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Aumentam exportações de carne pelos Portos do Paraná

As exportações de carne, pelo Porto de Paranaguá, subiram 17,58%. Em 2019, durante todo o ano, foram mais de dois milhões de toneladas; em 2018, 1,7 milhão. Como mostram os dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a carne que mais apresentou aumento na comparação entre as exportações dos dois últimos anos foi a bovina, que cresceu 64,5%. Com quase 226 mil toneladas exportadas no ano, o Porto de Paranaguá é o segundo nas exportações do produto entre os portos brasileiros.

A carne de boi que sai por Paranaguá representa 14,55% do total do produto exportado pelo país e tem como principais destinos a China, Hong Kong, Egito, Israel e Irã.

SUÍNOS

A exportação de carne suína aumentou 23,22% na comparação entre 2019 e 2018. No ano passado, o volume exportado foi de 100,67 mil toneladas, colocando o terminal paranaense na terceira posição entre os portos do país na operação desse produto.

As exportações de carne suína pelo Paraná representam 11,4% do total exportado pelo país. Os principais destinos são Hong Kong, China, Cingapura, África do Sul e Vietnã.

SETOR PRODUTIVO

Apesar das exportações de frango terem registrado menor aumento – a diferença entre as movimentações de 2019 e 2018 foi de 12,5% (positivo) -, o Porto de Paranaguá segue sendo o líder nacional, respondendo por mais de 42% das exportações nacionais do produto.

Em 2019, um pouco mais de 1,65 milhão de toneladas de carne de aves foram enviadas principalmente para China, Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Hong Kong.

ORIGEM

Pouco mais de 74% da carne exportada pelo Porto de Paranaguá tem origem no próprio Estado. Recentemente, por instrução normativa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento reforçou o reconhecimento do Paraná como área livre da peste suína clássica (PSC). A medida retira o Estado de um grupo formado por 14 unidades federativas e reduzindo sua vulnerabilidade a eventuais casos da doença na área não livre.

Ainda no final de 2019, o Ministério da Agricultura também proibiu o uso e a comercialização da vacina contra febre aftosa no Estado, assim como o ingresso de animais vacinados contra a doença (com exceção para a entrada de bois e búfalos destinados a abate, que devem estar em veículo lacrado e ter como destino abatedouro com inspeção oficial).

A partir desses passos, com vigilância sanitária redobrada, o Paraná adota medidas para conquistar o reconhecimento como Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação pelo Ministério da Agricultura (que deve vir no segundo semestre deste ano) e o reconhecimento internacional, no ano que vem.

*Com informações da AEN*

Começam as novas regras para trânsito de bovinos e búfalos no Paraná

Começam, nesta segunda-feira (6), as novas regras para o trânsito de animais vacinados contra febre aftosa provenientes de zona livre da doença com vacinação no Paraná. Elas obedecem à uma instrução normativa da Secretaria de Defesa Agropecuária, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, publicada em 30 de dezembro, como mais um passo para a declaração internacional do Paraná como livre da febre aftosa sem vacinação.

Como parte do protocolo de conquista do status internacional, o Estado já foi dispensado da vacinação, que normalmente ocorria em novembro. Também por determinação do Ministério da Agricultura foi proibida a manutenção e uso de vacina no território paranaense.

NOVAS REGRAS

A Instrução Normativa determina a proibição de ingresso e incorporação de animais vacinados contra a febre aftosa no Estado do Paraná. A exceção é para a entrada de animais (bois e búfalos) destinados a abate. Eles devem estar necessariamente em veículo lacrado e ter como destino abatedouro com inspeção oficial. 

Caso se destinem à exportação, os animais deverão ser encaminhados diretamente para estabelecimento de pré-embarque autorizado pelo Serviço Veterinário Oficial. Se o animal é vacinado e tem como destino outra unidade da Federação, ele poderá transitar pelo Paraná desde que sejam obedecidas as rotas previamente estabelecidas pelo Serviço Veterinário Oficial.  

Pelas regras, ficam autorizados a entrar no Estado cargas compostas por: carne fresca, miúdos in natura, vísceras e produtos cárneos de suínos e ruminantes, exceto os obtidos da região da cabeça, incluindo faringe, língua e os linfonodos.

Também há permissão para leite cru destinado ao beneficiamento em indústria integrante do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi), couro salgado, couro piquelado ou curtido, cascos, chifres e pelos, além de material genético.

*Com informações da AEN*

A 10 dias do prazo, apenas 15% dos produtores atualizaram rebanho

Faltam 10 dias para o fim da Campanha de Atualização de Rebanho no Estado e apenas 36,8 mil dos produtores rurais, o que representa 15%, já prestaram as informações necessárias para a Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná). O estado tem 244,5 mil produtores que precisam fazer o cadastro.

Quem não fizer o cadastro no prazo pode ter o bloqueio das atividades pecuárias e multa. O prazo para fazer a atualização do rebanho começou a correr no dia 1º de novembro e vai até o próximo dia 30.

Segundo a Adapar, as regionais que mais fizeram cadastros são as de Dois Vizinhos, no sudoeste do Paraná, onde 24,2% dos produtores já cumpriram com suas obrigações; Guarapuava, com 20%; e Francisco Beltrão, com 19,7%. A seção de Londrina tem o pior desempenho, com apenas 9,6% dos produtores em dia com o cadastro; seguida por Campo Mourão, com 10,7%; e Curitiba, com 10,9%.

O procedimento é obrigatório para todos aqueles que tenham animais com interesse econômico no Estado. Isso vale, portanto, para todas aquelas atividades que necessitam da chamada Guia de Trânsito Animal (GTA). O trâmite é gratuito e pode ser feito tanto pelo site da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) ou pessoalmente.

A exigência do cadastro foi implantada como parte das ações que substituem a vacinação obrigatória de bovinos e bufalinos contra febre aftosa. Com a retirada da vacina, a Adapar substituiu a comprovação da vacinação pela Campanha de Atualização de Rebanhos.

A medida obrigatória vale para propriedades que detenham animais de produção ou trabalho, como bovinos, bufalinos, cabras, ovelhas, suínos, cavalos, jumentos, mulas, galinhas, peixes, além de caixas de abelhas.

*Com informações de Sirlei Benetti – Tarobá News*

Paraná livre da vacina contra febre aftosa

O Paraná está, oficialmente, livre da vacinação contra a febre aftosa. Em solenidade realizada no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assinou a Instrução Normativa (IN) que, a partir de 31 de outubro, proíbe a manutenção, comercialização e o uso de vacinas contra a doença em terras paranaenses. Com o fim da imunização, o Paraná dá mais um passo definitivo em direção ao reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação.

Primeiro a discursar, o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, destacou que a consolidação do sistema sanitário do Paraná é resultado de décadas de um trabalho integrado, entre os setores público e privado. O líder agropecuarista apontou que o reconhecimento internacional do Estado como área livre de febre aftosa sem vacinação vai trazer boas perspectivas não só para o agronegócio, mas para a economia do Paraná.

“É o coroamento de décadas de trabalho no enfrentamento dessa enfermidade que é emblemática, e é a garantia que o nosso sistema de defesa sanitário”, ressaltou Meneguette. “Com esse esforço conjunto, o Paraná se credencia como fornecedor de alimentos, mas de alimentos seguros. Nossos produtores abastecem boa parte do mercado interno e já têm uma importante projeção nas exportações. Estamos dando um passo em direção a mercados internacionais. Precisamos gerar empregos e riquezas, para termos paz social”, acrescentou.

Para Tereza Cristina, o modelo desenvolvido pelo Paraná é um “atestado de credibilidade para o mundo inteiro”, confirmando posição de protagonismo no setor agropecuário. Ao estar mais perto do novo status sanitário, o Estado inicia “uma nova etapa fantástica” de conquista de novos mercados. A ministra disse ainda que o caso do Paraná deve servir como estímulo para que outros Estados também invistam em seu sistema sanitário.

“O Paraná fez todo o dever de casa. Esse é o início, o primeiro passo. Ainda temos outros passos para dar, mas o Paraná inaugura uma nova era de sanidade e sustentabilidade, trazendo a qualidade para os seus produtos”, ressaltou Tereza Cristina. “Que o Paraná sirva de exemplo ao Brasil em sanidade, porque em várias coisas, vocês saíram na frente”, acrescentou.

O secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, classificou o fim da vacinação como “o começo de uma nova história”, mas que vem muito trabalho pela frente. Ele ressaltou a necessidade de o pecuarista fazer a atualização do rebanho (leia mais abaixo) e apontou que o a nova etapa deve beneficiar não só a bovinocultura, mas outras cadeias relacionadas à produção de proteína animal.

“Estamos substituindo a vacinação por outros mecanismos de inteligência para monitoração sanitária. O nosso objetivo sempre foi evoluir, buscar mais espaço no mercado internacional. Vamos crescer”, vislumbrou. “O simples fato de estarmos vacinando o rebanho nos impedia de disputarmos 63% do mercado mundial de suínos. Agora, nós vamos poder disputar esse mercado. Vamos trazer dólar do mundo para o Brasil”, disse.

Para o governador do Paraná, Carlos Massa Júnior, a suspensão da vacinação contra aftosa pode ser entendida como “uma construção coletiva, com toda a sociedade civil organizada”. Animado, ele traçou uma meta ousada: que o Paraná se torne o principal produtor de alimentos do mundo.

“O agro é nossa prioridade. A nossa vocação é produzir alimentos para o planeta. Estamos nos preparando cada vez mais para isso. É um momento histórico. Viva o Paraná, viva o Brasil, viva a agricultura”, afirmou.

Contagem regressiva para o fechamento das fronteiras

A IN também fixou data para que o Paraná feche suas fronteiras sanitárias: a partir de 1º de janeiro de 2020. Na prática, isso significa que a o governo do Paraná terá que editar normas que controlem e restrinjam a entrada no Estado de animais vacinados contra a febre aftosa. Com isso, bovinos e bubalinos para cria, recria e engorda que provenham de unidades da federação que imunizam seu rebanho contra a doença ficarão proibidos de entrar no Paraná.

Para abate imediato, a nova norma permite o transporte de bovinos e bubalinos provenientes de Estados que praticam vacinação, desde que a carga esteja lacrada. Não há restrições em relação ao transporte de produto animal de outras unidades da Federação.

A partir do fim da vacinação e do fechamento da fronteira, o Paraná passa a ficar isolado sanitariamente do restante do país, no que diz respeito à febre aftosa. Com isso, em maio de 2020 – quando a última aplicação de vacinas contra a febre aftosa no Estado terá completado um ano –, o Mapa deve fazer um inquérito sorológico no rebanho paranaense, a fim de constatar que não há circulação viral no território.

Com essa confirmação laboratorial, então, o Ministério poderá pedir à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) que reconheça o Paraná como área livre de aftosa sem vacinação. Com os parâmetros técnicos dentro das exigências internacionais, a conquista do novo status sanitário deve ser oficializada em assembleia-geral da OIE, realizada em maio de 2021.

“É um momento de transição histórico, em que se inicia uma fase, uma fase de mudança de conceito, em que a vacinação é substituída por outras ferramentas de vigilância e de controle da febre aftosa”, disse o gerente de saúde animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias.

Fiscalização

Para garantir que bovinos e bubalinos de Estados que vacinam o rebanho não cheguem ao território paranaense, o Paraná consolidou uma barreira sanitária, que conta com 33 Postos de Fiscalização de Transporte Animal (PFTA) e cinco postos federais. O último ponto desta rede, o PFTA de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, na BR-116, que deve ser concluída até o fim de novembro.

Todos os caminhões que transportem animais e que venham de outros Estados deverão, necessariamente, passar por um desses postos. Na abordagem, a carga será vistoriada e conferida, de acordo com os registros. Nos postos estaduais, a fiscalização será feita pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapar). As polícias rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (PRE) também estão autorizadas a parar veículos que transportem cargas animais em estradas do Paraná, cobrando que os motoristas comprovem que passaram por um PFTA.

Dados da Adapar e da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) apontam que o volume de bovinos transportados para o Paraná, advindos de outros Estados, é ínfimo em relação ao tamanho do rebanho estadual. Nos últimos três anos, a média de transporte foi de 100 mil cabeças, o que corresponde a 1,08% do total de bovinos registrados no Paraná. No mesmo período, os pecuaristas paranaenses enviaram para outras unidades da federação uma média anual de 40 mil cabeças – 0,45% do rebanho oficial.

O levantamento revela que das mais de 179,1 mil propriedades que alojam bovinos, apenas 746 (0,45%) recebem animais de outros Estados. O estudo demonstra, ainda, que “50% das movimentações relacionadas a ingressos de bovinos se concentram em apenas 30 produtores rurais, tornando mais evidente a afirmação de que o maior volume de animais que entra no Estado pertence a um pequeno número de produtores rurais”. O documento conclui que “a maioria dos produtores não será afetada com a retirada da vacina”.

Outras determinações

A IN do Ministério da Agricultura também impõe algumas restrições à entrada de suínos, ovinos e caprinos em território paranaense. Essas espécies não são vacinadas contra a febre aftosa, mas são suscetíveis à doença. Para cria, recria e engorda, esses animais terão entrada permitida, desde que haja autorização prévia da Adapar e do Mapa. Além disso, o lote precisa passar por um período de quarentena na origem e por alguns exames.

Caminhões que transportam suínos, ovinos e caprinos de outros Estados e destinados ao abate imediato poderão transitar sem autorização prévia. Além disso, a nova norma fixa a obrigatoriedade de atualização de todo o rebanho duas vezes por ano (maio e em novembro) no sistema online ou na forma presencial.

Setor privado colaborou na estruturação do sistema sanitário

A conquista do novo status sanitário é resultado de um longo caminho, iniciado na década de 1970, quando o Paraná começou seu programa de profilaxia e controle da febre aftosa. A participação da iniciativa privada no processo de estruturação do sistema sanitário paranaense sempre foi decisiva. De 1997 para cá, o Sistema FAEP/SENAR-PR investiu mais de R$ 40 milhões no desenvolvimento sanitário do Paraná, em uma série de ações, como treinamentos, divulgações de programas e implementação de boas práticas, além da capacitação de técnicos e produtores, viagens técnicas e acompanhamento de organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa).

Muito desta ação bem-sucedida está diretamente relacionada ao Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec). Criado em 1995, o fundo é uma sociedade civil sem fins lucrativos, formado por entidades representativas, como FAEP, Ocepar e sindicatos de produtores de diversas cadeias. A partir de uma série de convênios, o Fundepec vem garantindo respaldo financeiro e institucional a uma série de ações sanitárias e na defesa dos produtores. Hoje, por exemplo, o fundo dispõe de mais de R$ 78 milhões em caixa, para eventuais emergências sanitárias e/ou para indenizar pecuaristas, caso sejam necessários abates sanitários, ante eventuais casos de doenças.

“Essa consolidação sanitária ocorrida ao longo das últimas décadas só foi possível a partir da criação do Fundepec e com a participação do setor produtivo. Foram essas ações que trouxeram o Paraná ao patamar em que estamos hoje”, disse o diretor-executivo do Fundepec, Ronei Volpi.

vacina febre aftosa

Ministra da Agricultura autoriza a suspensão da vacinação contra febre aftosa no PR

O Paraná pretende se tornar, até o final do ano, livre de febre aftosa e sem vacinação.

Dessa maneira, produtores agropecuários devem economizar até R$ 30 milhões ao ano – valor estimado em gastos com vacinas e manejo dos animais.

O principal benefício deve ser comercial, já que alguns mercados asiáticos só compram carne de áreas sem vacinação. São mercados considerados mais exigentes e que poderiam pagar mais pela carne exportada pelo Paraná.

Atualmente, esses países também deixam de aceitar aves e porcos – mesmo que não exista risco de o frango ser contaminado pela doença e apesar de não existir registro de casos em suínos.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, assinou hoje (15) a Instrução Normativa que autoriza a suspensão da vacinação contra a febre aftosa no estado a partir de novembro.

O Ministério fará o monitoramento do Paraná para avaliar a atuação dos postos de fiscalização nas divisas e, após isso, deve reconhecer nacionalmente o estado como área livre da febre aftosa sem vacinação.

No entanto, até lá, devem ser contratados médicos veterinários e técnicos para atuação na vigilância. Um posto de fiscalização agropecuária, na divisa com São Paulo, deve ser construído.

Essa etapa está dentro do objetivo brasileiro de aumentar gradualmente as áreas sem vacinação contra a doença no país, previsto no plano estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa. O governador Ratinho Júnior considera que a medida deve ampliar o mercado do agronegócio.

As doses de vacinas contra a febre aftosa estocadas no Paraná serão remanejadas pela iniciativa privada para os estados que ainda irão aplicar o produto. Com isso, a partir do mês que vem, o rebanho de 9,2 milhões de bovinos e bubalinos do estado não será mais vacinado contra a aftosa.

Além de suspender as campanhas de vacinação, que eram feitas anualmente sempre em maio e novembro, a Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento proíbe o uso e a comercialização dessa vacina no Paraná já a partir do dia 31 de outubro. E a partir de 2020, será proibida a entrada de animais vacinados, bovinos e bubalinos, no Paraná.

Paraná avança para obter status livre de aftosa sem vacinação

O Paraná caminha para conquistar o status sanitário de Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. A última campanha de vacinação do rebanho bovino e bubalino foi em maio, em animais de 0 a 24 meses. O índice de cobertura foi de 99%, considerado o melhor dos últimos anos.

A próxima campanha, prevista para novembro, pode não acontecer caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declare o estado livre de febre aftosa sem vacinação. Depois disso, a expectativa é que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) chancele o novo status paranaense em maio de 2021.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, essa medida representará possibilidades de ganho para os pecuaristas e para o Estado. “Não há mais motivo para os produtores continuarem a gastar dinheiro com a compra de vacinas se não há mais a doença”, afirmou. Estima-se que os produtores paranaenses deixem de gastar cerca de R$ 30 milhões nesse serviço.

O último foco de febre aftosa no Paraná foi em 2006. De lá para cá, não houve mais circulação viral, em razão dos esforços de vários setores, entre eles o governo estadual que estruturou a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) para garantir o serviço de fiscalização e vigilância animal.

Ortigara reforçou também que o status a ser concedido pela OIE possibilitará que o Estado amplie o comércio mundial de carnes, acessando mercados que têm restrições ao rebanho vacinado. “Muitas cooperativas e indústrias estão prontas para destravar investimentos de expansão em suas plantas, caso tenham condições de acessar mercados mais disputados e que pagam mais pelas carnes bovina e suína”, disse o secretário.

Outro benefício, diz o secretário, é a segregação do Paraná em relação ao grande bloco formado por 25 Estados considerados como área livre com vacinação. Com esse isolamento, o Estado não será prejudicado se, eventualmente, aparecer doença em uma localidade distante milhares de quilômetros do Paraná.

Quase 100 animais do Ranking Nacional Nelore são expostos na Expoingá

Cerca de 100 animais Nelore participam da Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Maringá (Expoingá), no norte do Paraná. Neste ano a feira recebe a Expoinel Regional do Paraná 2019. O evento acontece até 19 de maio, com o julgamento da raça nos dias 17 e 18. A mostra integra o Circuito Verde de Exposições do Ranking Nacional da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).

“Maringá e região representam um importante polo de criação de Nelore, com destaque no fornecimento de genética de qualidade para todo o estado do Paraná. A realização de uma etapa do Ranking Nacional na Expoingá é uma ótima oportunidade para valorizar os criadores que investem no Nelore”, afirma o presidente da ACNB, Nabih Amin El Aouar.

A Expoingá acontece no Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro (Avenida Colombo, 2.186). Os julgamentos ficarão sob responsabilidade do jurado Horácio Alves Ferreira Neto.

Promovida pela Associação dos Neloristas do Paraná (Anel), a Expoinel Regional é de participação obrigatória no âmbito do Ranking Regional Nelore e soma pontos para a competição.

“Ter a Expoinel Regional do Paraná em nossa cidade reconhece o bom trabalho de criadores e expositores da região, além de contribuir para o objetivo principal: fortalecer a genética e a qualidade da raça no país”, diz Jucival Pereira de Sá, diretor de Pecuária da Sociedade Rural de Maringá, realizadora da Expoingá.

Fóruns regionais debatem fim da vacinação contra aftosa

O Governo do Estado vai promover em maio fóruns regionais em seis municípios para debater com entidades do setor agropecuário as ações necessárias para solicitação e reconhecimento do status de Área Livre de Febre Aftosa, sem Vacinação.

Os eventos acontecem nas cidades de Paranavaí (dia 14), Cornélio Procópio (15), Curitiba (16), Guarapuava (21), Pato Branco (22) e Cascavel (23).

A promoção dos Fóruns tem o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento; Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Ministério da Agricultura, Sistema Faep/Senar, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Emater e Sistema Ocepar, além de entidades locais que apoiam com recursos físicos, como a Prefeitura Municipal de Paranavaí, Sociedade Rural de Cornélio Procópio, Fiep, Unicentro e Sociedade Rural de Pato Branco.

RANKING NACIONAL 

Segundo o gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, o Paraná ocupa a primeira posição do ranking nacional na produção e exportação de frango de corte, e a terceira posição na produção de carne suína. As duas cadeias têm grande importância econômica para o Estado, e geram emprego e renda. A suinocultura, assim como a bovinocultura de corte, tem grande potencial de crescimento com o advento da suspensão da vacina contra febre aftosa, ao agregar valor aos seus produtos.

As ações de defesa agropecuária no Paraná vêm se aprimorando há muitos anos, atuando na fiscalização dentro das propriedades, no trânsito animal e nas indústrias que do setor de produtos de origem animal, além da realização de diagnósticos importantes para que as ações sejam efetivas e oportunas.

O serviço oficial do Estado conta ainda com parcerias estabelecidas com a iniciativa privada, universidades do Estado, e sociedade em geral, que sabem sua responsabilidade na troca de informações e apoio para que as ações de defesa agropecuária sejam eficazes. “Um dos principais pilares para um bom serviço de defesa agropecuária é a vigilância passiva, com a notificação por parte de médicos veterinários, responsáveis técnicos, academia, laboratórios e produtores rurais de qualquer suspeita de doença de interesse da defesa sanitária animal de forma rápida”, diz Rafael Gonçalves Dias.

ÚLTIMA CAMPANHA 

A suspensão da vacina contra febre aftosa pelo Paraná, que pertence ao bloco V conforme definição do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), foi pleiteada pelo Estado para que a última campanha de vacinação seja em maio de 2019.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento entendeu, após duas auditorias no serviço veterinário oficial do estado, que o Paraná tem condições de suspender a vacinação e buscar o status de livre sem vacinação.

Entretanto, este processo gera algumas mudanças, principalmente no trânsito interestadual de animais de produção, a exemplo da proibição do ingresso de animais vacinados no Estado. Assim, todas as alterações devem ser comunicadas estrategicamente, antes de encerrar a campanha de vacinação de maio, a toda a sociedade, em especial aos agentes ligados ao agronegócio.

 

Abate de suínos cresce 6,8% e bate recorde no terceiro trimestre

O abate de suínos no Brasil cresceu 6,8% do segundo para o terceiro trimestre deste ano. Segundo dados divulgados hoje (12), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram abatidos 11,56 milhões de animais no terceiro trimestre do ano, um patamar recorde na série histórica iniciada em 1997.

O volume também é superior (4,7%) em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o IBGE, o abate de bovinos também cresceu no terceiro trimestre, tanto em relação ao trimestre anterior (7,1%) quanto na comparação com o terceiro trimestre de 2017 (3,7%).

O abate de frangos também apresentou crescimento na comparação com o segundo trimestre (3,6%), mas teve queda de 3,8% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Produção de ovos de galinhas cresce

A pesquisa do IBGE também constatou um recorde na produção de ovos de galinhas no terceiro trimestre (919,47 milhões de dúzias), 4,9% a mais do que no segundo trimestre e 9% acima do terceiro trimestre do ano passado.

A aquisição de couro subiu 9,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior e 4,3% face ao terceiro trimestre de 2017.

Já a compra de leite pelas usinas de beneficiamento aumentou 14,3% em relação ao segundo trimestre, mas caiu 0,3% frente ao terceiro trimestre de 2017.

Pesquisa identifica genes que determinam qualidade da carne bovina

Por Daniel Mello

Pesquisadores brasileiros conseguiram identificar os genes que controlam a qualidade da carne bovina. O estudo vem sendo desenvolvido há oito anos na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

“A gente conseguiu identificar algumas regiões que controlam os genes que são importantes para a maciez, para deposição de gordura e para o perfil de ácidos graxos – o quanto de saturado, não saturado, o tipo de gordura que tem na carne”, detalhou o coordenador do Centro de Genômica da Esalq, Luiz Coutinho.

Apesar dos avanços, Coutinho explica que ainda será necessário mais algum tempo de pesquisa para fazer um mapeamento mais completo da herança genética que traz as características desejadas para o gado. “O problema que a gente tem é que características complexas, como maciez ou deposição de gordura, são controladas por vários genes. A gente encontrou alguns principais. Então a gente tem que encontrar mais regiões que controlam esses fenótipos apara ser usado como mais efetividade”, ressalta.

Seleção

A ideia é que possam ser escolhidos reprodutores que tenham o tipo de carne interessante para os produtores e repassem essas características para os descendentes. “A busca que a gente tem é assim que o bezerrinho nascer a gente tirar uma mostra de pelo ou de sangue, fazer um teste genético e saber se aquele animal tem potencial para produzir uma carne mais macia ou com melhor perfil de gordura. Isso é onde a gente quer chegar”, explica Coutinho, que trabalha no estudo em parceria com a pesquisadora Luciana Regitano, da Embrapa.

Coutinho acredita que em pouco tempo as informações vão poder ser usadas para subsidiar as decisões de produtores. “Em mais dois ou três anos a gente vai ter confiança de que essas variações genéticas podem ser usadas para o melhoramento”.

O trabalho enfrenta, segundo pesquisador, mais desafios do que em relação ao gado leiteiro, devido à grande variedade de raças usadas para o corte. Para a produção de laticínios predomina, de acordo com o pesquisador, a variedade holandesa.

O estudo recebeu diversas contribuições, especialmente de alunos de pós-graduação, para chegar ao estágio atual. Os equipamentos usados no estudo foram financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.