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Cachorro é resgatado no Paraná após passar final de semana preso em bueiro

Um cachorro foi resgatado nesta segunda-feira (4), em Curitiba, no Paraná, após passar o final de semana preso dentro de um bueiro. O resgate envolveu pelo menos seis pessoas.

O animal tem aproximadamente três anos. O cachorro foi examinado após o resgate e não apresentou nenhum ferimento, mas estava bastante assustado.

Ainda não se sabe como o cachorro foi parar dentro das galerias de esgoto da capital do Paraná. No entanto, acredita-se que ele passou, pelo menos, dois dias inteiros preso na tubulação.

“Fomos acionados na manhã de hoje (04) e o solicitante disse que já tinha ouvido o cachorro no sábado (02). Ele ouvia o ‘chamado’, mas não conseguia identificar de onde vinha”, explicou o diretor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Edson Evaristo.

CACHORRO RESGATADO COM TRANQUILIDADE

Apesar da situação inusitada e potencialmente perigosa, o resgate foi concluído sem intercorrências. O cachorro, mesmo preso há pelo menos dois dias, aguardou pacientemente a retirada da tampa do bueiro (vídeo abaixo).

“Foi necessário romper [a tampa do bueiro] porque estava concretada”, completou o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna.

Participaram do resgate três veterinários e um socorrista. Além disso, dois funcionários da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) acompanharam a retirada do cão.

APÓS EXAMES, CACHORRO FOI LIBERADO

O cachorro que ficou preso dentro do bueiro não tem dono, mas é conhecido da vizinhança. O caso aconteceu na Rua Aristides da Silva Santos, no bairro Boqueirão.

De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o cão não foi encaminhado ao Crar (Centro de Referência para Animais em Risco) porque apresentava boas condições clínicas.

Por isso, o animal de aproximadamente três anos voltou para a rua, onde vive, após passar pelos exames no próprio local do resgate.

“Ele passou por um exame criterioso. Examinaram e fizeram todos os testes. Só estava assustado, mas logo se acalmou”, garantiu Edson Evaristo.

SEM ESTATÍSTICAS

A Prefeitura de Curitiba não dispõe de estatísticas sobre cachorros ou outros animais presos nas galerias da rede de esgoto da capital do Paraná.

“Não temos dados oficiais sobre animais encontrados em bueiros, mas é bem raro. Deve acontecer, em média, uma vez por ano”, explicou o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, que trabalha há oito anos na Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Em Curitiba, no Paraná, solicitações envolvendo cachorros, gatos e demais animais de rua podem ser feitas por meio do telefone 156.

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Sanepar derruba medida cautelar e água deve subir mais 3,76%

A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) informou os acionistas da empresa que a água vai ficar mais cara no Paraná. A empresa vai aplicar um reajuste adicional de 3,76% na tarifa de água e esgoto. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23), após o TCE-PR (Tribunal de Contas do Paraná) derrubar uma medida cautelar que impedia o aumento.

Os 3,76% adicionais somam-se aos 8,37% reajustados em abril, totalizando um aumento de 12,13% em 2019. O índice é quase quatro vezes superior a inflação estimada para este ano, calculada em 4,25% pelo Banco Central. O IPCA calculado nos últimos 12 meses é ainda menor: 3,43%.

De acordo com a Sanepar, o reajuste para 2019 foi fixado pela AGEPAR (Agência Reguladora do Paraná).

Procurada pelo Paraná Portal, a Sanepar se limitou a informar, em nota, que “tomou a medida procedimental devida, no momento, que é comunicar o fato ao mercado (Comissão de Valores Mobiliários – CVM)”.

Questionada sobre a eventual aplicação do reajuste e quando, deve fato, o aumento chega às contas de água e esgoto, a Companhia não respondeu.

TCE pode suspender reajuste da conta de água e esgoto e classifica aumento como “aberração”

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) pode suspender o reajuste das contas de água e esgoto da Sanepar. Uma suposta irregularidade foi acatada pelo conselheiro Artagão de Mattos Leão e protocolada nesta quarta-feira (8), o que pode resultar em uma medida cautelar para impedir que o aumento de 12,13% entre em vigor no dia 17 deste mês.

De acordo com o TCE, o aumento acumulado das tarifas da Sanepar chegam a 27,92% desde o reajuste de 2017. Já o valor da inflação (IPCA), no mesmo período, foi de 12,06%. 

“Estamos diante de verdadeira aberração travestida de uma teia de números, que visam distribuir lucros aos acionistas”, diz a manifestação do TCE. A proposta do TCE-PR também inclui uma comissão de auditoria multidisciplinar para analisar a metodologia de cálculo do reajuste de água e esgoto proposto para 2019.

Montada pela Segunda Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR ainda afirma ter constatado “prática de ato lesivo à moralidade administrativa visto que o pedido de majoração destoa da realidade social e econômica brasileira, configurando-se em verdadeiro achaque ao cidadão, que embora recolha seus impostos com extrema dificuldade, não observa retorno dos recursos em forma de benefícios”.

A inspetoria também destacou que lucros de R$ 200 milhões foram distribuídos aos sócios em 2014. Já no ano passado, os valores ultrapassaram R$ 423 milhões, segundo os relatórios da própria Sanepar.

O reajuste atual vem causando uma repercussão negativa. O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) classificou o aumento como abusivo, enquanto a a Associação Comercial do Paraná (ACP) também se posicionou contrária ao aumento.

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Prefeitura de Curitiba promete ampliar fiscalização de esgoto irregular

As ações de intensificação serão bancadas com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente, criado recentemente após autorização da Câmara e assinatura de novo contrato de saneamento ambiental com a Sanepar.

A alteração contratual prevê repasse de R$ 943 milhões para ações como limpeza e monitoramento de rios, ações de educação, obras de contenção de cheias, criação de parques e praças.

A ampliação das atividades de fiscalização das ligações irregulares de esgoto deve começar no segundo semestre e será feita com aumento no número de equipes e da frequência da atividade nos rios e córregos que cortam o município.

O trabalho, que já é feito pelo Departamento de Saneamento de Recursos Hídricos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, funciona por meio de vistorias com o uso de corante em pias, vasos sanitários, ralos e calhas. Se o líquido pigmentado for identificado no rio, o proprietário é notificado para regularização, ou seja, para fazer a ligação correta na rede existente.

Condomínio de Curitiba que lança efluentes em rio deve construir rede de esgoto, determina Justiça

Um condomínio residencial do bairro Santa Cândida, em Curitiba, que lança os efluentes domésticos em uma das nascentes do rio Atuba-Bacacheri, terá que implementar um sistema de esgoto individual em até 30 dias, de acordo com a decisão da Justiça.

O pedido, feito pelo Ministério Público, aponta que o condomínio estava destinando seus efluentes sem tratamento em área de preservação ambiental. Durante a investigação realizada pelo MPPR, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente confirmou que o esgotamento sanitário do empreendimento não foi instalado conforme o projeto apresentado pela construtora e aprovado pelo Município.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) constatou forte odor e coloração escura no despejo final da estação de tratamento do condomínio.

A Promotoria ressalta que os efluentes não podem ser despejados diretamente no solo ou nos corpos hídricos e que, quando não houver disponibilidade de interligação à rede de esgoto da Sanepar, a residência deve utilizar sistema independente de tratamento.

Caso o condomínio residencial descumpra a decisão, a pena prevista é de multa de R$ 1 mil por dia de descumprimento, contados a partir do 31º dia da intimação da decisão.

Sistema inédito de energia do esgoto vai atender 8,4 mil

Do Metro Curitiba

Em um sistema de geração inédito no país, a CS Bioenergia, formada pela Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) e a Cattalini Bioenergia, passará em janeiro a comercializar energia produzida pelo bioprocessamento de lodo.

A informação foi repassada pela direção da empresa ao líder do governo na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PSB), que esteve na sexta-feira na planta. “Todo o lodo que a Estação de Tratamento de Esgotos Belém produz será transformado em energia através do biogás. É um sistema inovador em nosso país, porém já amplamente utilizado em países da Europa”, afirma Romanelli.

O lodo é resultante do tratamento de esgotos sanitários, composto essencialmente por matérias orgânicas. A planta industrial da empresa conta com 27.984 metros quadrados e entrará em operação em setembro, inicialmente com a produção do biogás e, posteriormente, de energia elétrica.

A potência instalada é de 2,8 MW (Mega Watts). A empresa gerará energia suficiente para atender 2.100 casas ou 8.400 pessoas. Estão sendo investidos cerca de R$ 62 milhões na CS Bioenergia, que deve tratar 600 m³ de lodo de esgoto e 150 toneladas por dia de resíduos orgânicos.

Paraná tem 4 cidades entre as 10 com melhor saneamento

Em ranking anual divulgado pelo Instituto Trata Brasil, quatro cidades paranaenses aparecem entre as dez com melhor saneamento do país: Maringá (5º), Ponta Grossa (7º), Cascavel (8º) e Londrina (9º) aparecem entre as melhores colocadas no ranking. A capital Curitiba ficou em 11º lugar e, pelo quinto ano consecutivo, foi a primeira entre as capitais. Curitiba registrou que 91% do esgoto da cidade é tratado.

As cidades paranaenses também se destacaram entre as que que oferecem serviço de coleta: Curitiba, Londrina, Maringá e Ponta Grossa reportaram que 100% da população possui os serviços de coleta de esgotos.

O levantamento deste ano foi promovido em parceria com a Reinfra Consultoria. Foram analisados os dados das 100 maiores cidades do país, com base nos dados de 2015 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades.

“Temos, hoje, 100% da população urbana atendida com água tratada e 71% com o serviço de coleta de esgoto. Do esgoto coletado, 100% é tratado”, afirmou o presidente da Sanepar, Mounir Chaowiche.

Brasil

Segundo o mesmo levantamento, no Brasil, 50,3% dos brasileiros tinham acesso à coleta dos esgotos em 2015, porém somente 42% dos esgotos eram tratados. Cerca de 34 milhões de brasileiros não tinham acesso a água tratada naquele ano. O estudo mostra que, apesar dos investimentos feitos nos últimos cinco anos, o país avançou pouco em saneamento básico, inclusive nas capitais.

Os dados mostram que em 24 capitais, menos de 80% do esgoto são tratados. Brasília e Curitiba apresentaram os maiores percentuais de tratamento, 82% e 91% respectivamente. Nas maiores cidades, em média, 71,05% da população tinham coleta de esgoto, índice superior à média nacional em 2015 (50,26%).

“Quarenta e quatro cidades reportaram que mais de 80% da população possui os serviços de coleta de esgotos, 25 cidades informaram que menos de 40% da população conta com esses serviços, enquanto que em 8 municípios o índice ficou entre 0 e 20%. Cinco cidades reportaram 100% (Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Diadema, em São Paulo), enquanto Santarém (PA) indicou 0% (zero)”, diz comunicado do instituto.

As grandes cidades da Região Norte ocupam as últimas colocações no ranking do saneamento e apresentam números bem abaixo da média nacional, na maioria dos indicadores.

“É preocupante o fato de que 13 das 27 capitais atendam menos da metade da população com coleta de esgoto. Situação análoga ocorre com o tratamento, em que algumas capitais tratam menos de 10% dos esgotos gerados. Assim, se mostra fundamental um salto em investimentos e são as capitais os municípios com maior capacidade para tal”, ressalta Gesner Oliveira, sócio da GO Associados, em comunicado.

O estudo aponta que em 2015, em média, os 100 maiores municípios fizeram 39,61% ligações de água faltantes para a universalização dos serviços, uma melhora em relação aos 28,47% registrados em 2014. “Entre 2014 e 2015, 35 cidades fizeram mais de 80% das ligações faltantes de água, mas, no entanto, 32% dos municípios realizaram menos de 20%”, diz o estudo.

Em termos absolutos, segundo o ranking, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília foram as cidades que fizeram mais ligações de água.

Em 26 cidades, há defasagem entre apresentação de projetos e levantamento de recursos para fornecimento dos serviços de água permaneceu entre 2011 a 2015.

“Essas 26 grandes cidades abrigam quase um quarto da população do país, então é esperado que tenham os maiores desafios para levar os serviços de água e esgoto à totalidade da população, mas é também certo que são as que têm mais condições de fazer projetos e levantar recursos para a solução. E isso não vem ocorrendo”, disse Édison Carlos, presidente do Trata Brasil

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) estima que os investimentos necessários para se alcançar a universalização dos serviços de saneamento básico são da ordem de R$ 19 bi por ano até 2033, o que não vem acontecendo. De acordo com o estudo, o ritmo atual é de investimento de R$ 13 bilhões ao ano. Com isso, a meta deve ser atingida apenas após 2050.

De acordo com ranking, de 2011 a 2015, 26 capitais (com exceção de Palmas) investiram juntas R$ 19,44 bilhões em saneamento básico, equivalente a 63% do total investido pelas 100 maiores cidades (R$ 30,8 bilhões) e a 32% do total de R$ 60,6 bilhões investido no período.

O Ranking do Saneamento Básico das 100 maiores cidades do país é divulgado pelo Instituto Trata Brasil desde 2009, sempre a partir de dados oficiais fornecidos pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico (SNIS), do Ministério das Cidades. Os números são informados pelas próprias empresas operadoras de água e esgotos dos municípios brasileiros ao governo federal.

Ibama multa Sanepar em R$ 300 milhões por esgoto em rios do Paraná

Com informações de Thiago Machado. Metro Jornal Curitiba

Já chegam a R$ 300 milhões as multas ambientais aplicadas pelo Ibama contra a Sanepar. O valor está previsto em 16 ações civis públicas abertas contra a companhia de saneamento, devido ao despejo de esgoto não corretamente tratado em rios por todo o Estado.

O problema, segundo o superintendente do Iba-ma, Vinícius Carlos Freire, é antigo e nunca foi solucionado. “Esse é um problema que vem se mantendo. Queremos ouvir uma solução técnica para a poluição”, diz.

Em 2012 a PF (Polícia Federal) prendeu sete pessoas, e indiciou 40 funcionários e diretores da Sanepar pela poluição do Rio Iguaçu. Eles foram inocentados na Justiça, mas a empresa ainda pode ser responsabilizada. A PF chegou a chamar a Sanepar de “empresa de fachada”.

“Muitas das notificações que emitimos foram feitas a partir das medições internas deles, ou seja, a empresa sabe da situação”. diz Vinícius.

Já o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Glauco Requião, exemplifica que no Alto Iguaçu (na área mais perto de Curitiba) a empresa tem licença para despejar 10,433 milhões de quilogramas de D.B.O (Demanda Bioquímica de Oxigênio, o esgoto tratado), por ano, enquanto emite menos que isso — 7,327 milhões.

“Ainda teríamos uma margem para despejar mais, mas o Ibama fala que em apenas um dia ultrapassou o limite (diário). Nesse dia pode ter chovido demais”, diz.

Ele ainda diz que, no Alto Iguaçu a Sanepar já reduziu em 15% os despejos nos últimos anos. “Nós somos a favor de reduzir os parâmetros e melhorar ainda mais. Mas queremos que os processos sejam resolvidos pelo diálogo”.

O superintendente garante que o Ibama sempre esteve aberto para a negodação, mas que a Sanepar nunca apresentou uma pro-posta técnica sobre como vai realizar a melhoria dos índices.