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China habilita três frigoríficos paranaenses para exportação

Mais três frigoríficos paranaenses estão habilitadores a vender carne de frango para China, de acordo com o comunicado da GACC (órgão de sanidade chinês) enviado nesta segunda-feira (9) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em todo o país, foram mais 25 empresas habilitadas entre carne bovina, de frango, suína e asinino. Com isso, o número de plantas habilitadas no Brasil passa de 64 para 89.

Os frigoríficos paranaenses são: Coasul Cooperativa agroindustrial, em São João, na região sudoeste; Gonçalves e Tortola S.A, Paraíso do Norte, no noroeste; e Granjeiro Alimentos Ltda, em Rolândia, no norte central. As empresas já podem exportar imediatamente.

Segundo o Mapa, as negociações foram conduzidas pela pasta e pela Embaixada do Brasil na China. O país asiático já é o principal destino dos embarques brasileiros de carnes.

Dos novos estabelecimentos brasileiros habilitados, 17 são produtores de carne bovina, seis de frango, um de suíno e um de asinino.

NEGOCIAÇÕES

No ano passado, o Mapa pediu à China a habilitação de 78 novos frigoríficos. As negociações foram conduzidas pelo Mapa, pelo Ministério das Relações Exteriores e pela Embaixada do Brasil na China.

Os chineses estão enviaram ao Brasil uma missão sanitária que auditou 11 plantas, com resultados negativos. Com isso, a demanda brasileira caiu para 34 unidades, consideradas as que têm mais chances de serem habilitadas por Pequim.

 

 

carne de frango

Justiça interdita frigorífico por falta de licenças ambientais e más condições de funcionamento

O Juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Cornélio Procópio, no Norte-Pioneiro do estado, determinou a suspensão das atividades de um frigorífico do município, em função de uma série de irregularidades. A decisão atende ação civil pública ajuizada pela 3 ª Promotoria de Justiça da Comarca.

De acordo com as investigações do Ministério Público do Paraná, a empresa vem descumprindo as regras sanitárias e ambientais necessárias ao seu regular funcionamento. A ação foi proposta pela Promotoria após o frigorífico desrespeitar termo de ajuste de conduta firmado com órgãos do município. Além disso, o MPPR constatou que o frigorífico não providenciou a atualização das licenças ambiental e sanitária.

A Justiça determinou a interdição do local até que sejam cumpridas todas as exigências relacionadas na ação civil, incluindo apresentação de relatório favorável do Serviço de Inspeção Municipal, do IAP e da Força Verde. A multa diária para descumprimento é de R$ 1 mil.

**Do MPPR**

Explosão em frigorífico deixa duas pessoas mortas em Capanema

Uma explosão em um frigorífico em Capanema, sudoeste do Paraná, deixou duas pessoas mortas e quatro feridas. Foi ontem (06) à noite, após uma máquina que fica nos fundos do barracão explodir. Não houve incêndio. A máquina é conhecida como digestor e funciona como uma panela de pressão gigante, ao aquecer os restos de frango por meio do vapor, que, mais tarde, se tornam ração. Ela pesa mais de dez toneladas.

Com a explosão do digestor, a tampa foi lançada para a frente e atingiu quatro funcionários. Em seguida, a tampa atravessou uma parede e ainda atingiu outros dois trabalhadores. Um dos feridos ficou prensado sob o cilindro.

Algumas paredes foram destruídas e maquinários foram atingidos. Parte do barracão foi interditada e só deve ser liberada após uma vistoria dos bombeiros e autoridades do setor, que vão avaliar se há risco de desmoronamento. Dos quatro feridos, dois estão internados em estado grave, em hospitais de Francisco Beltrão, e correm risco de morte.

União Europeia embarga 20 frigoríficos de frango do Brasil

Por Pedro Rafael Vilela

A União Europeia (UE) anunciou nesta quinta-feira (18) que vai descredenciar 20 plantas exportadoras da lista de empresas brasileiras autorizadas a vender carne de frango e outros produtos para os países que compõem o bloco econômico formado por 28 países. A informação foi confirmada pela Agência EFE. Ao todo, unidades de nove empresas serão afetadas, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A medida foi tomada depois da detecção de deficiências no sistema de controle do Brasil sobre esses frigoríficos. A restrição será aplicada 15 dias depois da publicação no Diário Oficial da UE, o que ainda não ocorreu.

Ao tomar conhecimento da decisão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que cumpre agenda em Campo Mourão (PR), afirmou que o governo federal vai abrir painel na Organização Mundial do Comércio (OMC) para recorrer da medida. “Nossa reclamação é que a Comunidade Europeia diz que é uma questão de saúde, mas se o Brasil pagar uma tarifa de 1.024 euros por tonelada e mandar tudo como carne in natura, entra sem nenhum problema. Então não é uma questão de saúde. E é isso que nós vamos reclamar na OMC”, explicou, segundo nota do Ministério da Agricultura.

O painel na OMC, de acordo com o ministro, servirá para dirimir o protecionismo de mercado pelo bloco europeu. “Estamos sendo penalizados. Há uma proteção de mercado que a gente não quer mais aceitar. Vamos brigar pelo espaço conforme o mercado mundial preconiza, que deve ser livre entre os países.”

O impacto da medida é considerável. De acordo com informações da ABPA, também confirmadas por Blairo Maggi, as unidades afetadas pelo embargo respondem por cerca de 30% a 35% da produção de frangos exportada para a União Europeia. A associação, que reúne as principais empresas produtoras de proteína animal do país, divulgou nota em que considera a decisão tomada pelos estados europeus como “infundada” e uma “medida protecionista que não se ampara em riscos sanitários ou de saúde pública”.

“A decisão tomada hoje pela Comunidade Europeia é desproporcional e inconsistente diante das regras estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”, diz um trecho da nota da ABPA.

O Brasil é o segundo maior produtor de carne de frango do planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos, mas ocupa a primeira posição entre os maiores exportadores do produto, com mais de 4,3 milhões de toneladas embarcadas e receitas anuais de US$ 7,2 bilhões, segundo a ABPA. A União Europeia é responsável por 7,3% do frango vendido pelo país ao exterior, em toneladas, e corresponde a uma receita total de US$ 775 milhões (11% do total), segundo dados de 2017.

Fim da suspensão

Em março, o próprio Ministério da Agricultura chegou a suspender as exportações de três frigoríficos da BRF Foods com destino à Europa e outros países, em decorrência da investigação da Operação Trapaça, que identificou contaminação da carne in natura pela bactéria Salmonella. A medida, no entanto, foi retirada ontem após os esclarecimentos do grupo quanto aos procedimentos sanitários adotados no prcessamento do produto para exportação. A principal empresa brasileira exportadora de frango é a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, seguida pela JBS.

Após proibição, BRF concede férias coletivas aos funcionários de Toledo

A BRF vai dar férias coletivas de 30 dias aos dois mil funcionários da linha de abate de aves em Toledo, na região oeste do Paraná, a partir do dia 02 de julho. A medida foi tomada após a União Europeia anunciar hoje (19) que vinte frigoríficos brasileiros estão proibidos de exportar frango para o bloco econômico.

O embargo entra em vigor em 15 dias. A proibição foi adotada em razão de “deficiências encontradas no sistema de controle brasileiro oficial”. A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, é a maior produtora mundial de frango.

Em nota, a empresa considera a necessidade de adaptações no planejamento de produção, em decorrência de ajustes para atender a demanda atual. O Brasil é o maior exportador de frango e a União Europeia é o principal comprador da carne.

Frigoríficos lideram geração de empregos no Paraná

Por AEN

O Paraná teve, em 2017, o melhor saldo de empregos dos últimos três anos e boa parte desse resultado se deve ao setor de frigoríficos. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram que o setor contratou, já descontadas as demissões, 4.799 pessoas com carteira assinada no estado no ano passado.

O Paraná liderou a geração de vagas do setor no País. Pelo menos 31% das contratações na área foram feitas no mercado paranaense.

Em 2017, o estado fechou o ano com saldo total (diferença entre admitidos e demitidos) de 12.127 vagas em todas atividades econômicas. Foi o primeiro ano de resultado positivo desde 2014, quando o saldo havia sido de 39,8 mil empregos. Nessa conta, pesaram positivamente os saldos da indústria da transformação (7.396), dos serviços (7.752), do comércio (3.899) e da agropecuária (917).

Na indústria de processamento de aves e suínos, novos investimentos e exportações garantiram o ritmo forte de contratações. Os frigoríficos seguiram ganhando espaço nos últimos anos mesmo com a desaceleração da economia brasileira, de acordo com Suelen Glinski Rodrigues dos Santos, economista do Observatório do Trabalho, da Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho, e Direitos Humanos. “O setor teve resultados positivos mesmo durante a crise e segue com volume alto de contratações”, diz.

O Paraná é atualmente o maior produtor e exportador de frango do País. Em 2017, as exportações paranaenses de frango somaram US$ 2,52 bilhões, 8,6% mais do que em 2016 (US$ 2,32 bilhões). Os frigoríficos estão concentrados em municípios da região Oeste do Paraná.

Outros setores

Outra atividade em destaque da indústria foi a fabricação de fogões, refrigeradores e máquinas de lavar e secar para uso doméstico, com saldo de 955 empregos. “Foi o melhor desempenho do setor no País e ajudou a colocar o município de Pato Branco em 1º lugar entre as cidades que mais geraram vagas no ano passado”, afirma Suelen Glinski . Em Pato Branco funciona a fábrica da Atlas Indústria de Eletrodomésticos.

Para a indústria automotiva, o ano passado foi de retomada das contratações. As exportações e a melhora do consumo no mercado interno fizeram as montadoras abrirem vagas. O saldo final foi de 1.409 contratações no estado. “Foi o segundo melhor desempenho do País, atrás apenas de Pernambuco” diz. “Só a título de comparação, São Paulo, principal polo automotivo do País, fechou o ano com um saldo negativo de 1.899 vagas em 2017”, acrescentou.

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Demanda aquecida garantem firmeza ao mercado do boi gordo

Por: Scot Consultoria

Procurando recompor os estoques de carne, as indústrias frigoríficas mantêm os compradores de boiadas ativos.  A procura firme e a oferta bamba na maior parte do país têm garantido a sustentação da cotação da arroba do boi gordo.

No fechamento da última terça-feira (12/12), das trinta e duas praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a cotação da arroba do boi gordo subiu em quinze delas. Mercado firme, portanto.

Em Goiás, por exemplo, a cotação fechou em alta nas duas regiões definidoras de preço e com negócios acima da referência com maior frequência.

Nos últimos trinta dias, a cotação da arroba do boi gordo subiu 10,5% na praça de Goiânia e 9,2% na região sul do estado.

O mercado atacadista de carne bovina, por sua vez, ficou estável frente ao levantamento de ontem. A carcaça de bovinos castrados está cotada em R$9,99/kg.

JBS retoma produção de carne bovina em sete frigoríficos

A JBS informou neste sábado (21) que vai retomar as atividades em sete frigoríficos de bovinos em Mato Grosso do Sul. A empresa havia suspendido a operação nas unidades na última quarta-feira (18), alegando insegurança jurídica, após a ter mais de R$ 730 milhões bloqueados na Justiça a pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do estado que investiga irregularidades na área tributária.

As unidades retomam suas operações a partir da próxima terça-feira (24).

A decisão de hoje foi tomada após reunião entre a empresa, o governo de Mato Grosso do Sul, representantes do Ministério Público e da Assembleia Legislativa.

Segundo nota divulgada pela JBS, a discussão foi positiva e o acordo firmado “será capaz de manter as condições necessárias à preservação das suas operações em uma região tão importante para a empresa e para o país, protegendo os empregos dos 15 mil colaboradores diretos e 60 mil indiretos no estado, além de garantir as relações de negócio que a empresa mantém em Mato Grosso do Sul”.

Em média, a JBS abate 6 mil bovinos por dia no estado, que detém o quarto maior rebanho do país. Segundo a CPI, a empresa não cumpriu os compromissos assumidos nos Termos de Ajustes de Regimento Especial (Tare) para o recebimento de incentivos fiscais do governo de Mato Grosso do Sul.

Frimesa vai construir maior frigorífico da América Latina no Paraná

O novo frigorífico da Frimesa, que será construído em Assis Chateaubriand, deve aumentar a produção de suínos no Paraná. O frigorífico, que poderá abater até 15 mil cabeças de suínos por dia até 2030, será o maior da América Latina – com área construída de 141 mil metros quadrados.

A solenidade de lançamento da pedra fundamental do empreendimento acontece nesta quinta-feira (19).

Hoje, o Paraná já tem o maior rebanho, com 7,13 milhões de cabeças, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município de Toledo lidera o ranking nacional, com 1,18 milhão de cabeças.

Na produção de carne, o Paraná está em segundo lugar, com 21% de participação, atrás apenas de Santa Catarina (26%). A expectativa é a de que, como o novo projeto, o estado passe a ser também o maior produtor.

Atualmente o setor envolve 135 mil produtores no estado e gera cerca de 200 mil empregos diretos, de acordo com números do Departamento de Economia Rural (Deral) ligado à Secretaria da Agricultura (Seab).

A atividade movimentou, no ano passado, R$ 4,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP), 6,1% mais do que em 2015.

Frigorífico

“O Paraná vem aumentando sua participação na cadeia de suínos ano a ano e deve dar um novo salto nos próximos. Com isso ele deve rapidamente ultrapassar Santa Catarina”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes), ligado à Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral.

Entre 2010 e 2016, o número de cabeças de suínos aumentou 39,9% no estado. No fim de 2010, o Paraná detinha o terceiro maior rebanho do país, com 5,1 milhões de cabeças (13,1% do total).

Em 2014, passou para primeiro lugar, com 6,39 milhões de cabeças (16,9%) e no ano passado aumentou sua participação para 17,8%, ou 7,13 milhões de cabeças.

Cooperativas

A exemplo do que ocorreu com a produção de frangos – setor em que o Paraná já é líder nacional – a cadeia integrada, a forte presença das cooperativas e a produção de grãos vêm ajudando a impulsionar a produção de suínos.

“De um lado há o pequeno produtor, tecnificado, que facilita o sistema de integração com os frigoríficos; de outro há o forte sistema cooperativista paranaense e a produção de milho e soja, que serve de insumos para a criação. Esse ambiente vem facilitando o desenvolvimento da atividade no Estado”, diz Suzuki Júnior.

Maiores produtores

O Paraná tem cinco municípios entre os 20 maiores criadores de suínos – além de Toledo, na primeira colocação, o estado tem Marechal Cândido Rondon (4ª), Nova Santa Rosa (12ª), Entre Rios do Oeste (16ª) e Castro (18ª) na lista.

O volume de abates entre 2010 e 2016 cresceu 46,3%, de 531,5 mil toneladas (para 777,7 mil toneladas). No primeiro semestre de 2017 foram 394,3 mil toneladas, 21% do total no Brasil.

A carne suína é a mais consumida no mundo e boa parte da produção tem como destino as exportações, de acordo com Edmar Gervásio, técnico responsável pela área no Deral. Em 2016, as exportações somaram 93,75 mil toneladas, 45,5% mais do que as 64,45 mil toneladas registradas no ano anterior.

Em valor, a alta foi de 33,2%, de US$ 147,8 milhões para US$ 196,9 milhões. Hong Kong é destino de quase metade das exportações de suínos do Paraná, seguida pelo Uruguai, Argentina e Cingapura.

Isabella Mariana - Fly me to nowhere

Frigoríficos de produtos para carne processada voltam a exportar para os EUA

Por Mapa

Autoridades sanitárias do Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos comunicaram o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que o Brasil poderá restabelecer as exportações ao país de cinco frigoríficos para produção de carne termoprocessada.

As cinco unidades foram embargadas preventivamente pelo Ministério da Agricultura por problemas como rompimento de embalagens. A medida foi tomada com o objetivo de evitar eventual embargo total dessa exportação. O comunicado revertendo a situação foi enviado ao Mapa nessa segunda-feira (25).

Os produtos processados termicamente representam a maior parte da exportação de carne brasileira para os americanos. O Brasil possui 18 frigoríficos fornecedores dessa matéria prima.

Em evento em São Paulo, nesta terça-feira (26), o ministro Blairo Maggi (Agricultura) falou sobre a reabertura de mercado para os cinco frigoríficos, que são os principais exportadores para os EUA. Maggi lembrou que recentemente uma missão técnica norte-americana veio ao Brasil a convite do Mapa. A delegação dos EUA visitou várias plantas e conversou com técnicos do ministério e com pessoas da cadeia produtiva. “Ontem mesmo, recebemos a informação de que a carne processada está liberada. Esperamos que, muito em breve, a gente consiga também liberar a carne in natura”.

O fim do embargo de cortes in natura deverá ocorrer depois que os americanos avaliarem documento enviado a eles, em resposta a questionamentos feitos por missão veterinária que esteve no país no primeiro semestre deste ano. A previsão é que isso ocorra em outubro.