Setembro amarelo - diálogo - suicídio - saúde mental

Setembro amarelo: Diálogo é caminho para combater o suicídio

O mês de setembro ganhou um significado importante nos últimos quatro anos.  O CVV (Centro de Valorização da Vida), a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e o CFM (Conselho Federal de Medicina) criaram em 2015 o movimento Setembro Amarelo e mudaram a forma de tratar o suicídio no Brasil.

O movimento tenta conscientizar a sociedade sobre a importância do conhecimento sobre essa doença e diminuir o preconceito gerado em cima desse tema.

O temor de que a simples menção da palavra pudesse gerar novos casos, prejudicou o conhecimento dessa doença que mata um brasileiro a cada 46 minutos, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Na visão da mestre em psicologia e professora da Universidade Positivo, Josiane Knaut, a abertura de meios para que as pessoas possam buscar ajuda é fundamental para o avanço no tratamento contra essa doença.

“As campanhas que discutem de forma aberta esse tema tendem a reduzir os casos, justamente por diminuírem o preconceito. As pessoas sabem que é um problema de saúde pública e podem buscar ajuda, sendo orientadas a chegarem nesse auxílio”, explicou Knaut.

Essa relação errônea entre divulgação do tema e crescimento do número de suicídios foi influenciada pela obra “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, do escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe.

A romantização dessa doença nessa publicação gerou um efeito chamado Efeito Werther, no qual se observou um pico de mortes ocorridas de forma semelhante ao protagonista do livro no século 18.

“As pessoas não sabem falar sobre morte e quando se trata de tirar a própria vida, elas ficam ainda mais confusas. É preciso mostrar para essas pessoas que há saída para esses problemas e não saída para a vida”, completou a psicóloga.

Importância da observação

Setembro amarelo - diálogo - suicídio - saúde mental
Conhecimento é fundamental para buscar ajuda ao combate dessa doença. Foto: Facebook/Setembro Amarelo

Alguns sinais podem auxiliar na detecção da doença e facilitar o tratamento prévio. Os principais são as mudanças repentinas de comportamento, como o isolamento, a tristeza excessiva, a ansiedade, irritabilidade, a diminuição da vida social e em alguns casos, a autolesão.

“É comum que pessoas com essa doença não se sintam úteis e importantes e se enxerguem como um fardo. Por isso, frases que podem parecer bobas no momento, também servem de alerta. Exemplo de quero dormir e não acordar mais e as pessoas estariam melhor se eu não estivesse aqui são sinais desse problema”, complementa Knaut.

É importante salientar que o histórico individual é muito importante nesse diagnóstico. Pessoas com doenças mentais como depressão, bipolaridade ou até mesmo quem sofreu choques graves em sua vida pessoal, como abusos, perdas e isolamentos também estão mais propensas a desenvolverem esses sintomas.

“Quando família e amigos percebem esses sinais a primeira coisa a se fazer é procurar um momento oportuno e conversas com essa pessoa. É preciso ouvir sem julgar e dar respostas que mostrem o entendimento dessa dificuldade, enfatizando que há outros caminhos para esse problema. Porque quem está nesse caminho não acredita que há outras possibilidades”, discorre a psicóloga.

Estresse como fator de risco

Ainda de acordo com o estudo da OMS, o Brasil é líder mundial em ansiedade, sendo esse sintoma ligado diretamente ao alto número de suicídios no país.

Knaut avalia que o ser humano carrega desde sua origem essa ansiedade, muito utilizada pelos ancestrais do período Paleolítico (10 mil anos antes de Cristo) para enfrentar predadores.

“Nosso cérebro era programado para que diante desse perigo o indivíduo tomasse a decisão de lutar ou fugir. Hoje nós não temos mais essa necessidade. Mas temos a competição, a ameaça a autoestima, o bullying, a avaliação e crítica, que ativam esse mecanismo próprio do ser humano e foi feito para a questão da sobrevivência”, avalia.

Algumas profissões carregam um estresse ainda maior, como por exemplo médicos e policiais, segundo o estudo da OMS.

Por isso, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) firmou parceria com a Universidade Positivo e criou um programa para acompanhar e cuidar psicologicamente dos policiais da corporação.

O projeto ainda prevê a criação de uma rede entre profissionais de saúde mental e policiais em diversas cidades do estado, com a realização de palestras e orientações tendo o combate à doença como foco.

Como buscar ajuda?

A saúde pública oferece serviços gratuitos para o acompanhamento psicossocial. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) existem em diversas cidades do Brasil e trabalham na recuperação dessa doença.

Diversas escolas de psicologia de universidades públicas e privadas também estão disponíveis ao atendimento à comunidade, assim como o Centro de Valorização da Vida, que possui uma linha direta e gratuita à disposição da população pelo número 188, que presta atendimento 24 horas em qualquer dia da semana.

Em casos mais graves, nos quais há risco iminente de suicídio ou em que a pessoa já sofreu dessa doença, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) é a ponte para fazer o encaminhamento para o serviço de saúde pública adequado.

Comer carboidrato a noite engorda? Mito! Dr. Caetano Marchesini explica:

Você é daqueles que evita ao máximo comer carboidratos à noite com medo de engordar? Pode parar de se preocupar. Não há comprovação científica de que o consumo do nutriente no final do dia está associado a um maior acúmulo de gordura corporal. Além disso, o que gera o ganho de peso, entre outros motivos, é a ingestão exagerada de calorias durante o dia todo, e não apenas em um momento.

Mas o metabolismo não fica mais lento à noite? A ideia de que consumir carboidratos no fim do dia “engorda mais” provavelmente surgiu da hipótese de que nosso organismo queima muito menos calorias no período noturno (já que vamos dormir), e com isso a maior parte do nutriente ingerido seria estocada como gordura. Mas essa teoria não se justifica e diversos estudos apontam que o gasto energético basal à noite é muito similar ao do dia.

Quanto carboidrato posso comer por dia? De modo geral, em uma dieta equilibrada, a quantidade de carboidrato deve representar de 50% a 65% das calorias ingeridas diariamente, distribuídas ao longo das refeições –as porções exatas devem ser definidas por um nutricionista, pois variam conforme nível de atividade física, objetivos, metabolismo entre outras coisas. E para não ter problemas com a balança é muito importante escolher as fontes certas do nutriente.

Confira na coluna do Dr. Caetano Marchesini desta semana:

Exercícios físicos podem prevenir o Mal de Alzheimer

Um estudo brasileiro publicado na revista científica Nature Medicine mostra que a prática de exercícios físicos libera uma proteína chamada irisina, que é encontrada em menores níveis em pessoas com Mal de Alzheimer.

Segundo os pesquisadores, ao aumentar a presença da irisina em camundongos com a doença, os problemas com a memória diminuíram, o que mostra uma relação entre a proteína e as sinapses cerebrais.

O estudo ainda é preliminar e é necessário um aprofundamento para compreender a relação da irisina no cérebro e o alzheimer, mas os pesquisadores acreditam que esse pode ser começo de um novo tratamento para prevenir a doença ou atenuar os sintomas e melhorar a qualidade de vida de pacientes do mundo todo.

Confira na coluna desta semana do Dr. Caetano Marchesini:

Estresse engorda! Entenda o motivo na coluna do Dr. Caetano Marchesini

Você sabia que quando estamos estressados, ansiosos ou até tristes, há uma série de alterações hormonais, como o aumento do cortisol. Seu excesso no corpo pode aumentar o risco de doenças cardíacas, mas também tem impacto no emagrecimento, justamente porque o organismo entende que alimentos calóricos, principalmente doce e gordura, são a forma mais fácil de equilibrar novamente neurotransmissores, como dopamina e serotonina.

Ainda faltam muitos estudos para chegarmos a algo mais concreto, mas várias pesquisas já relacionaram o desequilíbrio de neurotransmissores com a maior vontade de consumir certos tipos de alimentos. Como esses alimentos dão prazer, por ativarem mecanismos de recompensa, o corpo libera serotonina

Como os mecanismos de recompensa agem? O consumo de alimentos ricos em açúcar, gordura e sal nos traz uma sensação de prazer e conforto no momento de estresse, ansiedade e tristeza. Porém essa sensação de prazer é muito rápida e, para que ela seja contínua, o cérebro faz você buscar uma quantidade muito grande desses alimentos densamente calóricos.

Veja na coluna desta semana do Dr. Caetano Marchesini:

Caetano Marchesini alerta sobre os perigos de alimentos inflamatórios

Você já ouviu falar de alimentos inflamatórios? Uma alimentação inadequada pode levar a um quadro chamado de “inflamação de baixo grau”, é um quadro silencioso, que pode durar anos, e começou a ser estudado há 10 anos. Esse fenômeno contribui para o surgimento de doenças metabólicas e crônicas, como o diabetes, por exemplo.

Na lista de alimentos inflamatórios estão as frituras, ricas em gordura trans e saturada; os alimentos ultraprocessados, como salgadinhos, enlatados e biscoitos, excesso de açúcar refinado; excesso de carne vermelha.

Quando o corpo está inflamado:

  • o fígado passa a metabolizar mal as substâncias do nosso organismo e produzir mais gordura;
  • os músculos deixam de captar a glicose e esse excesso pode favorecer a ocorrência da diabetes tipo 2;
  • o tecido adiposo passa a liberar a gordura para a corrente sanguínea, o que aumenta o colesterol;
  • o hipotálamo, responsável pelo metabolismo e pela sensação de fome, passa a perder o controle e causa o aumento patológico do apetite;

Tudo isso vai contribuir para um ciclo vicioso de ganho de peso e pró-inflamatório.

Lembre-se que uma alimentação equilibrada baseada em alimentos in natura e minimamente processados e a prática regular de exercício físico podem melhorar o metabolismo e o perfil inflamatório, ficando mais perto de um equilíbrio nutricional e metabólico.

Cirurgia metabólica traz resultados na remissão do diabetes

Na cirurgia metabólica ocorre o mesmo procedimento da cirurgia bariátrica. A diferença entre as duas é que a cirurgia metabólica visa o controle da doença. Já a cirurgia bariátrica tem como objetivo a perda de peso, com as metas para contenção das doenças, como o diabetes e hipertensão, em segundo plano.

De acordo com os estudos analisados, a cirurgia metabólica é segura e apresenta resultados positivos de curto, médio e longo prazos, diminuindo a mortalidade de origem cardiovascular, conforme demonstram estudos prospectivos pareados com mais de 20 anos de seguimento, séries de casos controlados, além de estudos randomizados e controlados.

Confira na coluna desta semana do Dr. Caetano Marchesini:

Ano Novo: você já agendou seu check-up?

O ano começou e é importante que você faça um check-up da sua saúde. Você já agendou os seus exames?

De maneira geral, a orientação é que pessoas com doenças crônicas, como a hipertensão e diabetes, devam fazer exames de rotina a cada seis meses. Já os adultos com fatores de risco como a obesidade, fumantes ou sedentários devem fazer o check-up uma vez por ano. Os adultos saudáveis, a cada dois anos.

Os exames solicitados no check-up permitem que seu médico verifique todo o funcionamento de órgãos como o coração, rins e fígado, além de identificar infecções e alterações no sangue, como a anemia e a leucemia, por exemplo.

Médicos do Trabalho chamam a atenção para a saúde mental

País em crise, economia em declínio, desemprego recorde, competitividade ao extremo. A pressão sobre o trabalhador no atual cenário econômico brasileiro tem feito a Associação Paranaense de Medicina do Trabalho (APAMT) chamar a atenção da sociedade para os riscos à saúde mental do trabalhador.

“O foco de nossas ações neste ano é a saúde mental. É no trabalho que a pessoa coloca grande parte de seus sonhos e desejos. E um trabalho em situação que não é prazerosa, com um chefe que cobra errado, ou até a frustração de não se chegar onde se almejava na carreira gera, sim, problemas emocionais que podem evoluir para doenças como estresse ou depressão”, explica.

Ele explica que a cobrança excessiva, o ambiente carregado, a competitividade acima do aceitável, a rotina exaustiva e, até a ameaça do desemprego podem, além de causar as doenças mentais, ser a origem de acidentes de trabalho, “pela desatenção, pressa, imprudência, cansaço ou mesmo irritabilidade”, como, também, a de doenças musculoesqueléticas. “Fazendo um procedimento de forma errada, com a postura errada, ou até com a musculatura tensionada pela condição emocional, é muito mais fácil sofrer lesões”, diz.

Por isso, o médico destaca a importância de as empresas manterem, em seus quadros, profissionais como psicólogos e assistentes sociais em seus quadros. “A situação emocional e social do trabalhador influencia decisivamente em sua atuação, sua eficiência e sua produtividade, bem como na sua saúde. Então, precisamos dessa equipe multidisciplinar para dar a atenção necessária ao funcionário”.