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“Governo não vive de popularidade”, diz chefe da Casa Civil do Paraná sobre Previdência

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Governador do Paraná, Ratinho Junior (esq.), ao lado de Guto Silva. (AEN)

Guto Silva, chefe da Casa Civil do Paraná e vice-presidente da Assembleia Legislativa (Alep), disse que o governo não vive de atos populares. O deputado estadual (PSD) está presente na sessão da reforma da Previdência Estadual. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) foi encaminhada pelo governador Ratinho Junior para “estancar o crescimento do deficit já existente para o pagamento de aposentadorias e pensões” no Estado.

A votação da reforma da Previdência era para ter sido iniciada na sessão de ontem (4), mas foi suspensa pela ocupação dos servidores estaduais. Com isso, a sessão legislativa mudou para a Ópera de Arame, ponto turístico de Curitiba.

“É uma medida impopular para o servidor, mas um governo não vive de popularidade. É preciso de um compromisso com as contas públicas e nós temos legitimidade para fazer essa avaliação. O governo está confortável com a posição. Grande parte dos estados já fizeram. Não há espaço fiscal para maluquice”, disse.

“Temos uma conta a pagar, que é o déficit previdenciário. Viemos acumulando e é preciso resolver. Às vezes não é um ato simpático, é um ato que desagrada alguns setores da sociedade. Mas é necessário para que o Estado se mantenha de pé”, completou ele.

SESSÃO NA ÓPERA DE ARAME JÁ COMEÇOU

Sessão da Alep está sendo realizada na Ópera de Arame. (Orlando Kissner / Alep)

A sessão começou às 14h35 e conta com a presença de 53 deputados – Gilberto Ribeiro é o único ausente.

A primeira votação do dia foi um requerimento, apresentado pelo líder do governo, Hussein Bakri (PSD), para derrubar o interstício de cinco sessões.

Pela Legislação, deveria existir um intervalo entre as votações de primeiro e segundo turno. Contudo, o deputado Adamir Traiano, presidente da Alep, já adiantou que o desejo é fazer as duas votações e a redação final da Previdência ainda hoje.

Contudo, por 42 votos a 10, o requerimento derrubou o interstício.

Mais cedo, o deputado Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, criticou a tentativa. “Os prazos são muito claros, não se pode antecipar sessões. Isso é extremamente grave. É lamentável e espero que exista juízo na mesa diretora”, disse ele, antes de falar especificamente sobre Traiano. “O presidente está fazendo aquilo que é uma loucura. É da cabeça dele e da mesa diretora. Eu repudio. Tenho o maior respeito pelo Traiano, mas se ele resolve jogar toda sua história no lixo, é problema dele”, completou.

PROTESTOS E OCUPAÇÃO DOS SERVIDORES NO PARANÁ

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Manifestantes quebraram uma das portas da Alep, mas a PM impediu a entrada pela porta. (Francielly Azevedo)

Os servidores do Paraná ocuparam Assembleia Legislativa do Paraná, em Curitiba, na tarde desta terça-feira (3). A ação teve tumulto: a PMPR (Polícia Militar do Paraná) usou bombas de gás de pimenta, enquanto os funcionários públicos, em greve desde ontem (2), arremessaram pedras e algumas grades. A sessão da Alep acabou suspensa após os confrontos.

Os servidores protestam contra as mudanças da Previdência Estadual propostas pelo governador Ratinho Junior. Entre as alterações, estão o aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14% e o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres.

Confira o vídeo que mostra o momento que os servidores ocupam a Assembleia.

Professores da Rede Estadual entram em greve no Paraná

Professores e funcionários de escolas públicas estão em greve a partir desta segunda-feira (2) em todo o Paraná. De acordo com a APP-Sindicato, a paralisação acontece porque a categoria é contra o projeto que trata da Reforma da Previdência Estadual proposto pelo Poder Executivo e em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná.

A greve foi decidida em assembleia estadual realizada no último dia 22. Amanhã (3), está prevista uma mobilização estadual convocada pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES), a partir das 8h30, com concentração na Praça 19 de dezembro (conhecida como Praça do Homem Nu) e caminhada até o Centro Cívico. Às 16h, após a mobilização, a categoria se reúne em uma assembleia, em frente ao Palácio Iguaçu, para avaliar os próximos passos do Sindicato.

Conforme a APP-Sindicato, com a proposta do Poder Executivo, os servidores que já sofrem com salário defasado, sofrerão mais uma grande perda . Com o aumento da alíquota de 11% para 14%, o funcionalismo perde 3% de salário. Assim serão 3% de defasagem contra 2% do reajuste.

MUDANÇAS NA PREVIDÊNCIA

O pacote que propõe alterações na Previdência estadual tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa do Paraná. As propostas seguem os mesmos moldes da reforma da previdência já aprovada no Congresso Federal, com aumento da idade mínima e do tempo de serviço para aposentadoria do funcionalismo estadual. A emenda altera os artigos 35 e 129 da Constituição do Estado.

Entre as mudanças previstas estão o aumento da contribuição dos servidores de 11% para 14% e o estabelecimento de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres.

De acordo com o Governo, em 2019, a despesa com a previdência do funcionalismo soma R$ 10,1 bilhões, com um deficit de R$ 6,3 bilhões para cobrir os gastos com aposentados e pensionistas. Se não ocorrer a reforma, o Executivo afirma que essa despesa deve ultrapassar os R$ 9 bilhões por ano.

29 DE ABRIL

A última vez que o Governo Estadual promoveu mudanças na previdência paranaense foi em 2015, na gestão do ex-governador Beto Richa (PSDB). Na ocasião, a alteração no fundo de aposentadoria e pensão do funcionalismo terminou com mais de 200 feridos durante um confronto entre os servidores em greve e policiais militares, no dia 29 de abril daquele ano.

Núcleo de Educação de Curitiba

Ato de professores em Núcleo de Educação termina em agressão e portas fechadas em Curitiba

Um professor foi agredido por um segurança no Núcleo de Educação de Curitiba na manhã desta sexta-feira (12). Os professores foram até o local para dialogar com servidores que não aderiram ao movimento e foram recebidos com portas fechadas, segundo o relato do grupo.

Segundo o professor agredido, Cleverson Carlos Sabino, o grupo de professores chegou ao Núcleo de Educação pela manhã e encontraram o portão fechado e seguranças. “Nós tentamos conversar com o segurança que estava na porta para que pudéssemos ter acesso ao núcleo, para fazer uma conversa com os funcionários e uma panfletagem do nosso movimento e tivemos a entrada impedida”, conta.

O grupo em que Cleverson estava era formado por vinte professores mas no momento da agressão apenas cinco o acompanhavam, o que não representaria um risco ao prédio público. “No momento da agressão, a gente estava em cinco professores. Não havia ameaça e nem nada que justificasse o motivo para isso”, afirma o professor.

“O que nos deixou mais entristecido foi a surpresa de que quando chegamos na porta os seguranças vieram correndo e foram trancando as portas com cadeados de dentro para fora. Não deu nem tempo da gente conversar direito e quando vi o professor foi jogado no chão. O homem que estava na coordenação da segurança, quando percebeu, saiu gritando ‘sai, sai, sai'”, comenta a presidente da APP-Sindicato Curitiba Sul, Natália dos Santos .

O que dá para comprar com a proposta de reposição de Ratinho Júnior?

Depois da confusão, um grupo de oito professores conseguiu entrar para conversar com a chefe do Núcleo. O objetivo é dialogar com a representante do Governo para diminuir a ‘pressão’ que está sendo colocada sobre diretores e professores grevistas e o corte de salários. “São ameaças. Ameaças de demissão dos [professores] PSS, ameaça de cortar salários. ‘Se você não voltar para a escola não será mais contratado e vai perder o emprego’ e assim ficam constantemente”, denuncia Natália.

Para o advogado do APP-Sindicato, Mário Sérgio, a ameaça de corte de salários dos professores grevistas é infundada, uma vez que o direito a greve é garantido em lei e porque as aulas serão repostas aos alunos.

“[A greve] é um direito legal, mas o governo não cumpre a lei e esse é o problema no nosso país. Os funcionários são obrigados a cumprir os dias letivos, eles vão ter que repor. Então o governo quer descontar pra devolver depois? Se o funcionário não repor o dia, então terá o desconto. Temos decisões do STJ bem claras sobre isso que não podem descontar, a não ser que seja ilegal ou abusiva e ainda assim tem o direito de repor”, explica.

Procurado pela reportagem, o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Curitiba afirmou que o segurança, de uma empresa terceirizada e que realiza a guarda patrimonial do local, tentou evitar a tentativa de invasão. Além disso, manifestou que repudia qualquer tentativa de agressão e de invasão e que se disponibilizou ao diálogo com os manifestantes. Nesse contexto, o NRE diz que garantiu a entrada de uma comissão para conversar com o chefe do Núcleo e demais funcionários. Por fim, ainda relatou que acompanha a apuração dos fatos.

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Com defasagem salarial de 17%, professores aprovam greve a partir do dia 25

Os professores e funcionários das escolas públicas estaduais podem entrar em greve a partir do dia 25. O indicativo de paralisação foi aprovado neste sábado (15), em assembleia geral. Com salários congelados desde 2016, os servidores denunciam uma defasagem nos vencimentos de mais de 17%. Em um primeiro momento, os educadores pedem pelo menos a recomposição da inflação dos últimos 12 meses, calculada em 4,66%.

De acordo com os sindicatos que representam os professores, o governo prometeu apresentar uma proposta após a manifestação do dia 29 de abril. No entanto, segundo a categoria, nenhuma oferta foi entregue pelo governador Ratinho Junior (PSD) depois de oito reuniões para discutir o assunto.

O secretário de comunicação da APP-Sindicato, Luiz Fernando Rodrigues, explica que a paralisação está condicionada à falta de proposta do Executivo. Ou seja, o governo ainda tem um prazo de 10 dias para atender a demanda antes que os servidores cruzem os braços.

O secretário lembra que os servidores públicos estaduais estão com a recomposição salarial comprometida há mais de três anos. De acordo com Rodrigues, cálculos apresentados pelos economistas das categorias apontam que o governo tem condições de pagar o que deve, ao contrário do que é alegado pelo Executivo.

Os professores também criticam o que chamam de “política de perseguição e gestão mercadológica” das escolas públicas implantada pelo secretário de educação Renato Feder.

Os educadores representam o maior efetivo do quadro de servidores, com cerca de 120 mil trabalhadores, contando os da ativa e os aposentados. Ao todo, ampliando para as outras áreas, como Saúde e segurança Pública, o Paraná conta com um total aproximado de 270 mil servidores.

Servidores da UEM aprovam estado de greve

Por Metro Maringá

Servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) aprovaram, nesta segunda-feira (20), por unanimidade, estado de greve, mostrando contrariedade à suspensão da data-base da categoria, proposta pelo governador Beto Richa (PSDB) e ratificada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Significa que vamos ficar sem reposição, não é nem reajuste, nos próximos três anos. Isso deve representar algo próximo a 14% em perdas salariais”, calcula o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino de Ensino de Maringá (Sinteemar), José Maria Marques, lembrando que o estado de greve permite a paralisação das atividades a qualquer momento.

Os servidores também demonstraram descontentamento com a implantação do RhMeta 4, a falta de reposição de pessoal na UEM e o corte de 30% no orçamento da instituições de ensino superior do Paraná para 2018.

“Se o estado está com as contas em dia, como afirma o governo, por que suspender a data-base e reduzir o orçamento das universidades?”, questiona Marques. “Sem falar que isso é inconstitucional, já que o orçamento do próximo ano não pode ser inferior ao atual”, completa o presidente. Sobre a falta de reposição, Marques afirma que o déficit de servidores e docentes na UEM é superior a 500 colaboradores.

“Estamos falando de reposição de pessoas que se aposentaram, faleceram ou pediram exoneração. Não são novas vagas”, diz. Também pesaram na decisão dos servidores que participaram da assembleia no auditório do Sinteemar a posição do governo em não reconhecer o Tide (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva) como regime de trabalho e ao decreto que proíbe a realização de concurso e teste seletivo.

Mobilização

Uma mobilização está marcada para o próximo dia 29 de novembro na UEM e demais universidades estaduais do Paraná. “Não vamos paralisar as atividades. Será feita panfletagem dentro e fora da UEM para conscientizar trabalhadores, alunos e a comunidade sobre a situação das universidades”, diz Marques.

Manifestação de professores reúne 5 mil em Curitiba, diz sindicato

Com Andreza Rossini

A APP-Sindicato, sindicato que representa os professores do Paraná, realiza uma paralisação de professores da rede estadual nesta quarta-feira (30). O ato é uma forma de relembrar o dia 30 de agosto de 1988, quando o governo usou a cavalaria para conter uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, durante o governo de Álvaro Dias (Podemos).

De acordo com a entidade, 70% das escolas participam da paralisação e, em Curitiba, mais de 5 mil educadores participam do ato. A Polícia Militar (PM) afirmou que não fez a contagem dos participantes.

A Secretaria de Educação informou que 58,8% das escolas funcionam normalmente, 39,6% parcialmente e 1,6% estão fechadas.

A paralisação também lembra o confronto de 29 de Abril de 2015, que ficou conhecido como a “Batalha do Centro Cívico”. Na data, um confronto entre policiais e professores que protestavam contra mudanças no Paranaprevidência deixou mais de 200 feridos.

Foto: Reprodução/Facecebook App Sindicato
Foto: Reprodução/Facecebook App Sindicato

Os manifestantes se reuniram na Praça Santos Andrade e caminham até o Centro Cívico, onde ficam as sedes dos governos estadual e municipal. Agentes de trânsito vão fazer o bloqueio das vias por onde passar o ato.

De acordo com o sindicato, as aulas na rede estadual podem ser afetadas. Pais de alunos devem ligar para as escolas para saber se haverá alteração de horários ou cancelamento das aulas.

O governo do Paraná diz que não reconhece a paralisação e que os professores que faltarem terão seus dias descontados. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (29) pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB). Segundo ele, o desconto atende a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Mantemos a memória das lutas. É nosso dia de luto. Trazemos nessa manifestação a denúncia da violência que atinge a todos os professores e funcionários de escolas de todas as formas”, afirmou o presidente do Sindicato, Hermes Leão.

Outras cidades

A APP-Sindicato também organiza manifestações em, pelo menos, nove outras cidades no Paraná. Confira a lista:

Campo Mourão: 9h, Ato na Praça São José

Cascavel: 9h, Ato em frente ao Núcleo Regional de Educação de Cascavel

Cornélio Procópio: 17h, Ato no Coreto do Calçadão

Foz do Iguaçu: 8h30, Ato em frente ao Núcleo Regional de Educação de Foz do Iguaçu

Ivaiporã: 8h30, Ato em frente ao Núcleo Sindical

Laranjeiras do Sul: 9h, Ato regional na Praça José Nogueira do Amaral

Londrina: 10h, Ato em frente ao Banco do Brasil no calçadão

Maringá e Mandaguari: 9h, Ato em frente ao Núcleo Regional de Educação de Maringá

Toledo: 8h30, Ato na Praça Willy Barth

 

 

Richa libera pagamento de residuais de promoções e progressões

AEN

O governador Beto Richa anunciou nesta quarta-feira (12/04) o pagamento de residuais de promoções e progressões para servidores que adquiram o direito ao benefício antes de dezembro de 2016. “Vamos quitar em 2017 todos os avanços de carreira de todas as categorias do funcionalismo”, afirmou o governador.

Richa destacou que o orçamento desde ano reserva cerca de R$ 1,4 bilhão para o pagamento de promoções e progressões ao funcionalismo. Em janeiro, o Estado implantou benefícios que vão representar R$ 712 milhões no ano (R$ 59,4 milhões/mês). A partir de junho, começam a ser pagos mais R$ 518 milhões (R$ 74 milhões/mês), em sete parcelas. Ainda em 2017, serão quitados R$ 130 milhões em benefícios que serão adquiridos no atual exercício.

“Estamos fazendo todo o esforço necessário para cumprir os compromissos assumidos com o funcionalismo. Vivemos um período de crise e de ajustes, mas adotamos medidas que permitem ao Paraná viver uma situação diferente da maioria dos demais estados brasileiros”, afirmou o governador.

O secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, diz que a decisão do governador de acertar a remuneração de todos os servidores comprova, mais uma vez, que o Estado respeita e valoriza seus funcionários. “Muitos Estados não conseguem sequer honrar a folha do mês. Se não fosse o ajuste fiscal, isso poderia estar acontecendo também no Paraná”, comenta Costa.

Ele lembra que a crise econômica continua impactando negativamente a arrecadação. “Mas, ao mesmo tempo em que cumprimos o que foi prometido ao funcionalismo, continuamos empenhados em reduzir despesas, aumentar receitas e propiciar serviços de qualidade aos paranaenses”, completa.

A secretária da Administração e da Previdência, Marcia Carla Pereira Ribeiro, reforçou a importância de o Estado saldar essa pendência. “A administração pública precisa ter a visão direcionada para o futuro. É isso que temos feito e, a partir de agora, com muito mais intensidade”, afirmou.

BENEFÍCIOS – A progressão, no serviço público, é a mudança de uma referência salarial para outra imediatamente superior, obedecidas as condições previstas em legislação específica, própria da carreira a que pertence o servidor. Já a promoção é a elevação do servidor à classe/nível imediatamente superior àquela a que pertence, também obedecidas as condições previstas na legislação de cada carreira.

Professores municipais podem retomar greve após “pacote” de Greca

Com informações do jornal Metro Curitiba

Em reação ao pacote de ajustes encaminhado pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN) à Câmara, três sindicatos que representam os servidores municipais deram início a novas mobilizações grevistas.

Entre as medidas propostas pela prefeitura, está suspender os dez planos de carreira das diferentes categorias, atualmente em vigor.

Os planos (quatro deles criados em 2014), determinam, por exemplo, quando os servidores ganham aumentos ou progressões. Pelo projeto, eles estão suspensos e só voltarão a ser aplicados quando estiverem dentro dos “limites previstos nas normas de responsabilidade fiscal” e estejam previstos nas leis orçamentárias (LDO e LOA).

O Sismmac, entidade que representa dos professores, marcou uma assembleia para quinta-feira (30), que pode definir nova greve. Já o Sismuc, que representa os servidores das creches, se reúne na próxima sexta-feira (31). O Sigmuc, dos guardas municipais chamou o ajuste de ‘pacote de maldades’, e ainda avalia o texto.

Os professores já realizaram greve de seis dias em defesa da educação e pelo plano de carreira, cuja implantação está em negociação emperrada com a prefeitura.

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Em meio a protestos, professores retomam às aulas nesta segunda-feira

Com Metro Curitiba

Na última sexta-feira (24), uma assembleia decidiu pelo fim da greve dos professores municipais de Curitiba – que durou seis dias -, mas o estado de greve foi mantido. Com isso, as aulas voltam ao normal a partir desta segunda-feira (27), porém, o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) promete manter a mobilização com vários atos em defesa da educação e pelo plano de carreira, cuja implantação está em negociação emperrada com a prefeitura.

Neste domingo (26), centenas de professores municipais fizeram uma manifestação no Parque Barigui, durante um dos eventos de comemoração do aniversário de 324 anos de Curitiba, a serem completados nesta quarta-feira (29). Os manifestantes ficaram em frente à tenda onde estava o bolo de 600 kg, oferecido à população pelo Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Paraná (Sipcep), e distribuíram panfletos e outros materiais para a população.

O prefeito Rafael Greca (PMN) não compareceu à festa organizada pela prefeitura ontem no Parque Barigui, mas no sábado esteve em comemorações realizadas nas regionais Pinheirinho e Tatuquara, no Sul da capital.

Os professores devem realizar ainda nesta semana, no dia 29, um ato público na Catedral de Curitiba, a partir das 9h30, durante a Aula Magna que será realizada pelo prefeito em homenagem ao aniversário da capital.

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Greca e Fruet usam greve de professores para trocar acusações

Após receber uma comissão do Sindicato dos Servidores do Magisterio Municipal de Curitiba (Sismmac) para uma conversa sobre as reivindicações da categoria, o prefeito Rafael Greca (PMN) disse que não seria possível instituir o Plano de Carreira dos servidores neste momento.

Os professores entraram nesta sexta-feira (24) no nono dia de greve. Além de promessa de campanha, o Plano de Carreira do Profissional do Magistério de Curitiba é previsto em lei municipal. O cumprimento da norma, que deveria ser integralmente aplicada em janeiro de 2017, é a principal reivindicação dos professores para acabar com a greve.

A categoria também exige contratações para preencher vagas em aberto. Greca se comprometeu a contratar cerca de 700 professores no início do próximo semestre. Este seria o único avanço da reunião, se acordo com o sindicato da categoria.

Uma assembleia dos professores está marcada para às 14h desta sexta-feira (24) na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. Na próxima semana estão marcadas mais duas reuniões para tratar do assunto. Elas devem ocorrer na segunda e quinta-feira.

O sindicato dos professores municipais afirma que 50% da categoria aderiu à paralisação. De acordo com balanço da Secretaria Municipal da Educação, 61 escolas foram afetadas pela greve na manhã desta sexta-feira. De acordo com a secretaria, 124 das 185 escolas municipais funcionavam normalmente. Outras 35 fazem atendimento parcial e 26 escolas não funcionam.

Políticos trocam farpas

Nesta sexta-feira (24), o ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT) publicou nota em reação às acusações do atual prefeito de que não haveria “previsão orçamentária” para aplicação do plano de carreira do magistério. “Mais uma vez tentando justificar o não cumprimento das promessas de campanha”, afirmou o ex-prefeito.

O plano deveria ser implementado em até 24 meses após a sanção assinada por Fruet em 2014. A medida envolve 9.890 profissionais da categoria O custo do plano seria de R$ 4 milhões em 2014, R$ 32,7 milhões em 2015 e R$ 78,8 milhões em 2016. De acordo com Fruet, duas etapas foram cumpridas.

“O plano de carreira do magistério foi construído e sancionado em nossa gestão. Em 2016, implantamos duas etapas. Seguimos o cronograma de implantação, que previa o pagamento da última etapa de enquadramento para janeiro de 2017. Isso é feito por decreto e somente o atual prefeito podia fazê-lo”, aponta Fruet na nota.

O ex-prefeito também admite as dificuldades da situação fiscal da prefeitura. “Estabelecemos 30% do orçamento para educação e projetos que colocam Curitiba como a melhor educação entre as capitais.
Não menti nas eleições, sempre deixando clara a situação fiscal e quais prioridades”.

Em contra-ataque, Fruet lembra um dos motes de campanha do adversário. ‘Lembro que o Greca de forma leviana afirmava: “Se está difícil para você, deixa que eu faço”. A prioridade dele deve ser outra!”, acusa.

Greca

Nessa quinta-feira, em áudio divulgado pela assessoria de imprensa apóa a reunião do prefeito com os sindicalistas, Greca disse que a gestão anterior não deixou o pagamento do plano de carreira previsto no orçamento.

“Mostrei a eles a grave siduação financeira da prefeitura, a necessidade de uma reprogramação da nossa previdência e uma reengenharia no plano de cargos e salários, inclusive. Mostreia a eles que o plano de cargos e salários como foi deixado pelo meu antecessor sem cobertura orçamentária em 2017 é como um cheque sem fundos. Propus honrar esse plano de cargos e salários quando se restaurar o equilibrio fiscal e financeiro da prefeitura de Curitiba, coisa que nós estamos trabalhando”, disse.

“Neste ano não é possivel porque eles deviam ter fiscalizado o prefeito anterior para colocar na lei orçamentária. Falharam, deviam vaiar a ex-secretária de Educação quando ela vai na greve”.

“Eu tenho muita esperança que abandonem a causa da greve pela greve e percebam que estamos todos no mesmo lado”, disse Greca.

Dívida da gestão

Greca voltou a falar sobre a suposta dívida de R$1,2 bilhão da Prefeitura. “Nós não podemos assumir hoje maiores despesas porque a nossa dívida é de dois lançamentos inteiros de IPTU. R$1,2 bilhão são dois anos de IPTU. Agora, é nosso entendimento honrar todos os compromissos com a educação. E eu não abro mão de que reponham as aulas para os curitibinhas. A gente não pode colocar as crianças como reféns de causas sindicais ou trabalhistas”.

Sobre a dívida, Fruet diz que o número é manipulado. ” Omite a verdadeira situação fiscal, que deixei claro durante as eleições. De forma desonesta, misturam dívida consolidada, flutuante e não empenhado. Tudo isso em um cenário inédito de queda do PIB o que levou a um rigoroso ajuste fiscal com o incremento de receitas para este ano”, diz o ex-prefeito.