam que é para evitar agências bancárias. No Norte, onde 42% das cidades não têm agências, o número chega a 85%.

Para 54%, o motivo é a possibilidade de resolver tudo pelo aplicativo.

A dispensa de taxa de manutenção, as TEDs mais baratas e a maior rentabilidade respondem por 49%, 44% e 30%, respectivamente. Para 28%, a abertura de uma conta digital se justifica pela curiosidade de um novo tipo serviço.

A pesquisa da Ipsos foi realizada em agosto e ouviu mil pessoas de todas as regiões. A população sondada tem de 18 a 50 anos, com renda de até R$ 30 mil, acesso à internet pelo celular e é cliente de diferentes bancos. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Dados do Banco Central mostram que, desde 2015, as transações feitas por smartphones ultrapassam as realizadas em agências bancárias. Segundo o banco, a modalidade é a preferida entre os clientes brasileiros, o que aponta para a direção da modernização do serviços.

No ano passado, foram 29 bilhões de transferências por celular contra 8,2 bilhões em agências. Em segundo lugar, apareceu o uso de internet banking, com 21,9 bilhões de transações e crescimento de 6,3% em relação a 2017.

Somadas, as transações por smartphones e internet banking representam quase 70% do total.

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Sanepar derruba medida cautelar e água deve subir mais 3,76%

A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) informou os acionistas da empresa que a água vai ficar mais cara no Paraná. A empresa vai aplicar um reajuste adicional de 3,76% na tarifa de água e esgoto. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23), após o TCE-PR (Tribunal de Contas do Paraná) derrubar uma medida cautelar que impedia o aumento.

Os 3,76% adicionais somam-se aos 8,37% reajustados em abril, totalizando um aumento de 12,13% em 2019. O índice é quase quatro vezes superior a inflação estimada para este ano, calculada em 4,25% pelo Banco Central. O IPCA calculado nos últimos 12 meses é ainda menor: 3,43%.

De acordo com a Sanepar, o reajuste para 2019 foi fixado pela AGEPAR (Agência Reguladora do Paraná).

Procurada pelo Paraná Portal, a Sanepar se limitou a informar, em nota, que “tomou a medida procedimental devida, no momento, que é comunicar o fato ao mercado (Comissão de Valores Mobiliários – CVM)”.

Questionada sobre a eventual aplicação do reajuste e quando, deve fato, o aumento chega às contas de água e esgoto, a Companhia não respondeu.

Conta de luz fica mais cara a partir da próxima semana

A conta de luz da Copel vão aumentar a partir da próxima segunda-feira (14), graças a aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) na manhã desta terça-feira (18).

O reajuste médio é de 3,41%, mas o percentual varia de acordo com o perfil da unidade consumidora.

Por exemplo, em unidades residencias, consideradas de baixa tensão, o aumento será de 2,92%. Já as unidades conectadas à alta tensão, o aumento será 4,32%.

O valor do reajuste está abaixo da inflação (IPCA) dos últimos 12 meses, que é de 4,66%.

ÚLTIMO AUMENTO

No ano passado, a Copel teve reajuste de 15,06% para as unidades residenciais e 17,55% para o setor industrial.

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TCE pode suspender reajuste da conta de água e esgoto e classifica aumento como “aberração”

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) pode suspender o reajuste das contas de água e esgoto da Sanepar. Uma suposta irregularidade foi acatada pelo conselheiro Artagão de Mattos Leão e protocolada nesta quarta-feira (8), o que pode resultar em uma medida cautelar para impedir que o aumento de 12,13% entre em vigor no dia 17 deste mês.

De acordo com o TCE, o aumento acumulado das tarifas da Sanepar chegam a 27,92% desde o reajuste de 2017. Já o valor da inflação (IPCA), no mesmo período, foi de 12,06%. 

“Estamos diante de verdadeira aberração travestida de uma teia de números, que visam distribuir lucros aos acionistas”, diz a manifestação do TCE. A proposta do TCE-PR também inclui uma comissão de auditoria multidisciplinar para analisar a metodologia de cálculo do reajuste de água e esgoto proposto para 2019.

Montada pela Segunda Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR ainda afirma ter constatado “prática de ato lesivo à moralidade administrativa visto que o pedido de majoração destoa da realidade social e econômica brasileira, configurando-se em verdadeiro achaque ao cidadão, que embora recolha seus impostos com extrema dificuldade, não observa retorno dos recursos em forma de benefícios”.

A inspetoria também destacou que lucros de R$ 200 milhões foram distribuídos aos sócios em 2014. Já no ano passado, os valores ultrapassaram R$ 423 milhões, segundo os relatórios da própria Sanepar.

O reajuste atual vem causando uma repercussão negativa. O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) classificou o aumento como abusivo, enquanto a a Associação Comercial do Paraná (ACP) também se posicionou contrária ao aumento.

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Pesquisa mostra que 80% dos negativados são reincidentes na dívida

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelam que, do total de consumidores que foram negativados em outubro, 80% são reincidentes, ou seja, já haviam aparecido no cadastro de devedores ao longo dos últimos 12 meses. Nesses casos, 25% haviam regularizado a situação, enquanto 55% ainda estavam com a dívida pendente.

Uma das constatações do estudo é que o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida para outra é de 96 dias. Isso significa que o consumidor volta a atrasar o pagamento das contas no prazo médio de três meses do vencimento da dívida anterior.

Outro dado mensurado pela CNDL e pelo SPC Brasil é o de quitação de dívidas. De acordo com o indicador de recuperação de crédito, aumentou em 9,5% o volume de inadimplentes que conseguiram regularizar as pendências no acumulado dos últimos 12 meses até outubro.

Entre as regiões que apresentaram maior crescimento de recuperação de crédito, o Sudeste puxa o ranking no mês de outubro, com 19,5%. Na sequência estão Centro-Oeste (16%), o Nordeste (7,6%) e o Sul (2,5%). Apenas no Norte houve recuo, com queda de 5,8% no volume de pessoas que conseguiram quitar dívidas.

De acordo com o indicador, o volume de dívidas regularizadas avançou 8,2% no acumulado de 12 meses até outubro deste ano. Desse total, a maior parte diz respeito a dívidas bancárias (65%). Em seguida, aparecem as contas de água e luz (19%), contas pagas no comércio (9%) e as de serviços de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (3%).

O SPC recomenda ao consumidor que estude, avalie e planeje uma proposta de pagamento adequada à sua realidade. A entidade chama a atenção também para os erros que ocorrem em uma renegociação quando o consumidor aceita os termos sem ter consciência de que o prazo será cumprido.

Segundo o SPC, é importante lembrar que o fim de ano é o momento propício para o consumidor colocar as contas em dia, tendo em vista a injeção de dinheiro extra do 13º salário.

Tanto no Indicador de Recuperação de Crédito quanto no Indicador de Reincidência são usados os registros de saída de CPFs das bases a que o SPC Brasil tem acesso. Os dados são de abrangência nacional.

Por decisão do STF, contas de telefone ficam mais caras a partir deste mês

Com informações da Agência Brasil

O ano começou com aumento no custo da telefonia em todo o país. Isso por conta da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que as empresas de telefonia fixa e móvel recolham o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o valor da assinatura básica mensal.

Os valores variam de acordo com o estado e o tipo de plano oferecido pelas operadoras. As empresas de telefonia que ainda não recolhiam o imposto estão comunicando aos clientes o reajuste dos planos.

De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), não se trata de aumento de tarifa ou preço de serviços.

Em nota, a agência reguladora esclarece que o reajuste dos planos básicos das concessionárias de telefonia ocorre anualmente e é homologado sem o acréscimo de impostos.

O último reajuste aprovado pela Anatel foi em setembro de 2016.

O valor recolhido pelas operadoras com o imposto é repassado aos estados. A cobrança do ICMS é feita conforme regras definidas pelas secretarias de Fazenda estaduais, que definem a alíquota de ICMS que incidirá sobre os serviços de telecomunicações.

Segundo o SindiTelebrasil, as prestadoras de telecomunicações apenas recolhem os tributos cobrados sobre os serviços e repassam integralmente aos cofres públicos.

“Nesse sentido, as prestadoras cumprem decisão da Justiça e dos governos estaduais, que definem as alíquotas a serem aplicadas. Cada prestadora está seguindo uma agenda adequada para informar aos clientes sobre a incidência do ICMS. Só no ano passado, foram recolhidos aos cofres estaduais R$ 34 bilhões de ICMS sobre serviços de telecomunicações”, diz a entidade em nota.

De acordo com o SindiTelebrasil, a carga tributária do país é uma das maiores do mundo e representa cerca de 50% da conta dos serviços.

Segundo a Anatel, a cobrança do ICMS é obrigatória pelas empresas prestadoras de serviço de telecomunicações e o acréscimo é repassado aos consumidores, independentemente do plano adquirido.

O ICMS para circulação dentro do estado é de 18% no Paraná.

STF

A questão chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um recurso do governo do Rio Grande do Sul, que recorreu de decisão da Justiça gaúcha.

No julgamento anterior, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, entendeu que o serviço de assinatura básica oferecido pelas operadoras aos consumidores não pode sofrer incidência do ICMS por tratar-se de um serviço de atividade-meio para a prestação do serviço de telefonia, e não do próprio serviço, sendo, portanto, imune à tributação.

O processo que isentava o ICMS do consumidor era movido pela empresa de telefonia Oi. A decisão atual do STF, contra esse processo da Oi, foi definida em novembro do ano passado e entrou em vigor este ano.

Por 7 votos a 2, seguindo voto do relator, ministro Teori Zavascki, o STF entendeu que a assinatura básica faz parte da prestação do serviço de telefonia e, dessa forma, o imposto deve ser cobrado.