Justiça apresenta denúncia contra mãe suspeita de matar o filho de quatro meses

A 6ª Promotoria de Justiça de Paranaguá, no litoral do Paraná, apresentou nesta quinta-feira (30), denúncia criminal contra uma mulher acusada de torturar até morte do próprio filho de quatro meses de idade.

O crime aconteceu no dia 8 de agosto. A ré também está sendo investigada pela morte de outros dois filhos, um falecido no ano passado e outro há três anos.

No início, o caso foi tratado como maus tratos que resultaram na morte da criança, entretanto, após análise do inquérito policial, o MP entendeu que em nenhum momento a denunciada agiu com o propósito de corrigir a criança, mas por estar irritada com o choro do bebê.

De acordo com o  inquérito policial, a mulher teria tampado, com uma das mãos, a boca e o nariz do bebê e pressionado-lhe o tórax para que parasse de chorar. O bebê foi socorrido pela avó, que encaminhou o neto, contra a vontade da mãe, a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A criança chegou a ser atendida, mas não resistiu aos ferimentos.

Os casos dos outros dos filhos haviam sido tratados com acidente à época e agora passaram a ser investigados pelo Nucria.

A suspeita está presa no Setor de Carceragem Temporária da 1ª Subdivisão de Polícia de Paranaguá.

O Ministério Público do Paraná indica como qualificadoras do homicídio o motivo fútil, o meio cruel e a impossibilidade de defesa da vítima, bem como a previsão de acréscimo da pena em um terço pelo fato de a vítima ser criança e a agravante de ser tratar de crime cometido contra o próprio filho. A pena pode passar de 30 anos de prisão.

Os casos dos outros dois filhos haviam sido tratados como acidente, mas, após a morte da criança de quatro meses, passaram a ser investigados pelo Nucria.

Casal esfaqueia duas pessoas no Água Verde

Duas pessoas foram esfaqueadas, no bairro Água Verde, em um intervalo de meia hora. De acordo com a Polícia Militar (PM), a primeira situação foi à 1h09 desta quinta-feira (23), na Avenida República Argentina. Um casal tentou assaltar um homem, de 35 anos, que acabou esfaqueado. O golpe atingiu o abdômen da vítima. O casal fugiu do local.

Cerca de 30 minutos depois uma nova tentativa de assalto terminou com mais uma pessoa esfaqueada. Foi à 1h36, na Rua Santa Catarina, há poucas quadras da República Argentina. Mais uma vez o golpe atingiu a vítima na barriga. A PM não tem dúvidas de que o mesmo casal praticou os dois crimes.

Várias viaturas do 12° Batalhão fizeram buscas na região, mas, até o momento, a dupla não foi localizada.

O Siate prestou atendimento aos dois esfaqueados, que foram encaminhados ao Hospital do Trabalhador, sem risco de morte.

Casal flagrado roubando comércios é preso em Curitiba

A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) cumpriu, nesta segunda-feira (13), mandados de prisão contra um homem e uma mulher, ambos suspeitos de praticar roubos contra estabelecimentos comerciais, em Curitiba. Patricia Fernanda Gonçalves Pansera, de 29 anos, e Allan Cristian da Costa, 32, haviam sido presos no dia 4 de agosto, porém tiveram os mandados de prisão referente a outros delitos expedidos na última semana.

Os suspeitos teriam praticado um roubo, no dia 14 de julho, por volta das 17h45, em uma farmácia, na rua Coronel Francisco Heráclito dos Santos, no bairro Jardim das Américas. Na ocasião, foram levados R$ 300 em dinheiro e aparelhos celulares das funcionárias que estavam no local.

De acordo com o delegado-adjunto da DFR, Emmanoel David, foram realizadas análises das imagens capturadas pelas câmeras de vigilância. “Os dois suspeitos foram reconhecidos com 100% de certeza pelas vítimas do roubo na farmácia”, afirma o delegado.

Costa e Patrícia já haviam sido presos no dia 4 de agosto pela Polícia Militar, momentos após roubar uma padaria, na rua Luiz França, no bairro Cajuru. Os suspeitos foram abordados e presos em flagrante pelos policiais na BR-277, cerca de uma hora depois de terem cometido o crime.

Outro roubo foi registrado na manhã do dia 5 de junho, quando o casal teria rendido a funcionária de um bar, na rua Bispo Dom José, no bairro Batel. Além de subtrair diversos objetos do local, os suspeitos levaram dinheiro e o aparelho celular da funcionária.

Durante os roubos, Costa utilizava um simulacro de pistola para intimidar as vítimas. Para o delegado Emmanoel David, há pelo menos três roubos em que o casal é reconhecido pelas vítimas. “Nós acreditamos que com a divulgação da imagem dos roubos, os suspeitos deverão ser reconhecidos por outras vítimas”, estima o delegado.

Segundo a polícia, Allan já foi condenado pela Justiça por crime de roubo. Ele também já respondeu por estelionato e lesão corporal. Já Patrícia não conta com ficha criminal. Os dois agora irão responder por crime de roubo e seguem custodiados pela Polícia Civil, à disposição da Justiça.

PM que matou Renata fazia imagens de estupros cometidos em mulheres na Grande Curitiba

Pelo menos sete mulheres podem ter sido vítimas de abusos sexuais do policial militar Peterson da Mota Cordeiro. Ele é o principal suspeito pelo desaparecimento e pela morte de Renata Larissa Santos, de 22 anos.

A jovem morava em Colombo, na região metropolitana, e sumiu no fim do mês de maio. O corpo de Renata foi encontrado na última quarta-feira (01), às margens da BR 376, em São José dos Pinhais. O corpo estava em avançado estado de decomposição e mesmo assim, foi identificado rapidamente no Instituto Médico Legal.

No mesmo dia, o policial foi levado para prestar depoimento na Delegacia da Mulher, mas preferiu ficar em silêncio. O homem já foi denunciado por outros estupros e vai responder pelo crime que envolve Renata Larissa. Ele segue preso, desde o último dia 20.

As causas da morte da jovem ainda são investigadas.

A delegada Eliete Kovaluk, da Delegacia da Mulher de Curitiba, disse nesta quinta-feira (2), que o policial apresenta ser uma pessoa violenta. Um dos boletins de ocorrência descreve que, enquanto abusava de uma das vítimas, ele pedia para a mesma dizer, por várias vezes, que ‘estava sendo estuprada’. “Pela conduta que ele apresentou, ele é uma pessoa muito fria. Ele nega o crime e admite que houve a relação, mas em uma situação de dominação dele sobre as mulheres”, contou.

Cordeiro teve equipamentos eletrônicos apreendidos pela polícia. As equipes encontraram diversos vídeos e fotos das vítimas de estupro. “A partir da análise desses dados a gente verificou que existem várias outras vítimas, porque ele registrava filmando e fotografando. Ele obrigava as vítimas a falarem o nome e a idade”, descreveu.

Conforme as investigações, a maioria dos estupros foi cometida nas redondezas do Zoológico, no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba. A delegada contou que o primeiro caso foi registrado em outubro do ano passado. “Foi um caso isolado. A vítima era conhecida, relatou o crime. Ele negou, mas mesmo assim foi indiciado”, explicou.

Após isso, Cordeiro voltou a agir no início deste ano. “O segundo caso aconteceu neste ano. A vítima não tinha maiores dados dele, só falou que conheceu pela rede social. Com nosso trabalho de equipe ligamos os dois casos, até pelas características dadas pela vítima”, ressaltou.

Foto: Reprodução Facebook

O policial atraia as vítimas por meio das redes sociais. Segundo a delegada, a abordagem era amistosa e fazia com que a mulher confiasse no suspeito. “A vítima ia por vontade própria ao encontro dele, pela forma como ele abordava pelas redes sociais, ele procurava ganhar a confiança da vítima, se mostrando ser uma boa pessoa, de boa índole. Ia buscar as vítimas em casa”, disse.

A polícia ainda não sabe dizer se o crime acontecia no primeiro encontro. Além disso, nos depoimentos Cordeiro nega ter cometido os estupros e diz que as relações sexuais foram consentidas. “Na cabeça dele, ele acredita que não cometeu o crime, contudo ele não aceitava o fim do consentimento da vítima. Se de alguma forma a vítima se negava, ele partia para o lado mais violento”, contou a delegada.

A delegada afirmou que ainda não é possível precisar o número de vítimas. “Nós não precisamos esse número ainda, justamente porque estamos em fase de levantamento, mas são várias. Hoje tivemos uma vítima que relatou que teve um encontro com ele uma semana depois do sumiço de Larissa, ele demonstrou estar bastante nervoso, mas de alguma forma ele a poupou”, afirmou.

O corpo de Renata Larissa será enterrado na tarde desta sexta-feira (03), no Cemitério Municipal Santa Cândida, em Curitiba.

RENATA LARISSA

Renata Larissa desapareceu no dia 27 de maio, após sair de casa dizendo que ia à farmácia, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. No último dia 20 de julho, o policial militar foi preso suspeito de estupro de outras mulheres. Depois da polícia encontrar fotos e vídeos nos equipamentos eletrônicos dele e cruzar as informações do desaparecimento da jovem, foi que se chegou a conclusão de que ele seria o responsável pelo sumiço de Larissa.

“Na verdade nós chegamos nessa investigação por acaso. Nós estamos investigando vários casos de estupro na delegacia da mulher. A gente focou nos sinais particulares que as vítimas apresentavam, no caso dela foram as tatuagens. Nós então cruzamos os dados do desaparecimento da Larissa e a partir das fotos fizemos o mapeamento do local, com georreferenciamento dos celulares”, contou a delegada Eliete Kovaluk.

A delegada diz que as investigações apontam que Larissa morreu, porque apresentou resistência. “A gente acredita que a intenção dele não era de matá-la, porque as outras vítimas saíram ilesas no sentido de que ele deixou elas voltarem para casa. A gente acredita que ela de alguma forma ofereceu alguma reação”, afirmou.

Dois inquéritos contra Cordeiro já estavam em andamento, nos dois casos ele foi indiciado por estupro. Agora, no caso de Larissa, o policial deve responder por estupro, homicídio qualificado pela impossibilidade da vítima, ocultação do crime e feminicídio. Cordeiro está preso temporariamente, mas já teve a prisão preventiva solicitada.

A delegada pede para que as mulheres que se relacionaram com Cordeiro e se sentiram obrigadas a manter relação sem consentimento procurem a delegacia e façam a denúncia.

Tiroteio mata três pessoas em Araucária

Três homens foram mortos e uma mulher ficou ferida em um tiroteio em Araucária, por volta das duas horas na tarde desta segunda-feira (30). A ocorrência foi registrada em um bar, localizado na Rua Joaquina Tonchak, no bairro Porto das Laranjeiras.

Segundo informações da Polícia Militar, os suspeitos chegaram ao local em um punto e um gol branco, identificados como roubados. Eles portavam metralhadoras e fizeram vários disparos dentro do bar, atingindo dois homens que morreram no local, e uma mulher que foi encaminhada ao hospital em estado grave.

Em seguida, um dos homens fugiu do bar e entrou em confronto com a polícia. Um dos integrantes do grupo acabou morrendo e outro foi detido, junto com três pistolas. O restante conseguiu fugir. No momento, a polícia investiga o que motivou o tiroteio e também tenta encontrar os fugitivos.

Mulher é presa com várias peças de bronze furtadas de cemitério

Uma mulher foi presa com uma mochila cheia de peças de bronze furtadas no Cemitério do Água Verde. A prisão foi realizada pela Guarda Municipal, nesta segunda-feira (23).

A suspeita tentou fugir no momento da abordagem. Ao ser levada à Central de Flagrantes da Polícia Civil, os policiais descobriram que ela tinha apresentado nome falso e já tinha mandados de prisão abertos pelos crimes de furto e roubo.

A mulher foi autuada por furto qualificado e falsidade ideológica.

O diretor da Guarda Municipal, Odgar Nunes Cardoso, afirma que esse tipo de crime ainda é muito comum em Curitiba. “Temos feito prisões recorrentes nos cemitérios municipais e arredores porque, infelizmente, ainda tem gente que tenta furtar esse tipo de material”, afirma.

Na semana passada, também no Cemitério Água Verde, outro caso semelhante foi registrado no local.

Divulgar fotografias de vítimas de acidentes pode se tornar crime

Redação com Agência Senado

Divulgar na internet imagens de vítimas não fatais de acidentes pode passar a ser considerado crime.

É o que propõe o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no Projeto de Lei do Senado (PLS) 79/2018, que está atualmente em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aguardando indicação do relator.

O projeto altera o artigo 140 do Código Penal ao estabelecer detenção de um a três anos, além de multa, pena similar ao crime de vilipêndio de cadáver. Ciro Nogueira argumenta que expor e divulgar na internet imagens de pessoas mortas é considerado crime conforme a interpretação do artigo 212 do Código Penal, mas que há uma lacuna nos casos de exposição de pessoas feridas.

“Apesar da indiscutível ofensa à imagem e à privacidade, o legislador, até agora, não criminalizou essa deplorável conduta, assim como também não tipificou a divulgação de imagem de pessoa em situação vexatória. Tais práticas têm repercussão, somente, na esfera cível, se o ofendido promover ação indenizatória. Ocorre que a sanção pecuniária não tem sido eficaz para reprimir a prática dessas condutas”, afirma o senador no texto da proposta.

Criminosos explodem caixas eletrônicos em Rio Branco do Sul

A polícia procura os criminosos que explodiram caixas eletrônicos de uma agência do Banco Itaú, em Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba. O crime foi na madrugada desta quarta-feira (18).

De acordo com a Polícia Militar, pelo menos seis bandidos entraram no banco. Com a explosão, o local ficou destruído.

O grupo fugiu em um carro prata.

Por enquanto, nenhum criminoso foi preso. A quantia levada não foi divulgada. 

Vereadora do Psol é morta a tiros no centro do Rio

A vereadora Marielle Franco (Psol) foi morta na noite desta quarta (14) na rua Joaquim Palhares, no Estácio, zona norte do Rio.
Ela e o seu motorista foram baleados. A Polícia interditou a rua e realiza uma perícia no local.
Nascida e criada no Complexo da Maré, uma das regiões mais violentas da cidade, Marielle foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016 com 46.502 votos. Na Câmara, presidia a Comissão da Mulher.
Na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), assessorou o deputado estadual Marcelo Freixo na coordenação da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos.
Socióloga e mestre em administração pública, escolheu a UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) como tema da tese de mestrado na UFF (Universidade Federal Fluminense) -o título do trabalho é “UPP: a Redução da Favela a Três Letras”.
Em seu site, ela afirma ter iniciado sua militância em direitos humanos após ingressar no curso pré-vestibular da comunidade e perder uma amiga, “vítima de bala perdida, num tiroteio entre policiais e traficantes no Complexo da Maré”.
Marielle era contra a intervenção federal na segurança pública do Rio. No mês passado, ela disse que a intervenção militar era uma farsa. “E não é conversa de hashtag. É farsa mesmo. Tem a ver com a imagem da cúpula da segurança pública, com a salvação do PMDB, tem relação com a indústria do armamentismo”, afirmou.

Perícia mostra que tiro foi direcionado ao carro de Youtuber morta no trânsito

Paraná Portal com BandNewsCuritiba

Os irmãos Cleverson e Everton Vargas, acusados pela morte da youtuber Isabelly Cristine Santos, atingida na cabeça por um disparo, devem ir a júri popular. A informação foi divulgada pela delegada que investiga o caso Vanessa Alice, após a reconstituição do crime realizada na manhã desta quinta-feira (22).

A simulação mostrou que o tiro que atingiu Isabelly foi direcionado ao carro da família dela. A conclusão da perícia contraria a versão dos irmãos Cleverson e Everton Vargas, que afirmam que os disparos foram feitos para o alto depois que eles foram ultrapassados pelo carro onde estava Isabelly. Para a reconstituição das ações que ocorreram na madrugada do dia 14 de fevereiro, a PR-412 foi bloqueada entre as 7h e 9h da manhã.

Foram utilizados carros iguais aos dos envolvidos e até um helicóptero da Polícia Civil foi utilizado para auxiliar nos processos de medição. Segundo o delegado que coordena a Operação Verão, Miguel Stadler, vários pontos sobre o caso vão ser esclarecidos a partir desta simulação.

“O momento que ocorreu o incidente, o posicionamento desses veículos, a distância que esses veículos estavam, os momento que teriam iniciado esses disparos e o momento em que cessaram esses disparos, bem como o veículo em que estava a vítima, se houve derrapagem, se houve essa manobra intencional ou não”, explicou.

As informações e confirmações só serão divulgadas depois que o relatório da perícia for finalizado. Mas o trabalho mostrou que, ao contrário do que os suspeitos vinham afirmando em depoimentos, os tiros foram direcionados aos carro da família e não para o alto.

Defesa

De acordo com o advogado de defesa dos acusados, Claudio Dalledone Jr, a perícia mostrou que a manobra feita pelo carro da vítima pode ter provocado a reação dos clientes.

“Ficou estabelecido que quem precipitou essa tragédia toda foi o motorista do Pálio. Esse retorno feito pelo Herbert após a  ultrapassagem do carro dos  irmãos foi suficiente para fazer com que a certeza de que seriam abordados, assaltados, se tornasse em medo e consequentemente causasse a reação justificável de Everton de atirar. Essa manobra do motorista Herbert, em meio a madrugada, foi o gatilho para que toda essa tragédia ocorresse. Isso ficou claro na reconstituição”, explicou o advogado Cláudio Dalledone.

 

Os irmãos assumiram ontem (21), em depoimento, que haviam consumido bebida alcóolica momentos antes do incidente. Segundo a polícia, eles consumiram pelo menos 7 garrafas de cerveja antes de seguirem pela rodovia. A delegada Vanessa Alice, afirma que, além do crime por dirigir sob o efeito de álcool, essa informação pode pesar nas investigações.

Os irmãos respondem por homicídio qualificado e seguem detidos na Delegacia de Matinhos. A defesa dos irmãos espera que eles sejam transferidos para Curitiba. O inquérito deve ser finalizado até amanhã (23).