Mulher é assassinada e tem corpo jogado no rio; filho da vítima é abandonado em carro

A polícia investiga a autoria e motivação do assassinato de uma mulher de 25 anos entre os municípios de São José dos Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O filho dela, de apenas quatro anos, estava no carro e é a única testemunha do crime.

O veículo estava atolado a alguns metros de um rio, onde o corpo de Beatriz Stefanichan de Almeida Santos foi encontrado, minutos depois. A ocorrência começou no final da tarde de ontem (16), quando um motociclista percebeu uma movimentação estranha no veículo, que poderia ser um sequestro.

O subtenente Valdir, da Polícia Militar, explica como o atendimento foi feito até a localização do automóvel e do corpo.

“Essa situação começou no final da tarde, como se fosse um sequestro de um veículo com uma criança no banco traseiro. Um conduzindo o veículo e outro com ferimentos. Fizemos várias rondas e uma família da região viu ele neste local. A gente chegou, mas a Força Nacional já se encontrava com a criança.

O caso está sob investigação da Delegacia de Piraquara. O investigador Sérgio Klaar diz que as marcas dentro do carro mostram que, provavelmente, a mulher lutou com o assassino.

“Não sabemos ainda que tipo de arma foi usada. A princípio, foi uma contundente. O que nos passaram foi que foi um roubo agravado, aonde tinham mantido a motorista e o filho como refém”, completou.

O menino, de quatro anos, foi entregue aos avós e a polícia deve tentar conseguir, com ele, alguma informação que possa ajudar na identificação do assassino.

Drogas - Funcionário - Presos - Francisco Beltrão

Funcionário de cadeia no Paraná é preso por repassar drogas e celular aos presos

Um funcionário da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão foi preso pela PCPR (Polícia Civil do Paraná), nesta quarta-feira (9), por repassar drogas e celulares aos detentos do presídio.

Junto do funcionário foram apreendidos 150 gramas de maconha e três celulares. Ele era responsável pela fiscalização dos detentos em suas atividades de trabalho na penitenciária.

Os cães farejadores da PCPR encontraram a droga e os celulares no armário e também no carro do supervisor. Após a apreensão, o funcionário confessou aos policiais a propriedade e também a distribuição dos materiais entre os presos.

Os policiais então encaminharam o rapaz de 28 anos para a unidade da PCPR em Francisco Beltrão e ele foi autuado por tráfico de drogas, estando agora à disposição da Justiça.

Daniel - Edson Brittes - MPPR

MPPR pede que Edison Brittes fique preso pela morte do ex-jogador Daniel

O Caso Daniel Corrêa Freitas registrou importante avanço na noite desta terça-feira (8). O MPPR (Ministério Público do Paraná) entregou suas alegações finais sobre o crime e pediu que Edson Brittes continue preso até o final do julgamento.

O MPPR ainda solicitou que todos os sete acusados pela morte do ex-jogador de futebol sejam levados à júri popular. A decisão está agora nas mãos da juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais.

Baseada na recém aprovada Lei de Abuso de Autoridade, o MPPR pediu que os outros réus ainda presos pelo crime respondam em liberdade até o julgamento.

David William Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King ainda estão presos, mas podem ser soltos com o pedido. Cristiana Brittes, Allana Brittes e Evellyn Perusso já haviam recebido habeas corpus e aguardam a sentença em liberdade.

A defesa dos acusados ainda irá apresentar suas alegações antes da decisão da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais.

ÍNTEGRA DOS PEDIDOS

As alegações finais do MPPR colocam os seguintes crimes imputados para cada um dos réus:

Edison Brittes Junior: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo;

David William Vollero Silva: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa e fraude processual;

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;

Ygor King: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa, ocultação de cadáver e fraude processual;

Cristiana Brittes: homicídio qualificado, fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo;

Allana Brittes: fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo;

Mãe e filhas usam adolescente para matar o próprio pai

A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente na quarta-feira (02), três mulheres da mesma família, mãe e filhas, de 19, 33 e 50 anos, suspeitas de serem coautoras na morte de Gilmar de Lima, de 40 anos.

Ele foi morto no dia 27 de setembro de 2018 com dois tiros dentro de casa, localizada no bairro Cidade Industrial de Curitiba.

Um adolescente de 17 anos, filho da vítima com uma das mulheres, encontra-se foragido. Ele é suspeito de ser o autor dos disparos.

Na época do crime,  as três – então esposa, cunhada e sogra da vítima – disseram à polícia que um indivíduo usando bala clava teria arrombado a porta, entrado na casa e desferido disparos de arma de fogo contra vítima, que estava deitada em um colchão na sala. Logo em seguida o indivíduo teria fugido.

Elas ainda relataram que um dos filhos, que tinha 16 anos, não morava na mesma casa e só havia tomado conhecimento da morte do pai no dia seguinte.

Porém, durante as investigações, a polícia descobriu que, as três mulheres, junto com o adolescente, arquitetaram o plano que resultou no homicídio. Ainda de acordo com a investigação, a motivação seria por problemas familiares.

Para embasar esse entendimento, a PCPR contou com o auxílio de câmeras de monitoramento da região, que captaram o adolescente, momentos antes do crime, na posse de um revólver, calibre 38. Testemunhas presenciais do homicídio também forneceram detalhes da empreitada criminosa. A quebra do sigilo telefônico foi fundamental para derrubar a tese apresentada pelas suspeitas.

As três encontram-se à disposição da Justiça e deverão responder por homicídio duplamente qualificado. O adolescente é considerado foragido.

Bope apreende armas utilizadas em assalto a banco em Curitiba

O assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal no bairro Tatuquara, em Curitiba, nesta segunda-feira (30), ganhou desdobramentos ao final da tarde. Equipes do Bope/Rone (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Paraná) apreenderam armas utilizadas na ação criminal e trocaram tiros com os assaltantes.

Na ação, um dos indivíduos foi morto em confronto com os policiais. Os demais assaltantes conseguiram fugir e ainda não foram localizados. Durante o roubo a agência bancária, outro criminoso também faleceu em decorrência do tiroteio com a Polícia Militar.

Ao todo foram apreendidas duas espingardas calibre .12., munições, dois galões cheios de miguelitos (ferros usados para furar pneus), dois coletes á prova de bala, além de dois veículos utilizados no assalto.

PÂNICO NO TATUQUARA

A agência da Caixa fica localizada na Rua Engenheiro João Kloss com a Rua Odir Gomes da Rocha. Segundo testemunhas, 20 pessoas foram feitas reféns dentro do banco e carros e pessoas que passavam em torno do local também eram paradas pelos cinco criminosos envolvidos na ação.

Todos os assaltantes estavam armados com armas de calibre pesado, como fuzis e espingardas, e levaram todo o dinheiro da agência. A ação dos criminosos durou em torno de 15 minutos.

IML confirma que suspeito preso em SP é o assassino de Rachel Genofre

O Perito Criminal do IML (Instituto Médico Legal), Hemerson Bertassoni Alves, afirmou em coletiva nesta sexta-feira (20),  que o suspeito preso em São Paulo é o assassino de Rachel Genofre.

Bertassoni disse ainda que o crime só pôde ser solucionado graças à cooperação das forças policiais dos estados do Paraná, de São Paulo e do Governo Federal, através da RIPG (Rede Integrada de Perfis Genéticos). “A Polícia Cientifica, a Polícia Civil e as forças de segurança do Estado nunca pararam nesse caso, sempre houve essa integração. Os resultados que nós estamos tendo agora são frutos de toda essa integração”, afirmou o perito.

Caso Rachel Genofre está “100% resolvido” diz polícia, 11 anos após o crime

Sobre a confirmação do suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, Bertassoni explica que os resultados genéticos e os dados coletados, “sustentam que o perfil genético encontrado no corpo da Raquel seja desse suspeito preso em São Paulo, do que de qualquer outro suspeito escolhido aleatoriamente na população”.

O IML  informou ainda que 170 materiais genéticos foram coletados dos presos suspeitos e confrontados com as amostras coletadas do corpo de Raquel, em 2008.

O perfil genético de Carlos Eduardo dos Santos não estava na lista dos 170 presos suspeitos. Ele não estava sendo investigado pela Polícia do Paraná. Carlos só foi encontrado através dos cruzamentos de dados no sistema nacional. “A Lei diz que todos os indivíduos, condenados, tramitados e julgados, que tenham praticado algum crime como homicídio, roubo, estupro, que são crimes hediondos,  devem doar material a esse banco”, disse Bertassoni.

Foi dessa forma que os dados coletados de Carlos Eduardo, em São Paulo, puderam ser cruzados com os dados de Raquel, inseridos no sistema, aqui no Paraná.

IML - caso Raquel Genofre
Laboratório de Análises do IML – William Bittar/CBN Curitiba

Em coletiva feita no fim da tarde desta quinta-feira (19), o Secretário de Segurança Publica do Paraná,  Rômulo Marinho Soares, afirmou que o caso foi solucionado, depois de quase 11 anos de investigações.

O suspeito, Carlos Eduardo dos Santos, de 54 anos, está detido em Sorocaba, no interior de São Paulo.

O DNA do suspeito é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. O crime aconteceu em 2008, quando Rachel tinha apenas  nove anos de idade.

O corpo de Rachel Genofre foi encontrado, dentro de uma mala, deixada sob uma escada da rodoferroviária de Curitiba.

A motivação do crime ainda não foi esclarecida.

CASO RACHEL GENOFRE

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008. O último paradeiro conhecido da garota, na época com 8 anos de idade, era em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntário da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo de Rachel foi localizado dois dias depois, em 5 de novembro. Esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência e sexual, o corpo foi encontrado dentro de uma mala, que foi deixada embaixo de uma escada da Rodoferroviária de Curitiba.

A identidade foi confirmada após exame de perícia do IML (Instituto Médico-Legal). O Instituto de Criminalística foi acionado por fiscais e policiais militares, após dois indígenas que dormiam na rodoviária se depararem com a mala suspeita.

Colaborou com informações Willian Bittar/CBN Curitiba

PMPR diz que “Operação 100” preveniu crimes na capital

Segundo a Polícia Militar do Paraná, a operação que iniciou no final da tarde de sexta (2) e terminou na madrugada desse sábado (3), teve como resultado a prevenção de crimes na capital.

Batizada como “Operação 100”, do 1º Comando Regional de Polícia Militar (1º CRPM), a operação abordou mais de 1,3 mil pessoas e mais de 630 veículos, prendeu 12 pessoas, apreendeu uma arma de calibre restrito (pistola .40) com 28 munições e outros materiais em Curitiba.

Foram para as ruas 550 policiais militares e 165 viaturas, no reforço do policiamento preventivo e nas abordagens em áreas residências, comerciais, públicas e trânsito.

Para o  Comandante do 1º CRPM, coronel Hudson Leôncio Teixeira,  foi possível perceber a queda na criminalidade desde do anúncio da operação.  “Foi perceptível, desde o anúncio da operação até a finalização dela a queda de ligações para o telefone 190, isso observamos pelo rádio, sendo assim, posso dizer, com certeza, que a população ficou mais tranquila e que nosso papel foi cumprido. E isso se deve ao empenho de cada policial militar, homem ou mulher que mesmo com chuva e frio foi às ruas combater o crime”, afirmou o comandante.

Ao todo foram  de 1.352 pessoas de 516 veículos e mais 119 motocicletas, 21 bares e lanchonetes e 15 praças. Foram apreendidos 113 buchas de cocaína, 32 porções de maconha, um conjunto de som e quatro estepes (pneus). Um veículo foi recuperado e sete carros e seis motocicletas recolhidos devido à irregularidades.

Além da ronda preventiva, foram feitas ações de trânsito como abordagens a veículos e bloqueios policiais. Foram registradas 89 infrações de trânsito, na recuperação do veículo, no recolhimento dos sete veículos e das seis motocicletas. O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) também atendeu a 11 acidentes de trânsito e um caso de atropelamento.

Violência sexual atinge quase duas crianças por dia em Curitiba; Boqueirão é o bairro com mais casos

 

Amanhã (18) é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e a data não poderia ser mais relevante. Dados divulgados pelo Ministério Público do Paraná mostram que somente em Curitiba, 599 casos de violência sexual contra menores de idade foram registrados ao longo do ano passado nas 10 regionais da cidade. O número leva a uma média de quase dois episódios por dia, ou um a cada 14 horas e 30 minutos.

Vítimas, muitos desses meninos e meninas da capital são levados ao Hospital Pequeno Príncipe, que constata uma triste realidade: na maioria dos casos atendidos por lá, os agressores estão dentro da própria família. Quem explica é a pediatra Maria Cristina da Silveira, que coordena esse tipo de atendimento na instituição. “Em questão da violência contra crianças e adolescentes em 2018, nós atendemos 586 casos, desses 56%,ou seja, 324 foram de violência sexual. Os outros casos foram por outros motivos, violência física, intoxicação, negligência, violência psicológica. A nossa média é de mais de uma criança por dia vítima de violência. No caso de violência sexual contra crianças e adolescentes, o agressor teme a denúncia e por isso faz de tudo para que isso não aconteça. Nesses casos, o abuso começa por ato libidinoso, a conquista da criança, da confiança para chegar à violência em si”, diz ela.

O alerta vale principalmente em relação a crianças com até sete anos de idade, que dificilmente entendem as figuras de linguagem do mundo dos adultos. São meninos e meninas muito jovens, que encaram a figura do monstro, por exemplo, como um ser fantasioso, e não – em uma concepção mais simples – como uma pessoa má.”
Dessas crianças, em torno de 324 vítimas de violência sexual, 66% são com idades abaixo de 6 anos. A gente tem vários casos, os mais recentes, por exemplo, em questão de violência física, a menor criança que nós tivemos em 2018 teve 10 dias. Em 2018 em relação a menor criança vítima de violência sexual, foi de 3 meses. É assustador. A baixa idade das vítimas em relação a violência sexual, dependendo da idade pode levar a óbito ou doenças transmissíveis. E desse total de crianças vítimas de violência sexual, em torno de 76% são meninas e o restante são meninos”, conta.

Eduardo Simões Monteiro é promotor de Justiça e tem lidado com o assunto na região do bairro Boqueirão, a mais vulnerável da cidade. Ao todo, 76 casos de violência contra menores de idade foram registrados em 2018 nessa porção da cidade e, por isso, o MP lançou nesta semana a Liga Boqueirão de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A ideia da iniciativa é dar total suporte às vítimas e às famílias com 16 ações integradas inspiradas no universo dos super-heróis.”Nosso trabalho começou quando começou a edição da Lei 13.431, que é uma lei muito importante porque traz para o sistema da justiça e da sociedade, todo o trabalho que deve ser feito na área da violência, seja enfrentado de maneira multidisciplinar. Nós temos que analisar a violência seja na perspectiva da prevenção ou proteção daquela vítima que já sofreu agressão e também na punição do agressor. Nós temos que nos irmanar para que essa lei seja surta os seus efeitos. Então, nós criamos um espaço, um tempo para discutir esse tema e tirarmos o tabu e estabelecermos uma cultura de trabalho e uma mentalidade de conscientização”.

Com algumas ações já em andamento, a Liga foi pensada a partir de eixos que incluem aspectos como protagonismo, prevenção, atenção e pesquisa e comunicação, entre outras coisas. Monteiro também fala das pesquisas que revelam que apenas 10% dos casos são descobertos e denunciados. “Primeiro, há uma destruição da figura de proteção ou do vínculo de confiança, onde uma pessoa de confiança produziu uma dor nessa criança ou na adolescência. Toda uma vida posterior pode ser comprometida. Todo o romanismo, o ato de criar filho, pode ser comprometido. Muitas dessas crianças e adolescentes perde o ponto de referência da sua infância, e pode levar isso para toda vida”, explica ela.

Em relação às crianças muito jovens, que ainda não sabem se comunicar verbalmente, cabe às pessoas mais próximas observar mudanças de comportamento, marcas pelo corpo ou indícios de agressão. ”

Por causa dos traços de crueldade, essas marcas, na primeira infância, só podem ser revertidas com investimento na recuperação social e psíquica da vítima.

Além de integrar a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência, o Pequeno Príncipe também realiza, há 13 anos, a “Campanha Pra Toda Vida – A violência não pode marcar o futuro das crianças e adolescentes”. A iniciativa busca reforçar a ideia de que o cuidado e a proteção das crianças e adolescentes são responsabilidade de toda a sociedade, e que, juntas, as pessoas podem transformar a vida de cada um deles.

Caso Daniela: Justiça marca interrogatório de acusado de matar esposa a facadas

O interrogatório de Emerson Bezerra da Silva, acusado de assassinar a esposa Daniela Eduarda Alves a facadas na madrugada de 14 de janeiro, está marcado para o dia 4 de abril. A morte de Daniela ganhou repercussão depois que uma série de gravações de ligações de vizinhos que alertaram a Polícia Militar (PM) sobre agressões, gritos e pedidos de socorro foram anexadas ao processo.

Vizinhos chamaram polícia oito vezes antes de mulher ser morta por marido no PR; OUÇA
PM nega erro no caso de mulher assassinada após demora da polícia para atender ligações de vizinhos

Segundo a investigação, as agressões teriam começado por volta das 23 horas mas a viatura da PM chegou ao local somente às 2h20. A vítima já estava morta há 20 minutos. Emerson foi preso horas depois.

Suspeito de matar companheira a facadas será indiciado por feminicídio

O advogado que representa a família da vítima, Ygor Nasser, disse que a PM errou ao tratar a ocorrência como uma situação particular e ressaltou que a alteração de protocolo de identificação de ocorrências já deveria ter sido implementada pela corporação. Ygor Nasser reforçou ainda que Daniela foi vítima de um serviço público precário. Depois da repercussão do caso, a PM afirmou que vai mudar os procedimentos para identificar quais chamadas são consideradas prioritárias nas ligações feitas para os atendentes da Central de Operações Policiais Militares

“Uma mudança que vem a calhar para que outras pessoas não passem o que Daniela passou. Infelizmente, a Daniela foi vítima de um serviço público precário que deixou de priorizar o atendimento dela por circunstâncias alheias que não sabemos. Quem sabe esse caso seja um exemplo para mudar”, diz o advogado.

Mesmo com a mudança, a PM entende que não houve erro no procedimento aplicado no caso. Logo após a divulgação das gravações, o tenente coronel da PM, Manoel Jorge dos Santos Neto, afirmou que a chamada “grade de prioridades” das ligações vai ser alterada. Segundo o tenente coronel, a quantidade de telefonemas para um mesmo caso vai ser um dos fatores que agora vai ser analisado.

O advogado Luis Gustavo Janiszewski, que representa o marido acusado de matar a mulher, lembra que o processo está em segredo de justiça e as gravações foram vazadas para atender algum interesse. Ele avalia que os áudios reforçam a tese de que não houve um crime premeditado. O advogado também defende que as pessoas que entraram em contato com a polícia naquela noite sejam identificadas e submetidas ao contraditório.

De acordo com o advogado Ygor Nasser, o réu tinha histórico de violência e já havia agredido a vítima anteriormente. No entanto, Daniela não chegou a fazer boletim de ocorrência por acreditar que se tratava de um episódio isolado.

Uma das linhas centrais da defesa é a de desqualificar a tese de feminicídio. O advogado Luis Gustavo Janiszewski sustenta que deve ser esclarecido se o homicídio foi consequência de uma ‘violenta emoção’, após uma discussão entre o marido e a mulher. Para a defesa do réu, houve um desentendimento, que se acalorou e acabou com a morte da esposa. O advogado nega que o marido já tivesse agredido a esposa em outras oportunidades.

“Não existia essa antecedência de violência doméstica. Emerson nunca foi um ‘machão’ ou algo desse gênero. Ele respeitava e coabitava com a Daniela. Lógico, ela é vítima, e ninguém quer isentar a responsabilidade de Emerson, ele vai ser processado e condenado na medida de sua culpabilidade. O que a defesa não pode permitir é que fofocas, sem contraditório, sem documento e sem elementos”, diz Janiszewski

Durante a audiência de instrução, no dia 04 de abril, antes do réu, devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, entre elas, a mãe, o padrasto e a irmã da vítima e dois policias militares que atenderam a ocorrência no dia do crime. Emerson Bezerra está preso preventivamente por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o crime foi por motivo torpe, através de meio cruel e dificultou a reação da vítima.

Quatro suspeitos de roubo morrem em confronto com a PM em Londrina

Quatro homens, suspeitos de terem roubado 77 notebooks em uma transportadora, foram mortos em um confronto com policiais militares de Londrina, no Norte do Paraná, na noite de terça-feira (19). Eles estariam escondendo o produto do roubo dentro de um galpão.

Os suspeitos teriam roubado a carga de uma empresa de transporte aéreo e fugiram em dois carros, um Ford Fiesta e um Kia Sportage. Os policiais do Choque iniciaram o acompanhamento tático, que terminou quando os supostos ladrões entraram no galpão onde manteriam os produtos roubados e abriram fogo contra a PM.

No confronto, três suspeitos morreram no local e um quarto foi encaminhado em estado grave ao Hospital Evangélico, mas não resistiu aos ferimentos.

Os policiais encontraram bloqueadores de alarme de veículos, celulares, três revólveres, uma pistola, braçadeiras de plástico, munição, uma porção de maconha, dinheiro e os notebooks. Os carros também foram apreendidos.