O Caminho do Meio

O romancista irlandês GEORGE BERNARD SHAW escreveu: “o homem passa a metade da vida gastando saúde para ganhar dinheiro; e a outra metade, gastando dinheiro para comprar saúde”.
Dia desses, na mesma linha, um amigo meu perguntou: “Follador, por que eu vou guardar dinheiro agora que tenho saúde para usufruí-lo, para tê-lo depois quando estarei velho e doente?”
Olha, tem lógica. E esse sempre foi um dos grandes dramas das civilizações: viver o presente como se não houvesse amanhã ou viver o presente de olho no amanhã.
A resposta, creio, está no caminho do meio. No equilíbrio.
Aliás, a natureza nos dá aula de graça sobre a virtude do equilíbrio. A sabedoria de entender que tudo tem seu tempo na vida. Que há a hora de semear, a de germinar, a de crescer, a de podar, a de florescer, a de frutificar para, só então, chegar a hora de colher.
E que o tempo vinga-se das coisas que são feitas sem a sua colaboração.
Por isso, uma vida equilibrada entre necessidades e prazeres é a que pode tornar mais realizados os seres humanos.
E, acreditem, mesmo que faltasse só uma semana de vida para nós, iríamos querer usufruí-la com saúde, com dinheiro, com disposição e com esperança de que na última hora fosse-nos dado mais tempo.
Daí termos que estar sempre preparados para mais um tempo.

Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483

Quem Virá

Não pode haver equilíbrio econômico nem prosperidade onde não há competência. Não podemos melhorar a vida das pessoas distribuindo inflação, juros altos e déficit fiscal. Riqueza se constrói na economia real e ela exige trabalho e produtividade para, depois, poder ser distribuída.

Como dizia Mario Lago, o tempo não comprou passagem de volta. Tenho lembranças e não saudades dos tempos de inflação e juros estratosféricos, o que desestimulava as pessoas e empresas em apostar na economia real e a aplicar na dívida governamental, comprando títulos de um governo irresponsável.

Mas o mundo mudou muito nos últimos 10 anos. Antes as crises afetavam países em desenvolvimento, mas, após 2008, os Estados Unidos, a Europa e, mesmo a China, sentiram o gosto da retração econômica, do desemprego, da inflação, do endividamento e do desespero.

Num mundo globalizado, ou fazemos a lição de casa ou somos expulsos da escola.

Toda mudança é difícil no começo, confusa no meio, mas linda no final.

Acho que temos um ingrediente adicional no Brasil que é o inusitado combate à corrupção. Quem diria que os maiores empreiteiros do país seriam presos, ou os líderes de partidos políticos ou até um carismático ex-presidente fosse condenado em segunda instância contando os dias para comer quentinha na cadeia?

O Brasil mudou. Quem viver até as próximas eleições verá. Vamos eleger, com certeza, gente bem mais competente e séria do que nas últimas décadas.

Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483