Inflação do aluguel é de 6,39% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) aumentou 0,40% este mês, contra 0,80% em junho. O índice, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), registra este ano uma alta de 4,79%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é 6,39%.  O IGP-M é usado como referência para o reajuste dos aluguéis.

A taxa de julho deste ano é menor que a registrada no mesmo mês de 2018, quando o índice havia subido 0,51% no mês e acumulava alta de 8,24% em 12 meses.

Depois de uma alta de 1,16% no mês passado, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também ficou em 0,40% em julho. Segundo a FGV, os alimentos in natura foram os principais responsáveis pela alta, cuja taxa passou de 4,95% negativos para 0,58%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,16% em julho, após queda de 0,07% em junho. As principais contribuições para o índice foram: alimentação (-0,55% para 0,22%) e habitação (0,17% para 0,55%). O grupo hortaliças e legumes passou de 4,37% negativos para 1,60%, no período.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,91% em julho, ante 0,44% no mês anterior.

Construção civil registra inflação de 0,91% em julho, diz FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou inflação de 0,91% em julho, percentual superior ao apurado no mês anterior (0,44%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o INCC-M acumula taxas de 2,73% no ano e de 3,95% em 12 meses.

A maior alta de preços foi observada no custo da mão de obra, que ficou 1,63% mais cara em julho. A mão de obra auxiliar teve inflação de 1,74%.

Os serviços ficaram 0,20% mais caros no mês, puxados principalmente pelos aluguéis e taxas (0,34%).

Os materiais e equipamentos tiveram uma taxa mais moderada (0,04%). Se por um lado, o material para pintura ficou 1,63% mais caro, por outro, o material metálico ficou 0,65% mais barato.

Ato unificado de servidores marca segunda semana de greve no PR

A greve dos servidores do Paraná completa duas semanas e o Fórum das Entidades Sindicais (FES) convocou um novo grande ato unificado nesta terça-feira (9). Segundo os organizadores, a mobilização reúne cerca de 30 mil pessoas na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, em Curitiba, na frente do Palácio Iguaçu, no segundo ato unificado das categorias pelo pagamento da data-base.

O que dá para comprar com a proposta de reposição de Ratinho Júnior?

A concentração começou pela manhã na Praça 19 de Dezembro e de lá seguiu pela Avenida Cândido de Abreu até o Palácio Iguaçu. O ato reúne trabalhadores da educação, segurança, saúde, agricultura e abastecimento.

Ontem (8), o governo apresentou uma nova proposta para reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses. Seria 2% a partir de janeiro de 2020, mas o valor não agradou as categorias em greve, que pediam ao menos a recomposição da inflação do último ano, calculada em 4,94% pelo índice IPCA.

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Coronel aposta seu salário com deputados militares que governo não cumprirá data-base

O governo recuou e pediu para que o regime de urgência fosse retirado sobre o projeto que previa um reajuste total de 5,09% parcelado até 2022. A proposta tramitava na Assembleia Legislativa (Alep) desde a semana passada.

Votação após a volta do recesso

Foto: Sandro Nascimento/Alep

Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (8), o presidente da Alep, Ademar Traiano (PSDB), indicou que os trabalhos do Legislativo serão encerrados nesta semana sem discutir o reajuste do funcionalismo público. Por isso, a greve não deve ser encerrada antes de agosto.

“Imagino que vamos tratar deste assunto só no mês de agosto [na volta do recesso]. Os entendimentos estão ainda em fase de construção e eu não colocarei em pauta esta matéria neste período”, comentou Traiano.

De acordo com o deputado, após vencidas as discussões relacionadas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), restará apenas um projeto pendente do governo na pauta. Traiano estima que os trabalhos no Legislativo possam ser encerrados até a quarta-feira (10).

O que dá para comprar com a proposta de reposição de Ratinho Júnior?

A proposta apresentada pelo governador Ratinho Júnior (PSD) prevê reposição de 0,5% aos servidores a partir de outubro, o que representa cinco reais a mais na folha de pagamento para cada mil que o funcionário público recebe por mês. O valor está longe dos 4,94% referentes a data-base das perdas com a inflação no último ano que motivaram a deflagração da greve no dia 25 de junho.

Segundo o movimento grevista um professor que recebe R$ 2.872,71 por mês acumula perdas de R$ 6,5 mil ao ano. O cálculo é simples e leva em conta os salários congelados menos a inflação de 17% acumulada no período. A partir de outubro, com a proposta, o professor irá receber R$ 14,36 a mais. Com esse valor, o servidor consegue comprar:

  • 3,6 litros de gasolina com o valor do litro a R$ 3,90; ou
  • 1,3 quilos de costela bovina; ou
  • 4 quilos de feijão; ou
  • 5 quilos de arroz

Um soldado da Polícia Militar que recebe R$ 3,6 mil acumula perdas de R$ 8,3 mil por ano e terá R$ 18 a mais na folha de pagamento. O policial poderá comprar:

  • 4,6 litros de gasolina com o valor do litro a R$ 3,90; ou
  • 6 litros de leite integral; ou
  • Quatro passagens de ônibus em Curitiba; ou
  • Dois sanduíches clássicos do McDonalds em promoção (e sobra R$ 3,10)
Os dados são da ferramenta Menor Preço, do Programa Nota Paraná.

 

GREVE PERMANECE

greve vigília servidores estaduais governo do paraná
Foto: Divulgação/FES

O Fórum de Entidades Sindicais (FES), que coordena a greve, rechaçou a hipótese de ceder ao governo e a proposta foi recebida como uma afronta ao movimento. Com uma defasagem salarial de 17%, resultado de quatro anos de vencimentos congelados, os servidores estaduais pediam ao menos o reconhecimento da data-base com reposição da inflação dos últimos 12 meses, calculada em 4,94%.

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Servidores das áreas da educação, segurança, saúde, agricultura e abastecimento estão aderindo ao movimento pelo direito à data-base.

As classes policiais, impedidas por lei de deflagrar greve, manifestaram um sentimento de traição por parte do governo. As categorias esperavam que o governo apresentasse uma proposta de parcelamento que levasse em consideração a defasagem de 17%, acumulada desde 2016, e não apenas da inflação dos últimos 12 meses.

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PROJETO ENVIADO À ALEP

Foto: Sandro Nascimento/Alep

O projeto de lei assinado por Ratinho Júnior foi enviado à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) ontem e formaliza a proposta de 0,5% em outubro e o pagamento parcelado de 1,5% a partir de março de 2020; 1,5% a partir de janeiro de 2021 e 1,5% a partir de janeiro de 2022. As duas últimas parcelas ficam condicionadas ao crescimento mínimo de 6,5% e 7%, respectivamente, da receita corrente líquida em relação ao ano anterior.

> Ratinho Junior anuncia reajuste parcelado aos servidores e concursos públicos

Na justificativa do texto, o Executivo afirma que os reajustes representam um grande esforço para assegurar os direitos do funcionalismo público sobre seus vencimentos, mesmo diante das dificuldades no cenário econômico atual. Ainda na justificativa, o Governo do Estado reafirma o compromisso em promover a valorização profissional dos servidores para o desempenho das suas funções, porém reforça a postura de responsabilidade frente aos desafios existentes nas finanças pública do Paraná.

A proposta segue para a análise inicial da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, para as demais Comissões permanentes da Alep antes de seguir ao plenário para votação.

Mercado reduz estimativa de crescimento da economia para 0,85%

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia este ano continua em queda. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com instituições financeiras, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – desta vez foi reduzida de 0,87% para 0,85%. Essa foi a 18ª redução consecutiva.

Para 2020, a expectativa é que a economia tenha crescimento maior, de 2,20%, a mesma da semana passada. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.

Inflação

A estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,82% para 3,80% este ano, na quinta redução seguida. A meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

A projeção do mercado financeiro para a inflação em 2020 caiu de 3,95% para 3,91%. A meta para o próximo ano é de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2021, o centro da meta de inflação é 3,75% e para 2022, 3,5%, também com intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2021 e 2022 permanece em 3,75%.

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, mantida em 6,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Ao final de 2019, as instituições financeiras esperam que a Selic esteja em 5,50% ao ano. Na semana passada, a projeção era de 5,75% ao ano. Para o fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica baixe para 6% ao ano e, no fim de 2021 e 2022, chegue a 7,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o comitê aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Conselho monetário fixa em 3,5% meta da inflação de 2022

O CMN (Conselho Monetário Nacional) decidiu nesta quinta-feira (27) que a meta de inflação para 2022 será de 3,5%.

Na decisão desta quinta, o intervalo de tolerância foi mantido em 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Em 2017, o conselho determinou que a meta seria de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020. No ano passado, fixou em 3,75% para 2021. De 2005 a 2018, a meta foi mantida em 4,5%.

As reduções seguidas buscam convergência para os padrões internacionais. No caso dos países emergentes, a média seria de 3%.

O CMN é responsável por fixar meta de inflação e regras de atuação no mercado bancário, por exemplo.
Segundo o mais recente boletim Focus, que compila estimativas de economistas e instituições financeiras, o IPCA deve encerrar o ano a 3,82%. Para 2020, a projeção está em 3,95%.

Vladimir Kuhl Teles, subsecretário de Política Macroeconômica, afirmou que a redução da meta se deu por uma expectativa de controle dos gastos públicos.

“Com a aprovação do teto de gastos, abriu-se a possibilidade de redução da meta de inflação, que foi sendo realizada continuamente. Nós estamos mantendo o mesmo ritmo de redução da meta de inflação, e isso juntamente com a redução da taxa de juros”, disse.

A diminuição reflete ainda um otimismo com a aprovação da reforma da Previdência, o que ajudará a alcançar essa situação de equilíbrio fiscal esperado pelo governo, assim como de outros ajustes econômicos.

“Não apenas a reforma da Previdência, mas também a expectativa de outras reformas sendo implementadas no país, refletindo a melhora das condições de produção e da capacidade de oferta do país”, ressaltou Marco Cavalcanti, subsecretário de Política Fiscal.

Sobre a manutenção do intervalo de tolerância, Teles ressaltou que a decisão foi cautelosa e considerou que, diante de flutuações, seja possível ter “algum grau de liberdade para acomodar choques” e garantir a redução da meta.

ônibus frota curitiba greve geral

Curitiba tem menor inflação do país nos últimos 12 meses

Curitiba teve a menor inflação do país nos últimos 12 meses. É isso o que aponta levantamento do IBGE, divulgado ontem (25). Na capital paranaense, a inflação foi de 3,26%, abaixo da média nacional, que ficou em 3,84%.

No entanto, na análise do trimestre composto pelos meses de abril, maio e junho, Curitiba teve a quinta maior inflação – de 1,16%, ficando atrás do Rio de Janeiro (0,68), Belo Horizonte (0,80), Belém (0,93) e Goiânia (1,07). A análise apenas do mês de junho aponta para inflação de 0,04% em Curitiba, abaixo da média nacional que foi de 0,06%.

O índice divulgado ontem (25) pelo IBGE é o IPCA-15, que compila dados coletados entre os dias 16 de maio e 12 de junho de 2019. O indicador refere-se a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos. O levantamento analisa 11 regiões metropolitanas do país.

Prévia indica que inflação volta a ficar abaixo de 4%

Pelo segundo mês consecutivo, o preço dos alimentos deu espaço para a desaceleração da inflação, indicou o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (25).

O indicador teve alta de 0,06% em junho, frente a maio, enquanto no acumulado de 12 meses, a inflação fechou em 3,84%. Os números estavam praticamente alinhados com o projetado por economistas ouvidos pela agência Bloomberg, que previam alta de 0,07% e 3,85%, respectivamente.​

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Além da deflação dos alimentos (-0,64%) ajudar a desacelerar o índice, a paralisação dos caminhoneiros começa a deixar de exercer influência no cálculo em 12 meses. Isso porque os efeitos do movimento nos preços ocorreram nos meses seguintes à parada e, na formação atual do indicador acumulado, o mês junho de 2018 não é mais contabilizado.

Em relação à deflação dos alimentos, a alta do preço do feijão-carioca (percebida no começo do ano) vem se diluindo. A queda do produto neste mês chegou a 14,99% e foi seguida pela do tomate, de 13,43%. Leite longa vida e carnes tiveram crescimento de 2,80% e 0,64%, respectivamente.

Embora o avanço dos preços tenha sido tímido na prévia de junho, quase beirando a estabilidade, só o segmento dos alimentos puxou o índice para baixo. As maiores altas ficaram com saúde e cuidados especiais (0,58%) e habitação (0,52%).

No caso da habitação, o maior impacto veio da energia elétrica, que subiu 0,64% neste mês, e já havia apresentado alta de 0,72% em maio.

No grupo dos transportes, a prévia dos preços desacelerou. O motivo disso foi a queda de 0,67% dos combustíveis, que no mês passado avançaram 3,30%. As passagens aéreas, porém, apresentaram alta de 18,98% no período analisado.

Governo nega reposição enquanto renúncia fiscal vai engolir R$ 34 bilhões até 2022

Para o governador Ratinho Júnior, a saída para a reposição de 4,94% referente a inflação dos últimos 12 meses aos servidores públicos está no aumento de impostos. Segundo o governo, o valor reivindicado pelas categorias representa cerca de R$ 1 bilhão aos cofres do públicos por ano e ameaça o equilíbrio das contas e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Já a renúncia fiscal segue subindo ano após ano e é estimada em mais de R$ 34 bilhões até o fim de seu mandato.

“Podemos até pensar em reajuste, mas seria necessário aumentar impostos. E precisamos perguntar para a sociedade se quer aumento de imposto para dar reajuste para servidor”, declarou o governador, na última semana, quando questionado sobre a greve do funcionalismo público desta terça-feira (25).

Ratinho Junior não vai conceder reajuste aos servidores
Após negativa de Ratinho, forças policiais marcam reunião para definir ações para possível greve

A greve dos servidores é causada pela falta de diálogo com o governador Ratinho Júnior e o anúncio de que pelo quarto ano consecutivo os salários não receberão a reposição prevista pela data-base. Os servidores reivindicam a inflação dos últimos 12 meses e um plano para reposição de cerca de 17% de defasagem acumulada desde 2016.

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“O governador Ratinho Júnior ao invés de debater com os servidores faz uma política de benefícios de R$ 11 bilhões de isenções para grandes empresários, inclusive do agronegócio, enquanto o impacto do nosso reajuste salarial – que é infinitamente menor – continua no discurso da impossibilidade”, afirma o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão. A entidade representa os profissionais da educação, a maior massa de servidores do Estado, atrás apenas dos servidores ligados à segurança pública.

“Se nós recebermos os 17% de forma parcelada, da forma como a gente propôs ao governo, as famílias dos policiais vão voltar a gastar e a consumir e isso volta como ICMS e tributos para o próprio governo e faz a economia girar. O que não pode é Governo do Estado do Paraná atender apenas ao empresariado e outros setores importantes da sociedade às custas do sacrifício e do sangue dos operadores da segurança pública”, afirmou o delegado Daniel Fagundes, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Paraná (ADEPOL).

Renúncia fiscal bilionária

Proposta por Cida Borghetti e aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná no ano passado, a lei orçamentária que rege o primeiro ano de mandato de Ratinho Júnior não prevê reajuste enquanto traz benefícios e renúncia fiscal de mais de R$ 10,4 bilhões – grande parte destinada em benefícios a empresários e indústrias.

Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apresentada pelo governo Ratinho Junior na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a desoneração fiscal deve subir 5,6% e resultar em R$ 11.060.585.808,00 (onze bilhões sessenta milhões quinhentos e oitenta e cinco mil, oitocentos e oito reais) a menos nos cofres públicos em 2020. A previsão é que a proposta seja analisada e votada pelos deputados e depois sancionada pelo governador até o mês de julho.

O documento também prevê o número para os próximos anos do governo. Está previsto R$ 11.528.405.316,000 (onze bilhões quinhentos e vinte e oito milhões quatrocentos e cinco mil trezentos e dezesseis reais) de renúncia fiscal em 2021 e R$ 12.016.068.681,00 (doze bilhões dezesseis milhões sessenta e oito mil seiscentos e oitenta e um reais) em 2022.

A desoneração fiscal aplicada no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Imposto sobre Transmissão de Causa Mortis e Doação (ITCMD) – imposto que deve ser pago ao adquirir e/ou transmitir bens imóveis – em mais de 60 setores da economia paranaense apresenta um aumento de médio de 8,64% de isenções na gestão de Ratinho Júnior.

Os benefícios são destinados a diversos setores produtivos do Paraná mas principalmente para setores como a agropecuária e indústria, utilizados como forma de atrair investidores e aumentar a competitividade dos produtos paranaenses no mercado. O que compreende R$ 34.605.059.805,00 (trinta e quatro bilhões seiscentos e cinco milhões cinquenta e nove mil oitocentos e cinco reais) de 2020 a 2022.

 

 

Servidores representam o menor custo ao Estado em 10 anos

 Segundo levantamento do economista Cid Cordeiro, apesar de Ratinho Júnior alegar dificuldade financeira para conceder a reposição salarial, a gestão apresenta o menor gasto com pessoal da última década. A folha de pagamento dos servidores encerrou 2018 com índice de 44,56% em relação a receita corrente líquida. Em 2009 o índice era de 45,11%, chegou a 48,77% em 2013 e, desde então, vem caindo sucessivamente. As informações têm como base relatório fiscal da Secretaria da Fazenda.

 

Brasileiros esperam inflação de 5,4% nos próximos 12 meses, diz FGV

A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos próximos 12 meses ficou em 5,4%, segundo pesquisa feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV) neste mês. O percentual é o mesmo registrado pela pesquisa de maio deste ano. Em junho do ano passado, no entanto, a taxa havia ficado em 5,2%.

A pesquisa é feita com base em entrevistas com consumidores brasileiros, que respondem à pergunta: “Na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?”.

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulava, em maio deste ano, taxa de 4,66% em 12 meses.