Já se passaram 17 dias, e suas metas financeiras, como estão?

In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série: pare, olhe, invista!

 Do escritor do instituto PMIF Hildebrando Matheus…

Mais uma da série, que vem causando impacto na sociedade, e que, veio da troca de conversas com o profissional na área financeira, Hildebrando Matheus e seus convidados… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir.

Vamos aos diálogos da semana:

 Novo Ano, Novas Metas Financeiras!

Por Hildebrando Matheus e Bruno Hautequest*

Geralmente neste momento de início de ano muitas pessoas costumam traçar metas para que nos próximos 347 dias do novo ano possam colocar em prática como forma de ter uma vida nova cheia de objetivos a serem alcançados. É como se desligassem o interruptor e ligassem novamente na emoção da contagem dos famosos 10 segundos. As novas e mais famosas metas podem incluir desde regimes alimentares, passando por viagens, novo emprego e até casamento. Porém algo importante que muitas pessoas esquecem é que tudo isso custa dinheiro. E se você meu caro leitor gastar tudo no final de ano, a contagem dos dias para chegar às contas gigantes de início de ano serão mais rápidas do que os tão aguardados 10 segundos. 

Agora vamos imaginar o seguinte cenário, e para te ajudar com isso contarei a seguinte história:

Existia uma família bem humilde em um bairro da região metropolitana de Curitiba, a família era constituída de uma mãe (Maria) solteira e um filho de 14 anos (Rafael), que estava cursando o primeiro ano do ensino médio. Rafael era bolsista em uma escola particular. Ele era o mais pobre entre os amigos, o que faziam disso um motivo para zombarem dele, era difícil para Rafael fazer amizades, ele não era bom em esportes, mas hoje em dia, isso já não importa tanto, se o adolescente em si, é bom nos jogos digitais. 

Maria era diarista, ganhava o suficiente pra sustentar ela e o filho, mas apenas isso, não sobrava dinheiro para viagens, presentes e roupas de marca. Rafael era um menino inteligente, e muito esforçado, e em seu tempo livre ficava assistindo vídeos de jogos online, ou como chamam os adolescentes “Gameplays”, ele não tinha dinheiro para ter o videogame e os jogos tão aclamados pelo mercado atual. Maria sempre quisera comprar um videogame para dar de presente ao seu filho, mas o pouco conhecimento sobre como economizar agregado com a falta de dinheiro, nunca permitiu com que a mãe fizesse este agrado.

Em um certo dia, um palestrante financeiro foi à escola, e ensinou aos alunos do ensino médio como eles poderiam começar a economizar dinheiro de uma forma bem simples e fácil. 

Logo após a palestra, Rafael ficou impressionado como tão pouco, poderia resultar em uma quantia que para ele, seria inimaginável. No próximo dia, ao acordar, já se preparou para escola e começou sua jornada, ele ficara um ano letivo inteiro seguindo os conselhos de tal palestrante. 

Chega final do ano, todos começam a se presentear, e nesse ano, quando tinha tudo para ser um ano comum, com presentes simples, Rafael foi capaz de comprar um presente para ele mesmo, o aclamado videogame que esperara por tanto tempo. Quando sua mãe viu o que ele tinha feito, seu coração se enchera de alegria, foi de extrema gratidão olhar a alegria de seu filho com seu mais novo presente. 

A noite de natal passou e a curiosidade da mãe despertou, lá foi Maria, toda ansiosa, perguntar como que Rafael conseguira comprar tal regalo, ele então contou a mãe tudo o que  palestrante havia dito naquele dia de aula, e não demorou muito até sua mãe, Maria, resolver anotar todas as despesas de casa e começar a criar um plano financeiro, onde todas as entradas e saídas estariam na ponta do lápis. 

Rafael passa as férias todas jogando e se divertindo com seu videogame, quando as aulas voltam, ele finalmente começou a ser reconhecido, pois agora ele tinha algo em comum com os demais estudantes, ele era bom no que fazia, não mais era zombado, mas sim, idolatrado pelo seu conhecimento e habilidade. O que acharam da história? Gostaram? Conseguiram imaginar alguém que já vivenciou algo similar a ela?

Na realidade, o que o palestrante ensinou a Rafael é que não são somente os ricos que podem investir, até porque eles hoje são ricos pelo fato que um dia investiram. E não precisamos ter um enorme valor para começarmos a investir, como já mencionamos aqui em outros artigos. A primeira coisa que você precisa começar a fazer é ter um sonho! O próximo passo é saber exatamente onde você está hoje em relação a sua saúde financeira, ou seja: O quanto você recebe, o quanto gasta, no que gasta e no que você recebe, onde pode economizar, e quais as oportunidades de investimento estão disponíveis a você com base no seu perfil de investidor – como já falamos disso em um artigo anterior que você pode conferir aqui no portal.

O terceiro passo é traçar uma meta, levando em consideração o que você tem e qual é o seu sonho. Reveja alguns conceitos: Trate das coisas mais importantes. Se você gosta de seu trabalho atual e está satisfeito com o mesmo, é provável que deseje continuar onde está. Caso não ganhe dinheiro suficiente com essa atividade a qual está satisfeito, é recomendável avaliar uma possível fonte extra de renda. No entanto, se o seu trabalho o deixa infeliz, e pior ainda, o mantém na armadilha da pobreza, então será necessário priorizar a busca por uma nova recolocação. 

Lembre-se: Se você começar a perder o sono ou a parar de gostar do que faz, tenha uma conversa séria consigo(a) mesmo(a)! Planos são como peixes, devem ser preparados com todo o cuidado. Depois de colocá-los em uma panela, não mexa mais, do caso contrário, irão se despedaçar. Não fique mudando de ideia o tempo todo, senão, não conseguirá muitas coisas. 

Comprometa-se com suas metas e encare os obstáculos como etapas para atingir o objetivo final. Depois de você pular, não volte atrás. Uma vez que tenha estabelecido seu plano, seu objetivo, sua estratégia, suas metas, suas ambições e o ponto aonde quer chegar, continue até o fim! Não deixe que esse ano seja igual a outros, porque daqui a um ano, você desejará ter começado hoje!

E vamos as nossas novas metas, além do horizonte:

Abraços a todos!

Um ótimo sábado, Deus abençoe,

Janaina Chiaradia

*Bruno Hautequest – Estudante de Comércio Exterior e Gestão Financeira.

O que o Desejo e o Querer podem te ensinar rumo a sua liberdade financeira?

In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série: pare, olhe, invista!

 

Por Hildebrando Matheus…

 

Mais uma da série, que vem causando impacto na sociedade, em que o profissional na área financeira, Hildebrando Matheus, comenta a respeito de algo muito tendencioso para o atual momento do ano… Vamos aos diálogos da semana:

 

O que o Desejo e o Querer podem te ensinar rumo a sua liberdade financeira?

 

Você sabe a diferença entre Desejar e Querer? No artigo de hoje vamos abordar esse tema tão importante e interessante em nossas vidas, principalmente na questão financeira.

 

Vamos supor que, em um dia comum, você esteja passeando com seu cônjuge em um parque e passe por você aquela atriz famosa ou aquele artista que você adora. O que acontece? Se você for como a grande maioria das pessoas, irá deseja-la ou deseja-lo no mesmo instante.

Agora, imagine que surpreendentemente, naquele dia, o artista ou a atriz retribua seus olhares de desejo. O que você faz? Arrisca a relação com seu cônjuge em nome desse desejo? Muitos dirão que não, pois consideram que as consequências de transformar esse desejo em realidade seriam muito complicadas. Aí está a diferença entre DESEJAR e QUERER.

Em suma, as pessoas não controlam seus desejos, porque eles podem nascer nas estruturas infracorticais do cérebro. Entretanto, quando se processa racionalmente essa emoção, pesando a decisão em termos de perdas e ganhos, pode-se escolher não satisfazer o desejo. Agora imagine: quantas vezes, ao passar pelo shopping, supermercado, lojas do calçadão, você não vê uma bela roupa, um aparelho eletrônico de última geração e satisfaz o desejo de possuí-lo sem pensar nas consequências desse ato para sua saúde financeira?

Desejar objetos de consumo é extremamente comum – e desejar faz bem. Pense que, se não fossem nossos desejos não teríamos evoluído tanto como espécie. O progresso é produto do desejo, e não de nossas necessidades, a grande questão é o que você leitor faz com esse desejo. 

A melhor maneira de fazer naufragar seu sonho de se tornar independente financeiramente é sair gastando tudo que recebe. É preciso conter o desejo de gastar se você quer realmente transformar suas economias em algo maior. Pare de pensar em carros novos, roupas sofisticadas e viagens de férias dispendiosas. Por um tempo será necessário viver com a mente de economizar e guardar em prol de um futuro muito mais rico, além é claro de ter aquela reserva de emergência que já abordamos em outro artigo. 

A prosperidade é como uma corrida, um prêmio a ser conquistado na linha de chegada. Todos nós queremos conquistar essa vitória. Algumas pessoas não conseguem nem chegar ao ponto de partida porque estão carregadas de convicções negativas que as impedem de dar o primeiro passo. Outras, tomadas pela preguiça, abandonam a pista logo no começo. Muitas não alcançam um bom desempenho por se sentirem desanimadas com o trabalho duro exigido. E há ainda outras tantas que tropeçam no mesmo estágio em que você pode estar porque caem em tentação e gastam todo o dinheiro como se não houvesse amanhã. O amanhã não só existe como chega mais rápido do que podemos imaginar. 

A grande verdade é que as pessoas ricas sabem controlar a vontade de gastar – e é por isso que são bem-sucedidas. Quando é necessário apertar o cinto, elas fazem isso. Você amigo leitor também deve aprender a apertar o cinto. Na verdade o ideal é nunca afrouxá-lo. Não compre por impulso. Se você encontrar algo que deseja comprar, espere uma semana. Ainda acha que é realmente necessário comprar aquilo? É provável que a vontade passe. Aumente a chance de controlar seus desejos usando o tempo e a distancia a seu favor. 

Para ilustrar bem o fato de onde o desejo pode levar uma pessoa, compartilho um caso real:

Preocupada com suas dívidas, uma senhora procurou um consultor financeiro para começar a organizar e planejar suas finanças. Seu saldo devedor estava em torno de R$100 mil e seu principal gasto era com roupas que reconhecia não usar. Quando perguntada do motivo pelo qual comprava tanto, não sabia responder. Quando refletiu sobre o assunto, ela deu conta de que a única razão que a fazia voltar sempre às lojas era as pessoas parecerem gostar dela. Ela comprava compulsivamente para sentir-se bem tratada e para ver suas “amigas”, as vendedoras das lojas.

Antes de gastar, pergunte se o item que você deseja consumir vale a quantidade de vida que você precisa despender para compra-lo. Faça um cálculo bem simples: Pegue seu salário e divida o que ganha cada mês por horas de trabalho. Depois calcule quanto o certo objeto de desejo custa em termos de horas. Em seguida, analise se está disposto a trabalhar a quantia de horas que a satisfação de desejo exigirá de você. 

Aprenda a cultivar prazeres de baixo custo e que não se esgotam materialmente, como a arte, a música e a leitura. Procure ensinar seus filhos a gostarem de coisas que podem ser feitas sem despender muito dinheiro. Muitos pais chegam ao final de semana tão cansados que o único lazer que conseguem ter com os filhos é ir a um shopping center. Assim, esses mesmos jovens aprendem que um passeio no shopping é sinônimo de diversão. O que acham de programar um lanche no parque ou brincar com um jogo que gostem? Ou ainda, chamar os filhos para aprender a cozinhar aquela comida que tanto gostam como fazer uma boa pizza ou assar um bolo? Tente fazer esse teste e veja se eles ficam tão ou mais contentes com as fotos que podem tirar durante esses preparos do que em um dia no shopping gastando. Mas atenção: comece logo, pois uma vez que estiverem viciados em consumo, será difícil alterar esse comportamento. É seu dever quebrar o ciclo!

 

Onde há determinação, o caminho pode ser encontrado.

Muito o que pensar e analisar com todo esse contexto!!! Fácil… extremamente fácil…

Abraços a todos!!!

Deus abençoe!!!

Janaina Chiaradia

Renda variável: o temido mercado de ações?

In loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série “Pare, olhe, invista!”, dos escritores do instituto PMIF Hildebrando Matheus e André César…

Eis mais uma série que vem causando impacto na sociedade, oriunda da troca de conversas com o advogado André César e do profissional na área financeira, Hildebrando Matheus… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir.

Vamos a mais uma, da série:

Renda variável: o temido mercado de ações?

Já imaginou sendo sócio daquela empresa de alimentos que prepara seu iogurte favorito ou daquela marca de roupas que você adora ou ainda da empresa de tecnologia que você curte? Sim, você pode ser sócio dessas e outras gigantes do entretenimento, moda e de outros segmentos! Se antes já falamos sobre renda fixa, neste artigo vamos falar da modalidade de investimentos chamada renda variável. Estão prontos? Vamos lá!

Em tese podemos definir renda variável como tipo de investimento no qual a lucratividade não é contratada e depende de cotação nos mercados organizados. Quer dizer que a lucratividade pode variar a todo segundo em que o mercado está aberto para compras e vendas.

Segundo alguns historiadores, as bolsas de valores nasceram em Roma. Para outros, sua origem está na Grécia Antiga, onde comerciantes se reuniam nas maiores praças públicas para tratar de negócios. A primeira Bolsa com as características atuais, porém, surgiu na cidade belga de Bruges, na casa de um senhor chamado Van Der Burse. Em uma bolsa, são realizadas transações de compra e venda de ações/quotas em mercado livre e aberto, organizado e fiscalizado pelas próprias corretoras e autoridades monetárias, como a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). No Brasil, a única Bolsa de Valores é a [B]³ e a sua sede fica em São Paulo/SP.

Você, leitor, deve estar se perguntando: Como posso me tornar sócio de uma empresa comprando uma ou mais de suas ações/quotas? Posso ir até a porta da Bolsa de Valores e falar que tenho dinheiro e quero investir? É importante saber que atualmente não se negociam mais ações de forma presencial, e sim por meio de um instrumento eletrônico de negociações. E, nesse meio eletrônico, somente as corretoras devidamente cadastradas e registradas podem atuar. Algo interessante de saber é que aquela cena que até um tempo atrás víamos nos jornais com gritaria e papéis sendo jogados para o alto nos pregões da bolsa já não existem mais. Agora é mais calmo e tranquilo, mas nem tanto…

Então, o primeiro passo antes de começar a investir em ações é abrir uma conta em uma corretora. No artigo que você pode conferir aqui no PMIF, chamado “O que preciso saber antes de começar a investir”, você encontra detalhes que devem ser analisados na hora de escolher uma corretora para seus investimentos.

A primeira coisa que se deve saber é que uma ação/quota é um pedacinho de uma empresa. Ao comprar uma ação/quota você se torna sócio de uma empresa. No site da [B]³ você encontra uma lista de empresas que possuem capital aberto. As ações possuem dois tipos de classificação:

  • Ordinárias (ON): concedem para aqueles que as possuem direito a voz e voto nas assembleias deliberativas da companhia;
  • Preferenciais (PN): oferecem como o nome diz preferência na distribuição de resultados (dividendos), fixo ou mínimo, prioridade no reembolso do capital, com prêmio ou sem ele. Quem detém ações preferenciais em geral não possuem direito a voto.

Parece complicado? Na verdade, não é! Os maiores motivos para comprar ações/quotas é que você pode vender por um preço maior do que adquiriu e também participar dos lucros das empresas que distribuem aos seus acionistas pelo menos 25% desse valor líquido. São os famosos dividendos. Interessante, não?

Um grande exemplo são as ações da Magazine Luiza que, desde que abriu capital na bolsa em 2011, teve uma valorização de mais de 1000% em suas ações. A empresa tem valor de mercado de R$36 bilhões. Quando começou na bolsa suas ações eram vendidas a R$16,00 e em abril de 2019 chegaram a valer R$191,26!

Alguns fatores devem ser considerados na hora de escolher qual empresa você deseja se tornar sócio. Lembre-se que sociedade envolve o fator primordial da transparência, certo? Você não gostaria de descobrir futuramente que seu sócio rouba dinheiro do caixa ou esconde informações privilegiadas na hora da tomada de decisão sobre o futuro da empresa. Escolha empresas que respeitem os acionistas. As empresas devem ser transparente ao dar informações aos maiores e menores acionistas, assim como devem ter um bom site com informações atualizadas. Dica: mande um e-mail para o setor de relacionamento com o investidor; se não obtiver resposta, significa que a empresa não respeita o investidor tanto como deve ser.

Escolha empresas que participem do Ibovespa e outros grandes índices negociados na bolsa. Esse tipo de perfil de empresa tende a ter muitos negócios e os preços de suas ações estão sempre mais próximos de valores justos. É bem verdade que, com essa conduta, a possibilidade de multiplicar seus rendimentos em 2x, 3x, 4x ou mais é difícil, pois os grandes índices, como o Ibovespa, são indicadores do desempenho médio das cotações dos ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado de ações brasileiro. Quer dizer: dentro deles já estão as grandes empresas. E há uma grande dificuldade das grandes empresas se multiplicarem em várias vezes. Do contrário, com pequenas empresas essa possibilidade aumenta muito, como ocorreu com o Magazine Luiza, por exemplo.

Diversifique seus investimentos em ações: É comum que alguns setores da economia estão sempre melhores que outros, mas nunca se sabe quando isso pode mudar quando se trata de fatores econômicos externo ou interno. Então, tente diversificar para que no caso de uma queda você não sofra com uma grande desvalorização. É a regra de nunca colocar todos os ovos em uma única cesta.

Procure empresas sólidas e que você admire!

Depois de escolher bem a empresa que deseja investir, você deve abrir a conta em uma corretora devidamente cadastrada na bolsa, transferir o dinheiro que deseja investir para a conta da corretora e acessar o homebroker. Oh, senhor, que termo é esse? Não se assuste! Homebroker é o sistema pela internet pelo qual o investidor tem acesso ao livro de oferta de ações, com o preço de compra e venda dos papéis. É como se seu corretor de ações (broker) estivesse na sua casa (home).

Como na vida a única certeza que temos é da morte e dos tributos (risos), nas negociações de ações também temos que recolher tributos da seguinte maneira: Enquanto o investidor não vende as ações, o IR não é devido. A alíquota do IR é de 15% sobre o lucro das operações. Em operações de compra e venda no mesmo dia, “day trade”, a alíquota sobe para 20%. Para negociações abaixo de R$20 mil por mês existe isenção tributária. Porém, caso a venda supere R$ 20 mil, o lucro deve ser calculado sobre o valor total. Existe também a compensação de perda no momento de gerar o valor de pagamento do tributo. Esteja sempre atento aos detalhes sobre o IR nas negociações acima de R$20 mil por mês. Na dúvida, sempre contate sua corretora.

Ao começar investir em ações esteja com seus objetivos definidos em sua mente. Pense no quanto gostaria de ganhar nesta modalidade de investimento e para quê. Não invista na bolsa o dinheiro do seu fundo de emergência. Desse modo você evita ter que vender suas ações quando estiverem na baixa. Quando receber os dividendos, reinvista o dinheiro comprando novas ações. Porém, você pode resgatar seus dividendos e vender as ações caso veja que seus objetivos já foram alcançados.

Sempre se mantenha informado sobre a empresa e o segmento em que ela esteja atuando para que possa tomar as melhores decisões no momento de comprar e vender. Lembre-se de diversificar sua carteira de investimentos, além de comprar e vender sempre lentamente suas ações. Com isso, seu risco despenca com essas medidas.

Caso você ainda sinta medo de investir na bolsa de valores, você pode procurar por simuladores gratuitos de investimentos em ações e saber como seria se tivesse investido aquele valor na vida real. Geralmente os simuladores oferecem um valor para a composição de sua carteira de ações com a oscilação real da bolsa. Quer dizer: é como se fosse de verdade. Utilizando esses simuladores você consegue afastar os medos do primeiro passo na bolsa de valores.

Saiba que a principal característica da bolsa de valores é a oscilação de preço. Mas, mesmo com essa volatilidade, ainda é considerado um excelente investimento com retorno acima do esperado para aplicação a longo prazo (mais de 10 anos). É um investimento que requer paciência. Caso aconteça uma queda brusca de ações em um determinado período, não se desespere e venda suas ações. Caso assim o faça, certamente perderá dinheiro. Se você perde o sono pensando em seus investimentos, algo está errado. Investir é uma forma de melhorar sua qualidade de vida. Caso alguma aplicação não esteja bem, pare tudo e comece do zero. O dinheiro não gosta de quem não tem tempo para ele, mas a vida também não gosta de quem só tem tempo para o dinheiro. Pense nisso!

O leitor poderia, novamente, perguntar: Ok. Entendi. Mas expliquem um pouco mais: que tipos de investimento eu posso fazer em renda variável? Sei que na renda fixa existem diversos tipos de investimentos, como LCI/LCA, CRI/CRA, dentre outros. E a renda variável? Pois bem, existem as ações/quotas, como já mencionado acima, mas existem também os COEs (Certificado de Operações Estruturadas).

O COE foi recentemente lançado e é o menos conhecido. Esse investimento é uma “gaveta”         dentro do qual são encontrados outros ativos/investimentos. Quer um exemplo? Um COE pode ser composto por uma parte de renda fixa pós-fixada (um percentual da Selic) e a outra parte por renda variável (ações na bolsa de valores). Sua rentabilidade vem do misto desses dois produtos! Por isso, o COE é um investimento híbrido (mistura de renda fixa com renda variável).

E também poderíamos ser questionados: e vocês não vão falar sobre fundos? A resposta é: acalmem-se, pequenos gafanhotos. Vamos falar sobre os fundos de investimento em um artigo próprio e específico. Precisamos explicar exatamente o que é um fundo. Por ora, fiquem com essas informações.

Em resumo, os benefícios da renda variável são: 1) Maior rentabilidade em relação aos títulos de renda fixa; 2) Participação nas empresas; 3) Possibilidade de variar os investimentos. Por outro lado, as desvantagens são: 1) Alta oscilação; 2) Taxas cobradas; 4) Exigência de conhecimento no que se está fazendo/comprando/vendendo; 4) O risco.

Para encerrar gostaria de compartilhar uma história para que possamos refletir em nossos investimentos:

Conta-se que numa vila do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota do povoado. Era um pobre coitado de pouca inteligência que vivia de pequenos biscastes e esmolas.

Diariamente aquelas pessoas chamavam o tolo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas – uma grande de 400 réis e outra menor, de 2 mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de riso para todos.

Certo dia um dos membros do grupo o chamou e perguntou se ele ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. “Eu sei”, respondeu. “Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em que eu escolher a outra a brincadeira acabará e não vou mais ganhar minhas moedas.”

Dessa pequena narrativa podem-se tirar várias conclusões. Não há nada de errado em se passar por tolo se, na verdade, o que você está fazendo é inteligente. Às vezes é de muita sabedoria se passar por tolo e é muito melhor passar-se por tolo e ser inteligente do que ter inteligência e usá-la fazendo tolices. Temos que ter cuidado com nossos investimentos pois, caso você seja ganancioso, pode acabar perdendo sua fonte de renda. Mas talvez a conclusão mais interessante seja: Podemos estar bem mesmo quando os outros não tem uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos.

Algumas pessoas gastam tudo que ganham na tentativa de serem respeitadas por colegas, vizinhos ou parentes. Querem status elevado com base naquilo que têm. Mesmo que consigam obter o respeito almejado, sabem ao menos em seu íntimo que o sentimento que despertam é falso. Afinal, o verdadeiro status advém do que somos, e não do que temos. Lembre-se: É melhor uma pequena cautela, do que um grande remorso.

Com esses ensinamentos, ponderações e reflexões, segue ainda a melodia do dia:

 

Abraços

Até amanhã,

Janaina Chiaradia

 

A facilidade dos ativos de renda fixa:

In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Da série: pare, olhe, invista!

 Dos escritores do instituto PMIF Hildebrando Matheus e André César…

 Mais uma da série, que vem causando impacto na sociedade, e que, veio da troca de conversas com o advogado André César e do profissional na área financeira, Hildebrando Matheus… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir.

Vamos aos diálogos da semana:

 

ATIVOS DE RENDA FIXA

 

Recentemente publicamos o artigo chamado “O que preciso saber antes de começar a investir?”, no qual abordamos os conceitos iniciais e básicos para alguém que quer investir. Nesse artigo nós falamos sobre a possibilidade de investir na renda fixa

A primeira coisa que você deve perceber é: renda fixa não é só a caderneta de poupança. Ela é um tipo de investimento em que as pessoas conhecem ou podem prever a rentabilidade no momento em que vão investir. Em comparação com a renda variável, sobre o que falaremos no próximo artigo, a renda fixa garante, em regra, o principal (valor alocado originalmente) acrescido de juros/atualização, mas não está imune a riscos. Por outro lado, a renda variável pode gerar a perda do principal com a queda da valoração de determinada quota/ação.

Você sabia que, em relação a investimentos, a tributação pode ser variável e por vezes isenta? Para aplicações com vencimento/resgate de até 180 dias, a alíquota do IR será de 22,5%. Se for de até 360 dias, a alíquota será de 20%. Se até 720 dias, a alíquota será de 17,5%. Por fim, se o investimento for acima de 720 dias, a alíquota será de 15%. A base de cálculo do IR será a diferença positiva entre o valor da alienação, líquido do IOF, quando couber, e o valor da aplicação. Esses valores deverão ser recolhidos em fonte por quem paga os juros (corretora/banco). Por outro lado, como dito abaixo, existem títulos que são isentos de IR, como as LCIs e LCAs.

Vamos explicar um pouco mais. Imaginemos que você colocou R$ 1.000,00 em renda fixa (CDB do Santander) com vencimento (possibilidade de retirar) em 1 ano (27/09/2019) à taxa de juros de 102% do CDI. Se você aguardar até o final do prazo, você receberá os R$ 1.000,00 + juros de 102% do CDI.

O investidor também poderia se questionar. Tudo bem. Mas, diante dos números apresentados pela corretora descritos acima, como posso calcular a rentabilidade líquida de um CDB? Primeiro deve ter em mente o capital investido (R$ 1.000,00). Depois deve ser encontrada a rentabilidade bruta. Para isso se deve calcular o percentual de aplicação (102%*5,90 (CDI atual)=6,018%) e multiplicar pelo valor originário, totalizando R$ 60,18. Depois deve ser calculado o valor do IR sobre o lucro (60,18-22,5%=R$ 13,54), resultando no valor de rendimento líquido de R$ 46,64 (R$60,18-13,54). Depois deve ser somado o investimento inicial com a rentabilidade líquida (R$ 1.000,00 + R$ 46,63 = 1.046,63). A rentabilidade líquida, portanto, é de 4,63%.

Se você não retirar o valor antecipadamente, você não perderá o principal (R$ 1.000,00, por exemplo). Por outro lado, se você aplicar o mesmo valor em uma determinada ação/quota (renda variável), com a oscilação do mercado haverá a possibilidade de perder o principal. Isso não é a regra, mas pode ocorrer. Justamente por isso você precisa estar muito mais atento quando aplica em renda variável do que na fixa.

A proteção que o investidor tem, quando investe em títulos desse segmento de investimento, é o fundo garantidor de crédito (FGC). Esse fundo serve de proteção para o investidor que aportou valores em determinados títulos dessa modalidade. Se houver uma quebra ou falta de pagamento, esse fundo pagará até R$ 250.000,00 por CPF e por instituição em que o investidor tenha títulos. O FGC pode proteger produtos de investimentos tais como a caderneta de poupança, CDB, LCI e LCA.

Os títulos que compõem a renda fixa são a caderneta de poupança, títulos públicos, debêntures, CDB, LCI/LCA/LC, assim como CRI e CRA.

O CDB é um título emitido pelos bancos como meio de captação de recursos para financiar as suas atividades, servindo como um “empréstimo” aos bancos, o que é devolvido com juros e correção. Vale dizer também que a rentabilidade do CDB não possui uma regra clara. Porém, quanto maior for o prazo de vencimento (mais distante), maiores serão as taxas de juros, justamente porque a instituição saberá que você ficará com o dinheiro por todo aquele período.

Outro questionamento poderia surgir. O que afeta a rentabilidade de um CDB? Em primeiro, a rentabilidade do CDB variará conforme o prazo de vencimento. Por óbvio, quanto maior o prazo de vencimento, maior será a rentabilidade. Além disso, as instituições financeiras em fase de crescimento e/ou buscando captar recursos tendem a oferecer CDBs com rentabilidade muito maior. Também a taxa Selic pode modificar a rentabilidade e benefício dos CDBs pós ou prefixados. Quer dizer: se a taxa Selic (acompanhada de perto pelo CDI) diminuir, serão melhores os CDBs prefixados. Se, por outro lado, a Selic aumentar, serão melhores os CDBs pós-fixados. Essa análise deve ser feita sempre no momento da aplicação.

Por seu turno, a caderneta de poupança foi criada em 1861 por Dom Pedro II com a finalidade de captar dinheiro. A rentabilidade da poupança é mensal; ou seja, o valor que é aplicado, por exemplo, dia 2 de outubro, só terá remuneração no dia 2 de novembro. Isso funciona sempre, de mês em mês. Caso você aplique dia 10 de agosto e resgatou dia 1 de outubro, deverá contar com a rentabilidade de um mês: de 10 de agosto a 10 de setembro. Quando a taxa de juros estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será fixo: 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR). Quando a taxa de juros estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR. O valor da TR é de responsabilidade do Banco Central do Brasil (BACEN). Este órgão realiza uma pesquisa com os 30 maiores bancos do país, analisando as taxas de juros dos CDBs. Vale ressaltar que o valor da TR nunca é negativo. Ou seja, o seu valor mínimo será igual a zero.

A poupança é erroneamente considerada a aplicação mais segura que existe. Isso porque o dinheiro investido na caderneta está sujeito ao mesmo risco de crédito que muitas outras aplicações de renda fixa privada.

Por outro lado, os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional e são uma forma de financiar a dívida pública, emprestando dinheiro ao governo. Há diversas opções de títulos dentro do Tesouro Nacional. São eles: 1) Tesouro prefixado; 2) Tesouro Selic; 3) Tesouro IPCA+.

O Tesouro prefixado tem rentabilidade prefixada e o pagamento dos juros pode ocorrer no vencimento ou a cada 6 meses. É recomendável em períodos de queda da taxa Selic. Por outro lado, o Tesouro Selic é pós-fixado e a rentabilidade é variada, acompanhando a taxa Selic. O pagamento dos juros é no vencimento e é recomendável em períodos de alta da taxa Selic e para quem está buscando liquidez. O Tesouro IPCA+ é híbrido, acompanhando o IPCA e uma outra parte fixa, o que se conhece no momento da aplicação. (2% + IPCA do período, por exemplo).

Além disso, existem as debêntures, que são títulos baseados em empréstimos feitos a uma empresa que não seja instituição financeira ou de crédito imobiliário. É um empréstimo a uma sociedade por ações. As debêntures podem ser conversíveis em ações ou simples, que não podem ser convertidas sem ações. Como são emitidas por uma empresa, a negociação é mais flexível, podendo ser as tratativas iniciais renegociadas. Também podem ser prefixadas, pós-fixadas ou híbridas. O risco do título é justamente o fato da possibilidade de não haver fluxo de caixa da empresa e você, investidor, não receber os valores.

Também existem as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Elas são isentas de imposto de renda e são um dos mais populares títulos de investimento no país. Elas, assim como os CDBs, também são emitidas por bancos. As LCIs e LCAs podem ser prefixadas ou pós-fixadas. Vale dizer que também estão protegidas pelo FGC, mas não possuem liquidez diária. Elas têm isenção de taxa de administração.

Por fim, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos de renda fixa emitidos por companhias securitizadoras. A base do contrato é bem clara: existem dívidas do agronegócio ou imobiliárias e os credores desses contratos cedem os direitos desses contratos a securitizadoras que, por sua vez, transformam eles em CRIs e CRAs. A remuneração é alta, mas há baixa liquidez e os aportes iniciais em regra são mais elevados em relação a outros títulos.

Os benefícios da renda fixa são a segurança, em alguns ativos, e a liquidez rápida, em regra, bem como a existência do FGC, em relação a alguns ativos e com limite sobre o valor segurado, sobre o que falamos acima. Há também a possibilidade de isenção do imposto de renda, como no caso das LCIs/LCAs, assim como a previsibilidade de quanto será resgatado após o período de investimento, caso seja prefixado o ativo. Também é possível a diversificação dos investimentos com a mesma segurança e rentabilidade. Em regra, os benefícios da renda fixa são a segurança e previsibilidade. É ideal para o seu fundo de emergência, sobre o que falamos no artigo anterior, desde que o vencimento não seja tão longo. Também se deve dizer que é possível investir com pouco dinheiro, assim como o rendimento, em certas ocasiões, pode ser maior do que em renda variável.

Por outro lado, os malefícios são a baixa rentabilidade no curto prazo, assim como a necessidade de entender minuciosamente as taxas dos fundos de renda fixa. Inclusive, as taxas podem ser tão altas que podem corroer todo a rentabilidade que você teria investindo em títulos dessa modalidade de investimento. Também os malefícios podem ser baseados em exigências de investimento de valores altos para adquirir um título. Na renda fixa existem títulos (tesouro prefixado), além da poupança, que iniciam com R$ 30,93 e outros que podem chegar a mais de R$ 150.000,00 de investimento inicial. É possível e aberto para quaisquer bolsos. Também se deve dizer que é possível perder o dinheiro. Também deve ser dito que nem todos os títulos dentro da renda fixa podem ser vendidos antecipadamente, pois possuem prazo de carência. E, em relação aos ativos que podem ter o resgate antecipado, você poderá perder parte do principal que foi aplicado, dependendo do título.

O preço de um título prefixado é determinado da seguinte forma: quanto ele deve custar hoje para que, com a taxa de juros do mercado, seu valor atinja 1.000 reais no vencimento? Num exemplo hipotético, se a taxa de juros do mercado totalizar 20% ao final do período do investimento, o investidor terá que pagar 833,33 reais para que a LTN atinja 1.000 reais no vencimento. Se amanhã a taxa de juros subir para 30%, o preço daquele título cairá para 769,23 reais, já que a taxa acordada no prefixado não pode mudar.

O sujeito que comprar o papel por 800 reais e vendê-lo depois que a taxa de juros subir vai perder 100 reais. Como os juros da LTN só são pagos no vencimento, nesta negociação o investidor só recebe 700 reais mesmo. Porém, se ele levar o título ao vencimento, ganhará 1.000 reais – o principal de 800 reais mais 20% de rentabilidade, conforme o acordado.

Além disso, se a inflação subir acima do juro prefixado, ainda existe o risco de o investidor perder poder de compra, ainda que carregue o título até o vencimento.

Os títulos prefixados ganham valor quando a SELIC cai e perdem valor quando a Selic aumenta. Assim, se hoje o investidor compra uma LTN que pagará 7% ao ano e a Selic subir para 8% ao ano, o papel vai se desvalorizar. Com a Selic a 8% ao ano certamente serão ofertados no mercado papéis com uma taxa prefixada mais atraente que 7% ao ano. Assim, se esta LTN for vendida antes do vencimento, o investidor perderá dinheiro, pois comprou na alta e vendeu na baixa.

Um dos pontos principais que devem ser realçados é a possibilidade de isenção de imposto de renda. Pergunta-se: será que sempre é bom um investimento que tenha isenção de IR? Depende. Os investimentos isentos de imposto de renda podem ser uma boa opção no curto prazo, uma vez que aplicações com maiores prazos de vencimento podem oferecer vantagens na remuneração. Isso é uma regra geral, mas, novamente, deve ser avaliado com atenção pelo interessado no momento da pesquisa e antes de fechar qualquer contrato. A isenção do Imposto de Renda pode ser um diferencial importante para a escolha do investimento, mas não deve ser o critério principal para a escolha de uma modalidade. Deve-se ter atenção às taxas cobradas por cada corretora.

Para investir nessa modalidade de investimento você precisará de 1) no mínimo R$ 30,93 líquidos (para investimentos além da caderneta de poupança); 2) uma conta em uma corretora; 3) escolha de um ativo; 4) Aplicação do valor acima ou mais no ativo; 5) Acompanhamento (semanal ou mensal) do referido ativo. No Brasil existem várias empresas corretoras, como a XP, Rico, Modal Mais, Clear, dentre outros. Em todas elas podem ser abertas contas. Inclusive, abrir várias contas é recomendável, pois cada corretora tem um foco diferente. Por exemplo, a Clear, atualmente, não cobra nenhuma taxa nas operações voltadas para a renda variável em bolsa de valores. A Rico, por outro lado, não cobra nenhuma taxa para operações de renda fixa. É necessário pesquisar em cada corretora.

Uma mensagem final deve ser destinada ao leitor. Se você chegou até aqui é porque os caminhos de sua vida conduziram você ao investimento; à multiplicação. É importante que você chegue até este momento e simplesmente aja. Aja corajosamente. Aja com desejo de aprender mais e investir. Como dito no artigo anterior sobre “O que preciso saber antes de começar a investir”, você deve começar e dar um primeiro passo. E esse primeiro passo é: estudar os ativos (você já fez em grande parte neste artigo) e abrir uma conta em uma corretora. Depois é necessário alocar valores nessa conta (pode começar com R$ 30,93 no tesouro nacional) e, finalmente, aplicar esse montante em um título.

Para a melhor escolha dos ativos, podemos auxiliar-lhe no que for necessário.

Uma ótima razão para refletir no fim de semana!!! Abraços, afinal, só os loucos por conhecimento sabem…

Janaina Chiaradia

 

 

 

Pare, Olhe, Invista!

In Loco: transmitindo informações e compartilhando experiências.

Dos escritores do instituto PMIF Hildebrando Matheus e André César…

 Eis que surge mais uma séries que vai causar impacto na sociedade, e que, veio da troca de conversas com o advogado André César e do profissional na área financeira, Hildebrando Matheus… cada qual na sua área de atuação e com seus estudos… auxiliando a sociedade na arte de saber investir.

Vamos inaugurar a série:

 O QUE PRECISO SABER ANTES DE COMEÇAR A INVESTIR?

Algo importante que a grande maioria das pessoas não sabe é que não é necessário ter um grande volume de dinheiro ou ser muito rico para investir. Para começar a aplicar no Título Público (uma modalidade de investimento de renda fixa), por exemplo, é necessário ter o valor mínimo de R$30,00. Ou seja, dar a largada rumo a sua independência financeira é muito mais fácil do que se imagina; na realidade é apenas uma questão de decisão de quando começar. O mais difícil é sempre dar o primeiro passo: investir R$ 30,00 em um título público, por exemplo. Uma vez traçado esse passo, a vida do novo investidor se torna mais fácil e mais fluída.

Antes de qualquer coisa o ideal é ter uma meta financeira, saber realmente o porquê você vai se sacrificar deixando de ir a festas todo final de semana, comprando roupas sempre que ir ao shopping, entre outras coisas que sempre temos o hábito de fazer por impulso. O seu objetivo financeiro pode ser de curto, médio ou longo prazo e isso fará a total diferença em seu orçamento e modelo de investimento. Então, ele deve estar bem claro em sua mente. Inclusive, é recomendável que se tenha os seus objetivos escritos em um lugar bem visível como, por exemplo, a parede do seu quarto ou a área de trabalho de seu computador. Deixe em um lugar que sempre você verá: seja o banheiro ao escovar os dentes, seja na sala de estar, seja na cozinha. O critério é: deixe à vista.

Outro fator importante é saber que não há idade para começar a investir: quanto mais cedo melhor, lembrando uma frase do maior investidor de todos os tempos, Warren Buffet, que diz:

“FIZ MEU PRIMEIRO INVESTIMENTO AOS 11 ANOS. EU VINHA DESPERDIÇANDO A MINHA VIDA ATÉ ENTÃO”.

Meus queridos e queridas, vão desperdiçar a vida até quando?

E, ENTÃO, VOCÊ ESTÁ DISPOSTO A ABRIR MÃO DE QUANTO?

Essa questão realmente é a mais importante a ser respondida em todo seu planejamento financeiro. Qual a porcentagem você vai decidir deixar a parte, por você e sua família e mais ninguém? Então, qual vai ser o valor? 10%,12%, 15%, 20% ou mais? Defina o seu limite e faça um círculo em volta dele, sublinhe o número, comprometa-se com ele. Faça-o acontecer. Automatize esse número!

Qualquer que seja esse número, você vai precisar cumpri-lo. Em tempos bons e maus. Não importa o que for. Por quê? Porque as leis de capitalização composta punem até mesmo uma contribuição não realizada. Defina o valor e o tempo em que pretende para utilizar o dinheiro. E depois? Invista/aplique esse percentual tão logo ele caia em sua conta ou em suas mãos. Esse é o primeiro “boleto” que você precisa pagar.

TENHA UM FUNDO DE EMERGÊNCIA

Em nossas vidas sempre podem acontecer imprevistos que habitualmente geram gastos. Para evitar possíveis transtornos e aborrecimentos, o ideal é que tenha no mínimo 6 meses de salário bruto em uma aplicação de baixo risco e de fácil liquidez (aquela aplicação em que é rápido resgatar) como, por exemplo, CDBs, Título Público ou Fundos de Renda Fixa. A ideia é ter disponível o valor de um fundo de emergência quando realmente surgir a emergência. De nada adianta você ter o fundo de emergência, e quando surgir o imprevisto, não ter o valor no momento que precisar.

DIVERSIFIQUE SEUS INVESTIMENTOS

Após constituir seu fundo de emergência você poderá aplicar outro percentual de suas economias caso seu objetivo seja de longo prazo em ativos que buscam uma rentabilidade maior, como Fundos Multimercados, Fundos de Ações e Fundos de Investimento Imobiliário. Na escolha de Fundos de Investimento é muito importante ler o regulamento do fundo e ficar atento a algumas taxas cobradas como a taxa de performance e de administração. Falaremos em outros artigos sobre como investir em cada um e como escolher bem as ações/quotas. De começo isso é o suficiente.

ESCOLHENDO A SUA CORRETORA

Uma decisão importante a fazer para seus investimentos é na escolha de sua corretora. A [B]³ (Bolsa de Valores) disponibiliza uma lista das corretoras registradas que são supervisionadas para que não ocorra fraudes em aplicações que possam lesar os clientes. Tente escolher uma que disponibilize um site ou plataforma que seja fácil de manipular e compreender o retorno de seus investimentos. Falaremos mais sobre isso em um próximo artigo.

QUANTO VOU PAGAR PARA INVESTIR?

É importante saber que ninguém oferece serviço gratuito em se tratando de instituições financeiras. Por isso, esteja ciente que haverá taxas que serão cobradas de acordo com suas movimentações. Por exemplo: se você optar pelo mercado de ações e ficar comprando e vendendo papéis diariamente que é o que chamamos de trader, você terá que pagar um valor por ter feito essas movimentações. Também como foi citado acima, os fundos de investimentos têm taxas de performance (desempenho alcançado) e administração. E as corretoras sempre cobram uma taxa ou percentual pela prestação de seus serviços. É por isso que você tem que ficar bem atento na hora da escolha.

RISCOS

Todo tipo de investimento tem seus riscos. Caso tenha uma característica de aversão à perda, o ideal é investir no Título Público Tesouro Selic, tendo em vista que a Selic é a taxa básica de juros da economia e o Título Público que é quando você empresta seu dinheiro ao governo é visto como um investimento seguro pelos brasileiros. Caso seja um pouco mais arriscado, o ideal é diversificar sua carteira de investimentos em renda fixa e renda variável, algo em torno de 80/20, como já foi mencionado em nosso artigo “Comece a Investir de Forma Segura Agora”, que você pode ler na PMIF.

ACOMPANHE O NOTICIÁRIO FINANCEIRO

Da mesma forma que alguns acompanham de forma assídua os destaques e notícias do futebol, ou o que vai acontecer na novela, fique atento as notícias econômicas; por exemplo, reformas do governo, política externa e interna, queda da taxa de juros, alta do dólar, pois certamente essas notícias vão sim influenciar seu bolso e consequentemente seus investimentos, além de proporcionar conhecimento maior na hora de você escolher em qual ativo investir.

ARRISCAR É PRECISO

Tenha em mente que apenas o primeiro passo é difícil. Se você administrar de forma eficiente seu orçamento e não souber investir, poderá acabar até mesmo com o que economizou caso escolha o investimento errado. Então, cuidado quando oferecem um retorno astronômico ou as chamadas pirâmides financeiras; você nunca sabe quando irá quebrar, além de ser um investimento ilícito. Isso quer dizer que, caso você aplique seu dinheiro e tenha alguma perda financeira, não haverá um órgão regulamentador (CVM, BACEN) para pedir ajuda. Lembre-se: uma operação de investimento é aquela que, após a análise de suas premissas, promete a segurança do principal (valor aplicado no começo) e um retorno adequado (lucros decorrentes da aplicação do principal). As operações que não atendem esses requisitos são especulativas.

Saiba que a coisa mais difícil é tomar a decisão de agir; o resto é apenas a persistência.

Eis, então, a melhor forma…

E vamos aguardar as novas instruções dentro da inteligência financeira: aguardem!

Abraços,

Janaina Chiaradia