Marco Aurelio Mello - STF - Glenn - denúncia

Marco Aurélio Mello avalia como perigosa denúncia contra Glenn

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que a denúncia do Ministério Público Federal contra o jornalista Glenn Gleenwald no caso da ação de hackers contra autoridades da Lava Jato é um ato “problemático” e “perigoso” por se tratar de situação que, segundo ele, pode cercear a liberdade de expressão.

À reportagem, Marco Aurélio disse que cabe aos tribunais agir para corrigir decisões erradas e “iniciativas que conflitam com a ordem jurídica”. “É um problema quando você pratica atos que afetam a liberdade de expressão. É problemático”, afirmou o ministro.

“No campo da informação, não cabe adotar postura que iniba a arte de informar. Eu tenho uma concepção própria. Jamais processaria um jornalista, e há colegas em geral, que processam. [Com a denúncia], Você acaba indiretamente cerceando [a liberdade de expressão], o que não é bom em termos culturais, nem em termos de avanço social. É sempre perigoso”, afirmou.

Glenn foi denunciado pelo procurador Wellington Oliveira pelos crimes de associação criminosa e interceptação telefônica ilegal. O entendimento do MPF contraria o da Polícia Federal, que não vê evidências de participação do jornalista em atos ilegais.

No relatório da PF, o delegado Luiz Flavio Zampronha diz que não é possível “identificar a participação moral e material” dele nos crimes investigados.

A denúncia se baseia em áudio encontrado em um computador apreendido que, segundo o procurador, mostra que o jornalista orientou o grupo de hackers a apagar mensagens, o que caracterizou “clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos”.

“Toda iniciativa que fustigue jornalista, que fustigue veículo de comunicação tem que ser pensada muito antes de implementada. É o caso da denúncia, julgamento. Tem que sopesar, analisar valores e decidir qual é o valor que deve prevalecer”, diz Marco Aurélio Mello.

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Glenn ataca procurador e diz que denúncia é “retaliação do governo Bolsonaro”; veja o vídeo

Glenn Greenwald, fundador do Intercept, respondeu à denúncia feita hoje (21) pelo MPF (Ministério Público Federal) que o aponta como envolvido nos ataques aos celulares de autoridades ligadas à Operação Lava Jato. Segundo o texto assinado pelo procurador Wellington Divino de Oliveira, Glenn “auxiliou, incentivou e orientou o grupo [de hackers] durante o período das invasões”.

“É uma retaliação pelo governo Bolsonaro. Eu não cometi nenhum crime, sempre fiz meu trabalho como jornalista com cautela e responsabilidade. O Supremo, que disse que eu não posso ser investigado, muito menos denunciado, pela minha reportagem porque é uma violação do direito constitucional de uma imprensa livre. Nós nunca vamos ser intimidados para ninguém que está abusando do aparato do Estado”, ressaltou Glenn no vídeo publicado em suas redes sociais.

Além disso, Glenn também criticou o procurador da República, lembrando que foi o mesmo autor da denúncia feita contra Felipe Santa Cruz, presidente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que foi acusado acusado por calúnia por chamar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de “chefe de quadrilha”.

“Claramente ele está abusando do seu cargo para atacar seus inimigos políticos”, completou.

Depois do vídeo, Glenn ainda soltou uma nota que reforça ataques do presidente Jair Bolsonaro à imprensa. Por fim, o jornalista ressaltou que a denúncia também é um ataque ao STF (Supremo Tribunal Federal), já que o ministro Gilmar Mendes proibiu investigações sobre Glenn no ano passado. Por causa disso, a Operação Spoofing pediu a condenação de todos os denunciados, com exceção de Glenn, por lavagem de dinheiro.

“Não seremos intimidados por essas tentativas tirânicas de silenciar jornalistas. Estou trabalhando agora com novos relatórios e continuarei a fazer meu trabalho jornalística (sic)”, concluiu.

NOTA PUBLICADA POR GLENN

Confira o texto publicado pelo fundador do Intercept:

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Glenn Greenwald é denunciado pelo MPF por auxiliar na invasão à celulares de autoridades

Glenn Greenwald, fundador do Intercept, foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) ao lado de outras seis pessoas nesta terça-feira (21). Segundo a denúncia, o jornalista teve envolvimento nos ataques feitos por hackers contra autoridades ligadas à Operação Lava Jato, como Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa em Curitiba, e o ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública. Outras seis pessoas, investigadas na Operação Spoofing, deflagrada em julho de 2019, também foram denunciadas.

Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos eram os líderes do grupo, enquanto Danilo Cristiano Marques proporcionada os meios materiais para que Walter executasse os crimes. Além deles, Gustavo Henrique Elias Santos era o programador do grupo que desenvolveu técnicas para a invasão do Telegram. Suelen Oliveira, esposa de Gustavo, “recrutava” nomes para participarem dos crimes. Por fim, Luiz Molição foi porta-voz do grupo nas conversas com Glenn, além de invadir terminais informáticos e aconselhar Walter.

Glenn “auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões”, diz trecho da denúncia assinada pelo procurador Wellington Divino de Oliveira. Contudo, o MPF deixa claro que o jornalista “não era alvo das investigações”, mas que encontrou um áudio de diálogo entre Molição e Glenn durante a análise de um MacBook apreendido.

Além disso, vale lembrar que o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu investigações sobre Glenn no ano passado. Por causa disso, a Operação Spoofing pede a condenação de todos os denunciados, com exceção de Glenn, por lavagem de dinheiro. Além disso, o MPF ainda diz que o grupo teve práticas de organização criminosa e interceptações telefônicas.

Ao todo, a operação comprovou 126 interceptações telefônicas, telemáticas ou de informática e 176 invasões de dispositivos tecnológicos, resultando na obtenção de informações sigilosas.

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Organograma apresentado pelo MPF. (Divulgação / MPF)

Por fim, o MPF ainda diz que Molição firmou acordo de colaboração premiada com o órgão, prevendo o não oferecimento de denúncia contra si. No entanto, a principal prova apresentada pelo denunciado foi um aparelho celular que estava vazio, sem elementos novos para as investigações. Contudo, como ele apresentou declarações que reforçam a participação de Thiago Eliezer no esquema criminoso, o MPF pediu a redução de pena do acusado em 2/3, com cumprimento em regime aberto.

O órgão ainda solicitou à Justiça pela manutenção das prisões de Walter Delagati e Thiago Eliezer dos Santos, além de reforçar que as investigações continuam afim de esclarecer uma possível existência de mandantes ou lucros financeiros a partir das invasões.

Sérgio Moro - Jair Bolsonaro - Antonio Palocci - Roda Viva - Vaza Jato

Moro nega que favoreceu Bolsonaro ao divulgar depoimento de Palocci

Em entrevista a uma bancada de jornalistas no programa Roda Vida, da TV Cultura, nesta segunda-feira (20), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, se defendeu das acusações de ter beneficiado deliberadamente o presidente Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, ao divulgar delação premiada do ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil Antonio Palocci.

A divulgação foi feita por Moro no dia 1º de outubro de 2018, seis dias antes do primeiro turno das eleições gerais daquele ano. No depoimento para a Polícia Federal, Palocci sugere que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia dos desvios financeiros na Petrobras e que articulou recursos ilícitos para as duas campanhas presidenciais de Dilma Rousseff.

“O próprio Palocci já havia prestado depoimentos nessa mesma vara e é o que está basicamente naquele documento. Nós pegamos o documento que já havia vindo a público e que foi colocado no processo. Foi feito uma exposição como algo inédito, sendo que já havia sido apresentado. Eu tinha que dar publicidade a esse depoimento, se não a defesa poderia depois pedir nulidade do processo por não ter usado essa prova”, colocou Moro.

Outra decisão de Moro questionada pelos jornalistas foi a divulgação em 2016 do áudio entre Lula e Dilma, no qual há indícios que Rousseff iria oferecer o Ministério da Casa Civil para o ex-presidente, impedindo assim seu julgamento.

Mas uma reportagem da Folha de São Paulo de novembro de 2019, mostrou que a Lava Jato tinha outros áudios de Lula, no qual o ex-presidente em conversa com o então vice-presidente Michel Temer, declarou estar receoso em assumir o ministério e que mostrava uma tentativa de aproximação do PT com o MDB de Temer par dar estabilidade ao governo de Dilma.

“Se dá uma importância a esse áudio que não existe. Não é responsabilidade do juiz os reflexos e sim o processo. Não existem razões obscuras da não divulgação desse material. O que existe é uma clara situação de obstrução de Justiça e por isso achamos que o caminho correto seria não liberar”, pontuou Moro.

VAZA JATO

Perguntado sobre a série de reportagens do The Intercept Brasil popularmente conhecida como ‘Vaza Jato’, Moro chamou o conteúdo de “bobajarada” e disse que não dá peso para o conteúdo.

“Esse é um episódio menor. Nunca dei importância para isso. Foi usado politicamente para liberar criminosos presos e enfraquecer o Ministério da Justiça e Segurança pública. Não é verdadeiro que houve um conluio”, explicou Moro.

Ainda sobre a ‘Vaza Jato’, Moro negou a autenticidade dos materiais vazados e reforçou que o conteúdo das mensagens é normal entre o juiz e os procuradores e também com a Polícia Federal.

“Foi criado um sensacionalismo. O Ministério Público pedindo a prisão de X. Se essa mensagem aconteceu, não tem nada de errado. Isso acontece todo dia em todos os fóruns do Brasil. Não teve ninguém condenado sem provas nesse caso. Se os conteúdos que forem apresentados fossem verdadeiros, não teria nada de errado, mas eu não reconheço a autenticidade”, sentenciou Moro.

BANCADA DO RODA VIVA

A bancada do Roda Viva contou pela primeira vez com o comando da jornalista do O Estado de São Paulo Vera Magalhães. O restante da mesa foi composto pelos jornalistas Leandro Colon (Folha de São Paulo), Malu Gaspar (Revista Piauí), Alan Gripp (O Globo), Andreza Matais (O Estado de São Paulo) e Felipe Moura Brasil (Rádio Jovem Pan).

Responsável pelas matérias da Vaza Jato, o The Intercept Brasil não contou com representantes na bancada do Roda Viva. O veículo divulgou reportagem no último sábado (18), apontando que Moro aprovou previamente os jornalistas presentes na entrevista, fato negado por Vera Magalhães logo no início do programa.

Alguns jornalistas do The Intercept Brasil fizeram um live em seu canal no YouTube durante a entrevista de Moro, comentando as falas do ministro. A exibição chegou a alcançar mais de 14 mil pessoas em determinados momentos.

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STF: dois votos finais definem validade da prisão em segunda instância; AO VIVO

O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma o julgamento que analisa a constitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância. Dois votos foram proferidos até as 16h desta quinta-feira (7), quando os ministros da Suprema Corte pausaram o julgamento para o intervalo. Até agora, o placar é de 5 a 4 pela manutenção da prisão em segunda instância.

O julgamento sobre prisão em segunda instância foi retomado às 16h56, com o voto do decano Celso de Mello. O presidente do STF,  Dias Toffoli, será o último a se manifestar.

A ministra Cármen Lúcia foi a primeira a se manifestar na sessão de hoje (7) e votou pela manutenção do entendimento que permite a antecipação da execução da pena. O ministro Gilmar Mendes votou de forma contrária à prisão após condenação em segunda instância. Para ele, a execução penal só pode começar após o trânsito em julgado.

ACOMPANHE AO VIVO:

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, afirmou durante o intervalo que espera ver o julgamento encerrado ainda hoje (7), após os dois votos restantes.

PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA

Atualmente, o entendimento do Supremo Tribunal Federal permite que condenados em segunda instância passem a cumprir pena, mesmo que seja possível recorrer a instâncias superiores. Porém, a Ordem dos Advogados do Brasil e partidos afirmam que o entendimento é inconstitucional, porque a execução da pena só poderia ser feita após o fim de todo o processo e a decisão definitiva do Supremo.

Desde 2016, o STF permite a execução da pena a partir da condenação em segunda instância. De 2009 a 2016, o entendimento era contrário, a prisão só poderia ser efetuada após o Supremo julgar os últimos recursos.

DECISÃO DO STF PODE AFETAR LULA

Se a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal mudar, caso a corte decida contra a prisão após condenação em segunda instância, quase cinco mil presos podem ser beneficiados, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça. Entre eles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena desde abril do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, pelo Caso Triplex do Guarujá (SP). O petista foi condenado pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em relação à Lava Jato, segundo um levantamento do MPF (Ministério Público Federal), a mudança de entendimento do STF poderá beneficiar 38 condenados em segunda instância no âmbito da Operação. O ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras seriam alguns deles. Além disso, outros 307 denunciados que aguardam julgamento em primeira instância poderão ser beneficiados.

Cada caso deve ser analisado individualmente, já que presos perigosos ou detidos preventivamente, por exemplo, não poderão ser soltos. É o caso do ex-deputado Eduardo Cunha, que não sairia da cadeia porque existe contra ele medidas cautelares, como prisão preventiva.

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VÍDEO: Glenn acusa ‘movimento de Bolsonaro’ de ser fascista após sofrer agressão

Após a agressão que sofreu de Augusto Nunes,  Glenn Greenwald, do Intercept, postou um vídeo acusando o ‘movimento’ do presidente Jair Bolsonaro de ser fascista. O episódio aconteceu nesta quinta-feira (7), quando os dois jornalistas estiveram lado a lado no Programa Pânico, da Jovem Pan.

“A coisa mais importante é que o uso da violência no debate político é muito grave. O movimento do Bolsonaro, Olavo, PSL está aplaudido o uso da força física porque é um movimento fascista. Eles querem violência”, disparou.

Veja o vídeo:

Além disso, Glenn também falou sobre a briga com Augusto.

“Queria lembrar como isso começou há seis a oito semanas atrás. Augusto disse que a nossa família era a coisa mais feia e suja que ele viu em sua carreira como jornalista. Disse que juízes de menores deveriam investigar nossa família para determinar se seriam removidos e voltar para seu abrigo”, disse.

“Eu disse que é covarde. Ele nunca falaria isso sobre seus colegas, chefes ou milhões de brasileiros. Só fala isso sobre nós”, completou.

O MOTIVO DA BRIGA ENTRE GLENN E AUGUSTO NUNES

Casado com David Miranda, Glenn chamou Augusto de covarde após o jornalista do R7 fazer comentários sobre os seus filhos com o deputado.

“O que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, alegou Nunes antes da confusão começar.

“Não foi nada irônico. (…) Ele nunca falaria que um juiz deveria investigar se os chefes que têm filhos, onde os dois pessoas trabalham. Ele só fala isso sobre nós. Isso é covardia”, disse Glenn após o Pânico voltar sem a presença de Augusto.

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Ciro, Freixo e Porchat apoiam Glenn; Olavo e deputados do PSL elogiam Augusto Nunes

Olavo de Carvalho, um dos líderes do conservadorismo no Brasil, defendeu a agressão do jornalista Augusto Nunes, do R7, ao colega Glenn Greenwald, do Intercept. Além dele, o deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) também defendeu o ato. Por outro lado, Ciro Gomes, Marcelo Freixo e Fabio Porchat são alguns que manifestaram apoio a Glenn. Veja a repercussão da situação que aconteceu no Programa Pânico nesta quinta-feira (7).

“O Augusto Nunes descendo a porrada no Verdevaldo foi a coisa mais linda da TV brasileira ever”, comentou Olavo em seu Twitter. Já o parlamentar avaliou: “”Augusto Nunes, eu te amo, cara hahaha”.

Outro deputado, Douglas Garcia (PSL) também elogiou a atitude. “Augusto Nunes é um grande profissional, de inestimável contribuição ao jornalismo brasileiro, é por isso mesmo que protocolarei, hoje mesmo, uma moção de aplauso na ALESP pelos excelentes serviços prestados à população brasileira.”

OUTRO LADO: GLENN RECEBE APOIO NA INTERNET

Também teve quem manifestou solidariedade ao jornalista do Intercept. Glenn recebeu apoio de colegas do veículo, além de outros jornalistas e personalidades.

Ciro Gomes, candidato à presidência em 2018, chamou Augusto de ‘bandido’. Já David Miranda, marido de Glenn, reforçou o termo ‘covarde’, assim como Marcelo Freixo e Fabio Porchat.

Veja:

Assista o vídeo de Glenn sendo agredido por Augusto Nunes:

“Você é um covarde, Augusto Nunes. Você é um covarde e eu vou falar o porquê…”, disse Glenn antes de levar dois tapas na cara.

“Você não vai me chamar de covarde não, rapaz. Covarde, mas apanhou na cara”, respondeu Augusto.

Após alguns integrantes do Pânico apartarem a briga, o apresentador Emílio Surita optou por cortar o programa.

“Não tem condição, vamos fazer um break”, alegou o âncora do Pânico. Após 12 minutos, Augusto Nunes deixou o programa e Glenn continuou na bancada.

O MOTIVO DA BRIGA ENTRE 

Casado com David Miranda, Glenn chamou Augusto de covarde após o jornalista do R7 fazer comentários sobre os seus filhos com o deputado.

“O que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, alegou Nunes antes da confusão começar.

“Não foi nada irônico. (…) Ele nunca falaria que um juiz deveria investigar se os chefes que têm filhos, onde os dois pessoas trabalham. Ele só fala isso sobre nós. Isso é covardia”, disse Glenn após o Pânico voltar sem a presença de Augusto.

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VÍDEO: Glenn Greenwald, jornalista do Intercept, é agredido por Augusto Nunes no Pânico

Glenn Greenwald, fundador e editor do The Intercept Brasil, foi agredido pelo colega de profissão, Augusto Nunes, no Programa Pânico nesta quinta-feira (7). Os dois foram os convidados da atração da rádio Jovem Pan para repercutir a reportagem da TV Globo, exibida no Jornal Nacional, sobre o depoimento do porteiro do condomínio de Jair Bolsonaro.

Assista o vídeo de Glenn sendo agredido por Augusto Nunes:

“Você é um covarde, Augusto Nunes. Você é um covarde e eu vou falar o porquê…”, disse Glenn antes de levar dois tapas na cara.

“Você não vai me chamar de covarde não, rapaz. Covarde, mas apanhou na cara”, respondeu Augusto.

Após alguns integrantes do Pânico apartarem a briga, o apresentador Emílio Surita optou por cortar o programa.

“Não tem condição, vamos fazer um break”, alegou o âncora do Pânico. Após 12 minutos, Augusto Nunes deixou o programa e Glenn continuou na bancada.

O MOTIVO DA BRIGA ENTRE GLENN E AUGUSTO NUNES

Casado com David Miranda, Glenn chamou Augusto de covarde após o jornalista do R7 fazer comentários sobre os seus filhos com o deputado.

“O que eu disse, vocês vão perceber, é que ele não sabe identificar ironias, não sabe identificar um ataque bem-humorado. Convido ele a provar em que momento eu pedi que algum juizado fizesse isso. Disse apenas que o companheiro dele passa tempo em Brasília, passa o tempo todo lidando com material roubado. Quem vai cuidar dos filhos?”, alegou Nunes antes da confusão começar.

“Não foi nada irônico. (…) Ele nunca falaria que um juiz deveria investigar se os chefes que têm filhos, onde os dois pessoas trabalham. Ele só fala isso sobre nós. Isso é covardia”, disse Glenn após o Pânico voltar sem a presença de Augusto.

REPERCUSSÃO

O caso vai tomando conta das redes sociais. “Augusto Nunes”, “Glenn” e “Pânico” estão nos trending topics (assuntos mais falados) do Twitter e no Google Trends (assuntos mais buscados).

Além disso, a repórter Amanda Audi, do Intercept, já manifestou apoio à Glenn. “Augusto Nunes foi um dos ganhadores do Comunique-se. No discurso, defendeu que jornalistas podem ter opiniões. Concordo! Mas a “”opinião”” do cara é ser homofóbico, desrespeitar filhos de colega de profissão e, ao ser chamado de covarde, partir pra agressão física. É covarde mesmo”, twittou.

Xico Sá, comentarista de canais do Grupo Globo, respondeu Amanda: isso. “Disse tudo”.

Confira outras reações: