Sincoval realiza evento de empreendedorismo com Alexis de Vaulx

SincovalNo próximo dia 17 de Agosto, o Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região – SINCOVAL, com o apoio do Serviço Social do Comércio – SESC e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC, promove o evento “Prospect Negócios – Como construir histórias que dão resultados?”. O encontro empresarial que disponibilizará aos presentes atrações e network, contará com uma palestra do empresário Alexis de Vaulx, um dos nomes por trás da rede de móveis Tok & Stok e businessman do Carnaval Carioca.

De acordo com a organização do evento, o Prospect Negócios terá como público-alvo: empreendedores, administradores, comerciantes, empresários e personalidades que buscam por conteúdo inovador e inspirador para o mundo dos negócios.

O evento será gratuito, mas para ter direito a entrada, o interessado deverá levar 1kg de alimento não perecível que será doado ao Projeto Mesa Brasil, programa de assistência alimentar e nutricional do SESC que contribui para erradicar a fome e o desperdício de alimentos.

O evento terá início às 19h e será realizado no Auditório do Sincoval Londrina, localizado na rua Governador Parigot de Souza, 220 – Jd Petrópolis. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser feitas pelo telefone: 3327-0109

Perfil do Palestrante

Com amplo conhecimento e bagagem empresarial, o empresário francês Alexis De Vaulx, apresentará ao público suas estratégias de sucesso nos negócios. Alexis é um dos nomes por trás da empresa Tok & Stok.

 

Evento: Prospect Negócios: Como construir histórias que dão resultados?

Data: 17 de agosto

Horário: 19h

Local: Sincoval

Endereço: Rua Governador Parigot de Souza, 220 – Jardim Petrópolis

Mais informações: 3327-0109 e 3338-1919

Mulheres enfrentam obstáculos e superam homens na criação de novos negócios

Mariana Branco – Repórter da Agência Brasil

As mulheres brasileiras estão à frente dos homens na criação de novos negócios. Mas, quando se trata de negócios já estabelecidos, elas mostram presença menor que a do sexo masculino. As informações estão na pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2016, coordenada no Brasil pelo Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).

Segundo o estudo, em 2016 a taxa de empreendedorismo entre os que têm um negócio com até três anos e meio de existência ficou em 15,4% entre as mulheres e em 12,6% entre os homens. A taxa de empreendedores estabelecidos, ou seja, que tocam um negócio há mais de três anos e meio, ficou em 19,6% entre os homens e 14,3% entre as mulheres.

A pesquisa revelou também que as mulheres empreendem por necessidade mais frequentemente do que os homens. No grupo feminino, 48% delas afirmaram ter buscado o empreendedorismo porque precisaram. No masculino, esse percentual cai para 37%.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirma que em tempos de crise o empreendedorismo é uma alternativa para vários brasileiros que perderam o emprego ou buscam uma renda extra. No caso das mulheres, ele destaca que a solução pode ser mais viável que um emprego com horário rígido, já que muitas delas têm de fazer a chamada jornada dupla.

“O dilema da mulher é entre a necessidade de trabalho e de cuidar da criança, da casa. O empreendedorismo tem se mostrado um grande caminho de conciliação. Quem quer fazer carreira em uma empresa tem que lidar com a disciplina dos horários, o que não facilita”, comenta.

Ele lembra que um número grande de brasileiras é responsável, sozinho, pelo sustento da família e pela organização do lar. “Há a mulher como arrimo de família. Elas são a única fonte de renda e ainda têm que cuidar da atividade doméstica. Então, a atividade de empreendedora em casa facilita muito. A maioria caminhou para isso por necessidade. Essa pesquisa trata do mercado formal, mas você tem um monte de mulheres por conta própria na informalidade”, destaca.

Mais suporte

Marcelo Minutti, professor de empreendedorismo e inovação da Faculdade de Economia e Finanças Ibmec, vê como positiva a maior presença feminina nos negócios novos. Ele acredita que isso é resultado do empoderamento das mulheres e avalia que, com o tempo, crescerá também o número das que estão à frente de negócios estabelecidos há mais tempo.

“A gente percebe, nos últimos anos, uma tendência forte para a mulher empreender. Inclusive, esses percentuais de crescimento atual resultam de uma defasagem muito grande [da presença delas nos negócios anteriormente]. Isso estava represado. Como esse empoderamento tem ganhado força apenas nos últimos anos, isso reflete, porque os negócios são mais novos também”, afirma.

Minutti destaca, contudo, que ainda há dificuldades a enfrentar para garantir equidade no mundo dos negócios. “Por mais que seja uma notícia positiva o fato de as mulheres ocuparem espaço maior, a gente tem algumas dificuldades. O preconceito dificulta muito as relações, ainda mais em ambientes majoritariamente masculinos. Por isso, só pedir para as mulheres se esforçarem não é suficiente. Precisa de política pública, que as empresas se adaptem à rotina das mulheres”.

No estudo do Sebrae e do IBPQ, técnicos também enumeram obstáculos apontados por mulheres empreendedoras e recomendam maior suporte. “[As mulheres] conseguem criar novos negócios, porém enfrentam dificuldades para fazer seus empreendimentos prosperarem. Tal fenômeno pode estar associado às condições relatadas, como preconceito de gênero, menor credibilidade pelo fato de o mundo dos negócios ser mais tradicionalmente associado a homens, maior dificuldade de financiamento e dificuldade para conciliar demandas da família e do empreendimento. Essa situação aponta para a necessidade de maiores investimentos para dar suporte”, ressalta a pesquisa.

Ajuda da família

Em março do ano passado, a turismóloga Mariana Alves Carvalho David, 32 anos, decidiu arriscar-se no mundo dos negócios. Desempregada, ela juntou a necessidade ao desejo antigo de ter o próprio negócio e abriu o restaurante Piccolo Emporium, na Asa Sul, zona central de Brasília.

“Na verdade, foram duas coisas. Meu pai vem desse ramo [de restaurantes] há muitos anos e eu tinha vontade de abrir alguma coisa. Aí, fiquei desempregada. Eu tinha um dinheiro e meu pai entrou comigo”, explica. Casada e mãe de dois filhos, ela tem a sorte de poder contar com a ajuda da família para conciliar a vida doméstica com a rotina de empresária.

“Eu não tive tanta dificuldade, pois meu marido já sabia como ia funcionar. Nós tínhamos conversado antes. E o fato de o meu pai estar junto comigo e a gente conseguir dividir [as tarefas do restaurante] facilitou muito. Se não fosse isso, realmente seria um pouco mais difícil”, diz.

Áreas de atuação

Além de enfrentar mais obstáculos para manter o negócio funcionando, as mulheres que decidem empreender atuam em menos áreas que os homens. Segundo a pesquisa do Sebrae e do IBPQ, em 2016, enquanto 49% das empreendedoras iniciais concentravam-se em quatro atividades, 50% dos homens começando a empreender estavam em nove segmentos.

Elas distribuíam-se nos setores de serviços domésticos (13,5 %) , cabeleireiros ou tratamento de beleza (12,6 %) , comércio varejista de vestuário e acessórios (12,3 %) e catering e bufê (10,3%).

Por sua vez, os homens estavam em todas as áreas ocupadas pelas mulheres, com exceção do serviço doméstico, e ainda na construção (14,8 %), restaurantes (7,7 %), manutenção de veículos (7,4 %), comércio varejista de hortifrutigranjeiros (3,2 %), atividades de serviços pessoais (2,8 %) e comércio varejista de cosméticos, produtos de perfumaria e higiene pessoal (2,4 %) .

Para Marcelo Minutti, as barreiras do mundo corporativo e a própria formação cultural podem explicar a concentração das mulheres empreendedoras em áreas associadas ao universo feminino. “Ela pode se concentrar no espaço onde há mais facilidade para ela. Há uma carga cultural também, referente a como o homem é criado e a como a mulher é criada. Tem que começar um trabalho de base, desde que as meninas estão lá na escola até chegar à idade de empreender”, defende.

Educação aprova ensino de empreendedorismo no Projovem

Por Agência Câmara

A Comissão de Educação aprovou proposta que acrescenta a formação profissional inicial e a profissional técnica em empreendedorismo rural de base familiar entre os objetivos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), modalidade Campo – Saberes da Terra.

A proposta altera a Lei do Projovem (11.692/08), que estabelece que o programa deve elevar a escolaridade dos jovens da agricultura familiar, integrando qualificação social e formação profissional.

Conforme o texto, a formação prevista terá como eixo a disseminação de conteúdos diretamente relacionados à vida no campo e aos empreendimentos rurais de base familiar, com o objetivo de motivar e desenvolver competências empreendedoras, mediante a introdução de instrumentos gerenciais de planejamento, organização da produção e cooperativismo e controle do empreendimento rural de base familiar. Ao final da formação, os estudantes receberão a certificação de Jovem Empreendedor Rural de base familiar.

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto foi aprovado anteriormente pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Substitutivo

O texto aprovado é um substitutivo apresentado pelo deputado Átila Lira (PSB-PI), ao Projeto de Lei 3833/15, do Senado. Segundo Lira, o substitutivo busca adequar ainda mais o programa ao público-alvo, que são os jovens da agricultura familiar. Assim, a proposta aprovada deixa claro o tempo todo que as medidas se destinam ao empreendedorismo rural de base familiar.

“A proposição pretende ampliar a formação desses jovens da agricultura familiar, de forma a conferir-lhes competências que possibilitem melhor gerenciamento da produção nas pequenas propriedades rurais”, afirmou o relator. “O pequeno agricultor familiar ocupa papel decisivo na agroindústria brasileira e é fundamental que se apoiem os cerca de 8 milhões de jovens que hoje vivem no campo e participam ativamente da produção agrícola”, disse ainda.

Atualmente, o Projovem Campo – Saberes da Terra atende jovens com idade entre 18 e 29 anos, residentes no campo, que saibam ler e escrever, mas que não tenham concluído o ensino fundamental. O substitutivo altera a idade inicial para 15 anos.

Outra modificação diz respeito ao auxílio financeiro no valor de R$ 100 mensais concedidos pela União aos beneficiários do Projovem. Na modalidade Projovem Campo – Saberes da Terra, o substitutivo aumenta de 12 para 20 o número de auxílios que poderão ser pagos.

Consulta para abertura de empresa em Curitiba pode ser feita online

Por Brunno Brugnolo, Metro Curitiba

O processo para abrir uma empresa em Curitiba está um pouco mais fácil e rápido com a primeira fase da implantação da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), que começou nesta quinta-feira (3).

Nela, o sistema unifica o cadastro geral da empresa na Junta Comercial do Paraná (Jucepar) com a consulta de localização, procedimento inicial para verificar se o imóvel de interesse do empreendedor comporta o negócio que ele pretende montar na região escolhida. A consulta de localização – antigamente chamada de guia azul – agora tem o nome de Consulta Prévia de Viabilidade (CPV).

Segundo o secretário municipal de Urbanismo, Marcelo Ferraz César, a partir de agora, o empreendedor terá um retorno da CPV em 48 horas. Antes era preciso fazer a consulta pessoalmente e o prazo de resposta girava em torno de 10 dias – depois da diminuição da fila com mutirões.

Quem já iniciou o processo deve ficar atento as orientações da Jucepar. Se o negócio for de baixo risco, basta então entrar na página da Receita Federal para fazer a coleta de CNPJ e ter o documento básico de entrada liberado, que é encaminhado para a prefeitura liberar o alvará e o CNPJ.Empresa Fácil

No Paraná, a Redesim tem o nome de Empresa Fácil. Posteriormente, mais duas fases serão implantadas – possivelmente ainda neste ano.

Primeiro serão integrados mais cinco órgãos da prefeitura, além dos Bombeiros, da Junta Comercial e da Receita Federal. Ou seja: todo o processo será feito online em uma única plataforma.

Depois, na última, a emissão do CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) será desvinculada da prefeitura para a Jucepar. Quando o sistema estiver 100% no ar, será possível abrir o negócio em questão de poucos dias, contra pelo menos 30 atualmente, nos casos mais simples.

Processo de abertura de empresas vai ficar mais rápido em Curitiba

Por Brunno Brugnolo, Metro Curitiba

Em fase final de testes pela prefeitura, a Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) deve começar a funcionar em Curitiba no dia 26 deste mês. “Se não ocorrer nenhum problema nossa data é esta”, disse a assessora técnica da secretaria de Urbanismo, Angela Saint Pierre.

A implementação do sistema vai ocorrer em três fases. Na primeira, no fim do mês, será liberada a Consulta Prévia de Localização (CPL), de responsabilidade do Urbanismo, que é o passo inicial para a abertura de uma empresa. O interessado vai fazer seu cadastro no sistema pela internet e o município terá até 48h para responder. Hoje, a CPL previsa ser feita junto a prefeitura – atualmente são cerca de 700 pedidos na fila e o prazo de resposta gira em torno de 10 dias.

A prefeitura chegou a fazer um mutirão em abril, já que no começo do ano e fila estava em cinco mil e o tempo de espera chegava a 35 dias. Um novo mutirão a ser feito neste mês pretende zerar a fila antes do início da Redesim. Posteriormente, o software vai integrar mais cinco órgãos da prefeitura, além dos Bombeiros, da Junta Comercial e da Receita Federal. Ou seja: todo o processo será feito online em uma única plataforma.

A integração fará parte da 2ª fase de implementação e a 3ª – e última –, vai desvincular a emissão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da prefeitura para a Junta. “Esta é a fase mais complexa, mas se tudo der certo até o final do ano o processo completo será feito pela Redesim”, declarou Saint Pierre.

Quando o sistema estiver 100% no ar, será possível abrir o negócio em questão de poucos dias, contra pelo menos 30 atualmente, nos casos mais simples. Isso vai acontecer não somente pela união e agilidade do processo digital, mas também por uma inversão na entrega da documentação.

Metro Curitiba
Metro Curitiba

“Se aprovado, o alvará e o CNPJ serão liberados antes e aí então o empreendedor terá um prazo para entregar toda a documentação, que será definido pelo órgão que pedir o maior prazo e que constará na nova lei da Redesim”, explicou Saint Pierre.

Hoje é preciso entregar todos os documentos antes de conseguir a liberação. “Vai ficar melhor tanto para eles [empreendedores] quanto para a gente [poder público], pois o processo fica mais ágil e nós teremos um controle maior, sabendo onde está o problema, caso exista”, resumiu a assessora técnica.

Burocracia

No índice de cidades empreendedoras do Brasil em 2016 feito pela Endeavor (organização sem fins lucrativos de apoio a empreendedorismo e empreendedores de alto impacto), Curitiba ficou em 15º – sete posições abaixo de 2015.

Uma das razões da queda foi a baixa classificação da cidade (31ª) na determinante ‘Ambiente Regulatório’, uma das sete que compõe o índice. Dentro deste ‘pilar’, leva-se em conta o tempo dos processos – para a abertura de empresas a média da capital paranaense foi de 145 dias, acima dos 117 da média das 32 cidades analisadas.

Em Porto Alegre, por exemplo, a média ficou em 82 dias. Lá, a Endeavor interviu junto a prefeitura e criou o Projeto Simplificar no fim de 2015, após verificar que a média da capital gaúcha demorava 240 dias, ou exatos oito meses.

Segundo o coordenador da Endeavor no Paraná, Marco Mazzonetto, a ONG iniciou neste ano uma aproximação com a prefeitura de Curitiba para trabalhar em conjunto em prol do empreendedorismo.

SENAR-PR divulga regulamento do PER 2017

A edição 2017 do Programa Empreendedor Rural (PER), promovido pelo SENAR-PR há 14 anos, já está com as inscrições abertas. A primeira parte da seleção ocorre de forma local nos municípios que contam com turmas. Todos os projetos estão automaticamente inscritos para essa primeira fase. Posteriormente, após a votação dos três melhores por turma, os autores devem encaminhar a documentação necessária para a fase final até o dia 30 de outubro.

A festa de premiação está programada para acontecer no dia 1º de dezembro, no Expotrade Pinhais, na região da capital paranaense.

Promovido pelo SENAR-PR em parceria com o Sebrae-PR e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), o PER já permitiu que milhares de produtores transformassem seus projetos, desenvolvidos ao longo do curso, em negócios rentáveis.

Acesse o regulamento completo aqui: Regulamento PER 2017.

Em Maringá, produtores rurais conhecem projeto para potencializar a fruticultura

Lançado nesta terça-feira (6), em Maringá, o Projeto de Fruticultura do Noroeste do Paraná reuniu representantes municipais, produtores e dirigentes de cooperativas de fruticultores para conhecerem a iniciativa que pretende ampliar a competitividade no setor.

Desenvolvida pelo Sebrae/PR e Sistema FAEP/Senar-PR, o programa conta também com o apoio da Emater, Sistema Ocepar e prefeituras da região.

Com duração de dois anos, o projeto envolve a capacitação e consultorias com cem produtores rurais de diferentes cidades como Marialva, Corumbataí do Sul, Pérola e Santa Isabel do Ivaí. O foco estratégico das atividades estará concentrado na agregação de valor e comercialização das frutas in natura, na ampliação das vendas, na melhoria dos processos de gestão, produção, qualidade e na promoção do associativismo.

O diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, destacou que o trabalho em conjunto das entidades, onde cada uma utilizará a sua expertise, ajudará a desenvolver a fruticultura do noroeste paranaense.

“Juntos, almejamos que no futuro, os processos dessas empresas rurais estejam mais desenvolvidos, oferecendo ao cliente um produto com mais qualidade em um mercado mais amplo e diversificado”, frisou.

Salvador José Morales Stefano, dirigente do Senar-PR na região de Mandaguaçu, afirmou que o projeto possibilitará uma atuação mais próxima dos desafios enfrentados pelos produtores da região e, que a iniciativa precisará do apoio e comprometimento integral dos participantes e das cooperativas para gerar os resultados esperados.

“As inovações estão aí. O mercado está exigente e quem não se enquadrar, terá portas fechadas”, disse.

A coordenadora do Programa de Agronegócio do Sebrae/PR, Andreia Claudino, explicou que a base do programa se dará com a implantação de boas práticas agrícolas (IBPA) e rastreabilidade dos produtos.

“Propriedades com boas práticas agrícolas implantadas e rastreabilidade comprovada estão mais preparadas para atender os requisitos de mercado e ampliar seu raio de comercialização. Consequentemente, tornam-se mais competitivas e lucrativas. O nosso foco é qualidade em todas as etapas que servem de preparação futura até mesmo para a GlobalGAP, certificação de padrão internacional que é exigida por grandes redes de fast food e supermercados, porém a tendência é que esta exigência cresça e amplie vertiginosamente no mercado de alimentos”, explicou.

Os produtores serão acompanhados por consultores para avaliações e definição do planejamento e ações. Ao final do projeto, estima-se que pelo menos a metade dos fruticultores obtenham certificações de qualidade de seus produtos, além do aumento na escala de desempenho dentro de critérios do Modelo de Excelência em Gestão (MEG).

Expectativa

Luciano Lazarin é presidente da Frutipérola, cooperativa que representa 40 produtores de acerola da cidade de Pérola. Em sua avaliação, parte dos produtores já se abriu para as inovações do mercado, mas a maioria está focada apenas nas atividades práticas do campo. “Especialmente para estes produtores é que o programa trará mais resultados. Eles poderão compreender que eles são empresários e que precisam ter visão estratégica”, reforçou.

No último ano, a cooperativa firmou parcerias com empresas do norte e nordeste brasileiro para a exportação da polpa processada da acerola. “Diante desta mais nova oportunidade de mercado é que também temos o anseio de auxiliar que muitas produções atinjam patamares de certificação para potencializar a nossa exportação da fruta e conquistar novos espaços”, contou Lazarin.

Próximos passos

De acordo com o cronograma, nas próximas semanas os responsáveis pelas cooperativas rurais que conheceram o projeto nesta terça-feira, no Sebrae/PR, irão se reunir com os produtores para apresentar as atividades e fazer o registro das empresas participantes. As ações práticas do Projeto de Fruticultura do Noroeste do Paraná começam a partir do mês julho de 2017. Mais informações sobre o programa podem ser obtidas pelo telefone (44) 3424-5550.

Empreendedores revelam os segredos das startups no ISAE

O ISAE — Escola de Negócios realiza no dia 18 de maio o evento anual “Encontro Marcado”, na Capela Santa Maria, a partir das 19 horas. Nesta edição, o tema será “Startups”, modelo de negócio que vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil e no Mundo. Três empreendedores — Alessio Alionço, da Pipefy, Alexandre Kleis, da Beauty Date e Marielle Rieping, coordenadora de startups do Sebrae — vão relatar as suas experiências, erros e acertos em seus negócios. A realização é em parceria com a Band.

Alionço é CEO da Pipefy, empresa especializada em organização e gerenciamento de fluxo de trabalho voltada para pequenas e médias empresas. É mentor de eventos como a Feira do Empreendedor do Sebrae, Startup Meetup, Desafio Brasil, E-talks da Endeavour, entre outros. Também fundou, em 2009, a loja on-line Acessozero, que foi vendida três anos depois para um dos maiores players de local search do Brasil.

Outro convidado é o co-fundador e CEO da Beaytu Date, Alexandre Kleis. O empreendedor deixou a área de Engenharia Industrial Elétrica, no qual é formado pela UTFPR, para se dedicar ao negócio — a startup realiza agendamento on-line de serviços de beleza. Recebeu investimento estrangeiro em sua ideia e também comanda a AZ Soluções, empresa líder em softwares para salões de beleza.

Marielle Riepling, coordenadora regional de startups e gestora de projetos no Sebrae falará sobre a sua experiência na empresa e em outros projetos — ela foi vencedora de duas premiações de marketing (como o Top de Marketing, da ADVB) e é especialista em marketing pela Universidad Complutense de Madri, onde residiu e pesquisou sobre comportamento do consumidor. Também é autora dos livros “iTrends: Uma Análise de Tendências e Mercados” e “Estratégia Startups”.

O Encontro Marcado Startups acontece no dia 18 de maio (quinta-feira), a partir das 19 horas, na Capela Santa Maria (R. Conselheiro Laurindo, 273 — Centro). A entrada é a doação de uma peça de agasalho, mas é necessário se inscrever previamente no site.

Abertura de empresas aumenta 15% no Paraná

O Paraná registrou no primeiro trimestre deste ano um aumento de 15% no número de empresas abertas na comparação com o mesmo período de 2016. De acordo com relatório estatístico da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), de janeiro a março de 2017 foram abertas 40.282 novos negócios, entre microempreendedores individuais (MEI) e empresas registros protocolados na Jucepar, contra 35.001 negócios criados nos três primeiros meses do ano passado.

Já o número de baixa de empresas caiu no período, em relação ao ano passado. Segundo o relatório da Jucepar, 13.348 negócios foram extintos no primeiro trimestre, 10% menos do que os 14.710 que encerraram atividades no primeiro trimestre de 2016.

O presidente da Junta Comercial, Ardisson Akel, destaca que o número de empresas, sem contar os microempreendedores individuais, cresceu 13% – passando de 9.365, nos três primeiros meses do ano passado, para 10.605 no mesmo período de 2017.

Akel afirma que os números positivos são reflexo das iniciativas do Governo do Estado para desburocratizar a legalização de novos negócios. “A evolução da implantação do programa Empresa Fácil Paraná está simplificando os processos não só de aberturas, mas também alterações e baixas de empresas. E esses esforços, somados ao início da recuperação econômica do país, devem motivar a criação de cada vez mais negócios e, consequentemente, incentivar o desenvolvimento econômico do Estado”, diz.

FACILITA

Sob a responsabilidade da Jucepar, o Empresa Fácil Paraná é o operador da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, Redesim, no Estado. Até o momento, a Junta Comercial já integrou ao programa 211 prefeituras paranaenses. Nestes municípios, para abrir uma empresa, a consulta de viabilidade de endereço, a emissão de alvará e o registro como contribuinte municipal são feitos automaticamente pelo sistema da autarquia.

Nestas 211 cidades, o empresário ou contador só precisa ir à Jucepar para protocolar o processo, pois até mesmo a retirada pode ser feita via internet, assim como a emissão de todos os modelos de certidões.

RECEITA

A Jucepar também já integrou ao programa Empresa Fácil a Receita Federal, por isso, com exceção da capital, nos outros 398 municípios do Paraná é a Junta Comercial que emite o CNPJ. Segundo Akel, ainda no primeiro semestre, Curitiba deve ser integrada ao programa e entra nesta conta.

MAIS INTEGRAÇÃO

Por meio do Sistema Estadual de Informações em Vigilância Sanitária (SIEVISA), a integração da autarquia com a Vigilância Sanitária também já está funcionando e, em breve, serão concluídos os convênios com o Corpo de Bombeiros, por meio do programa de licenciamento prévio Prev Fogo, e com a Secretaria Estadual da Fazenda (SEFA), ambos em fase de testes. A integração com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos já começou a ser debatida.

AEN

Qualificação ajuda na sobrevivência de novos empreendimentos

Levantamento do Global Entrepreneurship Monitor, realizado em 2015, aponta que quatro em cada dez pessoas entre 18 e 64 anos estão envolvidas com a criação de uma nova empresa no Brasil. Fato é que o número de empreendedores cresce, mas velhos problemas como não elaborar um plano de negócio ou uma pesquisa de mercado persistem, tanto em novos negócios como em empreendimentos que passam por dificuldades. A capacitação, portanto, é fundamental para auxiliar novos empresários e administradores com pouca experiência.

De acordo com o professor do ISAE – Escola de Negócios, Rodrigo Casagrande, outro problema de muitas empresas é começar alavancando em operações de empréstimos bancários e não pensar na viabilidade econômica. “A organização também precisa ser socialmente justa e ambientalmente correta, levando ainda em consideração que é necessário que seja culturalmente aceita. Cada vez mais, é a sociedade que endossa a continuidade das empresas”, destaca.

Especialização

Além de entender conceitos da Administração, Rodrigo salienta que é necessário que o administrador alie teoria e prática – na Pós-Graduação em Administração de Empresas do ISAE, conveniado da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Paraná, esse trabalho é realizado em sala de aula, por meio de estudos de caso. “Os alunos são estimulados a externalizarem questões-problema de suas organizações para que, através do surgimento de perspectivas múltiplas e de amparo em teorias e experiências práticas, sejam encontradas as melhores soluções”, frisa o professor.

Desenvolver importantes habilidades gerenciais como liderança, visão estratégica e comunicação interpessoal são alguns dos objetivos do programa, que é desenvolvido com docentes da Fundação Getulio Vargas (FGV) – por meio de transmissão via satélite, professores da sede da FGV, escola de administração mais conceituada do país, ministram aulas ao vivo. Em paralelo, um professor conduz as discussões e dinâmicas em sala de aula. “O curso proporciona o contato com as melhores práticas de gestão de forma eficaz e interativa”, fala Rodrigo.

As inscrições para a Pós-Graduação em Administração de Empresas estão abertas até o dia 27 de março. As aulas têm previsão de início no dia 29, nas sedes de Curitiba e Londrina do ISAE/FGV.

Mais informações e detalhes sobre o programa estão disponíveis no site.