Com apoio da FAEP, CBN Agro 2019 leva conhecimento a produtores

Durante o mês de abril, produtores rurais do Paraná terão a oportunidade de participar do CBN Agro, um ciclo de eventos sobre o agronegócio do futuro. O objetivo é, por meio do tema “Sustentabilidade, Desenvolvimento e Futuro”, debater inovação, tecnologia e desafios a serem vencidos pelos agricultores e pecuaristas nos próximos anos. O evento chega a sua terceira edição este ano e conta com o apoio da FAEP.

O palestrante Xico Graziano, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Agro, irá ministrar palestras em oito cidades do Estado: Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel, Toledo, Umuarama, Campo Mourão e Guarapuava (veja as datas no quadro).

Xico Graziano irá abordar os 10 desafios que considera cruciais de serem atendidos nos próximos anos. O palestrante antecipa dois dos tópicos que farão parte da sua fala. “Alguns desses temas já são bastante conhecidos, como o avanço tecnológico contínuo, que é um desafio cada vez mais difícil de se acompanhar, pela velocidade muito rápida em que ocorrem as mudanças. Outro ponto importante que eu pretendo destacar é a agenda da sustentabilidade, especialmente do bem-estar animal”, antevê.

Graziano reforça que nenhum plano de agronegócio do futuro terá sucesso sem passar pela questão da qualificação, missão que está no DNA do Sistema FAEP/SENAR-PR. “Sem aprendizado profissionalizante, ninguém vai sobreviver”, decreta. “Não tem mais como ser amador na agricultura do Brasil, fazer o que sempre foi feito. Hoje, é preciso ser profissional com alto nível de
excelência, com muito acompanhamento e o papel do SENAR-PR, se quando foi criado já era importante, hoje então é crucial para capacitar as pessoas a enfrentar os desafios”, completa.

Xico Graziano é engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP, mestre em economia agrária pela USP e doutor em administração pela FGV/SP. Foi professor da Unesp/Jaboticabal e ocupou cargos públicos, como secretário de Meio Ambiente, secretário de Agricultura, presidente do Incra e chefe do Gabinete Pessoal do Presidente Fernando Henrique Cardoso. Escritor, publicou oito livros sobre os temas da questão agrária, agricultura, sustentabilidade e democracia.

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Alegria de Poupar

Em meio a inúmeras decepções nesta vida de desafios existem muitos momentos de alegria.
Uns muito importantes- diria inigualáveis- como ter um filho, outros significativos pelo simbolismo.
Exemplo: poupar um dinheirinho que sobrou no fim do mês.
Tem gente que se programa e fica na ansiedade do dia do pagamento porque sabe que aquele recurso poupado vai lhe trazer alegria ou segurança lá na frente.
A alegria de estar acumulando mais um pouquinho para comprar a sonhada casa própria, para trocar o carro já sucateado ou pagar mais uma prestação da viagem de férias com a família. É, viagem a gente paga antes de embarcar, assim, na volta, só a tristeza da volta e não da conta toda para pagar.
Com relação à segurançaa poupança mensal para o longo prazo é a compra do passaporte para a liberdade; a liberdade de não precisar trabalhar para viver bem no futuro.
Olha, é gratificante olhar um investimento nosso e ver que ele cresce todos os meses com os adicionais de aplicação e, principalmente, com os juros. No país que tem os maiores juros do mundo, só não investe quem não entende de finanças.
Poupar e investir é melhor que ganhar na loteria.
Isso mesmo. Muitos que ganham na loteria perdem tudo. Já quem poupa e investe sabe o valor do dinheiro e tem disciplina para bem administrá-lo.
Aqueles que pensaram que não precisa trabalhar para ganhar na loteria são pobres de espírito, porque só o trabalho e o sentimento de utilidade dignificam nossa vida.

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Legado

Certa vez, numa palestra, me perguntaram se ainda era válido deixar imóveis para os filhos, para que pudessem deles viver no futuro.
Aí eu complementei: o senhor, obvio, pensou em deixar coisas sólidas, palpáveis, firmemente assentadas, e não vento?
Ele respondeu que sim.
Aí eu disse: isso me faz lembrar de raízes, mas, infelizmente, lamento desapontá-lo, nos dias atuais, devemos deixar a nossos filhos asas e não raízes.
Asas para poder voar para novos desafios, novos horizontes e novas conquistas num mundo que muda diária e rapidamente.
Numa época em que propriedade era sinal de prosperidade- como no tempo de nossos avós- isso podia ser válido, mas, hoje, a prosperidade, a competitividade, está no que se sabe e não no que se tem.
Ademais, deixar coisas e não formação para nossos filhos é deixar de prepará-los para o competitivo mundo que se estabeleceu com a globalização e com a evolução tecnológica.
Minhas duas filhas tiveram que me dar, para livrar-se de minha tutela, uma formação universitária e uma experiência estudando e morando no exterior, sem brasileiros ao lado, por um ano. Paguei com prazer.
Foram meninas e voltaram mulheres.
Me agradecem até hoje, porque aprenderam que não precisam depender de ninguém para sobreviver.
Aprendi com meus pais que se ensina pelo exemplo mais que pela palavra e que se quisermos deixar algo para os filhos deixemos legado e nunca herança.

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A Verdade e a Mentira

A verdade e a mentira estavam na beira de um riacho.
A mentira fala, então, para a verdade:- vamos entrar no rio?
A verdade diz: – mas está muito frio.
A mentira então se desnuda e mergulha nas águas cristalinas. Chama a verdade.
– Venha, a água está uma delícia.
A verdade hesita um pouco, mas, finalmente, se despe e também se joga no rio.
A água estava gelada e, antes que a verdade perceba, a mentira sai do rio, rouba a roupa da verdade e foge.
A verdade nua sai, então, das águas, cobre-se um pouco com folhas e vai para a cidade para buscar ajuda.
Todos passam a afrontá-la por tamanho despudor enquanto a mentira vestida desfila arrogante e elegante diante dos olhos do povo.
A verdade nua neste país diz que não podemos mais manter um Estado perdulário, inchado, corrupto, abrigando governantes de plantão sem a mínima competência até para gerir sua própria casa.
A verdade nua diz que sem reforma da previdência, que aumenta seu déficit em R$ 50 bilhões por ano, não poderemos ter contas equilibradas nem no presente, nem no futuro. É demográfico: vive mais, tem que trabalhar mais.
A verdade nua alerta para não cairmos no conto fácil das soluções mágicas e das promessas inviáveis repetidas em época de eleição.
Mas é uma pena. A verdade nua não é ouvida, pois a maioria admira mais a mentira travestida de verdade.

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Disciplina e Perseverança

Thomas Carlyle escreveu certa vez que pode ser herói tanto o que triunfa como o que morre em combate, porém jamais o que abandona a batalha. Aliás, o covarde diante da vida morre duas vezes.

Trazido para a nossa realidade contemporânea, perdedor é quem desiste, quem não persiste. Quem abandona seus sonhos, suas lutas, aquilo que deveria ser o seu motivo para levantar todos os dias.

A realização pessoal está muito mais no esforço permanente que no resultado. Quem não tem orgulho de dizer que não foi fácil chegar aonde chegou, mas que tudo valeu a pena!

Muita gente acha que precisa de força para atingir os seus objetivos, mas penso que a perseverança é muito mais importante.

Vejam o exemplo de um poupador: se ele tiver a disciplina de aplicar todo mês R$ 100,00 por 35 anos ele terá, ao final, cerca de R$ 100.000,00.

Para quem não nasceu em berço de ouro, essa é a forma de, um dia, ter muito dinheiro. E essa é a filosofia da previdência privada: perseverança. Um passo de cada vez.

No longo caminho até o sucesso, cada passo tem que ser uma meta, sem deixar de ser um passo. Concentre-se em poupar os R$ 100,00 mensais que os R$ 100.000,00 gradativamente virão para o teu bolso.

Para aqueles que acham que não precisam poupar eu pergunto: por que todos, repito, todos os mais bem formados e informados que trabalham nas grandes estatais e multinacionais, no mundo todo, poupam para a velhice num fundo de pensão?

 

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Qual % do Salário Poupar

Dizem que o termo aposentadoria tem origem num tempo em que parar de trabalhar era retirar-se para os aposentos. Vestir pijama, por chinelo e esperar a morte chegar.

Ocorre que, nos últimos 50 anos, isso mudou radicalmente. A expectativa média de sobrevida de quem chega aos 65 anos é de mais 22 anos. E pela primeira vez na história da humanidade podemos sonhar com um quarto a um terço de vida após parar de trabalhar. E haja dinheiro para essa longa inatividade.

Me pedem para explicar, da forma mais simples possível, quanto do salário poupar numa previdência privada para poder manter o padrão de vida na aposentadoria.

Vamos lá. Vocês já sabem que o INSS é importante, mas não suficiente. Vai pagar, no longo prazo, 3 salários mínimos de aposentadoria. Ou R$ 2.862,00 em dinheiro de hoje.

Quanto poupar na previdência privada depende de quanto tempo resta até a aposentadoria aos 65 anos e do rendimento da poupança previdenciária.

Começando aos 20 anos, 5% do salário líquido por mês basta. Já aos 30 anos 8%, aos 40 anos 16% e aos 50 anos 33%. Praticamente dobra a cada 10 anos postergado.

Daí a importância de começar cedo. Inclusive para se beneficiar dos juros da aplicação das contribuições.

E se puder dividir essa conta com o patrão, melhor.

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A Razão de Duas Mãos

No mundo individualista de hoje, muitas vezes só podemos contar com nós mesmos.
Por isso, nunca devemos esquecer que, se alguma vez precisarmos de uma mão amiga, ela estará no final do nosso braço. Quando não esperamos nada de ninguém e fazemos o bem sem importar a quem, as decepções serão menores.
Mas devemos nos lembrar- e isso fica claro ao ficarmos mais velhos- que temos duas mãosuma para ajudar a nós mesmos, a outra pra ajudar ao próximo.
Quando o fazemos, estamos fazendo mais bem a nós mesmos, pois não há satisfação maior que a de saber que melhoramos a vida de outra pessoa.
A previdência para mim é uma missão: tornar o futuro das pessoas melhor, digno e feliz.
Agora, não podemos brigar com a realidade. E esta nos mostra que cada vez mais dependemos de nós mesmos e contamos menos com o governo.
No mundo inteiro, a previdência social paga só até 3 salários mínimos, que é aonde chegaremos aqui no Brasil em alguns anos.
Logo, se você ouvinte espera no final da carreira estar ganhando mais que 3 salários, ou R$ 2.862,00 de hoje, mexa-se.
Lembre-se: a preguiça caminha tão lentamente que a pobreza não precisa se esforçar muito para alcançá-la.
Por fim, a longevidade está aumentando. Quem chega aos 60 anos tem uma expectativa, em média, de comemorar o aniversário de 87 anos. Logo, até este pode contribuir por 10 anos para sua previdência privada e gozá-la por mais 17 anos.
 
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Os que se dão bem na vida!

Conta uma história que um professor universitário entra em sala de aula e constata que a turma continua conversando, entretendo-se com outros afazeres, sem se dar conta de sua presença, demonstrando desinteresse pela aula.
Sem chamar a atenção dos alunos, o professor iniciou a narrativa: – bem, conforme as pesquisas informaram somente dez por cento dos alunos que ingressam nas universidades se tornam grandes profissionais, bem como apenas 10% podem pleitear altos cargos no governo e realizar-se profissionalmente.
Os alunos aos poucos foram se aquietando e passaram a se concentrar na aula, pois ninguém queria fazer parte dos 90% que serão medianos, ficando fora dos 10% que se darão bem.
Fazendo uma analogia com a previdência privada, somente cerca de 10% da população economicamente ativa do Brasil têm uma previdência privada como alternativa ou complemento à previdência social. Assim, somente 10% da população terão o privilégio de uma aposentadoria digna e uma velhice financeiramente tranquila.
Olha, há duas formas de mudança: pela conscientização e pela frustração.
Mais e mais brasileiros estão trabalhando até morrer porque ainda não se conscientizaram que não dá para viver só do INSS.
Os que se conscientizaram estão nas grandes multinacionais e estatais. Gente bem formada e bem informada.
Quem vocês acham que está acertando?

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Que aposentadoria escolher

Um ouvinte de Ponta Grossa me disse que, graças a um comentário meu aqui há 14 anos, começou a poupar numa previdência privada e que agora vai se aposentar.
Se eu tivesse ajudado só esse ouvinte já me sentiria realizado, pois acho um crime o governo federal não educar e conscientizar o trabalhador brasileiro para se preparar melhor para uma velhice que, felizmente, dura cada vez mais tempo.
Esse mesmo ouvinte me pergunta que tipo de aposentadoria deve pedir.
Olha, quando da aposentadoria, existem, basicamente, 3 opções de recebe-la: vitalícia, por tempo determinado e como um percentual mensal da poupança previdenciária.
  1. Na vitalícia, a reserva individual, no período de usufruto, passa a fazer parte de um fundo coletivo. Se o segurado vier a falecer, os herdeiros não terão direito ao saldo que, por ventura, ainda exista. A filosofia é que quem morre antes do previsto nas tábuas demográficas financia a aposentadoria de quem sobrevive mais que o estimado.
  2. Já na aposentadoria por tempo determinado, se o segurado falecer, todo o saldo previdenciário vai para os herdeiros. Mas ele corre o risco de viver mais que o tempo escolhido.
  3. Já na aposentadoria como um percentual das reservas, a tendência é que, com o passar do tempo, o valor mensal vá diminuindo e até acabe.
Olha, na minha opinião, embora de valor mensal menor, a vitalícia nos permite tranquilidade por não corrermos riscos de longevidade maior.
 
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Perder Tempo

Não sei se a tecnologia, não sei se o trabalho, não sei se a idade, mas tenho crescente ideia de que estou perdendo tempo.
Seja no engarrafamento para ir ao escritório, na fila do supermercado, no caixa eletrônico, falando com a operadora do “callcenter”, enfim, esperando tempo demais para poder fazer o que gosto de fazer, o que me dá prazer.
O grande escritor José Saramago certa vez disse: “Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”
E, ao longo da vida, tenho tentado ensinar as pessoas a ter disciplinaperseverança e paciência para poderem curtir uma velhice saudável e com dignidade financeira, mas exatamente como disse, um dia, o escritor, isso não significa perder tempo.
O futuro é consequência de como usamos nosso tempo hoje, seja para aprender, seja para poupar, seja para construir, seja para amadurecer.
A inspiração vem dos outros- como me veio a de Saramago- mas a motivação vem de dentro de nós.
E me sinto extremamente motivado a mudar, a não perder mais tempo assistindo desqualificados mentindo terem solução para todos os males, indo a reuniões intermináveis, respondendo e-mails desnecessários, tendo que interagir com desconhecidos no Facebook ou criticando, sem sucesso, a incompetência gerencial e o desvio ético de gente que comanda nossa vida e nosso país.
Vou para Morretes beber água limpa do Nhundiaquara, respirar ar puro da Graciosa, ouvir os pássaros, conversar com os humildes e andar a pé sem lugar ou hora para chegar.
 
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