Que aposentadoria escolher

Um ouvinte de Ponta Grossa me disse que, graças a um comentário meu aqui há 14 anos, começou a poupar numa previdência privada e que agora vai se aposentar.
Se eu tivesse ajudado só esse ouvinte já me sentiria realizado, pois acho um crime o governo federal não educar e conscientizar o trabalhador brasileiro para se preparar melhor para uma velhice que, felizmente, dura cada vez mais tempo.
Esse mesmo ouvinte me pergunta que tipo de aposentadoria deve pedir.
Olha, quando da aposentadoria, existem, basicamente, 3 opções de recebe-la: vitalícia, por tempo determinado e como um percentual mensal da poupança previdenciária.
  1. Na vitalícia, a reserva individual, no período de usufruto, passa a fazer parte de um fundo coletivo. Se o segurado vier a falecer, os herdeiros não terão direito ao saldo que, por ventura, ainda exista. A filosofia é que quem morre antes do previsto nas tábuas demográficas financia a aposentadoria de quem sobrevive mais que o estimado.
  2. Já na aposentadoria por tempo determinado, se o segurado falecer, todo o saldo previdenciário vai para os herdeiros. Mas ele corre o risco de viver mais que o tempo escolhido.
  3. Já na aposentadoria como um percentual das reservas, a tendência é que, com o passar do tempo, o valor mensal vá diminuindo e até acabe.
Olha, na minha opinião, embora de valor mensal menor, a vitalícia nos permite tranquilidade por não corrermos riscos de longevidade maior.
 
➡️ Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483

Regras da Portabilidade

Me perguntam ainda o que é portabilidade na previdência privada.
Vamos lá: ela é a possibilidade de você migrar de um plano de previdência privada para outro, mesmo para outro banco ou fundo de pensão, sem pagar nenhum imposto, nem taxa de transferência.

O governo quis flexibilizar a mudança sempre que você estiver descontente com a performance do teu plano- seja porque tem um custo alto ou porque rende pouco-, seja porque o pessoal que te atende não entende de previdência e não consegue responder tua segunda pergunta, ou até porque a instituição já não é mais confiável.
Agora, há duas regras:

• Só há portabilidade para planos com o mesmo tratamento tributário. De um PGBL para outro PGBL, pode. Como também pode de um PGBL para um Fundo de Pensão e vice-versa. Mas não dá para portar de VGBL para PGBL ou Fundo de Pensão e vice -versa;

• Segundo, se, no plano original, você escolheu a tabela regressiva de imposto de renda a ser aplicada na aposentadoria, não dá para mudar para a progressiva. Mas conta o prazo desde a assinatura do primeiro plano;

Por fim, não hesite em mudar. Seja racional. Não se deixe levar pelo cafezinho gostoso e o gerente gentil. O que importa mesmo é a poupança previdenciária que a instituição vai te ajudar a construir e o conhecimento técnico para isso.

Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483