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Macron renuncia a aposentadoria presidencial na França de forma antecipada

Em meio às greves contra a reforma da Previdência proposta pelo governo francês, o presidente Emmanuel Macron renunciou antecipadamente a sua futura aposentadoria de ex-chefe de Estado, informou no sábado (21) o Palácio do Eliseu.

Macron, que chegou aos 42 anos na mesma data do anúncio e cujo mandato vai até 2022, também decidiu não integrar o Conselho Constitucional francês. Ex-presidentes fazem parte do órgão como membros vitalícios com atribuição de 13,5 mil euros (cerca de R$ 61,3 mil) por mês.

O projeto busca criar um sistema universal de aposentadorias baseada em pontos e assim abolir os regimes especiais que permitem que alguns franceses se aposentem mais cedo.

A decisão ocorre após mais de duas semanas de manifestações contra a reforma da Previdência promovida por Macron, que, no sábado, 17º dia de mobilizações, pediu uma trégua aos ativistas.

Durante visita à Costa do Marfim, o presidente pediu aos sindicatos de transportes que suspendessem as greves no período do Natal para evitar a interrupção das viagens de famílias.

Apesar dos apelos de alguns sindicatos para suspender as paralisações durante a temporada festiva, grupos de trabalhadores ferroviários continuavam parados enquanto passageiros partiam para as celebrações.

A operadora ferroviária nacional SNCF continuou a operar com serviços reduzidos no domingo (22), incluindo metade do número usual de trens de alta velocidade. O metrô de Paris funcionava com apenas duas linhas de 16.

Ainda assim, o apoio dos franceses às greves vem diminuindo, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ifop para o Journal du dimanche. Segundo o levantamento, 31% apoiam o movimento, enquanto para 20% os protestos despertam uma certa simpatia.

Esse total de 51% de opiniões positivas é três pontos percentuais inferior ao índice de uma pesquisa anterior realizada pelo mesmo instituto uma semana antes.

Por outro lado, 19% se declararam contrários aos atos, e 15% hostis às manifestações. O índice é quatro pontos percentuais superior ao da semana passada. Outros 15% se disseram indiferentes, segundo o levantamento realizado entre 19 e 20 de dezembro e que ouviu 1.007 pessoas.

Segundo o Palácio do Eliseu, “não há uma vontade de se exibir” no anúncio de Macron, apenas “um desejo de coerência” por parte do presidente, que será o primeiro líder francês a renunciar à aposentadoria a qual tem direito ao deixar o cargo.

O valor da aposentadoria de um ex-presidente é de 6.220 euros brutos (R$ 28,2 mil) mensais. De acordo com uma lei de 1955, esse montante não está sujeito a condições de idade, duração do mandato ou limite de renda.

“[Macron] decidiu que esta lei não se aplicará em curto prazo, em 2022, ou em 2027, no caso de um segundo mandato”, afirmou o Eliseu à agência AFP, confirmando uma informação do jornal Le Parisien.

Em seu lugar “será criado um novo sistema dentro do futuro regime universal por pontos” que, no contexto da reforma atual, deve substituir os 42 tipos de pensões atualmente existentes na França.

Segundo o Eliseu, seria coerente que a lei de 1955 deixe de ser aplicada a presidentes. Mesmo que cumpra dois mandatos, de cinco anos cada um, Macron estará longe da idade legal de aposentadoria na França, de 62 anos, ao deixar o cargo.

ENTENDA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA FRANÇA

Um fundo para todos

Os 42 fundos de pensão administrados de forma independente serão fundidos em um único, com regras iguais para todos. Atualmente, se uma pessoa contribui para mais de um fundo, ela recebe mais de uma pensão. Sob a proposta, isso não será possível.

Fim de regimes especiais

O projeto acaba com regimes especiais de ferroviários, militares e bailarinos da Ópera de Paris, por exemplo. Esses funcionários públicos conseguem se aposentar antes dos 60 anos e recebem pensões maiores.

Sistema de pontuação

A ideia é adotar um sistema de pontuação no qual cada dez euros contribuídos equivalem a um ponto. Serão concedidos pontos bônus em casos excepcionais, como licença-maternidade.

Pela nova proposta, quanto mais anos um trabalhador ficar no mercado, mais pontos ele acumula, e maior será sua pensão. Quem trabalhar até os 64 anos, independentemente dos pontos obtidos, terá pensão mínima de mil euros.

Quem trabalhar além dessa idade pontua mais: aos 65, ganhará 5% a mais de pontos por ano; aos 66, mais 10%, e assim por diante

Eurocopa - Alemanha - França - Portugal

Eurocopa 2020 terá grupo da morte com Alemanha, França e Portugal

O sorteio da Eurocopa que foi realizado neste sábado (30) em Bucareste, na Romênia, colocou os dois últimos campeões do mundo e atual campeão do torneiro na mesma chave. Alemanha, França e Portugal realizaram o duelo pelo Grupo F.

Ainda para completar a chave, falta o vencedor dos playoffs da repescagem entre Bulgária, Hungria ou Islândia (se a Romênia for eliminada) ou vencedor do grupo D da repescagem entre Geórgia, Bielorrússia, Macedônia do Norte e Kosovo.

No aniversário do 60º aniversário do torneio, os 51 jogos serão disputados pela primeira vez na história em 12 cidades de 12 países do continente. Serão eles, Roma, Baku, São Petersburgo, Copenhague, Amsterdã, Bucareste, Bilbao, Dublim, Munique, Budapeste, Glasgow e Londres. A capital inglesa vai receber as semifinais e a final, no dia 12 de julho.

Na abertura do torneio, no dia 12 de junho, Turquia e Itália fazem o primeiro jogo em Roma, pelo Grupo A, que já tem a chave definido com País de Gales e Suíça.

Resultado do sorteio da fase final da Eurocopa-2020:

– Grupo A (Roma e Baku):
Turquia
Itália
País de Gales
Suíça

– Grupo B (Copenhague e São Petersburgo):
Dinamarca
Finlândia
Bélgica
Rússia

– Grupo C (Amsterdã e Bucareste):
Holanda
Ucrânia
Áustria
Romênia (se conseguir se classificar) ou vencedor da repescagem D entre Geórgia, Bielorrússia, Macedônia do Norte e Kosovo

– Grupo D (Londres e Glasgow):
Inglaterra
Croácia
Vencedor da repescagem C entre Noruega, Sérvia, Escócia e Israel
República Tcheca

– Grupo E (Bilbao e Dublim):
Espanha
Suécia
Polônia
Vencedor do grupo B da repescagem entre Bósnia, Irlanda do Norte, Eslováquia e Irlanda

– Grupo F (Munique e Budapeste):
Bulgária, Hungria ou Islândia (se a Romênia for eliminada) ou vencedor do grupo D da repescagem entre Geórgia, Bielorrússia, Macedônia do Norte e Kosovo
Portugal
França
Alemanha

Se classificam para as oitavas de final os dois primeiros de cada grupo e os quatro melhores terceiros.

Alemanha - Mercosul - União Europeia - Agronegócio - Brasil

Alemanha diz que próximos 18 meses serão cruciais para acordo Mercosul-UE

Após a série de atritos diplomáticos entre o governo brasileiro a lideranças europeias, a Alemanha prega pragmatismo e diz que os próximos 18 meses serão cruciais para superar lobbies e ratificar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, cuja primeira versão foi aprovada no fim de junho.

O acordo é resultado de vinte anos de negociações e considerado fundamental no processo de abertura comercial da economia brasileira. As comemorações, porém, acabaram ficando em segundo plano pela crise diplomática gerada após o recrudescimento dos incêndios na Amazônia.

“Estamos diante de oportunidade histórica de avançar significativamente em nosso relacionamento e os próximos dezoito meses serão decisivos”, disse à reportagem o vice-ministro de Economia e Energia da Alemanha, Thomas Bareiss.

Um exemplo dos obstáculos pôde ser visto nesta quinta (19), quando o Parlamento da Áustria aprovou moção que obriga o governo daquele país a vetar a participação no acordo, usando como justificativa a postura do governo Bolsonaro em relação à floresta.

“É claro que há muitas tendências contra o livre comércio e a favor do protecionismo e isso nos preocupa”, afirmou Bareiss, que esteve esta semana no país para encontrar empresários alemães com negócios no Brasil e participar da 16º Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana.

A visita ocorre um mês após Bolsonaro sugerir que a chanceler alemã Angela Merkel usasse dinheiro do fundo Amazônia para reflorestar a Alemanha. Ele também atacou o presidente francês, Emmanuel Macron e ofendeu sua esposa, Michele, ao comentar com risadas um post no Twitter que a chamava de feia.

“Concordo que nas últimas semanas houve troca de mensagens que realmente não contribuíram muito”, disse o vice-ministro alemão, para quem “a necessidade de marcar posições diante do eleitorado” contribuiu para inflamar os discursos.

“Mas acho que faria muito mais sentido olharmos para o que temos em comum, focarmos nos fatos e ver do ponto de vista pragmático como se pode agir para que as coisas caminhem na direção correta”, completou. Antes de entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado por todos os países envolvidos.

A Alemanha é apontada como uma das maiores beneficiadas pelo acordo, que reduzirá tarifas para a troca de bens e serviços entre os dois blocos comerciais. Já a França sofre com pressões internas de sua agroindústria, que teme perda de mercado para produtos do Mercosul.

Ele defende que o Mercosul não se beneficiará apenas com a abertura de mercados agrícolas, mas poderá aproveitar complementariedades com a indústria europeia e experimentará crescimento nos investimentos europeus.

“Sei que o Brasil tem uma indústria metal-mecânica forte e de relevância. Outro ponto importante é a eficiência energética e geração de energia renovável. O Brasil está entre os líderes na produção de etanol e biomassa”, argumentou.

Na sua opinião, o desaquecimento da economia europeia não será empecilho à aprovação do acordo nos países do continente, caso os governos sejam convencidos de que a abertura de novos mercados pode representar “um propulsor” para o reaquecimento.

Bareiss minimizou acusações de interferência estrangeira na Amazônia -uma das críticas de Bolsonaro a Macron- embora acredite que os termos do acordo, que prevê comprometimento com o combate ao desmatamento e poluição, aumentarão os controles sobre a proteção à floresta.

“Sabemos que tanto na Alemanha quanto em toda a Europa a Amazônia é considerada o pulmão verde do mundo. Olhando para essa imagem fica óbvio porque as pessoas se interessam tanto na conservação da floresta”, comentou.

“Mas eu não sou partidário de forma alguma de que sejam emitidas recomendações e orientações sobre o que deve ser feito aqui no Brasil”, afirmou. “A floresta amazônica é brasileira, faz parte do território brasileiro. Não estamos mais na época do colonialismo, essa fase ficou para trás.”

Com uma metáfora futebolística, diz que a Alemanha costuma ser criticada pelo jogo “um tanto chato, entediante e pragmático demais”, características que poderiam se aplicar também à política local. “Tanto no Brasil como na França, política é questão muito emotiva e que desperta paixões.”

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Emmanuel Macron diz que queimadas na Amazônia geraram crise internacional

O presidente francês Emmanuel Macron disse nesta quinta-feira (22) que as queimadas na Amazônia geraram uma “crise internacional”.

Pelo Twitter, Macron afirmou que discutirá o caso no G7 (grupo que reúne Alemanha, Canadá, França, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido). “Membros do G7, vejo vocês em dois dias para falar sobre esta emergência”, escreveu.

“Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigênio, está em chamas”, completou o presidente francês na publicação que traz ainda uma foto com o fogo consumindo a floresta.

Além de chamar a atenção para um incêndio sem precedentes que devasta diferentes pontos da Amazônia há vários dias, o governo francês também anunciou que vai desembolsar 9 milhões de euros em um programa de preservação ambiental específico para a Amazônia.

O programa foi divulgado pelo chanceler francês Jean-Yves Le Drian, considerado um dos braços direitos de Macron. “A França está muito preocupada com os numerosos incêndios, de magnitude sem precedentes, que afetaram a floresta amazônica há várias semanas”, disse Le Drian.

Em julho, Le Drian esteve no Brasil, mas não conseguiu se encontrar com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). O motivo: o presidente preferiu cortar os cabelos em vez de cumprir a agenda oficial.
O anúncio de ajuda financeira da França é mais uma tentativa de apoio oferecido por um país europeu em prol da maior floresta tropical do planeta.

Na semana passada, Alemanha e Dinamarca suspenderam os repasses que faziam ao Fundo Amazônia (que financiava ações de preservação) por causa do aumento do desmatamento na floresta.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) reagiu. “Eu queria até mandar um recado para a senhora querida Angela Merkel, que suspendeu 80 milhões de dólares para a Amazônia. Pegue essa grana e refloreste a Alemanha, ok”, disse Bolsonaro em entrevista.

“Na Amazônia, a França também é confrontada com esse risco na Guiana, e está conduzindo uma cooperação de longo prazo com os países da América do Sul para enfrentá-lo, particularmente por intermédio da Agência Francesa de Desenvolvimento”, disse o chanceler em comunicado.

O projeto, segundo Le Drian, será lançado em 2020.

“Estamos determinados a dar continuidade a esses esforços e a trabalhar com todos os atores da região (Estados, autoridades locais, ONGs, setor privado) comprometidos com a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável, com o Acordo de Paris, e com a adoção em 2020 das próximas metas globais para a proteção da biodiversidade”, afirmou Le Drian.

Bolsonaro

Bolsonaro diz que Macron e Merkel não têm autoridade para discutir questão ambiental

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (4) que nem o presidente francês, Emmanuel Macron, nem a chanceler alemã, Angela Merkel, têm autoridade para discutir políticas de meio ambiente para o Brasil.

Em café da manhã com a bancada ruralista, disse que os presidentes brasileiros anteriores a ele criaram uma imagem negativa do país no exterior e que tem tentado alterar a maneira como o Brasil se posiciona diante do mundo.

“Eles não têm autoridade para vir discutir essa questão conosco. Mudou a maneira do Brasil se portar perante o mundo”, disse. “Com a conivência de chefes de Estado, foi feito com que o Brasil tivesse um péssimo conceito de meio ambiente lá fora.”

O desmatamento na Amazônia no mês de junho foi cerca de 57% maior do que no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Deter, sistema de alertas de desmatamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Os dados do mês passado, por enquanto, só vão até o dia 28 -o que ainda pode causar alterações no crescimento da taxa de desmate. No mês de junho, foram desmatados cerca de 769 km², segundo o Deter. Em 2018, o valor era de aproximadamente 488 km².

Bolsonaro disse ainda que, ao procurá-lo durante o encontro do G20, Macron e Merkel acreditavam estar tratando com governos anteriores e que políticas de demarcação de terras indígenas e ampliação de áreas ambientais dificultavam o progresso da economia brasileira.

“Esses dois em especial [Macron e Merkel] achavam que estavam tratando com governos anteriores, que, após reuniões como essa, vinham para cá, demarcavam dezenas de áreas indígenas e quilombolas, ampliavam área de proteção. Ou seja, dificultavam cada vez mais nosso progresso aqui no Brasil”, disse.

O presidente também afirmou que deu um “rotundo não” ao presidente francês, que o teria procurado, junto ao líder indígena brasileiro Raoni Metuktire, para que o Brasil anunciasse medidas ambientais durante a reunião no Japão.

“Não reconheço o Raoni como autoridade, uma autoridade aqui no Brasil. Ele é um cidadão, como outro qualquer que nós devemos respeito e consideração. Mas ele não é autoridade”, disse.

Antes do início da cúpula do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo, Bolsonaro foi criticado por Macron e Merkel, que expressaram preocupação sobre o desmatamento na Amazônia e o risco de o Brasil deixar o Acordo de Paris.

O presidente francês chegou a dizer que não assinaria nenhum pacto com o Brasil caso o país deixasse o acordo que trata do combate a mudanças climáticas.

Depois de vaivéns na agenda dos mandatários, Bolsonaro se encontrou tanto com o líder francês quanto com a chanceler alemã, a quem o presidente brasileiro teria falado sobre a existência de uma “psicose ambientalista” contra o país.

O presidente se queixou de que os europeus sempre trataram o Brasil de “forma colonialista” em gestões anteriores, querendo ditar regras.

No encontro no Palácio do Planalto, Bolsonaro afirmou ainda que o governo brasileiro é da bancada ruralista. Ele ressaltou que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, foi escolhida pela frente parlamentar e que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é “casado” com ela.

 

França acordo União Europeia Mercosul UE-Mercosul Fotomontagem USP Imagens

França diz que não está preparada para ratificar acordo UE-Mercosul

A França não está preparada no momento para ratificar o acordo comercial assinado na sexta-feira (28) entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, após 20 anos de negociações, afirmou nesta terça-feira (2) a porta-voz do governo francês, Sibeth Ndiaye.

“Vamos observar com atenção e, com base nestes detalhes, vamos decidir”, declarou em uma entrevista ao canal de notícias BFM.

Como fez durante as negociações do acordo comercial entre UE e Canadá, a França solicitará garantias aos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), completou a porta-voz.
“Não posso dizer que hoje vamos ratificar o Mercosul […] A França, no momento, não está pronta para ratificar”, disse Ndiaye.

O acordo anunciado na sexta-feira por UE e Mercosul é o maior já assinado pelo bloco europeu.

A França é um dos países mais reticentes ao acordo porque teme os efeitos para seu influente setor agrícola, que pode ser afetado pela grande entrada de produtos sul-americanos no mercado.

Os fazendeiros franceses, muito dependentes dos subsídios europeus e organizados em propriedades familiares que geram uma renda pequena (€ 10 mil a € 12 mil de média em 2018, segundo a Federação Nacional de Carne Bovina), afirmam que não conseguirão competir com o que chamam de fábricas de carne sul-americanas.

Eles ressaltam as diferenças nas práticas dos dois continentes, que não favorecem os europeus: enquanto na UE as normas ambientais são cada vez mais rígidas, na América do Sul são utilizados antibióticos, hormônios do crescimento e soja geneticamente modificada.

Também nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian, disse ao Parlamento que ainda não se sabe se o acordo atendeu às exigências da França.

“Os limites que traçamos para o acordo são claros.” Ele disse que ainda é preciso ver se Paris dará apoio, quando examinar os detalhes do acordo.

Na segunda-feira (1º), Pascal Canfin, eurodeputado da plataforma Renaissance [Renascimento] de Emmanuel Macron, disse em um programa de rádio que o voto dos franceses a favor do acordo comercial não está garantido.

“Até agora eu não vi o acordo, ninguém viu, exceto a Comissão Europeia”, disse Canfin.

Portanto, “nada é garantido em termos de ratificação no Parlamento Europeu, e no que diz respeito aos 23 membros da lista do Renascimento, vamos analisar, mas o nosso voto a favor não está garantido”, acrescentou.

O deputado destacou o impacto do acordo sobre o setor agrícola e disse que ainda não viu o mecanismo de salvaguarda previsto para interromper as importações se o acordo desestabilizar os setores europeus, especialmente os franceses”.

Brasil x França

Brasil perde para França na prorrogação e está eliminada da Copa do Mundo Feminina

A seleção feminina do Brasil foi eliminada da Copa do Mundo Feminina pela França neste domingo (23). Depois do empate por 1 a 1 no tempo normal, com gols de Gauvin e Thaisa, as francesas conquistaram o triunfo na prorrogação. Henry deu a classificação para as anfitriãs no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação.

23.965 acompanharam o duelo em Le Havre.

Apesar da Marta ter se tornado a maior artilheira de todas as Copas do Mundo, o Brasil segue sem conquistar um título mundial.

A melhor campanha da seleção brasileira feminina de futebol segue sendo o segundo lugar na Copa do Mundo de 2007.

Até agora, o Brasil soma dois títulos em Pan-Americanos e sete da Copa América. Além disso, a seleção canarinha também tem duas medalhas em Olimpíadas – 2004, em Atenas, e 2008, em Pequim.

PRÓXIMO JOGO

Agora, a França espera a vencedora de Espanha e Estados Unidos. O duelo acontece nesta segunda-feira (24), às 13h. O jogo das quartas está marcado para o próximo sábado (29), às 10h.

TEMPO NORMAL

A França abriu o placar aos 22 minutos do primeiro tempo, mas o VAR anulou o gol. Diani cruzou da direita e Bárbara saiu espalmando. A bola bateu no ombro de Gauvin e entrou na meta brasileira antes das atletas se chocarem. Depois do árbitro de vídeo ser acionado, a juíza Marie-Soleil Beaudoin assinalou falta na goleira.

Os dois gols saíram no segundo tempo. Aos seis minutos, a França fez um lance similar ao gol anulado. Diani cruzou e Gauvin aproveitou o vacilo de Mônica para balançar as redes.

Por outro lado, o empate brasileiro veio aos 18. Debinha cruzou da esquerda e a bola acabou sobrando para Thaisa bater firme e igualar.

Nos acréscimos, Debinha acionou Bia Zaneratto, mas a atacante acabou batendo por cima.

PRORROGAÇÃO

A seleção brasileira foi melhor no primeiro tempo da prorrogação. Na melhor chance, aos 14 minutos, Debinha arrancou pela esquerda e chutou cara a cara com a goleira Bouhaddi. A bola passou pela arqueira, mas Bathy salvou antes da bola entrar.

Porém, na etapa final da prorrogação, a defesa brasileira vacilou na bola parada. Majri cobrou falta e Henry apareceu para garantir o triunfo francês.

Copa do Mundo Feminina Marta

Brasil enfrenta a França nas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina

O Brasil vai encarar a anfitriã França pelas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina 2019. O duelo está marcado para o próximo domingo (23), às 16h (horário de Brasília), em Le Havre.

A definição se deu após a vitória, por 2 a 0, do Chile sobre a Tailândia. Caso as chilenas tivessem feito 3 a 0 – e tiveram chance para isso já que desperdiçaram uma penalidade – a próxima adversária da seleção brasileira teria sido a Alemanha.

Com o resultado, inclusive, Chile e Tailândia estão eliminadas do Mundial.

CAMPANHA

O Brasil oscilou na fase de grupos. Teve uma estreia de gala: fez 3 a 0 sobre a Jamaica, a seleção mais fraca do Grupo C. Cristiane anotou todos os gols na partida que ficou marcada pela ausência de Marta, ainda se recuperando de uma lesão muscular.

Na segunda partida, Marta atuou no primeiro tempo e ajudou a seleção a abrir 2 a 0 contra a Austrália. Sem estar 100%, a camisa 10 foi substituída por Vadão, assim como Formiga. Sem as duas, o Brasil acabou tendo péssimo desempenho e sofreu a virada por 3 a 2, amargando o único revés no torneio até aqui.

Já no último jogo, o mais difícil, contra a Itália, o Brasil se comportou bem na maior parte do embate. Apesar de correr alguns riscos, a seleção criou muitas oportunidades e acabou vencendo por 1 a 0, mas sofreu uma pressão desnecessária no final da partida. O destaque foi Marta: de batom, ela converteu o pênalti e se tornou a maior artilheira de todas as Copas do Mundo.

Confira todos os jogos das oitavas de final:

Sábado, 22 de junho
12h30 – Alemanha x Nigéria – Grenoble
16h – Noruega x Austrália – Nice

Domingo, 23 de junho
12h30 – Inglaterra x Camarões – Valenciennes
16h – França x Brasil – Le Havre

Segunda, 24 de junho
13h – Espanha x EUA – Reims
16h – Suécia x Canadá – Paris

Terça, 25 de junho
13h – Itália x China – Montpellier
16h – Holanda x Japão – Rennes

Avião que levava atacante argentino para seu novo clube está desaparecido

O avião que levava o atacante argentino Emiliano Sala da França para o País de Gales na noite desta segunda (21) está desaparecido. A informação foi confirmada pelas autoridades de aviação francesas. No sábado (19), o jogador de 28 anos foi anunciado como novo reforço do Cardiff, time galês que disputa a primeira divisão inglesa e está na 18ª colocação atualmente.

Segundo a AFP, a aeronave de pequeno porte desapareceu dos radares próximo à ilha de Guernsey, no Canal da Mancha. De acordo com a polícia local, foram feitas buscas durante a madrugada com um helicóptero e botes salva-vidas, mas nenhum vestígio do avião foi localizado. Após uma interrupção por conta do mau tempo, na manhã desta terça (22) a tentativa de resgate foi reforçada com mais aeronaves.

Sala defendia o Nantes desde a temporada 2015/16 e marcou 12 gols no campeonato nacional de 2018/19. Ele custou ao Cardiff 17 milhões de euros (R$ 72,5 milhões) e assinou um contrato de três anos e meio. Nenhum dos clubes comentou oficialmente o episódio até agora, mas a partida do Nantes pela Copa da França nesta quarta (23) foi adiada.

Em outubro de 2018, o bilionário tailandês Vichai Srivaddhanaprabha, dono do time inglês Leicester, morreu em um acidente de helicóptero que havia decolado do gramado do estádio após uma partida da equipe.

França no topo e hexa adiado: o sucesso da Copa do Mundo em 2018

A Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia em junho e julho desse ano, foi um sucesso. O maior evento esportivo do ano aconteceu em 11 cidades e abriu as portas do país europeu, presidido por Vladimir Putin, como nunca antes. A festa tomou conta também na esfera esportiva, já que a Rússia chegou nas quartas de final – caindo para a Croácia nas penalidades.

A boa organização fez com que todos voltassem as atenções para a disputa esportiva, que ainda contou com a inovação do árbitro de vídeo (VAR), recurso tecnológico que tenta dar ao futebol a sensação de justiça. Foram 17 lances que o juiz da partida recorreram à ferramenta, sendo um pênalti na grande decisão entre França e Croácia.

Apesar de nenhum dado oficial ter sido divulgado, a Kantar Ibope Media apontou que a final foi assistida por mais de 20 milhões de telespectadores nas 15 principais regiões metropolitanas do Brasil.

A França conquistou o título pela segunda vez. 

Com apenas 19 anos, Mbappé igualou Pelé e fez história na Rússia. Foto: Getty Images/Site FIFA

Rápido, habilidoso e carismático, Mbappé foi a estrela da equipe. Ele se igualou a Pelé como segundo jogador a marcar um gol na final com menos de 20 anos. Em 1958, o Rei do Futebol tinha apenas 17 anos e marcou duas vezes na decisão contra a Suécia.

Já no banco de reservas, o técnico da conquista deste ano foi Didier Deschamps, volante e capitão da seleção campeã em 1998. Ele se igualou a Zagallo e ao alemão Franz Beckenbauer, os únicos campeões mundiais sendo atleta e treinador.

Deschamps se juntou a Zagallo e Beckenbeuer. Foto: Getty Images / site FIFA

Caminho até o título

A França não teve dificuldades para liderar o Grupo C. Passou por Austrália e Peru e empatou sem gols com a Dinamarca com seu time misto. No mata-mata, a equipe cresceu de produção. Nas oitavas de final, venceu a Argentina por 4 a 3 em um dos grandes jogos da competição. Griezmann abriu o placar de pênalti, mas os argentinos conseguiram a virada com Dí Maria e Mercado. Para azar dos hermanos, a estrela de Mbappé brilhou e o camisa 10 acabou marcando dois gols. No fim, já nos acréscimos, Aguero ainda descontou.

Ao lado de Mbappé, Griezmann terminou a Copa como o melhor jogador da final. Ao longo do torneio, foram quatro gols e duas assistências. Foto: AFP/ site FIFA

Já nas quartas, a França pegou o Uruguai e controlou o jogo inteiro, tornando o confronto complicando em seu duelo mais fácil na competição. Griezmann deu assistência para Varane e depois contou com falha do goleiro Muslera.

Na semifinal, os franceses encararam a Bélgica e contaram com o zagueiro Samuel Umtiti para definir o confronto depois do escanteio batido por Griezmann. Vale ressaltar que os belgas tiveram mais posse de bola (64% contra 36%), mas finalizaram menos ao gol adversário (3 a 5).

Na grande decisão, a França venceu a Croácia por 4 a 2 em um confronto foi eletrizante. O atacante Mandzukic marcou contra e teve que contar com seu companheiro Perisic para empatar. O VAR apareceu no jogo por causa do árbitro argentino Néstor Pitana, que acabou dando um pênalti aos Bleus. Griezmann balançou as redes ainda no primeiro tempo e viu Pogba e Mbappé ampliarem. No final, o vilão Mandzukic acabou diminuindo em falha grotesca do goleiro Lloris.

Pogba e Kanté comemoram o título. Foto: AFP/site FIFA

O triunfo dos Bleus fez o país voltar ao topo do mundo futebolístico após 20 anos, superando a grande desconfiança por ser a seleção mais jovem do torneio – a média foi de 25,8 anos. Os três mais velhos tinham 31 anos: o goleiro Hugo Lloris, o volante Blaise Matuidi e o atacante Oliver Giroud. Já Antonie Griezmann e N’Golo Kanté, aos 27 anos, e Paul Pogba, 25, também foram essenciais ao time.

Tite: salvador ou culpado?

Tite apresenta ótimos números na seleção. Foto: Lucas Figueiredo / CBF

O Brasil chegou embalado e confiante para conquistar o hexa. Desde que Tite assumiu o cargo de técnico da seleção brasileira, em junho de 2016, até o Mundial, ele conquistou um aproveitamento de 85,7%. Em 21 jogos, foram 17 vitórias, três empates e apenas uma derrota.

Tamanho sucesso nos resultados e a melhora no futebol apresentado depois de Dunga e Mano Menezes, o comandante virou uma espécie de salvador da pátria. Sua imagem era tão venerada que foi garoto propaganda de diversas empresas durante o Mundial.

Tite teve participação essencial na recuperação da confiança dos brasileiros após a tragédia do 7 a 1 no Mineirão, mas acabou pecando em alguns momentos.

Em sua lista, o treinador optou por levar os “homens de confiança”, mesmo não estivessem em seu auge físico. Fágner substituiu bem Danilo nos jogos da fase de grupos, mas mostrou a diferença de níveis no jogo mais decisivo. Também era mais esperado mais de Renato Augusto, assim como de Paulinho. Fred, Danilo e Douglas Costa, machucados, não puderam mostrar seu potencial. Já Taison, o nome mais polêmico na lista, não jogou um minuto do Mundial e comprovou que o treinador poderia ter feito opção melhor para o banco de reservas.

Gabriel Jesus não apresentou seu melhor futebol no Mundial da Rússia. Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Já Gabriel Jesus entrou para a história ao não ter marcado nenhum gol nos cinco jogos do Brasil neste Mundial. Antes dele, apenas um camisa 9 da amarelinha deixou uma Copa do Mundo sem marcar – Alcindo, em 1966. De quebra, Roberto Firmino, em ótima fase, ficou com o status de reserva.

 

O próprio Tite reconheceu alguns equívocos. “A Copa do Mundo te dá a necessidade de mais rapidamente modificar seu plano geral, quer seja durante o jogo ou pelo momento técnico de uma atleta ou outro”, disse em agosto.

No geral, o Brasil fez uma boa participação. Classificou-se (com susto, é verdade) em primeiro lugar do Grupo E, à frente de Suíça, Sérvia e Costa Rica. Nas oitavas de final, derrotou o bom time do México.

Caiu no duelo diante a Bélgica por 2 a 1, sofrendo com as ótimas atuações do meia Kevin De Bruyne e dos atacantes Eden Hazard e Romero Lukaku. Comandados por Roberto Martínez e seu auxiliar, Thierry Henry, os belgas poderiam ter sorte melhor, mas conquistaram o terceiro lugar do Mundial – a melhor posição da história do país.

Os carismáticos 

Islândia e Panamá também marcaram história em 2018. Os dois países fizeram tiveram participações muito dignas na Rússia mesmo sendo eliminadas na fase de grupos.

Torcida da Islândia fez bonito na Rússia. Foto: Site FIFA

Os islandeses já tinham sido uma das sensações da Eurocopa. A celebração, que é chamada de “Haka Viking”, “Viking Thuder Clap” ou “canto do trovão” foi uma das grandes cenas da Rússia. O ritual deu certo na estreia: o empate com a Argentina por 1 a 1 deu mais destaque ao país e principalmente ao goleiro Halldórsson, que defendeu um pênalti de Lionel Messi durante a partida. Infelizmente, as derrotas para Nigéria e Croácia, na sequência, eliminaram os nórdicos do Mundial.

Enquanto isso, o Panamá também figurou uma das cenas mais marcantes do torneio. O experiente Felipe Baloy, zagueiro de 37 anos que já defendeu Grêmio e Athletico Paranaense, marcou o primeiro gol do país na história das Copas. O lance foi comovente: o zagueiro foi às lágrimas em meio a festa de todos os jogadores e torcedores panamenhos.

Gol histórico de Baloy foi muito celebrado. Foto: Site FIFA

Sabe de Kane?

O artilheiro da Copa foi o inglês Harry Kane, com seis gols. O atacante disputou seu primeiro Mundial e já se juntou a Gary Lineker, goleador da Copa de 1986, como os únicos ingleses que se tornaram artilheiros do torneio. Além disso, Lineker é quem mais marcou pelo English Team em Copas. Foram 10 bolas na rede – seis em 1986 e quatro em 1990. Considerando que Kane ainda tem 25 anos, é plausível pensar que o jogador do Tottenham pode fazer mais história pela seleção inglesa.

Harry Kane foi o artilheiro da Copa. Foto: site FIFA

Festa croata

A campanha croata rendeu boas histórias, inclusive do fanatismo da presidente Kolinda Grabar-Kitarović em acompanhar as partidas de seu país.

Dentro de campo, o jogo coletivo foi marcante para, por exemplo, o triunfo categórico diante a Argentina na primeira fase. O grupo foi recheado de ótimos jogadores, como Rakitic, Perisic e Mandzukic fazendo companhia ao excelente Luka Modric, premiado pela FIFA como o melhor jogador do ano.

Jogadores croatas foram recebidos com muita festa em seu país. Foto: AFP/Site FIFA

Vale lembrar que a Croácia disputou a prorrogação em todos os jogos do mata-mata, garantindo emoção até o fim. Isso também ajudou na vitória francesa. Além de atuar 90 minutos a mais que o rival na final, os croatas percorreram 118 km a mais que os franceses no trajeto rumo à decisão. Mesmo assim, é para aplaudir essa campanha histórica.

As decepções

As favoritas ao título, Alemanha, Argentina e Espanha decepcionaram. Campeões em 2014, os alemães fizeram feio na fase de grupos: perderam para o México na estreia, ganharam de virada da Suécia no último minuto (evitando a eliminação com antecedência) e selaram sua despedida com uma derrota para a Coreia do Sul. O gol de Toni Kroos diante os suecos parecia ser uma retomada do futebol bávaro, mas a campanha do time treinado por Joaquim Low foi longe do esperado.

Messi lamentando gol da França na eliminação da Argentina. Foto: Getty Images/site FIFA

Já a Argentina, comandada por Jorge Sampaoli, caiu para a Franças nas oitavas de final e mostrou, mais uma vez, que a zona da Associação do Futebol Argentino (AFA) reflete nos resultados dentro de campo. Além disso, Lionel Messi colecionou mais uma decepção defendendo seu país e ficou aposentado da seleção nesse resto de ano.

Por fim, a Espanha foi o destaque antes da competição iniciar por decisões que podem ser consideradas amadoras dentro do futebol de alto nível. Dias antes da estreia da Fúria no Mundial, o técnico Julen Lopetegui acertou vinculo com o Real Madrid. O presidente da Federação Espanhola não aprovou a negociação, demitiu Lopetegui e, às pressas, deu o cargo para Fernando Hierro, diretor esportivo da seleção até então. A mudança não deu certo e os espanhóis foram eliminados nas oitavas de final ao perder na disputa de pênaltis para a anfitriã Rússia.

Cai cai

Se tem alguém que mudou sua imagem foi Neymar. O craque brasileiro sofreu muitas críticas e passou por um processo amadurecimento. Apesar disso, Tite sempre demonstrou plena confiança no jogador e ainda lhe deu a faixa de capitão após o Mundial. O camisa 10 do PSG precisa agora recuperar a boa forma e ser decisivo no futebol europeu para ser valorizado novamente.

Neymar foi muito criticado na Rússia. Foto: Getty Images/Site FIFA