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Com 326 kg de cocaína e 300 mil dólares, homem é preso na Régis Bittencourt

Transportando 326,2 kg de cocaína e 300 mil dólares – equivalente à R$ 1,23 milhão, um homem foi preso nesta quinta-feira (5) na Rodovia Régis Bittencourt, no Paraná. A prisão em flagrante aconteceu na altura do quilômetro 56, em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A abordagem na BR-116 foi feita PRF (Polícia Rodoviária Federal).

O homem de 35 anos ficou nervoso, passou mal e apresentou a carteira de habilitação que pertencia ao irmão. O comportamento motivou os agentes a fazer uma busca minuciosa pelo carro. A droga e os dólares foram encontrados em um compartimento oculto sob o assoalho de uma caminhonete. Os policias precisaram usar um desencarcerador hidráulico para acessar a câmara secreta.

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Os dólares estava escondidos em um compartimento secreto na traseira da caminhonete. Foto: Divulgação/PRF

Segundo a PRF, foram apreendidos 298 tabletes de cocaína. Já os dólares foram encontrados em dois pacotes.

Aos policiais rodoviários federais, o suspeito disse que saiu com a caminhonete de São Paulo (SP) e entregaria o veículo em Paranaguá, no litoral do Paraná. Ele já havia percorrido quase todo o trajeto pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116).

O homem deve ser indiciados pelos crimes de tráfico de drogas e uso de identidade alheia (por ter apresentado os documentos que pertencem ao irmão). Como a PRF também encontrou uma pequena porção de maconha, o suspeito também pode responder pelo porte de droga para consumo pessoal.

O caso foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Confira o vídeo da apreensão:

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Dólar alcança R$ 4,18 e atinge maior marca do ano

O dólar atingiu uma nova máxima em 2019. Nesta segunda-feira (2), a moeda americana fechou cotada a R$ 4,1840, alta de 0,98%, maior patamar desde 13 de setembro de 2018, antes das eleições presidenciais.

Dentre os emergentes, o real foi a divida que mais se desvalorizou nesta sessão, marcada pela dificuldade de China e Estados Unidos chegarem a um acordo comercial e pelo pacote argentino que visa conter a desvalorização do peso.

No domingo (1º) passaram a valer as novas tarifas americanas, de 15%, sobre uma variedade de produtos chineses -incluindo calçados, relógios inteligentes e TVs de tela plana-, enquanto a China começou a cobrar novas tarifas sobre o petróleo americano.

Segundo a Bloomberg, a China pediu aos EUA para que as novas taxas fossem adiadas, sem sucesso. Por outro lado, americanos tentaram determinar parâmetros para as próximas negociações, também sem êxito.

Além disso, a China entrou com um processo contra os Estados Unidos junto à OMC (Organização Mundial do Comércio) por causa das tarifas americanas, informou o Ministério chinês do Comércio nesta segunda.

Os desacordos, e o fato que uma data para a visita da delegação chinesa à Washington ainda não foi definida, preocupam investidores que aumentam sua aversão a risco.
O temor do mercado quanto a uma nova escalada da guerra comercial faz emergentes se desvalorizarem, na busca por investimentos mais seguros, como o dólar.

No Brasil, se soma o efeito Argentina. No domingo, o governo de Maurício Macri decretou limites no mercado de câmbio, para conter a disparada do dólar.

Segundo as novas regras, as pessoas físicas serão limitadas a comprar ou transferir para contas no exterior até US$ 10 mil por mês.

Os exportadores terão de retornar ao país as divisas que resultem de vendas no exterior em até cinco dias após receber ou em até seis meses após o embarque.

O governo também decidiu centralizar o câmbio, determinando que o acesso a dólares, metais e transferências ao exterior sejam feitos apenas com autorização prévia do banco central.

As medidas anunciadas neste domingo se somam à restrição, levantada na última sexta (30), de bancos remeterem resultados ao exterior, num primeiro sinal de que mais ações para o limitar o acesso a dólares seriam implementadas.

A medida surtiu efeito e a cotação do dólar cedeu 5,85% no país, a 56 pesos por dólar, menor patamar em uma semana.

A Bolsa argentina também se recuperou, com alta de 6,45%.

O pacote de Macri, no entanto, não foi visto com bons olhos por analistas.

“Do ponto de vista macro, a Argentina está em retrocesso com a alta possibilidade de ter um governo intervencionista e populista”, diz relatório da XP Investimentos.

“Na Argentina, o governo parece ter abandonado de vez o laissez-faire [liberalismo econômico] para focar no pragmatismo perante a queima de reservas”, diz documento da Ativa Investimentos.
Também nesta sessão, os títulos de dívida argentinos de longo prazo em dólar e euro foram para mínimas históricas.

Os investidores se preocupam com a possibilidade de que, uma vez que os controles estejam em vigor, eles sejam difíceis de ser retirados, possivelmente deixando a Argentina com uma economia mais uma vez distorcida pela intervenção do governo.

No Brasil, a Bolsa operou boa parte da segunda no azul, mas virou com a notícia da Bloomberg sobre a guerra comercial. O Ibovespa fechou e queda de 0,50%, a 100.625 pontos.

O giro financeiro foi de R$ 10,725 bilhões, abaixo da média diária para o ano, já que, nesta segunda, Wall Street esteve fechada por conta do feriado do dia do trabalho. Ou seja, as oscilações são majoritariamente domésticas, sem influência dos americanos.

Além da proteção em dólar, Sidnei Nehme, diretor da corretora NGO Câmbio, também há um movimento especulativo na alta do dólar frente ao real, de investidores que apostam na alta da moeda americana.

“Essa alta do dólar pode nos favorecer, pois aumentamos competitividade para a exportação. Pode ser, inclusive, do interesse do governo manter no patamar de R$ 4,15, assim favorece a economia. Neste patamar, também atraímos estrangeiros para nossos ativos de risco, que ficam mais baratos”, afirma Nehme.

O economista relembra a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a alta do dólar não preocupa.

“Real nos últimos dias tem tido desvalorização um pouquinho acima, mas está bem dentro do padrão normal”, disse Campos Neto na última terça-feira (27).

Naquele pregão, o dólar estava cotado a R$ 4,1596 antes da fala de Campos Neto e, no mesmo minuto da declaração, saltou para R$ 4,1830 na venda.

O salto levou a moeda americana a bater R$ 4,1960 naquele dia, próximo a máxima histórica nominal, de R$ 4,20. O alto patamar levou o BC a interferir no câmbio com venda à vista de dólares, além da venda de US$ 550 milhões atrelados a swap reversos.

Segundo registros do banco, a operação levou a uma baixa de US$ 1,369 bilhão nas reservas internacionais do Brasil, que hoje somam US$ 386,478 bilhões.

Para setembro, a instituição fará a rolagem dos contratos de câmbio que vencem em 1º de novembro, no valor de US$ 11,6 bilhões, por meio de leilões diários que começaram nesta segunda e se estendem até 27 de setembro.

O BC irá oferece dólares à vista e, se não houver demanda por todo o lote ofertado, serão leiloados contratos de swap cambial para complementar a rolagem.

Neste primeiro leilão foram ofertados US$ 580 milhões, com venda de apenas US$ 450 milhões, equivalente a 9 mil contratos de swap reverso. Para completar a rolagem, foram vendidos mais 2.600 contratos.

Para Paulo Nepomuceno, estrategista-chefe da Coinvalores, não é a falta de demanda por dólares que limitou as compras e, sim a falta de apetite pelo swap reverso, no qual o comprador fica ‘vendido’ em dólar e só lucra se a cotação da moeda recuar.

“A intervenção do BC da última terça chamou os especuladores, em se testa o nível que o BC está confortável com o dólar. Por isso o real se desvalorizou mais que outras moedas hoje. Além disso, o cenário doméstico não está um mar de rosas, com a baixa popularidade do presidente Bolsonaro, algo que pode afetar as reformas”, afirma Nepomuceno.

Nesta segunda, pesquisa nacional feita pelo Datafolha aponta que a reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho.

A alta do dólar também preocupa o mercado quanto a cortes na taxa de juros, já que uma Selic mais baixa pode levar a uma saída ainda mais forte de estrangeiros e uma alta nos preços, que traria aumento da inflação.

“Quanto mais o BC se preocupa com o dólar, menor a chance de se ter uma política monetária de estímulo. O mercado, nessa dúvida, compra dólares”, diz Nepomuceno.

Dólar supera R$ 4,12 e fecha no maior valor em quase um ano

Em meio ao acirramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, a moeda norte-americana voltou a subir e fechou no maior nível em quase um ano. O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (23) vendido a R$ 4,124, com alta de R$ 0,047 (1,15%). A divisa está na maior cotação desde 18 de setembro do ano passado (R$ 4,14).

O dia foi de perdas no mercado de ações. O Índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 2,62%, aos 97.391 pontos. O indicador está no menor nível desde 6 de junho.

O dólar e a bolsa tinham começado a sessão relativamente estáveis, mas passaram a oscilar depois que a China confirmou que sobretaxará a soja dos Estados Unidos em 5% e o trigo, o milho, o sorgo e a carne bovina e suína em 10%. A elevação representa uma retaliação à imposição de tarifas sobre produtos chineses em US$ 300 bilhões por parte do governo do presidente Donald Trump.

Hoje, o Banco Central (BC) vendeu integralmente o lote de US$ 550 milhões das reservas internacionais no mercado à vista para segurar o câmbio. A operação faz parte de uma nova estratégia de retorno do uso das reservas internacionais como instrumento de intervenção cambial.

A última vez que isso tinha ocorrido tinha sido em fevereiro de 2009, no auge da crise econômica global provocada pela quebra no mercado de subprime (crédito imobiliário de baixa qualidade) nos Estados Unidos.

BC venderá dólares das reservas externas pela primeira vez desde 2009

Pela primeira vez desde a crise de 2009, o Banco Central (BC) venderá dólares à vista das reservas internacionais, atualmente em US$ 388 bilhões. A autoridade monetária leiloará US$ 550 milhões por dia entre 21 e 29 de agosto para conter a volatilidade cambial, totalizando US$ 3,845 bilhões no período.

A última vez em que o BC tinha leiloado dólares das reservas à vista tinha sido em 3 de fevereiro de 2009, ainda durante a crise do subprime no mercado imobiliário dos Estados Unidos. Com a decisão anunciada hoje (14), o BC muda a política de intervenções no câmbio.

Até agora, em momentos de alta da moeda norte-americana, a autoridade monetária leiloava contratos de swap cambial tradicional, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Feitas em reais, essas operações não afetam as reservas internacionais, mas têm impacto na posição cambial do BC e aumentam os juros da dívida pública.

Agora, o BC atuará de maneira diferente. Venderá até US$ 550 milhões no mercado à vista e, ao mesmo tempo, comprará o mesmo valor em contratos de swap cambial reverso, que funcionam como compra de dólares no mercado futuro. Caso a demanda por dólares à vista fique abaixo desse valor, a autoridade monetária completará a operação com contratos de swap tradicional.

Ao justificar a medida, o BC explicou que os swaps cambiais tradicionais são demandados por investidores que querem se proteger da volatilidade no câmbio, mas que uma parte do mercado está demandando dólares à vista por causa da situação econômica.

“Considerando a conjuntura econômica atual, a redução na demanda de proteção cambial (hedge) pelos agentes econômicos por meio de swaps cambiais e o aumento da demanda de liquidez no mercado de câmbio à vista, o Banco Central do Brasil comunica que, para efeito de rolagem da sua carteira de swaps, implementará a oferta de leilões simultâneos de câmbio à vista e de swaps reversos”, informou a instituição em nota.

Na nota, a autoridade monetária esclareceu que as operações conjugadas de venda direta, swap tradicional e swap reverso não mudarão a posição cambial do banco. No entanto, o estoque de swap tradicional, atualmente em torno de US$ 70 bilhões, vai aumentar, assim como o valor das reservas internacionais vai diminuir menos de 1%.

Hoje, o dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 4,04, com alta de R$ 0,074 (1,86%) em apenas um dia. Na maior cotação desde 23 de maio (R$ 4,047), a divisa acumula valorização de 5,83% em agosto. Os mercados financeiros de todo o planeta enfrentaram turbulências depois da divulgação de dados de desaceleração econômica na Alemanha e na China.

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Dólar vai a R$ 4 e Ibovespa cai mais de 2% com primárias argentinas

O dólar sobe quase 2% e opera acima dos R$ 4, maior patamar desde maio, na manhã desta segunda-feira (12), após a vitória da oposição kirchnerista nas primárias argentinas. O mercado se surpreendeu com a grande vantagem da chapa de Alberto Fernández e da ex-presidente Cristina Kirchner contra o atual líder Mauricio Macri.

Com 58% das urnas apuradas, Fernández e Kirchner tinham 47% dos votos contra 32,6% da chapa do atual presidente, Mauricio Macri. A tendência, segundo o órgão eleitoral, é que a diferença continue assim até o final da apuração.

Na Argentina, o dólar tem alta de 33,5% em relação ao peso argentino, a 60,5 pesos por dólar, máxima histórica. A Bolsa do país recua 8,84%.

A Bolsa brasileira também opera pressionada pela mudança de rumos na Argentina. O Ibovespa recua 2%, às 11h24, a 101.960 pontos.

O mercado contava com a reeleição de Macri em outubro, o que se torna improvável com o resultado das primárias. Na sexta-feira (9), o otimismo no país levou a Bolsa argentina a subir 8% e chegar ao maior patamar do ano.

O mercado esperava uma diferença de 9 pontos percentuais, mas os resultados apontam uma distância de 15 pontos.

“Nós não vemos nenhum caminho possível hoje para que o Macri possa reverter este cenário até outubro, o que indica uma vitória de Fernandez e Kirchner”, diz relatório da XP Investimentos.
Além da Argentina, as tensões em Hong Kong e a guerra comercial entre Estados Unidos e China também impactam os mercados nesta segunda. Na Europa e Estados Unidos, as Bolsas operam em queda. Dow Jones e S&P 500 recuam 0,75% cada.

Dólar fecha abaixo de R$ 3,96 após ultrapassar R$ 4

Depois de começar o dia superando a barreira de R$ 4, a moeda norte-americana reverteu a tendência e fechou em queda. O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (25) vendido a R$ 3,956, com recuo de R$ 0,03 (-0,76%). A divisa acentuou a queda no fim da manhã e fechou perto da mínima do dia.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), subiu 1,59% e encerrou aos 96.552 pontos. Essa foi a maior alta diária desde 4 de abril, quando o indicador tinha se valorizado 1,93%.

Ontem (24), o dólar tinha fechado no maior nível em sete meses e a bolsa, interrompido uma sequência de altas. A volatilidade diminuiu depois que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, anunciou o deputado Marcelo Ramos (PR-AM) para presidir a comissão especial que debaterá a reforma da Previdência e o deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) para relatar a proposta.

Hoje, o Ministério da Economia atualizou os números sobre a economia prevista com a reforma da Previdência. Segundo a pasta, a estimativa aumentou para R$ 1,236 trilhão nos próximos dez anos, caso a reforma seja aprovada como chegou à comissão especial da Câmara. O valor é mais alto que o R$ 1,169 trilhão divulgado há dois meses.

Apesar de o diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Bruno Serra, ter dito hoje que a autoridade monetária poderia intervir no câmbio caso a volatilidade persistisse, o órgão não mudou a atuação. O BC continuou a rolar (renovar) integralmente os contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

Dólar fecha a R$ 3,99, maior valor desde período pré-eleitoral

Por Júlia Moura

Um dia após a aprovação da reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o dólar terminou a quarta-feira (24) cotado a R$ 3,9870, valorização de 1,63%. O preço de fechamento é o maior desde 1º de outubro de 2018, quando a moeda estava em movimento de desvalorização após tensão pré-eleitoral.

A valorização da moeda foi impulsionada pelos fortes resultados da economia americana no primeiro trimestre de 2019. A maioria dos balanços superou as expectativas dos investidores e indicam melhora da economia dos EUA.

Na terça (23), os índices Nasdaq e S&P 500 bateram a máxima histórica, com valorização de papéis de gigantes como Coca-Cola, Twitter e Hasbro.

O movimento puxou a maior valorização do dólar frente às principais moedas globais em dois anos. O Dollar Index (DXY), que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, registrou nesta quarta-feira 98.077 pontos. Desde maio de 2017 o índice não atingia os 98 mil pontos.

Os bons números, no entanto, não devem se perdurar, afirmam economistas. No pregão desta quarta, as Bolsas americanas operaram em baixa, com realização dos lucros da véspera.

No contraponto, a economia brasileira não se recupera como o esperado. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta vieram abaixo da expectativa do mercado. O Brasil fechou 43.196 vagas formais de emprego em março. Segundo estimativa da agência Bloomberg, era esperada a criação de 80 mil vagas.

Foi também o pior mês de março desde 2017. Em compensação, os saldos do trimestre e dos últimos 12 anos são positivos.

“A economia está desacelerando e os dados do Caged deixam isso bem claro. O PIB brasileiro está retraindo neste primeiro trimestre frente ao quarto trimestre de 2018 e a perspectiva para o ano também cai”, afirma Victor Candido, economista-chefe da Guide.

A projeção de economistas para o PIB de 2019 diminuiu pela oitava vez no fim de março e agora está em 1,7% de crescimento.

Previdência

Após aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência na CCJ, investidores aguardam início dos trabalhos da comissão especial, quando serão divulgados os cálculos do governo da economia feita com a reforma. Para o mercado, o valor não pode ser menor que R$ 600 milhões.

“A reforma passou na CCJ aos trancos e barrancos, depois de muita porrada, perdendo quatro pontos. O governo precisa melhorar muito a articulação política para ontem”, afirma Candido.

Após a euforia do mercado com o fim desta primeira etapa, o cenário doméstico ficou mais suscetível a fatores externos.

O Ibovespa, maior índice acionário do país, acompanhou as demais Bolsas globais, que, em sua maioria, fecharam em queda. A Bolsa brasileira caiu 0,92%, a 95.045 pontos. O giro financeiro foi de R$ 14,073 bilhões, abaixo da média diária para o ano.

Durante o pregão, o dólar teve mínima de R$ 3,9190 e chegou a R$ 3,9950. O real foi a segunda moeda emergente que mais se desvalorizou, atrás apenas do peso argentino, que perdeu 2,40% de valor frente ao dólar.

Com cenário exterior positivo, Bolsa brasileira fecha em alta e dólar cai

Em sintonia com um cenário exterior positivo, a Bolsa brasileira fechou em alta nesta segunda-feira (1º).

O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, subiu 0,67%, para 96.054 pontos.

De um lado, o mercado doméstico reflete o cenário externo, que teve um dia otimista após a divulgação de novos dados sobre a economia chinesa.

Nos EUA, o Dow Jones teve alta de 1,27%. O Nasdaq subiu 1,29%. Os mercados europeus e asiáticos também tiveram pregão positivo (+1,03% em Paris; +1,35% em Frankfurt; +0,52% em Londres; +1,43% em Tóquio; e +2,58% em Xangai).

O cenário interno também teve interferência na alta desta segunda. Após atritos entre governo e Congresso, o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deram sinais de pacificação no final da semana passada.

Agora, o mercado aguarda com ansiedade a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, na próxima quarta-feira (3), à audiência pública sobre a reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

O dólar comercial caiu 1,04% nesta segunda, encerrando o dia cotado a R$ 3,876.

Dólar tem nova alta e chega a R$ 3,67

O Ibovespa, o principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, antiga BM&F Bovespa, bateu recorde novamente hoje (4). O índice atingiu 98.588 pontos, uma alta de 0,74% em relação ao recorde anterior, registrado no último pregão, na sexta-feira (1º).

Dentre as ações que compõem o Ibovespa, as maiores altas hoje ocorreram nos papéis Gol PN (8,27%), Santander Brunt (3,26%), Mafrig ON (3,12%). As ações que mais desvalorizaram foram Vale ON (-3,39%), Bradespar PN (-2,71%), e Cielo ON (-2,58%). Os papéis mais negociados foram Vale ON (-3,39%), Petrobras PN (0,89%), e Bradesco PN (2,17%).

O dólar comercial fechou o dia financeiro em alta de 0,28%, cotado a R$ 3,67. O Euro também valorizou, e fechou custando R$ 4,19, uma elevação de 0,1%.

Mercado recebe bem indicação de Campos Neto ao BC; dólar cai 1%

O dólar recua ante o real nesta sexta-feira (16), com o mercado recebendo bem a indicação de Roberto Campos Neto para o comando do Banco Central no lugar de Ilan Goldfajn.

Às 12h (horário de Brasília), o dólar comercial recuava 1,1%, cotado a R$ 3,742. O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas na Bolsa, avançava 0,94%, a 86.788,41 pontos.

Segundo analistas, investidores já precificavam nos últimos dias que Ilan não ficaria no cargo, o que, para o mercado, seria o melhor cenário. Assim, considerou Campos Neto um bom nome técnico, com reputação e história.

“Ele [Roberto Campos Neto] é tido como um economista na linha do avô, extremamente liberal, identificado com as tesourarias do mercado financeiro e certamente é um nome que dará sequência a toda a política do BC implementada pelo Ilan, até então preferido pelo mercado”, disse o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.

O anúncio de que Mansueto Almeida permanecerá no cargo de Secretário do Tesouro Nacional também ajuda o mercado, numa sessão encavalada entre o feriado e o fim de semana.

Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, diz em comunicado que esses nomes, junto com o de Joaquim Levy no BNDES, dão suporte para a credibilidade da política monetária junto ao mercado.
“Esses nomes sinalizam que o novo governo já começa com gente que está familiarizada com os detalhes importantes para o funcionamento da economia e dos principais processos que são necessários para ajustar o déficit público e manter a política monetária em estado de eficiência”, escreveu.

O mercado estava de olho também no indicador de atividade econômica do Banco Central, o IBC-Br, divulgado nesta sexta. A ligeira queda de 0,09% em setembro, na comparação com o mês anterior, veio acima das expectativas dos analistas.

No terceiro trimestre deste ano, a economia brasileira teve uma expansão de 1,74%, após quedas de 0,15% no primeiro trimestre e de 0,79% no segundo.

Lá fora, predominava a cautela em relação ao “brexit”, depois que a premiê britânica, Theresa May, anunciou que se mantém firme à retirada do Reino Unido da União Europeia em março, mesmo após renúncia de importantes ministros.

Os principais mercados da Europa operam no vermelho. A Bolsa de Londres recua 0,64%.

Das 31 principais divisas do mundo, 12 se desvalorizavam em relação ao dólar.