Argentino procurado pela Interpol é preso no Paraná

Um argentino, de 41 anos, procurado pela Interpol (International Criminal Police Organization), foi preso nesta segunda-feira (26), em Tibagi, na região dos Campos Gerais do Paraná. O foragido internacional é suspeito de um crime de abuso sexual contra um menor de idade, ocorrido na Argentina.

De acordo com a Polícia Civil, a investigação de paradeiro e identificação do homem acontecia há cerca de dois meses, pelo trabalho de inteligência da polícia paranaense.

O suspeito é natural de Mendoza e tinha o nome incluído no banco de dados da Interpol como foragido da Justiça argentina. Ele estava na casa de um amigo e veio para o Brasil com visto.

Conforme a Polícia, o argentino disse que tinha conhecimento da acusação, mas não sabia do mandado de prisão.

Ele foi encaminhado para Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde aguarda o processo de extradição.

Homem procurado pela Interpol é preso em Curitiba por distribuir imagens pornográficas de menores

Um homem foi preso em flagrante por armazenar e distribuir imagens pornográficas de crianças e adolescentes no Paraná.

A prisão foi nesta quarta-feira (5), no bairro Santa Felicidade, em Curitiba.

A Polícia Federal recebeu informações da Interpol de que esse homem estava distribuindo materiais pornográficos de menores de idade. Ele divulgava todas as fotos na internet.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão na residência do suspeito.

A PF apreendeu um computador com fotos pornográficas, uma pistola e também uma estufa para cultivo de maconha.

(Divulgação: PF/PR)

Na lista da Interpol, ‘Viúva Negra’ é presa após ficar foragida por 22 anos

Com CBN Curitiba

A mulher que passou mais tempo foragida no País, foi presa na quinta-feira (5), em Ponta Grossa. Lúcia de Fátima Dutra Weisz, conhecida como ‘Viúva Negra’ estava foragida da Justiça há quase 22 anos.

A prisão foi feita durante uma operação conjunta entre as Polícias Civis do Paraná e de São Paulo, realizada após três meses de investigação sobre o paradeiro da mulher de 61 anos, acusada de mandar assassinar o marido em março de 1995, com a ajuda da empregada doméstica.

Em dezembro de 1995, a “Viúva Negra” foi resgatada da Cadeia Pública de Sumaré, em São Paulo, e estava foragida desde então. Em 22 de abril de 2010, ela foi condenada a 14 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado.

Lúcia morava em uma casa própria em Ponta Grossa e estava na cidade há cerca de um ano. Ela não trabalhava e se mantinha com uma pensão que conseguiu por decisão judicial.

A acusada inclusive constava na lista da Interpol, pois o marido tinha dupla nacionalidade, e é considerada a mulher que ficou mais tempo foragida da justiça no Brasil. Lucia já foi encaminhada para Campinas, em São Paulo, onde vai cumprir a pena.

A prisão ocorreu no Bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. Em 12 de março de 1995, na cidade de Americana – SP, Lúcia, então com 39 anos, mandou assassinar seu marido, o diretor de banco Gavril Weisz. Para isso, contou com a ajuda de sua empregada doméstica à época, Valdelaine Pereira.

 

Procurado pela PF e Interpol por fraudes no INSS é preso no PR

Um homem procurado pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e pela Polícia Federal (PF) foi preso na cidade de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba, na noite de quinta-feira (18). Ele é suspeito de chefiar uma quadrilha acusada de uma fraude milionária do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e foi encontrado por policiais do Tático Integrado de Grupo de Repressão Especial (Tigre), unidade de elite da Polícia Civil do Paraná, numa casa no fundo de uma madeireira.

Vanderlei Agopian e o irmão Marcos Agopian mantinham um escritório próximo a uma agência do INSS em Carapicuíba, na Região Metropolitana de São Paulo (SP), e abordavam pessoas prometendo agilizar o processo e garantindo a liberação do benefício. Segundo as investigações, os irmãos concediam irregularmente auxílios-doença para pessoas que estavam bem de saúde, em troca de propina para funcionários. Em 2013, eles foram alvo de uma operação da PF que desmontou o esquema e denunciados pelos crimes de quadrilha, estelionato majorado, falsidade e corrupção ativa e passiva.

Vanderlei estava foragido da Justiça e era procurado no Brasil e fora do país. Os policiais do Tigre chegaram até ele depois de receber informações sobre o possível paradeiro do suspeito. Vanderlei estava numa pequena casa no fundo de uma madeireira onde, segundo informações colhidas no local, ele trabalhava.

“Dentro da estrutura do Tigre mantemos um setor de inteligência que, neste caso, recebeu informações sobre o paradeiro do suspeito. Consultamos no sistema e vimos que havia mandados de prisão em aberto, que ele era procurado pela Interpol. Fizemos diligências de campo, e ao final, logramos êxito em localizá-lo e cumprir o mandado de prisão”, explicou delegado titular do Tigre, Luiz Fernando Viana Artigas. “Vamos comunicar a prisão do Vanderlei Agopian para a Policia Federal”, completou.

No momento da abordagem, Vanderlei apresentou uma carteira de identidade falsa do Estado de São Paulo com o nome de Edimilson Conceição dos Santos. Por conta disso, ele foi preso em flagrante por porte de documento falso. Os policiais ainda apreenderam um cartão de banco – indicando que Vanderlei pode ter aberto uma conta bancária com o nome falso.

Segundo a Polícia Civil, ele deverá ser investigado pois pode ter aplicado novos golpes no Estado do Paraná, uma vez que ele conseguiu abrir uma conta bancária com documento falso.

Paraná é o segundo estado brasileiro com mais procurados pela Interpol

Com informações da BandNews Curitiba

O Paraná tem 19 pessoas na lista de procurados da Polícia Internacional, a Interpol. No Brasil, fica atrás apenas doe São Paulo, com 21 pessoas procuradas. Os motivos mais comuns das ordens de prisão são tráfico e contrabando.

Quando um suspeito, criminoso ou condenado foge do País, o escritório central da Interpol do país de origem do foragido é acionado pelos órgãos de segurança. Os dados do fugitivo são incluídos na listagem de foragidos que fica disponível a todos os países membros da Interpol. Se o foragido é localizado em algum desses países, o escritório do país de origem do criminoso faz o pedido da prisão preventiva. Se aceito, mais informações são repassadas ao país da prisão e também é solicitada a extradição do criminoso. Se a extradição for concedida, a Interpol entrega o procurado para a polícia local ou cuida ela mesma da operação de transporte e entrega do fugitivo para a Polícia Federal.

Um exemplo aconteceu no Paraná, em junho do ano passado. Ibar Steban, um dos traficantes mais procurados pela Interpol e pelas polícias do Paraguai, da Argentina e dos Estados Unidos, foi preso em um apartamento em Foz do Iguaçu. Ele era o braço diretor do criminoso mexicano conhecido popularmente como “El Chapo”. Após a prisão, que ocorreu em uma operação em conjunto com a Polícia Civil de Foz do Iguaçu, o criminoso foi extraditado para o Paraguai. Em todo o País 160 brasileiros integram a lista pública da Interpol.

Eike Batista entra na lista da Interpol

O nome do empresário Eike Batista, alvo da Operação Eficiência, deflagrada nesta quinta-feira (26) no Rio de Janeiro, foi incluído na lista de procurados da Interpol, a polícia internacional. Após de não localizar o empresário pela manhã, a Polícia Federal (PF) solicitou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal no Rio e que autorizou o mandado de prisão do empresário, que formalizasse o pedido de inclusão do nome de Eike na lista, o que ocorreu no decorrer do dia. Com isso, o empresário pode ser preso no exterior, ser extraditado e passou a ser considerado foragido internacional.

A solicitação da PF foi feita mesmo após o advogado de Eike, Fernando Martins, ter dito que o empresário pretende se entregar o mais breve possível à Justiça. O advogado afirmou que o empresário está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participa de reuniões de negócio.

O nome de Eike foi incluído na chamada difusão vermelha da Interpol, que elenca criminosos que cometeram pedofilia, lavagem de dinheiro e terrorismo.

As investigações apontam que Eike Batista e o executivo Flávio Godinho, seu braço direito no grupo EBX e vice-presidente do Flamengo, são acusados de terem pago US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo, usando uma conta fora do país. Eike Batista, Godinho e Cabral também são suspeitos de terem obstruído as investigações.

O delegado federal Tacio Muzzi, um dos coordenadores da Operação Eficiência, disse, em entrevista à imprensa, que ainda não é possível informar se Eike foi para os Estados Unidos com intenção de fugir. “Estamos tendo cuidado para ver se há espontaneidade de ele se apresentar à Justiça.” A Polícia Federal tenta confirmar o embarque de Eike para Nova York, na última terça-feira (24), com um passaporte alemão, quando a Justiça já tinha emitido o mandado de prisão dele, datado de 13 de janeiro.

A Polícia Federal no Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira o doleiro Álvaro Novis, o operador Sérgio de Castro Oliveira, o advogado Thiago Aragão e o executivo Flávio Godinho. Os quatro fazem parte da organização criminosa liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral, conforme as investigações da Operação Eficiência, que faz parte da Operação Lava Jato. A nova operação apura um esquema usado para ocultar mais de R$ 340 milhões enviados ao exterior. Cabral foi preso em operação anterior, a Calicute, e está detido no Complexo de Gericinó, no Rio.

Pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de recursos, os procuradores do Ministério Público Federal (MPF) pediram à Justiça a prisão de dez pessoas, tendo sido nove autorizadas, incluindo a de outro ex-assessor de Cabral, Francisco Assis Neto, e do empresário Eike Batista, ambos fora do país. Os demais pedidos de prisão foram contra o próprio governador, o ex-assessor Carlos Miranda, além do ex-secretário estadual de governo Wilson Carlos, que também já estão detidos acusados de serem beneficiados e de comandar o esquema.

“Oceano ainda não mapeado”

Em entrevista à imprensa sobre a Operação Eficiência, o procurador da República Leonardo Freitas, que participa da força-tarefa, disse que os valores movimentos pelo ex-governador Sérgio Cabral em contas ilegais no exterior podem chegar a US$ 100 milhões (cerca de R$ 340 milhões). Segundo ele, esses valores ainda não podem ser precisados.

“O patrimônio dos membros da organização criminosa chefiada por Sérgio Cabral é um oceano ainda não totalmente mapeado”, disse o procurador, na entrevista, na sede da Polícia Federal no Rio.

A operação teve como base depoimentos dos delatores Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, que são irmãos e atuavam no mercado financeiro. Eles decidiram colaborar espontaneamente com a força-tarefa e estão envolvidos na remessa de US$ 100 milhões do ex-governador para paraísos fiscais e dos US$ 16,5 milhões pagos por Eike Batista em propina. De acordo com as investigações, os irmãos utilizaram pelo menos nove contas no exterior para dividir o dinheiro enviado por Cabral. Uma delas, em nome do ex-governador, tinha o nome de Eficiência, que acabou batizando a operação.

No mandado de prisão, o juiz Marcelo Bretas relata que parte dos US$ 100 milhões remetidos para outros países por ordem de Sérgio Cabral estão “depositados em conta judicial, que foram repatriados por força das colaborações premiadas judicialmente homologadas”. O valor repatriado chega a R$ 270 milhões que estavam em contas dos irmãos Chebar em paraísos fiscais. O valor foi bloqueado pela Justiça Federal e está depositado na Caixa Econômica Federal.

Além de lavar dinheiro e enviar quantias ilegalmente para fora, uma parte do dinheiro era usada no pagamento de despesas pessoais da ex-esposa de Cabral, Susana Neves, e de seu irmão mais novo, Maurício Cabral. Mãe de três filhos do ex-governador, ela recebia montantes entre R$ 40 mil e R$ 50 mil e, segundo seu advogado, Sérgio Riera, nunca desconfiou das quantias. “Ela não sabia a origem desse dinheiro, para ela, eram lícitos”, disse, criticando o mandado de condução coercitiva.

De acordo com o procurador da República Eduardo El Hage, na casa de Maurício Cabral, que não foi localizado pela reportagem, foram encontrados R$ 30 mil reais “milhares de dólares e mais mil euros em espécie, o que comprova nossas suspeitas iniciais de que ele recebia dinheiro em espécie dos operadores”.

Casos de corrupção

O juiz Marcelo Bretas enfatizou que os casos de corrupção não podem ser tratados como crimes menores, pois a gravidade de ilícitos não deve ser medida apenas sob o enfoque da violência física imediata. “Os casos que envolvem corrupção, de igual forma, têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas. Basta considerar que os recursos públicos desviados deixam de ser utilizados em serviços públicos essenciais, como saúde e segurança pública.”

O magistrado cita a situação do governo do Rio de Janeiro que levou o atual governador, Luiz Fernando Pezão, a decretar estado de calamidade pública devido à crise financeira. Marcelo Bretas diz que com a corrosão dos orçamentos públicos, depreciados pelo “custo corrupção”, toda a sociedade vem a ser chamada a cobrir seguidos rombos orçamentários. “E esta situação não se dá apenas neste estado, mas em praticamente todos os estados da Federação. A própria União chegou a revelar que o resultado orçamentário do ano de 2016 apontava um prejuízo de mais de R$ 170 bilhões.”

Operação Eficiência

A Polícia Federal informou que foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dois mandados de condução coercitiva na Operação Eficiência, todos expedidos pelo juiz Bretas. Também foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em que foram recolhidos 18 carros, obras de arte, relógios, joias e aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro. Na residência de um dos investigados, foi apreendido um carro esportivo Lamborghini.