preço carne cai consumidor

Aumentam exportações de carne pelos Portos do Paraná

As exportações de carne, pelo Porto de Paranaguá, subiram 17,58%. Em 2019, durante todo o ano, foram mais de dois milhões de toneladas; em 2018, 1,7 milhão. Como mostram os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a carne que mais apresentou aumento na comparação entre as exportações dos dois últimos anos foi a bovina, que cresceu 64,5%. Com quase 226 mil toneladas exportadas no ano, o Porto de Paranaguá é o segundo nas exportações do produto entre os portos brasileiros.

A carne de boi que sai por Paranaguá representa 14,55% do total do produto exportado pelo país e tem como principais destinos a China, Hong Kong, Egito, Israel e Irã.

SUÍNOS

A exportação de carne suína aumentou 23,22% na comparação entre 2019 e 2018. No ano passado, o volume exportado foi de 100,67 mil toneladas, colocando o terminal paranaense na terceira posição entre os portos do país na operação desse produto.

As exportações de carne suína pelo Paraná representam 11,4% do total exportado pelo país. Os principais destinos são Hong Kong, China, Cingapura, África do Sul e Vietnã.

SETOR PRODUTIVO

Apesar das exportações de frango terem registrado menor aumento – a diferença entre as movimentações de 2019 e 2018 foi de 12,5% (positivo) -, o Porto de Paranaguá segue sendo o líder nacional, respondendo por mais de 42% das exportações nacionais do produto.

Em 2019, um pouco mais de 1,65 milhão de toneladas de carne de aves foram enviadas principalmente para China, Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Hong Kong.

ORIGEM

Pouco mais de 74% da carne exportada pelo Porto de Paranaguá tem origem no próprio Estado. Recentemente, por instrução normativa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou o reconhecimento do Paraná como área livre da peste suína clássica (PSC). A medida retira o Estado de um grupo formado por 14 unidades federativas e reduzindo sua vulnerabilidade a eventuais casos da doença na área não livre.

Ainda no final de 2019, o Ministério da Agricultura também proibiu o uso e a comercialização da vacina contra febre aftosa no Estado, assim como o ingresso de animais vacinados contra a doença (com exceção para a entrada de bois e búfalos destinados a abate, que devem estar em veículo lacrado e ter como destino abatedouro com inspeção oficial).

A partir desses passos, com vigilância sanitária redobrada, o Paraná adota medidas para conquistar o reconhecimento como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pelo Ministério da Agricultura (que deve vir no segundo semestre deste ano) e o reconhecimento internacional, no ano que vem.

*Com informações da AEN*

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Consumo da China eleva preço e carne pode ser artigo de luxo no Brasil

Em 2010, em um congresso de carnes em Buenos Aires, o então secretário de Agricultura e da Pecuária da Argentina, Lorenzo Basso, afirmou que a proteína se tornaria um “artigo de luxo”.

Diante de uma plateia incrédula com suas afirmações, Basso destacou que o aumento de renda em países emergentes, a elevação dos custos de produção e a substituição de espaços da pecuária por novas áreas de grãos elevariam em muito, o preço das carnes.

Ele não contava com novos fatores decisivos nessa escalada de preços: o perigo do avanço de doenças no setor.

A previsão de Basso se confirma não tanto pela bovinocultura, mas pela suinocultura. A peste suína africana avança, e a situação ficou mais complicada quando atingiu em cheio a China, maior produtora e consumidora de carne suína no mundo.

Em 2013, apenas cinco países registravam a peste suína. Eles representavam 3,5% da produção de carne de porco no mundo. Neste ano, 31 países foram à OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) comunicar que tiveram focos da doença. Esses países detêm 62% da produção mundial.

Sendo a peste suína uma doença devastadora para a produção, quem necessita dessa proteína vai buscar o produto em regiões livres. Na falta dessa carne, os países buscam alternativas em outras proteínas.

É nesse contexto que entra o Brasil, um dos principias produtores e exportadores. Livre da peste suína, e grande fornecedor de carnes, o país passou a ser o centro de procura de proteína animal.

Apesar de não ser um grande fornecedor de carne de porco, o país tem um bom potencial no fornecimento de carnes bovina e de frango, que estão substituindo a suína.

O apetite maior vem da China, que aumentou em muito as importações de proteínas. Em 2017, antes de a peste suína chegar a seu território, os chineses compraram 10% das carnes bovina, suína e de frango que foram comercializadas no mundo. Em 2020, devem adquirir 21% do volume total a ser transacionado mundialmente.

Bom para os produtores, que veem o preço atingir patamar recorde. Ruim para os consumidores, que pagarão caro pelo produto. A carne pode passar a ser um “artigo de luxo” também para os consumidores brasileiros, apesar de o país ser um dos principais produtores mundiais.

E esse cenário não tem mudanças a curto prazo, apesar de estar ocorrendo em um período de entressafra da pecuária. O ciclo de produção das carnes bovina e suína não é rápido, como o do frango.

Pelo menos por ora, as contas não fecham no Brasil. Comparando os dados de 2017, quando a China ainda tinha participação menor no mercado mundial de carnes -a peste suína chegou ao país asiático em agosto de 2018–, houve um aumento grande da margem entre produção interna e exportação brasileiras.

Dados do Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostram que a produção brasileira de carne bovina de 2020 deverá superar em 13% a de 2017. Nesse mesmo período, no entanto, as exportações sobem 40%.

O cenário é complicado também para a carne suína. A produção brasileira deverá subir 12% no período, e as exportações, 34%.

Os dados para o frango indicam uma situação um pouco mais confortável. Os brasileiros elevam a produção de 2020 em 3%, em relação à de 2017, e exportam 5% a mais.

A pressão nos preços, já sentida nos últimos meses deste ano, deve continuar. Dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas) mostram que os preços médios da carne bovina subiram 17% na terceira semana deste mês, em relação aos de igual período de outubro.

A alta da carne suína foi de 12%, e o preço do frango, que vinha em queda, supera em 9% o da terceira semana de outubro.

Se as estimativas do Usda se concretizarem, o Brasil vai exportar 25% das carnes bovina e suína produzidas no próximo ano. Em 2017, foram 20%.

A peste suína africana continua avançando e não respeita fronteiras. Espalha-se pela África, pela Ásia e pela Europa. Neste último continente já atinge a Polônia e está a 50 quilômetros das fronteiras da Alemanha, um dos principias produtores europeus.

Em 2013, a OIE registrou 1.701 casos de peste suína. Neste ano, já foram 424 mil.

Os estragos da doença são grandes. A China produziu 55 milhões de toneladas de carne suína em 2017, volume que deverá recuar para 35 milhões em 2020. O país terá um rebanho menor porque antecipou abates de animais neste ano.

Com essa deficiência na produção, chineses devem comprar 25% da carne bovina a ser comercializada no mundo em 2020 e 34% da suína.

A participação chinesa no comércio mundial de carne de frango também sobe, mas fica em 6%. O país está investindo muito na produção de aves, um setor cuja produção responde rapidamente.

O Brasil está livre da peste suína africana, mas, devido ao avanço rápido da doença pelo mundo, associações dessa cadeia de produção buscam meios para se proteger.

Essas precauções vão desde treinamentos de produtores à importação de cães farejadores, especializados em detectar carnes nos pontos de entrada de mercadorias no país.

Parte importante dessa tarefa cabe ao governo, principalmente com a elevação de recursos para o desenvolvimento da defesa animal.

Os países buscam desesperadamente uma vacina contra a doença. Enquanto ela não vem, todos correm perigo.

Comissão Técnica de Avicultura da FAEP debate fatores de remuneração

Fatores de custo e remuneração dos avicultores paranaenses dominaram os debates da reunião da Comissão Técnica de Avicultura da FAEP, no dia 1º de agosto, na sede da entidade, em Curitiba. O encontro reuniu avicultores das principais regiões produtoras do Estado, que colocaram na mesa suas realidades em termos financeiros. Outros assuntos foram conjuntura de mercado, energia elétrica, treinamentos oferecidos pelo SENAR-PR e o aplicativo desenvolvido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, que está prestes a ser lançado (leia mais abaixo).

O economista do Departamento Técnico Econômico da FAEP, Luiz Eliezer Ferreira, forneceu um panorama de produção, oferta e demanda, exportações e cotações internacionais. O especialista também falou sobre a situação dos focos de peste suína africana no mundo, especialmente na Ásia. “Já foram abatidos 4 milhões de suínos. Julho fechou com 238 focos ativos. Sabe-se que a China já conseguiu controlar a epidemia em algumas áreas com medidas sanitárias, com o trânsito animal bastante restrito”, pontuou.

Ferreira apontou como deve se comportar o mercado de milho, insumo primordial na produção de proteínas animais como a suína e a de aves. “O Paraná deve ter uma produção recorde agora, na segunda safra. Chama a atenção o fato de que, mesmo com a colheita em andamento no Brasil, o preço do milho não cai. Isso ocorre principalmente por conta de fatores externos, com a perspectiva de quebra na safra americana em função dos problemas climáticos. No cenário interno, o abate de aves tem aumentado e isso também contribui para pressionar as cotações do cereal”, explicou.

Ainda, a recente liberação de plantas para exportar para a China representa um novo ânimo para o setor. “Hoje, o Brasil tem 64 plantas habilitadas para exportar à China, sendo 38 de aves, 15 de bovinos, 10 de suínos e um para produtos com adição de inibidores. Ao todo, 73,4% das habilitações ocorreram a partir de maio de 2019”, revelou Mariana Assolari, médica veterinária do Departamento Técnico do Sistema FAEP/SENAR-PR. No Paraná, as plantas habilitadas estão em Cafelândia, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Rolândia, Cascavel, Matelândia, Palotina e Maringá”, completou.

A médica veterinária também apresentou o levantamento de custos de produção da atividade avícola. A pesquisa percorreu os municípios de Cianorte, Toledo, Cascavel, Londrina, Cambará, Campos Gerais, Dois Vizinhos, Francisco Beltrão e Chopinzinho. “Temos uma variação imensa, de tamanho de aviários, empresas e regiões diferentes. Então fizemos uma média de um tipo de aviário para termos uma base comparativa”, explicou.

O levantamento completo será publicado no Boletim Informativo nas próximas edições.

Aplicativo do Sistema FAEP/SENAR-PR está em fase de finalização

Um aplicativo (app) para smartphones (Android e Iphone) está prestes a ser lançado pelo Sistema FAEP/SENAR-PR. A ferramenta, que passa agora pela fase de testes e ajustes finais, foi apresentado aos participantes da Comissão Técnica de Avicultura da FAEP.

A reunião foi escolhida para uma apresentação pelo fato de que uma das principais funcionalidades da ferramenta será a “Calculadora de Custos de Produção Avícola”. Com ela, o usuário poderá obter, em detalhes, os seus maiores e menores gastos para conduzir a atividade. Para isso, basta que o produtor insira os seus dados, então o sistema fará as contas automaticamente. Ainda, o avicultor poderá fazer a comparação com as médias regionais.

Além da calculadora, o aplicativo conta com outras seções, com informações de interesse de todos os produtores rurais. Uma delas é a previsão do tempo com aspectos relacionados à temperatura, precipitação, índice de radiação ultravioleta, pressão atmosférica, vento, entre outros detalhes fundamentais aos manejos da produção agropecuária.

Cabe destacar ainda a criação de um modo de pesquisar os cursos disponibilizados pelo SENAR-PR. As mais de 350 formações estarão em um banco de dados dentro do app. Entre as possibilidades de pesquisa estão a separação por meio de filtros, o que possibilita separar regional, município, nome dos cursos e datas de início e término. Tudo isso ao alcance dos dedos em qualquer lugar a partir de um smartphone conectado à internet.

Outras áreas do aplicativo também trazem os últimos acontecimentos que interferem na vida do produtor rural. O usuário pode, por exemplo, acompanhar notícias e cotações em tempo real. Também é possível conferir as edições do Boletim Informativo, a revista semanal do Sistema FAEP/SENAR-PR que tem, além de sua versão impressa, a versão digital.

Lançamento

Para ficar sabendo em primeira mão quando o aplicativo estiver disponível para download, e também para descobrir mais funcionalidades que estarão disponíveis na ferramenta, basta fazer o cadastro no site app.sistemafaep.org.br

carne de frango brf

Ministra confirma devolução de frango com salmonella pelo Reino Unido

A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, confirmou que o Reino Unido devolveu 1,4 mil toneladas de frango ao Brasil em razão de ter sido detectada a presença de samonella nos produtos. Ela abordou o caso em entrevista coletiva nesta quarta-feira (3) em Brasília.

A informação da devolução da exportação foi noticiada pelo jornal britânico The Guardian a partir de uma investigação que envolveu a organização não governamental (ONG) Repórter Brasil.

De acordo com a ministra, 17 containêres foram devolvidos, sendo 16 em razão da detecção de salmonella e um por problemas de refrigeração. Ela argumentou que esse tipo de medida é comum e ocorre na exportação a outros países.

Tereza Cristina disse que as devoluções representam um percentual baixo perto do volume comercializado pelo país. “A quantidade de exportação do frango brasileiro é enorme. Só 17 containers vieram com salmonella. Dois tipos só que têm problema para humanos. Isso [a denúncia] é desserviço aos produtos brasileiros”, declarou.

A ministra informou que com a devolução a carne pode ser utilizada no mercado brasileiro. A assessoria do órgão acrescentou à Agência Brasil que esses frangos terão de ser termoprocessados para ser comercializados, não podendo ser vendidos crus, situação em que podem contaminar quem as consome ou manipula nessas condições.

Porto de Paranaguá exporta 38% da carne de frango exportada pelo Brasil

De janeiro a maio de 2019, as vendas externas brasileiras de carne de frango somaram 1,6 milhão de toneladas. Deste total, 637,6 mil toneladas foram movimentadas no Porto de Paranaguá. Isso representa mais de 38% de todo o frango congelado exportado pelo Brasil neste ano. O resultado mantém o Paraná como o principal exportador do produto nacional.

O desempenho paranaense está à frente, inclusive de Santa Catarina, outro grande exportador, que embarcou 626,9 mil toneladas no período. “A estrutura para armazenagem frigorificada no Interior do Estado e em Paranaguá e a eficiência no embarque dos contêineres foram fundamentais para alcançar esse desempenho”, explica o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Acima da média

O Estado apresentou crescimento acima da média nacional, tanto em quantidade quanto em faturamento, na comparação com os primeiros cinco meses de 2018. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o Paraná registrou saldo positivo de 10,6% em peso e 13,6% em receita. No País, o crescimento foi de 3,6% e 6,3%, respectivamente.

Beneficiada por preços mais altos, a receita brasileira gerada com as vendas do produto foi de U$ 2,7 bilhões, entre janeiro e maio. A receita paranaense foi de U$1 bilhão, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC)

Diferencial

O produto exportado via Paranaguá tem como principal origem os produtores do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. O principal destino são China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Para Rodrigo Buffara Farah Coelho, gerente-geral do Grupo Cotriguaçu em Paranaguá, os números resultam dos serviços de excelência prestados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) – empresa que opera este tipo de carga congelada no cais público.

“A escolha pela TCP evidencia que o terminal está preparado para atender a demanda da indústria de cargas congeladas e o protagonismo do Paraná, primeiro do Brasil em produção de frango. Nosso grupo é a cooperativa que mais exporta carne congelada no país, quase que inteiramente movimentando via Paranaguá”, conta.

Segundo ele, um dos diferenciais é a estrutura existente também no Interior do Estado. “Temos uma unidade de armazenagem frigorífica localizada em Cascavel e que nos permite transportar as cargas até Paranaguá via modal ferroviário”, completa

O Grupo Cotriguaçu é formado por quatro cooperativas da Região Oeste do Paraná: C. Vale, Copacol, Coopavel e Lar. Juntas, elas são responsáveis por 35% do total de carga congelada movimentada em Paranaguá, no último mês.

Recorde 

Em Paranaguá, o número de contêineres refrigerados, para transporte de carne de frango, cresceu 328% neste ano. De janeiro a maio de 2019, foram 19.484 unidades. Em 2018, no mesmo período, foram 4.553.

Em maio, a TCP registrou movimentação recorde de contêineres refrigerados. Foram 8.442 contêineres, chamados de reefer, sentido exportação, quebrando a marca de 8.236 registrada em junho de 2017.

No acumulado do ano, já são 35.369 unidades movimentadas. Nos cinco primeiros meses de 2018, foram 32.134 unidades. “O recorde da movimentação em cargas refrigeradas deve-se a um forte trabalho comercial realizado pela TCP e à capacidade operacional, já que o Terminal é o único com conexão direta com a ferrovia e tem o maior parque de tomadas reefer da área de influência”, explica Alexandre Rubio, diretor Comercial da TCP.

O executivo conta que o Terminal tem condições de operar mesmo em situações climáticas adversas. “A estrutura funciona sete dias por semana, 24 horas, mesmo em períodos mais chuvosos. Mantemos sempre a capacidade total de operação, sem restrições para a atracação dos navios”, ressalta.

Além disso, a TCP conta com o maior parque de tomadas reefer do país. São 3.624 tomadas e 153 torres metálicas espalhadas no pátio que servem de acesso para o monitoramento e conexão/desconexão dos contêineres.

Brasil recorre à OMC contra barreira da Indonésia ao frango brasileiro

O Brasil vai acionar a Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, para contestar as barreiras criadas pelo país para dificultar a importação de carne de frango. Ontem (13), o governo brasileiro circulou em Genebra um pedido de painel contra a Indonésia. O pedido será examinado no Órgão de Solução de Controvérsias (DSB), em reunião prevista para o próximo dia 24 de junho.

A divergência com a Indonésia tem cinco anos. Em 2017, o país ganhou uma disputa contra aquele país na OMC, e os juízes deram prazo até junho do ano passado para os indonésios eliminarem as barreiras contra o frango brasileiro. Até hoje, porém, o país asiático não autorizou as exportações brasileiras. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) visitou a Indonésia no mês passado, e a exportação de carnes foi um dos temas da conversa. Na ocasião, a ministra pediu uma reposta ao governo indonésio sobre a missão técnica daquele país que visitou frigoríficos no Brasil em  abril de 2018.

O DSB terá de examinar se os indonésios implementaram as determinações da OMC, além de tentar descobrir se o país continua violando o Acordo SPS (sobre barreiras sanitárias e fitossanitárias), ao atrasar, sem justificativa, o reconhecimento sanitário dos exportadores brasileiros. Pelas regras da OMC, os países não podem retardar indefinidamente a concessão das autorizações sanitárias. O órgão não identificou motivos para a demora na conclusão dos procedimentos.

Na viagem, Tereza Cristina disse ao  ministro da Agricultura da Indonésia, Amran Sulaiman, que o Brasil tem condições de suprir a demanda por proteína animal dos indonésios, principalmente de carne bovina, sendo um fornecedor alternativo e com preços mais baratos em relação à carne da Austrália, de onde vem a maior parte da carne consumida no país. A Indonésia tem 264 milhões de habitantes e pode representar um importante mercado para as exportações brasileiras.

Produção de ovos de galinha cresce 6% no primeiro trimestre

A produção de ovos de galinha cresceu 6% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de 912,6 milhões de dúzias de ovos é a maior para um primeiro trimestre da série histórica da pesquisa, iniciada em 1984.

Apesar disso, na comparação com o último trimestre do ano passado, houve queda de 3,1% na produção de ovos de galinha.

As Pesquisas Trimestrais da Pecuária mostram que a aquisição de leite pelas unidades que industrializam o produto cresceu 3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. A aquisição de 6,2 bilhões de litros também foi a maior para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997.

Assim como ocorreu com a produção de ovos, na comparação com o último trimestre do ano passado, houve uma queda (-7,5%) na aquisição de leite.

A aquisição de couro pelos curtumes caiu em ambas comparações: -2,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2018 e -5,8% na comparação com o último trimestre daquele ano.

Abate de animais

A pesquisa também registra abates de bois, porcos e frangos. O abate de bovinos (7,89 milhões de cabeças no primeiro trimestre deste ano) cresceu 1,6% na comparação com o primeiro trimestre e caiu 3,6% em relação ao último trimestre.

No caso dos suínos (11,31 milhões), houve altas em ambas comparações: 5,5% e 1,1% respectivamente. Já o abate de frangos (1,45 bilhão) registrou quedas de 2% e de 2,3%, respectivamente.

Produção de ovos tem primeira queda em 22 anos, diz IBGE

A produção nacional de ovos de galinha teve uma queda de 3% na passagem do último trimestre de 2018 para o primeiro trimestre deste ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a primeira vez na série histórica (iniciada em 1997) que ocorre uma queda neste tipo de comparação.

Apesar da queda em relação ao último trimestre de 2018, a produção de 908,43 milhões de dúzias do primeiro trimestre deste ano é 5,6% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

A aquisição de leite (6,18 bilhões de litros) também caiu em relação ao último trimestre de 2018 (-7,8%) e cresceu na comparação com o primeiro trimestre daquele ano (2,8%). Já a aquisição de couro (8,37 milhões de peças inteiras) caiu 6,9% em relação ao último trimestre e 3,5% em relação ao primeiro trimestre de 2018.

Abate

O abate de bovinos, que somou 7,77 milhões de cabeças no primeiro trimestre deste ano, caiu 4,6% em relação ao último trimestre, mas cresceu 0,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2018. O abate de suínos, que totalizou 11,27 milhões de cabeças, teve altas nos dois tipos de comparação: 0,7% em relação ao último trimestre e 5,2% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

O abate de frangos (1,45 bilhão de animais) teve aumento de 2,3% em relação ao último trimestre de 2018, mas caiu 2% na comparação com o primeiro trimestre daquele ano.

FAEP promove reunião de quatro Comissões Técnicas

A partir da segunda quinzena de abril, a FAEP começa a ouvir produtores de todo o Paraná no âmbito das comissões técnicas. Nessa primeira rodada em 2019, quatro grupos irão se reunir, conforme a programação pré-estabelecida: Comissão Técnica (CT) de Cereais, Fibras e Oleaginosas, CT de Bovinocultura de Corte, CT de Suinocultura e CT de Avicultura. Todos os encontros serão realizados na sede da Federação, em Curitiba.

“Essas comissões técnicas são muito importantes, porque nelas se discutem questões pertinentes e atuais a cada atividade, como preço, tendências de mercado, custos de produção e atualização técnica. É uma ocasião de troca de informações e de o produtor ser ouvido”, ressalta o presidente do Sistema FAEP, Ágide Meneguette.

Os encontros começam pela CT de Cereais, Fibras e Oleaginosas, cuja reunião está marcada para 15 de abril. Na ocasião, técnicos do Sistema FAEP/SENAR-PR irão apresentar os resultados do curso de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Também será divulgado um levantamento com comparação dos custos de produção entre áreas que fizeram uso do MIP na safra 2018/19 e que não usaram a técnica. A programação inclui, ainda, discussões conduzidas pelo coordenador do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da FAEP, Jefrey Albers, sobre renegociação de dívidas, seguro rural e propostas para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2019/20.

No dia 16 será a vez de a CT de Bovinocultura de Corte se reunir. O assessor da presidência da FAEP, Ronei Volpi, irá apresentar um panorama detalhado do processo para que o Paraná venha a se tornar área livre de febre aftosa sem vacinação. Além disso, a reunião contará com apresentações sobre exportação de gado vivo e sobre o Programa Pecuária Moderna.

O encontro da CT de Suinocultura, por sua vez, ocorrerá no dia 17, com uma palestra de técnicos da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) sobre a Portaria 265, que estabelece procedimentos de biosseguridade mínima para estabelecimentos que produzem suínos para fins comerciais. Além disso, o técnico da FAEP Luiz Eliezer Ferreira fará uma apresentação sobre a conjuntura de mercado de grãos, que exerce impacto direto sobre a atividade.

Na semana seguinte, no dia 23 de abril, a FAEP promove a reunião da CT de Avicultura. A programação conta com uma palestra da médica veterinária Anderlise Borsoi, que irá falar sobre salmonela na avicultura, com apresentação de dados epidemiológicos no Paraná e ferramentas de controle. Além disso, serão apresentados o planejamento da Comissão para 2019, as capacitações disponíveis para o setor e a ação da Comissão de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec).

Confira o calendário no Boletim Informativo.

BRF recolhe lotes de frango com suspeita de contaminação por salmonella

O Ministério da Agricultura (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram comunicadas sobre o recolhimento voluntário de 464 toneladas de carne de frango por suspeita de presença da bactéria Salmonella enteritidis da empresa BRF.

Ao todo, segundo o Mapa, a empresa está recolhendo 164,7 toneladas de frango in natura, em 13 estados do território nacional, e 299,6 toneladas destinadas ao mercado internacional.

No Brasil, a carga foi comercializada no Paraná, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

A BRF explicou que, “caso esses alimentos não sejam completamente fritos, cozidos, assados ou manuseados conforme descrito nas embalagens, a Salmonella enteritidis representa risco à saúde”. A companhia comunicou ainda, que destacou grupo de especialistas para investigar as origens deste único caso, com o objetivo de garantir a adoção das medidas apropriadas para evitar a recorrência do problema.

O Mapa também alerta que os consumidores devem estar atentos as informações de identificação das embalagens, para checar nome, peso, marca, data de fabricação e origem dos produtos.

Lotes suspeitos:

O Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Mapa está acompanhando o recolhimento, assim como a destinação correta do produto em estoque e o que retornará à indústria.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, “foi correto o procedimento adotado pela empresa na identificação do problema, no recolhimento voluntário do produto e na comunicação ao ministério e à Anvisa”.