minha casa minha vida gustavo canuto

Energia limpa já é realidade em Curitiba

A geração de energia limpa já é realidade em Curitiba e, em 2019, ela deve estar cada vez mais presente na vida dos curitibanos. Por meio de projetos, como o Cohab Solar ou o Curitiba Mais Energia, a população e o poder público estão economizando, sem perder em qualidade de serviços, e ajudando a preservar o meio ambiente.

Os projetos voltados à geração de energia limpa fazem parte do Vale do Pinhão, movimento que agrega as ações que consolidaram a capital como uma cidade inteligente – título reconhecido em setembro, quando Curitiba ultrapassou São Paulo no ranking elaborado pela Connected Smart Cities, que avalia o desempenho de mais de 700 municípios em áreas como inovação, sustentabilidade e qualidade nos serviços oferecidos para a população.

Várias ideias na área de energia limpa receberam reconhecimento nacional e internacional neste ano. E já existem planos para 2019.

Energia solar

O programa Curitiba Mais Energia é um dos exemplos dessas iniciativas. Dentro dele, está o projeto Caximba Solar, que prevê a instalação de painéis solares no Aterro do Caximba e em outros locais.

Os painéis permitem o aproveitamento da energia fotovoltaica, produzida a partir da luz do sol. As placas são compostas de vidro e silício. Elas captam a radiação solar e enviam para um conversor, que vai transformar a luz solar em energia elétrica para uso doméstico. A usina será combinada com o aproveitamento do gás metano originário do aterro, segundo a prefeitura.

Com o projeto Caximba Solar, a cidade foi selecionada, em novembro, do C40 Cities Finance Facility, entidade internacional que facilita o acesso a financiamento para projetos de mitigação de mudanças climáticas em áreas urbanas. O projeto curitibano foi um dos nove escolhidos entre 120 concorrentes e receberá US$ 1 milhão para ser viabilizado.

Usina fotovoltaica será implantada no Caximba. Ilustração: Divulgação

O plano foi apresentado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente durante missão técnica do C40, em agosto. O projeto deve ser o ponto de partida para a instalação de painéis em outros edifícios públicos e pontos de ônibus em Curitiba.

O programa Curitiba Mais Energia já prevê a instalação de painéis no Palácio 29 de Março por meio de uma chamada pública da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), que oferta recursos de um programa da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Também devem ser instalados os equipamentos na Pequena Central Hidrelétrica no Parque Barigui, uma doação da Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas (Abrapch).

Mas não são apenas os espaços públicos que serão beneficiados. A energia solar já faz parte, também, do dia a dia dos curitibanos. Desde abril, placas fotovoltaicas instaladas em 26 casas do Moradias Faxinal, no Santa Cândida, estão gerando economia para os moradores. A redução nas contas ultrapassa os 80%, segundo a prefeitura. As placas são parte do programa Cohab Solar.

As placas fotovoltaicas reduziram a conta de luz dos moradores. Foto: Rafael Silva

Cada moradia recebeu, no telhado, quatro placas que formam um painel de 2 metros por 1 metro. Com a conclusão desta primeira etapa, a equipe técnica da Cohab está aplicando um questionário junto aos moradores para avaliar o desempenho do equipamento.

Segundo a Cohab, este acompanhamento será feito por seis meses, para monitorar possíveis variações no funcionamento das placas. Com base nas conclusões, após este período, será estudada a instalação do sistema em outros conjuntos.

Recursos renováveis

Energias alternativas e limpas também representam incremento para a economia da capital. Em novembro, a startup curitibana Metha começou a colocar em prática outro projeto inovador: uma micro central hidrelétrica (MCH), equipamento capaz de produzir energia elétrica a partir de pequenos pontos de disponibilidade de água – como nascentes ou riachos. Não é necessário represar a água, por isso, os impactos ambientais são ainda menores.

“Quando resolvemos atuar na área de energia limpa, buscamos estudar sobre energia fotovoltaica e eólica mas, já naquela época, vimos que já existiam vários projetos e empresas trabalhando com estas soluções”, explica o engenheiro Felipe Wotecoski.

“Foi então que, em uma reunião qualquer, surgiu a pergunta: por que não gerar energia limpa, em pequena escala, com o recurso natural mais abundante no Brasil, a água? E foi para responder esta pergunta que criamos a MCH”, conta.

A MCH pode ser instalada até em pequenos córregos. Foto: Divulgação

O projeto também foi desenvolvido no Vale do Pinhão e promete reduzir as contas de luz dos proprietários.

“Desde a criação do Vale do Pinhão, temos visto como o ecossistema de inovação na cidade melhorou. Participamos do primeiro evento de Startups do Vale, o Conecta Engenho no início de 2017. E, de lá pra cá, participamos de várias outras iniciativas da prefeitura para fomento de startups”, comemora.

Com a MCH, a Metha foi a única empresa do Paraná selecionada no programa Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa (Finep) para receber R$ 1 milhão. O valor será usado para a instalação da linha de montagem e seleção de distribuidores do equipamento.

Felipe Wotecoski, um dos sócios fundadores da Metha. Foto: Divulgação

A MCH já foi aprovada pela Copel, que libera a ligação à rede elétrica. O equipamento também atende as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Hoje, ele já está em funcionamento em três propriedades rurais, em Colombo, Antonina e Sorocaba (SP), além da sede da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar). O primeiro lote de equipamentos fabricado, segundo Felipe, já foi integralmente vendido.

“Hoje, estamos finalizando uma etapa muito importante junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), buscando comprovar o baixíssimo impacto ambiental do equipamento e os benefícios sociais e econômicos que ele pode trazer, principalmente em regiões remotas onde a concessionária não consegue entregar energia elétrica”, conta. “Tão logo esta etapa seja concluída, lançaremos o produto em um evento no Vale do Pinhão”.

O governador Beto Richa assinou nesta segunda-feira (12), na sede da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), em Curitiba, mensagem de lei propondo a instituição de marco regulatório do biogás e biometano no Paraná. Elaborada pelo Governo do Estado, em parceria com o setor produtivo, a proposta foi enviada à Assembleia Legislativa onde tramitará na forma de projeto de lei. A iniciativa faz parte do Programa Paranaense de Energias Renováveis e o objetivo é dar segurança jurídica a empreendedores que desejam investir neste setor e abrir oportunidades de negócios baseados nas energias renováveis. Curitiba, 12/03/2018. Foto: Orlando Kissner/ANPr

Estado propõe marco regulatório para biogás e biometano

AEN

O governador Beto Richa assinou nesta segunda-feira (12), na sede da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), em Curitiba, mensagem de lei propondo a instituição de marco regulatório do biogás e biometano no Paraná. Elaborada pelo Governo do Estado, em parceria com o setor produtivo, a proposta foi enviada à Assembleia Legislativa onde tramitará na forma de projeto de lei. A iniciativa faz parte do Programa Paranaense de Energias Renováveis e o objetivo é dar segurança jurídica a empreendedores que desejam investir neste setor e abrir oportunidades de negócios baseados nas energias renováveis.

Com o marco regulatório, afirmou Richa, o Estado avançará no compromisso que assumiu com a Organização das Nações Unidades (ONU) para um desenvolvimento sustentável. “O Paraná foi o primeiro estado do mundo a aderir aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por isso buscamos aperfeiçoar as políticas públicas e ações de governo para ampliar o uso de energia renovável e diminuir a emissão de gases do efeito estufa”, disse ele.

A assinatura da mensagem aconteceu durante a posse da diretoria da Faep. O presidente da entidade, Ágide Meneguette, foi reconduzido a um novo mandato de três anos. O encontro reuniu produtores, dirigentes de sindicatos rurais de todo o Estado e diretores da Faep. O evento contou com a presença dos secretários estaduais Norberto Ortigara (Agricultura e Abastecimento) e Juraci Barbosa Sobrinho (Planejamento e Coordenação Geral).

Meneguette explicou que a Faep está diretamente envolvida na elaboração do marco regulatório, promovendo reuniões com produtores rurais de todo o Estado e visitas técnicas a plantas de biogás no exterior. “A produção de biogás traz benefícios não só aos produtores, mas também à sociedade e ao meio ambiente. Vamos usar resíduos que são poluentes para produzir biogás, biometano e adubo para fertilização do solo”, disse.

PROJETOS – Dois projetos foram enviados para a Assembleia Legislativa. Um dispõe sobre a Política Estadual do Biogás e Biometano, incluindo também a produção de biofertilizantes. O outro altera a Lei Complementar 205/17, que trata dos serviços de distribuição de gás canalizado no Paraná.

Além disso, será assinado um novo decreto do Paraná Competitivo, permitindo que as empresas utilizem créditos de ICMS para financiar a construção de biodigestores. O Instituto Ambiental do Paraná vai também expedir uma portaria para tratar do licenciamento ambiental do setor.

Com isso, será criado um arcabouço jurídico que dá segurança ao agronegócio, comércio, indústria e prestadores de serviços das cadeias produtivas do biogás e do biometano quanto aos aspectos regulatórios, ambientais e tributários para o desenvolvimento do setor.

POTENCIAL – De acordo com o Centro Internacional de Energias Renováveis (Cibiogás), o Paraná tem o potencial de produzir 20 milhões de metros cúbicos de biogás, o que equivale ao abastecimento de 4 milhões de residência com o consumo médio de 217 kW/h.

É o estado com maior potencial do Brasil, segundo o diretor-presidente da Cibiogás, Rodrigo Régis. “O Estado tem também a maior diversidade de tecnologias e de plantas para geração de energia. Existe conhecimento técnico e um ambiente favorável, mas faltava um marco legal para criar um ambiente político e institucional para consolidar o biogás como um novo vetor econômico do Estado”, afirmou Régis.

Para o presidente da Copel, Antonio Guetter, a diversificação das fontes de energia garante grandes benefícios ao Estado. “Da mesma forma que o Paraná conta com rios importantes para geração de energia hidráulica, temos também um grande potencial de geração por biomassa e biogás. O marco regulatório é importante para dar segurança aos investidores e regular o mercado, que vai ganhar espaço neste setor”.

DESTINAÇÃO CORRETA – O secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, ressaltou que a geração de energia e biofertilizantes darão um destino correto aos resíduos da produção de aves, suínos, cana-de-açúcar e mandioca.

“Somos grandes produtores de biomassa e de dejetos com potencial de produzir energia renovável, a exemplo do que é feito em diversos países”, disse ele. “Além de gerar energia localmente, trazendo mais segurança energética aos produtores, também resolveremos os problemas dos dejetos, que poluem a terra e os lençóis freáticos”, destacou.

PARCERIA – A elaboração dos projetos foi coordenada pela Secretaria de Estado do Planejamento, em um grupo de trabalho que teve participação de representantes das pastas da Fazenda e da Agricultura, da Procuradoria-Geral do Estado, Copel, Compagas, Sanepar, IAP. Por parte do setor produtivo, além da Faep, também participaram a Itaipu, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Cibiogás e Associação Brasileira de Biogás e Biometano (Abiogás).

FINANCIAMENTO – Além da regulação do setor, o Governo do Estado também vai trabalhar com o financiamento de plantas de biogás e na produção de pesquisa por meio das universidades estaduais, afirmou o secretário estadual do Planejamento, Juraci Barbosa. “O marco regulatório vai dar condições para que qualquer empresa, seja pública ou privada, possa buscar esta nova fonte de produção que é a bioenergia”, disse.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os presidentes do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto; do Iapar, Florindo Dalberto; e os diretores da Itaipu Binacional Mauro Corbellini (Técnico Executivo) e Newton Kaminski (Coordenação).

41 usinas usam material orgânico para a produção de energia no Paraná

Por Metro Curitiba

Segundo um estudo da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), feito a partir de dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o Paraná conta com 41 usinas usando materiais orgânicos para a produção de energia. A maioria utiliza o bagaço da cana, mas há também aproveitamento de esgoto, pela Sanepar, e de dejetos de animais por diversos produtores rurais.

A conclusão da Fiep é de que o Estado subutiliza o seu potencial da biomassa, especialmente levando em consideração a grande produção rural. “A pecuária do Paraná abasteceria um município de 709.000 habitantes, equivalente à soma da população atual de Londrina e Paranaguá”, conclui a Fiep.

O principal centro de estudos brasileiro sobre o biogás está no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), em Foz do Iguaçu. O CIBiogás ( Centro Internacional de Energias Renováveis) é formado por 22 instituições e apoia 11 unidades de produção de biogás no país.

O projeto mais ambicioso deve ficar pronto em 2019 – quando será finalizada uma rede integrada de 19 biodigestores em 19 propriedades suinocultoras da região de Entre Rios do Oeste. Quando o projeto estiver pronto, a expectativa é de que toda a energia pública consumida pela prefeitura venha através do sistema, zerando a conta do município.

Grupo de energias limpas

O governo do Estado instituiu ontem um grupo de trabalho para colocar em andamento o “Programa Paranaense de Energias Renováveis”. A Secretaria do Planejamento será a coordenadora do novo programa, que quer promover e incentivas a produção e o consumo de energias renováveis, principalmente a eólica, solar e biomassa.

Entre as primeiras ações previstas está a integração do programa ao Paraná Competitivo (que oferece incentivos fiscais para empresas que investem no Estado) e a busca por fontes de financiamentos para projetos de energia renovável. Segundo o governo, um dos primeiros temas a ser tratado é o uso de dejetos de animais, como suínos e bovinos, para a geração de energia (veja mais ao lado).

O Estado tem o maior rebanho de suínos do País, com 7,13 milhões de cabeças, segundo dados do IBGE. “Precisamos dar um fim para os resíduos produzidos pelos animais, e um deles poderia ser a destinação para a produção de energia renovável”, disse o secretário do Planejamento e Coordenação Geral, Juraci Barbosa Sobrinho.

Metas

A política energética nacional, seguida pelo Estado. prevê redução da participação da hidroeletricidade de 81% para 73% até 2020 e a ampliação da geração de energia proveniente de biomassa de 5% para 10% e da energia eólica de 0,4% para 4%. M

Secretaria do Planejamento vai coordenar programa de energia renovável

Com AEN

O governador Beto Richa (PSDB) assinou nesta quarta-feira (24) decreto que estabelece a Secretaria de Estado do Planejamento como coordenadora do Programa Paranaense de Energias Renováveis. O programa promove e incentiva a produção e o consumo de energias renováveis, principalmente eólica, solar e biomassa.

“Vamos unir as forças do Paraná na área de pesquisa, universidades, setor produtivo e empresarial para trabalhar no incentivo à produção de energia renovável”, disse o secretário de Planejamento, Juraci Barbosa.

Ele explicou que um dos principais temas a ser tratado é o uso de dejetos animais para a geração de energia. O Paraná tem o maior rebanho de suínos do país, com 7,13 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Precisamos dar um fim para os resíduos produzidos pelos animais e um dos destinos poderia ser a energia renovável”, disse Barbosa.

Em setembro de 2017, o secretário participou de uma comitiva, organizada pelo Sistema Faep/Senar-PR, que visitou Itália, Alemanha e Áustria, países onde a energia renovável é uma realidade. “Conheci vários sistemas adotados e isso contribuirá para criarmos um novo modelo para o estado, que tem grande potencial”, complementou ele.

Projetos

O governo do Paraná tem projetos voltados à produção de energia renovável, todos alinhados com a política energética nacional, que prevê redução da participação da hidroeletricidade de 81% para 73% até 2020 e a ampliação da geração de energia proveniente de biomassa de 5% para 10% e da energia eólica de 0,4% para 4%.

A Fomento Paraná e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) oferecem linhas de financiamento para empreendimentos de geração, transporte, transmissão e consumo de energia elétrica.

Já a Copel criou a Coordenação de Energias Renováveis, focada no desenvolvimento de um modelo de geração de energia renovável não agressiva ao patrimônio natural do estado.

Outro projeto é o Smart Energy Paraná, feito pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. O programa busca a adequação da rede de energia elétrica convencional em rede inteligente e a disseminação da geração distribuída por fontes de energias renováveis.

Copel e Shell firmam parceria para expandir oferta de gás natural no Paraná

O governo do Paraná, a Copel e a Shell assinaram um protocolo de intenções para criar um plano de expansão da oferta de gás natural no estado. A partir da formalização, as duas empresas vão discutir os termos do acordo de parceria, que terá também a participação da Compagas.

O documento foi assinado nesta segunda-feira (16), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, pelo governador Beto Richa, o presidente da Copel, Antonio Guetter, e o gerente de gás nas Américas da Shell, Christian Iturri. O presidente da Compagas, Jonel Nazareno Iurk, também participou.

“Essa parceria para o Plano Estratégico de Gás Natural no estado do Paraná vai se desenvolver a contento de nossas expectativas, contribuindo para um desenvolvimento mais sustentável do setor”, disse Richa.

O plano prevê a construção de 300 quilômetros de novos gasodutos, três novas termelétricas – UTE Litoral, UEGA 2 e UTE Sul. Juntas, as novas usinas terão capacidade de geração de 1500 megawatts, suficiente para abastecer 1,1 milhão de residências.

Além da nova infraestrutura, o plano prevê melhor preço do gás natural para o consumidor paranaense.

“A expansão do fornecimento de gás natural é estratégico para o desenvolvimento econômico, tecnológico e social do Paraná”, afirmou o presidente da Copel, Antonio Guetter.

Para o executivo da Shell, Christian Iturri, a parceria com o governo do estado é estratégica para a empresa. “Vemos no Paraná um mercado importante que tem muitas possibilidades de crescimento”, afirmou ele.

Processo

A petrolífera Shell foi vencedora da Chamada Pública 06/2015 aberta pela Copel e ficou vigente por dois anos.

Por meio dela, a Companhia buscou parceiro que tivesse interesse em elaborar estudos para chegar a um plano de negócios para importar, produzir, explorar, comercializar e transportar gás no Paraná.

“Depois de analisar várias propostas até meados de 2017, verificamos que a Shell foi a empresa que apresentou a melhor proposta e a que mais se adequou aos planos de expansão pretendidos pelas companhias paranaenses e pelo governo”, disse Guetter.

A primeira fase da parceria, após a assinatura do acordo, é o desenvolvimento conjunto de um modelo de negócios que atenda as necessidades elencadas no Plano. “Vamos elaborar estudos conjuntos e realizar análises técnicas e econômico-financeiras para definição do modelo de negócios que traga rentabilidade e atenda às demandas”, explicou o presidente da Copel.

A previsão preliminar é que estes estudos se desenvolvam ao longo de 2018 e, então, a Copel possa participar de leilões em 2019 para construção de usinas termelétricas.

Biometano ganha força como alternativa ao combustível fóssil

Por Agência Brasil

A emissão de gases de efeito estufa por veículos e atividades como a agropecuária ainda são um desafio para o Brasil, que tem na geração de energia limpa um grande aliado: o biometano. Combustível menos poluente, o biometano é mais econômico que o etanol e ainda é produzido por dejetos e efluentes, o que garante destinação adequada a esses resíduos.

Assim como o biogás, o biometano é produzido por meio da decomposição de matéria orgânica, na ausência do oxigênio. No entanto, para atingir a quantidade de metano necessária para uso como combustível veicular, o material passa por um processo de purificação. Em 2015, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) regulamentou o biometano, reconhecendo o gás como combustível similar ao Gás Natural Veicular, com a vantagem de não ser de origem fóssil, portanto não renovável.

Segundo o assessor de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Paulo Afonso Schimidt, mais do que uma tendência, o biometano é uma necessidade. “Há um estudo que demonstra que se a gente considerar todo o potencial de produção de biogás do país, é algo superior ao volume de produção hoje de Itaipu, então, isso demonstra que há um potencial enorme a ser explorado”, compara.

Itaipu

Em 2014, a empresa integrou à sua frota o uso de veículos movidos por biometano e instalou em suas dependências um posto para abastecimento. Posteriormente, a frota cresceu e, na última semana, a maior produtora de energia hidrelétrica do mundo inaugurou a primeira planta de biometano que usa como matéria-prima a mistura de esgoto, poda de grama e alimentos descartados por restaurantes.

A tecnologia é totalmente desenvolvida em Foz do Iguaçu e é pioneira. Até então, o biometano do Brasil era produzido unicamente por dejeto de animais. Os resíduos resultantes do processo de produção serão transformados ainda em biofertilizantes. “Retiramos os resíduos que seriam potenciais poluentes da natureza, transformamos em energia sustentável, renovável e devolvemos os nutrientes ao planeta. Então, com isso nós, na verdade, imitamos a natureza com um processo que é absolutamente natural”, diz Paulo Schimidt.

Para atender parte da demanda de eletricidade gerada pela planta de combustível renovável, a empresa instalou uma microusina de energia solar fotovoltaica no local. São 12 placas que juntas têm capacidade instalada de 3 quilowatts-pico (KWp) e geram cerca de 350 quilowatts-hora (Kwh) por mês. Segundo o engenheiro eletricista do Parque Tecnológico de Itaipu Thiago Lippo, o projeto também faz parte das atividades de pesquisa e desenvolvimento da empresa, e será monitorado assim como a planta de biometano.

A unidade de demostração tem capacidade de produzir 4 mil metros cúbicos de biometano por mês e já abastece 70 veículos, mas pode abastecer até 300 por mês. De acordo com pesquisadores do Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás), o gasto por quilômetro rodado de combustível biometano é de R$ 0,26, enquanto o do etanol é de R$ 0,36.

O monitoramento dos resultados obtidos com a nova planta tem como objetivo consolidar um modelo de negócio viável para ser replicado na região e, posteriormente, em todo o país. A proposta da empresa é desenvolver a tecnologia e disponibilizar para os produtores rurais e municípios. “Quando Itaipu chegou aqui, ela inundou terras férteis e essas terras estão fazendo com que a gente produza energia, energia limpa. Então, nada mais justo que a gente devolva um pouco mais para a região”, diz o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Vianna.

Curitiba recebe evento sobre o uso da biomassa na matriz energética

Curitiba recebe entre 20 e 22 de junho o Congresso Internacional de Biomassa (Cibio 2017). O evento tem o objetivo de debater o papel da biomassa na matriz energética brasileira.

O encontro começa, no dia 20 de junho, com um debate sobre os projetos no setor de Energias Renováveis no Paraná. As ações do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) com o programa Smart Energy Paraná, que tem como função organizar as competências do estado na área e atrair e fixar investimentos para a matriz energética paranaense, farão parte da agenda.

O Cibio 2017 acontece no Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). As inscrições para estão abertas.

Cibio 2017

Data: 20 a 22 de junho
Local: Centro de Eventos da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep)
Avenida Comendador Franco, 1341, Jardim Botânico
Inscrições e programação
Informações: (42) 3086-8588

Subsídio cria rastro de bioenergia na Itália

Nas últimas duas décadas, os subsídios fornecidos pelo poder público criaram um rastro de investimentos em energia renovável na Itália. De Norte a Sul do país que fez parte da última etapa da viagem técnica organizada pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, propriedades rurais apostam na construção de usinas de biogás e outras formas de bioenergia para viabilizar o negócio. E, inclusive, segurar os herdeiros no campo, problema também enfrentado no Brasil.

Uma linha de financiamento específica para produtores de até 30 anos disponibiliza 50 mil euros, dependendo do projeto, a fundo perdido.

O subsídio estatal, literalmente, evitou que a Fazenda La Bellotta, em Turim, fechasse as portas. Após trabalhar no vermelho entre 1998 e 2010, em função da doença Vaca Louca que atingiu em cheio a pecuária europeia, a propriedade de 400 hectares investiu 5 milhões de euros na construção de uma usina de biogás, com capacidade para dois megawatts – atualmente produz metade – e duas plantas fotovoltaicas.

Leia a reportagem completa.

 

O jeito alemão de usar energia renovável

Tanto quanto às indústrias automobilísticas e de tecnologia, o setor de energia renovável da Alemanha tem sido motivo de reconhecimento mundial. Desde 2000, quando o governo definiu uma legislação específica que viabiliza, inclusive financeiramente por meio de subsídios, o desenvolvimento de pesquisas e sistemas na área de recursos alternativos, o país registra avanços significativos, a ponto de exportar projetos para nações como França, Japão, Canadá e Chile, entre outras.

Este universo alemão de energia renovável foi explorado pela delegação do Sistema FAEP/SENAR-PR durante viagem técnica pela Europa, que ainda incluiu Áustria e Itália. Os 35 integrantes, entre produtores, presidentes e delegados de sindicatos rurais, técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR e de empresas parceiras, tiveram a oportunidade de conhecer, em detalhes, diversos modelos do setor energético.

Leia a matéria completa, no boletim informativo do Sistema FAEP.