Summit Sebrae apresenta soluções para empreendedores

O Summit Sebrae 2019, que acontece nos próximos dias 9 e 10 de outubro, na Expo Unimed, em Curitiba, será uma oportunidade para que os empreendedores possam desenvolver diversas capacidades e habilidades para os seus negócios.

No espaço Sebrae Lab, eles poderão participar de oficinas de 10 a 15 minutos sobre a metodologia Business ModelYou, como elaborar um pitch, Design Thinking, mapa de personas, mapa de empatia e jornada do usuário. São ferramentas imprescindíveis para quem busca se diferenciar no mercado, com propostas inovadoras de negócios.

As oficinas, lideradas pelos consultores do Sebrae/PR, serão realizadas com metodologias ágeis que têm como pano de fundo a criatividade, a inovação e trazem benefícios para os processos da própria empresa e para a relação com os outros envolvidos no negócio.

“A construção da jornada do usuário, por exemplo, é focada nas necessidades dos clientes, fornecedores e colaboradores e no entendimento do que eles buscam com a empresa. Já metodologias como o Design Thinking buscam colaborar para o desenvolvimento de soluções que levam em conta a perspectiva humana. O objetivo é resolver os problemas desse caminho”, afirma o consultor responsável pelo espaço, Ray Ramalhos.

Ramalhos explica que o objetivo do espaço no Summit Sebrae é engajar os participantes e levar a eles resultados práticos ao final de cada uma das oficinas. “A ideia é que eles saiam da oficina de jornada do usuário já com isso mapeado para o seu negócio ou da oficina de pitch com algo já estruturado. Temos outros empreendedores que já realizaram oficinas com a utilização dessas metodologias e tiveram resultados efetivos para seus negócios”, explica.

O espaço é baseado no projeto Sebrae On Lab, o laboratório de criação de soluções do Sebrae/PR que estimula a cultura de inovação, materializa ideias e projetos que promovam a melhoria de processos e a oferta de produtos e serviços aos clientes, colocando-os como atores no processo.

Uma das empreendedoras que já aplicou essas metodologias em seu negócio foi Vanessa Romankiv, que possui uma empresa de desenvolvimento de softwares. Ela participou do programa Sebrae Mulher de Negócios e aprendeu mais sobre design Sprint, que trata da gestão e execução ágil de projetos para a criação de novos produtos ou serviços. Segundo Vanessa os conhecimentos a ajudaram na evolução de seu negócio e hoje ela pensa em expandir a empresa.

“Eu já tinha trabalhado com as metodologias, mas, com o apoio do Sebrae, consegui dar um maior direcionamento. Aprendi a aplicar os conhecimentos no negócio, aprimorando processos e a gestão e isso me trouxe diversos benefícios. Além da questão profissional, as metodologias me ajudaram inclusive com a vida pessoal, na conciliação do trabalho com a maternidade”, relata.

Outros destaques

No espaço Arena do Conhecimento, serão realizadas 10 palestras com nomes de alcance nacional e internacional relacionadas a gestão, inovação e mercado. Entre alguns dos confirmados estão os CEOs do Rock in Rio, Luiz Justo; da Loggi, Arthur Debert; da Hi Technology, Marcus Figueiredo; e Sandra Costa, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Sabin.

Já o espaço Arena de Negócios receberá 12 palcos simultâneos com apresentações de pitches de consultores com temáticas relacionadas a inovação, tecnologias e modelos de negócios inovadores, como transformação digital, Internet das Coisas, inteligência Artificial, Blockchain, Energias Renováveis, Marketing Digital, entre outros. Além disso, mais de 90 empresas participantes dos programas do Sebrae também vão expor suas soluções ao público.

Summit Sebrae 2019

Data: 9 e 10 de outubro de 2019

Local: ExpoUnimed Curitiba (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido – Curitiba/PR)

Horário: das 13 horas às 19h30 (dia 9) e das 8 às 17 horas (dia 10)

Ingressos: www.summitsebrae.com.br

Internet das Coisas pode melhorar produtividade e rentabilidade no campo

A aplicação do conceito de Internet das Coisas (IoT) está chegando ao campo e pode melhorar a produtividade e rentabilidade dos produtores e agroindústria. O conceito se baseia na coleta de dados por meio de sensores e dispositivos eletrônicos conectados à internet. Com a coleta e o armazenamento em nuvem (Big Data), o acompanhamento das atividades é mais prático e simples; além de dados em tempo real, produtores e agroindústria têm acesso ao histórico da produção, aplicação de recursos, insumos, entre outras informações vitais para a tomada de decisões.

É com base nessa tecnologia que a consultoria SPRO IT Solutions desenvolveu o conceito Agrismart SPRO. A solução é voltada tanto para empresas e cooperativas, que precisam controlar seu processos, quanto para o produtor, que deve administrar a produção.

A ideia é coletar dados sobre processos industriais e alterações das condições físicas do ambiente de produção com a ajuda de sensores. Nas granjas, por exemplo, é possível acompanhar temperatura, consumo de ração e água, quantidade de CO2, entre outros fatores que influenciam diretamente a produtividade. Tanto o produtor quanto a indústria para a qual serão destinados os animais têm acesso às informações.

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Segundo o presidente-executivo da SPRO IT Solutions, Almir Meinerz, o sistema está em teste em 20 aviários no Paraná atualmente e é acessível em diversas regiões. “60% dos produtores têm internet em suas propriedades hoje ou sinais 3G, 4G. Se o acesso for difícil, temos uma tecnologia via satélite para o envio de dados”, explica.

Com isso, além de acompanhar a produção, é possível, através do cruzamento de dados, desenvolver sistemas de inteligência. Se o produtor perceber que, em determinada temperatura, o consumo de ração na granja cai, é possível acompanhar estes dados para garantir que não haja desperdício, por exemplo.

“Essas soluções inteligentes e personalizadas permitem maior controle das operações, análises e planejamento. O produtor passa a automatizar informações e mantê-las como base para acompanhar sua atividade. Sem isso, dados relacionados ao dia a dia da atividade ficam perdidos, anotados em pranchetas ou no caderno”, explica.

O conceito Agrismart SPRO pode auxiliar desde o plantio de grãos até as cadeias de aves, suínos e peixes. Na agricultura, por exemplo, o sistema auxilia no controle e histórico da atividade – informações de safras anteriores, clima, entre outras, trazendo ganhos em gestão, eficiência operacional e de produtividade, bem como redução de custos e diferenciais competitivos.

O conceito deve ser apresentado ao mercado em julho, com previsão de início de vendas em agosto.

Governo busca experiências internacionais em plano sobre Internet das Coisas

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações quer ouvir investidores e pesquisadores internacionais para colher sugestões para a elaboração do Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT), que deve ser lançado em setembro. A ideia é contar com a expertise de especialistas, pesquisadores, empresas e desenvolvedores brasileiros e estrangeiros para contribuir com o plano, que vai prever ações para desenvolver tecnologias de IoT no Brasil até 2022.

Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do ministério, José Gontijo, a ideia é ter a opinião de quem gostaria de investir no mercado brasileiro e evitar a construção de uma iniciativa que só exista no Brasil, sem interfaces com o que existe em outros países.

“A gente quer caminhar não só olhando para o Brasil, mas para o mundo. Não só para atender as nossas necessidades aqui, mas que as empresas e as instituições de pesquisa que estejam atuando nessa área aqui no Brasil possam também atuar prestando serviço em nível global. A gente quer garantir o livre acesso e a livre possibilidade para o desenvolvimento das tecnologias no país, garantindo, claro, a proteção das informações que vão ser tratadas”, explicou Gontijo.

Consultas públicas internacionais

No mês passado, o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, lançou a primeira das cinco consultas públicas internacionais sobre IoT, durante o Mobile World Congress, em Barcelona, na Espanha. O tema da primeira consulta é o panorama das iniciativas já desenvolvidas no Brasil. As demais vão tratar sobre as aspirações para o Brasil, os setores econômicos que podem ser beneficiados com o plano, os temas que merecem a atenção do governo na implementação do plano e as propostas para as políticas públicas.

A previsão é que o plano fique pronto em setembro, depois da conclusão de um estudo contratado pelo governo em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que irá propor ações concretas para o setor. “Em setembro já vamos ter as ações específicas para serem implementadas em curto, médio e longo prazo. O plano vai ter ações concretas, vai apontar exatamente o que teremos que fazer”, disse o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital.

Segundo Gontijo, o plano vai prever áreas em que o governo vai regular mais e outras em que é preciso desregular. “Há nichos de mercado em que não há necessidade de o governo atuar, mas outros estão diretamente ligados à prestação de serviços públicos, como a parte de transporte, mobilidade urbana”, falou.

Uma consulta pública realizada este ano no Brasil para colher sugestões para o plano já recebeu 2,3 mil contribuições. Outras duas consultas devem ser realizadas em abril e outra mais perto de setembro, quando está prevista a entrega do documento final.

“Internet of Things”

A Internet das Coisas (em inglês, Internet of Things – IoT) designa a rede de objetos que se comunicam e interagem de forma autônoma, via internet. As aplicações são diversas e incluem desde o monitoramento de saúde, o controle de automação industrial, até o uso de dispositivos pessoais conectados. Com a IoT é possível, por exemplo, monitorar e gerenciar operações a centenas de quilômetros de distância, rastrear bens ou detectar mudanças na pressão sanguínea de um diabético.

“Queremos que as pessoas tenham a maior quantidade de informações sobre a tecnologia, para que elas possam usar. O uso da IoT vai aumentar a produtividade, a qualidade de vida e economizar tempo. Vai potencializar várias coisas, que vão ajudar muito o nosso país”, disse Gontijo.

Estima-se que já existam mais de 15 bilhões de dispositivos conectados à IoT em todo o mundo, incluindo smartphones e computadores. A previsão é que, em 2025, seja atingida a marca de 35 bilhões de dispositivos.