A construção da Refinaria da Petrobrás em Araucária

Este vídeo mostra a história da cidade de  Araucária, e da construção da Refinaria da Petrobrás. Clique aqui para encontrar o grupo de memória da cidade, criado por esta coluna no Facebook. E aqui está o grupo “Memória Paranaense”. Ao abrir as páginas, clique em “participar do grupo”.

 

 

 

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Contato com José Wille

 

 

 

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PF prende suspeitos de falsificar passaportes para facilitar imigração ilegal aos EUA

Duas pessoas foram presas preventivamente, nesta terça-feira (1º), em Belo Horizonte (MG), suspeitas de falsificarem passaportes usados na imigração ilegal para os EUA (Estados Unidos). A PF (Polícia Federal) também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.

O inquérito que deu origem à operação apura o uso de RGs falsificados para a obtenção dos passaportes, sempre com o objetivo da imigração ilegal.

Expedidos pela 9ª Vara Federal de Minas Gerais, as ordens foram cumpridas na cidade de Governador Valadares, em três endereços residenciais e em uma empresa de turismo suspeita de participação no esquema de imigração ilegal para os EUA.

PASSAPORTES FALSOS FACILITAVAM IMIGRAÇÃO

De acordo com a Polícia Federal, os suspeitos fabricavam os documentos com datas de nascimento mais recentes do que as atuais. Isso fazia com que os interessados em imigrar ilegalmente para os EUA se passassem por menores de idade. Assim, em caso de insucesso, os imigrantes evitavam a deportação após entrarem em solo norte-americano acompanhados de um suposto genitor.

Os suspeitos da operação foram indiciados por falsificação de documentos públicos e promoção de imigração ilegal. Se condenados, os indiciados poderão pegar uma pena de até 11 anos de prisão.

A história da imigração no século dezenove

 

Veja o resumo da história que formou a população do Paraná de hoje. Um estado com 28 diferentes etnias, e dos mais destacados em desenvolvimento e produtividade.

 

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Grupos sobre a história dos imigrantes que vieram para o Brasil, criados por esta coluna no Facebook. Clique no título escolhido para abrir a página, e depois clique em participar do grupo. E ajude a preservar a história de seus antepassados. 

 

 

Imigração:  Memória das etnias que vieram para o Brasil

 

Imigrações – Memória da imigração alemã no Brasil.

 

Imigrações – Memória da Imigração Espanhola no Brasil.

 

Imigrações – Memória da Imigração Holandesa no Brasil

 

Imigrações – Memória da imigração Italiana no Brasil

 

Imigrações – Memória da imigração Polonesa no Brasil

 

Imigrações – Memória da Imigração Portuguesa no Brasil

 

Imigrações – Memória da imigração Japonesa no Brasil

 

Imigrações – Memória da Imigração Ucraniana no Brasil

 

 

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Contato com José Wille

 

 

 

 

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Polícia Federal prende casal por tentativa de casamento falso em Curitiba

A  Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (21) duas pessoas, acusadas de simularem um casamento para regularizarem a situação de uma imigrante ilegal no país.

O falso casal chegou a apresentar vários documentos no setor de migração da Polícia Federal em Curitiba, na tentativa de regularizar a permanência da suposta esposa, uma imigrante cubana que estava morando em Mandirituba,  na região metropolitana de Curitiba.

Porém, ao investigar a documentação apresentada, os policiais federais constataram que se tratava de uma falsa união, forjada apenas para conseguir o visto de permanência no país.  A confirmação também foi realizada através de visita feita pela Polícia Federal  ao endereço indicado pelos acusados.

Ambos foram presos e responderão pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica em documento público e em documento particular e uso de documentos falsificados. Se condenados poderão ter penas de até 15 anos de prisão.

Paraná recebe mais um grupo de venezuelanos

Com informações da Agência Estadual de Notícias

A Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) recepcionou, nesta sexta-feira (15), um novo grupo de 109 venezuelanos que chegou a Curitiba.

Os imigrantes vieram de Boa Vista (RR), transportados em avião da Força Expedicionária Brasileira (FAB), numa ação da Operação Acolhida.

Após o desembarque, 90 venezuelanos foram levados até a casa de Acolhida Dom Oscar Romero, na vila Fanny, em Curitiba. Outras 19 pessoas foram enviadas para a SOS Aldeias, em Goioerê. Com a chegada de novos representantes, o total de venezuelanos que está no Paraná chega a 406 pessoas.

O secretário da Sejuf, Ney Leprevost, explica que o Estado oferece todo o suporte para que o migrante tenha acesso às políticas sociais, de saúde, trabalho e justiça. “Vamos encaminhar os venezuelanos, a pedido de instituições parceiras e também do Ministério da Cidadania, para o local onde serão recepcionados. Nos próximos dias, este grupo será cadastrado para que a Secretaria da Justiça, por meio do Departamento do Trabalho, possa auxiliá-los a encontrarem uma oportunidade no mercado de trabalho”, enfatiza o secretário.

A operação de acolhida integra o processo de interiorização de imigrantes venezuelanos, iniciada pelo Governo Federal no final de 2018, e é comandada pela Casa Civil da Presidência da República, Ministério da Defesa, Organização das Nações Unidas (ONU) e outros organismos da sociedade civil.

O coordenador da Casa da Acolhida Dom Romero, que é onde os refugiados ficarão, explica que o espaço tem a estrutura física adequada para fazer o acolhimento. A gestão da Casa é feita pela Ação Social do Paraná, que já mantém o Asilo São Vicente de Paulo.

O coordenador ressaltou que agora é o momento que essas pessoas têm de conseguir uma nova oportunidade. “Estamos falando de pessoas que têm família e que vão poder, neste instante, serem acolhidas e, depois, buscarem um emprego, um espaço, uma casa para morar”, ressalta.

O Centro de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Paraná (Ceim-PR) é o órgão vinculado à Seju que oferece acesso a serviços públicos estaduais e municipais, como regularização do status migratório; direitos fundamentais e legislação trabalhista; matrícula e revalidação de estudos realizados no exterior; e serviços e benefícios da Política de Assistência Social.

UFPR abre inscrições para primeiro vestibular exclusivo para refugiados

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) abriu as inscrições para o primeiro vestibular exclusivo para refugiados e pessoas com visto humanitário. São ofertadas 10 vagas e os interessados podem se candidatar em 81 cursos da UFPR, com exceção de música, design de produto, design gráfico e arquitetura e urbanismo.

De acordo com a vice coordenadora do programa de política migratória e universidade brasileira da UFPR, Tatiana Friedrich a iniciativa do vestibular veio para promover a inclusão dos migrantes que chegaram ao estado.

“Uma universidade que está aberta à sociedade e que entende as caracteristicas dessa sociedade deve fazer ações para acolher. Diante desse fluxo migratório que chegaram ao Brasil, a universidade abriu um concurso específico para eles.”

Para quem atua com o acolhimento dos migrantes, esta inclusão por meio da educação é importante para proporcionar um recomeço a estas pessoas. Segundo a coordenadora de projetos migratórios da Cáritas Regional Paraná, Marcia Ponce, umas das instituições que atuam na área, a iniciativa traz uma chance de recomeço.

“A gente reconhece como grande avanço. A gente não gosta de relacionar isso com uma exclusividade no sentido de ser um privilégio. É uma exclusividade no sentido de permitir uma oportunidade de igual para igual e que eles possam ter acesso ao que eles não teriam em uma concorrência normal. A gente compreende que é importante para promover uma inclusão mais integrada”, explica a

Para participar do vestibular, é necessário ter o diploma do ensino médio revalidado no Brasil. Os migrantes podem revalidar os certificados em escolas estaduais credenciadas do Paraná. O candidato deve comprovar no ato da inscrição pela internet a condição de refugiado ou porte de visto humanitário.

As inscrições podem ser feitas até o dia 14 de dezembro pelo site. A prova está marcada para o dia 9 de janeiro de 2019.

Venezuelanos começam a reconstruir suas vidas em Curitiba

Cerca de 3.500 quilômetros. É essa a distância que separa os venezuelanos Inetti, Adriana, José Luís e Yordalys do país de origem. Eles são quatro dos 91 venezuelanos que deixaram Roraima em um avião da FAB e desembarcaram na capital paranaense no dia 25 de setembro. Deste então, ganharam novo endereço: a Casa de Acolhida Dom Oscar Romero, na Vila Fanny.

Coordenado pela Cáritas, entidade de promoção social ligada à CNBB, o local é abrigo e ponto de partida para o grupo. Ali, recebem apoio para se estabelecer no país, além de ferramentas para ajudá-los nesse processo, como aulas de português, que vão se somar às capacidades de cada um, diz a coordenadora dos projetos com o tema de imigração da Cáritas, Márcia Ponce.

“São pessoas que têm história, tiveram que deixar para trás a família, seus sonhos. A gente tem recebido pessoas com muito potencial, pessoas que podem contribuir muito com nosso país”, explica. “Assim como temos muitos brasileiros vivendo em outros países, que a gente também possa acolher e acolher com dignidade”.

Até agora, 24 dos imigrantes encontraram oportunidades em outros locais do estado e já deixaram o abrigo. É esse caminho que desejam os que permanecem e dentre todas as histórias que habitam a Casa de Acolhida, a de Yordalys Meror surge como exemplo da esperada reconstrução.

Depois de longos três anos de Brasil, a venezuelana está enfim reunida com a mãe, que trouxe consigo a pequena Safira. Com a filha nos braços, ela faz planos para o futuro. “Quero desenvolver e dar o melhor, nem tanto para mim, mas para minha filha, minha mãe”, afirma.

Para participar do programa de interiorização, todos os imigrantes vindos da Venezuela precisam, primeiro, concordar com a mudança. Na sequência, passam por exames de saúde, vacinação e a devida regularização junto às autoridades brasileiras, inclusive com CPF e carteira de trabalho.

O projeto de acolhimento, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações, prevê que esses migrantes que chegaram em setembro permaneçam no abrigo de Curitiba por um período máximo de três meses, ou seja, até o fim de dezembro, o que não deve ser necessário na avaliação da coordenadora. E com a saída dos primeiros venezuelanos da Casa de Acolhida, o espaço não deve demorar a receber novos grupos.

“É um movimento que o governo federal, através da Casa Civil, tem feito. Que todos os estados e municípios que estão acolhendo possam fazer isso de forma gradativa e contínua, até para contribuir para uma saída maior daquela população que está na fronteira”, explica.

Já existe perspectiva de que uma nova etapa da interiorização para os próximos dias. Segundo informação da 5ª Região Militar e da 5ª Divisão do Exército, responsável por Paraná e Santa Catarina, pode haver a chegada de mais migrantes aos dois estados ainda em outubro, o desembarque deve ocorrer no dia 24, próxima quarta-feira.

Até o momento o Paraná recebeu 150 venezuelanos, que inicialmente foram acolhidos em Goioerê, na região noroeste, e em Curitiba.

Interior do Paraná recebe imigrantes venezuelanos nesta semana

60 venezuelanos devem chegar ao Paraná nesta quinta-feira (30). Os estrangeiros vão morar em Goioerê, na região noroeste do Estado.

A vinda dos venezuelanos faz parte do processo de interiorização dos imigrantes que cruzam a fronteira do Brasil por Roraima.

Só nesta semana, 278 imigrantes devem ser transferidos em aviões da Força Aérea Brasileira para Brasília e também para o Rio de Janeiro.

De acordo com a Presidência da República, entre abril a julho deste ano, 820 pessoas foram transferidas de Roraima para sete cidades. A maior parte foi para centros de acolhimento em São Paulo.

O programa do Governo Federal permite que os imigrantes escolham os destinos para refazer a vida no Brasil.

MERCADO DE TRABALHO NO PARANÁ

O Paraná tem quase 14 mil estrangeiros que trabalham com carteira assinada no Estado.

De acordo com a Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos, desde outubro de 2016 a maio de 2018 foram realizados 4.694 atendimentos e 1.391 cadastros no Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas do Estado do Paraná (CEIM).

As pessoas que passaram pelo centro são de 41 nacionalidades, sendo os haitianos, 985, o número principal de cadastros. Os venezuelanos somam 68 cadastros.

 

Imigração: sonho e determinação se sobrepõem ao medo

Por Marcelo Camargo e Débora Brito

Mesmo com a apreensão causada pelos conflitos entre brasileiros e venezuelanos há cinco dias, ainda há imigrantes que apostam no Brasil para fugir da crise política e econômica e melhorar de vida.

Na estrada que liga Pacaraima (RR) a Boa Visita, um grupo de cinco jovens venezuelanos está há quase uma semana caminhando em direção à capital de Roraima.

Mais de 200 quilômetros separam a capital da cidade de Pacaraima. Com pouquíssimos objetos pessoais, o grupo anda apressadamente, na contramão da pista sem acostamento. O cansaço e a expressão de fome são visíveis.

O grupo contou que a dificuldade do percurso da Venezuela até o Brasil foi amenizada com caronas, doações de alimentos e alojamento oferecido por comunidades indígenas situadas ao longo do caminho.

Os jovens passaram por Pacaraima, depois dos conflitos, e disseram que não desviaram a atenção nem desistiram do objetivo de chegar a Boa Vista. “Não podemos voltar, estamos migrando porque lá [na Venezuela] não tem nada. Aqui é a única maneira que temos de conseguir a comida para os filhos”, relatou Julio Cezar Astudillo.

Fome

“Minha família estava passando fome. Na Venezuela se passa muita necessidade, não há trabalho e quando tem não dá para comprar um frango. Um salário mínimo lá não dá para nada”, disse Astudillo, ao lado da mulher.

Visivelmente exausta e com a voz cansada, a mulher de Astudillo, Paola Enriquez, de 19 anos, confessa que teme não conseguir chegar onde deseja. O casal deixou os três filhos na Venezuela com as avós.

Jesus Gualdron, 28 anos, contou que o mais difícil do trajeto é conseguir carona e comida. Padeiro na Venezuela, ele disse que tem esperança de encontrar emprego no Brasil. Segurando uma caixa vazia, o venezuelano afirmou que guarda o objeto para colocar os quitutes que pretende vender quando se instalar.

“Sempre confiamos em Deus e seguimos no propósito de chegar para conseguir um emprego e enviar comida para nossos filhos, minha esposa e nossas mães”, afirmou Gualdron.

Tolerância zero aos imigrantes: Crianças brasileiras estão em abrigos separadas dos pais nos EUA

Quarenta e nove crianças brasileiras estão em abrigos e foram separadas dos pais ao ingressarem ilegalmente nos Estados Unidos. A informação é do cônsul-geral adjunto do Brasil, em Houston, Felipe Santarosa, que concedeu entrevista exclusiva à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo ele, os dados foram repassados pelo governo dos Estados Unidos, mas não há detalhes acerca da idade das crianças nem da cidade em que estão abrigadas.

O comunicado do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS da sigla em inglês) informa apenas o nome do abrigo, sem especificar o endereço. A triagem para saber a nacionalidade da criança foi feita pelo governo norte-americano.

“O problema dessa comunicação é que simplesmente apresenta uma tabela com o nome da instituição onde está o menor, não dá nem nome da criança. Eu tenho essa informação muito geral, recebida de um oficial do DHS”.

O trabalho dos diplomatas brasileiros será pesquisar onde estão essas instituições e fazer contato com os abrigos. Para Santarosa, será um trabalho difícil por falta de informações precisas.

O cônsul informou que inicialmente tinha conhecimento de 8 casos de crianças em abrigos e que essas informações chegaram por meio do contato de pessoas com o serviço de apoio a brasileiros no exterior. Ele acrescentou que recebeu hoje (20) a informação de mais uma criança na mesma situação. Todos os 9 casos foram comunicados à autoridade brasileira por parentes.

Santarosa disse que a preocupação inicial é colocar as famílias em contato. O trabalho será localizar as crianças, visitá-las e verificar as condições em que estão. Depois, o intuito é estabelecer contato com as famílias. Ele esclareceu que o governo não pode interferir na questão judicial dos Estados Unidos.

“O governo brasileiro não tem como pedir a libertação [dos pais e das crianças que imigraram ilegalmente para os Estados Unidos]. É como se você imaginasse que o governo norte-americano chegasse no Brasil e pedisse para soltar um preso norte-americano, não dá”, esclarece.

Ele contou o caso de uma mãe presa que não sabia onde estavam os filhos.

“A gente entrou em contato com a mãe, informou que os filhos estavam detidos. Ela nem sabia, ela tinha sido separada deles na chegada, na fronteira, e ela não sabia como eles estavam. Então demos a notícia a ela de que eles estavam bem. E conseguimos fazer um telefonema [entre mãe e filhos] e ficou acertado com o abrigo das crianças e a prisão da mãe de que eles se falarão uma vez por semana.”

Santarosa completou que os brasileiros em situação semelhante devem contatar o serviço de assistência consular do Itamaraty.

A separação de famílias na fronteira dos Estados Unidos com o México é resultado da política de “tolerância zero”, adotada pela administração Donald Trump. Os imigrantes ilegais, mesmo quem procura asilo, são presos e respondem por crime federal. Em seis semanas, mais de 2 mil crianças foram separadas dos pais e levadas para abrigos.