Polícia identifica suspeito de desviar celulares e prende quatro por receptação

A Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba identificou e prendeu cinco pessoas envolvidas com furto e receptação de aparelhos celulares, nesta quinta-feira (17). O suspeito de praticar os furtos era funcionário da loja de um shopping de Curitiba e teria gerado um prejuízo de R$ 130 mil

O delegado-adjunto da DFR, Emmanoel David, que coordenou os serviços de investigação que culminaram na identificação do ex-funcionário revela que o suspeito foi conduzido para a delegacia, onde admitiu ter subtraído os aparelhos. “Ele afirmou que agia sozinho e que teria lucrado aproximadamente R$ 50 mil com a venda dos aparelhos”, afirma David.

As investigações iniciaram há dois meses quando o gerente da loja notou a falta de aparelhos no estoque, foi onde formalizou o boletim de ocorrência. Ao iniciarem as investigações, os policiais logo perceberam que a pessoa que cometeu os furtos tinha amplo conhecimento da rotina do local, como também do sistema de monitoramento por câmeras e alarmes. “Foi possível concluir que o suspeito seria um funcionário, pois também sabia utilizar as chaves de acesso dos produtos. Assim, chegamos até o nome de um funcionário que acabou demitido em março deste ano”.

O ex-funcionário foi autuado pelo crime de furto qualificado, pois tinha fácil acesso aos produtos. Foi apurado ainda que ele tinha um salário mensal de R$ 1,4 mil.

Principal receptador

Ainda no curso das investigações, a polícia identificou um homem para o qual o ex-funcionário teria repassado a maior parte dos celulares furtados, ele também prestou depoimento e vai responder por receptação qualificada. Durante seu depoimento, o suspeito afirmou que conheceu o ex-funcionário através de um aplicativo de compra e venda onde ele ofertou um telefone a preço muito baixo. A partir dali o receptador comprou mais de 60 celulares.

Outros receptadores

Dentre os quatro suspeitos presos por receptação, estão a esposa e o cunhado do ex-funcionário da loja. Os dois foram flagrados utilizando aparelhos furtados. Um advogado e um policial militar também foram identificados utilizando aparelhos furtados, porém assinaram um Termo Circunstanciado por receptação culposa e foram liberados.

“Essas prisões servem de alerta à população, para que não sejam adquiridos telefones sem procedência ou origem comprovada. A orientação é para que o consumidor exija nota fiscal e fique atento quando produtos são anunciados por valores muito abaixo do praticado no mercado”, alerta o delegado.

David afirma que as investigações seguem para localizar os demais aparelhos e identificar os eventuais compradores. De acordo com as investigações, alguns telefones foram habilitados fora do Paraná. “Inúmeros aparelhos estão sendo utilizados no estado de São Paulo, no Distrito Federal e até em alguns estados do Nordeste do País”, revela.

Mais de 260 pessoas foram presas pela Delegacia de Furtos e Roubos em 2017

Com assessoria

A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba efetuou 266 prisões, dentre flagrantes e cumprimento de mandados judiciais, do início do ano até a última terça-feira (26). O número representa, em média, mais de um preso por dia útil.

Há cerca de dois anos a equipe de investigação da delegacia mantém uma média alta de prisões. Em 2017, foram efetuadas, em média, 22,1 prisões por mês. Considerando o número de dias úteis (250), a média é de 1,064 preso por dia. Desde o dia 27 de março de 2016 até hoje, 492 suspeitos de crimes contra o patrimônio foram indiciados e presos por policiais da unidade.

Vale ressaltar que a DFR não recebe conduzidos de outras delegacias, o que significa que qualquer prisão realizada pela unidade é fruto de investigação própria.

Para o delegado-titular da especializada, Matheus Laiola, o principal foco da delegacia este ano foi a identificação de integrantes de grupos criminosos que promoviam roubos a estabelecimentos comerciais e residências. “Tivemos diversas operações que colocaram suspeitos de alta periculosidade, que atuavam nos mais diversos tipos roubos, atrás das grades”, lembra Laiola.

O delgado ressalta ainda que parte das operações bem sucedidas se deve ao rápido e intenso trabalho do Setor de Inteligência (SI) da DFR, o qual ganhou um incremento substancial de novos equipamentos. “Durante o ano, utilizaram-se avançadas técnicas de investigação. Com o auxílio da tecnologia, o SI dispõe de policiais que operacionalizam análises de imagens e de profissionais especializados na produção de retratos falados, o que tem auxiliado na identificação de criminosos”, comenta o delegado.

Laiola lembra que todo o aparato direcionado ao SI resultou na realização de grandes operações, com a expedição de dezenas de mandados judiciais durante este ano.

 

Ações conjuntas

Durante este ano, dezenas de ações foram desenvolvidas em parceria com outras unidades da Polícia Civil, alem da Polícia Militar e a Guarda Municipal. “Na atual situação em que a crise política e econômica tem potencializado a criminalidade, é fundamental que haja uma interação entre as forças de segurança. Realizamos diversas ações em outros estados, como São Paulo (SP), Santa Catarina (SC), Goiás (GO), Brasília (DF), onde atuamos contra complexas organizações Criminosas”, comenta Laiola.