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Caso Daniel: MP apela e pede que Cristiana Brittes responda por homicídio no júri

O MP-PR (Ministério Público do Paraná) enviou uma apelação à Justiça nesta quinta-feira (12) para que Cristiana Brittes seja julgada por homicídio qualificado da morte do ex-jogador Daniel Corrêa Freitas no júri popular.

O pedido foi encaminhado à juíza Luciani Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais. No final de fevereiro, a magistrada determinou que os sete réus do caso (confira a lista abaixo) vão à júri popular – ainda sem data definida.

No entanto, a decisão também retirou de Cristiana Brittes a imputação do crime de homicídio qualificado. Ou seja, a esposa de Edison Brittes, assassino confesso do jogador, foi impronunciada da acusação mais grave feita pela promotoria.

Apesar de não responder pela morte de Daniel, Cristiana foi acusada pelos crimes de fraude processual, corrupção de menor e coação no curso do processo. Ou seja, a juíza avaliou que o MPPR não conseguiu provar que Cristiana teve participação no assassinato do ex-jogador.

Com a apelação do MP, a magistrada reavalia a decisão proferida em fevereiro. Caso a juíza mantenha a decisão, o Ministério Público ainda pode apelar à segunda instância, no Tribunal de Justiça.

DEFESA VÊ RECURSO COM NATURALIDADE

Procurada pela reportagem, a defesa de Cristiana Brittes diz que recebe o recurso do Ministério Público com naturalidade.

“A defesa está tranquila quanto a robusta produção de prova que levou a justiça a impronunciar Cristiana da injusta acusação de homicídio”, diz a nota do advogado Cláudio Dalledone Júnior.

Atualmente, Cristiana responde ao processo em liberdade. Ela foi solta em setembro de 2019, 11 meses depois de ter sido presa. Durante o tempo detida, ela ainda teve de ser transferida de presídio, assim como Allana, após receberem ameaças de outras detentas.

OS RÉUS E AS ACUSAÇÕES NO CASO DANIEL

Confira os sete réus da morte de Daniel e por quais crimes cada um deles responde:

  • Edison Brittes: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor.
  • David William Vollero Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual.
  • Ygor King: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual.
  • Cristiana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Allana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Evelyn Perusso: fraude processual.
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Cristiana Brittes diz que Daniel destruiu a vida dela e provocou a própria morte

Cristiana Brittes disse que Daniel Corrêa Freitas destruiu sua família e provocou a própria morte. As declarações foram feitas em sua primeira entrevista durante o caso do assassinato do ex-jogador, exibida na madrugada desta terça-feira (10) pelo Conexão Repórter, do SBT.

“Eu não tive nenhuma responsabilidade na morte dele. Eu fui vítima do Daniel, fui importunada sexualmente por ele. A minha família foi destruída por ele”, declarou ela ao apresentador Roberto Cabrini.

Ao ser questionada sobre a crueldade da morte de Daniel, que teve seu órgão genital decepado e foi parcialmente degolado após ser espancado, Cristiana disse que nunca perguntou a Edison Brittes, seu marido.

“Eu procuro não pensar que meu marido fez isso. Tomado por ódio e por raiva, mas eu procuro não pensar. Nunca quis e não quero saber como foi”, afirma.

Além de negar consentimento para Daniel deitar em sua cama, Cristiana ainda afirmou que estava alcoolizada e agradece por flagrarem Daniel ao seu lado.

“Não sei o que aconteceria. Ele provocou a morte dele quando ele entrou no meu quarto, quando ele não respeitou minha casa, não respeitou minha cama, não me respeitou. Fui presa sem ter encostado nele, fui a primeira vítima daquela noite”, completa.

“TODOS QUE ESTAVAM NA CASA, LIMPARAM”, DIZ CRISTIANA

Ao relembrar os fatos da noite da morte de Daniel, que era a celebração do aniversário de 18 anos de Allana, sua filha mais velha, Cristiana disse sofrer muito com o “pesadelo”.

“Minha vida, de certa forma, acabou naquele dia. Eu fui presa. Eu perdi praticamente tudo, minha dignidade, minha honra”, desabafou.

Além disso, ela revelou que todos que estavam na casa participaram da limpeza do sangue de Daniel. “A casa não ficou exageradamente suja, tinham só gotas de sangue”, relatou.

Em relação à reunião que aconteceu em um shopping de Curitiba após a morte de Daniel, Cristiana confessou que Edison combinou que iria assumir o crime para “salvar os meninos”.

CRISTIANA NÃO RESPONDE POR HOMICÍDIO

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Cristiana Brittes algemada durante a prisão. (Giuliano Gomes/PR Press/Folhapress)

Cristiana Brittes será julgada, pelo Tribunal do Júri, por envolvimento no caso Daniel, mas não responderá pela morte do ex-jogador. A Justiça do Paraná definiu, no final de fevereiro, que ela e sua filha, Allana, vão responder pelos crimes de fraude processual, corrupção de menor e coação no caso.

Cristiana foi solta em setembro, 11 meses depois de ser presa. Durante o tempo detida, ela ainda teve de ser transferida de presídio, assim como Allana, depois de receberem ameaças de outras detentas.

Em setembro de 2019, Cristiana conquistou liberdade condicional, com uso tornozeleira eletrônica, mas teve o monitoramento suspenso pela Justiça no mês seguinte. Desde então, ela voltou a morar na casa onde Daniel foi visto com vida pela última vez.

Já na semana passada, Cristiana Brittes foi à polícia e prestou queixa sobre uma foto íntima vazada durante o caso. Além disso, diz ter sido vítima de calúnia e difamação praticadas por veículos jornalísticos. Contudo, as investigações devem acontecer de forma paralela ao julgamento sobre o assassinato do ex-jogador Daniel.

OS RÉUS E AS ACUSAÇÕES NO CASO DANIEL

Confira os sete réus da morte de Daniel e por quais crimes cada um deles responde:

  • Edison Brittes: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor.
  • David William Vollero Silva: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual.
  • Ygor King: homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual.
  • Cristiana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Allana Brittes: fraude processual, corrupção de menor e coação.
  • Evelyn Perusso: fraude processual.
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Justiça do Paraná nega pedido de prisão contra Allana Brittes

A juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, negou nesta quarta-feira (18) um pedido de prisão contra Allana Brittes, uma das acusadas pelo assassinato do jogador Daniel Corrêa Freitas. O Ministério Público do Paraná havia se manifestado ontem (17) de forma contrária à prisão.

A filha de Edison Brittes — réu confesso do Caso Daniel — foi alvo de um pedido prisão movido pelo advogado que representa a família do ex-jogador. Conforme os assistentes de acusação, a ré havia descumprido medidas cautelares impostas pela Justiça. Por isso, deveria ter o benefício revogado pela Justiça e voltar para a cadeia.

Os advogados apresentaram como provas duas fotos divulgadas por Allana em redes sociais. Em um dos casos, apontaram que a ré viajou para outro estado sem autorização da Justiça. Além disso, afirmaram que a acusada havia frequentado bares, desrespeitando as medidas cautelares.

Atualmente, Allana Brittes aguarda a sentença de pronúncia da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais. A Justiça decide se o caso será, ou não, avaliado pelo Tribunal do Júri. Após ser detida no dia 1º de novembro de 2018, ela foi solta no último dia 6 de agosto, após conseguir um habeas corpus no STJ.

JUSTIÇA MANTÉM LIBERDADE PARA ALLANA

A juíza Luciani Regina Martins de Paula descartou a hipótese de que Allana descumpriu as medidas cautelares ao frequentar o estabelecimento Fresh Live Market por entender que o local não se tratatava de um bar, “mas, sim, de um complexo gastronômico, cuja finalidade era a recreação e gastronomia, o qual atualmente já encerrou suas atividades”.

Em relação à foto de Allana na cidade de Porto Belo, em Santa Catarina, a conclusão foi de que a imagem é anterior ao assassinato de Daniel. Conforme a defesa da família Brittes, a foto foi tirada no feriado do dia 12 de outubro de 2018. A data consta no arquivo original do arquivo, que foi anexado como contraprova.

“Sendo assim, por não se ter notícia de efetivo descumprimento de nenhuma das medidas cautelares impostas por este Juízo, indefiro o presente pleito, para o fim de manter a liberdade provisória anteriormente concedida à ré Allana Emilly Brittes, nos exatos termos definidos por este juízo. O qual só será revogado, caso venha uma notícia de descumprimento verídico e que tenha ocorrido após a liberdade da ré”, decidiu a juíza (leia a íntegra da decisão).

“MERO FRENESI”, DIZ DEFESA DE ALLANA

Por meio de nota, o advogado que representa a família de Edison Brittes afirmou que Allana nunca descumpriu qualquer cautelar e cumpre rigorosamente as imposições da Justiça.

“A defesa técnica de Allana Brittes reforça que tal pedido não passou de mero frenesi para criar um factoide e movimentar a mídia e a opinião pública”, disse Cláudio Dalledone.

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Divulgação/São Paulo

CASO DANIEL: OS ACUSADOS

Sete pessoas respondem criminalmente pelo assassinato de Daniel Corrêa Freitas. Entre eles, o empresário Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal. Além disso, também foram acusados Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

RELEMBRE O CASO DANIEL

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até o local onde foi morto (Colônia Mergulhão).

O corpo do jogador foi encontrado no dia seguinte (27/10) por moradores em uma área de mata na zona rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele estava nu, com diversos cortes pelo corpo. Havia dois cortes profundos na região do pescoço. Além disso, o pênis foi decepado e pendurado em uma árvore a 20 metros do local onde o corpo foi encontrado.

O empresário afirma que Daniel estava no quarto dele e que havia tentado estuprar sua esposa, Cristina. A versão não encontrou sustentação nas investigações do Ministério Público do Paraná e da Polícia Civil. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que a versão foi combinada entre os acusados.

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Caso Daniel: MPPR é contrário ao pedido de prisão de Allana Brittes

Allana Brittes não descumpriu as medidas cautelares que foram impostas em sua soltura, determinada em agosto pelo STJ (Superior Tribunal da Justiça). Esse é o parecer do MPPR (Ministério Público do Paraná), que se manifestou de forma contrária ao pedido de prisão feito pelo assistentes de acusação no processo que apura o assassinato do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas.

“Em cuidadosa análise do pedido, verifica-se, pelo momento, que não restou comprovado que a ré Allana Emilly Brittes descumpriu ou está descumprindo as medidas cautelares que lhe foram impostas”, diz o documento assinado pelo promotor Marco Aurélio Oliveira São Leão e enviado hoje (17) à 1.ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O ex-atleta foi morto em outubro de 2018, na residência de Edison e Cristiana Brittes, após a comemoração de aniversário de 18 anos de Allana.

PUBLICAÇÕES NO INSTAGRAM FORAM BASE PARA PEDIDO DE PRISÃO

A assistência de acusação pediu ainda que, se a prisão não fosse determinada, ela passasse a ser monitorada por tornozeleira eletrônica.

O pedido foi baseado em duas imagens, publicadas no Instagram de Allana, que comprovariam o desrespeito às medidas cautelares impostas pela juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1.ª Vara Criminal de São José dos Pinhais.

De acordo com o código de processo penal, ela não pode sair de Curitiba e deve comparecer periodicamente ao juízo para justificar suas atividades. Além disso, ela também não poderá frequentar determinados lugares – como casas noturnas e bares – e nem ter contato com outros réus e qualquer pessoa relacionada à investigação e a ação penal.

Entretanto, em uma das postagens de Allana, ela aparece no shopping de entretenimento Fresh Live Market, ambiente gastronômico que reúne bares e restaurantes na capital paranaense. De acordo com os advogados, o espaço encerrou as atividades no dia 7 de novembro, mas Allana foi ao local antes dessa data.

Além disso, em outro post, ela mostra que estava em Porto Belo, no litoral de Santa Catarina. A defesa da jovem declarou que as fotos na praia foram tiradas antes da morte de Daniel acontecer, o que foi comprovado no parecer do Ministério Público.

“(…) com relação a fotografia na localidade de Porto Belo, Santa Catarina, observa-se que tal imagem é anterior a data dos fatos”, diz trecho do parecer, que também declara que a presença de Allana do ambiente gastronômico teria finalidade de “recreação e a gastronomia”, desconsiderando o espaço como bar.

VEJA O QUE DIZ A DEFESA DE ALLANA

Em face da decisão da juíza de direito Luciane de Paula Martins em negar o pedido de prisão de Allana Brittes, feito pelos advogados de Daniel Corrêa Freitas, a defesa técnica de Allana Brittes reforça que tal pedido não passou de mero frenesi para criar um factoide e movimentar a mídia e a opinião pública.
Allana nunca descumpriu qualquer cautelar e cumpre rigorosamente as imposições da justiça.

RÉUS NO CASO DANIEL

Dos sete réus que respondem ao processo (veja a lista abaixo), apenas Edison Brittes ainda está preso. No início do mês, a Justiça do Paraná negou a tornozeleira eletrônica a ele.

O assassino confesso de Daniel pedia a revogação da prisão preventiva, mas a juíza Luciani Martins entendeu que ele “poderia voltar a coagir testemunhas”.

Depois de ouvir testemunhas de acusação e defesa, de interrogar os réus e receber as alegações finais, a Vara Criminal de São José dos Pinhais precisa decidir se os sete réus vão, ou não, a júri popular.

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

RELEMBRE A MORTE DO EX-JOGADOR

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Divulgação/São Paulo

O corpo do Daniel Corrêa foi encontrado por moradores em uma área de mata na cidade de São José dos Pinhais no dia 27 de outubro de 2018. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. Além disso, o órgão genital estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

O jogador foi revelado pelo Cruzeiro, mas teve passagens pelo Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento. Daniel viajou a Curitiba para comemorar o aniversário de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018. A jovem celebrou o aniversário de 18 anos em uma casa noturna, no bairro Batel. No entanto, a comemoração se estendeu na casa dos pais, Cristiana e Edison Brittes.

Edison acusou Daniel de estuprar sua mulher e o atleta acabou sendo espancado. Depois ele conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

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Caso Daniel: MP pede que todos os réus sejam levados a júri popular

O MP-PR (Ministério Público do Paraná) pediu para que os sete réus do caso Daniel sejam levados a júri popular. A recomendação foi feita nesta terça-feira (8), quando as alegações finais do processo foram apresentadas. O ex-jogador foi encontrado morto, com o órgão genital mutilado, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 27 de outubro de 2018.

O promotor Marco Aurélio Oliveira São Leão, responsável por assinar o documento, também pediu que apenas Edison Brittes fique preso até o final do julgamento. Por meio de nota, a defesa do empresário, conhecido também por ‘Juninho Riqueza’, diz que recebeu a opinião do MP “com naturalidade”. Enquanto espera a decisão, Edison está detido na Casa da Custódia de São José dos Pinhais após ter confessado o crime.

Com a recomendação exclusiva para Edison,os réus David William Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King devem conseguir liberdade provisória.

Até agora, Evelyn Brisola Perusso, Allana Brittes e sua mãe Cristiana tiveram liberdade concedidas pela Justiça.

Agora, a juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, espera as alegações finais das defesas dos investigados. Somente depois disso ela decidirá quais pessoas vão ao júri popular.

ALEGAÇÕES FINAIS

As alegações finais do MP imputam os seguintes crimes para cada um dos réus:

Edison Brittes Junior: homicídio qualificado pelo motivo torpe,meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo.

Cristiana Brittes: homicídio qualificado, fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo.

Allana Brittes: fraude processual, corrupção de adolescente e coações no curso do processo.

David William Vollero Silva: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa e fraude processual.

Eduardo Henrique Ribeiro da Silva: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente.

Ygor King: homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa, ocultação de cadáver e fraude processual.

Evellyn Brisola Perusso: Fraude processual.

FAMÍLIA BRITTES

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Edison, Allana e Cristiane. (Reprodução / Facebook)

Edison, Cristiana e Allana Brittes, filha do casal, são os principais réus na investigação.

Allana teve sua liberdade concedida no início de agosto. O pedido do habeas corpus feito pela defesa foi aceito com unanimidade pela 6ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mas os ministros exigiram com que ela cumprisse as medidas cautelas.

Já em setembro, Justiça revogou a prisão de Cristiana Brittes. Ela segue sendo monitorada por tornozeleira eletrônica.

Vale lembrar que as duas foram presas quatro dias após a morte de Daniel. Além disso, em maio deste ano, Critiana e Allana foram transferidas para este presídio depois de receberem ameaças de outras detentas.

RELEMBRE O CASO DANIEL

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Divulgação / São Bento

O corpo do Daniel Corrêa foi encontrado por moradores em uma área de mata na cidade de São José dos Pinhais no dia 27 de outubro de 2018. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

O jogador foi revelado pelo Cruzeiro, mas teve passagens pelo Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento.

Ele viajou para Curitiba comemorar o aniversário de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018. A menina comemorou seus 18 anos em uma casa noturna, no bairro Batel, mas a comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison. Foi na residência da família Brittes que o jogador teve seu último contato com seus amigos.

Edison acusou Daniel de estuprar sua mulher e o atleta acabou sendo espancado. Depois ele conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

Caso Daniel: réus são interrogados pela primeira vez

*Atualizada às 10h*

Os sete réus que respondem pela morte do jogador Daniel Corrêa Freitas devem prestar esclarecimentos a Justiça a partir desta quarta-feira (4). Os envolvidos chegaram ao Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, por volta das 8h30. Será a primeira vez que Edison Brittes, assassino confesso do atleta, e os outros acusados falarão ao judiciário. O crime ocorreu em outubro do ano passado.

Respondem pelo crime o comerciante Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Peruss

As audiências de instrução aconteceriam nos dias 13, 14 e 15 de agosto, mas foram adiadas porque a defesa da família Brittes solicitou o interrogatório de um jornalista. A defesa de Edison, Cristiana e Allana, filha do casal, quer apurar o responsável por vazar fotos de Cristiana. Para os advogados, o jornalista teria ido a loja de assistência de celulares, na qual a esposa de Edison deixou o celular para conserto após o crime, e teve acesso ao material antes da polícia.

Mais uma vez, três dias foram reservados pela juíza Luciane Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, para interrogar os sete réus acusados de envolvimento na morte de Daniel.

PASSO A PASSO

Os cinco presos chegaram pela entrada de trás do Fórum. Evellyn Perusso e Allana Brittes entraram pela porta da frente.

Edison Brittes chega ao Fórum. (Foto: Ernani Ogata/Código19/Folhapress)

A defesa da família Brittes colocou um banner branco na sala de audiência, para que os acusados não sejam vistos de fora do local. O que dificulta o acompanhamento da imprensa.

O primeiro interrogado é o jornalista da Rede Massa, João Gimenez, sobre a situação que ele teve acesso ao celular de Cristiana antes do inquérito.

O advogado de Evellyn Brisola Perusso, Luiz Roberto Zagonel, disse que ela vai falar sobre a participação de Eduardo Purcotes, um dos jovens que estaria na casa, mas foi ouvido apenas como testemunha. “Ela vai falar toda a verdade. Essa verdade ainda que doa aos poderosos, que é a figura central da denúncia dela”, disse.

Edison, Cristiana e Allana devem ser ouvidos por último conforme pedido da defesa. “Eu desde a fase da outra audiência de interrogatórios sustentava que eles devem ser ouvidos por último. Existem possíveis cargas acusatórias dos demais acusados e isso tudo vai fazer com que o requerimento da defesa seja no sentido de que eles sejam os últimos a serem interrogados. Tudo vai depender da juíza, dos outros advogados, então estamos com uma folha em branco para escrever a história desse ato principal que vai finalizar essa parte oral do processo que são os interrogatórios”, explicou o advogado Claudio Dalledone.

O advogado de Rodrigo Faucz, que representa Ygor King e David Vollero Silva, disse que para eles não faz diferença a ordem dos depoimentos. O defensor solicitou o pedido de liberdade dos dois.

QUEM SÃO OS ACUSADOS

Respondem pelo crime o comerciante Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos suspeitos,  Evellyn Brisola Perusso e Allana Brittes respondem ao processo em liberdade. Os outros cinco foram detidos poucos dias após o crime:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

O CASO

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

Beto Richa adia Caso Daniel Foto SPFC
Foto: Reprodução/SPFC

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado, 27 de outubro de 2018, por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

O empresário afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

Caso Daniel: pedido de liberdade de Allana Brittes entra na pauta do STJ

O pedido de habeas corpus de Allana Brittes, filha do empresário Edison Brittes, réu confesso da morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas, será julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no próximo dia 6 de agosto. O recurso entrou na pauta da 6ª Turma do STJ na última quarta-feira (24). Allana está presa desde novembro. Ela responde por corrupção de menores, coação de testemunhas e fraude processual.

A defesa de Allana sustenta que ela não representa riscos para as investigações e, por isso, pode responder o processo em liberdade. Em março, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis Júnior tinha negado um pedido liminar de liberdade. Na ocasião, o ministro disse que o decreto prisional destacou com fundamentos idôneos a periculosidade de Allana Brittes, justificando a prisão cautelar.

Por meio de nota, a defesa técnica de Allana Brites diz que “confia na justiça e aguarda com tranquilidade o julgamento de seu pedido de liberdade”.

O CASO

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado, 27 de outubro de 2018, por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

O empresário afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

QUEM SÃO OS ACUSADOS

Respondem pelo crime o comerciante Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos suspeitos, apenas Evellyn Brisola Perusso, responde o processo em liberdade. Os outros seis foram detidos poucos dias após o crime:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.
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Juíza marca data de interrogatórios dos réus do ‘Caso Daniel’

A juíza Luciani Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de São dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), marcou para o próximo dia 5 de agosto o interrogatório dos réus acusados pela morte do jogador Daniel Correa Freitas, de 24 anos. A decisão é da última segunda-feira (17).

O crime aconteceu em outubro do ano passado. Ao todo, sete pessoas respondem por envolvimento no assassinato.

No despacho, a magistrada afirma que as audiências podem se estender por até três dias. A data foi determinada mesmo com diligências que precisam ser feitas no processo e sem o depoimento de algumas testemunhas, que devem ser ouvidas por carta precatória. De acordo com a juíza, isso não deve interferir no processo.

A magistrada negou ainda um pedido da defesa da família Brittes para que Edison, Cristiana e Allana dessem entrevistas à imprensa. Luciani justificou que quando um  novo fato referente ao caso é exposto na mídia acontece “um novo episódio de hostilização, ameaça e, até mesmo, de agressão” aos detidos.

O CASO

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

Edison afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.

QUEM SÃO OS ACUSADOS

Respondem pelo crime o comerciante Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos suspeitos, apenas Evellyn Brisola Perusso, responde o processo em liberdade. Os outros seis foram detidos poucos dias após o crime:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

Caso Daniel: 44 testemunhas de defesa são ouvidas em segunda fase de depoimentos

Os réus acusados do assassinato do jogador Daniel Correa Freitas só devem ser interrogados depois de ouvidas testemunhas que ainda não atenderam às convocações da Justiça Estadual. Somente nesta semana, desde segunda-feira (1º), 44 testemunhas de defesa prestaram depoimento. A série de audiências se encerrou nesta quarta-feira (3), com oito pessoas ouvidas, incluindo a mãe de Edison Brittes, assassino confesso, e a mãe de Cristiana Brittes, esposa de Edison, também acusada de envolvimento no crime.

Na manhã desta quarta-feira (3), a mãe de Cristiana Brittes, Gessi Rodrigues, mostrou-se revoltada com a maneira como a filha tem sido descrita na imprensa. Gessi criticou a postura do jogador de futebol e, por várias vezes, chorou durante o depoimento.

Já o depoimento da mãe de Edison Brittes, Doralice Ferreira dos Santos, foi usado pela defesa como forma de demonstrar que o réu confesso do assassinato era atencioso com a família e mantinha uma relação de proximidade com as filhas e a esposa. Ao fim da audiência, que durou apenas vinte minutos, Doralice Ferreira dos Santos, pediu perdão à mãe do jogador Daniel e, na saída, abraçou  o filho, a neta e a nora.

O advogado Cláudio Dalledone, que defende a família Brittes, diz que três testemunhas pendentes moram em Minas Gerais e devem ser ouvidas nas próximas semanas. Somente após esta fase é que os interrogatórios dos réus serão marcados e a previsão é de que a juíza Luciani de Paula agende as audiências para maio deste ano.

Dalledone disse que esta segunda fase de depoimentos ocorreu conforme o esperado, mas destaca que alguns pontos ainda não foram esclarecidos ao longo do processo. “Foram depoimentos que na expectativa da defesa superaram em muito e principalmente o que posso dizer como nota de incentivo, andou de forma célere a investigação, em 72h tiveram aí autores, motivo. Entretanto andaram mal, deixaram muita coisa a ser esclarecida nesse caso, renegaram elementos importantes, por exemplo, personagens que estiveram dentro da casa, vários personagens que estiveram foram da casa, aliás cinco pessoas que estiveram dentro da casa, no momento da festa, não foram ouvidos”, disse.

Dalledone diz que há ainda duas perícias para anexar ao processo. Uma do celular e outra das imagens da casa noturna onde era comemorado o aniversário de Alana Brittes. O advogado questiona o fato de Cristiana Brittes ter sido denunciada por homicídio junto com o marido.

Para ele, esta fase de depoimentos e provas já juntadas ao processo comprovam que a esposa de Edison não participou da morte do jogador Daniel. “É uma fase preliminar, que vai admitir ou não a acusação feita pelo Ministério Público. E é dentro desse raciocínio, que estamos trabalhando a demonstrar aquilo que já ficou amplamente demonstrado e que beira o absurdo de incluir a Cristiana no homicídio. Nós temos muita fé de conseguir, porque provado está que ela não incentivou a morte e não participou de nada nesse sentido”, destacou.

O advogado que representa a família do jogador, Nilton Ribeiro, voltou a afirmar que os depoimentos desta segunda etapa do processo, com testemunhas de defesa, não acrescentam novas informações ao processo. Para ele, as defesas dos réus tentam protelar a decisão da Justiça em levar os acusados à júri popular. “Testemunhas que não disseram absolutamente nada sobre o fato, sobre a morte, só sobre assuntos periféricos para colocar uma nuvem, uma fumaça no processo e tentar tirar o ponto principal que é a morte do jogador Daniel. Então leva a perceber que a defesa não tem outra saída, tá tentando empurrar esse júri pra demorar a condenação”, analisou.

Todos os depoimentos das testemunhas foram acompanhados pelos sete réus. Eduardo da Silva, Ygor King e David William da Silva estão detidos na Casa de Custódia de São José dos Pinhais. Edison Brittes está preso na Casa de Custódia de Curitiba e as mulheres, Cristiana e Allana Brittes, estão na Penitenciária Feminina de Piraquara. Apenas Evellyn Brisola está em liberdade, por, no entendimento da Justiça, ter cometido um crime de menor potencial ofensivo.

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Audiências com testemunhas de defesa do “Caso Daniel” entram no terceiro dia; confira um resumo

As audiências de instrução com as testemunhas de defesa do processo que investiga a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, entram no terceiro dia, nesta quarta-feira (3). As oitivas, acontecem no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Até o momento, 36 pessoas já foram ouvidas.

O segundo dia foi marcado por desentendimentos entre os advogados da família Brittes e Nilton Ribeiro, assistente de acusação e advogado da família de Daniel. Ambos bateram boca por causa de uma reportagem veiculada por uma rádio.

Na matéria, Nilton criticou o comportamento dos acusados, dizendo que ambos estavam dando risada, fazendo chacota e em clima de festa. A defesa da Família Brittes,  liderada por Cláudio Dalledone Júnior, rebateu os ataques e pediu a manifestação da juíza Luciani Regina Martins de Paula e ao promotor do caso Marco Aurélio Oliveira sobre o comportamento dos réus. Os dois afirmaram que não viram tais atitudes.

A maioria das testemunhas ouvidas eram arroladas pela defesa de Cristiana Brittes, esposa de Edison Brittes Júnior, autor confesso do assassinato do jogador. Um dos depoimentos foi do pai de Cristiana, Pedro Rodrigues. Ele afirmou que a filha não tinha condições de impedir que o marido matasse o atleta, devido ao porte físico dele e o dela.

Além disso, dois peritos contratados pela defesa do réu Eduardo Henrique da Silva também foram ouvidos. O interrogatório deles aconteceu por videoconferência, pois moram em Ponta Grossa e foram ouvidos naquela Comarca. Eles disseram que os laudos de necropsia do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística não são conclusivos e não há como apontar quantas pessoas teriam carregado o corpo do jogador para a mata na estrada rural da Colônia Mergulhão, zona rural de São José dos Pinhais, onde foi encontrado.

A tentativa da defesa de Eduardo é mostrar que apenas uma pessoa teria levado o corpo do jogador, nesse caso, Edison Brittes, como aponta o advogado de defesa do réu, Alexandre Stadler. “A situação do levantamento do local tem situações de rastro de sangue e ele vai comprovar que quando tem situação de rastro de sangue é porque a pessoa arrastou a outra sozinha”, disse.

Na segunda-feira, os destaques foram os depoimentos do dono da moto utilizada por Brittes e o gerente da casa noturna em que os envolvidos estavam na noite antes do crime.

Nesta fase, quatro dias foram reservados para seguimento da instrução e julgamento do caso: 1º,2,3 e 5 de abril (segunda, terça, quarta e sexta feira). Caso não exista tempo hábil para ouvir todos os citados, a juíza Luciani Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais deve marcar novas datas para o fim das audiências. Após ouvidas as testemunhas, os sete acusados devem ser interrogados.

As audiências de instrução são o último passo para que a juíza decida se os réus vão ou não para o júri popular.

QUEM SÃO OS ACUSADOS

Respondem pelo crime o comerciante Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos suspeitos, apenas Evellyn Brisola Perusso, responde o processo em liberdade. Os outros seis foram detidos poucos dias após o crime:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

O CASO

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado (27), por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

Edison afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.