PMPR diz que “Operação 100” preveniu crimes na capital

Segundo a Polícia Militar do Paraná, a operação que iniciou no final da tarde de sexta (2) e terminou na madrugada desse sábado (3), teve como resultado a prevenção de crimes na capital.

Batizada como “Operação 100”, do 1º Comando Regional de Polícia Militar (1º CRPM), a operação abordou mais de 1,3 mil pessoas e mais de 630 veículos, prendeu 12 pessoas, apreendeu uma arma de calibre restrito (pistola .40) com 28 munições e outros materiais em Curitiba.

Foram para as ruas 550 policiais militares e 165 viaturas, no reforço do policiamento preventivo e nas abordagens em áreas residências, comerciais, públicas e trânsito.

Para o  Comandante do 1º CRPM, coronel Hudson Leôncio Teixeira,  foi possível perceber a queda na criminalidade desde do anúncio da operação.  “Foi perceptível, desde o anúncio da operação até a finalização dela a queda de ligações para o telefone 190, isso observamos pelo rádio, sendo assim, posso dizer, com certeza, que a população ficou mais tranquila e que nosso papel foi cumprido. E isso se deve ao empenho de cada policial militar, homem ou mulher que mesmo com chuva e frio foi às ruas combater o crime”, afirmou o comandante.

Ao todo foram  de 1.352 pessoas de 516 veículos e mais 119 motocicletas, 21 bares e lanchonetes e 15 praças. Foram apreendidos 113 buchas de cocaína, 32 porções de maconha, um conjunto de som e quatro estepes (pneus). Um veículo foi recuperado e sete carros e seis motocicletas recolhidos devido à irregularidades.

Além da ronda preventiva, foram feitas ações de trânsito como abordagens a veículos e bloqueios policiais. Foram registradas 89 infrações de trânsito, na recuperação do veículo, no recolhimento dos sete veículos e das seis motocicletas. O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) também atendeu a 11 acidentes de trânsito e um caso de atropelamento.

Violência sexual atinge quase duas crianças por dia em Curitiba; Boqueirão é o bairro com mais casos

 

Amanhã (18) é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e a data não poderia ser mais relevante. Dados divulgados pelo Ministério Público do Paraná mostram que somente em Curitiba, 599 casos de violência sexual contra menores de idade foram registrados ao longo do ano passado nas 10 regionais da cidade. O número leva a uma média de quase dois episódios por dia, ou um a cada 14 horas e 30 minutos.

Vítimas, muitos desses meninos e meninas da capital são levados ao Hospital Pequeno Príncipe, que constata uma triste realidade: na maioria dos casos atendidos por lá, os agressores estão dentro da própria família. Quem explica é a pediatra Maria Cristina da Silveira, que coordena esse tipo de atendimento na instituição. “Em questão da violência contra crianças e adolescentes em 2018, nós atendemos 586 casos, desses 56%,ou seja, 324 foram de violência sexual. Os outros casos foram por outros motivos, violência física, intoxicação, negligência, violência psicológica. A nossa média é de mais de uma criança por dia vítima de violência. No caso de violência sexual contra crianças e adolescentes, o agressor teme a denúncia e por isso faz de tudo para que isso não aconteça. Nesses casos, o abuso começa por ato libidinoso, a conquista da criança, da confiança para chegar à violência em si”, diz ela.

O alerta vale principalmente em relação a crianças com até sete anos de idade, que dificilmente entendem as figuras de linguagem do mundo dos adultos. São meninos e meninas muito jovens, que encaram a figura do monstro, por exemplo, como um ser fantasioso, e não – em uma concepção mais simples – como uma pessoa má.”
Dessas crianças, em torno de 324 vítimas de violência sexual, 66% são com idades abaixo de 6 anos. A gente tem vários casos, os mais recentes, por exemplo, em questão de violência física, a menor criança que nós tivemos em 2018 teve 10 dias. Em 2018 em relação a menor criança vítima de violência sexual, foi de 3 meses. É assustador. A baixa idade das vítimas em relação a violência sexual, dependendo da idade pode levar a óbito ou doenças transmissíveis. E desse total de crianças vítimas de violência sexual, em torno de 76% são meninas e o restante são meninos”, conta.

Eduardo Simões Monteiro é promotor de Justiça e tem lidado com o assunto na região do bairro Boqueirão, a mais vulnerável da cidade. Ao todo, 76 casos de violência contra menores de idade foram registrados em 2018 nessa porção da cidade e, por isso, o MP lançou nesta semana a Liga Boqueirão de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A ideia da iniciativa é dar total suporte às vítimas e às famílias com 16 ações integradas inspiradas no universo dos super-heróis.”Nosso trabalho começou quando começou a edição da Lei 13.431, que é uma lei muito importante porque traz para o sistema da justiça e da sociedade, todo o trabalho que deve ser feito na área da violência, seja enfrentado de maneira multidisciplinar. Nós temos que analisar a violência seja na perspectiva da prevenção ou proteção daquela vítima que já sofreu agressão e também na punição do agressor. Nós temos que nos irmanar para que essa lei seja surta os seus efeitos. Então, nós criamos um espaço, um tempo para discutir esse tema e tirarmos o tabu e estabelecermos uma cultura de trabalho e uma mentalidade de conscientização”.

Com algumas ações já em andamento, a Liga foi pensada a partir de eixos que incluem aspectos como protagonismo, prevenção, atenção e pesquisa e comunicação, entre outras coisas. Monteiro também fala das pesquisas que revelam que apenas 10% dos casos são descobertos e denunciados. “Primeiro, há uma destruição da figura de proteção ou do vínculo de confiança, onde uma pessoa de confiança produziu uma dor nessa criança ou na adolescência. Toda uma vida posterior pode ser comprometida. Todo o romanismo, o ato de criar filho, pode ser comprometido. Muitas dessas crianças e adolescentes perde o ponto de referência da sua infância, e pode levar isso para toda vida”, explica ela.

Em relação às crianças muito jovens, que ainda não sabem se comunicar verbalmente, cabe às pessoas mais próximas observar mudanças de comportamento, marcas pelo corpo ou indícios de agressão. ”

Por causa dos traços de crueldade, essas marcas, na primeira infância, só podem ser revertidas com investimento na recuperação social e psíquica da vítima.

Além de integrar a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência, o Pequeno Príncipe também realiza, há 13 anos, a “Campanha Pra Toda Vida – A violência não pode marcar o futuro das crianças e adolescentes”. A iniciativa busca reforçar a ideia de que o cuidado e a proteção das crianças e adolescentes são responsabilidade de toda a sociedade, e que, juntas, as pessoas podem transformar a vida de cada um deles.

Caso Daniela: Justiça marca interrogatório de acusado de matar esposa a facadas

O interrogatório de Emerson Bezerra da Silva, acusado de assassinar a esposa Daniela Eduarda Alves a facadas na madrugada de 14 de janeiro, está marcado para o dia 4 de abril. A morte de Daniela ganhou repercussão depois que uma série de gravações de ligações de vizinhos que alertaram a Polícia Militar (PM) sobre agressões, gritos e pedidos de socorro foram anexadas ao processo.

Vizinhos chamaram polícia oito vezes antes de mulher ser morta por marido no PR; OUÇA
PM nega erro no caso de mulher assassinada após demora da polícia para atender ligações de vizinhos

Segundo a investigação, as agressões teriam começado por volta das 23 horas mas a viatura da PM chegou ao local somente às 2h20. A vítima já estava morta há 20 minutos. Emerson foi preso horas depois.

Suspeito de matar companheira a facadas será indiciado por feminicídio

O advogado que representa a família da vítima, Ygor Nasser, disse que a PM errou ao tratar a ocorrência como uma situação particular e ressaltou que a alteração de protocolo de identificação de ocorrências já deveria ter sido implementada pela corporação. Ygor Nasser reforçou ainda que Daniela foi vítima de um serviço público precário. Depois da repercussão do caso, a PM afirmou que vai mudar os procedimentos para identificar quais chamadas são consideradas prioritárias nas ligações feitas para os atendentes da Central de Operações Policiais Militares

“Uma mudança que vem a calhar para que outras pessoas não passem o que Daniela passou. Infelizmente, a Daniela foi vítima de um serviço público precário que deixou de priorizar o atendimento dela por circunstâncias alheias que não sabemos. Quem sabe esse caso seja um exemplo para mudar”, diz o advogado.

Mesmo com a mudança, a PM entende que não houve erro no procedimento aplicado no caso. Logo após a divulgação das gravações, o tenente coronel da PM, Manoel Jorge dos Santos Neto, afirmou que a chamada “grade de prioridades” das ligações vai ser alterada. Segundo o tenente coronel, a quantidade de telefonemas para um mesmo caso vai ser um dos fatores que agora vai ser analisado.

O advogado Luis Gustavo Janiszewski, que representa o marido acusado de matar a mulher, lembra que o processo está em segredo de justiça e as gravações foram vazadas para atender algum interesse. Ele avalia que os áudios reforçam a tese de que não houve um crime premeditado. O advogado também defende que as pessoas que entraram em contato com a polícia naquela noite sejam identificadas e submetidas ao contraditório.

De acordo com o advogado Ygor Nasser, o réu tinha histórico de violência e já havia agredido a vítima anteriormente. No entanto, Daniela não chegou a fazer boletim de ocorrência por acreditar que se tratava de um episódio isolado.

Uma das linhas centrais da defesa é a de desqualificar a tese de feminicídio. O advogado Luis Gustavo Janiszewski sustenta que deve ser esclarecido se o homicídio foi consequência de uma ‘violenta emoção’, após uma discussão entre o marido e a mulher. Para a defesa do réu, houve um desentendimento, que se acalorou e acabou com a morte da esposa. O advogado nega que o marido já tivesse agredido a esposa em outras oportunidades.

“Não existia essa antecedência de violência doméstica. Emerson nunca foi um ‘machão’ ou algo desse gênero. Ele respeitava e coabitava com a Daniela. Lógico, ela é vítima, e ninguém quer isentar a responsabilidade de Emerson, ele vai ser processado e condenado na medida de sua culpabilidade. O que a defesa não pode permitir é que fofocas, sem contraditório, sem documento e sem elementos”, diz Janiszewski

Durante a audiência de instrução, no dia 04 de abril, antes do réu, devem ser ouvidas as testemunhas de defesa e de acusação, entre elas, a mãe, o padrasto e a irmã da vítima e dois policias militares que atenderam a ocorrência no dia do crime. Emerson Bezerra está preso preventivamente por homicídio triplamente qualificado.

De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o crime foi por motivo torpe, através de meio cruel e dificultou a reação da vítima.

Quatro suspeitos de roubo morrem em confronto com a PM em Londrina

Quatro homens, suspeitos de terem roubado 77 notebooks em uma transportadora, foram mortos em um confronto com policiais militares de Londrina, no Norte do Paraná, na noite de terça-feira (19). Eles estariam escondendo o produto do roubo dentro de um galpão.

Os suspeitos teriam roubado a carga de uma empresa de transporte aéreo e fugiram em dois carros, um Ford Fiesta e um Kia Sportage. Os policiais do Choque iniciaram o acompanhamento tático, que terminou quando os supostos ladrões entraram no galpão onde manteriam os produtos roubados e abriram fogo contra a PM.

No confronto, três suspeitos morreram no local e um quarto foi encaminhado em estado grave ao Hospital Evangélico, mas não resistiu aos ferimentos.

Os policiais encontraram bloqueadores de alarme de veículos, celulares, três revólveres, uma pistola, braçadeiras de plástico, munição, uma porção de maconha, dinheiro e os notebooks. Os carros também foram apreendidos.

Justiça marca data do júri popular de homem que matou namorada com taco de beisebol

A Justiça marcou para o dia 31 de janeiro de 2019 o júri popular de Anderson Barbosa de Paula, de 39 anos, acusado de matar a então namorada Juliana Silveira Nunes, de 33 anos, com golpes de taco de beisebol. O crime aconteceu em julho do ano passado, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Barbosa confessou o crime. Ele responde por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e feminicídio.

Foto: Reprodução Facebook

O crime

De acordo com o suspeito, o crime ocorreu por ciúmes, após uma discussão. Ele ainda revelou que a arma usada foi um taco de basebol e depois uma corda. O homicídio ocorreu no bar que o casal possuía em sociedade e onde foi encontrado o corpo da vítima no início da manhã do dia 27 de julho, no bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. A Polícia Militar foi chamada por vizinhos do estabelecimento que teriam ouvido gritos.

Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. “Ao sabermos do crime, já imaginamos a possibilidade de fuga. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. Quando foi abordado, por volta das 11 horas da manhã, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski, na época da prisão.

O homem admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai. Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas pra curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) Tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de basebol. Para me defender dei uma dela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de basebol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.

Sergio Moro Geraldo

Moro apresentará no início do governo projeto de combate ao crime

O juiz federal Sergio Moro, confirmado para o Ministério da Justiça, disse nesta sexta-feira (23) que vai apresentar em 2019 um projeto com medidas contra a criminalidade sustentado em três eixos: combate à corrupção, ao crime organizado e aos crimes violentos. Moro participou nesta sexta-feira do Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

“Primeiro [vou] apresentar um projeto de lei contra a corrupção logo no início da legislatura. Sempre com respeito ao Parlamento, com abertura ao diálogo. Corrupção está desenfreada, crime organizado está cada vez mais forte. Crime violento, que afeta a todos, principalmente minorias. É um projeto em gestação. O foco vai ser agenda contra corrupção, anticrime organizado e contra o crime violento.”

Para Moro, serão necessárias algumas mudanças nas leis criminais para dar suporte ao combate efetivo às ilegalidades. Como exemplo, ele citou a necessidade de mudar o sistema de progressão de pena e regime.

“Tem que se proibir progressão de regime para o preso que mantém vínculo com organizações criminosas. Tem que liberar preso apto para ressocialização. Se colocar em liberdade, vai apenas potencializar aquela organização criminosa. Serve como desestímulo ao ingresso dos presos nessas organizações criminosas”, afirmou.

“As penas até já são elevadas, o problema é o tempo de prisão real. Tem que mexer na progressão. Tem casos bárbaros, de sangue, que em pouco menos de 10 anos a pessoa já está progredindo. Às vezes parricidas [quem mata os pais] saindo em Dia das Mães”, acrescentou.

ALTERNATIVAS

Moro defendeu ainda a aprovação de leis que deem respaldo legal à realização de “operações disfarçadas”, sem que isso comprometa a punição futura do criminoso. “Nos Estados Unidos são feitas operações disfarçadas. É preciso colocar na lei que vender ou entregar droga a um agente disfarçado constitui crime. A mesma coisa em relação a armas e lavagem de dinheiro. Não exclui o crime. O policial está lá para revelar o crime.”

O futuro ministro destacou ainda a necessidade de se distinguir o que é crime nos casos em que a Justiça Eleitoral muitas vezes classifica como caixa 2 – doações não declaradas de campanha a políticos.

“O problema é que hoje algumas condutas criminais extremamente complexas, muitas vezes envolvendo lavagem de dinheiro com conta no exterior, estão sendo interpretadas [como] de competência da Justiça Eleitoral. A lei tem que deixar claro que se é corrupção não é caixa 2, é corrupção, não é competência da Justiça Eleitoral. Crime de caixa 2 não se configura se há crime mais grave. Sem demérito à Justiça Eleitoral, ela não tem condições de apurar essas condutas.”

Moro destacou que há um desejo por melhoria na Justiça e na segurança pública e que o Brasil não pode mais naturalizar a situação dos elevados índices de criminalidade, da mesma forma como deixou de considerar natural a hiperinflação que havia no passado. Segundo ele, o caminho é aperfeiçoar as instituições. “Temos crença de que problemas permanentes são quase problemas naturais, que temos que conviver com elevados índices de criminalidade. Isto é falso. Temos que melhorar nossas instituições e melhorar as respostas para esse tipo de problema.”

O futuro ministro comparou o momento atual ao que o país já viveu. “[Quando havia] a hiperinflação, a gente dizia que o Brasil era assim mesmo, que tínhamos de aprender a conviver com ela, que não se podia fazer nada”, disse Moro, definindo a essência do projeto que apresentará ao Congresso em 2019. “É um Plano Real contra a alta criminalidade no Brasil.”

Assassino do jogador Daniel se entrega à polícia e confessa crime

A Polícia Civil do Paraná prendeu, nesta quinta-feira, o comerciante Edison Luiz Brittes Júnior, de 38 anos. Ele confessou ter matado o jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, que atuava no São Bento, cujo corpo foi encontrado na noite do último sábado, com o órgão genital mutilado. Também foram presas temporariamente a mulher de Edison, Cristina Brittes e a filha do casal, Allana Brittes. Segundo o delegado responsável pelo caso, elas serão indiciadas como coautoras do crime, já que testemunharam toda a ação e não fizeram nada para impedi-la.

“Daniel Corrêa chegou sexta-feira à noite em Curitiba. Eles estavam em uma festa, de aniversário da Allana, que é filha do autor. Terminada a festa, já com o dia amanhecendo, eles foram para a casa da família em são josé dos pinhais, em cerca de 10 pessoas. Por volta das 8h, ele foi flagrado na cama juntamente com a Cristina Rodrigues Brites, que é esposa do indiciado. Ali iniciou-se um espancamento, dentro da casa”, relatou o delegado. “Ele já sai desacordado do carro e é levado para o local onde o corpo foi encontrado, com o pescoço praticamente seccionado e os órgão genitais decepados”, continuou.

“Foi uma prática de crime com conotação sexual, um crime violentíssimo, uma reação totalmente desproporcional do autor. E, agora iremos provar para que chegue até o plenário do juri um crime insidioso cruel e muito bem provado”, disse o delegado, que informou ainda estar trabalhando para identificar e prender as pessoas que ajudaram Edison a transportar e se livrar do corpo. “Todos que ajudaram a carregar e desovar o corpo serão indiciados como coautores. Alguns já foram identificados”, disse.

Brittes foi preso após apresentar-se voluntariamente à polícia e confessar o crime, por orientação de seu advogado, Cláudio Daledone Junior. “Ao que tudo está a indicar, o Edison tem, na sua versão apresentada, elementos de convicção muito forte: sua predisposição em contar o que aconteceu de forma espontânea. Ele se apresentou à polícia, franqueou a entrada em sua casa, entregou o veículo e as diligências foram empreendidas graças às indicações dele”, disse o advogado, que afirmou que Edison matou Daniel porque ele tentou estuprar Cristiane. “Ele matou o jogador de futebol porque o jogador de futebol estava tentando estuprar a mulher dele”, disse. Segundo o delegado, mesmo que provada a tentativa de estupro, “o que hoje é apenas uma alegação, muito difícil de se provar”, o crime não deve ser atenuado.

Apropriação de bens de idosos é crime com pena de um a quatro anos de prisão

Constitui violência financeira e econômica a exploração imprópria ou ilegal dos idosos ou o uso não consentido de seus recursos financeiros e patrimoniais. Apropriar-se ou desviar bens, proventos, pensão ou qualquer outro rendimento do idoso é crime previsto no artigo 102 do Estatuto do Idoso, com pena de um a quatro anos de prisão.

Nesta semana, um homem, de 40 anos, foi preso em flagrante, no bairro Campo Comprido, em Curitiba, suspeito de se apropriar dos bens e proventos da mãe, uma idosa de 72 anos.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Cássio Conceição, o crime foi denunciado pela própria família.”Os parentes vieram até a delegacia pedindo ajuda para que a gente tomasse uma providência. Ele em razão do consumo de drogas ameaçava a mãe e até vendia alguns produtos de casa para consumir drogas. Segundo alguns familiares, ele ameaçava a mãe e em algumas oportunidades até bateu nela”, relatou.

A coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa dos Direitos do Idoso e da Pessoa com Deficiência, do Ministério Público do Paraná, Rosana Beraldi Bevervanço, conta que casos de abuso ao idoso dentro da própria família infelizmente são recorrentes.

“Isso tem sido muito frequente e a maior violência que nós constatamos é dentro da família. O idoso muitas vezes sacrifica as próprias necessidades, os sentimentos e acaba destinando os seus recursos para parentes. Eles as vezes têm medo, porque aquele vínculo familiar as vezes é o único que eles têm”, disse.

A promotora explica que muitos idosos que vivem com os filhos acabam concedendo procurações e disponibilizando os cartões magnéticos como uma forma de facilitar a rotina. Mas que é preciso ficar atento quando o dinheiro não é empregado adequadamente.

“Se em algum momento há a percepção de que aquele valor não está sendo destinado ao idoso, já é necessário acender a luz vermelha, pois algo não está acontecendo direito. Então o idoso pode revogar a procuração, reaver seu cartão magnético”, afirmou.

Rosana destaca a necessidade da denúncia, tanto por parte do idoso quanto pela família. “Quando vem ao ministério público é tomado um cuidado muito grande para não desestruturar ainda mais a família, para acompanhar uma reconstrução, uma solução de problemas. Dependendo da gravidade a pessoa pode responder a um inquérito, a um processo”, explicou.

As denuncias podem ser feitas para o Ministério Público do Paraná, nas delegacias da Polícia Civil ou por meio do telefone 181, a ligação é anônima e gratuita.

 

Filho de candidato a deputado federal pelo PT é morto em São José dos Pinhais

A polícia investiga a morte de Daniel Antônio Oliveira, de 18 anos, filho do candidato a deputado federal José Carlos Oliveira, do PT. Ele foi morto a tiros ontem à noite (25), no bairro Miringuava, em São José dos Pinhais, na região Metropolitana de Curitiba.

De acordo com as investigações, o jovem estava com um amigo e foi abordado por um atirador que estava em um carro. Ele foi atingido com uma bala na cabeça e morreu na hora.

Ainda não está descartada a hipótese de que o crime tenha sido político.

Em nota, o Partido dos Trabalhadores lamentou o crime. “Uma tragédia que precisa ser investigada imediatamente. Solicitamos às autoridades que as medidas cabíveis sejam tomadas”, finaliza a nota.

 

Quadrilha que vendia carros usados com a quilometragem adulterada é presa

Três donos de revendedoras de veículos são suspeitos de adulterar o odômetro dos carros, um dispositivo que indica a quilometragem, foram alvos de uma operação da polícia. As prisões ocorreram nesta segunda-feira (03). Os estabelecimentos investigados ficam nos bairros Santa Felicidade e Tarumã. Além das prisões, pelo menos 9 veículos foram apreendidos.

De acordo com a delegada Aline Manzatto, titular da Delegacia do Consumidor, a operação surgiu depois de denúncias feitas por algumas pessoas que compraram os carros e enfrentaram problemas.

A fraude foi constatada por meio do cruzamento de informações. A medida que os veículos usados vão precisando de manutenção, ele deixa alguns rastros.

“Quando o veículo vai para uma concessionária ou empresa séria é colocada a quilometragem do veículo nessas notas. Comparando-se as notas e a quantidade de quilometragem que o veículo marcava foi possível verificar diferença de 35 mil quilômetros a menos do que deveria ser”, explica Aline.