Mapa credencia laboratório em Curitiba para exames de mormo

A equideocultura paranaense já pode comemorar nova conquista. Mais um laboratório do Estado foi credenciado para a realização de exames e emissão de laudos de mormo, doença infectocontagiosa que acomete equídeos. O VP Laboratório, localizado em Curitiba, recebeu o aval do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no dia 19 de novembro.

No ano passado, a FAEP, por meio de ofício encaminhado ao Mapa, solicitou agilidade no processo de credenciamento de três laboratórios paranaenses. Um deles foi o Mercolab, de Cascavel, na região Oeste, primeiro credenciado em maio de 2018. O laboratório Campos Imagem de Diagnóstico Veterinário, de Londrina, na região Norte, ainda aguarda autorização.

O credenciamento dos laboratórios é importante para o cumprimento da Portaria 22, de 16 de março de 2018, do Mapa, e da Portaria 183, de 25 de junho de 2018, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Desde o dia 1º de setembro de 2018, o ingresso de equídeos (cavalos, mulas, jumentos, etc.) no Paraná só é permitido mediante apresentação de laudo laboratorial negativo para o mormo.

Um dos grandes benefícios para os criadores de equídeos e demais envolvidos com a atividade é a redução dos custos e do tempo de retorno dos laudos laboratoriais. Para o exame ser realizado em laboratório credenciado em outro Estado, o valor do frete fica em torno de R$ 70 a 100, enquanto o tempo para entrega dos resultados pode chegar a 15 dias. Com o laboratório credenciado em Curitiba, esse tempo de espera reduz para 24 horas.

Segundo a médica veterinária e proprietária do VP Laboratório, Vanessa Benoni, a agilidade dos laudos também é resultado de uma nova tecnologia implantada para a realização dos exames, que garante mais precisão e confiabilidade nos resultados. Ainda, o credenciamento de mais laboratórios paranaenses auxilia no reforço da barreira sanitária do Estado. “Além de redução de custos e tempo, temos redução de riscos. Não haverá mais a necessidade de essas amostras biológicas serem transportadas para fora do Estado para a realização dos exames. É uma conquista do setor privado e de todas as entidades envolvidas”, destaca Vanessa.

O credenciamento de um laboratório em Curitiba também se consolida como um passo fundamental para a valorização da cadeia, principalmente em relação ao esporte e à economia, visto que a capital paranaense está no centro de muitas atividades da equideocultura. “Temos o Jockey Club do Paraná e a Sociedade Hípica Paranaense, além de polos de forte comercialização para exportação de animais e material genético, como Tijucas do Sul e São José dos Pinhais. Esse laboratório irá facilitar o trânsito para outros municípios próximos, que conseguem enviar amostras para realizar os exames aqui”, afirma a técnica do Departamento Técnico Econômico (Detec) do Sistema FAEP/SENAR-PR Nicolle Wilsek.

Mudanças no prazo de validade de exames de AIE

As novidades para a equideocultura não param por aí. No dia 17 de outubro, a Adapar publicou Portaria que estabelece novas regras para os exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE), que passa a valer em janeiro de 2020. A Portaria 322 prevê que, para a movimentação de equídeos dentro do Estado, os exames de AIE passam a contar com um prazo de validade maior, de 60 dias para 180 dias.

A decisão partiu de um estudo epidemiológico sobre a doença realizado pela Adapar, que identificou baixa prevalência no Paraná. Em contrapartida, a vigilância da AIE é reforçada pela Portaria, que passa a estabelecer exigência de laudos negativos do exame para todas as finalidades.

De acordo com o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a extensão de prazo é benéfica tanto para os produtores, por exigir menos frequência de realização de exames, quanto para a sanidade animal do Estado, pois inclui essa obrigatoriedade para situações em que antes não existia. “Identificamos que a prevalência da AIE é baixa, em cerca de 0,5% dos animais. Mas, ao mesmo tempo, aumentamos a vigilância da doença. Não importa para o que for, tirou o animal da propriedade, precisa fazer o exame”, observa.

Ainda, segundo Dias, a Adapar está trabalhando em novos estudos de mormo ao lado de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, o que irá possibilitar novas ações para desburocratizar os processos e modernizar a cadeia de equinos no Estado.

PER 2019 divulga os 10 projetos finalistas

A banca avaliadora do Programa Empreendedor Rural (PER) elegeu os 10 projetos finalistas da edição 2019. As três melhores iniciativas serão premiadas durante o Encontro Estadual de Empreendedores e Líderes Rurais, que acontece no dia 22 de novembro, no espaço Expotrade, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Nesta edição, a região de Guarapuava, no Centro-Sul do Estado, teve destaque por concentrar metade dos 10 projetos finalistas. Quatro saíram do próprio município e outro de Candói. Os demais estão em Francisco Beltrão, Terra Roxa, Nova Prata do Iguaçu, Maringá e Faxinal (confira a lista completa de finalistas abaixo).

Ao todo, foram 53 trabalhos avaliados pela banca, que teve duração de dois dias e contou com participação de especialistas, também responsáveis pela atualização do programa. “A banca é formada por uma equipe com vasta experiência na avaliação de projetos, com reforço de técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR e consultor do Sebrae-PR. A participação de diferentes instituições e a avaliação de um mesmo projeto por, no mínimo, quatro membros da banca são os métodos utilizados para garantir isenção na escolha dos classificados”, explica a técnica do Sistema FAEP/SENAR-PR e coordenadora do PER, Mariana Assolari.

O PER é uma iniciativa do Sistema FAEP/SENAR-PR em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) que estimula o empreendedorismo rural em todo o Estado. Ainda, o programa premia os melhores projetos de melhorias nas propriedades rurais e gerenciamento de oportunidades de negócios.

Finalistas PER 2019 (*ordem alfabética por título do projeto):

Projeto: Aumento da produção de leite
Autor: Cristiano Fankhauser
Município: Francisco Beltrão

Projeto: Galinha Feliz – Sítio do Caju
Autores: Arno Hoffmann e Valentina Hoffmann
Município: Terra Roxa

Projeto: Implantação Compost Barn – Sítio Sepultura
Autores: Alexsandro B. Rodrigues e Gilso Mis
Município: Candói

Projeto: Implantação de agroindústria e biodigestor na Fazenda Vassoural Autores: Ana Carolina Araújo Abreu e Elouise Cristine Rodrigues
Município: Guarapuava

Projeto: Implantação de um confinamento na Fazenda São Pedro
Autores: Laíz Mara Vassoler Coletta e Marcelo Coletta
Município: Faxinal

Projeto: Migração da avicultura para confinamento de ovinos de corte
Autor: Thais Fernanda Gavlak
Município: Guarapuava

Projeto: Multiplicação e comercialização de sementes de aveia preta
Autor: Paloma Detlinger
Município: Guarapuava

Projeto: Otimização de terras através da integração: pecuária/ovinocultura/floresta
Autores: Igor Gabriel Modesto Dalgallo e Mariane Koepke
Município: Guarapuava

Projeto: Projeto incremental “Cachaça artesanal Nova Prata”
Autor: Ana Paula Rodrigues
Município: Nova Prata do Iguaçu

Projeto: Sítio Camilo & Coelho: Implantação sistema de rotação de pastagens e piqueteamento
Autor: Eduardo Camilo Coelho
Município: Maringá

Paraná livre da vacina contra febre aftosa

O Paraná está, oficialmente, livre da vacinação contra a febre aftosa. Em solenidade realizada no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assinou a Instrução Normativa (IN) que, a partir de 31 de outubro, proíbe a manutenção, comercialização e o uso de vacinas contra a doença em terras paranaenses. Com o fim da imunização, o Paraná dá mais um passo definitivo em direção ao reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação.

Primeiro a discursar, o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, destacou que a consolidação do sistema sanitário do Paraná é resultado de décadas de um trabalho integrado, entre os setores público e privado. O líder agropecuarista apontou que o reconhecimento internacional do Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação vai trazer boas perspectivas não só para o agronegócio, mas para a economia do Paraná.

“É o coroamento de décadas de trabalho no enfrentamento dessa enfermidade que é emblemática, e é a garantia que o nosso sistema de defesa sanitário”, ressaltou Meneguette. “Com esse esforço conjunto, o Paraná se credencia como fornecedor de alimentos, mas de alimentos seguros. Nossos produtores abastecem boa parte do mercado interno e já têm uma importante projeção nas exportações. Estamos dando um passo em direção a mercados internacionais. Precisamos gerar empregos e riquezas, para termos paz social”, acrescentou.

Para Tereza Cristina, o modelo desenvolvido pelo Paraná é um “atestado de credibilidade para o mundo inteiro”, confirmando posição de protagonismo no setor agropecuário. Ao estar mais perto do novo status sanitário, o Estado inicia “uma nova etapa fantástica” de conquista de novos mercados. A ministra disse ainda que o caso do Paraná deve servir como estímulo para que outros Estados também invistam em seu sistema sanitário.

“O Paraná fez todo o dever de casa. Esse é o início, o primeiro passo. Ainda temos outros passos para dar, mas o Paraná inaugura uma nova era de sanidade e sustentabilidade, trazendo a qualidade para os seus produtos”, ressaltou Tereza Cristina. “Que o Paraná sirva de exemplo ao Brasil em sanidade, porque em várias coisas, vocês saíram na frente”, acrescentou.

O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, classificou o fim da vacinação como “o começo de uma nova história”, mas que vem muito trabalho pela frente. Ele ressaltou a necessidade de o pecuarista fazer a atualização do rebanho (leia mais abaixo) e apontou que o a nova etapa deve beneficiar não só a bovinocultura, mas outras cadeias relacionadas à produção de proteína animal.

“Estamos substituindo a vacinação por outros mecanismos de inteligência para monitoração sanitária. O nosso objetivo sempre foi evoluir, buscar mais espaço no mercado internacional. Vamos crescer”, vislumbrou. “O simples fato de estarmos vacinando o rebanho nos impedia de disputarmos 63% do mercado mundial de suínos. Agora, nós vamos poder disputar esse mercado. Vamos trazer dólar do mundo para o Brasil”, disse.

Para o governador do Paraná, Carlos Massa Júnior, a suspensão da vacinação contra aftosa pode ser entendida como “uma construção coletiva, com toda a sociedade civil organizada”. Animado, ele traçou uma meta ousada: que o Paraná se torne o principal produtor de alimentos do mundo.

“O agro é nossa prioridade. A nossa vocação é produzir alimentos para o planeta. Estamos nos preparando cada vez mais para isso. É um momento histórico. Viva o Paraná, viva o Brasil, viva a agricultura”, afirmou.

Contagem regressiva para o fechamento das fronteiras

A IN também fixou data para que o Paraná feche suas fronteiras sanitárias: a partir de 1º de janeiro de 2020. Na prática, isso significa que a o governo do Paraná terá que editar normas que controlem e restrinjam a entrada no Estado de animais vacinados contra a febre aftosa. Com isso, bovinos e bubalinos para cria, recria e engorda que provenham de unidades da federação que imunizam seu rebanho contra a doença ficarão proibidos de entrar no Paraná.

Para abate imediato, a nova norma permite o transporte de bovinos e bubalinos provenientes de Estados que praticam vacinação, desde que a carga esteja lacrada. Não há restrições em relação ao transporte de produto animal de outras unidades da Federação.

A partir do fim da vacinação e do fechamento da fronteira, o Paraná passa a ficar isolado sanitariamente do restante do país, no que diz respeito à febre aftosa. Com isso, em maio de 2020 – quando a última aplicação de vacinas contra a febre aftosa no Estado terá completado um ano –, o Mapa deve fazer um inquérito sorológico no rebanho paranaense, a fim de constatar que não há circulação viral no território.

Com essa confirmação laboratorial, então, o Ministério poderá pedir à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que reconheça o Paraná como área livre de aftosa sem vacinação. Com os parâmetros técnicos dentro das exigências internacionais, a conquista do novo status sanitário deve ser oficializada em assembleia-geral da OIE, realizada em maio de 2021.

“É um momento de transição histórico, em que se inicia uma fase, uma fase de mudança de conceito, em que a vacinação é substituída por outras ferramentas de vigilância e de controle da febre aftosa”, disse o gerente de saúde animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias.

Fiscalização

Para garantir que bovinos e bubalinos de Estados que vacinam o rebanho não cheguem ao território paranaense, o Paraná consolidou uma barreira sanitária, que conta com 33 Postos de Fiscalização de Transporte Animal (PFTA) e cinco postos federais. O último ponto desta rede, o PFTA de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, na BR-116, que deve ser concluída até o fim de novembro.

Todos os caminhões que transportem animais e que venham de outros Estados deverão, necessariamente, passar por um desses postos. Na abordagem, a carga será vistoriada e conferida, de acordo com os registros. Nos postos estaduais, a fiscalização será feita pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapar). As polícias rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (PRE) também estão autorizadas a parar veículos que transportem cargas animais em estradas do Paraná, cobrando que os motoristas comprovem que passaram por um PFTA.

Dados da Adapar e da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) apontam que o volume de bovinos transportados para o Paraná, advindos de outros Estados, é ínfimo em relação ao tamanho do rebanho estadual. Nos últimos três anos, a média de transporte foi de 100 mil cabeças, o que corresponde a 1,08% do total de bovinos registrados no Paraná. No mesmo período, os pecuaristas paranaenses enviaram para outras unidades da federação uma média anual de 40 mil cabeças – 0,45% do rebanho oficial.

O levantamento revela que das mais de 179,1 mil propriedades que alojam bovinos, apenas 746 (0,45%) recebem animais de outros Estados. O estudo demonstra, ainda, que “50% das movimentações relacionadas a ingressos de bovinos se concentram em apenas 30 produtores rurais, tornando mais evidente a afirmação de que o maior volume de animais que entra no Estado pertence a um pequeno número de produtores rurais”. O documento conclui que “a maioria dos produtores não será afetada com a retirada da vacina”.

Outras determinações

A IN do Ministério da Agricultura também impõe algumas restrições à entrada de suínos, ovinos e caprinos em território paranaense. Essas espécies não são vacinadas contra a febre aftosa, mas são suscetíveis à doença. Para cria, recria e engorda, esses animais terão entrada permitida, desde que haja autorização prévia da Adapar e do Mapa. Além disso, o lote precisa passar por um período de quarentena na origem e por alguns exames.

Caminhões que transportam suínos, ovinos e caprinos de outros Estados e destinados ao abate imediato poderão transitar sem autorização prévia. Além disso, a nova norma fixa a obrigatoriedade de atualização de todo o rebanho duas vezes por ano (maio e em novembro) no sistema online ou na forma presencial.

Setor privado colaborou na estruturação do sistema sanitário

A conquista do novo status sanitário é resultado de um longo caminho, iniciado na década de 1970, quando o Paraná começou seu programa de profilaxia e controle da febre aftosa. A participação da iniciativa privada no processo de estruturação do sistema sanitário paranaense sempre foi decisiva. De 1997 para cá, o Sistema FAEP/SENAR-PR investiu mais de R$ 40 milhões no desenvolvimento sanitário do Paraná, em uma série de ações, como treinamentos, divulgações de programas e implementação de boas práticas, além da capacitação de técnicos e produtores, viagens técnicas e acompanhamento de organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa).

Muito desta ação bem-sucedida está diretamente relacionada ao Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec). Criado em 1995, o fundo é uma sociedade civil sem fins lucrativos, formado por entidades representativas, como FAEP, Ocepar e sindicatos de produtores de diversas cadeias. A partir de uma série de convênios, o Fundepec vem garantindo respaldo financeiro e institucional a uma série de ações sanitárias e na defesa dos produtores. Hoje, por exemplo, o fundo dispõe de mais de R$ 78 milhões em caixa, para eventuais emergências sanitárias e/ou para indenizar pecuaristas, caso sejam necessários abates sanitários, ante eventuais casos de doenças.

“Essa consolidação sanitária ocorrida ao longo das últimas décadas só foi possível a partir da criação do Fundepec e com a participação do setor produtivo. Foram essas ações que trouxeram o Paraná ao patamar em que estamos hoje”, disse o diretor-executivo do Fundepec, Ronei Volpi.

Confira os projetos finalistas da categoria Experiência Pedagógica do Concurso Agrinho 2019

O Sistema FAEP/SENAR-PR divulgou a lista dos projetos finalistas da categoria Experiência Pedagógica do Concurso Agrinho 2019 (redes pública e particular e solos).

Veja a lista completa abaixo.

Os professores classificados participam da banca de defesa nos dias 3 e 4 de outubro, em Curitiba. O resultado final será divulgado na festa de premiação no dia 21 de outubro, também na capital paranaense.

Balanço

Após o fim da triagem, processo no qual os desenhos, redações e outros materiais foram avaliados para a verificação das normas como data de postagem, assinatura e carimbo da direção da escola, 4.243 trabalhos estão habilitados para a edição 2019 do Concurso Agrinho.

Neste ano, foram registrados cerca de 6 mil trabalhos inscritos, sendo que parte foi desclassificada durante a triagem por não estarem de acordo com o regulamento. Os principais motivos para descarte foram: falta de assinatura do professor e/ou carimbo da direção da escola, ficha de inscrição incompleta e/ou incorreta, cabeçalho do formulário para a confecção do desenho ou redação incompleto, falta de título no desenho e/ou redação, fora do prazo de postagem, sem listagem oficial da escola com a relação dos alunos e/ou professores, sem capa ou com informações incompletas, redação com mais de 25 linhas, Experiência Pedagógica sem resumo ou acima de 20 linhas, entre outros.

Ex-aluno passa ao posto de instrutor do JAA

O jovem Dionei Silva Dapont nasceu e cresceu no campo. Ainda criança, Dapont desenvolveu o gosto pelas atividades agropecuárias na Fazenda Castelli, no pequeno município de Mamborê, na região Centro Oriental do Paraná. Ali, descobriu sua primeira vocação. “Meu sonho era ser médico veterinário. Eu sempre gostei muito de conviver com os animais”, revela.

Conforme crescia, apesar do contato diário com o meio rural, Dapont não sabia o que esperar do seu futuro profissional. Até que em 2012, o jovem, que ainda não conhecia o trabalho do SENAR-PR, descobriu o Programa Jovem Agricultor Aprendiz (JAA) por convite do colégio em que estudava.

“Fiquei com interesse no curso, mas não consegui entrar porque a turma lotou. Eu pedi, então, para o instrutor se poderia voltar no outro dia para tentar entrar na turma. Então, o instrutor ligou para o supervisor e pediu se eu poderia entrar. Ele autorizou”, lembra o ex-aluno do JAA. Durante o programa, além da confirmação para cursar medicina veterinária, Dapont afirma ter descoberto uma nova realidade. “Eu gostava da vida na fazenda, mas não sabia de nada, era meio perdido soDESAFIO bre o que queria fazer. Depois que eu comecei o JAA, mudei minha vida. Comecei a ter mais noção e colocar a mão na massa”, relata.

Em 2013, Dapont foi convidado para aplicar uma das provas da gincana do JAA, atividade realizada entre as turmas sobre os conteúdos vistos durante os encontros. O jovem, então, se aprofundou ainda mais no programa do SENAR-PR, dessa vez sob outra perspectiva. Ali, entre conversas com o supervisor e a coordenadora do programa, começava o despertar de outra vocação.

Em 2018, com o diploma de medicina veterinária em mãos, veio o convite para tornar-se instrutor do programa JAA. O ex-aluno, que até então nunca havia cogitado a ideia de exercer qualquer tipo de docência, decidiu encarar o desafio.

“De certa forma foi uma surpresa porque, em 2014, quando comecei a faculdade, eu nunca imaginei que iria dar aula. Eu sempre gostei de pecuária de leite e pensava em trabalhar na propriedade. Agora vou trabalhar com isso como instrutor e passar meu conhecimento para frente”, orgulha-se Dapont, primeiro da família a concluir um curso superior.

Ainda, segundo ele, pretende utilizar o conhecimento proporcionado pelo SENAR-PR para seu crescimento profissional e pessoal. “Espero conhecer muitas pessoas no decorrer dessa trajetória. Essa amizade, essa troca, com certeza irá agregar muito à minha carreira, como já acontece desde a época do JAA”, declara. “Com a ajuda dos amigos e do SENAR-PR, tem tudo para dar certo”, finaliza.

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Doenças respiratórias em bovinos causam perda de produtividade

Não é novidade que as baixas temperaturas que marcam a chegada do inverno, ainda combinadas ao ar mais seco deste período, formam um ambiente propício para o aumento dos casos de doenças respiratórias. E não são apenas os seres humanos que podem sofrer com esse tipo de enfermidade. Os bovinos, principalmente quando bezerros, também são acometidos por um complexo de doenças que atinge o sistema respiratório, causando prejuízos para o rebanho, principalmente na pecuária de leite. As Doenças Respiratórias dos Bovinos (DRB) causadas por diversos vírus e bactérias podem evoluir rapidamente para enfermidades mais graves, inclusive levando o animal à morte.

Segundo o médico veterinário do Sistema FAEP/SENAR-PR Alexandre Lobo Blanco, o primeiro estágio da DRB é de forma subclínica, ou seja, sem sinais aparentes. O animal, no entanto, pode apresentar febre e não se alimentar como de costume, se isolando do rebanho. “Muitas vezes o produtor nem percebe que o animal está doente porque não tem costume de aferir a temperatura”, observa.

As bezerras são as mais atingidas pelas doenças respiratórias por ainda estarem em período de formação do sistema imunológico. A maior parte das ocorrências se concentra no período entre quatro a seis semanas, sendo o mais alto risco do nascimento até os 21 dias. A principal forma de garantir a imunidade das bezerras recém-nascidas é por meio do colostro, primeiro leite secretado pela vaca após o parto. “Não existe uma única vacina que combata todas os agentes causadores das doenças respiratórias.

Uma alternativa muito comum no manejo é o programa vacinal, em que as vacas são vacinadas para que o colostro produzido seja mais rico em anticorpos específicos”, aponta Blanco. Cuidados com o rebanho Apesar da maior incidência entre bezerras, a DRB também pode atingir animais adultos. As principais causas que favorecem a manifestação de pneumonia e outras doenças respiratórias são a inadequação de instalações, déficit nutricional e estresse. “É importante manter instalações secas e arejadas, com boa circulação de ar. Os produtores têm costume de achar que, por causa do frio, a redução da ventilação do confinamento é a melhor opção. Mas isso pode favorecer a propagação de vírus e bactérias”, ressalta o médico veterinário do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Além do aumento da temperatura retal e perda de peso, um animal acometido por uma DRB pode apresentar secreção nasal, respiração ofegante, tosse e espirros frequentes, diarreia, apatia e letargia.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

Após frustração na soja, milho safrinha deve ser recorde no Paraná

Depois de uma temporada com perdas na soja pelo calor e a seca que atingiram o Paraná no início do ano, os produtores paranaenses devem atingir um novo recorde na produção de milho safrinha. De acordo com o relatório divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Paraná pode chegar a marca inédita de 13,67 milhões de toneladas, superando os 13,14 milhões de toneladas da temporada 2016/17. Somadas as duas safras de milho (verão e safrinha), os paranaenses devem colocar 16,84 milhões de toneladas nos silos, terceira maior marca da história.

Para o presidente da Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas da FAEP, Nelson Paludo, a frustração na soja foi um fator importante para o sucesso de produtividade no milho na Região Oeste, uma das principais produtoras do cereal na segunda safra. “Esse ano, o milho foi plantado em janeiro, período ideal, mas que nunca conseguimos porque a soja atinge o ponto de colheita, geralmente, a partir de fevereiro. Como a soja morreu antes de concluir o ciclo [em 2018/19], isso permitiu que a safrinha fosse plantada mais cedo”, explica. “Isso vai compensar um pouco as perdas da soja, pois a produtividade do milho foi muito boa e os preços estão em patamares razoáveis”, completa. O preço da saca em Cascavel, no dia 25 de julho, estava em R$ 27,50.

Se internamente, em algumas praças do Paraná, a saca ultrapassa os R$ 30, no cenário global há uma variável importante que pressiona as cotações do bushel para cima. Os Estados Unidos passam pela maior sequência de problemas climáticos da história. O excesso de chuva na época da semeadura desencadeou o maior atraso da história no plantio do país. O reflexo pode ser constatado na bolsa, onde os preços praticados são os melhores dos últimos anos.

Apesar disso, diversos fatores explicam os motivos dos preços não serem imediatamente absorvidos pelo mercado interno brasileiro, segundo o economista do Sistema FAEP/SENAR-PR Luiz Eliezer Ferreira. “A cotação na Bolsa de Chicago é apenas um dos fatores que influenciam na formação de preços. Temos como importantes variáveis o dólar [atualmente na casa dos R$ 3,75], a expectativa de oferta e demanda do milho brasileiro bem ajustada, uma redução do estoque a nível mundial e, não se sabe ao certo, uma quebra significativa na produção norte-americana, que pode passar das 60 milhões de toneladas”, enumera.

Leia a matéria completa no Boletim Informativo.

SENAR-PR divulga regulamento do PER 2019

A edição 2019 do Programa Empreendedor Rural (PER) já está com as inscrições abertas. A primeira etapa ocorre de forma local, onde há turmas do PER, em que todos os projetos são automaticamente inscritos. Os trabalhos serão apresentados para a turma e selecionados, por meio de votação, para seguir para a próxima etapa. Os três melhores projetos irão representar a turma na etapa estadual. Os autores têm até o dia 26 de outubro para encaminhar a documentação necessária para a fase final (será considerada válida a data de postagem do correio para efeitos de recebimento pela banca examinadora). As 10 turmas que estão em um formato-piloto, trazendo um novo modelo de capacitação para os produtores paranaenses, não fazem parte do concurso.

Confira o regulamento do PER clicando aqui.

“O Programa Empreendedor Rural é o ponto de partida para muitos produtores passarem a ter uma nova visão sobre suas propriedades. A capacitação do SENAR-PR aplica o conceito de empresa, de uma administração rural. E é dessa forma que os produtores conseguem mais eficiência em suas atividades, otimizando o trabalho de maneira inteligente e, consequentemente, gerando mais renda para suas famílias”, afirma Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Na primeira página de cada um dos projetos enviados, deverá constar: nome do(s) autor(es), telefone de contato, e-mail, nomes do projeto e do município. Os 10 projetos classificados serão divulgados no dia 1º de novembro no site do Sistema FAEP/SENAR-PR. Os três trabalhos vencedores serão anuncia dos durante a festa de premiação, no dia 22 de novembro, anunciados em Curitiba. O prêmio será uma viagem técnica nacional ou internacional, a ser realizada em 2020.

A banca examinadora do PER é composta por profissionais do Sistema FAEP/SENAR-PR, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep) e professores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O regulamento completo do programa está disponível aqui.

Junho registra queda de preços no mercado de leite

Pela primeira vez no ano, o valor de referência do leite adentrou o mês em queda. A desvalorização foi puxada, principalmente, pelo forte recuo nos preços do leite UHT e spot. Em maio, o valor ainda fechou em alta se comparado ao mês anterior, porém abaixo do previsto, também devido à queda nos preços de vários produtos. Estes e outros dados foram apresentados durante a reunião do Conseleite-Paraná, que aconteceu no dia 18 de junho, na sede da FAEP, em Curitiba.

Em termos nominais, os preços dos primeiros cinco meses de 2019 foram maiores que em anos anteriores, mas o cenário atual não aponta um momento fácil para o setor. De acordo com o professor José Roberto Canziani, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a queda nos preços já era esperada neste período. O leite UHT e spot foram os mais atingidos e o queijo prato registrou a menor média desde janeiro. O queijo parmesão, queijo provolone e creme de leite também sofreram recuo.

Em junho, os derivados que apontaram alta foram o queijo mussarela, requeijão, iogurte e leite em pó – este favorecido pela taxa de câmbio, mas o aumento não é generalizado. Os demais produtos permaneceram estáveis ou com pouca variação.

O volume comercializado subiu em junho, registrando aumento de 11 pontos. “A queda de preços vem acompanhada por um volume comercializado maior e empresas tendo que vender um volume maior de leite UHT mesmo com o mercado desfavorável. Preço menor e aumento nas vendas têm impacto negativo no valor de referência”, explica a professora da UFPR, Vânia Guimarães.

Ainda sobre o mix de comercialização, o volume de queijo mussarela havia sofrido queda significativa de abril para maio e, agora, há uma leve recuperação. O volume comercializado de leite spot também aumentou, enquanto o leite em pó recuou. Os demais derivados da cadeia láctea sofreram pouca variação.

O Conseleite aprovou o valor final de referência do leite entregue em maio a ser pago em junho em R$ 1,1793. O valor projeto estabelecido para o produto entregue em junho e pago em julho fechou em R$ 1,1350. Esses valores estão sujeitos a alterações, conforme os parâmetros de qualidade da matéria-prima. O simulador para cálculo está disponível no site www.conseleite.pr.com.br.

Curso da FAEP auxilia nos processos ambientais

Nos dias 4 e 5 de junho, o Sistema FAEP/SENAR-PR promoveu capacitações voltada para serviços ambientais. No total serão três treinamentos: módulo ambiental introdutório, módulo ambiental básico e módulo ambiental avançado. O primeiro será por – videoconferência, enquanto os outros dois presencial. O treinamento é uma ação do Programa de Sustentabilidade Sindical, desenvolvido pela FAEP.

O objetivo da capacitação busca preparar e auxiliar os sindicatos rurais nos processos de licenciamento ambiental para o setor agropecuário paranaense. No ano passado, a FAEP e o Instituto Ambiental do Paraná (Iap) assinaram um convênio que para uso da estrutura dos sindicatos rurais para emissão de documentos e orientações técnicas. Com isso, os 174 sindicatos rurais associados à FAEP podem emitir documentos como Certidão Negativa Ambiental, Dispensa do Licenciamento Ambiental Estadual e orientar o recebimento de documentos para Licenciamento Ambiental.

Os próximos treinamentos irão ocorrer nos dias 11, 12 e 13. A inscrição para as videoconferências será pelo e-mail sindical@faep.com.br ou pelo (41) 2169-7958 ou 2169-7963. É preciso enviar o nome do participante, a data e horário escolhidos. Posteriormente serão enviadas orientações para cada participante sobre o procedimento para acessar a videoconferência.

Treinamento

O módulo introdutório irá esclarecer as regras do convênio entre o Sistema FAEP/SENAR-PR e o IAP, além das mudanças na estrutura, diretrizes, normas e procedimentos do órgão, que recentemente passou por mudanças no novo governo estadual. As videoconferências irão acontecer em cinco dias na primeira quinzena de junho (confira as datas no quadro), no total de 10 turmas -uma no período da manhã e outra à tarde. Cada turma terá, no máximo, 15 participantes, sendo a prioridade aos primeiros inscritos.

No mês de julho acontece o módulo ambiental básico, para capacitar os funcionários de sindicatos que ainda não tem familiaridade com os assuntos dos novos serviços que serão ofertados pelo convênio. Posteriormente, o módulo ambiental avançado será voltado para os novos serviços ambientais, pois o sistema via internet do governo estadual passa por aprimoramento. Os módulos presenciais ainda não estão com as datas definidas.

Confira as datas e horários das videoconferências

Datas Horários 
11/0612/06

13/06

9 horas às 11 horas14 horas às 16 horas