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Operação Canário cumpre 20 mandados de prisão contra facção criminosa

A Operação Canário, deflagrada pelo Ministério Público do Paraná e pela Polícia Militar do Paraná, cumpre, nesta terça-feira (10), 20 mandados de prisão preventiva e mais de 20 mandados de busca e apreensão contra uma facção criminosa com atuação em diversos estados. Os crimes investigados eram praticados a partir de presídios paranaenses.

Dos 20 alvos de mandados de prisão, 15 estão em unidades prisionais. Os presos são suspeitos de pertencerem a uma organização responsável por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, comercialização e porte de armas, crimes patrimoniais (roubos, latrocínios, estelionatos), falsificações, homicídios e tentativas de homicídio.

Parte dos crimes tem como foco a obtenção de recursos para a manutenção das atividades da facção, e outros – notadamente homicídios e tentativas de homicídio – são praticados para intimidar e silenciar desafetos e afastar bandos rivais.

As investigações são conduzidas pelas Promotorias de Justiça de Paranavaí, no noroeste do Paraná, e Polícia Militar, que contam com o apoio da Seção de Operações Especiais do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná. Cerca de 50 agentes públicos de diversas unidades do estado participaram da ação, entre promotores de Justiça, policiais e agentes penitenciários.

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Operação contra PCC cumpre 110 mandados de prisão no PR e mais sete estados

Uma força-tarefa cumpre, nesta quarta-feira (27), 110 mandados de prisão contra integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraná e outros sete estados (Alagoas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo, Tocantins e Sergipe). A Operação Flash Back é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em conjunto com forças de segurança de Alagoas.

No Paraná, o Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) cumpriram dois mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão na Penitenciária de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Foram apreendidas anotações referentes ao funcionamento da organização criminosa.

O objetivo do trabalho é combater o principal núcleo da facção criminosa, com base no Mato Grosso do Sul, de onde saem as ordens de justiçamento para todo Brasil, sob comando de um faccionado identificado como ‘Maré alta’. Segundo as investigações, este indivíduo compõe a atual liderança da facção, que substitui o fundador e líder, Marcos Willians Camacho, conhecido como ‘Marcola’ que atualmente está preso na Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia.

CRIMES BÁRBAROS

Segundo as forças de segurança, a operação parte para o enfrentamento ao PCC não com o propósito de apreender armas e drogas, mas de isolar os líderes da nova estrutura, que tem como caraterística a truculência no ‘tribunal do crime’, com mortes bárbaras pelo Brasil. De acordo com as investigações, o ‘tribunal do crime’ é formado pelos que detém maior poder ou funções privativas dentro da facção.

Uma das características do PCC é a frieza com a qual determinam a forma de execução das suas vítimas, incluindo jovens inocentes e membros da própria facção, tidos como desobedientes, quase sempre narrando para elas como será o passo a passo da morte. Durante as execuções, os criminosos costumam fazer contato com o líder que deu a sentença e transmitir, por meio de vídeos, para provocar ‘prazer’ e reforçar sua autoridade, bem como ganhar prestígio dentro da facção.

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Gaeco mira facção criminosa que atua em presídios do Paraná

Uma facção criminosa com atuação dentro e fora de presídios do Paraná é alvo da operação “En Passant” deflagrada, nesta quinta-feira (26), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MP-PR (Ministério Público do Paraná), em conjunto com o Bope (Batalhão de Operações Especiais), o Batalhão de Choque e o Serviço de Operações Especiais da Polícia Militar do Paraná. Ao todo, são cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão.

Seis mandados de busca e apreensão são cumpridos nos presídios em Piraquara e Londrina e sete em residências dos investigados (dois em União da Vitória, um em General Carneiro, um em Porecatu, dois em Ponta Grossa e um em Prudentópolis).

Conforme o Gaeco, é apurado o envolvimento de integrantes de facção criminosa no tráfico de drogas, comércio e posse de armas, sequestro e cárcere privado de pessoas, além de participação em homicídios de presos ou desafetos da organização.

Segundo o procurador de Justiça Leonir Batisti, ainda estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. “Ainda não temos o levantamento exato, mas o objetivo da operação, das buscas, é apreensão de celulares que estariam com os presos, em presídios”, afirmou mais cedo, em coletiva.

As investigações tiveram início há sete meses e são conduzidas pelo Núcleo de Ponta Grossa do Gaeco, em conjunto com o 1º Batalhão da Polícia Militar daquele município.

 

Facção criminosa montava planilhas financeiras do crime, aponta PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (6), a Operação Cravada para desarticular o núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa com ramificações dentro e fora dos presídios brasileiros. De acordo com a PF, os criminosos tinham um organizado sistema de contabilidade, incluindo planilhas financeiras.

“Nós conseguimos obter várias planilhas, onde isso era contabilizado como em uma empresa de contabilidade. Os valores entravam e saiam. Pessoas eram responsáveis por fazer o fechamento, ou seja, o dinheiro que entrou nessas várias contas tinha que sair delas e chegar em outras pessoas. Tudo era checado, para ver se não faltava dinheiro”, explicou o delegado da Polícia Federal, Martin Bottaro Purper.

A investigação teve início em fevereiro deste ano a partir de informações que apontavam a existência de uma espécie de núcleo financeiro da facção criminosa estabelecido na Penitenciária Estadual de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. O grupo seria responsável pelo gerenciamento e emprego de valores para financiamento de crimes nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais.

Purper detalhou que os suspeitos arrecadavam os valores como uma espécie de piramide. A investigação indica a circulação de aproximadamente R$ 1 milhão por mês nas diversas contas utilizadas em benefício do crime. “Eles arrecadam valores dos seus comparsas através de rifas cobradas de dois em dois meses e esse valor sobe dentro de uma piramide. Ele sai da base e chega nos principais líderes. Esse valor é aplicado em prol dos líderes”, ressaltou.

Conforme o delegado, os membros que se recusam a pagar ou atrasam o pagamento sofrem penalidades muitas vezes cruéis. “As pessoas que devem ou não pagam, ou são excluídas ou são espancadas. Se valem desse meios bárbaros para que os líderes tenham mais dinheiro, a base sustente e o crime continue”, afirmou.

BILHETES

A polícia encontrou diversos bilhetes utilizados na comunicação dos detentos. “Esses bilhetes apreendidos hoje, inclusive, eles seriam levados para unidades prisionais. E é uma das principais formas de comunicação dos presos e lideranças de cadeia com o meio externo. Muitas vezes se acha que é uma carta da família, mas é uma em 20. As outras 19 são ordens tratando normalmente de tráfico de drogas, assalto e cobrança de dívidas”, destacou.

Foto: Polícia Federal

Foram identificadas e bloqueadas mais de 400 contas bancárias suspeitas em todo o país. Os valores que transitavam entre as contas bloqueadas eram utilizados para pagar a aquisição de armas de fogo e de entorpecentes para a facção, além de providenciar transporte e manutenção da estadia de integrantes e familiares de membros da Facção em locais próximos a presídios.

OPERAÇÃO

Ao todo, cerca de 180 policiais federais cumpriram 55 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão em 23 cidades. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Piraquara.

 

 

Paraná

  • Piraquara
  • Curitiba
  • São José dos Pinhais
  • Paranaguá
  • Centenário do Sul
  • Arapongas
  • Londrina
  • Umuarama
  • Pérola
  • Tapejara
  • Cascavel
  • Guarapuava

São Paulo

  • São Paulo
  • Itapeva
  • Praia Grande
  • Osasco
  • Itaquequecetuba
  • Hortolândia

Acre 

  • Rio Branco

Minas Gerais

  • Uberlândia

Mato Grosso do Sul 

  • Dourados

Roraima 

  • Boa Vista

Pernambuco 

  • Caruaru

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de Tráfico de Entorpecentes, Associação para o Tráfico, Organização Criminosa, entre outros.

OPERAÇÃO CRAVADA

O nome da operação faz referência a uma jogada de xadrez em que uma peça, quando ameaçada de captura pela peça adversária, fica impossibilitada de se mover, em razão de haver uma peça de maior valor em risco. De igual forma, conforme a PF, a operação deflagrada visa sufocar as reações das lideranças de Facções Criminosas, atingindo os núcleos importantes de comunicação e de gerenciamento financeiro.

 

Facção criminosa cogitou atirar contra casa de governadora

O inquérito da Polícia Federal que levou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra 36 pessoas envolvidas com o Primeiro Comando da Capital (PCC), muitas já presas em penitenciárias, que atuavam e comandavam a facção dentro de presídios do Paraná, traz diversos áudios sobre decisões do grupo e detalhes sobre os bastidores da facção.

Entre os arquivos, uma sequência de gravações de agosto e setembro narram o pedido e tentativas de membros da facção para transferir presos que correm risco de vida em Roraima, a cogitação de um ataque contra a penitenciária e até a casa da então governadora Suely Campos (PP) para chamar atenção para o caso.

> 36 membros do PCC são denunciados pelo MP-PR; facção cometia torturas e tinha acesso ao wi-fi do presídio de Piraquara

Em uma das gravações interceptadas em agosto do ano passado, Jhonnatas Nunes de Oliveira, conhecido como Luizinho, Luiz e Matheus pela facção, preso na Penitenciária de Catanduvas, no Oeste do Paraná, conversa com outros membros, entre eles Miriane, que fala sobre uma situação de tensão em Roraima, gritos e a falta de notícias sobre os “irmãos” da facção.

Miriane fala da frente da penitenciária em Roraima enquanto conversa com uma advogada que tenta acesso aos presos. Ela conta que a informação que recebeu aponta que membros do Comando Vermelho estavam preparados e armados para matar os rivais e que apenas uma parede separava as duas facções.

Segundo Miriane, a advogada volta minutos depois e diz que não conseguiu acesso aos presos. Jhonnatas afirma que está em contato com outro advogados [“gravata”] para entrar no presídio, verificar a situação e entrar com pedido para remoção dos presos daquele local devido ao risco de vida.

Na sequência, um outro membro do PCC, conhecido como Pixote, diz que está cansado de aguardar a transferência dos presos, que já passou por todos os trâmites, incluindo advogados, Direitos Humanos e a imprensa e sugere um ataque contra a cadeia pública.

Pixote também sugere atirar na casa da então governadora Suely Campos (PP) e onde mais for necessário para chamar atenção para o caso.

Colapso no sistema prisional

Suely Campos não chegou a concluir seu mandato. O colapso relacionado à segurança pública e ao sistema prisional foram os principais motivos. Ela foi afastada do cargo após a intervenção federal em dezembro do ano passado.

Um mês antes, em novembro, o acordo de intervenção já havia passado para a União a responsabilidade pela gestão administrativa e financeira de todas as unidades penitenciárias de Roraima.

A intervenção federal nas penitenciárias durou até a última quarta-feira (13), quando a administração saiu das mãos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e voltou para a Secretaria de Justiça de Cidadania (Sejuc), pasta responsável pelo setor em Roraima.

Operação Pregadura

A Polícia Federal deflagrou a Operação Pregadura em novembro de 2018 com o objetivo de reprimir crimes de líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuam dentro e foram dos presídios brasileiros. As decisões partiam normalmene de dentro da PEP e eram repassadas através de uso de celulares e aplicativos de mensagens para a facção em todo o país.

O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou denúncia contra 36 investigados na semana passada. Entre eles, 29 estão presos, sendo 19 no Paraná – 16 em Catanduvas e três em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. Os demais estão em seis estados diferentes – Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A operação recebeu esse nome em alusão ao movimento do xadrez em que um jogador imobiliza as peças do adversário. O principal objetivo da operação é imobilizar criminosos de maneira a impedir o reiterado comando da prática de crimes dentro e fora das unidades prisionais.

Transferir os presos da facção seria “um erro histórico”, diz delegado da PF

O delegado-chefe da Polícia Federal em Cascavel, Marco Smith, afirmou em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2), que os líderes da facção criminosa PCC querem se espalhar por todos os presídios do Paraná para controlar as quadrilhas de forma mais próxima.

“O que nos preocupa atualmente é a firme disposição da facção em espalhar os seus líderes por todos os presídios do estado. Atualmente eles estão concentrados em Curitiba e o principal objetivo da facção, até o aniversário, é espalhar os líderes pelos presídios no interior, para fortalecer as regiões que não estão, como eles chamam, ‘na sintonia'”, afirmou. “Temos certeza que o governo do estado não vai permitir essas transferências, seria um erro histórico. Já foi comprovado que a medida só fortalece a facção”.

A PF divulgou hoje áudios de  Luan Lino de Andrade, vulgo “Pirlo”, líder da facção criminosa PCC, de dentro da cadeia. Ele é um dos principais alvos da Operação Dictum, que tem como objetivo combater essa organização criminosa.

Segundo o delegado, o objetivo da fação é dominar o tráfico na região de fronteira. “Uma facção dessa natureza agindo da forma que está afronta o estado, tenta submeter o estado a sua vontade”, alertou.

“Mesmo presos eles planejam atentados, eles doutrinam os membros, fazem cobranças”, afirmou o delegado. De acordo com Smith, nos presídios federais que possuem bloqueadores para celulares, os presos usam as visitas e os advogados para mandar ordens para fora da cadeia. “Todos os membros dessa facção são profissionais do crime”, ressaltou.

O delegado afirmou que caso os presos se encaixem nos critérios para transferência a um presídio de segurança máxima, o pedido de transferência será feito pela PF.

Segundo Smith as investigações continuam. A corporação não divulgou o balanço de presos da operação, afirmando que serão atualizados a cada fase da força-tarefa.

Operação Dictum

A força-tarefa foi deflagrada no dia 3 de abril, na região oeste do Paraná. Um homem e uma mulher suspeitos de fazerem parte do grupo foram presos na última quinta-feira (26), em Cascavel.
 No dia em que a operação foi deflagrada foram cumpridos 19 mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão em Cascavel, Foz do Iguaçu, Santa Helena, Londrina, São Mateus do Sul, Toledo, todas cidades paranaenses, e em Fraiburgo, em Santa Catarina.

Polícia prende 13 pessoas de facção criminosa na região de Maringá

Da AEN

Treze integrantes de uma facção criminosa que atuava em Maringá e região foram presos, nesta quarta-feira (24), durante a Operação Bandeira 2. Cem policiais foram destacados para a ação contra os criminosos envolvidos em furto e roubo de veículos, porte e posse ilegal de arma e com o tráfico de drogas. Sete pessoas consideradas foragidas são procuradas pela polícia.

No cumprimento dos 21 mandados de busca e apreensão foram recolhidas facas, balança de precisão, invólucros para armazenagem de drogas e celulares que serão periciados para identificar outros envolvidos e ações da quadrilha. Cinco dos dez mandados de sequestro de bens também foram cumpridos. A ação contou com o apoio do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) da Polícia Civil.

A quadrilha é suspeita ainda de crimes como receptação, adulteração de sinal identificador de veículos e lavagem de dinheiro. Além de Maringá, três núcleos distintos da organização criminosa atuavam em Mandaguaçu, Sarandi e Marialva desde 2015.

As investigações foram conduzidas por policias da 9ª Subdivisão Policial de Maringá – em conjunto com o Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep) – e começaram em fevereiro deste ano após dois crimes na região. Um deles foi o assalto a uma empresa valores em Maringá, no qual foram levados cerca de R$ 300 mil. O outro foi um homicídio de em Sarandi.

Um integrante do grupo criminoso foi morto após desavenças e conflitos internos da quadrilha. Ele trabalhava como taxista na cidade de Maringá e fazia parte da organização criminosa, sendo o responsável por transportar os comparsas após o roubo de veículos, buscando-os onde estes bens ficariam escondidos.

“Na condução das investigações, percebeu-se ligação entre os crimes e com a troca de informações conseguimos identificar o modo de operação desta quadrilha. Eles roubavam e furtavam veículos e também adquiriam veículos de procedência suspeita que eram trocados por entorpecentes no Paraguai e na Bolívia”, explicou o delegado Pedro Fonta. Maconha, cocaína e outras drogas sintéticas eram distribuídas nessa região.

As investigações também mostraram a participação da quadrilha na morte de Marcelo Cruz Maiolino, que era proprietário da Academia Geração Fit, arrendada pelo líder organização criminosa, conhecido como “Dodi”. “Durante o trabalho da polícia apreendemos duas armas, cujo confronto balístico mostrou que foram usadas nessas duas mortes atribuídas à quadrilha”, explicou o delegado. Os presos estão à disposição da Justiça.

PCC é facção criminosa que predomina no Paraná

Lenise Klenk, BandNews FM Curitiba

O Primeiro Comando da Capital é a facção criminosa de maior poder nas penitenciárias do Paraná. A Segurança Pública aposta nos serviços de inteligência para combater a atuação dos grupos organizados nos presídios.

A disputa entre facções criminosas que teria resultado no massacre em uma penitenciária de Manaus nesta semana também foi identificada em presídios do Paraná.

Em outubro do ano passado, a Secretaria de Estado da Segurança Pública repassou com setores de inteligência de outros estados a informação de que líderes do PCC determinaram um rompimento com o Comando Vermelho e outras facções.

Os grupos costumam manter um trabalho conjunto em algumas atividades, como no carregamento de drogas e tráfico de armas.

A suspeita é de que o rompimento dessa colaboração tenha resultado na morte de 56 pessoas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, entre os dias 1.º e 2 deste mês.

A ordem para que líderes do PCC rompessem com outras facções percorreu presídios de todo o Brasil de várias maneiras.

Uma delas foi por meio das chamadas “pipas”, pequenos papéis escondidos com visitantes e até advogados, e entregues aos presos.

O secretário de Estado da Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, diz que além de comunicar a informação a serviços de inteligência de outros estados, a administração penitenciária se encarregou de reforçar o monitoramento de alguns detentos.

Segundo o secretário, a informação resultou em transferência de presos para outras unidades. Diante da ordem e prevendo riscos, alguns detentos também pediram transferência.

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O número de presos transferidos no Paraná não foi divulgado. Nenhum deles foi encaminhado a presídios federais.

De acordo com o secretário da Segurança, administrações penitenciárias de outros estados brasileiros também identificaram o problema e realizaram transferências.

Além dos bilhetes descobertos nos presídios, o serviço de inteligência do Paraná teve a colaboração de informantes e recebeu dados de outras formas de monitoramento.

O assassinato do traficante Jorge Rafaat Toumani, em julho, no Paraguai, também foi um sinal de alerta da tentativa de expansão do Primeiro Comando da Capital na fronteira.

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Paraná tem deficit de 9 mil vagas em presídios

Até 2018, o Paraná deve ter oito mil novas vagas no sistema penitenciário. A promessa é de que reformas em presídios e construção de novas unidades reduzam a superlotação que hoje se concentra nas carceragens de delegacias do estado.

Em todo o Paraná, nove mil presos dividem espaço em cadeias que teriam capacidade para apenas quatro mil pessoas. São cerca de 150 delegacias que mantêm carceragens, mas 52 delas estão interditadas por decisões judiciais.

Nas 33 unidades ligadas ao Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), são aproximadamente 20 mil detentos para um igual número de vagas.

Presos querem construção de muro para isolar PCC. Foto: Sindarspen
Presos querem construção de muro para isolar PCC. Foto: Sindarspen

Delegacias

O secretário de Estado da Segurança Pública, Wagner Mesquita, diz que a prioridade é resolver o problema das delegacias.

Alguns projetos de obras que previam abertura de vagas em regime semiaberto foram modificados para ampliar a oferta em regime fechado.

De acordo com o secretário, a ideia é trabalhar com o uso de tornozeleira eletrônica para reduzir o custo do sistema e o inchaço das carceragens.

A expectativa do governo do estado é receber aproximadamente R$ 188 milhões para realizar as obras no sistema penitenciário. Um total de R$ 130 milhões são de projetos apresentados ao Ministério da Justiça, que preveem a abertura de sete mil vagas, em 14 projetos.

São seis obras de ampliação e oito novas unidades. Outros R$ 58 milhões devem vir do Fundo Penitenciário. Desse total, R$ 31 milhões devem ser investidos na construção de uma unidade com 1050 vagas e R$ 27 milhões, na compra de equipamentos.

Edição: Narley Resende

Presídios do Paraná
Foto: Reprodução / Sindarspen