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Alok anuncia que será pai durante show no Tomorrowland na Bélgica

Por JOÃO VICTOR MARQUES

O DJ brasileiro Alok, 27, que está em turnê no festival Tomorrowland, na Bélgica, anunciou nesta sexta-feira (19) que será pai pela primeira vez. Sua esposa, Romana Novais, 27, está grávida de quatro meses.

Antes do primeiro dos três shows que ele fará no festival começar, o apresentador comunicou a todos na plateia que o brasileiro seria pai. “Brasil, preste atenção! Este homem vai ser papai. Façam muito barulho para Daddy Alok”, brincou o apresentador.

A assessoria de imprensa de Alok confirmou à Folha que o casal realmente espera seu primeiro herdeiro e o tempo de gravidez de Romana. Alok subirá aos palcos do Tomorrowland mais duas vezes: no dia 21 e no dia 26 de julho.

Para o DJ Alok, tocar em um festival tão reconhecido e do tamanho do Tomorrowland é a prova de que ele está no caminho correto de sua carreira. “Toda vez que eu toco aqui a ansiedade vem com a satisfação, gerando um sentimento único de agradecimento a todos que confiaram no meu trabalho. Ver isso acontecer só confirma que estou no caminho certo”.

Esta não é a primeira vez que o casal sente a sensação de esperar o primeiro filho. No início de 2018, Romana Novais teve um aborto espontâneo e acabou perdendo o 1º filho do casal, que estava com sete semanas de vida.

Alok e a médica Romana se casaram em janeiro deste ano aos pés do Cristo Redendor com o nascer do sol. Em uma cerimônia reservada para as 30 pessoas mais próximas do casal, todos, inclusive o noivo, vestiram branco na ocasião.

eduardo bolsonaro com ernesto araújo

Apoio por chanceler, Eduardo Bolsonaro diz que ‘já fritou hambúrguer’ nos EUA

Após se reunir com o chanceler Ernesto Araújo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou nesta sexta-feira (12) que recebeu o apoio do ministro das Relações Exteriores para assumir a embaixada do Brasil em Washington.

Ao responder sobre suas qualificações para assumir um dos mais importantes postos na diplomacia brasileira, o parlamentar disse que fez intercâmbio nos Estados Unidos e “fritou hambúrguer no frio do Maine”.

“É difícil falar de si próprio. Mas não sou um filho de deputado [presidente] que está do nada vindo a ser alçado a essa condição. Existe um trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores [da Câmara], tenho uma vivência pelo mundo”, declarou Eduardo, na saída do Palácio do Itamaraty.

“Já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos EUA, no frio do Maine, estado que faz divisa com o Canadá. No frio do Colorado, numa montanha lá, aprimorei meu inglês. Vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros. Então acho que é um trabalho que pode ser desenvolvido. Certamente precisaria contar com a ajuda dos colegas do Itamaraty, dos diplomatas, porque vai ser um desafio grande. Mas tem tudo para dar certo”, concluiu.

O parlamentar voltou a afirmar que a indicação para o posto ainda é uma possibilidade e que até este domingo (14) deve se reunir com seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, para definir a questão.

Eduardo disse entender que, caso seja indicado, só precisaria renunciar ao mandato depois da sabatina no Senado e da confirmação no Plenário da Casa.

Ele reafirmou que a ida aos EUA colocaria a relação do país com o Brasil em “um outro patamar”, por se tratar de um embaixador que seria filho do presidente da República. E descartou que sua nomeação possa se enquadrar nas regras que vedam o nepotismo.

“Ele [Ernesto Araújo] expressou apoio ao meu nome por ocasião da possível indicação para a embaixada dos EUA. Acredito que agora falta só conversar com o presidente Jair Bolsonaro e reafirmar se essa é mesmo a vontade dele, se ele mantém o que tem dito. Está tudo na esfera da cogitação e tudo encaminhado”, concluiu.

Em café da manhã com a imprensa nesta sexta, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, reconheceu que a indicação de Eduardo Bolsonaro causou polêmica.

O general ponderou que o anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro talvez pudesse ser feito na próxima semana, após a conclusão da votação dos destaques da reforma previdenciária. Para ele, o anúncio agora deu margem para críticas de deputados oposicionistas.

“Deu polêmica, eu reconheço, saiu na imprensa. Agora, vamos aguardar”, disse. “Poderia ter anunciado semana que vem? Talvez, durante o recesso parlamentar”, acrescentou.

O ministro ressaltou que a indicação ainda não foi oficializada e lembrou que, em outros episódios de política externa, o presidente fez um anúncio, mas a iniciativa não se concretizou, como no caso da transferência da embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

“É um processo que, se vai ser confirmado, tem de ver”, disse. “Ele não disse da embaixada em Jerusalém? Ela está onde? Em Tel Aviv. O presidente tem esses momentos”, ressaltou.

Ele ressaltou que, mais do que filho do presidente, Eduardo é político e um “jovem preparado”. E lembrou que o ex-presidente Itamar Franco foi nomeado pelo seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso, para as embaixadas de Portugal e Itália.

Ramos também afirmou que o ex-deputado federal Tilden Santiago (PT-MG) foi nomeado para a embaixada de Cuba pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com ele, segundo informações levantadas pelo Palácio do Planalto, não há ilegalidade na indicação de Eduardo.

“Quem era o braço direito do presidente norte-americano John Kennedy? Era o irmão dele, o Robert Kennedy”, disse o ministro, lembrando que ele foi indicado para assumir o posto de procurador-geral na época.

O anúncio de Bolsonaro causou desconforto tanto entre o corpo diplomático quanto entre a cúpula militar, para os quais o gesto do presidente desgasta a imagem do governo, sobretudo o discurso de que pretendia fazer “nova política”.

No Palácio do Planalto, a avaliação foi de que Bolsonaro quis, na verdade, lançar uma espécie de “balão de ensaio” para testar o impacto de uma indicação do filho, como fez Donald Trump quando disse que pensou em nomear sua filha Ivanka Trump como presidente do Banco Mundial. ​

Flávio Bolsonaro demite assessora que repassou verba pública eleitoral ao marido

A jornalista Elisangela Machado dos Santos Freitas, que destinou mais da metade dos recursos que recebeu do fundo eleitoral em 2018 ao próprio marido, foi exonerada do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), onde estava empregada desde o início de março.

A exoneração do cargo de auxiliar parlamentar foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26). A assessoria de imprensa de Flávio foi procurada, mas ainda não explicou o motivo da demissão.

A Folha de S.Paulo revelou em 11 de março que Elisangela, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados como Elisa Robson (PRP-DF) no ano passado e não se elegeu, havia repassado 59% do fundo eleitoral ao marido, o engenheiro Ronaldo Robson de Freitas.

Ela é administradora do perfil República de Curitiba, página simpática ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), pai de Flávio.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Elisa, que se apresentava nas redes como “a federal do Bolsonaro no DF”, recebeu R$ 25 mil do fundo criado para financiar campanhas políticas e sua maior despesa, R$ 14,9 mil (59% do total), foi com o marido. A candidata obteve 11.638 votos (0,81% dos votos válidos).

Pela declaração que consta na Justiça Eleitoral, o analista da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) recebeu R$ 10 mil para “serviços de coordenação de campanha eleitoral”, R$ 4.000 para “locação de equipamento para gravação de vídeo” e outros R$ 900 para “serviço de divulgação de campanha”.

O contrato de R$ 10,9 mil, firmado entre Elisa e Ronaldo em 26 de agosto do ano passado, indica que ele ficaria responsável “pela gestão de pessoas e de material de campanha, bem como monitoramento da divulgação do nome da candidata em ambiente virtual” de 16 de agosto a 7 de outubro.

Com data de 9 de setembro, Ronaldo emitiu um recibo de R$ 900 pelo trabalho de “monitoramento das redes sociais”. Em 5 de outubro, foi assinado um outro recibo, de R$ 10 mil, por “coordenação de campanha”.

Os dois serviços, segundo os recibos, foram concluídos dois dias antes da data estipulada no contrato, no dia 5 de outubro. Também no dia 9 de setembro, Ronaldo assinou documento em que diz ter recebido R$ 4.000 pela “locação de equipamentos para gravação de vídeos”.

Ronaldo é engenheiro mecânico com mestrado em ética e gestão, segundo seu perfil na página da Embrapa, onde trabalha desde 2007. É analista na área de patrimônio e suprimentos da Secretaria-Geral.

De acordo com a Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, durante a campanha eleitoral, Ronaldo gozou de duas licenças médicas.

A Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal se manifestou pela desaprovação das contas de Elisa e pediu para que fosse determinada pela Justiça a devolução aos cofres públicos de R$ 1.520, que ela havia doado ao candidato a deputado estadual Edmilson Serafim Bezerra (PSL-GO), argumentando que a transação se reverteu em favor de sua própria campanha.

O Ministério Público considerou a argumentação da então candidata genérica e abstrata e disse que pelo fato de o candidato de Goiás “concorrer a cargo eletivo diverso, por outro partido político, em unidade federativa distinta fazem crer que a prestadora de contas [Elisa Robson] não obteve qualquer proveito político-eleitoral com a transferência questionada”.

A Procuradoria disse ainda que “houve grave infringência” às regras de distribuição dos valores do fundo eleitoral e que ignorar isso seria justificar “eventuais procedimentos fraudulentos na aplicação de recursos públicos como são os oriundos do FEFC [Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundo eleitoral], solapando-se, ainda, o elevado sentido da instituição da cota feminina no ambiente político-eleitoral brasileiro”.

A Folha procurou também Elisa, mas ela não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.

No início do mês, em uma nota no Facebook, ela disse que seu marido “gerenciou todo o trabalho que foi feito de comunicação nas redes sociais”, mas não respondeu às perguntas que haviam sido encaminhadas.

EXONERAÇÕES NA PRESIDÊNCIA

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), exonerou nesta terça-feira 149 cargos comissionados herdados de gestões anteriores, do MDB, que trabalhavam na presidência ou em estruturas ligadas a ela.

A maioria dos exonerados estava lotada na Diretoria-Geral, mas há cortes também no gabinete da Secretaria-Geral da Mesa, no Instituto Legislativo Brasileiro e colegiados como a Comissão Mista Permanente de Regulamentação e Consolidação da Legislação Federal.

Funcionários da presidência disseram apenas que foram informados na segunda-feira (25) que deveriam verificar nesta terça o Boletim Administrativo do Senado para checar se haviam sido exonerados.

Estes funcionários disseram também que há expectativa de novas exonerações nesta quarta-feira (27) e daqui a dez dias.

No fim de fevereiro, Davi havia dito que servidores da Casa ligados ao senador Renan Calheiros (MDB-AL) e a outros caciques do MDB, como o secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira, estão em “estágio probatório”.

Bandeira chegou a ser afastado do cargo durante a eleição para presidente do Senado, mas acabou sendo readmitido logo depois. Na prática, porém, Davi tem relativizado a importância de Bandeira, já que tem ouvido quatro consultores para tomar decisão.

Jornalistas tentaram entrevistar o presidente do Senado no fim da manhã desta terça, mas ele informou que só falaria depois.

O Sindilegis, sindicato que representa os servidores do Legislativo, ainda não se manifestou sobre as exonerações.

Mãe leva filha para creche e avisa que não volta para buscá-la

Uma menina de 4 anos foi abandonada pela mãe em um centro municipal de educação infantil (Cmei) no Parque das Grevíleas, em Maringá. O caso aconteceu na segunda-feira, quando a mulher, de 18 anos, levou a filha na creche e disse para a diretora que não voltaria para buscá-la.

Ela ainda sugeriu que a educadora ligasse para a avó da criança, que a abrigaria. A avó, por sua vez, entregou um bilhete à direção do Cmei, informando que não tinha condições de ficar com a neta, pois morava de favor na casa de conhecidos. Uma vizinha da avó se solidarizou, levou a criança para a casa e denunciou ao Conselho Tutelar.

Carlos Bonfim, conselheiro tutelar que acompanhou o caso, diz que a mãe demonstrou frieza em todo o processo. “Ela disse que não queria mais a filha na frente da menina”, relata. “Ela nos tratou com rispidez e aparentava certo descontrole emocional.”

A mulher, que tem um filho de 1 ano e 2 meses e estaria grávida de dois meses, divide uma casa com o companheiro e os sogros. O homem e os pais não querem que a menina more com eles e se ofereceram para alugar um imóvel para que mãe e filha morassem juntas, mas a mulher negou.

A menina foi acolhida pela tia e pelo tio materno. Ao Conselho Tutelar, o casal teria dito que a criança tem sido rejeitada pela mãe desde o nascimento. Na certidão, não consta o nome do pai. Segundo Bonfim, a menina já passou dois anos na casa dos tios, mas depois retornou aos cuidados da mãe.

A partir de agora, a criança vai morar com o casal e ser acompanhada por psicólogos da rede municipal. O conselho fez um termo para que a guarda seja concedida aos tios, dando o primeiro passo para uma possível adoção.

“Apesar de ser criança, ela sente a rejeição e comentou com a tia que, talvez, se tivesse pele e olhos claros, como os filhos do companheiro da mãe, pudesse ter sido aceita pela família”, diz o conselheiro.

Neste ano, a mãe procurou atendimento no Conselho Tutelar. Na ocasião, ela afirmou que estava com dificuldades para criar a filha e gostaria que a avó assumisse o papel.

Ela vai responder por abandono de incapaz.