Homens armados invadem Centro de Educação Infantil em Curitiba

Da BandNews Curitiba

Alunos, pais e funcionários do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Vila Autódromo, no bairro Cajuru, em Curitiba, vivenciaram momentos de pânico no final da tarde de segunda-feira (09).

Três homens armados e que tentavam fugir da Guarda Municipal (GM) invadiram a unidade por volta das 17h30, após baterem o carro que utilizavam, e pelo menos um tiro foi disparado. A mãe de um dos alunos, que prefere não ser identificada, relata a situação.

“Entraram no quintal do CMEI, acredito que a intenção era passar por lá para fugir. Na hora que aconteceu foi muito rápido, as professoras já fecharam as portas e mandaram todos se abaixar. Agora é lidar com o stress da situação, mas graças a Deus todos estão bem”.

Assim que perceberam a invasão, os professores trancaram as portas e as crianças deitaram no chão.

Nos CMEIs da cidade, há treinamento para casos de incêndio e também situações de risco, o que ajudou as crianças a se acalmarem. Dos três homens, dois foram presos e um terceiro conseguiu fugir. A Guarda Municipal apreendeu um revólver calibre 32 e um simulacro (uma arma falsa). Nesta terça-feira, o CMEI funciona normalmente.

Bandidos matam agricultor e fazem ‘espantalho’ para distrair vizinhos

O corpo de um agricultor, de 58 anos, conhecido por vizinhos apenas como  “Seu João”, foi encontrado neste domingo (8) em uma região de mata fechada, na localidade de Vila Garcia, em Paranaguá, litoral do Paraná.

De acordo com a Polícia Militar, para confundir a vizinhança, os responsáveis pelo homicídio teriam colocado um boneco feito com roupas em um local visível do terreno, para que fosse confundido com a vítima quando avistado de longe.

“Disseram que era um espantalho”, disse um morador que repassou as fotos da movimentação policial.

Vizinhos relataram que um porco teria desaparecido do sítio do homem. Apesar de esse ser um indício de latrocínio (roubo seguido de morte), a Polícia Civil deve investigar outras hipóteses. O corpo do agricultor estava amarrado e nu quando foi encontrado.

A região onde corpo foi encontrado é de mata fechada e foi necessário o uso de facões para abrir caminho para a retirada.

De acordo com a vizinhança em relatos para a imprensa local, a vítima era tranquila e bem vista na região.

Família ocultou feto de filha engravidada pelo irmão, diz polícia

Um casal e o filho de 20 anos foram presos na zona rural de Palotina, no Noroeste do Paraná, após o rapaz ter engravidado a irmã mais nova, de 14 anos, e enterrado o feto de 8 meses abortado em casa.

As prisões ocorreram na última quinta-feira e foram divulgadas ontem pela polí- cia. Segundo a delegacia do município, o aborto foi denunciado por terceiros que relataram um “parto caseiro” de uma menor, feito sem assistência médica.

De acordo com a polícia, o jovem de 20 anos engravidou a irmã mais nova e enterrou ele mesmo o feto nas proximidades da casa.

O pai de 44 anos, a mãe de 46 e o filho foram ouvidos na delegacia. A mãe nega envolvimento, o pai afirmou que tinha conhecimento e o filho não só reconheceu que teve relações com a irmã menor como levou os investigadores ao local onde enterrou o feto, que já estava em decomposição quando foi encontrado.

“Vamos apurar a participação de cada um tanto no abuso sexual da menor quanto no aborto”, diz o delegado Aldair Oliveira.

A vítima está sob cuidados do Conselho Tutelar do município.

Adolescente confessa ter matado duas garotas no Paraná, diz polícia

Um adolescente de 17 anos teria confessado à polícia que matou duas garotas em Cruz Machado, na Região Sul do Paraná. Ele foi apreendido nessa segunda-feira (22). Camille, de 13 anos, desapareceu em dezembro de 2015, e Solange, que tinha 16 anos, sumiu em abril deste ano.

Duas ossadas encontradas recentemente pela polícia  – uma em julho e outra em agosto – podem ser das meninas. A Polícia Civil espera o resultado do DNA.

A investigação para chegar ao suspeito do crime bárbaro que chocou os moradores da região durou oito meses. Segundo a polícia, após a prisão, o jovem de 17 anos confessou ter assassinado as duas adolescentes na pequena comunidade rural de Linha do Encantilado.

“De acordo com a confissão, o primeiro homicídio teria sido cometido porque ele gostava da menina, era humilhado por ela e já fazia um tempo que planejava matá-la. A segunda menina foi morta por tê-lo acusado de envolvimento no desaparecimento da amiga”, explicou o delegado de União da Vitória, Douglas Carlos de Possebon.

Segundo a polícia, o trabalho dos investigadores começou em dezembro de 2015 com o desaparecimento da adolescente Camile Loures das Chagas, de 13 anos. Em abril deste ano, Solange Roseli Vitec, de 17 anos, e amiga da primeira jovem, também desapareceu.

As investigações contaram com o apoio da Polícia Militar, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) e parceria do Corpo de Bombeiros do Paraná e Santa Catarina.

Divulgação / PC
Divulgação / PC

“Seguimos diversas linhas de investigações. Todas as informações que chegavam eram checadas. Foi levantada a possibilidade de elas estarem em prostíbulos em São Paulo e foi investigado. Disseram terem visto um carro vermelho na região, o único veículo vermelho era de um padre e ele também foi ouvido. Foram feitas interceptações telefônicas com autorização judicial e nada foi descoberto. Quase todos os dias, desde dezembro, os policiais tentaram obter informações”, explicou Possebon.

O caso, então classificado como desaparecimento, teve uma reviravolta no dia 8 de junho quando um agricultor encontrou uma ossada cujos indícios apontavam ser de Solange pelas vestes, mochilas e pertences. Em 12 de agosto, agricultores encontraram um crânio, ossos de braços e pertences que seriam de Camile, a primeira vítima desaparecida.

Os policiais então decidiram repetir a coleta dos depoimentos. Os investigadores então perceberam contradições e nervosismo ao ouvirem o jovem agricultor A.B, que acabou confessando o crime.

Ainda de acordo com o depoimento, ambas foram mortas por asfixia, a primeira com as mãos do autor e a segunda com a calça da própria vítima. Ele nega ter cometido abuso sexual com jovens.

A polícia aguarda os resultados dos exames nas ossadas encaminhadas ao Instituto de Criminalística, juntamente com material genético, e investiga se o jovem agiu sozinho ou contou com a participação de outra pessoa.

O jovem não possuía passagem pela polícia, foi ouvido na Vara da Infância e Adolescência de União da Vitória e será encaminhado para um Centro de Integração Social (CIS).

Estudante negro e LGBT é encontrado morto na UFRJ

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Foi encontrado na noite de ontem (2), próximo ao alojamento de estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) na Ilha do Fundão, zona norte do Rio, o corpo do estudante de letras Diego Vieira Machado.

De acordo com informações postadas nas redes sociais pelo Diretório Central dos Estudantes da UFRJ Mário Prata, Diego era negro, LGBT, natural do Pará e foi encontrado com sinais de espancamento.

“É um momento muito duro para todos e todas estudantes da UFRJ. Um de nós se foi. Não podemos deixar de denunciar a falta de segurança, a situação de vulnerabilidade e violações de direitos que os moradores do alojamento estão submetidos diariamente. Precisamos de mais segurança! Segurança para podermos circular no campus sem o medo de ter não apenas nossos pertences furtados, mas nossos corpos e vidas violentadas”.

A reitoria da UFRJ divulgou nota de pesar. “A Reitoria se junta aos amigos e familiares do estudante neste momento de dor, e informa que acompanhará de perto as investigações sobre o caso junto às autoridades policiais. A família de Diego, residente no Pará, foi informada pela Reitoria sobre seu falecimento neste sábado, 2 de julho”. Informações sobre o local e horário do sepultamento ainda não foram divulgadas.

A Polícia Militar não confirma a identidade da vítima, mas enviou nota sobre a ocorrência. “De acordo com informações do 17º BPM (Ilha do Governador), a unidade foi acionada na noite de sábado (02/07) para ocorrência na Ilha do Fundão. Chegando ao local indicado, uma pessoa já em óbito foi encontrada e a 37ª DP assumiu a ocorrência”.

Jovem de 14 anos é suspeita de matar bisavôs no Paraná

Uma adolescente de 14 anos é suspeita de ter matado os bisavôs, na madrugada deste domingo (3), em Guaíra, Oeste do Paraná. A adolescente confessou o crime e disse que foi ajudada por um jovem de 23 anos, que foi preso.

A própria adolescente chamou a polícia, por volta das 5h45, afirmando que havia encontrado o bisavô, Manoel Machado da Silva, de 87 anos, e a bisavó, Jacira Guerra, de 75, mortos em casa. Havia sinais de arrombamento e, segundo a garota, o suspeito de tê-los matado tinha fugido de bicicleta levando alguns objetos.

Em um primeiro momento, a polícia atendeu a ocorrência como latrocínio (roubo seguido de morte). Socorristas do Samu constataram que o casal morreu em função de várias facadas.

A polícia encontrou manchas de sangue nas roupas da adolescente e do outro suspeito. O caso é investigado pelo 13º Distrito Policial de Guaíra. Os suspeitos foram ouvidos na tarde deste domingo pelo delegado Deoclécio Detros.

Colaboração / Repórter da Hora
Adolescente confessou o crime. Colaboração / Repórter da Hora

Operação contra pedofilia prende quatro pessoas em Curitiba e Região Metropolitana

Quatro homens, entre 21 e 49 anos,  foram presos em flagrante na manhã desta quarta-feira (15) durante a “Operação Paládio” deflagrada pela Polícia Civil, para combater crimes de pedofilia pela internet, em Curitiba e Região Metropolitana. Um adolescente de 17 anos também foi apreendido durante a operação policial.

Dez mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros Boqueirão, Cidade Industrial de Curitiba, Umbará, Campo do Santana, Santa Candida, Bigorrilho, Santa Felicidade, São José dos Pinhais (RMC) e Fazenda Rio Grande (RMC), além de duas conduções coercitivas para prestar esclarecimentos.

De acordo com o delegado-titular do Nuciber, Demetrius Gonzaga, que conduziu a operação, as investigações iniciaram há um ano, através de denúncia de órgãos de proteção à criança, onde os menores eram alvo de abuso sexual na internet. “As imagens portadas e exibidas pelos suspeitos eram postadas tanto na internet comum quanto na deep web (local que usuários comuns não acessam), mesmo assim a equipe de investigação da delegacia as localizou ao aprofundar as investigações desta modalidade criminosa”, disse Gonzaga.

“As pessoas que cometem o crime de pedofilia pela internet tem a falsa impressão que estão sob o anonimado. O Nuciber ( Núcleo de Combate aos Cibercrimes) tem todo a expertise e ferramentas para buscar estes criminosos. Esta operação é resultado de um ótimo trabalho de investigação que chegou a identificação e hoje até a prisão dos suspeitos”, avaliou o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita.

Durante a operação, foram apreendidos diversos materiais eletrônicos, entre discos rígidos, pendrives, celulares, computadores, cartões de memória, entre outros objetos. Todos os suspeitos responderão pelo crime de armazenar imagens e vídeos contendo cenas pornográficas de crianças e adolescentes, sob pena um a quatro anos de prisão. Entre os objetos apreendidos está, segundo o delegado, um vídeo em que uma criança de três anos era forçada a praticar sexo oral em um adulto.

A delegacia especializada investiga cerca de 250 casos envolvendo abusos desta natureza. “O fato de compartilhar ou armazenar imagens dessa natureza configura crime. Novas fases serão deflagradas até mesmo fora do Estado a fim de combater de forma geral o crime de pedofilia”, afirmou o delegado-titular do Nuciber.

Cerca de 30 policiais participaram da ação, entre eles policiais civis do Nuciber, do Núcleo de Repressão aos Crimes Econômicos (Nurce), do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e do Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente Vitimas de Crimes (Nucria).

O nome da operação “Paládio” é uma analogia a um objeto sagrado ao qual era confiada a defesa de uma cidade ou país, remetendo a Polícia Civil como protetora da sociedade.

Com informações da Polícia Civil

Homem acusado de matar ex-mulher na frente da filha é preso pela Polícia

A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (1), um homem suspeito de matar a ex-mulher na frente da filha de apenas dois anos. O crime aconteceu nesta segunda, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo a Polícia, Fábio de Almeida Maçaneiro, de 33 anos, teria disparado contra a ex-mulher, Jéssica de Oliveira da Silva, de 22, durante uma discussão quando ela foi buscar a filha do casal, de dois anos de idade.

Os investigadores chegaram até o acusado depois de denúncias anônimas. Ele foi preso em Curitiba. A arma que teria sido usada no crime foi apreendida.

O acusado foi encaminhado para o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE). Ele vai responder pelo crime de homicídio e pode pegar até 30 anos de cadeia.

Justiça impede festa com “rodízio de mulheres” no Paraná

A “noite do rodízio” festa em que os clientes pagariam R$ 200 para entrar e “consumir” quantas garotas aguentassem, segundo o slogan do evento, foi proibida pela promotoria de Justiça do município de Santo Antônio do Sudoeste, no Paraná, onde a festa seria realizada nos dias 10 e 11 deste mês.

Um termo de ajustamento de conduta (TAC) foi firmado com o dono do estabelecimento para cancelar o “rodízio”. O evento foi denunciado pela Marcha Mundial das Mulheres ao Núcleo de Promoção de Igualdade de Gênero (Nupige) do Ministério Público do Paraná (MP). De acordo com a Promotoria, o evento configuraria conduta criminosa evidente de exploração sexual de mulheres.

O MP  também identificou irregularidades no local e exigiu no TAC que o proprietário providencie o alvará de funcionamento e o auto de vistoria do Corpo de Bombeiros no prazo de três meses. O estabelecimento também está proibido de realizar qualquer evento semelhante à “Noite do Rodízio” que incentive a exploração sexual.

O advogado negou a realização da festa.

Veja também: ONG que representa prostitutas é contra “rodízio de mulheres” em boate

A Marcha Mundial das Mulheres também denunciou a situação através do Facebook e em entrevista ao Paraná Portal, a integrante da Marcha Rosani Moreira, afirmou que o movimento é contra a prostituição e por isso tomou a atitude. “Nós fazemos um combate a legalização da prostituição porque consideramos a forma mais violenta da mercantilização dos nossos corpos, é o capitalismo diretamente sobre o corpo das mulheres como produto de consumo para o prazer dos homens”, disse. O movimento realiza debates sobre o tema e afirmou não ter ideologia discriminatória sobre as pessoas que se prostituem, mas sim sobre o lucro ‘do outro’ sobre o corpo. “Não é uma atitude moralista”, esclareceu.

Ainda segundo Rosani, o grupo teve conhecimento de outras festas semelhantes a “Noite do Rodízio” após as realização das mesmas e por isso o grupo não conseguiu o cancelamento.

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