Gasolina e etanol registram alta na semana, segundo pesquisa da ANP

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou, na última semana, alta no preço do litro da gasolina e do etanol vendido nos postos em todo país.

De acordo com dados colhidos pelo órgão regulador em aproximadamente 5,7 mil postos, a gasolina encerrou a semana com valor médio de R$ 4,65 por litro. Na semana anterior, o preço médio foi de R$ 4,62. Durante a pesquisa, a ANP chegou a encontrar estabelecimentos vendendo o combustível a R$ 6,29. A pesquisa abrange o período entre 16 a 22 de setembro.

No mesmo período, o preço do etanol ficou em R$ 2,83. Na semana anterior, entre 9 e 15 de novembro, o valor do litro foi de R$ 2,80.

O diesel comum teve média de preço de R$ 3,64, valor está estável em relação à semana anterior, quando ficou em R$ 3,63. No entanto, o combustível iniciou o mês custando R$ 3,37.

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Após aumentos, Petrobras altera política de preços da gasolina

Por Nicola Pamplona

Após uma sequência de aumentos, a Petrobras decidiu alterar sua política de preços da gasolina. A estatal informou nesta quinta (6) a criação de um mecanismo para manter os preços estáveis por prazos de até 15 dias.

Desde o dia 18 de agosto, o preço da gasolina vendida pelas refinarias da estatal acumula alta de 12%, pressionado pela desvalorização cambial. Já o preço do diesel está tabelado pelo programa de subvenção do governo federal.

Em nota, a estatal informou que o objetivo da mudança é “aumentar os períodos de estabilidade no preço da gasolina por prazos curtos”. “A companhia entende ser importante conciliar seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”, disse a companhia.

Os preços podem ser mantidos por prazos de até 15 dias. Desde julho de 2017, a companhia vem praticando preços diários. “Isso não altera nossa política de preços”, disse o diretor financeiro da companhia, Rafael Grisolia.

“A Petrobras escolherá os momentos em que aplicará o instrumento, considerando a análise de conjuntura, em cenários de elevada volatilidade do mercado”, diz a companhia, afirmando que o preço continuará sujeito a mudanças até diárias, já que o novo mecanismo será utilizado de forma opcional.

Safra de cana-de-açúcar é estimada em 635 milhões de toneladas

De acordo com o 2º Levantamento da Safra de cana-de-açúcar 2018/2019, divulgado nesta terça-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de cana está estimada em 635,51 milhões de toneladas, o que representa aumento de 0,4% em relação à safra 2017/18, que fechou em 633,26 milhões de toneladas.

Motivada pelo melhor fluxo de comercialização frente ao açúcar nesta safra, a produção total de etanol deverá alcançar 30,41 bilhões de litros, ou seja, com aumento de 11,6%. Desse total, a produção de etanol anidro terá aumento de 2,2%, devendo chegar a 11,24 bilhões de litros, motivado pelo maior consumo de gasolina observado nos últimos anos. Com relação ao etanol hidratado, que é o próprio álcool combustível, a produção deve ter aumento de aproximadamente 18% (2,9 milhões de l), chegando a 19,17 bilhões de litros.

Os números do açúcar seguem em retração. Segundo o levantamento, a produção deve chegar a 34,25 milhões de toneladas, ou seja, em queda de 9,6% na comparação com a safra de 2017/18, que foi de 37,87 milhões de toneladas.

A área colhida sofreu diminuição de 0,8%, que agora está estimada em 8,66 milhões de

Posto de gasolina

ANP prepara mudanças na divulgação de preços de combustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) espera apresentar até o fim do mês a minuta de uma nova resolução para aumentar a transparência na variação dos preços de derivados do petróleo no Brasil.

Segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, entre as medidas estudadas está a proibição da antecipação dos reajustes. As alterações passariam a ser divulgadas necessariamente em tempo real.

Além disso, a ideia é não permitir que as empresas fixem uma periodicidade para divulgação dos preços e determinar que os dados sejam divulgados para cada ponto de venda. A proposta deverá ser submetida a uma consulta pública antes de ser aprovada pelo órgão.

A expectativa é de que todo o processo seja concluído até o final de setembro, quando as regras definidas passariam a vigorar.

Segundo Oddone, a resolução deverá trazer regras para os variados agentes da cadeia produtiva do setor do petróleo, incluindo produtores, distribuidores, importadores, postos de combustível.

“Havendo maior transparência, a sociedade aceita melhor a variação de preços”, avaliou o diretor-geral, em evento realizado ontem (13) pelo Grupo Lide, uma organização privada que reúne líderes do setor empresarial.

No mês passado, a ANP já havia anunciado que não pretende adotar nenhuma medida que estabeleça uma periodicidade mínima para os reajustes dos preços dos combustíveis. A decisão baseou-se nos resultados de uma Tomada Pública de Contribuições (TCP) que recebeu 146 manifestações.

Segundo Oddone, a avaliação técnica das colaborações apontou que a periodicidade mínima não seria uma medida recomendável. Os resultados da TCP teriam apontado outros caminhos que estão sendo considerados na elaboração da minuta.

Se essas propostas forem adiante e se converterem em resolução, a página virtual da Petrobras precisará ser adaptada. Atualmente, a estatal fornece o reajuste médio que será praticado no dia seguinte.

“Se essas medidas prevalecerem, os preços praticados terão que ser divulgados instantaneamente no momento de suas mudanças. Não mais antecipadamente. E a Petrobras, que hoje publica uma média aritmética dos preços praticados no Brasil, terá que publicar os preços de cada um dos pontos de venda”, explica Oddone. Em sua avaliação, as medidas garantiriam mais transparência e competição, o que beneficia o consumidor.

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou hoje no Diário Oficial da União uma portaria criando um novo grupo de trabalho para discutir as diretrizes gerais para a nova política de comercialização de petróleo, de gás natural.

De acordo com a portaria, o grupo será responsável por debater, além da política do setor de petróleo e gás natural, também as diretrizes para a comercialização de outros hidrocarbonetos fluidos que couberem à União.

Baixo carbono

Oddone também defendeu a aceleração na exploração e produção de petróleo no Brasil. Segundo ele, a mudança para uma economia de baixo carbono é um dado real. De acordo com o diretor-geral da ANP, a matriz energética vai ficar cada vez mais diversificada.

Nesse contexto, ele vê a necessidade de se explorar as reservas brasileiras de petróleo enquanto elas ainda têm valor, gerando assim riqueza para o país. “Não há mais tempo a perder. Vai sobrar petróleo embaixo da terra quando a era da economia baseada no petróleo acabar. Tomara que não sobre no Brasil”.

Nesta avaliação, o ciclo longo da indústria e a demora no processo de licenciamento estariam entre os desafios a serem enfrentados. Conforme estimativa apresentada por Oddone, um contrato para exploração do pré-sal que vier a ser assinado em 2020 só se converterá em uma produção de fato por volta de 2028.

Oddone se diz ainda favorável à abertura para que cada vez mais empresas estrangeiras atuem não apenas na produção, mas também no refino realizado no país.

Um estudo realizado pela ANP e citado durante a palestra apontou que toda o setor de óleo e gás, incluindo as indústrias de biocombustíveis e fertilizantes, tem potencial para atrair investimentos no país da ordem de R$ 2,5 trilhões em 10 anos, o que daria em média R$ 250 bilhões por ano.

“Isso está muito além da capacidade de investimento de uma única companhia. Precisamos ter no Brasil muitas empresas investindo”, finalizou Oddone.

Petrobras volta a baixar gasolina

A Petrobras anunciou a redução de 0,94% no preço da gasolina comercializada em suas refinarias. A partir desta terça-feira (24), o combustível passará a custar R$ 1,9426 por litro.

A estatal mantinha o preço do litro da gasolina em R$ 1,9611 desde o dia 18 de julho.

Depois de chegar a R$ 2,0527 por litro no dia 12 de julho, o combustível teve quatro reduções de preço e voltou a um patamar semelhante ao registrado em 30 de junho, quando era comercializado a R$ 1,9486.

Senado aprova projeto que autoriza venda direta de etanol a postos

O projeto de decreto legislativo 61/2018 que autoriza a venda de etanol diretamente do produtor aos postos de combustíveis foi aprovado no plenário do Senado por 47 votos favoráveis e dois contrários. Atualmente, essa venda direta é proibida por uma resolução da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O texto segue agora para a Câmara dos Deputados.

O projeto do senador Otto Alencar (PSD-BA) susta um artigo da Resolução nº 43 da ANP, que determina que o produtor só poderá vender o etanol a outro fornecedor cadastrado na agência ou a distribuidoras autorizadas pela ANP. Segundo o texto do projeto, o objetivo é aumentar a concorrência no mercado de combustíveis e, assim, baixar o preço para o consumidor.

“A crise institucional causada pelas paralisações de caminhoneiros contra a alta no preço dos combustíveis fez surgir a necessidade de alteração da política de comercialização do setor”, diz o senador, em sua justificativa para o projeto.

Para Otto Alencar, a limitação da negociação produz ineficiência econômica ao impedir o livre comércio por meio da venda direta entre produtores de etanol e postos de abastecimento.

Gasolina, etanol

Preço da gasolina segue alto após greve dos caminhoneiros

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que os preços dos combustíveis ainda não voltaram aos patamares anteriores à greve dos caminhoneiros, no final de maio.

O preço médio da gasolina recuou 0,24%, para R$ 4,603, na semana passada – de 3 a 9 de junho – sobre a semana anterior. Porém, na comparação com a semana anterior à paralisação da categoria – de 13 a 19 de maio – o preço média da gasolina subiu 7,44%.

No caso da gasolina, o maior preço médio estadual foi encontrado no Acre, de R$ 5,038. O Amapá tem o menor valor, de R$ 4,19.

No Paraná, o preço médio da gasolina está em R$ 4,485 por litro, em 339 postos pesquisados. O preço médio em Maringá é o mais alto entre os 29 municípios pesquisados no estado.

Segundo a pesquisa, o litro do combustível para o consumidor varia de R$ 4,59 a R$ 4,79 na cidade. O valor médio foi calculado em R$ 4,754 entre os 16 postos pesquisados entre os dias 3 e 9 deste mês.

A média maringaense fica bem à frente da capital Curitiba (R$ 4,380) e de Londrina (R$ 4,526), por exemplo. Logo atrás de Maringá aparece Marechal Cândido Rondon, onde o consumidor pode encontrar a gasolina por R$ 4,707 na média das bombas.

Etanol

Já o etanol teve alta de 0,98%, para R$ 2,982, em relação à ultima semana, e de 7,11% em relação à semana anterior à greve. Porém, na maioria das cidades, ainda é mais econômico optar pelo biocombustível.

O Mato Grosso tem o menor preço médio do etanol, de R$ 2,71 o litro, e o maior valor médio foi registrado no Rio Grande do Sul, de R$ 4,043 o litro.

Segundo especialistas, o etanol é vantajoso quando custa até 70% do valor da gasolina, mas esse número varia de veículo para veículo. No Paraná, o valor do etanol gira em torno de 68% do valor da gasolina, valor muito próximo à paridade – como é chamada a marca dos 70%. Na média brasileira, o percentual é de 64,78% entre os preços médios do etanol e da gasolina.

“É a conta dos 70%. O etanol rende 70% da gasolina, então, se a média do litro cobrado pela gasolina é de R$ 4, 790, o etanol saindo por até R$ 3,330, compensa. Portanto, se a média é de R$ 3,211 na cidade [de Maringá], para quem tem carro flex, compensa colocar etanol”, exemplifica o economista Antonio Zotarelli.

Conab prevê nova queda do açúcar e aumento do etanol

A melhoria na qualidade da cana-de-açúcar motivou aumento de 1,4% na produção total de etanol, que deverá chegar a 28,16 bilhões de litros, de acordo com o 1º Levantamento da Safra 2018/2019, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta quinta-feira (3).

Outro motivo da opção pelo combustível é a queda dos preços do açúcar no mercado internacional.

No caso do etanol anidro, usado na mistura com a gasolina, o aumento é de 7% em sua produção, devendo chegar a 11,86 bilhões de l, com elevação justificada pelo maior consumo de gasolina que vem persistindo nos últimos anos.

Já a produção de etanol hidratado, que é o próprio álcool biocombustível, deverá ser de 16,3 bilhões de l, com queda de 2,3% (380,38 milhões de l). Como consequência do aumento do etanol, a produção de açúcar deverá ficar em 35,48 milhões de t, ou seja, em retração de 6,3%, em comparação com a safra 2017/18 (37,87 milhões de t).

A produção total de cana-de-açúcar está estimada em 625,96 milhões de toneladas, demonstrando redução de 1,2% em relação à safra 2017/18, que fechou em 633,26 milhões de t.

A área colhida está estimada em 8,61 milhões de hectares, com queda de 1,3%. A devolução de terras arrendadas e rescisão de contratos com fornecedores contribuíram para a manutenção dos índices de queda já sinalizados no fechamento da safra anterior.

Pesquisa de emprego

Cid Caldas, coordenador de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, adiantou durante o anúncio na Conab que está em andamento um trabalho novo no setor para levantar informações sobre emprego.

“Nós estamos colhendo junto a unidades produtoras como anda o emprego. Com a modernização do plantio e da colheita da cana, muitos empregos deixaram de existir. E ninguém sabe ao certo quanto essa indústria emprega”, afirmou.

De acordo com o coordenador, esse é um trabalho que está sendo aperfeiçoado, “ainda faltam alguns ajustes. Mas vai ser interessante junto com a estimativa de produção de açúcar, etanol e cana termos uma visão da empregabilidade desse setor”.

Clique para acessar o estudo.

Pesquisadores identificam gene que pode aumentar eficiência na produção de etanol

Redação com Embrapa

Uma equipe multinacional de pesquisadores do Brasil, Reino Unido e Estados Unidos identificou um gene envolvido na dureza das paredes celulares de vegetais. Trata-se de um considerável avanço para a produção de etanol de segunda geração, feito a partir da biomassa vegetal. A supressão desse gene aumentou a liberação de açúcares em até 60%.

As descobertas do grupo foram apresentadas na segunda-feira (8) na revista New Phytologist. Outra aplicação prática desses resultados será o desenvolvimento de gramíneas mais digeríveis com maior valor nutricional para os animais ruminantes.

Safra de cana-de-açúcar deve chegar a 635 milhões de toneladas

A biomassa vegetal possui considerável poder calorífico, mas a maioria dessa energia está contida nas robustas paredes celulares, uma vantagem evolutiva que ajudou as gramíneas forrageiras a sobreviverem e prosperarem por mais de 60 milhões de anos. O problema é que essa robustez dificulta a digestão no rúmen de bovinos e ovinos e é um obstáculo para a produção de etanol nas biorrefinarias.

Impacto global

“O impacto da pesquisa é potencialmente global, pois todos os países utilizam pastagens para alimentar seus animais e várias biorrefinarias em todo o mundo usam essa matéria-prima”, diz Rowan Mitchell, biólogo de plantas do Rothamsted Research, no Reino Unido, e colíder da equipe.

Hugo Molinari, pesquisador no Laboratório de Genética e Biotecnologia da Embrapa Agroenergia (DF), que também coordena os trabalhos, informa que o setor envolve cifras bilionárias. “Somente no Brasil, os mercados potenciais dessa tecnologia foram avaliados no ano passado em R$ 1,3 bilhão (US$ 400 milhões) para o segmento de biocombustíveis e de R$ 61 milhões para alimentação de bovinos. Além do impacto econômico, é importante dizer que é uma descoberta muito importante para a comunidade científica “, afirma o cientista da Embrapa.

Bilhões de toneladas de biomassa de pastagens são produzidas todos os anos, observa Mitchell, e uma característica-chave dessas forrageiras é a sua digestibilidade, o que determina quão econômico é produzir biocombustíveis e quão nutritivo será para os animais. O aumento da rigidez da parede celular, ou a chamada feruloilação, reduz sua digestibilidade.

“Há dez anos,  identificamos genes específicos de gramíneas candidatos ao controle da feruloilação da parede celular, mas provou-se ser muito difícil demonstrar esse papel, embora muitos laboratórios tenham tentado. Nós produzimos a primeira forte evidência para um desses genes identificados”, conta o cientista.

A equipe de transformação de plantas utilizou um transgene para suprimir o gene endógeno responsável pela feruloilação para cerca de 20% de sua atividade normal. Dessa forma, a biomassa produzida tornou-se menos feruloilada (apresenta menor rigidez nas paredes celulares) em comparação a uma planta não modificada.

“A supressão não mostrou efeito óbvio sobre a produção de biomassa ou sobre a aparência das plantas transgênicas com menor feruloilação”, observa Mitchell. “Cientificamente, agora queremos descobrir como esse gene atua no processo de feruloilação. Dessa forma, podemos tornar o processo ainda mais eficiente,” prevê o pesquisador.

Avanço para o etanol brasileiro

As descobertas irão beneficiar o Brasil, detentor de uma indústria de bioenergia em expansão que usa os resíduos de gramíneas, como milho e cana-de-açúcar, como biomassas utilizadas para produzir bioetanol. A descoberta do gene permitirá o desenvolvimento de plantas com paredes celulares mais fáceis de serem quebradas. A consequência será o aumento da eficiência na produção de bioetanol, o que, na avaliação de Molinari, da Embrapa, irá ajudar na substituição de combustíveis de origem fóssil e na redução da emissão de gases de efeito estufa.

“De forma econômica e ambiental, o setor agropecuário se beneficiará de uma forragem mais eficiente e nossa indústria de biocombustíveis se beneficiará da biomassa que precisa de menos enzimas para quebrá-la durante o processo de hidrólise”, detalha o cientista brasileiro.

Para o professor de Bioquímica da Universidade de Wisconsin-Madison e pesquisador do Centro de Pesquisa de Bioenergia dos Grandes Lagos do Departamento de Energia dos EUA, John Ralph, a descoberta era há muito esperada e foi duramente conquistada. “Vários grupos de pesquisa estiveram muito perto da proteína / gene responsável pela feruloilação e [os trabalhos nessa área] começaram há cerca de 20 anos”, conta o cientista, coautor da pesquisa e um dos pioneiros de pesquisas nessa área.

“Nosso grupo vem trabalhando desde o início dos anos 1990 nas ligações cruzadas de ferulatos na parede celular de plantas e desenvolveu métodos de ressonância magnética nuclear (RMN) úteis na caracterização deste estudo”, observa Ralph. “A descoberta desse processo foi muito difícil”.

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RenovaBio passa no Senado e vai à sanção presidencial

Por Fernando Garcel – atualizado 17h35

Os senadores aprovaram, nesta terça-feira (12), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 160/2017, que cria a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio). A proposta segue agora para sanção presidencial.

A matéria foi enviada pela Câmara dos Deputados ao Senado Federal no final de novembro e prevê uma política de Estado que pretende reconhecer o papel estratégico de todos os tipos de biocombustíveis, como o etanol e o biodisel, produzidos, por exemplo, a partir do bagaço da cana-de-açúcar, na matriz de energia nacional.

“Não é uma proposição que trata só do etanol e do biodiesel. Existe um potencial notável de inserção comercial para o biogás, biometano e bioquerosene de aviação. Desse modo será uma política pública que pela primeira vez vai estimular e reconhecer o papel dos biocombustíveis para a segurança energética e o papel deles na diminuição da emissão dos gases causadores do efeito estufa no setor de combustíveis”, defendeu o senador Cidinho Santos (PR-MT)  que leu o relatório em nome das Comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Serviços de Infraestrutura (CI).

O senador Álvaro Dias (Pode-PR) elogiou o projeto por garantir “modernidade, avanço tecnológico e o desenvolvimento do país com a necessária preservação ambiental”.

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Pela manhã, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou a proposta que agora segue para análise do plenário do Senado. O relator do projeto na CAE, senador Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE), destacou que o Brasil é o segundo maior produtor mundial de biocombustíveis, tendo gerado 27 bilhões de litros de etanol e 4,2 bilhões de litros de biodiesel em 2017.

Pedro França/Agência Senado
Pedro França/Agência Senado

“Em síntese, o PLC oferece uma solução que estimula o mercado a partir de mecanismos de mercado; estimula eficiência, competitividade, desempenho ambiental; induz a redução de custos de produção; agrega valor com menor dependência externa; gera emprego e renda; contribui para o compromisso no Acordo de Paris; é fundamental para a segurança energética do abastecimento de combustíveis”, destacou Bezerra.

O programa 

Criado para estimular a produção de biocombustiveis, o RenovaBio promete dar um passo rumo à descarbonização principalmente no setor de transportes. O programa, aprovado pela Câmara dos Deputados, visa assegurar a participação competitiva de uma diversidade de biocombustíveis que fazem parte da matriz energética brasileira.

A lei também cria o Crédito de Descarbonização (CBio) que vai precificar a contribuição individual de cada agente produtor de acordo com a proporção de energia limpa por eles produzida. Os créditos serão negociados na bolsa de valores e comprados por setores que precisam deles como contrapartida pela emissão de carbono de suas próprias produções.

A ideia é reduzir os gases de efeito estufa causados por combustíveis fosseis com uso de biocombustível e transformar isso em créditos para os produtores. Com isso, o país vai poluir menos e poderá cumprir com a meta de reduzir a emissão de gases do Acordo de Paris.