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Universidade Positivo é vendida ao quinto maior grupo de ensino do país

A Universidade Positivo foi vendida ao grupo Cruzeiro do Sul Educacional. O negócio, que aguarda a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para ser finalizado, foi anunciado oficialmente nesta quinta-feira (5).

Com mais de três décadas de atuação, a Universidade Positivo é referência em ensino superior no estado do Paraná e uma marca de reconhecimento nacional.

Atualmente, a Universidade Positivo possui 1.650 colaboradores e 33 mil alunos, destes 23 mil na modalidade presencial, distribuídos em oito campi: um em Londrina e sete em Curitiba.

Já a Cruzeiro do Sul Educacional é o quinto maior grupo de ensino do país. Com a aquisição, o grupo passa a atender cerca de 350 mil alunos e a contar com mais de 9.100 colaboradores, por meio de 17 instituições presenciais de educação básica e ensino superior.

“Com este acordo, encerramos um relevante movimento de redefinição do nosso portfólio, que ocorre com o objetivo de priorizar foco e investimentos nas nossas demais áreas de atuação, especialmente nas nossas frentes de Ensino Básico. Poderemos concentrar mais esforços em realizar novas aquisições e investir na qualidade de nossa rede de escolas”, explica Lucas Guimarães, presidente da Positivo Educacional.

A Cruzeiro do Sul também tem atuação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraíba e Distrito Federal, além de estar disponível em todo o Brasil e também no Japão com cursos de EaD (Ensino a Distância). Com a aquisição da Universidade Positivo, o grupo passa a ter mais de mil polos educacionais no país.

“Em todas as IES que adquiriu até hoje, a Cruzeiro do Sul apresentou um histórico consistente de melhoria de performance acadêmica, segundo os indicadores do próprio MEC. A venda da UP foi uma decisão dificílima, mas dado o alinhamento de valores e a priorização da qualidade acadêmica, estamos confiantes de que a UP estará em boas mãos”, completa Guimarães.

De acordo com as avaliações do MEC (Ministério da Educação), diversos cursos da Universidade Positivo são destaques nacionais, como Direito, Administração, Arquitetura e Urbanismo e Ciências Biológicas.

“A Universidade Positivo é uma marca regional muito forte. Ela traz grande potencial de crescimento à Cruzeiro do Sul Educacional, inclusive no ensino a distância e na área médica”, afirma Fábio Ferreira Figueiredo, Diretor de Planejamento da Cruzeiro do Sul Educacional.

A integração da Universidade Positivo na Cruzeiro do Sul irá seguir a mesma estratégia de processos anteriores, com aquisição e expansão do EAD e também o incremento dos investimentos visando à contínua melhoria dos processos e à modernização da infraestrutura e dos recursos tecnológicos.

Justiça determina o bloqueio de bens de prefeito de Cruzeiro do Sul e mais três réus

A Justiça determinou liminarmente o bloqueio de bens do prefeito de Cruzeiro do Sul, no noroeste do Paraná, Ademir Mulon (PSDB), e mais três réus por improbidade administrativa envolvendo dispensa irregular de processo licitatório. A decisão atende um pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que ajuizou a ação após investigações que apontaram falta de licitação para contratação de empresa para prestação de serviços educacionais no município.

Além do prefeito, são réus na ação a secretária de Assistência Social, que segundo o MP-PR solicitou a dispensa do processo licitatório e teria ciência prévia de qual empresa seria escolhida, a empresa e seu proprietário.

De acordo com a denúncia, a empresa foi contratada sem licitação para oferecer, entre maio e dezembro de 2016, oficinas de convivência para adolescentes de 14 a 17 anos que estariam em situação de vulnerabilidade social. Entretanto, conforme o MP-PR, houve diversos indícios de favorecimento da empresa e direcionamento da contratação.

Segundo as investigações, a empresa seria de um ex-estagiário da prefeitura que teria encerrado o vínculo com a administração municipal em março de 2016, assinando contrato com o Município para a prestação do serviço em maio do mesmo ano. A criação da pessoa jurídica se deu ainda quando o proprietário era estagiário, não graduado, embora o objetivo da empresa fosse prestar serviços educacionais. As aulas ofertadas foram direcionadas à área de formação do proprietário (educação ambiental), enquanto em anos anteriores o conteúdo havia sido voltado ao empreendedorismo. O MP-PR aponta que terminado o contrato com a administração municipal, o ex-estagiário foi nomeado para o cargo de diretor de tributação de Cruzeiro do Sul, em fevereiro de 2017, mesmo sem ter experiência na área.

Os bens dos réus foram bloqueados liminarmente no valor de R$ 27.344,37. O MP-PR pede a declaração de nulidade do contrato e a condenação dos réus às penas da Lei de Improbidade, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, ressarcimento integral do dano ao erário e pagamento de multa.

**Com informações do MP-PR**