O Caminho do Meio

O romancista irlandês GEORGE BERNARD SHAW escreveu: “o homem passa a metade da vida gastando saúde para ganhar dinheiro; e a outra metade, gastando dinheiro para comprar saúde”.
Dia desses, na mesma linha, um amigo meu perguntou: “Follador, por que eu vou guardar dinheiro agora que tenho saúde para usufruí-lo, para tê-lo depois quando estarei velho e doente?”
Olha, tem lógica. E esse sempre foi um dos grandes dramas das civilizações: viver o presente como se não houvesse amanhã ou viver o presente de olho no amanhã.
A resposta, creio, está no caminho do meio. No equilíbrio.
Aliás, a natureza nos dá aula de graça sobre a virtude do equilíbrio. A sabedoria de entender que tudo tem seu tempo na vida. Que há a hora de semear, a de germinar, a de crescer, a de podar, a de florescer, a de frutificar para, só então, chegar a hora de colher.
E que o tempo vinga-se das coisas que são feitas sem a sua colaboração.
Por isso, uma vida equilibrada entre necessidades e prazeres é a que pode tornar mais realizados os seres humanos.
E, acreditem, mesmo que faltasse só uma semana de vida para nós, iríamos querer usufruí-la com saúde, com dinheiro, com disposição e com esperança de que na última hora fosse-nos dado mais tempo.
Daí termos que estar sempre preparados para mais um tempo.

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Herança

Para evitar disputas judiciais e gastos dos herdeiros, muitos pais tem adotado a “doação com reserva de usufruto”.

Essa é a forma legal pela qual o proprietário pode transmitir, em vida, a propriedade de um bem para outra pessoa, mas mantendo o direito de usá-lo e administrá-lo até morrer.

Ocorre que, se o doador fizer doações a quem não tenha direito- ou seja, a um herdeiro que não seja legal-, os prejudicados podem contestar depois.

Um desses pais me perguntou qual seria a alternativa.

Olha, na previdência privada, quem tem um plano, no momento da inscrição, já define a quem e em qual percentual vai deixar sua poupança previdenciária em caso de seu falecimento. Deixa o dinheiro para quem quiser e não necessariamente para quem é herdeiro legal. Isso não pode ser contestado. É lei.

Esse dinheiro não entra em inventário, é impenhorável e economiza tempo e gasto com advogados e impostos no caso de sua destinação. No mês seguinte pode ser resgatado ou recebido como renda pelo beneficiário.

Voltando à doação com reserva de usufruto, se o dono do imóvel não precisa de dinheiro para viver na velhice, perfeito.

Agora, para quem é proprietário e passa necessidades com uma aposentadoria minguada da previdência social, uma sugestão: não deixem nada para ninguém. Usem o imóvel para melhorar a aposentadoria, hipotecando-o na hora em que se aposentam. Depois da morte, o imóvel fica com o banco.

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Renascer

O ser humano não aceita a morte.

Por não compreendê-la, evita pensar nela e se preparar para ela.

Entretanto, se a entendêssemos como uma passagem, uma transição, seria muito mais fácil.

E ela é exatamente isso: nada mais que a fronteira entre passado e futuro, o término de um ciclo, o ponto de partida para algo novo. Uma transformação necessária.

Vejam, se não matarmos o menino que existe em nós, jamais nascerá o jovem ousado. Se não matarmos esse jovem, jamais haverá espaço para o adulto maduro.

Na vida profissional também é assim: se você quer ser um líder, tem que matar o técnico inseguro, que tem medo de decidir, acomodado que está no conforto da equipe cuja responsabilidade não é dele.

Um amigo me disse estar absolutamente despreparado para a aposentadoria.

Por 40 anos foi o Dr.engenheiro da multinacional tal e a partir do próximo mês perde essa identidade e seu lugar no mundo.

Disse a ele que só há uma alternativa: matar o engenheiro e esquecer da empresa. Abrir espaço para poder nascer um novo personagem, com novos desafios e oportunidades que a vida ainda lhe reserva.

Se não dermos lugar para o novo personagem entrar vamos morrer lamuriando a morte do primeiro. E isso ocorre rapidamente, quando não temos mais uma razão para levantar todo dia.

Pensem nisso.

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Agro entra na era transdisciplinar

Nas últimas décadas, o agronegócio se tornou o grande protagonista da economia brasileira. Essa história é marcada por períodos-chave, detalhados pela presidente da Embrapa Informática, Silvia Massruhá, em entrevista ao Boletim Informativo. Da revolução verde, nos anos 1960, até os dias atuais, muita coisa mudou. Mas uma coisa continua fazendo a diferença: o empenho dos produtores rurais em busca de qualificação para superar novos desafios.

Confira a visão da especialista sobre o que está em jogo na agricultura moderna e como se preparar para aproveitar a nova onda de inovações, que tem mudado as estruturas do trabalho no campo.

BI: Quais foram os momentos-chave para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro?

SM – Nós tivemos três grandes ondas da agricultura moderna. Entre 1960 e 1990 a revolução verde, dos sistemas de monoculturas, a parte dos fertilizantes. A partir disso fomos para o plantio direto, que permitiu o primeiro impulso da agricultura, passando o Brasil de importador de alimentos para o grande produtor e exportador de grãos, frutas e carnes. A segunda onda, que estamos passando agora, chamada de sistemas integrados, inclui, por exemplo, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Ou seja, trabalhamos não só com a monocultura isolada, mas com vários sistemas integrados, de forma multidisciplinar, no sentido de ganhar mais resiliência do solo, conseguir produzir de maneira mais sustentável. Uma terceira onda, já encontrada no campo, é uma agricultura que começou a ser praticada, mais baseada em insumos biológicos. Cada vez mais essa onda envolve sistemas complexos, que nós chamamos de transdisciplinares, com a convergência de várias tecnologias, como nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia da informação, computação cognitiva, inteligência artificial e tudo isso.

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