Lewis Hamilton - Formula 1

F1: Hamilton é hexacampeão e está a um título do recorde de Schumacher

O inglês Lewis Hamilton terminou o GP dos EUA em segundo lugar neste domingo (3) e confirmou a conquista da temporada 2019 da F-1, com duas etapas de antecedência. Valteri Bottas, seu perseguidor na luta pelo título individual, venceu a prova, mas não pode mais alcançar o inglês na disputa pelo campeonato. O holandês Max Verstappen completou o pódio.

Com o resultado, o inglês chegou aos 381 pontos e não pode mais ser alcançado por Bottas, que agora tem 314.. É o sexto título da carreira de Hamilton, que seria campeão independentemente de sua posição caso Bottas não vencesse a corrida deste domingo. Como o finlandês ficou em primeiro, o inglês seria campeão se terminasse até na oitava colocação.

A conquista do inglês no GP dos EUA, o antepenúltimo desta temporada, confirma uma tendência recente na F-1, com a decisão do Mundial por antecedência. É a terceira vez seguida que isso ocorre, em todas com o inglês levando o troféu de campeão.

Dos seis títulos conquistados pelo britânico, aliás, quatro foram definidos antes do fim do campeonato, em 2015, 2017, 2018 e, agora, em 2019.

No século, há um equilíbrio. Desde 2001, 11 das 19 temporadas foram decididas antes do fim do calendário, o que inevitavelmente tira um pouco do apelo das etapas restantes, como a próxima corrida deste ano, justamente o GP do Brasil, no dia 17.

Até o Mundial de Construtores já está definido, com a Mercedes campeã, e Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton, como o vice.

As últimas duas corridas no circuito de Interlagos também foram com este cenário. O curioso é que, mesmo assim, o público compareceu em grande número ao último GP Brasil.

Segundo os organizadores da prova, 150.307 torcedores estiveram no Autódromo de Interlagos durante o fim de semana da etapa disputada em 2018 –foi o melhor público da corrida desde 2010, ano em que 155.213 pessoas foram ao circuito.

Desde 2004, quando a corrida em solo brasileiro passou a ficar entre as últimas do calendário, em sete oportunidades o campeonato chegou aqui já definido. Por outro lado, seis vezes o campeão foi decidido justamente no Brasil (2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2012).

Lewis Hamilton, inclusive, conquistou o primeiro título de sua carreira em Interlagos, no dia 2 de novembro de 2008, em uma das corridas mais marcantes do circuito.

O brasileiro Felipe Massa, com sua Ferrari, chegou a cruzar a linha de chegada em primeiro e como campeão mundial, mas, na última curva, Hamilton, então na McLaren, ultrapassou Timo Glock, pulou para a quarta posição e tirou o título de Massa, por uma diferença de apenas um ponto.

Hamilton voltaria a ser campeão na última prova em 2014, quando venceu o GP de Abu Dhabi, tornando-se bicampeão mundial, em seu primeiro título pela Mercedes.

Disputar as últimas duas provas deste ano já com o troféu de campeão assegurado dará ao inglês mais tranquilidade para seguir em busca de novos recordes na F-1.

Uma das marcas mais importantes que ele está buscando é o número de vitórias de Michael Schumacher, recordista da categoria, com 91 triunfos. O inglês acumula 83 e tem mais um ano de contrato com a sua atual equipe. O calendário de 2020 ainda não está fechado, mas são previstas, ao menos, 22 provas.

Além disso, o hexacampeão já negocia com a escuderia alemã a renovação de seu contrato. “Sempre gostei de desafios e esta equipe mostrou que está bem preparada para reagir a todas as mudanças”, disse, em referência ao novo regulamento da F-1, que entrará em vigor em 2021.

Recordista de poles (87), segundo piloto com mais vitórias na principal categoria do automobilismo e com seu sexto título na bagagem, Lewis Hamilton também está preparado para a nova F-1 que está por vir e pronto para alcançar novos recordes, sobretudo, igualar o heptacampeonato de Michael Schumacher.

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Leclerc vence o GP da Bélgica em dia de luto por piloto da Fórmula 2

O dia foi de luto por Anthony Hubert, pela morte do jovem piloto francês ontem, em prova da Fórmula 2. Mas, na pista, houve motivo para Charles Leclerc e a Ferrari comemorarem. O piloto monegasco conquistou sua primeira vitória, ao dominar o GP da Bélgica e conseguir manter uma boa vantagem para o líder do Mundial 2019, Lewis Hamilton. O resultado fez Leclerc, de 21 anos, chorar, no misto de sentimentos do fim de semana: “É um sonho que se torna realidade”, disse, pelo rádio.

Leclerc fechou a prova em Spa-Francorchamps na primeira colocação, tendo perdido a liderança apenas no pit stop – um jogo de equipe com Vettel, que o havia passado, o levou de volta à primeira colocação, na metade da prova. Hamilton foi o segundo colocado, com Valtteri Bottas, também da Mercedes, em terceiro.

Hubert foi lembrado diversas vezes durante o domingo: os pilotos fizeram um minuto de silêncio para ele antes da corrida, um safety car hasteou a bandeira francesa, e o público o aplaudiu de pé na 19ª volta. O francês usava o número 19.

Com o resultado, Hamilton mantém a liderança do Mundial de pilotos.

A Fórmula 1 retorna já na semana que vem, com o GP da Itália, domingo, às 10h10.

A largada teve Hamilton se dando bem, pelo menos momentaneamente. Leclerc manteve com tranquilidade a liderança, mas viu seu parceiro Sebastian Vettel ser ultrapassado pelo inglês da Mercedes. Ainda na primeira volta, Vettel deu o troco e voltou à segunda posição.

A nota triste para os belgas foi a batida de Max Verstappen, da Aston Martin, que bateu logo na primeira volta, em disputa de posição com Kimi Raikkonen. Eles se tocaram, roda com roda, e Max chegou a levantar o rival. A batida avariou o carro de Verstappen, que em certa curva acabou indo direto para a proteção de pneus. O safety car entrou na pista e a corrida foi retomada na quinta volta.

As primeiras alterações entre os líderes vieram com a parada de Vettel, que retornou com cerca de 20 a 21 segundos de desvantagem para o líder Leclerc, que se mantinha sem problemas à frente.

O piloto da Fórmula 2 Anthoine Hubert, que recebeu homenagens antes da prova após morrer em batida ontem, em prova da categoria, recebeu aplausos da torcida quando o GP da Bélgica chegou à 19ª volta. Ele usava o carro número 19.

Leclerc fez sua parada nos boxes na 22ª volta, na metade da prova, de 44 voltas. O pit stop foi perfeito, mas não conseguiu retornar à frente de Vettel, com Hamilton e Bottas assumindo a primeira e a segunda colocações, antes de suas paradas. Após todas as paradas, a sequência ficou: Vettel na liderança, Leclerc à sua caça, e Hamilton e Bottas um pouco mais atrás.

Durou pouco. Logo na 27ª volta o rendimento mais veloz de Leclerc falou mais alto e ele passou o companheiro de Ferrari, em um jogo de equipe que fez sentido devido à disparidade entre os dois – já que Vettel trocou pneus cedo na corrida.

Hamilton passou a andar muito mais rápido que Vettel e conseguiu conquistar a segunda posição na 32ª volta, sem grandes problemas para fazer a ultrapassagem e prometendo pressionar Leclerc nas voltas finais.

Foi o que aconteceu. Hamilton chegou a ficar a menos de dois segundos de distância do francês, mas não foi o suficiente para o veterano tomar a primeira vitória do piloto da Ferrari.

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Leclerc conquista a pole position do GP da Bélgica, com Hamilton em 3º

A Ferrari sairá na frente do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 deste domingo (1º), com largada às 10h10. Depois de dominar as duas primeiras partes do treino deste sábado (31), Charles Leclerc também levou a melhor no Q3 e conquistou a pole position, com 1min42s519.

A escuderia italiana ainda terá o segundo colocado na largada, com Sebastian Vettel, que cravou 1min43s267 no classificatório. Lewis Hamilton, que lidera o Mundial de pilotos com 250 pontos, sairá na terceira colocação (1min43s282).

Na sequência, estarão Valtteri Bottas, companheiro de Hamilton na Mercedes, e Max Verstappen, da Red Bull -eles ocupam a segunda e terceira colocação do campeonato, com 188 e 181 pontos, respectivamente.

Durante o Q1, chamou a atenção a explosão do motor de Robert Kubica, da Williams. O carro pegou fogo e obrigou a organização a dar bandeira vermelha, por cerca de dez minutos. O mesmo aconteceu com Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, causando mais atrasos, o que ajudou Hamilton.

Durante o terceiro treino livre, o piloto inglês bateu contra uma barreira de pneus após perder o controle do carro na curva Les Fagnes. O tempo extra garantiu que os mecânicos da Mercedes consertassem o veículo, que teve a suspensão dianteira danificada.

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Hamilton supera Verstappen e vence GP da Hungria

Após perseguir Max Verstappen durante quase todo o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1 na manhã deste domingo (4), Lewis Hamilton superou o holandês nas voltas finais graças à estratégia da Mercedes e venceu mais uma corrida.

A briga entre Verstappen e Hamilton foi impressionante. O jovem holandês de 21 anos de idade mostrou muita habilidade ao se defender do pentacampeão mundial, que insistiu muito na ultrapassagem. A Mercedes decidiu fazer uma jogada tática ao chamar seu piloto para os boxes e, então, o inglês acabou com a diferença e superou o adversário nas voltas finais.

Sebastian Vettel conseguiu ultrapassar o companheiro Charles Leclerc também no fim da corrida e completou o pódio com a terceira colocação.

A próxima prova acontece no dia 1º de setembro, no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. A largada será às 10h10 (de Brasília).

A largada do GP da Hungria foi agitada. O pole Max Verstappen conseguiu se manter na ponta com tranquilidade e deixou a briga por posições para trás. A disputa, então, ficou entre as Mercedes de Valtteri Bottas e Lewis Hamilton. Ambos largaram em segundo e terceiro, respectivamente, e acabaram se tocando.

Bottas fritou os pneus ao tentar se defender nas duas primeiras curvas, tocou no companheiro, ainda acabou com a asa dianteira danificada por um toque na Ferrari de Charles Leclerc e caiu de segundo para quinto. Além disso, o finlandês teve que parar nos boxes antes do previsto para ajustar o carro e foi para último.

Verstappen seguiu forte na ponta no início da corrida e Hamilton acelerou para entrar no ritmo do holandês. A distância entre os dois ficou em 2 segundos nas primeiras voltas.

Aos poucos, Hamilton foi se aproximando de Verstappen e diminuiu a diferença para menos de um segundo. A asa móvel na reta, portanto, ficou permitida, o inglês avisou que seus pneus “estavam muito bons” e foi para cima. Enquanto isso, o holandês insistia aos mecânicos da Red Bull que estava perdendo muita aderência.

Verstappen teve que ir para os boxes para trocar os pneus. O holandês retornou em segundo lugar com pneus duros/brancos, pronto para não parar mais.

Hamilton demorou para fazer a parada e ainda fez um pitstop lento, de quatro segundos. Verstappen abriu três segundos de vantagem, mas o inglês se recuperou muito rapidamente e foi para a briga pela ponta.

Com Hamilton voando na pista, Verstappen mostrou habilidade para se defender do pentacampeão mundial da Fórmula 1. Em uma dessas disputas, o inglês até saiu da pista, mas não conseguiu superar o holandês.

Estrategicamente, a Mercedes chamou Hamilton para os boxes para a troca de pneus antes mesmo de Verstappen parar de novo.

Lembrando que o pentacampeão fez a primeira parada muito depois que o adversário holandês. O inglês voltou em segundo lugar com pneus médios/amarelos.

Pelo rádio, Verstappen mostrou-se preocupado com essa parada de Hamilton. Não restou outra alternativa para a Red Bull a não ser permanecer na pista.

Hamilton então acabou com a diferença de tempo entre ele e Verstappen e, com o carro mais inteiro, conseguiu a ultrapassagem, selando a vitória no Grande Prêmio da Hungria.

Com os pneus muito desgastados, Verstappen, que não tinha mais chance de vencer, resolveu parar para manter a segunda colocação.

Hamilton é beneficiado por punição a Vettel e vence o GP do Canadá

Lewis Hamilton venceu neste domingo (10) o GP do Canadá de F-1 sem ter cruzado a linha de chegada à frente. O britânico chegou em segundo lugar, próximo de Sebastian Vettel. Mas por causa de uma punição dada ao alemão, Hamilton conquistou o primeiro lugar. Vettel foi o segundo e Charles Leclerc, também da Ferrari, o terceiro.

Valtteri Bottas (Mercedes) foi o quarto, à frente de Max Verstappen (Red Bull) e Daniel Ricciardo (Renault). Nico Hulkenberg (Renault), Pierre Gasly (Red Bull), Lance Stroll (Racing Point) e Daniil Kvyat (Toro Rosso) completaram as dez primeiras colocações.

Hamilton foi beneficiado a 12 voltas do fim, quando os comissários acrescentaram 5 segundos ao tempo final de Vettel. Na volta 48 (de um total de 70), o alemão escapou da pista e voltou fechando a porta para Hamilton, movimento que causou a punição.

Vettel acabou cruzando a linha de chegada em primeiro, mas pouco tempo à frente de Hamilton. Desta forma, o britânico acabou promovido à primeira colocação, mantendo a série de triunfos da Mercedes: nas sete primeiras provas da temporada 2019, a equipe alemã venceu todas. Hamilton subiu ao degrau mais alto do pódio no Bahrein, na China, na Espanha, em Mônaco e no Canadá, enquanto Valtteri Bottas foi o vitorioso na Austrália e no Azerbaijão.

A Ferrari chega assim a dez corridas sem vencer, o que não consegue desde o primeiro lugar de Kimi Raikkonen no GP dos EUA de 2018. Vettel, cuja última vitória veio na corrida da Bélgica do ano passado, chegou a sua 15ª prova sem vencer.

PROVA

A prova teve uma largada ortodoxa: Sebastian Vettel manteve a ponta, à frente de Lewis Hamilton, Charles Leclerc, Daniel Ricciardo e Pierre Gasly. Sexto colocado no grid, Valtteri Bottas foi superado por Nico Hulkenberg. Mais atrás, Alexander Albon foi tocado pela Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi e teve o bico quebrado, sendo obrigado a parar nos boxes para a troca da peça.

No pelotão intermediário, Lando Norris (oitavo) e Max Verstappen (nono) disputavam posições nas primeiras voltas. O britânico da McLaren, porém, durou pouco: na nona volta, a roda traseira direita sofreu uma avaria, forçando o abandono da prova.

Entre os líderes, Sebastian Vettel parou na volta 27 para trocar pneus, voltando em terceiro – Hamilton assumiu a ponta, à frente de Leclerc. O britânico da Mercedes parou duas voltas depois, voltando em terceiro, atrás das Ferrari – agora, com o monegasco em primeiro. Leclerc, por sua vez, parou na 33 e voltou em quarto, devolvendo a Vettel à ponta e Hamilton à segunda colocação. Max Verstappen assumiu o terceiro posto.

Leclerc retomaria a terceira posição pouco depois, mas a equipe italiana não estaria tranquila na prova. Na volta 48, quando fazia a chicane entre as curvas 3 e 4, Vettel perdeu a traseira e passou pela grama, quase tocando o muro; Hamilton vinha logo atrás, se aproximou, e os dois escaparam por pouco de uma colisão. O alemão, porém, fechou o espaço à direita e evitou a ultrapassagem do rival.

Só que os comissários investigaram a manobra e decidiram punir Vettel com um acréscimo de 5 segundos, o que acabou dando novo ritmo para o fim da prova. Com 12 voltas para a bandeirada, o alemão tinha uma vantagem de 2s7 para o britânico, que passou a diminuir a diferença.

Hamilton não conseguiu superar Vettel na pista, mas chegou a uma diferença suficiente para tomar a primeira colocação nos tempos. Na transmissão oficial, Vettel ainda foi anunciado vencedor. Pouco depois, nas redes sociais, a Fórmula 1 deu a vitória a Hamilton.

Na China, Hamilton supera companheiro e vence GP número mil da Fórmula 1

Cinco vezes campeão da Fórmula 1, o britânico Lewis Hamilton voltou a fazer história na madrugada deste domingo (14). No GP da China, o milésimo da história da categoria, o piloto da Mercedes ultrapassou seu companheiro Valtteri Bottas logo na largada e, sem sustos, garantiu a vitória na terceira corrida da temporada. Bottas, em segundo, e Sebastian Vettel, em terceiro, completaram o pódio.

Largando na segunda colocação, Hamilton, que teve problemas no carro durante o fim de semana, surpreendeu ao ultrapassar Bottas, que sobrou nos treinos, ainda na primeira curva. Logo atrás, na segunda fila, o jovem Charles Leclerc e o tetracampeão Sebastian Vettel também trocaram de lugar e travaram boa batalha em Xangai.

Com a vitória na China, Hamilton subiu no pódio da F1 em todas as três corridas da temporada. Na primeira prova do ano, Hamilton terminou na segunda colocação, já no Barein, o britânico terminou no lugar mais alto do pódio.

A Fórmula 1 volta no fim de semana do dia 28 de abril. A próxima parada é no GP do Azerbaijão, no Circuito da Cidade de Baku. A quarta corrida da categoria acontece às 09h10 (de Brasília).

FAVORITISMO

Com melhor rendimento nos testes da pré-temporada, a Ferrari chegou para o fim de semana na China com a expectativa de superar a Mercedes. No entanto, com os carros na pista em Xangai, a escuderia italiana apresentou rendimento abaixo do rival, e viu Hamilton e Bottas sobrarem na pista. Além da velocidade, as estratégias de Mercedes e Ferrari também destoaram neste domingo. Enquanto a Mercedes optou por realizar uma parada dupla com Hamilton e Bottas indo para os boxes ao mesmo tempo, a Ferrari se atrapalhou nas paradas de Leclerc, e fez com que o jovem piloto perdesse força na briga pelo pódio.

Hamilton vence em Interlagos, e Mercedes conquista o Mundial de construtores

Lewis Hamilton venceu neste domingo (11) o Grande Prêmio do Brasil de F-1, conquistando sua décima vitória na temporada 2018. Como uma estratégia segura e uma “ajudinha” de Esteban Ocon, o britânico da Mercedes se manteve longe das disputas e cruzou a linha de chegada em primeiro.

Hamilton sustentou a liderança na largada e só foi ameaçado por Max Verstappen, da Red Bull, que assumiu a liderança nas passagens das equipes pelos boxes.

O holandês, porém, rodou após um acidente com Ocon, da Force India, e passou todo o restante da prova caçando o adversário. No fim, terminou em segundo.

O resultado deu à Mercedes o título do Mundial de Construtores. É o quinto título consecutivo da equipe prateada, melhor da categoria também em 2014, 2015, 2016 e 2017.

Kimi Raikkonen, com uma corrida discreta, levou a Ferrari ao terceiro lugar. Daniel Ricciardo (Red Bull) foi o quarto, com Valtteri Bottas (Mercedes) em quinto e Sebastian Vettel (Ferrari) em sexto.

A Mercedes levou a melhor sobre a Ferrari já na largada, quando Bottas tomou de Vettel a primeira posição. Hamilton se manteve na liderança, enquanto Raikkonen defendia a quarta posição dos ataques de Verstappen. Charles Leclerc, com a Sauber, era o sexto colocado.

O holandês da Red Bull não precisou de muito tempo e já assumiu o quarto lugar no início da terceira volta. De quebra, na volta seguinte, superou também Vettel no S do Senna e tomou do alemão a terceira posição. De quebra, Raikkonen aproveitou um erro do companheiro e tomou a quarta posição.

Embalado, Verstappen tomou o segundo lugar de Bottas na décima volta. A Ferrari, por sua vez, ameaçou trocar os pneus na 18ª volta, mas os mecânicos logo voltaram para os boxes. A Mercedes, por sua vez, fez suas primeiras trocas pouco depois.

Na 21ª volta, após uma saída de pista, Marcus Ericsson foi para os boxes e não saiu mais, abandonando a prova.

Com as trocas da Mercedes, Verstappen ficou em primeiro, à frente de Raikkonen, Vettel, Ricciardo e Leclerc. O alemão da Ferrari só foi para os boxes na volta 28.

Sem ritmo, Vettel abriu a porta para Raikkonen. Após as trocas, Verstappen tomou a liderança de Hamilton, com Bottas em terceiro e a dupla da Ferrari logo atrás. Pior para Vettel, que viu Ricciardo no retrovisor e precisou dividir o S do Senna na 43ª volta para defender o quinto posto.

Lá na frente, a tranquilidade de Max Verstappen acabou na 44ª volta: em manobra simples contra Esteban Ocon, então na 16ª posição, o holandês foi tocado no S do Senna, e os dois rodaram.

O carro da Red Bull foi ultrapassado por Hamilton e seguiu na segunda posição. Já Ocon foi punido mais tarde com um stop and go de 10 segundos.

Na 54ª volta, Vettel foi de novo para os boxes, tendo Hamilton, Verstappen e Raikkonen nas três primeiras posições. Nas voltas finais, o holandês tentou pressionar a Mercedes do britânico, mas sem conseguir recuperar a liderança.

Hamilton diz ver Verstappen um passo à frente dos outros pilotos da F1

JULIANNE CERASOLI
BARCELONA, ESPANHA (UOL/FOLHAPRESS)

Não é de hoje que Lewis Hamilton demonstra estar de olho no desenvolvimento de Max Verstappen. Volta e meia o tetracampeão da Mercedes aponta o holandês como um dos melhores pilotos no grid, mas com uma vantagem: a idade.

Verstappen se prepara para sua segunda temporada completa como piloto titular da Red Bull já tendo vencido três corridas e já tendo chegado ao pódio em outras oito oportunidades, em uma ascensão meteórica para um piloto de apenas 20 anos. Tanto, que para Hamilton a questão não é se Max será campeão, mas sim quando.

“Ele definitivamente tem potencial para ser campeão”, disse o inglês, ouvido pela reportagem nos testes de pré-temporada que estão sendo realizados no Circuito da Catalunha, na Espanha. “Todos já percebemos isso e é por isso que ele tem uma torcida tão grande. Ele tem um grande potencial como piloto e acredito que esteja na equipe certa para continuar crescendo.”

Hamilton também foi um piloto que despontou rápido na Fórmula 1, estreando pela McLaren aos 22 anos e lutando pelo título já na primeira temporada. Na segunda, conquistou seu primeiro campeonato.

Já Verstappen entrou na categoria, aos 17 anos, em 2015, pela Toro Rosso, equipe júnior da Red Bull. Mas impressionou tanto que subiu para o time principal na quinta etapa da temporada seguinte e, aos 18, venceu pela primeira vez -e logo na estreia por um time grande, no GP da Espanha de 2016.

Tendo conquistado mais duas vitórias -na Malásia e no México- no ano passado e com o contrato renovado com a Red Bull por mais três temporadas, Verstappen vive a expectativa de dar mais um passo e lutar pela primeira vez por um título. Mas Hamilton, hoje com 33 anos, avisa: se tudo ocorrer como o inglês planeja, Verstappen só seria campeão quando ele se aposentar.

“Ele já teve algumas boas temporadas -mais do que eu tinha quando cheguei aos 21 anos. Isso faz com que ele já esteja bem à frente de mim e de outros pilotos. Mas enquanto eu estiver aqui, vou fazer tudo o que eu posso para impedir que ele vença! Estamos aqui para fazer isso e espero ainda ter muitas batalhas com ele, tomara que já neste ano.”

Os testes da pré-temporada da Fórmula 1 continuam nesta semana nos arredores de Barcelona, na Espanha. A temporada começa com o GP da Austrália, dia 25 de março.

Hamilton passeia em Silverstone e encosta no líder Vettel

Lewis Hamilton não deu chances para ninguém e faturou o GP de Silverstone, dentro de casa. Hamilton tinha a pole position, fez a  volta mais rápida e venceu o GP da Inglaterra pela quinta vez.  Essa foi a quarta vitória de Hamilton na temporada e a 57ª na carreira. O líder da competição, Sebastian Vettel, viu sua diferença de 20 pontos para Hamilton cair para apenas um.

Vettel não fez boa corrida, terminou a prova em sétimo lugar, enquanto o brasileiro Felipe Massa ficou na décima colocação. O alemão ainda perdeu o duelo para Bottas que na sequência ultrapassou Kimi Raikkonen, com problemas nos pneus. Vettel também precisou parar e caiu para a sétima colocação.  A F1 continua daqui a duas semanas com o GP da Hungria, entre os dias 28 e 30 de julho.

Confira a classificação do GP da Grã-Bretanha 1

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes)
2) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)
3) Kimi Räikkönen (FIN/Ferrari)
4) Max Verstappen (HOL/Red Bull-TAG Heuer)
5) Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull-TAG Heuer)
6) Nico Hülkenberg (ALE/Renault)
7) Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)
8) Esteban Ocon (FRA/Force India-Mercedes)
9) Sergio Pérez (MEX/Force India-Mercedes)
10) Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes)
11) Stoffel Vandoorne (BEL/McLaren-Honda)
12) Kevin Magnussen (DIN/Haas-Ferrari)
13) Romain Grosjean (FRA/Haas-Ferrari)
14) Marcus Ericsson (SUE/Sauber-Ferrari)
15) Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso-Renault)
16) Lance Stroll (CAN/Williams-Mercedes)
17) Pascal Wehrlein (ALE/Sauber-Ferrari)

Hamilton vence GP do Canadá de ponta a ponta. Massa abandonou

O piloto inglês Lewis Hamilton chamou para si  todas as atenções da Fórmula 1 neste final de semana. No sábado ele igualou o recorde de Ayrton Senna em total de poles, e neste domingo conquistou sua 56ª vitória, tranquila e de ponta a ponta. Já seu adversário direto, Sebastian Vettel, teve uma largada ruim e precisou fazer uma parada no início da prova que não estava prevista. Após o imprevisto, Vettel se recuperou e terminou em quarto lugar. Valtteri Bottas ficou em segundo lugar e Daniel Ricciardo completaram o pódio.

Com os resultados, Vettel permanece na liderança do campeonato com 141 pontos, 12 a mais que Hamilton, que possui 129. Já o brasileiro Felipe Massa, foi encostado pela Toro Rosso do piloto Carlos Sainz Jr. e abandonou a prova.

Kevin Magnussen foi punido pela direção de prova em cinco segundos, por ter ultrapassado durante o Safety Car virtual.