Ponta Grossa recebe Startup Weekend em junho

Três dias de evento e 54 horas de atividades programadas: esse é o cronograma do Startup Weekend, que será realizado entre os dias 14 e 16 de junho, na regional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), em Ponta Grossa.

Considerado o maior evento de startups do mundo, a iniciativa já passou por mais de 100 países e resultou na criação de mais de oito mil modelos de negócios. Realizado pela segunda vez no município, uma das principais novidades desta edição é a participação de especialistas da Rumo (maior operadora de ferrovias do Brasil) e que irá compor a banca de avaliação dos projetos apresentados.

“É uma oportunidade única que reúne empreendedores e futuros talentos dispostos a desenvolver negócios inovadores” destaca Lucas Tomas, coordenador de Inovação da Rumo. “Na ferrovia e no setor logístico de modo geral, há um vasto campo de oportunidades e desafios relacionados ao aumento da segurança e eficiência das operações”, afirma.

Ao todo, o Startup Weekend deverá reunir mais de 70 profissionais entre mentores, jurados, oradores e investidores. Os grupos serão formados a partir dos diálogos entre os empreendedores inscritos. “O evento segue o conceito de inovação aberta. Ou seja, a partir da troca de ideias e experiências, o participante escolhe como e com quem pretende desenvolver o projeto que será avaliado pela comissão”, explica Tomas.

Além da Rumo, a iniciativa também contará com a presença de representantes do SEBRAE e apoio da Trizy, startup de Ponta Grossa pertencente ao grupo KMM. As inscrições são limitadas e podem ser feitas exclusivamente na plataforma sympla (clique aqui).

Startup Weekend Ponta Grossa

Quando: de 14 a 16 de junho.

Endereço:   Rua Joaquim de Paula Xavier, 1050, Estrela, Ponta Grossa (PR) – Sistema Fiep – Sesi/Senai/IEL – Ponta Grossa.

Inscrições:  www.sympla.com.br

Governo quer reduzir tempo de abertura e fechamento de empresas

Por Pedro Rafael Vilela

Quanto tempo demora para abrir ou fechar uma empresa no Brasil? Quantos impostos o empresário vai ter que recolher e qual o peso da carga tributária sobre os custos do negócio? Qual o tamanho da burocracia para obter licenças de construção e instalação de energia elétrica dos empreendimentos?

Essas e outras perguntas fazem parte de uma avaliação anual do Banco Mundial para medir o ambiente de negócios de 190 países. O levantamento, chamado Doing Business, analisa 10 indicadores e classifica os países com nota de 0 a 100. Quanto mais próximo da pontuação máxima, melhor o ambiente de negócios.

O Brasil ocupa uma posição tímida no ranking, apenas o 109º lugar,com 60,01 pontos, atrás de países como o México, a Colômbia e Costa Rica. O presidente Jair Bolsonaro já anunciou a meta de levar o país para a lista dos 50 mais bem classificados até o fim do seu mandato, em 2022.

Para definir estratégias de como chegar lá, representantes do banco se reuniram nesta semana com integrantes do governo no Palácio do Planalto.

“Não há como a gente entender a lógica de um país que é a oitava economia do mundo e ocupar a 109ª posição para ambiente de negócios”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Floriano Peixoto, em entrevista à Agência Brasil. Para o ministro, as pessoas que desejam empreender ainda são muito penalizadas pela burocracia do país.

“O cidadão que deseja construir uma empresa, fisicamente, demora muito para obter um alvará, para obter uma [ligação de] energia, para tratar questões de crédito e insolvência e mesmo para fechar um negócio. São áreas em que estamos constituindo grupos de trabalho específicos para propor e levar recomendações de melhoria”, acrescenta.

Metas

Ao todo, o governo criou cinco grupos temáticos, com a participação representantes da sociedade civil, do próprio Banco Mundial, além de técnicos da Receita Federal, Comissão Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério da Economia, todos sob a coordenação da Secretaria Especial de Modernização do Estado, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência.

Cada grupo deve se debruçar sobre cinco dos indicadores avaliados no relatório Doing Business: obtenção de eletricidade, registro de propriedades, abertura de empresas, obtenção de alvará de construção e pagamento de impostos.

“Essas ações vão trazer resultados concretos, como a diminuição do tempo de abertura de empresas, menos burocracia para obtenção de registros, licenças para instalação de novos empreendimentos industriais e comerciais. É preciso facilitar a jornada do cidadão”, afirma Márcia Amorim, secretária especial de Modernização do Estado.

Perguntada sobre a meta do governo federal para reduzir o tempo de abertura de empresas no país, que varia de estado para estado, ela é assertiva: “A gente quer trazer essa meta para o tempo mais rápido possível. Se for possível em uma hora ou em até um dia, essa será nossa meta”, projeta.

Burocracias

A meta estipulada pela secretária é ambiciosa. Segundo o ultimo relatório do Doing Business, que capta dados em São Paulo e no Rio de Janeiro, o tempo médio de abertura de uma empresa na capital paulista é de cerca de 18 dias, mas em alguns estados, como o Rio Grande do Sul e o Distrito Federal, esse tempo médio ultrapassa os quatros meses.

São exigidos 11 procedimentos, que começam na prefeitura municipal e terminam em órgãos estaduais.

Em países como a Nova Zelândia, por exemplo, o tempo médio de abertura de empresas é de apenas algumas horas e somente um procedimento é exigido.

Na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne algumas das economias mais desenvolvidas do mundo, o tempo de abertura de um empreendimento é pouco mais de uma semana e menos de cinco procedimentos são exigidos.

Se é difícil abrir uma empresa, a dor de cabeça para fechar um negócio costuma ser ainda pior. No Brasil, segundo o Banco Mundial, resolver a insolvência de um negócio dura, em média, cerca de quatro anos. Na Irlanda, dura menos de seis meses. Na média de países da OCDE, não ultrapassa dois anos.

“Nem todas as reformas são em nível federal, você vai precisar claramente de reformas em nível estadual e nas prefeituras, que estão na ponta dos serviços que fazem parte do indicador”, afirma Rafael Muñoz, coordenador da área econômica do Banco Mundial para o Brasil.

Segundo ele, o indicador em que o Brasil tem mais dificuldade é o de pagamento de impostos.

“Fica ainda muito difícil pagar impostos num sistema fragmentado, o que provavelmente requer reformas estruturais para resolver o problema”, diz. São pelo menos 10 tipos diferentes de impostos pagos por ano no Brasil, contra três em Hong Kong, por exemplo.

Mas o fator que mais causa impacto é o peso da carga tributária. No Brasil, isso representa 64,7% sobre o lucro do negócio, contra 46,7% da média de países América Latina e Caribe e 39,8% em relação aos integrantes da OCDE.

Apesar do longo caminho, o Brasil pode se inspirar em outras economias emergentes, como a Índia, que em apenas dois anos conseguiu subir 53 posições no ranking Doing Business, segundo Rafael Muñoz, do Banco Mundial.

“É factível fazer uma grande melhora no ambiente de negócios. No caso da Índia, que é uma federação, como o Brasil, o governo central engajou fortemente os estados na aprovação de reformas, incluindo uma grande reforma tributária nas regras do imposto sobre valor agregado”, afirma.

Brasil teve 2º melhor desempenho em empreendedorismo em 2018

Cerca de 52 milhões de brasileiros em idade produtiva estavam envolvidos com alguma atividade empreendedora no ano passado. É o que mostra a pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizada em 49 países e que, no Brasil, contou com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Esse foi o segundo melhor desempenho para a taxa de empreendedorismo brasileira desde 2002, quando o índice começou a ser medido.

Em 2018, 2 em cada 5 brasileiros entre 18 e 64 anos estavam à frente de uma atividade empresarial ou tinham planos de ter um negócio. A pesquisa mostra que a taxa total de empreendedorismo, que reúne novos empreendedores e donos de negócios já estabelecidos, chegou a 38%.

Segundo o Sebrae, nesse contexto, uma das informações mais importantes reveladas pela pesquisa é que o empreendedorismo por oportunidade, verificado quando os empresários abrem negócio motivados pela identificação de uma oportunidade de mercado, registrou o melhor resultado dos últimos quatro anos (61,8%).

Novos empreendedores

A pesquisa também revelou um crescimento do público jovem (18 a 24 anos) entre os novos empreendedores. De 2017 para 2018, a participação dessa faixa etária subiu de 18,9% para 22,2% do total de empreendedores que iniciavam uma atividade empresarial, com negócios (formais ou informais) de até 3,5 anos.

A taxa de empreendedorismo inicial (da sigla em inglês TEA) começa a decair a partir dos 45 anos, chegando a 9,7% na faixa dos 55 a 64 anos. Entretanto, mesmo com uma taxa menor, a pesquisa GEM revela que o contingente de pessoas com mais de 55 anos iniciando um negócio é de quase 2 milhões de empreendedores.

Negócios mais estáveis

Em relação às taxas de empreendedores iniciais e estabelecidos, a pesquisa GEM indicou que a TEE (estabelecidos) com 20,2%, superou a TEA (iniciais) em pouco mais de 2 pontos percentuais. Com isso, é possível avaliar que 2018 foi um ano em que, majoritariamente, os empreendedores atuaram de forma a consolidar os negócios criados em períodos anteriores, ou seja, um certo contingente de empreendedores iniciais tornou-se estabelecido, informou o Sebrae.

Com ajuda do SENAR-PR, paranaenses vão ao pódio do Prêmio Mulheres do Agro

O agronegócio paranaense subiu no pódio de duas categorias do Prêmio Mulheres do Agro, iniciativa que reconhece o trabalho de gestoras de negócios rurais de todo o país. Márcia Piati Bordigon, do município de Céu Azul, no Oeste do Paraná, ficou em terceiro lugar na modalidade Grande Propriedade. Jania Grando, de São Miguel do Iguaçu, na mesma região do Estado, também levou a medalha de bronze em Média Propriedade. Em comum, as duas relatam a alegria para trabalhar no campo e muita disposição para se aprimorar constantemente em suas áreas. Tudo isso, com uma ajuda fundamental dos cursos do SENAR-PR a elas e a seus funcionários nas mais diversas áreas do agronegócio.

A história de Márcia com o agronegócio começou com um baque para a família. Há cerca de 10 anos, o pai, que tocava as lavouras de soja, milho e trigo na propriedade de cerca de 225 hectares, faleceu. O acontecimento foi um choque para todos e depois de uma reunião em família (quatro filhas e a mãe), ficou decidido que a matriarca e a filha mais velha, Márcia, conduziriam os negócios. “Sou formada em matemática, dei aulas nos ensinos fundamental e médio e também um ano e meio na universidade. Minha mãe sempre falava que meu pai e eu éramos muito parecidos em personalidade. Então a gente não se dava muito bem. Por isso, eu nunca tinha imaginado até então tocar esse negócio”, comenta.

Ao assumir a missão de dar sequência às atividades agrícolas, a matemática se deparou com a falta de conhecimento técnico agrícola para tomar as decisões na propriedade. “Foi então que, após 45 dias do falecimento do meu pai, fui fazer um curso de colheitadeira pelo SENAR-PR. Eu não tinha nem noção do que era uma máquina dessas. Não estava fazendo aquele curso para eu operar a máquina, mas para entender como funcionava”, diz. “Felizmente, deu resultado e depois comecei a fazer outros cursos, na área administrativa, de mercado, 5S, para organizar a propriedade.
Fiz muitas capacitações, minha mãe e meus funcionários também. O maior suporte de busca de conhecimento que eu tenho é o SENAR-PR”, revela a produtora, que hoje já conseguiu ampliar em mais de 40% a área da propriedade, de 225 para em torno de 330 hectares de área plantada.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

Programa Empreendedor Rural completa 15 anos com mais de 28 mil produtores capacitados

Na última década e meia, o SENAR-PR formou um verdadeiro exército de empreendedores rurais. Por meio do Programa Empreendedor Rural (PER), criado em 2003 em parceria com a FAEP, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), mais de 28 mil produtores de todas as regiões do Paraná passaram pela capacitação que estimula a administração das propriedades com eficiência.

Além deste aspecto pontual, o Programa aborda temas como formação de liderança, desenvolvimento humano, sucessão familiar, entre outros. Ou seja, uma vasta gama de
conhecimentos em prol do empreendedorismo no campo. Porém, talvez, a principal contribuição do PER aos produtores paranaenses ocorra ao término das 136 horas da capacitação.

Neste momento, cada participante faz a entrega de um projeto, desenvolvido ao longo do Programa, com o propósito de otimizar e/ou aumentar a eficiência da empresa rural. Passados 15 anos do início do PER, milhares de esboços de ideias viáveis deixaram o papel para se tonar negócios rentáveis.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

Márcio Kogut, especialista em inovação e tecnologia, faz palestra em Curitiba

O empresário Márcio Kogut, consultor em tecnologia e CEO da Kogut Labs, fala sobre inovação e tecnologia na aula inaugural de pós-graduação da Universidade Positivo, na noite desta segunda-feira (19).

Kogut é Curitibano e se tornou referência no mercado de inovação, tecnologia e fintechs – startups com foco em mercado financeiro. Nos últimos anos ajudou a desenvolver uma série de StartUpas e apoiou dezenas de pequenas empresas  na busca de oportunidades de negócios.

“Inauguramos recentemente um espaço de cinco andares dedicados à mentoria e com serviços compartilhados de marketing, governança, gestão estratégica e financeira para ajudar os empreendedores. Atualmente, geramos em torno de R$ 8 bilhões em negócios para nossos clientes”, afirmou.

Veja a entrevista completa:

Entrevista com Marcio Kogut

O Paraná Portal conversa com Marcio Kogut , founder e CEO da Kogut Labs, empresa especializada em inovação corporativa responsável por gerar mais de R$ 10 bilhões em negócios para seus clientes nos últimos 8 anos.

Publicado por Paraná Portal em Segunda, 19 de março de 2018

Confira o resumo dos 10 projetos finalistas do PER 2017

Em 2017, a banca avaliadora analisou 102 propostas desenvolvidas dentro da metodologia do Programa. Os projetos são construídos a partir do planejamento estratégico devendo atender a diversos requisitos como estudo de mercado, dos canais de comercialização, diversificação dos produtos agrícolas e a gestão de risco. “É importante que o produtor entenda do seu negócio e do mercado no qual está inserido, sua capacidade de investimento. Assim ele vai construindo ao longo do Programa o seu projeto”, explica o presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR Ágide Meneguette.

A avaliação é centrada mais na metodologia utilizada sem deixar de levar em conta a viabilidade das ideias. “Um projeto bem estruturado pode demonstrar inviabilidade da ideia evitando que o produtor se aventure. Assim, ele vivenciou a importância de utilizar o cálculo como ferramenta para se ter domínio do próprio negócio”, afirma o Gerente Técnico do SENAR-PR, Eduardo Gomes Dez finalistas foram selecionados pela comissão julgadora.

Os vencedores serão conhecidos no dia 1.º de dezembro, durante o Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais, no Expotrade Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. O Encontro é realizado em parceria com a FAEP, Sebrae-PR e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep).

Veja o resumo dos 10 projetos finalistas do PER 2017 aqui.

Curitiba e Maringá estão entre as dez cidades mais empreendedoras

Com Eduardo Xavier, Metro Maringá

Curitiba e Maringá estão entre as cidades mais empreendedoras do Brasil, segundo o Índice de Cidades Empreendedoras 2017 (ICE 2017), desenvolvido pela Endeavor. O levantamento leva em consideração a facilidade para a abertura de empresas ou expansão de negócios e avalia 60 indicadores ao todo.

O índice avalia os pilares que mais impactam a vida do empreendedor: ambiente regulatório, acesso a capital, mercado, infraestrutura, inovação, capital humano e cultura empreendedora.

Maringá ocupa, em 2017, a oitava colocação. A cidade subiu uma posição em relação ao ano passado. Curitiba subiu onze posições e ocupa a quarta colocação neste ano. Londrina também aparece no ranking de 32 municípios, em 13º lugar. A primeira da lista é São Paulo.

Segundo o coordenador da Endeavor no Paraná, Marco Antonio Mazzonetto, o ponto mais positivo de Maringá, Curitiba e Londrina foi a diminuição do tempo para abertura de empresas. O pilar “ambiente regulatório” foi o que mais impactou no ranking geral.

O levantamento

A Endeavor analisa o ecossistema brasileiro para empreendedorismo desde 2014, quando começou a divulgar o ICE. Além de elaborar o ranking, a consultoria faz análises regionais.

Os dados devem orientar políticas públicas e outras ações para facilitar o empreendedorismo. “O objetivo do estudo é dar luz à necessidade dos gestores municipais de melhorar o ambiente de negócios”, afirmou Mazzoneto.

Fomento Paraná participa de Congresso Empresarial, 27ª Convenção Anual da Faciap e 4º Fórum CACB Mil

O diretor de Mercado da Fomento Paraná, Luiz Malucelli Neto, está representando a instituição financeira do Governo do Estado no Congresso Empresarial e Convenção Anual da Faciap e 4º Fórum CACB Mil.

A organização do evento é da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (FACIAP) em conjunto com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Durante os três dias, mais de 1.500 empresários vão debater empreendedorismo, negócios e inovações em gestão. Também estão na pauta o Brasil e a agenda de reformas, focada nas mudanças necessárias e nas atitudes que devem prevalecer para o país reencontrar seu círculo virtuoso do crescimento.

A abertura do evento, que acontece em Foz do Iguaçu (18 a 20 de outubro), teve a participação do governador Beto Richa, nesta quarta. O governador afirmou que a melhor forma de combater a desigualdade social é com gestão pública de qualidade. “A gestão responsável e austera amplia a capacidade de investimento público em áreas essenciais para a população”, disse Richa. “A responsabilidade com as contas públicas é mais eficaz que programas assistencialistas, que não estimulam a melhoria de vida. Já a boa gestão dos recursos garante qualidade de vida para a população”, destacou.

Malucelli Neto participou de um Painel do Encontro Nacional do Empreender, para discutir “A Experiência do Paraná na Inclusão Financeira das MPEs”. O painel contou com representantes de instituições como Sociedades Garantidoras de Crédito, Fomento Paraná, Central SICOOB UNICOOB Paraná, BRDE e Bancoob, com moderação do Sebrae-PR.

O diretor da Fomento Paraná reforçou a importância das instituições financeiras de desenvolvimento e do tratamento diferenciado que estas entidades oferecem ao empreendedor, como taxas de juros mais competitivas e prazos.

Malucelli Neto lembrou que a Fomento Paraná é parceria das associações comerciais em vários projetos e destacou os números da instituição, que desde 2011já contratou R$ 890 milhões em financiamentos para apoiar empreendedores de micro, pequeno e médio porte, da indústria, do comércio e setor de serviços, além de projetos especiais, em todas as regiões do estado.

Mais de 20% das empresas paranaenses são “fantasmas”, revela pesquisa

>Uma pesquisa feita pela organização Endeavor, de apoio ao empreendedorismo, ouviu empreendedores, burocratas e especialistas e mapeou as principais dificuldades enfrentadas na abertura e fechamento de empresas no Brasil.

O estudo revelou que existem 3,7 milhões de CNPJs “zumbis”. São CNPJs ativos na Receita Federal, porém sem atividade efetiva, que representam quase 20% do total, e que podem ser um indicativo da dificuldade enfrentada para se fechar uma empresa. A pesquisa aponta que, embora o fechamento pareça simples, por envolver poucos processos, pode se tornar um pesadelo para negócios com problemas de saúde tributária, algo que é comum no Brasil. Dos 1,3 milhão de CNPJs existentes no Paraná, mais de 360 mil são “Zumbis”.

De acordo com outros dados levantados, do total de empresas paranaenses analisadas, mais de 84% operam com alguma falta de regularidade.

Dentre os escritórios brasileiros de advocacia e contabilidade, que são os que deveriam conseguir lidar melhor com a burocracia, essa taxa é de 80% e 88%, respectivamente. O dado assusta, mas parece fazer sentido quando se analisam números como o de atualizações tributárias, que podem chegar a 558 em 4 anos, no caso do ICMS – ou seja, cerca de 1 atualização a cada 3 dias.

Além da mudança constante na legislação dos impostos, as empresas precisam cumprir uma série de obrigações acessórias para comprovar ao Fisco que o pagamento e as exigências legais estão sendo feitos da forma correta. Para cumprir as obrigações acessórias municipais, que são relacionadas ao ISS, uma empresa optante pelo Simples Nacional precisa preencher, na média, 24 fichas de informações complementares para fiscalização. No caso das estaduais, que dizem respeito ao ICMS, são necessárias, em média, outras 24 fichas. Qualquer deslize no cumprimento das obrigações pode gerar multas e irregularidades para os empreendedores. No que diz respeito ao índice de empresas com irregularidades na Prefeitura, Curitiba é um dos destaques deste ano: a capital teve 7,39% de melhoria nesse indicador, em comparação ao ano passado e, ficou a frente de São Paulo, que segue com 7,27% das empresas irregulares com a prefeitura.

As amarras da burocracia impactam não apenas as empresas, mas a produtividade geral do país. Estudos acadêmicos revisitados ao longo da pesquisa mostram que países como o Brasil, que apresentam muitas dificuldades regulatórias para o ciclo de “destruição criativa”, acabam concentrando muitas empresas pequenas, antigas e pouco produtivas. O resultado é a menor produtividade média na maioria dos setores e a menor geração de renda por trabalhador. Os acadêmicos estimam ainda que se os procedimentos e atrasos fossem reduzidos à metade no Brasil, o crescimento da renda per capita no longo prazo seria de 25%.

Fazendo um diagnóstico da burocracia junto a empresários, burocratas e especialistas (contadores e advogados), por mais que, muitas vezes, eles pareçam estar em lados opostos “da mesa”, os atores-chave concordaram em quase tudo no que diz respeito aos gargalos e principais melhorias.

“Os empreendedores frequentemente apontam a complexidade fiscal e tributária como um dos principais desafios para gerirem seus negócios, pois apesar de tomar energia e tempo, a desinformação pode causar dificuldades para acessar linhas de crédito, inovação ou investimento”, comenta Marco Mazzonetto, líder da Endeavor no Paraná. “Saber que esses três públicos estão na mesma página, e entendem a necessidade da simplificação, é o primeiro passo para termos iniciativas que tornem a vida do empreendedor menos complexa., completa.

Conheça algumas das ações sugeridas pelos entrevistados:

  • Padronizar e melhorar o fluxo de informações e de comunicação sobre quais os processos e os dados necessários em cada etapa que o empreendedor precisa percorrer;
  • Mapear e redesenhar processos e fluxos com vistas a racionalizar procedimentos, tornando o processo mais célere;
  • Priorizar a confiança na autodeclaração do empreendedor;
  • Melhorar as condições físicas (equipamentos, mobiliário, etc) nos órgãos públicos para aumentar a produtividade dos servidores;
  • Treinar e qualificar os servidores e melhorar a alocação de talentos para tratamento com o  público;
  • Aplicar nos órgãos e secretarias sistemas e softwares integrados e com capacidade de processamento de grande volume de informações;
  • Instituir o cadastro fiscal único da pessoa jurídica;
  • Compilar, analisar e revogar as regras tributárias contraditórias;
  • Simplificar e automatizar as cobranças tributárias, valendo-se de Guia Única.