Homem é morto após tomar facada no Centro de Curitiba; polícia procura o suspeito

Um guardador de carros de 40 anos foi morto com uma facada no início da tarde desta terça-feira (29). De acordo com a PCPR (Polícia Civil do Paraná), o ataque ocorreu próximo à Praça Oswaldo Cruz, no Centro de Curitiba.

Os policiais divulgaram dois vídeos do suspeito andando na Rua Lamenha Lins, onde teria acontecido o assassinato.

Segundo relatos, a vítima ainda teria pedido ajuda em um estabelecimento da região. Entretanto, ela não sobreviveu após sofrer a facada no pescoço.

Qualquer denúncia pode ser feita de forma anônima através do 0800-6431121.

 

Procurador ataca juíza com facada na sede do Tribunal Regional Federal

Um procurador da Fazenda foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (3) sob suspeita de atacar uma juíza na sede do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), em São Paulo.

O suspeito foi detido no local, na avenida Paulista, e levado nesta noite para a sede da PF, na zona oeste da capital paulista.

A informação foi relevada pelo site Conjur.

Segundo a PF, as circunstâncias do caso ainda estão sendo apuradas.

Procurada, a assessoria do tribunal informou apenas que a juíza Louise Filgueiras, vítima do episódio, passa bem.

O Conjur diz que ela teve seu gabinete invadido pelo procurador da Fazenda Nacional Matheus Carneiro Assunção, que teria acertado uma facada no pescoço da juíza. O ferimento, porém, foi leve.

Louise havia sido convocada para substituir um desembargador de férias.

O episódio ocorre em meio ao choque da classe jurídica depois de declarações do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que disse ter planejado matar o ministro do STF Gilmar Mendes em 2017.

Na semana passada, Janot disse a veículos de imprensa que chegou a entrar uma vez no Supremo Tribunal Federal armado com uma pistola com a intenção de assassinar Gilmar, por causa de insinuações que ele teria feito sobre sua filha.

O ex-PGR afirmou que “só não houve o gesto extremo porque, no instante decisivo, a mão invisível do bom senso tocou meu ombro e disse: não”.

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Carlos Bolsonaro comemora alta do pai, critica a imprensa e contradiz Planalto

Pouco depois de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deixar o hospital, após receber alta de uma cirurgia para corrigir uma hérnia incisional, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) foi às redes sociais para comemorar. Pelo Twitter, o parlamentar também criticou a postura de “grande parte da imprensa” por supostamente “minimizar os reais motivos de mais uma cirurgia”. No entanto, Carlos Bolsonaro não considerou que a versão oficial do procedimento foi repassada pelo Palácio do Planalto.

“Mais uma fase dessa tentativa de assassinato se foi! Que seja a última!”, escreveu Carlos, pelo Twitter, fazendo alusão ao episódio à facada recebida pelo então candidato à presidência Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

O vereador eleito pelo município do Rio de Janeiro (RJ) mostrou-se confuso ao criticar “grande parte da imprensa” por supostamente construir uma “narrativa de simples ‘hérnia’, tentando minimizar os reais motivos de mais uma cirurgia”, disparou.

Ao insinuar uma suposta construção de uma narrativa deliberadamente falsa, sem maiores explicações, Carlos Bolsonaro ignorou a própria comunicação oficial do governo e colocou em xeque as informações repassadas diariamente pelo cirurgião-chefe Antônio Macedo, responsável pela operação do presidente da República.

Por meio de nota, o Palácio do Planalto reafirmou que Jair Bolsonaro recebeu alta nesta segunda-feira após apresentar melhora nas condições de saúde, e que “ele havia sido internado para uma cirurgia de correção de hérnia incisional, que surgiu no local em que foi atingido por uma facada, em 2018”.

Alta de Jair Bolsonaro

O presidente da República deixou nesta segunda-feira (16) o hospital Vila Nova Star, em São Paulo (SP). Ele seguirá para Brasília, onde continuará em recuperação. De acordo com o porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros, Jair Bolsonaro ainda ficará dois dias em repouso, seguindo as recomendações médicas.

Até retomar as atividades, o vice-presidente Hamilton Mourão segue à frente do governo federal.

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“Disposto e bem-humorado”, Bolsonaro se recupera de cirugia no quarto

A quarta cirurgia do presidente Jair Bolsonaro após o atentado a faca foi concluída às 12h40 deste domingo (8), após cinco horas de procedimento. A recuperação deve afastá-lo do cargo por cinco dias.

A operação estava marcada para as 7h, mas começou às 7h35. Às 10h, o porta-voz da Presidência, general Rêgo Barros, disse que tudo corria bem.

No final da manhã, o senador Flávio Bolsonaro (PSL), filho do presidente, confirmou que o chefe de Estado se recupera bem:

Bolsonaro foi internado na noite deste sábado (7), no hospital Vila Nova Star, na zona sul de São Paulo, para corrigir uma hérnia que surgiu na região onde foram feitas três operações desde o ataque de setembro de 2018.

Bolsonaro chegou ao hospital acompanhado pela primeira dama Michelle e por seu filho Carlos (PSC), vereador do Rio de Janeiro, sem falar com a imprensa.

Na manhã seguinte, outro dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), chegou ao local.

Nas redes sociais, o presidente publicou que seguia “confiante para a próxima cirurgia”.

O procedimento é considerado de média complexidade e tem prazo de recuperação de dez dias. O presidente planeja despachar do hospital durante o período pós-operatório.

Bolsonaro quer estar com a saúde restabelecida a tempo de discursar na Assembleia Geral da ONU, em 24 de setembro, em Nova York. Ele falou que vai comparecer “nem que seja de cadeira de rodas, de maca”.

O surgimento da chamada hérnia incisional já era esperado pelos médicos que atendem o presidente, em razão da série de intervenções feitas na região da barriga do paciente para tratar os danos provocados pelo ataque.

O médico Antonio Macedo tem tratado do presidente desde o esfaqueamento.

O então presidenciável foi esfaqueado por Adélio Bispo de Oliveira em 6 de setembro de 2018, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). O autor do crime está preso desde então.

A hérnia ocorreu porque, em virtude do enfraquecimento da parede muscular do abdômen, uma parte do intestino passou por uma cavidade desse tecido.

As múltiplas incisões (cortes) na barriga fragilizaram o músculo, o que fez com que a porção do órgão e uma camada de gordura rompessem a membrana.

Bolsonaro recebeu a orientação de iniciar na sexta-feira (6) uma dieta líquida, como preparação para o procedimento a que foi submetido.

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Cirurgia de Bolsonaro é simples e deve durar até 3 horas; Mourão assume por 5 dias

A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro, para correção de uma hérnia incisional, é uma intervenção mais simples e deve durar até três horas. O procedimento está relacionado à facada sofrida pelo então presidenciável. O vice Hamilton Mourão assume o governo federal pelos próximos cinco dias.

A informação é do médico André Luiz de Vasconcellos Macedo, o mesmo cirurgião que comandou as duas operações anteriores do presidente, para instalação e remoção da bolsa de colostomia que ele usou após sofrer uma facada, no dia 6 de setembro do ano passado, durante um ato de campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG).

“É um procedimento bem mais simples e eu calculo que deve durar entre duas ou três horas”, disse Macedo à Agência Brasil. Segundo o médico, a cirurgia também fecha o ciclo de tratamento do presidente relacionado à facada.

O Palácio do Planalto informou nesta sexta-feira (6) que Bolsonaro vai se licenciar do cargo por cinco dias e não três, como previsto inicialmente. O procedimento será realizado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. O presidente chegou à capital paulista neste sábado (7) e foi para hospital, onde fica intenado.

A partir de domingo (8), o vice-presidente Hamilton Mourão assume oficialmente o governo. A previsão é que Bolsonaro retome o cargo ainda no hospital, enquanto estiver internado, mas somente após um período inicial de recuperação. Ao todo, ele deve permanecer no hospital por até dez dias.

Acompanham o presidente, durante a internação em São Paulo, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e dois de seus filhos: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador carioca Carlos Bolsonaro.

Foto: Governo do Estado de São Paulo

Alckmin aponta facada em Bolsonaro como vilã de sua derrota

O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) considera que a facada sofrida por Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha eleitoral de 2018 como fator central para sua derrota, a pior já sofrida por um tucano em disputa pela Presidência.

“A campanha começou com o PT se vitimizando e acabou com ele [Bolsonaro] se vitimizando até o fim”, afirmou o tucano. “Eu estava subindo e ele, caindo. Só no dia da facada, ele teve 22 minutos de Jornal Nacional”, disse, quando o adversário sofreu o atentado em Juiz de Fora, em 6 de setembro.

A rara manifestação pública do ex-governador foi dada ao responder uma questão em debate promovido pelo Pensamento Nacional das Bases Empresariais na  Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo. “[A facada] foi o fato superveniente da eleição”, disse ao ser questionado qual havia sido o “maior empecilho” na disputa.

Naquele ponto em 2018, a corrida eleitoral entrava em sua segunda semana de propaganda gratuita de rádio e TV. Alckmin havia amealhado apoio maciço, como oito partidos unidos ao PSDB e o maior tempo de publicidade, e de fato a facada em Bolsonaro embaralhou as cartas, já que todos os candidatos suspenderam suas atividades.

Estrategistas do PSDB, ao avaliar a campanha em que o candidato ficou em quarto lugar no primeiro turno com 4,76% dos votos, concordam parcialmente com a avaliação. A facada teve peso central para eles, mas há dúvidas se o tucano conseguiria convencer um eleitorado fortemente inclinado à rejeição do sistema político a apoiá-lo.

Alckmin evitou criticar diretamente Bolsonaro. Repetiu seu bordão atribuído a Santo Antônio de Pádua que já usou para criticar o desafeto João Doria (PSDB): “Se não puder falar bem, não diga nada”. Instado por um debatedor se isso valia também para o hoje governador paulista, ele riu e disse que era “uma casca de banana”.

O tucano, que deixará a presidência do PSDB na semana que vem e será substituído por Bruno Araújo (PE), deputado federal do grupo de Doria, aproveitou para cutucar o antigo protegido, lançado por ele na política em 2016. “É um momento de intolerância, mesmo no meu partido”, afirmou.

Ele se referia às críticas a tucanos que integram o movimento Direitos Já, suprapartidário mas com viés de esquerda, com a participação de petistas. Ele não vai, contudo, fazer parte do grupo, que visa formular contrapontos à gestão Bolsonaro. “As pessoas são livres para conversar. Eu mesmo tive uma audiência com o presidente”, disse a jornalistas após o evento.

Na mesma linha, ele evitou criticar os atos marcados por apoiadores de Bolsonaro para o domingo (26). “Eu defendo a liberdade”, afirmou, ressaltando ser contra aqueles setores entre os manifestantes que pregam fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. “Aí, não.”

Sobre o presidente, ele criticou a política pró-armas, afirmando que boa parte da queda no número de homicídios em São Paulo durante seus mandatos se deve ao desarmamento da população.

“Graças a Deus o governo voltou atrás na questão do fuzil. Isso iria virar um faroeste, um bangue-bangue. É a polícia armada que garante a segurança”, afirmou sobre a alteração no decreto sobre posse e porte de armas editado por Bolsonaro, que permitia acesso de cidadãos comuns a armas de alta potência.

Alckmin afirma que segue na política, mas evitou dizer se voltaria a se candidatar. “Já ganhei, já perdi”, disse. Ele dá palestras a estudantes e está estudando no Hospital das Clínicas para voltar a trabalhar na profissão -é anestesista. “Fiz 2.000 cirurgias antes de entrar na vida pública, mas fiquei 30 anos afastado”, diz.

Adolescente que esfaqueou professor será internado

O adolescente de 14 anos que esfaqueou o próprio professor dentro da sala de aula será transferido nesta quarta-feira (24) para um Centro de Socioeducação (Cense). O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (23), na Escola Estadual Antônio Franco da Costa, em Formosa de Oeste, na região Oeste do Paraná. O garoto esfaqueou o professor de português depois de um desentendimento e depois fugiu. O adolescente foi encontrado cerca de uma hora depois, pela Polícia Militar (PM-PR), e levado apreendido até a delegacia da Polícia Civil (PC-PR).

O investigador Vidal, de Formosa do Oeste, conta que o garoto já recebia acompanhando psicológico há algum tempo e que tem um histórico de problemas na escola. Segundo a mãe do garoto, a condição dele também fazia com que ele fosse pressionado por colegas e professores.

Com dificuldades de concentração, o jovem entrou em atrito com professor de português. A relação entre os dois foi piorando até o dia do ataque. “Nesse dia ele pegou uma faca normal da casa, que já estava sem serra e acabou levando para a escola. E na aula de português, ele acabou se desentendendo com o professor, que acabou sendo ferido. A faca pegou na perna dele e deu bastante sangramento. Ele foi levado para ser atendido na UPA em Cascavel”, conta o investigar.

O professor não corre risco de morrer. Em nota, a Secretaria da Educação do Paraná informou que tomou conhecimento da situação durante a tarde de ontem (23) e que a direção do colégio “tomou todas as medidas necessárias imediatamente”. Entre as ações está a convocação do Núcleo Regional de Educação (NRE) de Assis Chateaubriand, da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), da polícia e do Conselho Tutelar.

Ainda por meio da nota, a Secretaria da Educação afirma que lamenta o ocorrido e que “acompanha o caso por meio do NRE e da Ouvidoria, que prestam apoio e orientações ao professor, aos funcionários da escola, aos pais e aos alunos”. O caso e as circunstâncias do ocorrido serão apurados pela Polícia Civil.

MPF prorroga segundo inquérito sobre facada em Bolsonaro

O Ministério Público Federal (MPF) concedeu mais 90 dias para a Polícia Federal (PF) concluir o inquérito que investiga o pagamento de honorários ao advogado de Adélio Bispo de Oliveira, que, em 6 de setembro do ano passado, esfaqueou o então candidato a Presidência da República, Jair Bolsonaro, no centro de Juiz de Fora (MG).

O inquérito é o segundo processo a ser instaurado. No primeiro, que tramita na 3ª Vara Federal, em Juiz de Fora (MG), Adélio Bispo é réu por atentado pessoal devido a inconformismo político. De acordo com denúncia do MPF, ele planejou o ataque com antecedência para tirar o candidato da disputa à Presidência.

A extensão do prazo foi solicitada pela PF em 16 de janeiro. Segundo a assessoria da Justiça Federal em Minas Gerais, como a situação legal de Bispo não exige a intervenção do juiz, o pedido da PF pode ser analisado exclusivamente pelo MPF. Neste caso, não é necessário que o pedido retorne à 3ª Vara, “exceto na hipótese de ser requerida uma nova medida cautelar.”

Adélio Bispo está detido no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS). Seu advogado, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, não revela o nome da pessoa que o contratou para defender o agressor, alegando ter o direito de manter em sigilo sua identidade.

Em dezembro de 2018, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em dois imóveis relacionados ao advogado.

A defesa de Adélio afirmou que ele agiu sozinho e que o ataque foi  “fruto de uma mente atormentada e possivelmente desequilibrada”, devido a um suposto problema mental.

Investigação de ataque contra Bolsonaro está quase concluída, diz diretor da PF

O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, afirmou que o inquérito sobre a facada levada por Jair Bolsonaro (PSL) está 90% concluído. O presidente eleito foi atacado em 6 de setembro, quando ainda era candidato e fazia campanha em Juiz de Fora (MG).

Na manhã desta sexta-feira (21), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório de Zanone Manuel de Oliveira Júnior, um dos advogados de Adelio Bispo de Oliveira, que é o autor da facada. “Vocês sabem que investigação requer sigilo. A investigação está bastante avançada. Está em torno de 90% concluída, pelo que me foi passado pelo presidente do inquérito”, disse Galloro nesta sexta.

O diretor-geral disse que a ação desta manhã é para esgotar dúvidas sobre a participação de terceiros no episódio. “Temos um dever social com esse caso. Não podemos terminar com nenhum dúvida. Então, a ação é mais nesse sentido”, acrescentou.

Segundo o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Morais Fernandes, o objetivo da operação é apreender e periciar documentos, celulares e computadores para descobrir quem paga a defesa de Adelio. O delegado disse à reportagem que a polícia trabalha com a hipótese de que o advogado poderia estar sendo financiado por uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas ou por um grupo político.

Em uma primeira fase de apuração, a Polícia Federal afastou a suspeita de que Adélio tenha recebido pagamento em sua conta bancária para executar o crime e concluiu que agiu sozinho.
Ainda assim, decidiu abrir um segundo inquérito, para investigar supostos mandantes ou pessoas que teriam instigado o crime. Até aquele momento não havia nenhuma indicação nesse sentido.
Galloro disse não saber se havia mudado o cenário e novas pistas apareceram desde então e reforçou a necessidade de se esgotar qualquer tipo de dúvida.

Justiça aceita denúncia e autor de facada em Bolsonaro vira réu

O juiz federal Bruno Savino, da 3a Vara Federal de Juiz de Fora (MG), aceitou denúncia do Ministério Público Federal contra Adélio Bispo de Oliveira, autor confesso da facada no candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL). O ataque ocorreu no início do mês de setembro. De acordo com a decisão, o réu tem 10 dias para apresentar sua defesa.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o agressor de Jair Bolsonaro por atentado pessoal decorrente de inconformismo político. Segundo a Procuradoria da República, o acusado colocou em risco o regime democrático ao tentar interferir no resultado das eleições por meio do assassinato de um dos concorrentes na disputa presidencial.

O procurador autor da denúncia argumentou que Adélio Bispo planejou o ataque com antecedência de modo a excluir Bolsonaro da disputa. O autor recorreu ao depoimento do acusado e a elementos obtidos na investigação, como rastros da navegação dele na internet, mensagens de celular e histórico de atuação política. A denúncia destacou elementos que indicam uma forte crítica de Adélio a Bolsonaro e a suas posições políticas.

“O propósito do ato foi o de eliminar fisicamente o candidato da disputa pela Presidência da República, excluindo-o do pleito, de modo a impedir que as suas ideias, caso acolhidas pela maioria, passassem a informar as políticas públicas do governo federal”, afirmou o procurador Marcelo Borges de Mattos Media, autor da denúncia.

E acrescentou, no documento: “O objetivo, em suma, diante da perspectiva da eleição daquele de quem ‘discorda radicalmente’ foi o de determinar o resultado das eleições, não por meio do voto, mas mediante violência”.

Facada

Jair Bolsonaro tomou uma facada quando fazia campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 6 de setembro deste ano. Bolsonaro foi levado a um hospital na cidade, onde foi submetido a uma cirurgia. Depois, foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por novos procedimentos. O candidato do PSL ficou o restante do mês em recuperação e recebeu alta no dia 29 de setembro.

Preso em flagrante após o ataque, Adélio Bispo de Oliveira foi levado inicialmente para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional em Juiz de Fora. Dias depois, foi transferido para um presídio federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Em depoimento, manifestou motivações políticas e religiosas para o atentado. A defesa solicitou exame de sanidade para avaliar a situação da saúde mental do acusado.

A Polícia Federal investiga o caso desde o dia do ocorrido. No dia 25, a PF abriu novo procedimento de apuração sobre o caso. Contudo, a corporação não deu detalhes da motivação e natureza do novo processo.