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Ratinho Junior não assina carta de governadores que critica Bolsonaro

Ratinho Junior, governador do Paraná, não foi um dos 20 governadores que assinaram a carta, divulgada nesta segunda-feira (17), enviada a Jair Bolsonaro em defesa do Pacto Federativo. O texto aponta que o presidente “confronta” os governantes estaduais e diz que a conduta dele não contribui para a evolução da democracia no Brasil.

O texto aborda sobre as manifestações de Bolsonaro sobre as investigações da morte de Adriano de Nóbrega, na Bahia. No sábado (15), ele acusou que a Polícia Militar da Bahia, sob tutela do governador Rui Costa, não quis preservar a vida do miliciano.

Além disso, eles falam que Bolsonaro os desafiou a reduzir ‘impostos vitais para a sobrevivência dos Estados’. Apesar de não citarem diretamente, o ICMS é o tema da discussão. O tema foi abordado pelo presidente, que disse que zeraria impostos federais sobre os combustíveis caso os governadores abrissem mão do imposto sobre os produtos. Na semana passada, Ratinho Junior assinou um documento rebatendo a proposta.

“É preciso observar os limites institucionais com a responsabilidade que nossos mandatos exigem. Equilibro, sensatez e diálogo para entendimentos na pauta de interesse do povo é o que a sociedade espera de nós”, completa o texto dos governantes estaduais.

Por fim, os governadores ainda convida Bolsonaro ao Fórum Nacional de Governadores, que será realizado no dia 14 de abril.

RATINHO JUNIOR NÃO ASSINOU A CARTA

O texto foi assinado por:

  • João Doria (PSDB), governador de São Paulo;
  • Wilson Witzel (PSC), governador do Rio de Janeiro;
  • Rui Costa (PT), governador da Bahia;
  • Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul;
  • Ibaneis Rocha (MDB), governador do Distrito Federal;
  • Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais;
  • Camilo Santana (PT), governador do Ceará;
  • Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão;
  • Renan Filho (MDB), governador de Alagoas;
  • Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo;
  • Belivaldo Chagas (PSD), governador do Sergipe;
  • Helder Barbalho (MDB), governador do Pará;
  • João Azevêdo (Cidadania), governador da Paraíba;
  • Paulo Câmara (PSB), governador do Pernambuco;
  • Wellington Dias (PT), governador do Piauí;
  • Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte;
  • Reinaldo Azambuja (PSDB), governador do Mato Grosso do Sul;
  • Wilson Lima (PR), governador do Amazonas;
  • Waldez Góes (PDT), governador do Amapá;
  • Gladson Cameli (PP), governador do Acre.

Além de Ratinho Junior, também não assinaram:

  • Carlos Moisés (PSL), governador de Santa Catarina;
  • Marcos Rocha (PSL), de Rondônia;
  • Antonio Denarium (PSL), Roraima;
  • Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás;
  • Mauro Mendes (DEM), do Mato Grosso;
  • Mauro Carlesse (DEM), do Tocantins.

CARTA ENVIADA A BOLSONARO

Confira a íntegra do texto ao presidente:

Recentes declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, confrontando governadores, ora envolvendo a necessidade de reforma tributária, sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando Governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos Estados, ora se antecipando a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus Governadores, não contribuem para a evolução da democracia no Brasil.

É preciso observar os limites institucionais com a responsabilidade que nossos mandatos exigem. Equilíbrio, sensatez e diálogo para entendimentos na pauta de interesse do povo é o que a sociedade espera de nós.

Trabalhando unidos conseguiremos contribuir para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, pela redução da desigualdade social e pela busca por prosperidade econômica. Juntos podemos atuar pelo bem do Brasil e dos brasileiros. Nesse sentido, convidamos o Senhor Presidente da República para o próximo Fórum Nacional de Governadores, a ser realizado em 14 de abril do ano em curso.

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Ratinho Junior assina carta de governadores contra isenção do ICMS

O governador do Paraná, Ratinho Junior, foi um dos 23 três governadores que assinaram um documento rebatendo a proposta do presidente Jair Bolsonaro de que “vai zerar o imposto federal sobre os combustíveis” se os governos estaduais zerarem o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do produto.

De acordo com o documento, os governadores dos estados “têm enorme interesse em viabilizar a diminuição do preço dos combustíveis. No entanto, o debate acerca de medidas possíveis para o atingimento deste objetivo deve ser feito nos fóruns institucionais adequados e com os estudos técnicos apropriados”.

No último final de semana, Bolsonaro divulgou um vídeo nas redes sociais em que afirma “estar fazendo papel de otário”, alegando que os estados são responsáveis pelo alto preço dos combustíveis cobrado dos consumidores.

Segundo o posicionamento dos governadores, “o ICMS sobre combustíveis deriva da autonomia dos Estados na definição de alíquotas e responde por, em média, 20% do total da arrecadação deste imposto nas unidades da Federação” e que “25% do ICMS é repassado aos municípios”.

Na manhã desta sexta-feira (7), o governador Ratinho disse que se o Governo Federal conseguir repassar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões ao Paraná, ele consegue reduzir o ICMS.

Além disso, o documento também ressalta que “os Estados defendem a realização de uma reforma tributária que beneficie a sociedade e respeite o pacto federativo” e que “no âmbito da reforma tributária, o ICMS pode e deve ser debatido, a exemplo dos demais tributos”.

Os governadores também pedem que o Governo Federal abra mão das receitas de PIS, COFINS e CIDE, advindas de operações com combustíveis, pois, “segundo o pacto federativo constante da Constituição Federal, não cabe à esfera federal estabelecer tributação sobre consumo”.

Para se ter ideia, desde o início do ano, os municípios paranaenses já receberam cerca de R$ 554 milhões do governo estadual sobre a arrecadação total de ICMS.

A previsão para 2020 é que as prefeituras disponham de um total de R$ 8 bilhões distribuídos pelos 12 meses, sempre em depósitos semanais, todas as terças-feiras. No ano passado, as administrações municipais dispuseram de R$ 7,7 bilhões e em 2018 de R$ 7,5 bilhões.

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PF prende ex-senador em investigação de caixa 2 de governador do Pará

A Operação Fora do Caixa, um desdobramento da Operação Lava Jato, foi deflagrada nesta quinta-feira (9) pela Polícia Federal (PF), a fim de apurar o pagamento de R$ 1,5 milhão, por meio de caixa 2, para o então candidato ao governo do Pará Helder Barbalho, nas eleições de 2014. Segundo a PF, o governador não é investigado na operação. O ex-senador Luiz Otávio Campos é um dos presos. Foi também preso em Palmas, no Tocantins, Álvaro Cesar Silva da Rin, suspeito de ter participado da intermediação da doação ilegal.

De acordo com a PF, durante as investigações foram encontrados indícios de que pelo menos um dos pagamentos ocorreu em um endereço ligado a parentes do ex-senador. As investigações são baseadas em depoimentos de colaboração premiada feitos por executivos da Odebrecht.

Nos depoimentos, os executivos disseram, segundo a Polícia Federal, “que foram realizadas três entregas, nos valores de R$ 500 mil cada, nos meses de setembro e outubro de 2014, sendo que o recebimento foi intermediado por um ex-senador da República, vinculado ao então candidato ao governo do estado do Pará”.

Os policiais federais cumprem desde as primeiras horas da manhã dois mandados de prisão temporária em Belém, Palmas e Brasília. Estão sendo cumpridos também mandados de buscas e apreensões. As medidas judiciais foram autorizadas pela 1ª Vara da Justiça Eleitoral da capital paraense.

Segundo a PF, o nome da operação, Fora do Caixa, faz referência ao recebimento de recursos eleitorais não contabilizados. Os crimes sob investigação são de falsidade ideológica eleitoral (caixa 2), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

A reportagem da Agência Brasil busca contato para manifestação das defesas do ex-senador Luiz Otávio Campos e de Álvaro Cesar Silva da Rin. A ssessoria do governador do Pará informou, por meio de nota, que “Helder Barbalho não é alvo da ação”.

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Fim da licença prêmio vai à sanção de Ratinho Junior

Os deputados aprovaram nesta segunda-feira (21), na Assembleia Legislativa do Paraná, a redação final do projeto de lei que dá fim à licença prêmio dos servidores estaduais. Assim, a proposta encerra a tramitação do Legislativo e vai à sanção do governador Ratinho Junior (PSD).

De acordo com o texto aprovado pelos deputados, a licença prêmio dá lugar à licença capacitação. O benefício atinge somente os servidores que já teriam direito ao afastamento remunerado. Mas, depois que a projeto virar lei, o funcionário do estado só poderá usufruir da licença se comprovar que vai participar de cursos de formação que interessem o governo.

Novos servidores não terão acesso a nenhum benefício: nem licença prêmio, nem licença capacitação. O objetivo do Palácio Iguaçu, em médio prazo, é dar fim a todo tipo de afastamento remunerado. Conforme o governo, o passivo criado pelas licenças chega a quase R$ 3 bilhões. O valor é contestado pelos servidores.

Os funcionários do estado que têm direito à licença devem acessar o benefício em, no máximo, 10 anos. Eles podem escolher entre a licença capacitação, ou abrir mão do afastamento e receber o equivalente em dinheiro.

A redação final do projeto que dá fim à licença prêmio ainda condiciona a concessão do afastamento nos novos moldes à conveniência da Administração Pública. Ou seja, os servidores precisarão solicitar o benefício com antecedência e, além disso, esperar pela autorização do governo.

A proposta entrará em vigor 90 dias após a publicação em Diário Oficial do Paraná, o que só pode acontecer após a sanção do governador Ratinho Junior.

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Com chapéu de vaqueiro, Bolsonaro diz que ama o Nordeste e que tem sangue ‘cabra da peste’

Em sua primeira visita ao Nordeste após ter chamado os governadores dos estados da região de “paraíbas”, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta terça-feira (23) amar os nordestinos e afirmou que faz um governo sem preconceitos.

“É uma honra hoje também ser nordestino cabra da peste […] Somos todos paraíbas, somos todos baianos. O que nós não somos é aqueles que querem puxar para trás o nosso estado, o nosso país”, disse o presidente.

As declarações foram dadas durante a manhã, na inauguração do novo aeroporto de Vitória da Conquista (a 518 km de Salvador), onde o presidente encontrou um clima amplamente favorável com milhares de apoiadores.

Em discurso para as autoridades, afirmou que não estava na Bahia, nem no Nordeste, mas no Brasil. “Eu amo o Nordeste. Afinal de contas a minha filha tem em suas veias sangue de cabra da peste. Cabra da peste de Crateús, de nosso estado aqui mais acima, o Ceará”, disse. “É Deus acima de tudo, Nordeste no coração do povo, e Deus acima de todos”, completou.

À vontade, o presidente vestiu um chapéu de vaqueiro, fez coração com as mãos, ergueu nos braços um homem com deficiência e mandou “um abraço para os nordestinos e um beijo para as nordestinas”: “Eu amo todas vocês [mulheres], eu gosto de todos vocês [homens]”.

Na última sexta-feira (19), foi divulgado um vídeo em que o presidente fala sobre “governadores de paraíba” e cita o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). “Não tem que ter nada para esse cara”, disse Bolsonaro.

Na Bahia, Bolsonaro falou para um público de 600 pessoas, formado apenas por autoridades, dentro do saguão do aeroporto. Depois, do lado de fora, falou por três minutos para moradores da cidade.

Caravanas de apoiadores do presidente de cidades da região foram acompanhar o ato. A maioria estava vestida com as cores verde e amarela ou usava camisetas com a imagem de Bolsonaro. Ônibus gratuitos foram disponibilizados pela Prefeitura de Vitória da Conquista para levar moradores à região do aeroporto.

Um grupo de cerca de 20 manifestantes, parte deles ligados à UNE (União Nacional dos Estudantes), protestou contra o presidente, mas optou por ficar do lado de fora do aeroporto. Houve troca de provocações com bolsonaristas, mas sem conflitos.

Segundo pesquisa Datafolha do início deste mês, a região Nordeste é a que menos aprova e mais rejeita o governo Bolsonaro, com 41% de avaliação ruim ou péssimo e 25% de ótimo ou bom, enquanto 31% consideram regular. Nacionalmente, esses índices são, respectivamente, de 33%, 33% e 31%.

No segundo turno da eleição presidencial de 2018, Bolsonaro foi derrotado por Fernando Haddad (PT) tanto no estado da Bahia, onde o petista obteve 72,7% dos votos válidos contra 27,3% do capitão reformado, como na cidade de Vitória da Conquista, que deu 58,1% dos votos válidos para Haddad e 41,9% para Bolsonaro.

O novo aeroporto foi inaugurado em meio a uma disputa pela paternidade da obra entre o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o presidente.

A obra do novo aeroporto, que tem capacidade para atender até 500 mil passageiros por ano, foi executada pelo governo da Bahia. Foram investidos R$ 106 milhões, sendo R$ 79 milhões do governo federal e R$ 31 milhões do estado.

Os recursos federais, oriundos de emendas da bancada baiana no Congresso Nacional, foram repassados ao governo baiano durante as gestões Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). O último repasse do contrato foi realizado em novembro.

Descontente com o formato da festa de inauguração, restrito a 600 convidados, sendo 500 deles escolhidos pela Presidência da República, o governador da Bahia informou na segunda-feira (22) que não participaria do ato.

Bolsonaro criticou no discurso a ausência: “Lamento o governador não estar aqui, afinal ele estaria ao lado do povo”.

Costa disse que a organização faria uma “inauguração restrita a poucas pessoas, escolhidas a dedo como se fosse uma convenção político-partidária” e também criticou as declarações do presidente sobre os governadores nordestinos.

“Infelizmente, confundiram a boa educação com covardia, e desde então, temos presenciado agressões ao povo do Nordeste e ao povo da Bahia”, disse.

Com a desistência, o governador vetou a participação da Polícia Militar da Bahia na segurança do evento alegando que o ato passou a ser exclusivamente federal e caberia à Polícia Federal garantir a segurança do presidente.

“Não posso colocar a Polícia Militar para espancar o povo baiano que quer conhecer o novo aeroporto. Quem é popular e tem medo de ir às ruas, fica em seu gabinete. Se o evento é exclusivamente federal as forças federais que cuidem da segurança do presidente”, afirmou.

Apesar da expectativa de tensão, não houve conflitos.

O governador não foi, mas seu principal adversário, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), participou do ato e até discursou, indo de encontro ao protocolo que previa discursos apenas de autoridades locais e membros do governo federal.

Foi saudado com gritos de “governador” por alguns aliados, classificou a polêmica com Rui Costa como desnecessária e elogiou Bolsonaro: “Em qualquer canto deste estado, presidente, o senhor será bem-vindo”.

O presidente retribuiu e afagou o prefeito de Salvador, afirmando que ele um dia ocupará a cadeira de presidente da República.

Por outro lado, deputados petistas criticaram nas redes sociais a retirada de placas de outdoor do governo da Bahia que divulgavam o aeroporto como uma obra do governo estadual.

A retirada foi ordenada pelo prefeito de Vitória da Conquista, Herzem Gusmão (MDB), que é adversário do governador. Em nota, o prefeito afirmou que as placas estavam irregulares.

O novo aeroporto de Vitória da Conquista foi batizado pelo governo da Bahia com o nome de Glauber Rocha (1939-1981), cineasta baiano exilado durante a ditadura militar (1964-1985).Nascido em Vitória da Conquista, onde passou parte da infância, Glauber foi um dos idealizadores do Cinema Novo e dirigiu filmes como “Terra em Transe” (1967) e “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), este último indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes em .

O nome do cineasta, contudo, não foi pronunciado em nenhum dos discursos feitos na solenidade. A cineasta Paloma Rocha, filha de Glauber, também cancelou a participação que faria na inauguração do aeroporto.

Ratinho Junior sanciona lei que congela salários do primeiro escalão

O governador Ratinho Junior sancionou, nesta segunda-feira (22), a lei que congela os salários do governador, vice-governador e secretários de Estado até dezembro de 2022. O projeto de lei foi aprovado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

Dessa maneira, não será aplicado o reajuste de 16,38% concedido pelo Senado aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de 2018. O salário do primeiro escalão paranaense é atrelado aos vencimentos dos magistrados do STF, que tem o valor de R$ R$ 39.293,32.

O governador Ratinho Junior recebe atualmente a remuneração de R$ 33.763,00 – teto no estado. O percentual de remuneração do vice é de 95% desse valor e dos secretários é de 70%.

 

empregos

Ratinho Júnior espera criar 500 mil empregos no Paraná

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, está com a expectativa de gerar 500 mil empregos no Paraná durante os próximos quatro anos. Ele falou sobre as iniciativas para alancar a economia paranaense nesta quinta-feira (13), durante o lançamento do programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade para Todos, iniciado pelo Ministério da Economia em parceria com os governos estaduais e o Sebrae.

“O estado está motivado para fazer mais investimento e, automaticamente, gerar mais empregos, sempre apostando em um setor produtivo muito inovador”, declarou Ratinho Júnior.

Atualmente, o Paraná é o quarto colocado no ranking de estados que geraram postos de trabalho no primeiro quadrimestre. São 37.876 novos empregos formais, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Destes, 26.304 postos (69%) foram de empresas de micro e pequeno porte.

Além disso, o estado é o terceiro que mais criou vagas nos pequenos negócios em abril, o que é visto como um dos focos do governo federal.

PARCERIA

Não é de agora que Ratinho Júnior mostra uma relação próxima com o governo de Jair Bolsonaro. O governador já foi recebido em Brasília, assim como o presidente já esteve no Paraná por três vezes desde seu início do mandato. Na última ocasião, no final de maio, ambos cancelaram a ida à Capanema, na região sudoeste do Paraná, para inauguração da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu. Eles já estavam no aeroporto de Cascavel, mas não embarcaram por causa do mau tempo.

Naquele dia, Bolsonaro se emocionou com seus apoiadores e elogiou que Ratinho Júnior vai tendo uma política muito saudável no estado. “O que a gente puder fazer pelo Paraná, faremos sem qualquer entrave”, disse na época.

No Palácio Iguaçu, Ratinho Junior diz que fará um governo ouvidor

O segundo discurso de Ratinho Junior (PSD) como governador do Paraná, desta vez no Palácio Iguaçu, após a cerimônia de transmissão de cargo, começou com um reconhecimento de que o Paraná teve bons governadores. “Mas o momento político atual do Brasil exige dos próximos governantes um pouco mais de audácia. É necessário uma ruptura com esse modelo que, ao longo dos anos fez a máquina pública se inchar e o estado perder a capacidade de investimento e de ações para melhorar a vida das pessoas”, ponderou.

Assim, Ratinho Junior disse que fará um governo enxuto, diminuindo a máquina, e ouvidor, atendendo às demandas da rua. “Nossa missão é diminuir essa máquina, governar com menos secretarias, com menos espaço, para ter mais eficiência, rapidez nas decisões e acabar com as mordomias que foram se acumulando ao longo do tempo. Velocidade na prestação de serviço para dar qualidade de vida às pessoas e elas sejam felizes”, disse.

“Vamos fazer um governo ouvidor. Acabou o modelo de governo em que o governante sabe tudo. Teremos humildade de ouvir as pessoas e as ruas acima de tudo”, declarou o governador, que, mais uma vez, destacou a posição do Paraná como grande produtor de alimentos, mas disse que essa situação é incompatível com os indicadores sociais e de infraestrutura do estado. “Se somos os maiores produtores de alimento por metro quadrado do planeta, não podemos ter rodovias da década de 1970, não podemos não ter uma malha ferroviária decente, principalmente, não podemos admitir ter pessoas passando fome no nosso estado, e ainda temos”.

Mais uma vez, Ratinho Junior encerrou seu discurso com uma referência a seu pai, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho. Desta vez, contando uma história de criança: “Eu, desde muito cedo acordo às 5h da manhã, porque meu pai fazia uma brincadeira que me irritava. Como ele saía de casa muito cedo, pois tinha programa de rádio às 6h da manhã, ele passava na minha cama, tirava meu cobertor e me fazia acordar, dizendo que não era mais hora de homem estar na cama. Quero te agradecer por você ter tirado o meu cobertor”, encerrou o governador.

Ao tomar posse, Ratinho Junior diz que consolida projeto de 16 anos e promete modernizar o Paraná

Ratinho Junior (PSD) foi oficialmente empossado governador do Paraná pouco depois das 9h desta terça-feira, após prestar juramento e ter seu termo de posse lido na Assembleia Legislativa do Paraná. Em seu primeiro discurso como governador eleito, Ratinho exaltou a família, disse que trabalhou por 16 anos para chegar ao Governo do Estado e apresentou algumas de suas propostas para o estado, sempre focado na inovação e na gestão eficiente da máquina.

Dizendo-se emocionado por estar tomando posse na Assembleia, lugar onde iniciou sua trajetória política, o governador iniciou seu pronunciamento. “Foi aqui há 16 anos que comecei a consolidar meu projeto e compartilhar meu sonho com os paranaenses, prática do diálogo da democracia e do respeito. Onde aprendi que ouvir, ponderar e ter serenidade é mais importante que ter razão”.

O novo governador lembrou que sua eleição quebrou uma tradição de grupos familiares administrando o estado. “É possível romper com tradições e modelos antigos para estabelecer um novo modelo de fazer político. Tenho orgulho de ser o primeiro governador eleito nos últimos 40 anos sem fazer parte de nenhuma oligarquia”, disse Ratinho Junior, para depois ressaltar sua história familiar e carreira política. “Tenho orgulho de ter uma história familiar de superação. Se a política me deu os instrumentos para consolidar meu projeto, foi minha família que me deu a base que me sustentou, os meus valores de justiça e de bom senso. Sem arrogância, mas com a absoluta convicção de quem não abandona seus ideais, quero dizer que trabalhei incansavelmente para que este dia se tornasse realidade”.

Na segunda parte do discurso, Ratinho Junior disse que foi escolhido pela maioria da população paranaense para liderar um movimento de transformação e inovação. “Se já somos o estado do agronegócio, seremos, também, do turismo, da inovação tecnológica e de novos modelos industriais”.

“Não viveremos mais um estado de improviso, vamos planejar o nosso futuro”, disse o novo governador, reafirmando que seu governo buscará a inovação e a eficiência. “Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve, mas nós sabemos onde queremos chegar, e o único caminho possível é o da eficiência”.

Ratinho Junior ainda destacou o momento político favorável que espera encontrar, “é a primeira vez na história que temos uma possibilidade de consolidar uma agenda única com nossos senadores”, e seu compromisso de enxugar a máquina e cortar privilégios. “Não terei medo e não vou ceder um milímetro para a acabar com os privilégios e da máquina pública. Já iniciamos a reforma reduzindo de 28 para 15 o número de secretarias. Muito mais está por vir”.

Após emocionar-se e ir às lágrimas ao citar seus familiares, finalizando com o nome de seu pai, o apresentador Carlos Massa, de quem herdou o apelido de Ratinho, o governador concluiu: “Avancemos unidos, paranaenses. Nossa meta, a prosperidade de todos; o nosso sonho, a felicidade de cada filho dessa terra; o nosso compromisso, ser o estado mais moderno e inovador do Brasil; e a nossa certeza: não vamos decepcionar vocês”.

Cida Borghetti rebate críticas da equipe de Ratinho Junior e diz que todos os pedidos foram atendidos

Há três dias do fim do mandato a governadora Cida Borghetti esteve na manhã desta sexta-feira (28) no Hospital do Trabalhador para participar da inauguração de uma nova ala destinada à maternidade. A área de 4 mil metros quadrados é especifica para atendimento de bebês prematuros de alto risco e para reprodução humana.

Ao ser perguntada sobre os contratos que estão sendo questionados pela equipe de transição do governador eleito Ratinho Junior, Cida Borghetti disse que eram contratos que já vinham sendo negociados desde o início do ano, e que se efetivaram somente agora, como no caso do Porto de Paranaguá.

Ratinho Júnior faz críticas sobre transição e fala em pente-fino nos gastos do governo

“Eu quero apenas esclarecer aqui… eu estou concluindo uma gestão de um governo que está se encerrando. Todas essas tratativas do Porto de Paranaguá, o contrato foi assinado em janeiro. Todas as licenças ambientais, que vocês sabem que são demoradas, foram vencidas. O mais importante foi dar a garantia de manutenção da dragagem para os próximos cinco anos”, explica a governadora.

A governadora ainda disse que vê com naturalidade a revisão de contratos e que é a mesma atitude tomada pelo governo federal.

“A transição está correndo com muita lisura e transparência. Não criou nenhum clima, estão todos dentro do Palácio. Eles estão fazendo a transição desde o dia 19, estão com todos os documentos e convênios”, garante Cida.

Na manhã de hoje, o futuro chefe da casa civil, deputado estadual Guto Silva falou à CBN Curitiba, sobre a revisão dos contratos da gestão atual. De acordo com Guto Silva os contratos serão revisados para que se verifique se são prioridade. Ele falou sobre contratos de valor elevado assinados nos últimos dias e que precisam ser revisados.

“Nós questionamos o motivo de nos últimos 15 dias, no término do governo, a contratação de valores tão elevados. Isso nos causa estranheza e a orientação é passar um pente-fino e tomar todas as medidas legais para cancelamento”, explica Silva.

Ratinho Júnior faz críticas sobre transição e fala em pente-fino nos gastos do governo

Cida Borghetti, no entanto, disse que todos os pedidos da equipe de transição do governador eleito foram atendidos e que não houve quebra na harmonia.

Guto Silva falou ainda que com a redução das secretarias de 28 para 15, o novo governo terá uma redução de cargos comissionados e um enxugamento da máquina pública. Os cargos serão exonerados no dia 2 de janeiro.

Já Cida Borghetti que em primeiro de janeiro transmite o cargo ao governador eleito Ratinho Junior, disse que 2019 será um ano sabático.