Próxima Lua de Sangue será visível em todo o Brasil em 2022

Quem conseguiu ficar acordado na madrugada desta segunda-feira (21) assistiu a um espetáculo raro da astronomia, o eclipse total de uma superlua. O fenômeno começou por volta da 1h30 de hoje, quando a Lua começou a entrar na sombra da Terra e teve início o eclipse parcial.

Pouco depois das 2h30 começou o eclipse total, ou seja, a chamada Lua de Sangue, que é quando o satélite está completamente na sombra da Terra e adquire uma cor avermelhada. O fenômeno durou aproximadamente uma hora.

Segundo a pesquisadora do Observatório Nacional Josina Nascimento, o próximo eclipse total da Lua está previsto para 2021, mas não será visível em todo o território nacional e em todas as suas fases.

A próxima Lua de Sangue visível para os brasileiros ocorrerá somente em 16 de maio de 2022, segundo a previsão dos pesquisadores.

‘Superlua de Sangue’ poderá ser vista neste domingo

Entre a noite deste domingo (20) e a madrugada de segunda-feira (21), os curitibanos poderão observar a “Superlua de Sangue”. O acontecimento é considerado singular e está previsto para ocorrer novamente só em 2037.

O evento astronômico poderá ser visto a olho nu em Curitiba. Na ocasião, a Lua será encoberta pela sombra da Terra, que estará alinhada entre o satélite natural e o Sol.

Os raios de sol não chegarão na Lua diretamente, apenas algumas faixas de frequência da luz solar passam pela atmosfera da Terra e atingem a Lula. Isso faz com que o astro fique sob a sombra da terra e ganhe uma coloração avermelhada, popularmente conhecida como “Lua de Sangue”.

O fenômeno fica ainda mais interessante porque vai acontecer bem na época em que a Lua está mais perto da Terra e, por isso, parece estar maior no céu, sendo chamada de “superlua”, de acordo com o professor de Física e especialista em Astronomia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dietmar Foryta.

“São dois fenômenos que estão se sobrepondo: a passagem muito próxima do eclíptico, ou seja, a luz que vai iluminar a Lua e a proximidade da terra da Lua. Aproximadamente uma vez por ano você vai ter a super Lua porque está na posição mais próxima”, contou

Quem quiser ver a “superlua de sangue” vai precisar madrugar. Será possível observar o acontecimento entre às 1h34 e às 4h51 da manhã na madrugada de domingo (20) para segunda-feira (21).

O eclipse total começa às 2h41, quando a sombra da Terra escurece a superfície visível da Lua como um todo.

Pra visualizar a “superlua de sangue” não é preciso nenhum equipamento, basta olhar para o céu. A torcida do astrônomo é para que as nuvens em Curitiba colaborem. “Nós temos poucas noites boas em Curitiba. O interessante de Curitiba é que quando anoitece forma-se uma camada de nuvens, por causa da queda da temperatura”, explicou.

Outros eclipses vão acontecer nos próximos anos, mas, até 2021, nenhum deles será total. Já o fenômeno da “superlua de sangue” deve ser observado somente daqui há 18 anos, em 2037.

Brasileiros se mobilizam para acompanhar eclipse lunar

Ainda no início da tarde as imagens do eclipse lunar já inundavam as redes sociais. A partir da Ásia, o fenômeno ficou visível especialmente de países do Oriente Médio e do Norte da África. A Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) transmitiu ao vivo em seu serviço de vídeo online (streaming) imagens do eclipse de diferentes pontos do globo, a partir de observatórios em países como os Emirados Árabes Unidos, Grécia e Israel. Na transmissão, foi possível ter diferentes ângulos e efeitos luminosos do evento na superfície lunar.

No Brasil, pessoas se mobilizaram em diversas cidades para acompanhar o evento, que recebeu o nome de “Lua de Sangue” por conta do efeito avermelhado que se forma na refração dos raios solares na superfície lunar. Os tons alaranjados e avermelhados se deviam à passagem dos feixes de luz pela atmosfera terrestre. A expectativa também era pelo planeta Marte, que apareceria de maneira mais visível do que de costume.

No Rio de Janeiro, o Aterro do Flamengo foi o espaço escolhido por muitas pessoas que saíram do trabalho e ocuparam o gramado para mirar a lua. Aviões que decolaram do Aeroporto Santos Dumont chegaram a fazer desvios para passar em um ângulo melhor para que os passageiros pudessem visualizar o fenômeno.

A psicóloga Inês Carneiro estava em um dos grupos de amigos que se reuniram no local. Eles decidiram fazer um piquenique para esperar o evento. “O eclipse tá lindo. As pessoas se reuniram espontaneamente, há pessoas meditando na praia, que está mais cheia que de costume. Está um clima muito alegre”, relatou Inês.

São Paulo

Em São Paulo, além dos parques, como o Ibirapuera, a selva dos arranha-céus foi ambiente propício para arrumar um posicionamento melhor para ver, e registrar o eclipse. A fotógrafa Sara de Sanctis escolheu o terraço do prédio onde mora, onde os amigos fizeram um churrasco. Outros moradores também optaram pelo terraço como local de observação.

“A gente não viu o eclipse total. Vimos somente a penumbra. Mas foi bom reunir os amigos. Acabamos aproveitando para comemorar o aniversário de um dos amigos no espaço”, relatou a fotógrafa, de origem italiana, mas que mora no Brasil há cinco anos.

Brasília

Na capital, a Esplanada dos Ministérios ficou totalmente parada por conta do trânsito. Na Torre de TV, cartão-postal da cidade e ponto mais alto da avenida, centenas de pessoas se reuniram. Um pouco mais acima, o Memorial dos Povos Indígenas recebeu o projeto Culturas Vivas, que convidou pessoas para acompanhar o fenômeno em meio a uma intensa programação, que contou com cânticos tradicionais Krahô e exibição de filmes.

A advogada Diana Melo e o grupo de mães do qual faz parte levaram filhos para o espaço, que não tem teto e permitiu uma vista particular da lua. “A gente gosta de trazer as crianças e a gente mesmo ver como a vida é diversa. Foi muito mágico estar no espaço, escutar uma apresentação indígena e dançar com eles, sendo que o povo Timbira está também na minha terra, o Maranhão”, contou.

A Praça dos Três Poderes ficou lotada de pessoas com câmeras, binóculos e telescópios. A secretária Leonice Santos foi pela primeira vez olhar o eclipse e se espantou com o público. “Tá bastante tumultuado”, comentou. Parte dos instrumentos foi disponibilizada pelo Clube de Astronomia de Brasília. Muitas pessoas esperavam nas filas para conferir a lua por meio das lentes.

Romilda Rodrigues era uma das que aguardavam a vez de conferir a visão ampliada. “Eu adoro astronomia e venho ver quando tem eclipse. Faz diferença olhar no telescópio. A olho nu a luz da lua atrapalha. Quando você vê no telescópio tem mais nitidez, parece mais próximo de você, é mais emocionante”, comentou.

Leandro Viegas, servidor público, era uma dos com tripé e binóculo para conferir melhor o evento. Acostumado à observação no local, ele notou a diferença do público, que atribuiu à divulgação do evento. “Eu acompanho, em casa temos telescópio. Em casa, costumamos observar. Mas neste teve a diferença da mídia falando tanto, dizendo para não perder a lua”, disse.

O servidor fez os registros usando a câmera e o binóculo. Mostrou as fotos com os ralos tons avermelhados. O efeito da “Lua de Sangue” ficou menos visível na capital pelo posicionamento dela, diferentemente de cidades do litoral do país.

A estudante Susana Lins, passando férias na capital, sentiu falta da coloração. “Achei mais ou menos. Eu esperava mais, uma coisa mais bonita, mas é só uma sombra. Foi como outro eclipse que eu já tinha visto no ano passado”, lamentou.

O pai, o advogado Rodrigo Lentz, levou Susana e o irmão, Breno, como parte da programação de férias. Aproveitou o tempo de espera na fila para explicar aos filhos o que era o eclipse. Lentz sabendo do evento promovido pelo Clube de Astronomia e foi à praça. “A gente se surpreendeu com o número de pessoas”, exclamou.

Eclipse total da Lua ocorre hoje; veja dicas para acompanhar

Hoje (27) os olhos do mundo inteiro estarão voltados para o céu. No fim do dia, terá início o maior eclipse lunar já registrado neste século. Este tipo de fenômeno ocorre quando o sol, a Terra e a lua ficam alinhados nesta ordem e o planeta faz sombra sobre a última, diminuindo ou até mesmo impedindo a iluminação do corpo. Brasileiros se organizam para contemplar o evento, que deve durar pouco menos de duas horas.

Um atrativo será a iluminação por um efeito laranja avermelhado na lua, que ganhou o nome de “Lua de Sangue”. A razão das cores é a atmosfera terrestre. “O vermelho depende da quantidade de poluição suspensa na atmosfera, que pode ser partícula de pó lançada por vulcões. Quando atividade vulcânica aumenta, ela fica mais vermelha. Quando isso não acontece, ela continua no tom mais alaranjado”, explica o tecnologista da Agência Espacial Brasileira, Ademir Xavier.

O espetáculo atrai atenções de diversas pessoas, desde aquelas envolvidas com astronomia até cidadãos curiosos com o fenômeno. Um primeiro aspecto que merece atenção para quem quer acompanhar são os horários. Como o eclipse ocorrerá no fim da tarde, ele terá características especiais diferentes daqueles na parte da noite.

Horários

A lua nascerá em horários diferentes nas cidades brasileiras, começando no litoral. Segundo a Sociedade Astronômica Brasileira, entre as capitais a primeira deve ser Recife (17h15), seguida por Vitória (17h18), Natal (17h19), Salvador (17h22), Rio de Janeiro (17h26) e Belo Horizonte (17h34). A visibilidade total se dará em apenas parte do país, nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

Segundo o professor do Instituto de Física da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Eduardo de Brito, o efeito laranja avermelhado não será visível em todos os pontos do Brasil, mas apenas para as cidades mais próximas do litoral.

“Quando já estiver bem escuro, a lua vai estar escondida e vai ter um tom mais avermelhado. Assim que a lua nascer, por volta de 18h, vai ser possível conferir a lua escondida. Assim que o sol sumir, as pessoas vão conseguir ver a lua avermelhada”, explica Brito. Em regiões mais no centro do país, como em Brasília, esse aspecto não deve ficar tão perceptível.

Instrumentos

Embora o eclipse tenha uma visibilidade diferenciada dependendo do ponto onde o observador estiver, a lua ficará bem visível a olho nu. Quem quiser conferir com maior nitidez a superfície dela ou o efeito laranja avermelhado pode usar telescópios, lunetas binóculos ou até mesmo câmeras fotográficas equipadas com lentes contendo bons zooms.

Além da lua, no eclipse lunar desta sexta-feira, o planeta Marte também ganhará visibilidade e instrumentos de observação podem contribuir para conferir este e outros planetas, como Vênus, Júpiter e Saturno.

Atividades

Variados grupos se mobilizam para acompanhar o espetáculo. Em Brasília, o clube de astronomia da cidade vai reunir interessados na Praça dos Três Poderes, com instrumentos de observação disponíveis aos interessados. “Vamos ter telescópios e pessoas que possam explicar o fenômeno. Aqui em Brasília, vamos pegar só o final do eclipse, mas até 19h20 a lua vai estar saindo da sombra da terra”, conta o presidente do clube, Augusto Ornellas.

Diversas universidades vão abrir seus observatórios para que curiosos possam acompanhar o espetáculo. Será o caso da Universidade Federal de São Carlos e da Universidade Federal do Ceará. Em Campinas, o observatório municipal, o primeiro do país, vai também disponibilizar telescópios em uma sessão guiada para observar a lua e o planeta Marte. As inscrições foram encerradas devido à grande procura.

Em São Paulo, o Centro Cultural Butantã (CCB) vai promover um evento em seu terraço para os observadores. Em Niterói, a prefeitura vai abrir o Parque Municipal para que moradores possam acompanhar o eclipse do local. Os portões ficarão abertos até as 20h.

Como fotografar o eclipse lunar

O coordenador de fotografia da Agência Brasil, Marcello Casal Jr., dá algumas dicas de como fotografar o eclipse lunar:

– Usar um tripé e disparador remoto. A recomendação vale para câmeras ou smartphone

– Evitar movimentos bruscos para que a câmera ou o celular não vibrem

– No caso de câmeras profissionais, usar o ISO corretamente. O ISO mede a sensibilidade do sensor à luz. Quanto maior o ISO, mais sensível ele está e, com isso, amplia a claridade e captação de luz. Quanto menor o ISO, menos informações serão captadas

– No caso de smartphones, que têm sensor pequeno e lente de dimensões reduzidas, é importante um bom enquadramento. A captação de nuvens podem ajudar a compor uma boa foto. “Timelapses” podem render boas e lindas misturas de fotografia e vídeo que captam a mudança de luz.

Maior eclipse total da Lua do século 21 ocorre nesta sexta-feira (27)

Por Carolina Gonçalves

Olhar para o céu no início da noite de amanhã (27) será um convite obrigatório. A partir das 16h30 começa o eclipse lunar mais longo do século 21, que deve durar cerca de uma hora e 43 minutos. Em quase todo o planeta será possível acompanhar o fenômeno que, geralmente, ocorre duas vezes por ano, com um tempo de duração de 60 a 80 minutos, podendo durar até muito menos. Em 2015, por exemplo, a cobertura total da Lua durou apenas 12 minutos.

“Agora a Lua vai atravessar bem no centro da sombra da Terra”, explicou a pesquisadora Josina Nascimento, do Observatório Nacional. E é por isso que vai demorar mais tempo até que ela volte a aparecer. Mas, no Brasil, essa fase do eclipse não será visível pelo período integral de 104 minutos. “Toda a parte leste do Brasil vai ver a Lua nascer já durante o eclipse total. Dependendo do lugar, no Rio de Janeiro, por exemplo, a Lua vai nascer 17h26, quando o céu ainda estará claro. Por volta de 18h13, fica mais visível e é quando começa o eclipse parcial [quando a Lua começa a sair da sombra da Terra]”, afirmou.

O eclipse da Lua acontece quando o Sol, Terra e Lua ficam alinhados nesta ordem. O Sol, iluminando a Terra, faz uma sombra no espaço em duas partes: a penumbra, que ainda revela raios do Sol, e a umbra que não recebe qualquer feixe de luz. “Quando a Lua, caminhando em torno da Terra, penetra totalmente na sombra escura temos o eclipse total”, completou a pesquisadora.

No Brasil, em toda a parte leste do país, a Lua já vai nascer na fase total do eclipse, fase que termina às 18h13, no horário de Brasília. A partir desse horário, a Lua começa a sair da sombra mais escura da Terra [umbra], iniciando o eclipse parcial, que dura até 19h19. O fenômeno completo, que inclui a fase penumbral do eclipse, termina às 20h29. Segundo Josina, o eclipse total será visto por toda as regiões Sul, Sudeste e Nordeste. “O Centro-Oeste e parte da Região Norte verá o eclipse parcial e a parte mais a oeste da Região Norte verá somente o eclipse penumbral”, disse.

Se o tempo do fenômeno já carrega um grau de ineditismo, o espetáculo promete ser ainda maior pelas cores com as quais a Lua despontará no horizonte: um efeito laranja avermelhado que dá nome à Lua de Sangue, provocado durante o eclipse total.

“Depois que o sol se põe você tem a tonalidade do horizonte avermelhado que é causado pelos raios de sol passando pela atmosfera. Ou seja, mesmo sem ver o sol, ainda recebe um pouco dessa luz. Os tons vermelhos são os menos filtrados e acabam se destacando mais. O mesmo acontece no eclipse total da Lua. Quando está totalmente na umbra [sombra mais escura da Terra] fica totalmente escura mas ainda chega à Lua os raios solares que passam pela atmosfera da Terra. Passam os mais próximos do vermelho e ela fica com essa tonalidade”, explicou a pesquisadora.

O show celeste ainda promete a maior visibilidade de planetas que estarão na mesma linha. Marte, sem dúvida, merecerá o destaque por estar, desde o início do ano, em máxima brilhância, se destacando como um ponto vermelho ao lado da Lua. O pico desse efeito está previsto para o dia 3 de agosto, mas já é impossível ignorar a presença desse planeta visto a olhos nus. “Júpiter também estará no alto. Vênus está a oeste e Saturno estará entre Marte e Júpiter, na mesma linha, também muito brilhante mas menos que Marte.”

Maior eclipse lunar do século poderá ser visto do Brasil no dia 27 de julho

Na próxima sexta-feira, dia 27 de julho, o Brasil verá aquele que deve ser o mais longo eclipse lunar total deste século 21. No país, o início da fase total do eclipse será às 16h30 e o final será às 18h13, no horário de Brasília. O eclipse lunar vai durar cerca de 1 hora e 40 minutos. De acordo com o Observatório Nacional, a parte leste do Brasil verá o eclipse total -na parte oeste, o eclipse será visto somente como parcial.

O Observatório diz que, para ver a Lua ainda no eclipse total, as pessoas devem buscar um local onde seja possível ver o ceú perto do horizonte a leste. A partir das 18h13, a Lua vai começar a sair da sombra mais escura. Nesse momento começará o eclipse parcial, que vai até as 19h19. Nesse instante a Lua começará a entrar na sombra mais clara, o que marca a fase penumbral do eclipse, que vai terminar às 20h29.

O que é um eclipse
Um eclipse acontece quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham. Isso faz com que a Terra fique diretamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar.

O eclipse acontece porque a Lua entra na sombra criada pela Terra.

O que é a ‘lua de sangue’?
Quando acontece um eclipse total, a Lua adquire uma cor avermelhada ou alaranjada, por isso algumas pessoas chamam o fenômeno de “lua de sangue”.

De acordo com o Observatório Nacional, quando toda a Lua está mergulhada na sombra do Sol, nós vemos o satélite mesmo que ele não esteja recebendo luz direta do Sol. Isso porque luz solar atinge a superfície da Lua por meio da atmosfera da Terra. Algumas faixas de frequência da luz solar são, então, filtradas, criando esse efeito alaranjado, exatamente como acontece nos crepúsculos matutino e vespertino que estamos acostumados a ver antes do nascer e após o pôr do Sol.

Não é necessário usar um telescópio, mas um bom par de binóculos pode ajudar.

Afinal, por que esse será o eclipse mais longo do século?

A pesquisadora do Observatório Nacional Josina Nascimento diz que “é tudo uma questão de geometria: nesse eclipse a Lua vai passar bem no centro da sombra da Terra”.

A pesquisadora diz que é fácil ver diversos planetas no céu em julho, principalmente Marte, que estará próximo da Lua no dia do eclipse. “Vários planetas estão visíveis a olho nu no céu: Vênus está visível a oeste após o pôr do Sol, Júpiter já está alto no céu quando o Sol se põe, Saturno está visível também no início da noite a leste e Marte que está em máxima brilhância, está visível a leste logo no início da noite.”

Ela lembra que o próximo eclipse total da Lua será na noite de 20 para 21 de janeiro de 2019, quando, diz ela, “o Brasil inteiro verá o eclipse total da Lua do início ao fim”.

Nasa vai transmitir eclipse solar ao vivo

Acontece nesta segunda-feira (21) o eclipse solar mais assistido da história. No Brasil ele poderá ser visto de forma parcial e apenas nas regiões norte e nordeste.

O fenômeno poderá ser acompanhado de forma completa apenas nos Estados Unidos, onde será possível observar o “sol negro” por cerca de três minutos.

Para que todos possam acompanhar o eclipse solar total, a Nasa vai transmitir ao vivo pelo site.

Ele pode ser visto por volta das 16h até às 18h, com ápice às 17 horas.

 

Eclipse solar poderá ser visto neste domingo em todo Paraná

O primeiro eclipse solar deste ano acontece neste domingo (26) de Carnaval. O eclipse será parcial e visível a partir das 10 horas caso o tempo fique ensolarado e sem nuvens.

De acordo com Anísio Lasievicz, diretor do planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a estimativa é que cerca de 50% do sol fique encoberto.

“A variação da cobertura vai mudar de acordo com a posição do observador. Quanto mais ao sul do planeta o observador estiver maior será a porção iluminada do disco”, conta Lasievicz.

Segundo o especialista, o fenômeno não é raro e acontece com certa regularidade, porém, sempre em lugares diferentes do globo. “Ele acaba demorando alguns anos… Dez, quinze anos para acontecer na mesma região novamente. Não é tão raro, mas não é do cotidiano”, afirma.

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Segundo o diretor do planetário, os observadores do fenômeno não devem observar o eclipse a olho nu. Para contemplar o fenômeno com tranquilidade e sem riscos para a visão, ele sugere o uso de máscaras de solda.

“É importante que se evite usar óculos escuros, radiografias, vidros esfumaçados… Esse tipo de material não oferece nenhum tipo de proteção a nossa visão então podem ocorrer danos sérios a visão caso o eclipse seja observado sem os devidos cuidados”, afirma Lasievicz.

De acordo com o especialista, uma forma barata e acessível para se observar o eclipse e não sofrer com danos à visão é o uso de máscaras especiais utilizadas por soldadores. “São mascaras vendidas em lojas de ferragens. Tem uma especificação que é a número 14. Ela tem alguns filtros a realizar a observação”, diz. “O importante é não imaginar que óculos escuros ou vidros mais escuros ofereçam proteção, pois não oferecem”, reforça.

O eclipse solar deve durar cerca de três horas, entre as 10h e às 13h.

Domingo de Carnaval terá eclipse solar

O primeiro eclipse solar de 2017 vai acontecer no próximo domingo (26), de carnaval, e vai poder ser visto de forma parcial em todo o Paraná. O fenômeno ocorre quando a Lua passa entre o Sol e a Terra, bloqueando a passagem da luz. No estado, ele poderá ser visto a partir das 9h50, e o sol vai ficar 55% encoberto.

Ele só vai poder ser visto completamente, de forma anular (quando se vê toda a silhueta do Sol e apenas um anel de luz ao redor) no sul do Chile, na Argentina, Angola e no norte da Zâmbia.

A última vez que foi possível ver um eclipse no estado foi em 2007, quando o Sol ficou 25% encoberto.

Neste ano está previsto mais dois eclipses solares e uma superlua, em dezembro.

Segundo especialistas, para observar o eclipse deve-se ter cuidados redobrados para não prejudicar a visão. O ideal é não olhar diretamente para o sol. Óculos escuros não são suficientes para evitar os danos.

Eclipse da Lua poderá ser visto de todo o Brasil

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

A chegada da lua cheia, nesta sexta-feira (10), será marcada por um fenômeno conhecido como eclipse penumbral. Ele poderá ser visto em todo o Brasil e em países da Ásia, Europa, África, do Oriente Médio e das Américas do Sul e do Norte.

O eclipse penumbral é um fenômeno astronômico que ocorre quando a lua entra na região da penumbra da Terra e resulta em uma variação do brilho da lua que dificilmente é notada.

A sombra projetada pela Terra tem duas partes denominadas umbra e penumbra. A umbra é uma região em que não há iluminação direta do Sol e a penumbra é uma região em que apenas parte da iluminação é bloqueada.

Em Brasília e nas demais cidades em que está em vigor o horário de verão, o fenômeno tem início previsto para as 20h34. A fase máxima do eclipse está prevista paras as 22h44 de hoje.

Amanhã (11), será a vez de o cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdušáková passar relativamente próximo à Terra. Segundo o Observatório Astronômico de Lisboa, em Portugal, o cometa percorre uma órbita elítica de período curto, cruzando a órbita da Terra a cada 5,25 anos.

Desta vez, ele passará a uma distância de 12.431.583 quilômetros da Terra, ou seja, 32 vezes a distância da Terra à Lua. A passagem do cometa, no entanto, só poderá ser vista por meio de um telescópio.

De acordo com o observatório português, o cometa 45P/Honda-Mrkos-Pajdušáková foi descoberto em 5 de dezembro de 1948 por Minoru Honda. Posteriormente, foi detectado por Antonín Mrkos e Ludmila Pajdušáková em placas fotográficas, do Observatório Skalnate Pleso, na Eslováquia.