Médico - Maringá - Reutilização de equipamentos

Médico de Maringá é desligado após reutilizar material cirúrgico

Um médico urologista do HM (Hospital Municipal de Maringá) foi flagrado pela vigilância sanitária com equipamento reutilizado durante procedimento cirúrgico. Logo após a verificação, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) e o Ministério Público foram acionados para verificar a denúncia.

“Os materiais que são comprados pelo hospital municipal são comprados por licitação, tem todo o processo de rastreabilidade e eles não são reutilizados. Agora, o instrumental cirúrgico específico do profissional médico, fica sob responsabilidade dele”, explicou o secretário Municipal de Saúde, Jair Biatto, na manhã desta terça-feira (22).

Como resposta, o HM abriu procedimento interno para apurar todos os passos destes tipos de materiais, além de já ter desligado o médico de seu cargo no hospital. O urologista já prestava atendimento há duas gestões municipais e, ainda segundo a secretaria, nunca havia recebido reclamações de pacientes ou supervisores durante o período. O médico prestava serviço de maneira terceirizada ao município.

Biatto enfatizou que o posicionamento adotado pelo HM, referente à liberdade dada para que os médicos tragam seus próprios equipamentos, sobretudo em casos de utilização mais específica, é recorrente e ocorre também em outros hospitais.

“Isso acontece também em alguns outros hospitais, inclusive, da iniciativa privada. Onde há cirurgias muito específicas, o médico acaba levando seu próprio material cirúrgico”, destacou o secretário.

AUTOCLAVE

A operação Policial “Autoclave” deflagrou nas cidades de Maringá, Mandaguaçu e Sarandi, um esquema de vendas de materiais médicos de urologia reutilizados, no final do mês de setembro. No dia 24, cinco pessoas foram presas, sendo três mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária.

Segundo a investigação, três integrantes principais eram empregados de empresas que trabalhavam no setor de distribuição de materiais para cirurgias. Posteriormente, desviavam os materiais que tinham sido utilizados na cirurgia, levavam para esterilizar e depois revendiam. O esquema rendia aos participantes cerca de R$ 3 mil por procedimento.

Ladrões furtam fiação e deixam telefone do Samu fora do ar em Maringá

A central de atendimento telefônico do Corpo de Bombeiros (193) segue concentrando também as chamadas e emergência médica de Maringá e mais 30 cidades do norte do Paraná.

Isso porque o telefone do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), o 192, segue fora do ar desde a última sexta-feira e não tem previsão de ser restabelecido.

A interrupção ocorreu depois que ladrões furtaram aproximadamente 80 metros de fios elétricos de cobre da rede subterrânea da sede regional do Samu em Maringá. O furto teria ocorrido por volta das 3h de sexta, mas só foi descoberto na manhã de sábado.

Diretor do Samu, Maurício Lemes, afirma que a integração entre o atendimento do Samu e do Corpo de Bombeiros foi estabelecida em menos de 6 horas. Lemes ainda destaca que o furto da fiação poderia ter trazido mais consequências, já que os fios de energia do Hospital Municipal e da UPA da Zona Sul também passam pelo local.

O diretor acrescenta que ainda hoje deve ter um posicionamento sobre a retomada da central telefônica.

Vazamento de oxigênio adia cirurgias e obriga transferência de pacientes em hospital

Por Metro Maringá

Cerca de 20 procedimentos cirúrgicos que seriam realizados entre esta segunda-feira (18) e hoje (19) no Hospital Municipal de Maringá precisaram ser adiadas por causa de uma queda de pressão na rede de oxigênio hospitalar. A queda foi causada por um vazamento.

O problema foi identificado na tarde de domingo (17) e obrigou, também, a transferência de sete pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Segundo a diretora do Hospital Municipal, Caroline Miguel Aver, três pacientes foram levados para o Hospital Santa Rita, três para a Santa Casa e um para o Hospital Memorial.

Durante todo o dia de ontem, uma empresa especializada trabalhou para identificar o vazamento, porém o serviço ainda não havia sido concluído até o início da noite. “É um trabalho minucioso, até porque a preocupação é agir com cautela para descartar qualquer risco aos pacientes”, explicou Caroline.

Segundo ela, a área a ser verificada tem 12 mil metros. Por conta disso, as seis cirurgias que estavam agendada para hoje foram adiadas. Ontem, outras 15 já haviam sido desmarcadas. “Assim que o problema for resolvido elas serão reagendada”, assegurou a diretora.

Já a UTI foi liberada após a rede de oxigênio ter sido reabastecida. Dos dez leitos disponíveis, seis estavam ocupados ontem à tarde e outras transferências estavam em andamento. “Estamos transferindo os pacientes que estavam na clínica médica aguardando vaga”.