Em Curitiba, centenas de deficientes visuais estão sem receber bengalas do governo

“Fui andar pelo bairro na semana passada e bati com o rosto num poste. Quebrei os óculos escuros e ganhei um roxo na testa”, assim a auxiliar de serviços gerais, Maria Aparecida Maia, de 54 anos, contou à reportagem do  Paraná Portal, o drama de ser cega e não ter uma bengala.

Há quatro anos, Maria Aparecida perdeu completamente a visão. A cegueira veio depois de uma doença autoimune. Maria precisou se adaptar à realidade dura que envolve a rotina de ser deficiente visual.

Com uma vida modesta e sem condições de comprar uma bengala, ela conta com a ajuda de amigos para poder se locomover.

Maria Aparecida Maia caminha com a ajuda de um amigo, em frente ao Instituto Paranaense de Cegos, em Curitiba. Foto: Juliana Partyka

 

Para sair de casa, numa rua simples do bairro da Cidade Industrial de Curitiba, ela precisa ser guiada com a ajuda de um amigo, também cego, que possui uma bengala. “Eu vou segurando a mochila dele e assim vou desviando dos perigos da rua. É o jeito de sair de casa”, afirmou.

Há meses ela espera a entrega de uma bengala que garanta sua locomoção com segurança. Maria e outras 400 pessoas na cidade, entre crianças, adultos e idosos estão à espera das bengalas desde janeiro. A responsabilidade pela compra e distribuição das bengalas é da SESA (Secretaria Estadual de Saúde).

Além do IPC (Instituto Paranaense de Cegos), outros cinco órgãos que cuidam de portadores de deficiência visual estão aguardando ansiosamente pela entrega. São eles: a ADEVIPAR (Associação dos Deficientes Visuais do Paraná), a Associação Feminina de Apoio à Criança Cega, a FACE (Fundação de Assistência à Criança Cega), a APADEV (Associação de Pais e Amigos de Deficientes Visuais) e o Centro de Atendimento de Educação e Aprendizado Natalie Braga.

Segundo o Enio Rodrigues da Rosa, diretor do Instituto Paranaense de Cegos, o Ministério da Saúde  orienta o uso da bengala na reabilitação e na segurança de pacientes com deficiência visual. É um direito do deficiente.

Enio Rodrigues da Rosa – Diretor do Instituto IPC Foto: Divulgação IPC

Ele explica que a bengala não é somente pra facilitar a caminhada na rua e diz que não ter acesso a uma bengala fere dos direitos constitucionais do deficiente. “A bengala garante a mobilidade, o meu direito de ir e vir e como cidadão, minha independência de locomoção. É meu direto constitucional de ir e vir desrespeitado e dificultado pelo poder público”, desabafa.

Para a Conselheira Municipal da Pessoa com Deficiência, Veranice Ferreira, não ter a bengala é uma questão muito grave pra quem convive com a deficiência visual. “A bengala não só orienta o caminhar, mas também a quem precisa descer ou subir em plataformas de ônibus, desviar das bicicletas e patinetes de aluguel espalhados pela cidade e tantas outras questões ligadas à mobilidade”, explica a conselheira.

Segundo Veranice, o Instituto já pensa em promover um “bengalaço” para os próximos dias. A intenção é chamar a atenção da sociedade para o problema do deficiente. “A bengala é o olho do cego”, afirma.

Uma bengala simples no mercado pode custar de R$ 30 a R$ 400, de acordo com o material. A maioria dos deficientes não tem condição de pagar e depende do governo.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que 226 bengalas devem ser entregues em até 20 dias úteis, a partir da data de hoje.

O processo licitatório para aquisição das demais, está em estruturação e deve ser finalizado em breve.

O que é Deficiência Visual?

A deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos em caráter definitivo, que não pode ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes, tratamento clínico ou cirúrgico. Existem critérios rígidos para definir uma deficiência. Portanto, uma pessoa com alto grau de miopia, por exemplo, não é uma pessoa com deficiência visual, uma vez que existem alternativas para correção desta limitação.

Classificação dos diferentes graus de deficiência visual:

  • Baixa visão (leve, moderada ou profunda): pode ser compensada com o uso de lentes de aumento e lupas com o auxílio de bengalas e de treinamentos de orientação.
  • Próximo à cegueira: quando a pessoa ainda é capaz de distinguir luz e sombra, mas já emprega o sistema braile para ler e escrever, utiliza recursos de voz para acessar programas de computador, locomove-se com a bengala e precisa de treinamentos de orientação e de mobilidade.
  • Cegueira: o uso do Sistema Braille, da bengala e os treinamentos de orientação e de mobilidade, nesse caso, são fundamentais.

 

Inflação pelo IPC-S cai para 0,22% em maio

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) foi de 0,22% em maio. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa é 0,41 ponto percentual menor que a registrada em abril (0,63%).

A queda foi provocada principalmente pelos alimentos, que caíram de uma inflação de 0,63% para uma deflação (queda de preços) de 0,37%, ou seja, uma queda de 1 ponto percentual.

Outros seis grupos de despesa tiveram redução na taxa, entre eles transportes (-0,5 ponto percentual, ao cair de 0,99% em abril para 0,49% em maio), vestuário (-0,62 ponto percentual, ao cair de 0,89% para 0,27%) e educação, leitura e recreação (-0,4 ponto percentual, ao passar de 0,5% para 0,1%).

Também tiveram diminuição saúde e cuidados pessoais (-0,22 ponto percentual, ao recuar de 0,84% para 0,62%), despesas diversas (-0,38 ponto percentual, ao passar de 0,61% para 0,23%) e comunicação (-0,3 ponto percentual, ao cair de 0,07% para -0,23%).

O único grupo de despesas com alta na taxa de abril para maio foi habitação. Avançou de 0,37% para 0,54%.

inflação consumidor pib economia selic

IPC de Curitiba perde força e fecha março com variação de 0,15%

O Índice de Preços ao Consumidor do município de Curitiba, apurado pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social), apresentou na última quadrissemana de março, período que corresponde ao fechamento do mês, variação de 0,15%.

O cotejo desse resultado com os valores observados nas quadrissemanas anteriores exibiu, a partir da segunda quinzena do mês, perda de força em virtude da significativa desaceleração registrada no grupo Despesas Pessoais e à variação menos intensa ocorrida no grupo Transporte.

Esse movimento também é verificado no confronto com o índice geral de fevereiro de 2019 que apresentou taxa de 0,28%. Frente ao mês de março de 2018 o IPC atual foi superior em 0,03 ponto percentual (p.p.), de modo que em 12 meses o índice acumula alta de 3,83% e nos três primeiros meses do ano acumulado é de 0,02%.

Já o comportamento mensal do IPC decorreu da elevação de preços em oito dos nove grupos de despesa.

A principal influência adveio da alta de 0,82% em Alimentos e Bebidas, com destaque para os aumentos 30,47% em tomate, 33,60% em mamão, 29,24% em banana caturra, 8,883% em laranja pêra e 20,08% em cebola. Já as principais quedas ocorreram em almoço e jantar fora de casa (-0,38%) e chocolate em barra (-7,47%).

Na sequência, o grupo Vestuário exibiu alta de 0,51% devido, principalmente, a itens relacionados à moda outono-inverno como sapato e bota femininos, com aumento de 4,72%, blusa e camisa femininas, com reajuste de 2,98% e sapato e botas masculinos que foram majorados em 3,38%. Por outro lado, bolsa feminina, vestido adulto e lingerie exibiram decréscimos de 3,76%, 4,19% e 4,20%, respectivamente.

No que concerne à aceleração do grupo Saúde e Cuidados Pessoais os destaques foram as altas em hospitalização e obstetrícia (3,07%) e em remédio para problemas de estômago (6,77%).

Por sua vez, o aumento do grupo Habitação foi influenciado pelo reajuste de 0,49% em aluguel residencial. A taxa desse grupo foi contida pelo item taxa de condomínio com queda de -1,15%.

Se por um lado o grupo Comunicação foi impactado pela alta de 2,02% em serviço de telefone fixo residencial, por outro a moderação ficou por conta de mensalidade em tv por assinatura (-4,91%) e pacote de telefone fixo, celular e internet (-1,24).

No grupo Artigos de Residência os destaques foram microcomputador/notebook e cama com aumentos de 2,56% e 4,76%, respectivamente.

A estabilidade do grupo Transporte foi resultado de variações com intensidade similares nos extremos de elevação e de queda dos preços. No campo dos aumentos, observaram-se reajustes nos preços de gasolina comum (2,67%), tarifa de ônibus urbano (5,88%) e etanol (7,58%). Já entre as principais quedas registraram-se automóvel nacional usado (-1,67%), passagem aérea (-8,04%), seguro voluntário de veículo (-4,93%), conserto de veículos (-1,43%) e IPVA (-0,89%).

Por fim, o declínio de 1,11% verificado no grupo Despesas Pessoais refletiu os preços menores em pacotes turísticos nacionais (-8,70%), locação de DVD (-12,94%), brinquedos e jogos (-3,39%) e ingresso de cinema (-5,02%). Contrariamente, os destaques com aumento foram empregada doméstica, 3,52% e ingressos para casa noturna, 5,56%.

Inflação medida pelo IPC-S sobe de 0,35% para 0,65% em março

A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), ficou em 0,65% em março, taxa superior ao 0,35% de fevereiro. O dado foi divulgado hoje (1º) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.

A alta foi puxada principalmente pelos transportes, que tiveram inflação de 1,22% em março, depois de registrar deflação (queda de preços) de 0,01% em fevereiro.

Os gastos com alimentação também contribuíram para o aumento do IPC-S de fevereiro para março. A inflação dos alimentos subiu de 0,94% para 1,1% no período.

Outros grupos de despesa com alta da inflação foram vestuário (que passou de -0,13% em fevereiro para 0,5% em março), educação, leitura e recreação (de -0,65% para 0,02%) e comunicação (de 0% para 0,19%).

Três grupos de despesa tiveram queda na taxa, de fevereiro para março: habitação (de 0,44% para 0,36%), saúde e cuidados pessoais (de 0,5% para 0,37%) e despesas diversas (de 0,1% para -0,04%).

inflação consumidor pib economia selic

IPC de Curitiba cresceu 0,68% na segunda quadrissemana de março

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do município de Curitiba para a segunda quadrissemana de março, período com início em 15 de fevereiro e com término em
16 de março, resultou na quarta alta consecutiva quadrissemanal, com aceleração de 0,68%, segundo pesquisa do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social).

O resultado atual superou em 0,26 ponto percentual (p.p.) a taxa anterior e exibiu comportamento oposto ao da variação ocorrida no mesmo período de fevereiro. Esse comportamento foi reflexo da elevação nos preços de oito dos nove grupos de despesa que integram o IPC.

A principal contribuição, em pontos percentuais, foi do grupo Despesas Pessoais (0,2389 p.p.), refletindo em alta de 2,62%. Nesse segmento destacaram-se, por um lado, os aumentos de 3,52% em empregada doméstica, 5,68% em pacotes turísticos nacionais, e 12,79% em locação de DVD. Por sua vez, ingresso para cinema diminui 3,87%.

Outro grupo com importante influência foi Alimentos e Bebidas que apresentou reajuste de 1,41%, participando com 0,2264 p.p. no cálculo do índice geral. Aqui, os principais acréscimos foram em feijão-preto (30,21%), tomate (22,77%), batata-inglesa (26,23%), ovo de galinha (21,24%), alface (25,24%), mamão (18,74%) e banana caturra (19,44%). No outro extremo, alcatra bovina, costela bovina e laranja-pêra apresentaram decréscimo de 4,92%, 3,38% e 4,38%, respectivamente.

Na sequência, o grupo Comunicação variou 1,62% impulsionado pela alta de 4,08% em serviço de telefone fixo residencial.

A variação de 0,22% no grupo Transporte foi, em boa medida, determinada pelos preços maiores em gasolina comum, 1,59%; tarifa de ônibus urbano, 2,90%; álcool combustível, 5,83%; automóvel nacional zero km, 0,76%; e automóvel importado zero km, 1,46%.

Por outro lado, ocorreram quedas de 18,27% em passagem aérea; 3,11% em IPVA; 0,15% em automóvel usado e 3,01% em seguro voluntário de veículo.

O impacto de 0,65% observado em Vestuário foi influenciado pelos os aumentos de 5,38% em camisa masculina e de 4,59% em sapato e bota femininos; já as principais reduções foram de 3,06% em tênis adulto e de 1,48% em calça comprida masculina.

O único grupo com variação negativa foi Habitação (-0,32%), devido aluguel residencial, e gás de botijão com decréscimos de 0,43% e 1,30%, respectivamente.

Por fim, ocorreram reajustes de 0,32% em Saúde e Cuidados Pessoais; 0,48% em Artigos de Residência; e 0,21% em Educação.

IPC-S cresce em seis das sete capitais pesquisadas pela FGV em janeiro

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) avançou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem de dezembro de 2018 para janeiro deste ano. A maior alta foi observada em São Paulo: 0,71 ponto percentual, ao subir de 0,11% em dezembro para 0,82% em janeiro.

Também tiveram alta as cidades de Belo Horizonte (0,55 ponto percentual, ao passar de 0,25% para 0,8%), Recife (0,29 ponto percentual, ao passar de 0,19% para 0,48%), Salvador (0,25 ponto percentual, ao passar de 0,22% para 0,47%), Brasília (0,20 ponto percentual, ao passar de 0,09% para 0,29%) e Porto Alegre (0,11 ponto percentual, ao passar de 0,25% para 0,36%).

Apenas o Rio de Janeiro teve queda na taxa de inflação: -0,24 ponto percentual, ao passar de 0,73% em dezembro para 0,49% em janeiro. A média da inflação nacional, divulgada na última sexta-feira (1º), subiu 0,28 ponto percentual, ao passar de 0,29% para 0,57%.

Instituto Paranaense dos Cegos acusa Prefeitura de discriminação

O Instituto Paranaense dos Cegos (IPC) divulgou um relatório com diversos documentos e denuncia que a Prefeitura de Curitiba promove crime de discriminação por não possibilitar a construção de um centro de eventos localizado no Campo Comprido. Segundo o IPC, os alvarás incluindo de construção chegaram a ser aprovados pela Secretaria de Urbanismo que depois voltou atrás e parou o processo. 

Pessoa com deficiência pode pedir pela internet gratuidade em viagens

O imbróglio sobre a construção da nova sede teria começado após o início da gestão do Prefeito Rafael Greca (PMN), de acordo com o IPC. A instituição chegou a acionar a justiça que expediu uma liminar para que o trâmite do processo voltasse a seu curso. Depois, os alvarás teriam sido direcionados para a Comissão de Gestão e Controle, aprovados e enviados para o Conselho Municipal do Urbanismo que anulou as decisões tomadas pela mesmo órgão anteriormente.

Na denúncia, que acompanha uma petição on-line para liberação do alvará, a instituição também cita outros imóveis com diversos fins que foram autorizados e construídos na mesma área, mesmo fora dos parâmetros estabelecidos pela lei. “Se fosse a solicitação de uma grande empresa, por certo, o alvará, nas condições aprovadas anteriormente dentro dos critérios comuns concedidos a outros empreendimentos, já teria sido liberado”, frisa o IPC. Entre os imóveis estão uma farmácia, panificadora e até um shopping center.

“Não resta a menor dúvida, da parcialidade do órgão público municipal, discriminando o Instituto Paranaense de Cegos, entidade civil sem fins lucrativos, quando estabelece critérios distintos para atender e beneficiar vários empreendimentos privados, inclusive um poderoso grupo econômico, concedendo alvarás de construção e de funcionamento, nas mesmas condições, termos e parâmetros que são reivindicados pelo IPC”.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, o processo de liberação do alvará não irá tramitar pois está sob investigação do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, uma vez que apresenta diversas irregularidades com a legislação de urbanismo em vigor. O processo do IPC faz parte de uma série de documentos apreendidos durante a deflagração da Operação Al Barã, em junho de 2017. De acordo a Secretaria de Urbanismo, o local tem potencial para 100m² de área construída e o IPC pede a liberação para a construção de 5 mil metros quadrados.

“O parecer expedido para o Instituto Paranaense dos Cegos pelo Conselho Deliberativo, na gestão anterior, faz parte de uma série de processos que foram levados pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e estão sob investigação por suspeita de irregularidades.  O Conselho Municipal de Urbanismo suspendeu o parecer da gestão anterior que permitia a tramitação do processo para obtenção do alvará, uma vez que a solicitação fere a Lei 9.800/2000 (sobre o zoneamento da cidade). Entre as irregularidades, o pedido inclui a construção de uma casa de eventos, função proibida na região; a edificação, por sua vez, excede em 50 vezes a metragem permita para o terreno (a permissão máxima é de 100 metros quadrados, o pedido solicita construção de 5.000 metros quadrados)”, diz a nota da Prefeitura.

Por meio de nota, o instituto rebateu e afirmou que o Ministério Público afirmou que não é da responsabilidade do órgão posicionamentos sobre processos administrativos. (veja a nota na íntegra no final da matéria).

A Prefeitur afirmou que “está cumprindo a lei”.

Ex-secretário da Copa é alvo de operação contra esquema para liberação de alvarás em Curitiba
Para ex-secretário, pessoas que pagaram por liberação de alvarás foram enganadas

Imóvel

O imóvel foi doado ao IPC pelo Estado em 1990. Depois, em 2013, parte do terreno voltou a ser do Estado e outra parte permaneceu na posse do IPC. Depois, parte do terreno que pertence ao instituto foi alugada para um grupo de investidores para desenvolvimento de projetos sociais. De acordo com o IPC, o valor do aluguel é de R$ 30 mil mensais e os investidores pretendem aplicar mais de R$ 20 milhões na construção de uma edificação e infraestrutura e, ao fim do contrato, o imóvel construído será incorporado ao patrimônio do instituto. De acordo com o IPC, o valor recebido dos aluguéis é aplicado diretamente na manutenção das atividades socioeducacionais e na moradia de 23 moradores idosos que ficam na Moradia Acolhedora.

A história do prefeito de Curitiba e do IPC já tem longa data. Durante a campanha eleitoral de 2016, o programa de Greca teria acusado o então candidato a prefeitura Ney Leprevost (PSD) de tentar beneficiar o irmão, Guilherme Leprevost, um dos empresários investidores, com uma lei que autorizava a venda da área.

IPC explica locação do terreno a Guilherme Leprevost

Na época, o diretor do IPC, Enio Rodrigues da Rosa, declarou que a lei citada por Greca não foi aprovada sendo que a Lei Estadual nº 17.871/2013 proíbe a venda do imóvel.

Veja a nota do instituto na íntegra

Causa indignação e preocupação a forma evasiva da Prefeitura de Curitiba e o uso de argumentos que não encontram amparo legal, técnico ou administrativo, e que inclusive foram derrubados pela Justiça e pelo Ministério Público do Paraná, para tentar explicar a negativa do alvará de construção no terreno do IPC (Instituto Paranaense de Cegos) no bairro Campo Comprido.
Sobre o processo estar em investigação noGrupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Paraná,o IPC esclarece que o promotor de Justiça Wagner Veloso Hultmann já emitiu documento em que afirma que;(…) inexiste previsão legal para que o Ministério Público do Estado do Paraná, por meio deste Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, exteriorize determinações destinadas ao prosseguimento ou não de procedimentos administrativos em trâmite junto à Administração Pública municipal de Curitiba. Isso significa que a investigação não é argumento para travar o processo administrativo da análise de liberação do alvará, e a Prefeitura de Curitiba tem conhecimento disso. O documento pode ser consultado em nosso portal: www.novoipc.org.br.

Quanto ao tamanho do projeto arquitetônico proposto pelo IPC, de 5 mil metros quadrados de área construída, exceder os 100 metros quadrados de área construída que o zoneamento permite, conforme colocado pela Prefeitura, o IPC argumenta que empreendimentos como o ExpoUnimed (11.535 metros quadrados de área construída), Shopping Barigui (145.133 metros quadrados de área construída ), Cia da Bola (2.757 metros quadrados de área construída ), Panificadora Spazio de Pane (493 metros quadrados de área construída), farmácia Panvel (286 metros quadrados de área construída), por exemplo, também têm área construída superior a 100 metros quadrados, alguns superando e muito o limite. Para eles o alvará de construção foi liberado, para o IPC não? Por que, se a legislação quanto a uso do solo e zoneamento é a mesma vigente para todos: lei 9800/2000, decretos 183/2000, 188/2000 e outras complementares.

Quanto à atividade a ser exercida no terreno do instituto, que é centro de eventos, a prefeitura diz que não é autorizada na região. Mas o ExpoUnimed pode? É terreno vizinho, separado apenas por uma rua. Inclusive, os acessos viários são os mesmos para ExpoUnimed e para o projeto do IPC, e o instituto obteve licença da Setran, bem como do Ippuc, Meio Ambiente, Obras Públicas e Sanepar. Todos esses empreendimentos estão localizados no mesmo zoneamento, chamado Zoneamento de Transição Nova Curitiba, portanto, deveriam seguir à mesma legislação, ou não? Portanto, a prefeitura tem sido parcial e comete crime de discriminação.

Índice de Preços ao Consumidor cai em 6 das 7 capitais pesquisadas pela FGV

Vitor Abdala – Repórter Agência Brasil

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) entre a primeira e a segunda semanas de agosto. A maior ocorreu em Salvador – 0,12 ponto percentual – ao passar de 0,53% na primeira semana para 0,41% na segunda semana do mês.

Também houve recuos em Recife (-0,08 ponto percentual, indo de 0,19% para 0,11%), Rio de Janeiro (-0,04 ponto percentual: 0,34% para 0,30%), São Paulo (-0,04 ponto percentual: de 0,48% para 0,44%), Belo Horizonte (-0,02% ponto percentual: de 0,41% para 0,39%) e Brasília (-0,01 ponto percentual: de 0,45% para 0,44%).

Porto Alegre foi a única cidade que teve aumento na taxa de inflação no período – de 0,15 ponto percentual – ao subir de 0,37% na primeira semana de agosto para 0,52% na segunda semana do mês. A média nacional do IPC-S caiu 0,01 ponto percentual e ficou em 0,40% na segunda semana.