Auditoria em jóqueis encontra animais feridos e outras irregularidades

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou auditorias em oito jóqueis clubes do país em 2018 e encontrou 170 irregularidades. Segundo a chefe da Divisão de Bem-estar Animal e Equideocultura do Mapa, Liziè Buss, “a maior parte das inconformidades (aspectos fora dos padrões) verificadas nos animais foi de cavalos com movimentos repetitivos ou estranhos à espécie, gerados por estresse, além de ferimentos no corpo e no canto da boca, por uso incorreto do freio”.

Também foram verificadas cicatrizes, “indicativas de problemas no manejo, que deixaram os animais agitados, além de falhas de manutenção das instalações e uso inadequado de equipamentos de equitação”, de acordo com Liziè  Buss. “Mas pontos positivos foram levantados, como o tamanho das baias e a qualidade da forragem destinada à cama dos animais, assim como boa condição corporal, por estarem alimentados e com boa aparência”.

A fiscalização terá como resultado a elaboração de normas de boas práticas agropecuárias para esses estabelecimentos, com a inclusão de exigências específicas voltadas ao bem-estar animal (BEA).

Atualmente existem 1.657 animais alojados nesses jóqueis e, do total, foram avaliados 167 animais em amostragem. São 15 jóqueis no país com carta patente para exploração de apostas em corridas de cavalo. O do Rio de Janeiro (JC Brasileiro), um dos vistoriados possui o maior número de cavalos: 963.

Os clubes realizaram 1.294 corridas em 2018, movimentando R$ 150,2 milhões em apostas.

Menino cego compete e treina com cavalo que também não enxerga

O silêncio na arena é quebrado pelas palmas do técnico. É pelo barulho, e apenas guiado por ele, que o pequeno cavaleiro Gabriel Ottoni, 10, conduz o animal para contornar o primeiro de três tambores. Silêncio e novamente palmas o levam a dar a volta no próximo obstáculo.

Vai então, trotando com seu cavalo, para o último deles. Completa o circuito e corre até o fim, no lado oposto da arena. Completa a prova. Do silêncio surgem as palmas, efusivas, agora do público.
A empolgação da plateia logo se justifica: Gabriel é cego.

O menino é de Sorriso, município a 420 km de Cuiabá. Foi em 2016 que não só venceu o medo de montar em um animal desse porte como tomou gosto pela competição.

O garoto teve coragem de subir no cavalo, sempre guiado por um técnico, apenas a partir da segunda aula. “Eu tinha muito medo”, conta.

A modalidade escolhida por ele é a de três tambores, típica de rodeios no interior do país, em que ganha o cavaleiro que contornar os três obstáculos dispostos em um triângulo no menor tempo.

Desde então, o garoto já participou de oito competições, nas quais enfrentou crianças com diversos tipos de deficiência. “Ele conquistou três vezes o primeiro lugar”, diz Joeli Gomes, proprietária da associação em que o garoto treina.

O bom desempenho e a dedicação o tornaram paratleta oficial na modalidade três tambores, junto com uma garota com Down e outra com paralisia cerebral, que também treinam em Sorriso na mesma associação.

O título foi concedido pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha em 18 de abril. “Foi bem emocionante”, diz o garoto.

Gabriel treina com vários cavalos. O preferido dele, porém, é o Pé de Pano, animal que também não enxerga. Os dois chegaram a participar de uma competição, na qual ficaram em segundo lugar.

“Ele é muito manso e querido, mas se assusta com as palmas”, diz o garoto. As outras crianças também treinam com o cavalo cego, que chegou à associação após quase ser sacrificado pelo antigo dono.

Nascido prematuro, com seis meses, Gabriel ficou por cem dias na UTI e teve descolamento de retina após receber excesso de oxigênio. Posteriormente, foi diagnosticado com retinopatia da prematuridade.

“Ele não enxerga nem vultos, apenas identifica a claridade”, diz a mãe do menino.

Em razão da deficiência, o garoto teve dificuldades para se relacionar com outras crianças da idade. “Ele ia ao parquinho e se afastavam dele”, conta a mãe de Gabriel.

Foi a equoterapia que o ajudou a ter não só equilíbrio e coordenação, mas autoconfiança. “Ele faz o que gosta. Nunca o pressionamos. Sempre o apoiaremos”, afirma o pai, o técnico em informática Robson Ottoni.

Como o quadro de Gabriel é reversível, a meta dos pais é conseguir recursos para um tratamento com células-tronco, em fase experimental no exterior. Recentemente, conseguiu uma máquina de escrever em braile, por meio de uma vaquinha. Como paratleta, projeta ir além de Mato Grosso. “Eu quero competir fora do Brasil.”

Brasileiro entra para história do hipismo

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

Jorge Ricardo entrou de vez para a história do hipismo. O jóquei brasileiro, também conhecido como Ricardinho, conquistou na Argentina seu triunfo número 12.845 no turfe e se tornou o maior vencedor da história de competições do tipo, superando o canadense Russell Baze, que se aposentou em 2016 com 12.844.
O resultado que garantiu o recorde a Ricardinho foi conquistado nesta quarta (7), no Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires. O jóquei mora no país desde 2006 e foi ovacionado pela torcida quando conquistou a histórica vitória.
“A meta agora é aumentar o recorde mundial até onde der, até onde eu puder. Vou continuar até o momento de me aposentar. Graças a Deus agora consegui definitivamente lograr esse feito, que para mim é muito importante”, disse Ricardinho, em entrevista ao jornal “Estado de S. Paulo”.
O brasileiro, que conquistou sua primeira vitória em 1976, agora planeja um período de repouso depois de tentar ampliar seu recorde até o fim da temporada.
“Quanto aos próximos passos, vou correr pelo menos até o final do ano e depois seguir um pouco mais até onde eu tenha saúde e o corpo e a cabeça estiverem comigo. Essa é mais ou menos a ideia”, declarou.

Federação Paranaense é campeã nacional de hipismo por equipe

A Federação Paranaense de Hipismo é campeã do Campeonato Brasileiro de Amazonas 2016, 100% feminino, na categoria A – 1.10 metro. A disputa ocorreu entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro.

Fazem parte da equipe: 

Mayra Peter da Rocha Loures / Loctro Tok GF
Deisy Michele Wieler / Cancioneta Jme
Monique Hubner Busato / Salamandra Miss Sioux
Luiza Rodrejan Malucelli / HFB Hannah

Foram disputados quatro títulos individuais e por equipes: Amazonas Top, a 1.30 metro, Amazonas, 1.20 metro, Amazonas A, 1.10 metro, Amazonas B, 1 metro. A disputa aconteceu na Sociedade Hípica Paulista.

Pessoa fica na reserva no hipismo e se revolta

O maior destaque entre os cavaleiros do Brasil, Rodrigo Pessoa, não gostou nada da convocação do técnico George Morris, que o colocou na reserva da lista para as Olimpíadas do Rio. A Confederação Brasileira Hipismo (CBH) anunciou na segunda-feira (18) a equipe que representará o país nos Jogos e abriu uma longa discussão. Pessoa, inclusive, ameaça não ir ao Rio de Janeiro.

“O maior sonho de um atleta é disputar os Jogos Olímpicos, em casa então é um privilégio. Só que nosso esporte depende também de um ser vivo. O Jordan, que foi a minha aposta para os Jogos Olímpicos Rio 2016, acabou se machucando durante o processo. Fiquei com a Cadjanine, que disputou as Olimpíadas de Londres pela Bélgica. Informei a CBH e ao técnico George Morris que a égua está pronta para os Jogos do Rio”, disse Pessoa por meio de sua assessoria de imprensa.

“Hoje, não concordo com esta decisão do técnico de me colocar como reserva e estou pronto para contribuir com a equipe brasileira como fiz nos últimos 25 anos, em Olimpíadas, Mundial e Jogos Pan-Americanos. Vamos aguardar os próximos dias e ver o que o futuro nos espera”, afirmou.