Paraná é o terceiro estado com maior desmatamento no país

O Paraná é o terceiro estado com maior índice de desmatamento de mata atlântica no país. Foram 2.049 hectares desmatados entre 2017 e 2018 segundo o mais recente levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica.

Cada hectare representa 10 mil metros quadrados. O monitoramento sobre a derrubada da mata nativa é feito por meio de análise de imagens de satélite. Com esse número, o estado figura entre os cinco classificados pela organização com índices “inaceitáveis de desmatamento”. Perde para Minas Gerais, que teve um desmatamento de 3.379 hectares no período, e Piauí, que registrou 2.100 hectares desmatados. Completam a lista os estados da Bahia, com a perda de 1.985 hectares, e Santa Catarina, com a diminuição de 905 hectares de mata nativa.

Segundo a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, a área central do estado é a que mais tem sido desmatada. “Se a gente olhar para mapa do estado do Paraná, a gente vai ter manchas de áreas muitos preservadas como na Serra do Mar e no Parque Nacional do Iguaçu. Porém na região centro sul o desmatamento é grande, em especial pela exploração madeireira que vem explorando áreas de mata nativa.” afirma a diretora.

Os índices negativos do Paraná não são novidade. No ano anterior, o Estado também ficou em terceiro lugar, com 1,6 mil hectares de mata nativa derrubados. Em relação ao último levantamento, houve um aumento de 25%. Apesar de os dados serem divulgados em números absolutos, Hirota destaca que eles representam a forma como a mata atlântica tem sido tratada – e que não há justificativa para estados com grandes áreas preservadas desmatarem mais.

Para a diretora, é preciso que os governos estaduais atuais assumam o compromisso de mudar essa realidade – já que os dados são reflexo das políticas adotadas pelas gestões anteriores. O diretor de gestão do patrimônio natural do Instituto de Água e Terra do Paraná, Aristides Ataíde afirma que houve um sucateamento dos órgãos de fiscalização ambiental. “Os números não metem e colocam o estado em uma posição que não poderíamos estar. Nos somos um estado que busca ter conservação ambiental. Com tudo os governos anteriores sucatearam os órgãos ambientais que não conseguem cumprir com a função de fiscaliza.” afirma o diretor.

O Atlas de Remanescentes mapeia somente áreas superiores a 3 hectares contínuos, preservados ou em estágio avançado de regeneração. Por isso, áreas menores, em regiões urbanas, são desconsideradas. Segundo Ataíde, o governo prevê, até o fim do ano, a ampliação e fortalecimento das equipes de fiscalização e o reforço de programas de incentivo para as cidades manterem grandes áreas preservadas.

Os resultados do Paraná estão na contramão dos dados nacionais. No Brasil, o desmatamento da Mata Atlântica entre 2017 e 2018 caiu 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017) – que tinha registrado o menor índice desde 1985, quando teve início a série história do levantamento. Atualmente, restam apenas 12,4% do que havia originalmente de Mata Atlântica no país.

Desmatamento da Mata Atlântica no último ano foi o menor desde 1985

O desmatamento da Mata Atlântica entre outubro de 2017 e outubro de 2018 caiu 9,3% em relação ao período anterior (2016-2017). É a menor área de desmatamento registrada pela série histórica do Atlas da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que monitora o bioma desde 1985.

O relatório mostra que, no último ano, foram destruídos 11.399 hectares (ha), ou seja, 113 quilômetros quadrados (km²), de áreas de Mata Atlântica acima de 3 hectares nos 17 estados do bioma. No ano anterior, o desmatamento foi de 12.562 hectares (125 km²). Já em 2015-2016, o desmatamento chegou a atingir 29.075 ha.

Além disso, dos 17 estados da Mata Atlântica, nove estão no nível de desmatamento zero, com desflorestamentos abaixo de 100 hectares, o que equivale a 1 km².

Esses nove estados são o Ceará (7 ha), Alagoas (8 ha), o Rio Grande do Norte (13 ha), Rio de Janeiro (18 ha), Espírito Santo (19 ha), a Paraíba (33 ha), Pernambuco (90 ha), São Paulo (96 ha) e Sergipe (98 ha). Mais três estados estão se aproximando desse índice: Mato Grosso do Sul (140 ha), Rio Grande do Sul (171 ha) e Goiás (289 ha).

A diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, disse que o resultado positivo tem relação com ações de monitoramento e combate ao desmatamento, realizadas por diversos atores nos últimos anos, incluindo órgãos ambientais estaduais, polícia ambiental, Ministério Público e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“Esses dados comprovam como o acompanhamento da sociedade civil e investimentos dos governos no cumprimento da Lei da Mata Atlântica, por meio dos órgãos de conservação, fiscalização e controle, trazem resultados concretos. Esse tipo de ação precisa ter continuidade”, afirmou. A Mata Atlântica é o único bioma brasileiro com lei específica.

Bahia

Segundo a SOS Mata Atlântica, o estado da Bahia é um exemplo de como as ações de comando e controle são importantes no combate ao desmatamento.

Há dois anos, a Bahia foi o primeiro estado do ranking, com 12.288 hectares desmatados entre 2015 e 2016. O número foi maior do que o total de desmatamento registrado nesse último relatório 2017-2018.

“Naquele ano, o então secretário de Meio Ambiente do estado esteve no ¨Encontro das secretarias de Meio Ambiente dos estados da Mata Atlântica’, onde se comprometeu com o combate ao desmatamento e realizou operações de fiscalização”, disse Marcia.

No ano seguinte, a partir das ações, a Bahia teve uma redução de 67% no desmatamento, com 4.050 hectares desmatados. Agora, no período 2017-2018, houve uma segunda queda, de 51%, apesar de o estado ainda ser um dos maiores em área desmatada.

Resultados negativos

Atlas mostra também que restam 16,2 milhões de hectares de florestas nativas mais preservadas acima de 3 hectares na Mata Atlântica, o equivalente a 12,4% da área original do bioma. Dessas áreas remanescentes de floresta, 80% estão em áreas privadas.

Apesar dos resultados positivos do relatório do último ano, cinco estados ainda mantêm índices inaceitáveis de desmatamento, segundo avaliação da SOS Mata Atlântica. São eles: Minas Gerais (3.379 ha), o Paraná (2.049 ha), Piauí (2.100 ha), a Bahia (1.985 ha) e Santa Catarina (905 ha).

O diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, acredita que é preciso ficar atento às mudanças propostas pelo atual governol, que podem reverter as conquistas alcançadas até o momento. “Não podemos permitir o enfraquecimento da gestão ambiental e nenhuma tentativa de flexibilização da legislação”, disse.

Paraná já aplicou 930 autos de infração ambiental neste ano

A Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo e as equipes do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde aplicaram 930 autos de infração ambiental em 2019, em 190 municípios do Paraná, por desmatamento irregular (51%), posse ilegal ou maus tratos a animais (18%), efluentes industriais (17%) e pesca fora dos lugares permitidos por lei (5%).

Cerca de 90% foi registrado pela polícia, o que resultou em mais de R$ 5 milhões em multas.

O número representa quase 40% de tudo o que foi aplicado em 2018, com 2.570 autos de infração. O volume é resultado da parceria entre o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Força Verde. Além disso, o sistema de autuação e registro da ocorrência passou a ser digital.

Segundo Ivo Good, chefe da fiscalização do IAP, os fiscais e policiais atuam para cuidar das questões ambientais essenciais e para recuperar o dano causado, mas o trabalho também tem um olhar de evitar o dano ambiental. “A fiscalização tem um cunho auxiliar fundamental, mas a principal necessidade é esse engajamento pela ação preventiva. Cuidado com meio ambiente é a base do desenvolvimento sustentável do futuro do estado”, defende.

Good destaca que uma ação fundamental é a educação ambiental nas escolas e nas comunidades, além da maior presença física das forças de autuação. Para isso, foi criada na estrutura da secretaria uma diretoria de Políticas Ambientais e a coordenação de educação ambiental e projetos sustentáveis, com atuação em todo o Paraná.

Para o coronel, Adilson Luiz Correia dos Santos, comandante da Força Verde, os esforços estão voltados para proteger toda a sociedade. “Esse trabalho integrado na fiscalização é de suma importância para o meio ambiente. Toda a população ganha com a eficiência dos órgãos ambientais”, afirma.

Irregularidades

A maioria dos autos lavrados neste ano leva em conta desmatamentos irregulares, principalmente nas regiões Centro e Sul do Estado. Eles incidem sobre duas medidas ilegais: retirar mata nativa sem avisar os órgãos competentes ou ferir uma licença de uma área específica. Para ações dessa natureza, o IAP e a Força Verde impõem aos infratores um termo de compromisso destinado a recuperar o dano.

Os órgãos também fiscalizam o lançamento de efluentes em desacordo com a licença adquirida pela empresa e a posse de animais silvestres ou maus tratos – somente em Curitiba e Região, nesse trimestre, foram 250 animais recuperados.

A fiscalização ambiental envolve ações de controle e vigilância para impedir atividades consideradas lesivas ao meio ambiente. As punições acontecem mediante sansões administrativas, além de medidas destinadas a promover a recuperação do dano ambiental, conforme a legislação ambiental.

Ao lavrar um auto de infração ambiental, o fiscal ou policial está praticando um ato administrativo. Todos os processos administrativos referentes à infração ambiental pelo fiscal do IAP são encaminhados ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) para conhecimento. O órgão pode ou não ingressar com uma ação civil pública ou penal contra o infrator.

Quando a ocorrência é atendida por policiais da Força Verde, os infratores são autuados tanto administrativamente como criminalmente, de forma imediata, seja por prisão em flagrante, termo circunstanciado ou informação imediata ao MP-PR.

O IAP e a Força Verde recebem denúncias pelos canais oficiais (0800 643 0304 e 181), ou ainda pelo e-mail (denunciaambiental@pm.pr.gov.br) e também atuam ostensivamente no campo, para verificar problemas ou fiscalizar o cumprimento das decisões administrativas já tomadas.

Com informações do IAP

Polícia fecha carvoaria clandestina em Rio Branco do Sul

A Polícia Civil do Paraná prendeu dois homens suspeitos de crime ambiental na tarde desta terça-feira (6). Um deles mantinha uma carvoaria ilegal no município de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.

O homem, de 46 anos, também estaria fazendo a retirada de madeira sem a devida licença ambiental.

Já o outro suspeito, um comerciante de 41 anos, foi preso por comercializar o carvão ilegal.

Na carvoaria eram mantidos quatro fornos para a produção de carvão. Os policiais encontraram cerca de 15 metros cúbicos de madeira, entre elas, bracatingas e eucaliptos. Ainda no local, foram encontrados sacos com carvão prontos para serem comercializados.

A polícia chegou ao local após receber denúncias de que produtos sem documentação estavam sendo vendidos em um mercado. O responsável pela carvoaria informou que obteve uma licença, mas que o documento teria vencido em 2015. O homem deve responder pelo crime de corte e transformação, em carvão, d madeira sem licença ambiental.

Já o comerciante preferiu permanecer em silêncio e se pronunciar apenas em juízo. Ele vai responder por vender produtos de origem vegetal sem a devida licença dos órgãos de fiscalização e controle.

Os suspeitos foram liberados após prestarem depoimento e assinar termo circunstanciado.

A Polícia Civil esclarece que, para explorar a vegetação e comercializar os derivados, é preciso ter autorização dos órgãos ambientais.

Desmatamento na Amazônia aumenta 13,7% em um ano

O desmatamento na Amazônia aumentou 13,7% entre agosto de 2017 e julho deste ano. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pelos ministérios do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A área total desmatada alcançou 7,9 mil quilômetros quadrados (km²), enquanto no período anterior o desmatamento foi de 6.947 km². Os estados que apresentaram os índices mais elevados de desmatamento foram: Pará, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas.

Os ministérios esclarecem que, apesar de ter aumentado em relação ao ano passado, o desmatamento registrado neste ano foi reduzido em 72% em relação à taxa de 2004, quando o governo federal iniciou o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). O resultado também representa 60% da meta prevista na Política Nacional sobre Mudança do Clima.

A medição do território desmatado é feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).

As imagens do satélite registram as áreas em que a cobertura florestal primária foi completamente removida em mais de 6,25 hectares, independente da finalidade.

Uso alternativo do solo

A nota conjunta dos ministérios explica ainda que estabeleceu um procedimento para sistematizar as informações sobre as áreas que são autorizadas para retirada de vegetação para uso alternativo do solo. A medida, segundo o governo, visa dar maior transparência e aperfeiçoar a diferença entre o desmatamento ilegal e o autorizado pelos órgãos ambientais.

Dados preliminares do Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) mostram que, em 2018, a área autorizada para supressão vegetal foi de 615 km², enquanto no ano anterior foi de 499,7 km².

O levantamento aponta ainda que foi autorizada a exploração de 12.891.252 metros cúbicos (m³) de madeira em tora. Deste total, 8.583.159 m³ foram explorados.

Ações de combate

O Ministério do Meio Ambiente ressaltou que as ações de fiscalização ambiental e de combate ao desmatamento na Amazônia foram intensificadas desde o ano passado. Segundo a pasta, este ano o número de autuações pelo Ibama aumentou 6%.

O total de áreas embargadas cresceu 56%, o volume de madeira apreendida subiu 131% e o de equipamentos apreendidos, 183% neste último levantamento em relação aos resultados das operações contra ações ilegais do ano anterir.

As ações de fiscalização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também cresceram. Em 2018, de acordo com o ministério, aumentaram em 40% as autuações, 20% as áreas embargadas e 40% as apreensões de madeira e equipamentos feitas pelo ICMBio.

A pasta acrescenta ainda que foram criadas mais 2 unidades de conservação de uso sustentável, que totalizam mais 600 mil hectares. No período, também foram instaurados pela Polícia Federal mais de 820 procedimentos contra crimes relacionados ao desmatamento ilegal, como lavagem de dinheiro, tráfico de armas, drogas e animais e trabalho escravo.

Ibama aplica R$ 4,5 milhões em multas por desmatamento no Paraná

O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), aplicou quase quatro milhões e meio em multas contra o desmatamento da Mata Atlântica no Paraná.

Durante duas semanas de operação, em parceria com o Ministério Público do Estado, o IBAMA apreendeu mais de 60 metros cúbicos de toras de uma espécie rara de Araucária, além de três tratores, um caminhão e uma motosserra.

Uma cooperativa foi autuada por compra e venda de mais de uma tonelada de soja produzida em área proibida para plantação. É de responsabilidade das empresas, saber qual a origem dos produtos adquiridos.

A operação ainda encontrou  desmatamento de mata nativa, armazenamento e transporte irregular de madeira e drenagem de áreas úmidas. A madeira e os equipamentos apreendidos estão sob responsabilidade das prefeituras de Palmas e Guarapuava, nas regiões sul e central do Estado.

 

Paraná é um dos estados que mais destroem a Mata Atlântica

Pouco mais de 5.200 hectares de Mata Atlântica foram desmatados em 15 estados do país. Esse é o resultado final da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé, que envolveu Ministérios Públicos e órgãos ambientais. A ação ocorreu entre os dias 10 a 14 de setembro.

Ao todo, foram fiscalizadas 517 propriedades definidas a patir de imagens de satélite. Foram apreendidos 7.467 metros cúbicos de madeira (o equivalente a cerca de 870 caminhões carregados) e emitidas multas no valor total de R$ 20.640.112,00.

De acordo com o balanço do Ministério Público, as regiões com maiores áreas de desmatamento estão em Minas Gerais e na Bahia. O Paraná também está entre os estados que mais destroem a Mata Atlântica e nos últimos 30 anos foi a região que mais desmatou no pais. Aqui, as fiscalizações ficaram concentradas na região centro sul do estado, em cidades como Guarapuava, Prudentópolis, Inácio Martins e em Pinhão.

O coordenador nacional da operação, o promotor de justiça Alexandre Gaio, ressaltou a perfeita coordenação entre os diversos órgãos participantes: “Além dos dados muitos significativos de fiscalização e de início do processo de responsabilização e recuperação ambiental, é importante destacar que a operação nacional demonstrou uma atuação coesa, forte e organizada dos Ministérios Públicos e sua articulação com o Ibama, as Polícias Ambientais e os órgãos ambientais estaduais para a proteção do bioma Mata Atlântica”, declarou.

A operação nacional ampliou a fiscalização para um nível sem precedentes, o que foi indicado pelos dados finais da operação. A partir dela, explica o promotor, trata-se agora de dar efetividade às ações de responsabilização e de recuperação das áreas degradas, que podem levar décadas para se refazerem. “A efetividade da fiscalização é fundamental para coibir mais desmatamentos”, defende Gaio.

Importância da Mata – O bioma da Mata Atlântica está presente em 17 estados brasileiros e cobre (em sua extensão original) cerca de 13% do território nacional, onde vivem aproximadamente 140 milhões de pessoas, que dependem das múltiplas funções ambientais da Mata Atlântica. Restam apenas cerca de 10% da mata original. Apesar disso, continuam ocorrendo desmatamentos em toda a sua extensão. A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé teve por objetivo proteger e recuperar o bioma a partir da identificação das áreas degradadas nos últimos anos e dos responsáveis pelas agressões, para cobrar a reparação dos danos e outras medidas compensatórias. Participaram MPs, polícias ambientais e órgãos públicos da área dos seguintes estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará. Os trabalhos foram conduzidos e coordenados por equipes formadas por representantes dos Ministérios Públicos, órgãos públicos ambientais e polícias ambientais de cada estado participante, a partir da organização e planejamento idealizados pelo Ministério Público do Paraná.

Operação Nacional Mata Atlântica em Pé confirma desmatamento de 2.890 hectares

O balanço parcial da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé, divulgado na tarde desta quinta-feira (13) pelo Ministério Público, aponta o desmatamento de 2.890 hectares de mata no Brasil.

Durante a operação, realizada de segunda a quarta-feira desta semana (10 a 12 de setembro), foram fiscalizados 282 propriedades previamente definidas a partir de imagens de satélite. Foram apreendidos 5.089 metros cúbicos de madeira e emitidas multas no valor total de R$ 12.942.667,00. Em quatro estados (São Paulo, Ceará, Goiás e Minas Gerais), a operação se estendeu por mais dois dias e só será encerrada nesta sexta-feira, 14 de setembro. Outros dois estados (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além desses, ainda não totalizaram os dados.

O Ministério Público do Paraná já havia realizado a Operação Mata Atlântica em Pé em âmbito estadual. Na ocasião, foram fiscalizados 51 polígonos, nos municípios de Guarapuava, Prudentópolis, Inácio Martins e Pinhão. A operação constatou o desmatamento de 618 hectares. Foram emitidos 22 autuações, no valor total de R$ 2.193.000,00, com prisão em flagrante de duas pessoas por crime ambiental e apreensão de 1.500 metros cúbicos de madeira.

A operação nacional amplia a fiscalização para um nível sem precedentes. “A efetividade da fiscalização é fundamental para coibir mais desmatamentos”, defende o promotor de justiça Alexandre Gaio, coordenador nacional da operação. O principal objetivo é buscar a recuperação ambiental das áreas degradadas, que podem levar décadas para se refazerem.

O bioma da Mata Atlântica está presente em 17 estados brasileiros e cobre (em sua extensão original) cerca de 13% do território nacional, onde vivem aproximadamente 140 milhões de pessoas, que dependem das múltiplas funções ambientais da Mata Atlântica. Restam apenas cerca de 10% da mata original. Apesar disso, continuam ocorrendo desmatamentos em toda a sua extensão. A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé contou com a participação de polícias ambientais e órgãos públicos da área dos seguintes estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará.

Reparação

A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé busca a proteção e a recuperação do bioma a partir da identificação das áreas degradadas nos últimos anos e dos responsáveis pelas agressões, para cobrar a reparação dos danos e outras medidas compensatórias. Os trabalhos de fiscalização foram conduzidos e coordenados por equipes formadas por representantes dos Ministérios Públicos, órgãos públicos ambientais e polícias ambientais de cada estado participante, a partir da organização e planejamento idealizados pelo Ministério Público do Paraná.

Pelo menos 121 hectares de florestas são desmatados no Paraná

Um balanço parcial da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé, do Ministério Público, aponta que o Paraná tem quatro municípios com 121 hectares de florestas desmatadas.

Guarapuava, Inácio Martins, Pinhão e Prudentópolis estão na lista. Apenas na segunda-feira (10), houve cinco autuações ou notificações e interdição de quatro áreas. Uma pessoa foi presa.

A operação, realizada simultaneamente em 15 estados, continua até esta quarta-feira (exceto em Minas Gerais e no Ceará, onde as ações se estenderão por mais um dia).

O balanço final será divulgado na quinta-feira (13).

A ação conjunta é realizada pelos MPs dos seguintes estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará.

Paraná e mais 14 estados são alvos de operação para combater desmatamento

Quinze estados brasileiros, entre eles o Paraná, participam da Operação Nacional Mata Atlântica em Pé, do Ministério Público.

A ação tem o objetivo de identificar desmatamentos em áreas de Mata Atlântica e punir os responsáveis e cobrar a reparação de danos.

A operação é realizada no Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e Ceará.

O bioma da Mata Atlântica está presente em 17 estados brasileiros e cobre (em sua extensão original) cerca de 13% do território nacional, onde vivem aproximadamente 140 milhões de pessoas, que dependem das múltiplas funções ambientais da Mata Atlântica. Apesar disso, continuam ocorrendo desmatamentos em toda a sua extensão.

Reparação – A iniciativa busca a proteção e a recuperação do bioma a partir da identificação das áreas degradadas nos últimos anos e dos responsáveis pelas agressões, para cobrar a reparação dos danos e outras medidas compensatórias.

Com duração prevista para até a quarta-feira, 12 de setembro (exceto em Minas Gerais e no Ceará, onde as ações se estenderão por um dia a mais), os trabalhos de fiscalização serão conduzidos e coordenados por equipes formadas por representantes dos Ministérios Públicos, órgãos públicos ambientais e polícias ambientais de cada estado participante, a partir da organização e planejamento idealizados pelo Ministério Público do Estado do Paraná.

Os resultados da operação serão apresentados no início da tarde do dia 13 de setembro.

Os Centros de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente dos MPs de cada estado assumirão as tarefas de sistematizar os resultados das fiscalizações.

Na sequência, encaminharão os relatórios, junto com material de apoio, às Promotorias de Justiça das comarcas onde forem identificados dos danos ambientais.