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Redes sociais contribuíram em 21% nas vendas e-commerce em 2018

As vendas do segmento e-commerce devem chegar a, aproximadamente, R$ 79,9 bilhões em 2019, apontou pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). O valor corresponde a um crescimento de 16% em relação ao ano passado. Curiosamente, 21% das vendas fisgaram o consumidor pelas redes sociais, de acordo com a 4ª edição do NuvemCommerce Relatório Anual de comércio eletrônico 2018.

Segundo o especialista em marcas pessoais, Marcelo Antonioli, empreendedor e formado em Publicidade e Propaganda, para o pequeno ou grande empresário que deseja investir no comércio online, é necessário de início investir em estudos e treinamentos. “Primeiramente, é importante investir tempo, com aprendizado e aplicação. Pois independente da sua profissão, a pessoa precisa se vender. E estudo sempre é o primeiro passo, conhecer seu público e saber abordá-lo de maneira precisa”, afirma.

Nas redes sociais, para chegar ao consumidor, o conteúdo deve ser produzido e postado de forma contínua, o que demanda tempo e investimento financeiro do empreendedor. “É preciso gerar conteúdo de forma contínua para as redes socais e isso requer tempo. Paralelo a isso, o empreendedor deve gerar tráfego para que outras pessoas tenham acesso ao conteúdo, e isso requer gasto não só de tempo, mas também financeiro”, explica Antonioli.

Hoje com uma conta com mais de 32 mil seguidores na página @marcelo.antonioli, o empreendedor vem ajudando outros a gerar conteúdo de qualidade nessa área de e-commerce e é uma aposta que vem fazendo bastante sucesso para muitos empresários que apostam no e-commerce.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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Summit Sebrae 2019 traz grandes nomes do empreendedorismo ao Paraná

O Summit Sebrae 2019, maior evento de empreendedorismo do Paraná, acontece em Curitiba nos dias 9 de 10 de outubro. O evento deve receber mais de 1,5 mil pessoas no ExpoUnimed e tem a proposta de proporcionar um ambiente qualificado que colabore para o desenvolvimento de negócios de alto crescimento. Além disso, ainda é possível fazer networking para alavancar a carreira de empreendedores de todo o estado.

“O Summit é um evento de grande importância para todos os tipos de empreendedores porque traz um ambiente único que permite ter acesso a um conteúdo de grande qualidade e contato com nomes importantes para o mercado. O participante sai transformado ao final do evento e com muito mais elementos para fazer o seu negócio decolar”, afirma o diretor de operações do Sebrae/PR, Julio Agostini.

No espaço Arena do Conhecimento serão realizadas 10 palestras com nomes de alcance nacional e internacional relacionadas a gestão, inovação e mercado. Entre alguns dos confirmados estão o CEO do Rock in Rio, Luiz Justo, o CEO da Loggi, Arthur Debert, o CEO da Hi Technology, Marcus Figueiredo e Sandra Costa, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Já o espaço Arena de Negócios receberá 12 palcos simultâneos com apresentações de pitches de consultores com temáticas relacionadas à inovação, tecnologias e modelos de negócios inovadores, como transformação digital, Internet das Coisas, inteligência Artificial, Blockchain, Energias Renováveis, Marketing Digital, entre outros. Além disso, mais de 90 empresas participantes dos programas do Sebrae também vão expor suas soluções ao público. Os executivos ainda terão um local destinado para encontros de negócios e networking, além do espaço Sebrae Lab, destinado a oficinas criativas e ensino de metodologias ágeis.

Outro diferencial do Summit será a utilização do aplicativo Meu Sebrae. Além de oferecer todas as informações em tempo real sobre o evento e receber conteúdos exclusivos, também será possível, por meio da ferramenta “Achei”, fazer conexões, dar “matches” com clientes, fornecedores e parceiros e agendar encontros. Para isso, o empreendedor responde a algumas perguntas sobre as soluções oferecidas e seus interesses para ter acesso a informações sobre outros participantes e empresas presentes com interesses semelhantes.

Os ingressos podem ser adquiridos por meio do site.        

Summit Sebrae 2019

Data: 9 e 10 de outubro de 2019

Local: ExpoUnimed Curitiba (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido – Curitiba/PR)

Horário: das 13 horas às 19h30 (dia 9) e das 8 às 17 horas (dia 10)

Ingressos: www.summitsebrae.com.br

Jair Bolsonaro - Liberdade Econômica - Vetos

Lei da Liberdade Econômica é sancionada por Bolsonaro com quatro vetos

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com quatro vetos, nesta sexta-feira (20) a lei da Liberdade Econômica, cujo objetivo é reduzir a burocracia para empresários e alterar regras trabalhistas.

Na cerimônia, ele voltou a defender a criação de um programa para estimular o empreendedorismo.

“Nós queremos dar meios para que as pessoas mais se encorajem e tenham a confiança e segurança jurídica de abrir um negócio e, se der errado lá na frente, ele desiste e vá levar sua vida normalmente”, discursou.

Bolsonaro também defendeu a flexibilização de regras trabalhistas, inclusive a reforma aprovada pelo ex-presidente Michel Temer.

“Esse projeto vai ajudar e muito a nossa economia”, disse, se referindo à lei da Liberdade Econômica.  Em abril, o governo editou uma medida provisória que estabelece garantias de livre mercado e restringe a atuação do Estado na economia.

A proposta sofreu modificações no Congresso e foi aprovada pelos parlamentares em agosto. Uma das alterações trata de regras de anotação de ponto dos trabalhadores.

O registro do ponto dos funcionários passa a ser obrigatório para empresas com mais de 20 empregados -atualmente, a regra vale para companhias com pelo menos dez trabalhadores.

A medida libera ainda o ponto por exceção, em que o registro é feito nos dias em que o horário de trabalho foge ao habitual.

Para aprovar a proposta, a equipe econômica e o relator, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), tiveram que ceder. Diversos itens que mexiam na legislação trabalhista foram incluídos na medida provisória, que chegou a ser chamada de minirreforma trabalhista.

O texto, portanto, saiu mais enxuto do que a versão aprovada pela comissão mista -formada por deputados e senadores. A desidratação da MP da Liberdade Econômica ocorreu, principalmente, durante a votação no plenário da Câmara.

Foram mantidos, no entanto, pontos que reduzem a burocracia.

Negócios de baixo risco, como bares e startups, não precisam de alvarás e licenças prévios.

O Ministério da Economia estima que a lei da Liberdade Econômica poderá criar 3,7 milhões de empregos em dez anos, além de gerar um crescimento adicional do PIB (Produto Interno Bruto) em mais de 7% em uma década.

“A medida revê o papel do Estado e cria as condições necessárias para um crescimento sustentável do nosso país”, disse o secretário especial de desburocratização, gestão e governo digital do Ministério, Paulo Uebel.

Ele lembrou que a lei reforça a separação de Poderes, ao criar o chamado abuso regulatório, infração cometida pela administração pública quando limitar a concorrência.

Os quatro vetos do presidente não afetam os principais pontos da lei.

Bolsonaro vetou um trecho que liberava empresas a testar e oferecer, gratuitamente ou não, produtos e serviços a um grupo restrito.

O projeto original do governo fazia ressalvas a esse item para que os testes não infringissem a segurança nacional e a proteção à saúde e aos consumidores. Esses critérios foram excluídos pelo Congresso e, por isso, o presidente decidiu vetar a permissão para testes.

Cumprindo acordo com o Legislativo, o governo vetou ainda um artigo que abria brechas para aprovação automática para licenças ambientais.

O terceiro veto do presidente foi um pedido do Ministério da Economia. Uma parte da proposta permitia a criação de um regime de tributação fora do direito tributário.

O quarto e último veto foi para que a lei entre em vigor imediatamente. A versão aprovada pelo Congresso previa um prazo de 90 dias para que a medida passasse a ter efeito.

Os vetos, agora, precisarão ser analisados pelos parlamentares, que podem concordar ou não com a decisão de Bolsonaro.

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Empresa Júnior: conheça a geração de universitários empreendedores

Ao ingressar em uma graduação, o estudante passa por um processo de aprendizado intenso. Ao longo do curso, é preciso colocar na prática o que foi ensinado em sala de aula. Para isso, existem as empresas juniores ou EJ’s, associações sem fins lucrativos geridas por estudantes universitários com um único propósito: empreender para adquirir conhecimento. Em todo Brasil, existem cerca de 900 empresas com mais de 22 mil associados, de acordo com a Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Júniores), associação que representa nacionalmente esse movimento.

Duélen Feijó é graduanda em Engenharia de Alimentos e presidente executiva da Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio Grande do Sul (FEJERS) e analisa o movimento como uma potencialização do novo mercado. “Acho que o Brasil é um país que precisa muito de iniciativas empreendedoras para que a gente consiga de alguma forma mudar muitas realidades. Com o empreendedorismo conseguimos trazer novas caras para o mercado, novos produtos e aquecer a economia do país”, diz a estudante.

As EJs foram responsáveis por produzir, aproximadamente, 18 mil projetos, em sua maioria para pessoas físicas (32,1%) e microempresas (31,1%). As pequenas empresas somam 17,6%, os empreendedores individuais 13,2%, as médias empresas 3,2% e os órgãos públicos 2%. Apenas 0,8% foram para grandes empresas.

A estudante de Engenharia Florestal Iara Oliveira, passa pela experiência empreendedora como gerente de processos na Empresa de Consultoria Florestal Júnior (EMCOF) e ressalta o desejo de mudar a realidade atual através dos conhecimentos adquiridos em sala de aula e através de capacitações e consultorias com pós-juniores e professores. “O que aprendemos na sala de aula, aplicamos na empresa júnior de forma prática. Muitas vezes, os alunos têm o conhecimento, mas não sabem aplicar para o mercado. E a empresa júnior vem com a intenção de mudar essa realidade, contribuindo para que as pessoas saiam da faculdade com essa experiência”, relata.

empresa junior
Foto: Arquivo Pessoal

Para o futuro, Iara almeja que a empresa seja reconhecida dentro do setor agrário, ambiental e florestal. “Quero que a EMCOF continue a fazer projetos que impactem, seja aquele produtor rural do interior do estado do Amazonas ou aquela pessoa no topo da sociedade”, conclui.

Como iniciar uma empresa júnior?

Para uma empresa júnior começar é preciso estar filiada a uma associação do estado. O processo de federação é realizado através do PUF – Programa Único de Federação e, a partir disso, as empresas juniores são acompanhadas desde a fase de iniciativa até o processo de fundação, recebendo suporte com mentorias para alavancar resultados e superar os desafios dos critérios de federação.

Encontro Nacional de Empresários Juniores – ENEJ

Entre os dias 04 e 07 de setembro, acontecerá 26ª edição do Encontro Nacional de Empresários Juniores (ENEJ) no ExpoGramado, em Gramado (RS). O evento contará com workshops, cases, rodas de discussão, minicursos com grandes nomes do mercado e mais de 60 palestrantes. O encontro é realizado anualmente pela Brasil Júnior e simboliza o impacto do movimento empresa júnior (MEJ) no país. O ENEJ tem caráter itinerante e acontece cada ano em um estado diferente no Brasil.

Agência Educa Mais Brasil

Serviços

Empreendedoras estudam mais para ganhar 22% menos, aponta Sebrae

Brasileiras abrem negócios tanto quanto os homens, mas ganham 22% menos e suas empresas fecham mais rápido. Os dados são do relatório do Sebrae sobre empreendedorismo feminino, apresentado nesta quinta (8), em evento em São Paulo.

Segundo o estudo, mulheres são cerca da metade dos empreendedores iniciais (com negócios de até 3,5 anos). Elas correspondem a 49% ou 11,9 milhões de empreendedores nesta etapa. Já entre os estabelecidos, cujos negócios estão consolidados, elas representam 43%.

As empreendedoras, apesar de serem mais escolarizadas, ganham 22% menos que os homens, com rendimento mensal médio de R$ 1.831.

Para a coordenadora nacional de empreendedorismo feminino do Sebrae, Renata Malheiros, um motivo que ajuda a explicar essa diferença é a maternidade e o papel da mulher na família.

“As mulheres dedicam 18% menos horas ao negócio do que os homens. Isso porque cuidam da família e das tarefas domésticas, é uma questão cultural. Isso toma muita energia e tempo delas.”

As empreendedoras dedicam em média 30,8 horas por semana ao seu negócio –para homens, esse tempo sobe para 37,5 horas. Ao mesmo tempo, 79% das empregadoras também fazem trabalho doméstico.

“Precisamos olhar a sobrevivência dessas empresas, porque a maioria dos negócios que fecham [no estado de SP]é de mulheres. Então, essa coisa de dizer que está tudo certo, ‘agora é a vez delas’, não é assim”, disse Junia Nogueira, da Rede Mulher Empreendedora.

Outra diferença é que a parcela de negócios por necessidade é maior entre as mulheres –44%, contra 32% para homens. Isso significa que elas empreendem para fugir do desemprego ou porque não têm alternativa de renda, segundo Malheiros.

“Nesses casos, a pessoa não se planeja, é precário. Já o empreendedorismo de oportunidade, a pessoa vê uma chance de negócio, busca informação, se prepara. Esse é o empreendedorismo que precisa subir no Brasil.”

De acordo Malheiros, as empresas costumam empurrar as mulheres para o empreendedorismo, porque muitas são demitidas após a maternidade ou buscam horários mais flexíveis para conciliar com a família.

A coordenadora do Sebrae destaca ainda outros fatores que podem pesar para o sucesso das empresas lideradas por mulheres, como a confiança e as barreiras culturais.

“As crenças limitantes são aquelas coisas que colocam na nossa cabeça ainda na infância, de que certas áreas não são para a mulher. Isso influencia as nossas escolhas e trajetórias.” Ela cita a ideia de que as mulheres seriam piores em matemática.

“É muito comum ver empreendedoras que delegam o setor financeiro da sua empresa para o marido ou para um contador. E o financeiro é o coração da empresa.”

Malheiros afirma que mulheres empreendedoras tendem a ser menos confiantes do que homens nas mesmas posições. Apesar de terem conhecimento técnico por serem mais escolarizadas, elas precisam melhorar as competências socioemocionais, defende Malheiros.

“Nós mulheres temos muito a avançar nas soft skills, como a capacidade de falar em público, fazer networking, defender uma ideia. É contraintuitivo, porque as as mulheres são vistas como mais empáticas. Sim, elas em geral são, mas essa não é uma competência muito valorizada no mercado de trabalho”.

Ela cita dificuldades para participar de encontros sociais relacionados ao trabalho. “Quantas vezes eu já ouvi colegas perguntarem: ‘você vai no happy hour depois do trabalho? Eu não queria ser a única mulher lá’. Por que isso é um problema?”

Um bar ou um almoço podem ser impedidos por certos estereótipos, afirma ela. “Coisas simples como tomar uma cerveja depois do trabalho são barradas porque a mulher tem um marido ciumento ou um filho pequeno esperando em casa. Ou ela tem medo de convidar um colega homem e ele achar que ela está paquerando”, conta.

A desvantagem também aparece no acesso ao crédito. Apesar dos índices de inadimplência mais baixos, as empreendedoras recebem empréstimos com valor médio de cerca de R$ 13 mil a menos, e com juros mais altos, de 3,5 pontos percentuais.

Os dez erros que mais levam empresas à falência no Brasil

No ano passado, 1.459 empresas entraram com pedidos de falência em todo o Brasil – 761 requeridos por micro e pequenas empresas, 355 por médias e 343 por grandes. Os dados são do Serasa Experian.

Em relação ao tempo de atividade, a maioria das empresas que fecha a as portas são jovens. Um levantamento do Sebrae aponta que, de cada 4 empresas abertas, uma fecha antes de completar dois anos de existência. “Como exemplo, o Sebrae informa que 27% das empresas paulistas que abrem as portas, acabam fechando antes mesmo de completar o primeiro aniversário. E este número chega a 64% dos negócios em até seis anos”, explica o consultor Waldemar Dotti.

Com 50 anos de experiência no mercado, Dotti afirma que a maioria das empresas acaba fechando as portas por causa de erros pequenos. “O problema é que os efeitos destes pequenos erros não são percebidos pelos donos, até que seja tarde demais para salvar a empresa”, explica.

O consultor lembra também que o crescimento do número de falências tende a se agravar com a onde de empreendedorismo, especialmente nos casos em que os empreendedores assumem riscos sem cálculos.

Confira os dois erros mais comuns, segundo o consultor:

1. Não ter um plano de negócios

É um dos principais erros, por ser um passo fundamental a ser dado antes de abrir a empresa. A falta de plano pode levar a decisões financeiras equivocadas e à perda de tempo. Um plano de negócios bem desenvolvido melhora a visão do negócio e contribui para uma análise mais correta de sua viabilidade.

2. Desconhecer o mercado em que irá atuar

Muitas pessoas deixam seus empregos para empreender, mas erram na escolha do nicho de mercado. Entrar em um mercado em que o profissional já tenha conhecimento é muito mais seguro, com mais chances de sucesso.

3. Misturar as finanças da empresa com a pessoal

Deve ficar bem claro que as finanças pessoais são uma coisa (Pessoa Física), e as da empresa são outra (Pessoa Jurídica). O correto é o dono se colocar apenas como se fosse um colaborador de sua empresa, com um pró-labore definido e não confundir o pró-labore com o lucro da empresa.

As vantagens e benefícios existentes em grandes empresas, como empréstimos e carros, não devem ser utilizadas em benefício dos donos. O papel da empresa é gerar lucros. E os lucros futuros é que vão trazer os benefícios pessoais. O dinheiro da empresa deve ficar reservado para situações de queda nas vendas, e crises econômicas. E como capital de giro.

4. Contratar pessoas sem a competência necessária

Este é um dos erros mais graves e é comum quando se contrata amigos e familiares para cargos de responsabilidade, sem que eles tenham preparo. Essas contratações ainda geram brigas que frequentemente desgastam a gestão da empresa, segundo o consultor.

Este erro é mais difícil de ser identificado e geralmente só aparece quando já é tarde. Em um mercado competitivo, as empresas precisam dos melhores profissionais nos cargos chave.

5. Não estabelecer metas aos colaboradores

Deixar de definir metas é um erro, pois é por meio delas que a empresa ganha eficiência e competitividade. As metas, porém, devem ser alcançáveis para a equipe, que deve contar com treinamentos, cursos ou bolsas de estudo, entre outros apoios para alcançá-las.

6. Decisões sem planejamento e conhecimento dos riscos

Este erro é comum entre pequenos empresários, principalmente aqueles que não têm conhecimento sobre a administração de negócios. Decisões precipitadas e falta de planejamento podem gerar prejuízo.

Se o negócio está crescendo e o dono não tem o devido conhecimento, é aconselhável contratar um profissional com capacitação e experiência. Sem isso, decisões erradas na contratação de pessoas, compra de máquinas ou lançamentos de novos produtos, por exemplo, podem quebrar a empresa.

7. Tomar empréstimo ou financiamento sem receita assegurada para o pagamento

A falta de planejamento e conhecimento que levem a um financiamento sem uma análise profunda sobre o retorno pode ser um erro grave.

O mais aconselhado é evitar os financiamentos e analisar se há outras medidas que possam ser mais adequadas ao momento da empresa. Criar mais um turno na fábrica, por exemplo, pode ser mais seguro do que financiar mais máquinas, que pode ficar ociosas ou gerar uma dívida muito pesada.

8. Não ter respeito pelos colaboradores

Não manter uma relação de respeito com os próprios colaboradores é prejudicial para o sucesso do negócio. Isso reduz o desempenho e o estímulo da equipe.

O colaborador também é um cliente interno e o principal aliado do negócio. Ele deve ser valorizado e respeitado, em uma relação de parceria profissional.

9. Colocar todos os ovos em uma cesta só

Fazer investimentos ou aquisições pensando em apenas um tipo de cliente é arriscado. É melhor ter vários tipos de clientes e um mix de produtos. Empresas que segmentam demais o seu público entram em crise com as mudanças do mercado e da economia.

10. Achar que sabe e pode tudo

Este é um dos piores erros que um empresário pode cometer, segundo o consultor. O risco aparece quando o ego fala mais alto nas decisões importantes. O proprietário deve reconhecer quando a sua situação administrativa passa a ser complexa e contratar quem realmente entende do assunto. Saber quando é hora de passar o bastão para alguém competente é essencial.

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Empreendedorismo na faculdade incentiva jovens a desenvolverem seus próprios negócios

Os jovens estão cada vez mais empreendedores. Um estudo realizado pelo Sebrae com diversos jovens confirma o que se vê na prática. No levantamento divulgado em janeiro deste ano, um em cada três empresários revelaram já ter algum tipo de pensamento empreendedor antes de completar 18 anos. Para o sonho se tornar negócio, é fundamental a busca por capacitação constante, referências e um ter um bom networking.

Conforme a análise, para os jovens a maior motivação para a abertura de um negócio é a busca pela realização pessoal. Esse público pode contar com o auxílio do Sebrae, Confederação Nacional da Industrias e também das faculdades. Na Unijorge, através do Núcleo de Práticas Empreendedoras (NPE), é possível aprender e montar um empreendimento durante a graduação.

O coordenador do curso de administração da instituição, Constantino Oliveira, explica que são desenvolvidas diversas atividades durante o semestre em parceria com Sebrae. “A principal função é difundir a parte de espírito empreendedor nos alunos através de cursos e palestras e dos profissionais que convidamos para fazer mentoria. Isso porque o empreendedorismo é para todas as pessoas: um advogado que vai abrir o seu escritório, um médico que vai abrir o seu consultório. São profissionais que estão empreendendo de alguma forma”, contextualiza o acadêmico.

O projeto interdisciplinar sobre empreendedorismo na faculdade surgiu por conta do novo estilo do jovem que está mais preocupado com seu propósito de vida pessoal e também social do que fazer carreira em empresa de terceiros. “Os jovens querem crescer rápido, ver os seus sonhos se realizarem, seus produtos e serviços sendo utilizados por várias pessoas e, ao mesmo tempo, sabem usar a tecnologia que tem mudado fortemente essa percepção do que você pode ou não fazer”, analisa Constantino Oliveira.

Empreender Sonhos

O estudante do 6º semestre de Publicidade e Propaganda, Maiko Novais, 22 anos, participou do projeto “Empreender Sonhos” desenvolvido pela Unijorge e criou junto com seu grupo uma produtora audiovisual, a Caram Filmes. Foi durante as aulas de Produção de Rádio, TV e Cinema que surgiu a ideia de fazer um coletivo audiovisual. “Tínhamos essa paixão pelo audiovisual em comum. Então, resolvemos experimentar, investir, buscar referências para criar o nosso projeto audiovisual. Até que cresceu tanto que sentimos a necessidade de buscar nos profissionalizar mais e agregar experiências para transformar o projeto em uma produtora”, conta o estudante.

Maiko já nasceu com alma empreendedora. Antes do projeto interdisciplinar, já tinha participado de outros projetos, como uma companhia de teatro. Para ele, ter um negócio próprio é um desejo antigo que a faculdade ajudou a tornar realidade. “Um dos incentivos do projeto interdisciplinar é que você pode exercitar a inovação e a criatividade para desenvolver seu negócio”.

Para quem pensa em entrar para o mundo do empreendedorismo, o professor Constantino Oliveira dá algumas dicas fundamentais. Tudo começa com um propósito bem definido, assim fica mais fácil identificar possíveis caminhos. O passo seguinte é traçar um plano para alcançar este objetivo; se atualizar para conhecer bem os métodos, o produto ou serviço, identificar o mercado; fazer networking com outros empreendedores para conhecer a história e as dificuldades que já passaram ao montar suas empresas; estar de olhos e ouvidos abertos para oportunidades e – muito importante – saber receber críticas. “Além de entender que a queda é importante e o erro é fundamental para construir novos caminhos”, conclui Oliveira.

Agência Educa Mais Brasil

Londrina exporta produtos e tecnologias para mais de 80 países

Por Sebrae-PR

O mercado internacional já é responsável por boa parte do faturamento de algumas empresas de Londrina e região. Elas se destacam lá fora através da comercialização de produtos e soluções inovadoras.

As tecnologias desenvolvidas em solo pé-vermelho chegam a mais de 80 países em todas as partes do mundo.

De olho nesse potencial, a Regional do Sebrae/PR, em Londrina, lançará, em 19 de junho, às 8h30, o Programa de Internacionalização de Empresas. O objetivo é preparar os pequenos negócios para consolidar e ampliar processos de exportação.

A consultora do Sebrae/PR, Simone Millan, diz que um dos focos da entidade será trabalhar o acesso a mercado. “Vamos focar nas empresas que desejam exportar, mas que ainda estão em estágio inicial”, conta. O programa terá duração de 18 meses e disponibilizará consultorias especializadas e capacitações para a conquista de novos mercados. O trabalho será dividido em duas etapas, sendo a primeira, de junho a novembro deste ano, para a elaboração do plano de exportação individual e treinamentos. A segunda, de fevereiro a julho de 2020, será para a execução da estratégia.

Empresas londrinenses que já consolidaram suas marcas no mercado externo elencam uma série de vantagens da internacionalização. O diretor-executivo da Indrel Scientific, João Fernando Rapcham, conta que o departamento de exportação foi estruturado no ano 2000. A empresa, do setor eletrometalmecânico, está no mercado há 53 anos e é especializada no desenvolvimento e fabricação de produtos de refrigeração científica para as áreas médico-hospitalar, laboratorial e de pesquisas científicas. “Hoje, o nosso foco está no mercado das Américas Latina e Central. Exportamos para aproximadamente 20 países”, conta.

Rapcham diz ser fundamental o estudo e a análise do mercado externo para a consolidação do processo. “Tem que estudar normativas, melhorar a qualidade dos produtos. Isso trouxe muita bagagem pra gente”, cita. Para ele, é importante que, antes de começar a exportar, as empresas busquem posicionar melhor a marca no mercado interno. Outra dica é definir um foco e, neste caso, a operação logística pode guiar a estratégia. A internacionalização, segundo ele, tira um pouco da dependência do mercado nacional, que costuma ser mais instável. “Mas se a empresa está mal no Brasil, tentar ir para fora não é a solução”, avisa.

O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Angelus, César Eduardo Bellinati, conta que o processo de internacionalização da empresa do setor de saúde começou a partir da participação em congressos internacionais. “Começamos a perceber o interesse de distribuidoras na América Latina pelos nossos produtos”, lembra. A Angelus é uma indústria que pesquisa, desenvolve, fabrica e comercializa produtos na área odontológica há 25 anos. O investimento começou em 2002, mas o departamento de exportação só começou a dar retorno a partir de 2006, segundo Bellinati. “Os pedidos foram crescendo gradualmente. Hoje, 50% do nosso faturamento vêm da exportação. Atendemos mais de 80 países e nossos principais clientes são países como Japão, França, Estados Unidos e México”, afirma.

Bellinati ressalta que o retorno do trabalho é de médio e longo prazo, mas promove a competitividade. “O processo de exportação só trouxe benefícios. Nos deu proteção contra problemas eventuais no mercado interno. O câmbio favorável torna nosso produto atrativo no mercado, mas, na saúde, não adianta apenas ter o melhor preço. Concorremos pela diferenciação do produto. O dólar nos favorece, mas a tecnologia embarcada é quem nos dá competitividade”, argumenta.

Ponta Grossa recebe Startup Weekend em junho

Três dias de evento e 54 horas de atividades programadas: esse é o cronograma do Startup Weekend, que será realizado entre os dias 14 e 16 de junho, na regional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), em Ponta Grossa.

Considerado o maior evento de startups do mundo, a iniciativa já passou por mais de 100 países e resultou na criação de mais de oito mil modelos de negócios. Realizado pela segunda vez no município, uma das principais novidades desta edição é a participação de especialistas da Rumo (maior operadora de ferrovias do Brasil) e que irá compor a banca de avaliação dos projetos apresentados.

“É uma oportunidade única que reúne empreendedores e futuros talentos dispostos a desenvolver negócios inovadores” destaca Lucas Tomas, coordenador de Inovação da Rumo. “Na ferrovia e no setor logístico de modo geral, há um vasto campo de oportunidades e desafios relacionados ao aumento da segurança e eficiência das operações”, afirma.

Ao todo, o Startup Weekend deverá reunir mais de 70 profissionais entre mentores, jurados, oradores e investidores. Os grupos serão formados a partir dos diálogos entre os empreendedores inscritos. “O evento segue o conceito de inovação aberta. Ou seja, a partir da troca de ideias e experiências, o participante escolhe como e com quem pretende desenvolver o projeto que será avaliado pela comissão”, explica Tomas.

Além da Rumo, a iniciativa também contará com a presença de representantes do SEBRAE e apoio da Trizy, startup de Ponta Grossa pertencente ao grupo KMM. As inscrições são limitadas e podem ser feitas exclusivamente na plataforma sympla (clique aqui).

Startup Weekend Ponta Grossa

Quando: de 14 a 16 de junho.

Endereço:   Rua Joaquim de Paula Xavier, 1050, Estrela, Ponta Grossa (PR) – Sistema Fiep – Sesi/Senai/IEL – Ponta Grossa.

Inscrições:  www.sympla.com.br

Governo quer reduzir tempo de abertura e fechamento de empresas

Por Pedro Rafael Vilela

Quanto tempo demora para abrir ou fechar uma empresa no Brasil? Quantos impostos o empresário vai ter que recolher e qual o peso da carga tributária sobre os custos do negócio? Qual o tamanho da burocracia para obter licenças de construção e instalação de energia elétrica dos empreendimentos?

Essas e outras perguntas fazem parte de uma avaliação anual do Banco Mundial para medir o ambiente de negócios de 190 países. O levantamento, chamado Doing Business, analisa 10 indicadores e classifica os países com nota de 0 a 100. Quanto mais próximo da pontuação máxima, melhor o ambiente de negócios.

O Brasil ocupa uma posição tímida no ranking, apenas o 109º lugar,com 60,01 pontos, atrás de países como o México, a Colômbia e Costa Rica. O presidente Jair Bolsonaro já anunciou a meta de levar o país para a lista dos 50 mais bem classificados até o fim do seu mandato, em 2022.

Para definir estratégias de como chegar lá, representantes do banco se reuniram nesta semana com integrantes do governo no Palácio do Planalto.

“Não há como a gente entender a lógica de um país que é a oitava economia do mundo e ocupar a 109ª posição para ambiente de negócios”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Floriano Peixoto, em entrevista à Agência Brasil. Para o ministro, as pessoas que desejam empreender ainda são muito penalizadas pela burocracia do país.

“O cidadão que deseja construir uma empresa, fisicamente, demora muito para obter um alvará, para obter uma [ligação de] energia, para tratar questões de crédito e insolvência e mesmo para fechar um negócio. São áreas em que estamos constituindo grupos de trabalho específicos para propor e levar recomendações de melhoria”, acrescenta.

Metas

Ao todo, o governo criou cinco grupos temáticos, com a participação representantes da sociedade civil, do próprio Banco Mundial, além de técnicos da Receita Federal, Comissão Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Economia, todos sob a coordenação da Secretaria Especial de Modernização do Estado, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência.

Cada grupo deve se debruçar sobre cinco dos indicadores avaliados no relatório Doing Business: obtenção de eletricidade, registro de propriedades, abertura de empresas, obtenção de alvará de construção e pagamento de impostos.

“Essas ações vão trazer resultados concretos, como a diminuição do tempo de abertura de empresas, menos burocracia para obtenção de registros, licenças para instalação de novos empreendimentos industriais e comerciais. É preciso facilitar a jornada do cidadão”, afirma Márcia Amorim, secretária especial de Modernização do Estado.

Perguntada sobre a meta do governo federal para reduzir o tempo de abertura de empresas no país, que varia de estado para estado, ela é assertiva: “A gente quer trazer essa meta para o tempo mais rápido possível. Se for possível em uma hora ou em até um dia, essa será nossa meta”, projeta.

Burocracias

A meta estipulada pela secretária é ambiciosa. Segundo o ultimo relatório do Doing Business, que capta dados em São Paulo e no Rio de Janeiro, o tempo médio de abertura de uma empresa na capital paulista é de cerca de 18 dias, mas em alguns estados, como o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal, esse tempo médio ultrapassa os quatros meses.

São exigidos 11 procedimentos, que começam na prefeitura municipal e terminam em órgãos estaduais.

Em países como a Nova Zelândia, por exemplo, o tempo médio de abertura de empresas é de apenas algumas horas e somente um procedimento é exigido.

Na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne algumas das economias mais desenvolvidas do mundo, o tempo de abertura de um empreendimento é pouco mais de uma semana e menos de cinco procedimentos são exigidos.

Se é difícil abrir uma empresa, a dor de cabeça para fechar um negócio costuma ser ainda pior. No Brasil, segundo o Banco Mundial, resolver a insolvência de um negócio dura, em média, cerca de quatro anos. Na Irlanda, dura menos de seis meses. Na média de países da OCDE, não ultrapassa dois anos.

“Nem todas as reformas são em nível federal, você vai precisar claramente de reformas em nível estadual e nas prefeituras, que estão na ponta dos serviços que fazem parte do indicador”, afirma Rafael Muñoz, coordenador da área econômica do Banco Mundial para o Brasil.

Segundo ele, o indicador em que o Brasil tem mais dificuldade é o de pagamento de impostos.

“Fica ainda muito difícil pagar impostos num sistema fragmentado, o que provavelmente requer reformas estruturais para resolver o problema”, diz. São pelo menos 10 tipos diferentes de impostos pagos por ano no Brasil, contra três em Hong Kong, por exemplo.

Mas o fator que mais causa impacto é o peso da carga tributária. No Brasil, isso representa 64,7% sobre o lucro do negócio, contra 46,7% da média de países América Latina e Caribe e 39,8% em relação aos integrantes da OCDE.

Apesar do longo caminho, o Brasil pode se inspirar em outras economias emergentes, como a Índia, que em apenas dois anos conseguiu subir 53 posições no ranking Doing Business, segundo Rafael Muñoz, do Banco Mundial.

“É factível fazer uma grande melhora no ambiente de negócios. No caso da Índia, que é uma federação, como o Brasil, o governo central engajou fortemente os estados na aprovação de reformas, incluindo uma grande reforma tributária nas regras do imposto sobre valor agregado”, afirma.