Foto: Divulgação Polícia Civil

Identificação de vítimas, desaparecidos e criminosos vai ficar mais rápida no Paraná

A identificação de suspeitos e vítimas de crimes, além do o reconhecimento de pessoas desaparecidas, vai ficar mais mais rápida no Paraná. As polícias civis do Paraná e de São Paulo firmaram um convênio para trocar  informações através de um banco  que compartilha dados de vários estados do Brasil.

O resultado da  perícia de uma impressão digital, que antes demorava até duas semanas pra ficar pronto, agora poderá ser resolvido em poucas horas. A agilidade é fundamental para identificação do autor de um crime, por exemplo, colaborando com o andamento processo de investigação da polícia.

O sistema que o Paraná agora faz parte, sistema de Legitimação à Distância (Lead), foi criado pelo governo paulista e compartilha dados de São Paulo, Goiás, Rondônia, Sergipe e, agora, Paraná.

Para o delegado-geral da Polícia Civil do PR, Silvio Jacob Rockemback, a parceria entre os estados só deve acelerar o processo vai acelerar o índice de soluções de crimes no Estado.  “Trata-se de uma medida inovadora que tem por finalidade aumentar os índices de solução de crimes e garantir maior efetividade às investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná”, afirma.

Segundo a Polícia, atualmente existem 13,7 milhões registros de carteira de identidade paranaenses. Com o compartilhamento de dados dos outros quatro estados, o universo de pesquisa aumentará de forma acentuada.

Para Rockembach, a implementação do sistema Lead na Polícia Civil do Paraná é um avanço ao trabalho de polícia judiciária. “A implantação do sistema Lead na Polícia Civil do Paraná é uma inovação tecnológica, que servirá para integrar as bases de dados dos institutos de identificação das polícias civis do Paraná, São Paulo, Rondônia, Sergipe e Goiás, bem como outras que virão na sequência.”

Para o delegado Marcus Michelotto, diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil do Paraná,  o Lead traz diversos benefícios à troca de informações entre as polícias. “Nesse sistema, o trâmite de digitais coletadas em cenas crime, de corpos, seguirá por um sistema seguro, criptografado e com assinatura digital de todos os envolvidos, dando sigilo e resposta rápida. É um avanço na comunicação de todos os institutos de identificação das Polícias Civis”, afirmou.

 

IML tenta identificar corpo encontrado carbonizado em carro de homem desaparecido

Será feita nesta sexta-feira (20) a tentativa de análise da arcada dentária do corpo encontrado carbonizado dentro de um carro, na última quarta-feira (18) à tarde, na zona rural de Colombo. O veículo é o mesmo do gerente financeiro Fabio Royer, de 42 anos, desaparecido desde a última segunda-feira. As placas estavam ao lado do veículo e são as mesmas do carro. O número do chassi também é o mesmo. Entretanto, a Polícia Civil ainda aguarda o resultado da perícia para confirmar que realmente se trata do veículo de Fabio.

Ontem (19), familiares levaram uma radiografia da arcada dentária dele até o Instituto Médico-Legal. Hoje (sexta), um odontologista tentará fazer a comparação. Ainda não se sabe se isso será possível, já que os ossos estão fragmentados devido a carbonização. Se não houver conclusão nesse primeiro exame, apenas o de DNA pode confirmar a identidade da pessoa, que estava no banco traseiro do veículo.

Dessa maneira, o resultado pode levar meses para ser divulgado. Fabio desapareceu ao sair de casa para ir à farmácia, comprar um remédio para o filho, no bairro Bacacheri, em Curitiba. A polícia não divulga nenhuma linha de investigação.

Instituto de Identificação monta estrutura para atender calouros da UFPR

Da AEN

O Instituto de Identificação do Paraná está fazendo atendimento prioritário aos aprovados no vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que começam a fazer o registro acadêmico nesta quinta-feira (19).

Oito profissionais do Instituto de Identificação foram deslocados de setores administrativos para atender exclusivamente os estudantes, que por exigência da instituição de ensino devem apresentar, entre os documentos necessários para formalizar o registro acadêmico, RG emitido após os 14 anos de idade. Na lista de documentos obrigatórios a serem entregues, divulgada pela universidade, consta que “não serão aceitos documentos com fotos de menores de 14 anos”.

Desde esta segunda-feira (16), mais de mil atendimentos foram feitos exclusivamente para calouros da UFPR, entre pedidos de informações, esclarecimento de dúvidas, agendamentos e confecção da carteira de identidade. Em média, no período de um mês o Instituto de Identificação faz de 6 a 7 mil atendimentos.

Os universitários que precisarem recorrer ao Instituto de Identificação devem comparecer ao posto localizado na Rua José Loureiro, 376, no Centro de Curitiba. “Nossos profissionais estão trabalhando de forma intensa para atender a demanda e fazendo agendamentos manuais. Caso o cidadão não possa fazer o RG na hora, é informado sobre data e hora para voltar e finalizar a confecção do documento”, informa o diretor do Instituto de Identificação, Marcus Vinícius Michelotto.

O diretor sugere, ainda, que no próximo ano seja concedido um prazo mais extenso para que a universidade solicite a documentação necessária, além de que haja uma flexibilidade por parte da UFPR. “Fornecemos um protocolo de agendamento ou, ainda, do RG confeccionado, que leva alguns dias para ficar pronto e ser entregue ao cidadão, da mesma forma que outros documentos oficiais, como passaporte – emitido pela Polícia Federal – ou carteira de habilitação – confeccionada pelo Departamento de Trânsito”, acrescenta Michelotto.