“Elza” apresenta a trajetória da cantora Elza Soares em canções

A Mostra do Festival de Curitiba é conhecida por trazer espetáculos premiadíssimos. Em sua edição de 2019, um deles é o musical “Elza”, que conquistou o Prêmio Reverência nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Direção (Duda Maia), Melhor Autor (Vinícius Calderoni) e Melhor Arranjo (Letieres Leite). Além disso, está indicado no Prêmio APCA em duas categorias: Melhor dramaturgia e melhor atriz – Larissa Luz. O espetáculo estará no Guairão nos dias 5 e 6 de abril.

A trajetória de Elza Soares é sinônimo de resistência e reinvenção. As múltiplas facetas apresentadas ao longo de sua carreira estão em cena no musical. Larissa Luz, convidada para a montagem, e outras seis atrizes selecionadas após uma bateria de testes (Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacorte e Verônica Bonfim), dividem a missão de evocar a intérprete, através do texto de Vinícius Calderoni e da direção de Duda Maia.

Pedro Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet assinam a direção musical e o maestro Letieres Leite foi o responsável pelos novos arranjos para clássicos do repertório da cantora, como ‘Lama’, ‘O Meu
Guri’, ‘A Carne’ e ‘Se Acaso Você Chegasse’. O projeto foi idealizado por Andrea Alves, da Sarau Agência, a partir de um convite da própria Elza e de seus produtores Juliano Almeida e Pedro
Loureiro.

Foto: Leo Aversa

O espetáculo foi desenvolvido, no momento em que Elza se encontra no auge de uma carreira marcada por reviravoltas e renascimentos. Ao lançar seus últimos dois discos, ‘A Mulher do Fim do
Mundo’ (2015) e ‘Deus é Mulher’ (2018), a cantora não somente ampliou ainda mais seu repertório e o imenso leque de fãs, como conquistou, mais uma vez, a crítica internacional, e se consolidou como uma das principais vozes da mulher negra brasileira. “O espetáculo é uma grande celebração da mulher. É a vez e a voz da mulher brasileira em cena”, diz a produtora Andrea Alves,  responsável por espetáculos recentemente premiados, como “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” – que esteve na Mostra 2018 do Festival de Curitiba -, “Auê” e “Gota D’Água [a seco]”.

Vinícius Calderoni, autor do texto, chama a atenção para a coletividade do processo de criação e montagem. Após ter escrito as primeiras páginas, ele começou a frequentar os ensaios e
estabeleceu um rico intercâmbio com Duda Maia e as sete atrizes. “Hoje poderia dizer que elas são coautoras e colaboradoras do texto. São sete atrizes negras e múltiplas, como a Elza é. Diante da
responsabilidade enorme, eu estabeleci limites de fala para mim, por exemplo, em relação a alguns temas. Limitei a minha voz e disse que não escreveria nada, queria os relatos delas e as opiniões.
Pedi a colaboração das experiências vividas por uma mulher negra.

Do mesmo jeito que a Duda propôs muitas coisas, as atrizes também tiveram este espaço”, conta o dramaturgo. Tal processo colaborativo se estendeu para a música, com a participação ativa das atrizes e das musicistas nos ensaios com Pedro Luís e Letieres Leite, que liderou algumas oficinas com o grupo no período dos ensaios. O processo gerou ainda duas canções inéditas que estão na peça: “Ogum”, de Pedro Luís, e “Rap da Vila Vintém”, de Larissa Luz. Se a escolha de Pedro para a função foi referendada pela própria Elza – que gravou e escolheu um verso do compositor para nomear seu último disco –, Larissa já estava envolvida com o projeto desde o seu embrião.

Os ingressos para os espetáculos em cartaz nos espaços administrados pelo Centro Cultural Teatro Guaíra (Guairão, miniauditório, Guairinha e José Maria Santos) estão disponíveis apenas pelo site e pontos de venda do Disk Ingressos. Os ingressos para as demais 1330 sessões seguem disponíveis nos canais oficinais do evento: pelo site (www.festivaldecuritiba.com.br), aplicativo “Festival de Curitiba 2019” e nas bilheterias físicas do ParkshoppingBarigüi (Piso Superior – Lado Norte) e Shopping Mueller(Piso L3).

Ficha Técnica

Elenco: Janamô, Júlia Tizumba, Késia Estácio, Khrystal, Laís Lacôrte, Verônica Bonfim.   Atriz Convidada: Larissa Luz.   Direção: Duda Maia. Texto: Vinícius Calderoni.  Direção Musical: Pedro
Luís, Larissa Luz e Antônia Adnet. Arranjos: Letieres Leite. Idealização e Direção de Produção: Andréa Alves. Cenário: André Cortez. Figurinos: Kika Lopes e Rocio Moure. Iluminação: Renato
Machado. Visagismo: Uirandê de Holanda. Design de Som: Gabriel D’Angelo.

Serviço

Espetáculo: “Elza”

Dia: 5 e 6/04

Horário: 21h

Local: Teatro Guaíra

Endereço:  Rua XV de Novembro, 971, Centro, Curitiba

 

 

Espetáculo ‘Sisífo’ conecta mito grego ao Brasil dos memes e gifs

Por Maria Luísa Barsanelli

O Brasil contemporâneo, no qual a turbulência política tomou de assalto as discussões virtuais, talvez pudesse ser comparado a um meme. “É um país aprisionado em gifs, frases feitas. ‘Bandido bom é bandido morto’, ‘vai pra Cuba!’, ‘fora, Temer!’. As pessoas ficam presas em frases curtas, memetizáveis”, resume Gregorio Duvivier.

O ator e escritor também está preso, de certo modo. Atado a um ciclo de repetições contínuas que estruturam a narrativa de “Sísifo”, monólogo que faz sua pré-estreia neste fim de semana no Festival de Teatro de Curitiba e deve iniciar uma temporada em São Paulo em junho.

O mito grego – do mortal que tem por castigo carregar uma pedra até o topo de uma montanha só para vê-la rolar ladeira abaixo e começar tudo outra vez, num ciclo contínuo – é o mote do espetáculo, escrito por Duvivier e Vinicius Calderoni, que também assina a direção.

“O gif fundador da mitologia histórica é Sísifo, essa ideia de repetição, do eterno retorno”, diz Calderoni. “E logo a gente percebeu como isso dava combustível pra falar de um momento histórico de Brasil, da sensação do eterno retorno e de pessoas como zumbis, como se fossem gifs animados humanos. E de um momento em que partidos políticos estão criando departamento de memes, isso virou quase uma política de Estado. O presidente [Jair Bolsonaro] até governa via Twitter.”

De certo modo, continua Duvivier, “a pedra rolando é como as barragens que se rompem [caso de Mariana e Brumadinho], da nossa história que é sempre queimada, como o Museu Nacional [destruído num incêndio no ano passado], de um país que está o tempo inteiro rolando a pedra ladeira abaixo. De um ciclo de devastação”.

Mas o mito não surge explícito. Parte de uma espécie de exercício de estilo, trabalhado em 60 cenas curtas. A cada uma, Duvivier repete um mesmo percurso, subindo uma rampa sobre o palco e saltando dela ao fim do ciclo. O que muda é o que faz e diz nesse trajeto. Vai de situações coloquiais, como uma conversa numa festa, a divagações filosóficas (caso de uma garota que decidiu fazer brigadeiros para ter algum sentido na vida) e gags estritamente físicos, sem palavras.

Os próprios memes aparecem pincelados aqui e ali, mas não são necessariamente tema das cenas. Surgem mais na ideia de repetição e desse personagem preso a um ciclo vicioso, como o Brasil.

Duvivier e Calderoni (autor de peças como “Ãrrã” e “Os Arqueólogos”) encontraram sintonia numa linguagem fragmentada e coloquial, ainda que bastante metrificada.

A transição de uma situação a outra é feita em cortes secos, tanto na temática quanto no estilo de interpretação. Há também uma desconexão entre o que o ator diz e o que expressa verbalmente.

Ao longo da apresentação, Duvivier vai sendo tomado pelo cansaço de subir e descer a rampa continuamente, fica ofegante, desgastado. “É algo entre o teatro e o triathlon”, brinca o ator. Mas é também um reflexo da exaustão do discurso, já tão banalizado.

Ainda assim, há um certo ar de esperança. A dupla remete à leitura de Albert Camus do mito grego. Para o filósofo argelino, a pedra é como o absurdo do mundo, e Sísifo, um homem em busca do sentido da vida. “Camus fala em abraçar a pedra, procurar a vida dentro do absurdo, não sucumbir”, afirma o diretor.

“De certo modo, a rampa é o mundo em si mesmo, um trajeto que a gente precisa seguir. Não se chega a um lugar sem passar por outros, não se chegará a um novo Brasil sem passar por um Brasil distópico.”

Sísifo

Teatro da Reitoria, r. 15 de Novembro, 1.299, Curitiba.
Sáb. (6), às 21h, dom. (7), às 19h.
Ingr.: R$ 70. 18 anos

Espetáculo francês inédito abre o Festival de Teatro de Curitiba

A abertura da 28ª edição do Festival de Teatro de Curitiba terá como atração principal o espetáculo inédito “Celui qui Tombe – Aquele que Cai”, do premiado coreógrafo, bailarino e acrobata francês Yoann Bourgeois, nesta terça-feira (26), em uma sessão especial para convidados. Na quarta-feira (27), o espetáculo estará disponível para o público em geral, no Teatro Guaíra.

Os ingressos estão disponíveis online, na bilheteria do Teatro Guaíra e também nos quiosques Disk Ingresso no Shopping Estação, Shopping Mueller, Shopping Palladium e Shopping São José.

Ingressos para “Recital da Onça”, de Regina Casé, estão prestes a esgotar

Em uma plataforma de madeira de seis metros por seis metros, suspensa em dois metros, que desce, sobe, balança e gira em torno do seu eixo principal, seis bailarinos correm, andam, se rendem ao movimento em busca de formas, tanto individual como coletivamente, de se relacionarem com a força gravitacional existente. Ao invés de iniciar o movimento, cada um deles reage a ele. Yoann Bourgeois cria cada um de seus shows como um jogo para experimentar novos princípios físicos.

Na performance, os “jogadores” trabalham contra forças centrífugas e centrípetas, tentando manter o equilíbrio, evitando ser o que cai (Celui qui tombe), tornando o espetáculo fascinante e esclarecedor, ágil, arrojado e com grande força poética.

“Depois de ter passado pelo circo, pela dança e pela música, o meu trabalho teatral pode ser hoje considerado uma desconstrução de todos os seus elementos materiais (texto, luzes, ações, figurinos, som…) e a experimentação de novas relações entre esses elementos”, explica Bourgeois.

 

Celui qui tombe – Yoann Bourgeois from CCN2 Grenoble on Vimeo.

Festival de Curitiba tem promoção de ingressos durante o Carnaval

Os ingressos da Mostra 2019 do Festival de Curitiba, exceto os com apresentação no Teatro José Maria Santos, serão vendidos com desconto até o dia 6 de março, com isenção da taxa administrativa. Para participar da promoção de carnaval, basta comprar pelo site ou pelo aplicativo do festival.
Para obter o desconto nos espetáculos do Centro Cultural Guaíra (Guairão, Guairinha e Miniguaíra) é preciso entrar no site da Disk Ingressos, selecionar a modalidade “Promo FTC na Folia – Inteira ou Meia” e, a seguir, inserir o código “FTCNAFOLIA”.
Promoção no Risorama 
Durante o mesmo período, a promoção “Fã do Risorama Até no Escuro”, dá 15% de desconto na compra de um ingresso do Risorama: basta usar o código “FANOESCURO” na hora da compra.

​​ “Um Ricardo III”, de Rafael Camargo, é uma das atrações do Fringe

Adaptação da obra clássica de William Shakespeare, o espetáculo “Um Ricardo III” segue em sua temporada no Teatro Ênio Carvalho, agora como parte do Fringe da 27.ª edição do Festival de Curitiba. As apresentações da peça dirigida por Rafael Camargo, com produção de Dimas Bueno e  Bruno Rodrigues, Chriris Gomes, Pagu Leal e Zeca Cenovicz, marcam a reinauguração do Espaço Cultural FALEC, agora com o nome, em homenagem a seu fundador.

O texto original rende um espetáculo extenso, com até cinco horas de duração. No palco do Enio Carvalho, no entanto, uma proposta diferente será apresentada. Buscando capturar a essência do texto, a montagem tem 50 minutos, em uma encenação que segue a linha de pesquisa que Camargo vem desenvolvendo sob a proposta de ‘limpar’ todos os excessos. “Substancialmente, ficam a interpretação, o figurino, a luz, o cenário e a sonoplastia no mesmo diapasão. Podemos chamar de teatro mínimo ou essencial”, explica o produtor.

“Focamos na personalidade do Ricardo lll, nos bastidores da política e do poder e na construção de uma imagem. É a mentira repetida se tornando verdade, a manipulação da opinião pública, a construção de um projeto de poder. Parece que tudo foi escrito hoje”, pontua o diretor.  “São quatro atores e quatro versões de um personagem. A experiência de cada um reflete quatro possibilidades humanas”, complementa.

As apresentações acontecem entre os dias 28 de março e 15 de abril, de quarta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).  Após a encenação da peça sempre acontecerá um bate-papo entre os atores e o público abordando o processo de criação do espetáculo.

Teatro Enio Carvalho

Criado no ano 2000 pelo ator, diretor e professor Enio Carvalho, o Espaço Cultural FALEC acaba de passar por uma ampla reformulação e ganhar novo nome. A nova configuração conta com dois palcos: o Odelair Rodrigues, com capacidade para 40 lugares, e o Enio Carvalho, com 120 lugares. A estrutura também comporta uma biblioteca voltada para o teatro e suas especialidades, duas salas de ensaio espelhadas para locações, sendo uma delas com um piano para práticas musicais, e uma cafeteria com galeria para exposições. O teatro segue sendo mantido por meio de suas produções e locações, por colaboradores voluntários e por seu diretor.

Sobre a peça

“Um Ricardo III” tem como personagem principal o disforme e maquiavélico Duque de Gloucester. A trama se desenvolve durante a Guerra das Rosas (1455-1485), conflito que colocou frente a frente a Casa Real de Iork e a Casa Real de Lancaster, levando-as a uma luta sangrenta pela conquista do trono da Inglaterra.  Quando o conflito acaba, a Casa Real de Iork se ergue novamente, liderada pelos irmãos Eduardo (Rei da Inglaterra), George (Duque de Clarence) e Ricardo (Duque de Gloucester). Porém, o ambicioso Ricardo tem outros planos. Querendo reinar sozinho, ele começa a tecer uma teia de perigosos jogos de influência com a intenção de minar os interesses de seus pares.

Em “Ricardo III”, que foi encenada pela primeira vez em 1592 ou 1593 (a data exata não é conhecida), Shakespeare explora de forma sádica a vida de um tirano, estabelecendo uma profunda reflexão sobre os atos e consequências de suas ações. “É possível fazer um paralelo perfeito – e fizemos isso na fase de nossos estudos – com alguns políticos, sociopatas, enfim, com pessoas que buscam o poder a qualquer preço. Então, o espetáculo, além de buscar o entretenimento cultural, é também um mapa psicológico do pensamento manipulador e maquiavélico”, analisa Dimas.

Ficha técnica

Direção: Rafael Camargo. Elenco: Bruno Rodrigues, Chriris Gomes, Pagu Leal e Zeca Cenovicz. Figurino: Paulo Vinicius. Iluminadora: Nadia Luciani. Produção: Dimas Bueno.

Serviço

O que: peça “Um Ricardo III”.

Quando: entre 28 de março e 15 de abril, de quarta-feira a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h.

Onde: Teatro Ênio Carvalho, Rua Mateus Leme, 990, Centro Cívico.

Quanto: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), espetáculos das quartas-feiras 14 e 21 de março são gratuitos.

Festival de Teatro de Curitiba abre bilheterias nesta quinta-feira

O Festival de Curitiba começa a transformar a capital paranaense em um palco pela 27ª vez. De 27 de março a 8 de abril, mais de 400 atrações – entre produções teatrais, musicais, variedades, debates, palestras, oficinas e gastronomia – reúnem artistas e plateias, do Brasil e do exterior, em mais de 90 espaços da cidade e da região metropolitana. Os ingressos estarão disponíveis pelo site, aplicativos e nas bilheterias instaladas no Shopping Mueller e ParkShoppingBarigüi a partir desta quinta-feira (15).

O valor dos ingressos varia entre gratuito e R$70. Há 384 sessões grátis e 138 no sistema “pague o quanto vale”, em que o público escolhe o quanto paga.

Neste ano, a abertura fica por conta da coreografia “Gira”, do mineiro Grupo Corpo. A atração integra o Movva, divisão de dança da Mostra 2018, que inclui os espetáculos “Inoah” e “Corpo Sobre Tela”. Este ano, a Mostra tem 29 atrações convidadas pelo ator Guilherme Weber e pelo diretor Marcio Abreu, em sua terceira participação como curadores.

Além dos teatros, as praças, ruas e até uma Kombi e uma garagem se transformarão em ribalta para artistas conhecidos do público, como Denise Stoklos, Denise Fraga, Tuca Andrada, Ricardo Tozzi e Luisa Arraes, Mel Lisboa, Reynaldo Gianecchini, Caio Blat, Renata Sorrah, Malvino Salvador e banda Titãs.

Sete trabalhos convidados são estreias nacionais: “Inoah”, “Denise Stoklos em Extinção”, “Domínio Público”, “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”, “A Ira de Narciso”, “Se o Título Fosse um Desenho Seria um Quadrado em Rotação” e “Cabaret Macchina”, da curitibana Selvática, com participação da cantora Karina Buhr e que se apresenta na Rua da Cidadania da Matriz. Estas duas últimas, mais os espetáculos “Colônia” e “The Machine To Be Another – A Máquina de Ser Outro” são atrações grátis da Mostra 2018.

Também há a pré-estreia de “Doze Flores Amarelas”, a ópera rock dos Titãs, de Branco Mello, Sérgio Brito e Tony Bellotto. “The Machine to Be Another – A Máquina de Ser Outro” (Espanha), “Vamos Fazer Nós Mesmos – Let’s Do It Ourselves” (Holanda) e “Tristeza e Alegria na Vida das Girafas” (França) são as três atrações internacionais da Mostra 2018.

 

Mostra Novos Repertórios exalta teatro curitibano

Com Metro Jornal

Começa nesta segunda (24) a 10a edição da Mostra Novos Repertórios, evento totalmente dedicado à cena teatral curitibana. Nesta edição, 12 companhias de teatro e dança da capital se reúnem para proporcionar ao público ao longo de 10 dias acesso à arte que vem sendo produzida em Curitiba.

Saindo do Festival de Teatro e criando um espaço próprio e mais amplo, a Mostra busca criar relações entre os artistas e o público para que a cidade passe a reconhecer a sua própria arte.

Em entrevista ao Metro Jornal, Giovana Soar, diretora do evento, afirma que o intuito da Mostra é voltar os olhares do público curitibano para a produção artística local. “Resolvemos fazer a Mostra em outra época do ano só com artistas da cidade para que o público conheça quem são essas pessoas. Também há um esforço de trazer profissionais de fora e curadores de outros eventos nacionais que possam levar nossas companhias para circular pelo país”.

Além das apresentações, acontecem bate-papos, debates com artistas locais e rodas de negócios. Veja a programação:

Dia 24
21h – Guairinha: No dia Seguinte – A Quase História da Televisão Brasileira – Antropofocus

Dia 25
19h – Miniauditório: Não Contém Glüten – Teatro de Breque
21h – Guairinha: No dia Seguinte – A Quase História da Televisão Brasileira – Antropofocus

Dia 26
21h – Guairinha: O Leão no Aquário – Minha Nossa Companhia de Teatro

Dia 27
19h – Miniauditório: Todas – Espaço Cênico
21h – Guairinha: O Leão no Aquário – Minha Nossa Companhia de Teatro

Dia 28
19h – Miniauditório: Todas – Espaço Cênico
21 – Guairinha – A Maldita Raça Humana

Dia 29
17h e 21h – Guairinha: Macumba – Companhia Transitória
19h – Miniauditório: Terrível Incrível Aventura – Companhia do Bife Seco

Dia 30
19h – Miniauditório: Terrível Incrível Aventura – Companhia do Bife Seco
21h – Guairinha: T3 – Súbita Companhia de Teatro

Dia 31
19h – Miniauditório: Princesa – Justos a Mim me Coube a Exlosiva Tarefa de Ser Eu – Princesa Ricardo Marinelli
21h – Guairinha: T3 – Súbita Companhia de Teatro

Agosto
Dia 1
19h – Miniauditório: Justos a Mim me Coube a Explosiva Tarefa de Ser Eu – Princesa Ricardo Marinelli
21h – Guairinha: Clouds – Carmen Jorge (Dança)

Dia 2
19h – Guairinha: Momo: Para Gilda com Ardor – Selvática Ações Artísticas

Serviço:
10a. Mostra Novos Repertórios
Até 2 de agosto no Teatro Guaíra e na Praça Santos Andrade
Evento gratuito.
Informações pelo 41 3213-7500.