Bolsonaro conhece detalhes da Ponte da Integração

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, se reuniu nesta quarta-feira (15), em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro. Foi a primeira reunião dele, este ano, com o presidente e o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite, e a quinta desde que tomou posse na binacional, em fevereiro de 2019. O tema principal do encontro foi o atual cenário geral de energia elétrica, o que incluiu Itaipu, considerada estratégica para a segurança energética do País._

O presidente Bolsonaro elogiou bastante a gestão de Silva e Luna, e em especial o protagonismo do general na negociação da contratação, a longo prazo, da potência de Itaipu pela Eletrobras e Ande, o que não ocorria havia dez anos. O acordo, que possibilitou maior previsibilidade para que a empresa honrasse compromissos, como pagamento da dívida e royalties, foi em ambiente altamente saudável, já sinalizando a boa vontade do Brasil e do Paraguai para as futuras negociações do Anexo C do Tratado de Itaipu, que será revisado em 2023.

Bolsonaro, que esteve duas vezes em Foz do Iguaçu, em 2019, para a posse do general, em 26 de fevereiro, e no lançamento da pedra fundamental da construção da Ponte da Integração, em maio, ficou bastante satisfeito com as informações repassadas por Silva e Luna. Ele pediu prioridade e acompanhamento permanente de todos os projetos importantes iniciados ou anunciados.

O general informou ao presidente que as obras da Ponte da Integração estão num ritmo bastante adiantado e que o cronograma de três anos, inicialmente previsto para a conclusão da ligação, pode até mesmo ser antecipado. A construção está sendo acompanhada dia e noite pelos técnicos da usina. A gestão é do governo estadual.

A Ponte da Integração é um dos principais resultados da realocação de recursos promovidas na gestão de Silva e Luna, que suspendeu convênios e patrocínios sem adesão à missão da empresa e reduziu o orçamento de Itaipu para 2020, o que resultou em R$ 600 milhões para aplicação em obras fundamentais para a região, o que inclui também a duplicação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

Só na ponte, serão investidos ao longo da construção R$ 463 milhões, considerando projetos de estrutura, as desapropriações e a construção de uma perimetral no lado brasileiro. O investimento será diluído ao longo do orçamento dos próximos três ou quatro anos, sem onerar a tarifa de Itaipu, para não prejudicar o consumidor brasileiro.

O presidente também quis saber mais detalhes sobre o fechamento do escritório de Itaipu em Curitiba, medida que também foi elogiada por Bolsonaro. Até sexta-feira, dia 17, todas as atividades do escritório na capital paranaense serão encerradas. O processo de transferência dos 97 empregados para Foz do Iguaçu, sede da usina, teve início em julho do ano passado.

Com a concentração dos empregados em Foz do Iguaçu, o principal ganho é em eficiência, já que o corpo funcional vai atuar junto o tempo todo, sem necessidade de locomoção de uma cidade para a outra. Mas também permitirá uma economia significativa de recursos, como os gastos com o aluguel do prédio e em passagens e estadias dos empregados que faziam frequentes viagens de Foz a Curitiba e vice-versa. Cálculos feitos pela área financeira da Itaipu mostram que a economia acumulada com o fechamento, até 2023, atingirá R$ 7 milhões.

Por influência do Brasil, a margem paraguaia de Itaipu também pretende concentrar cada vez mais as atividades na vizinha Hernandárias, sede da usina no lado paraguaio, reduzindo o número de empregados no escritório de Assunção. O Anexo A do Tratado de Itaipu prevê que, além das sedes em Foz do Iguaçu e Hernandárias, a empresa manteria escritórios em Brasília e Assunção. Mas, durante as obras de construção da usina, a partir de 1975, foram criados escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, para facilitar o desembaraço de peças adquiridas pela usina. Os escritórios do Rio e de São Paulo foram desativados na década de 1990, mas não o de Curitiba.

Investimentos sociais

Silva e Luna contou ao presidente e ao ministro que, com a realocação de R$ 600 milhões, Itaipu pôde ampliar quase três vezes os investimentos no desenvolvimento social, econômico, turístico e cultural da região Oeste do Paraná. Em 2018, os recursos aplicados nessas áreas pela usina somaram R$ 103,7 milhões; em 2019, o valor passou para R$ 252,4 milhões, com impacto direto na qualidade de vida e na geração de emprego e renda para milhares de pessoas.

Além das obras na ponte e no aeroporto de Foz do Iguaçu, Itaipu alocou mais recursos em projetos de meio ambiente e responsabilidade social, beneficiando toda a área de influência do reservatório. Os gastos no apoio à implantação da Coleta Solidária, por exemplo, aumentaram de R$ 3,2 milhões, em 2018, para R$ 15,8 milhões, no ano passado. Já o investimento em moradias populares para famílias em situação de vulnerabilidade e risco social foi ampliado de apenas R$ 25,5 mil, em 2018, para R$ 5 milhões, ou cerca de 300 vezes mais.

Na área da saúde, a Itaipu investiu R$ 34,4 milhões no Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC), em 2019, pouco mais da metade do total de R$ 64,7 milhões que serão investidos na reforma e ampliação da estrutura física da unidade de saúde, a mais importante de Foz do Iguaçu e região. Ao final dos trabalhos, o número de leitos do hospital passará de 202 para 260, com aumento das salas cirúrgicas, construção de um novo laboratório de análises clínicas e expansão dos serviços de quimioterapia e radioterapia, entre outras melhorias e avanços.

Itaipu Binacional - diretor - bônus - salários

Itaipu amplia bônus e dá R$ 221 mil a diretor nomeado por Bolsonaro

Diretor brasileiro da Itaipu Binacional há um ano, o general Joaquim Silva e Luna concedeu a todos os funcionários de Itaipu, fixos e temporários, um bônus equivalente a 2,8 salários como compensação de possíveis perdas decorrentes do acordo coletivo de trabalho.

Com a medida, Luna, que foi ministro da Defesa de Temer e tomou posse em Itaipu na gestão de Jair Bolsonaro, também ganhou o pagamento extra no fim de 2019. Recebeu R$ 221,2 mil em indenização. Como tem caráter indenizatório, a remuneração é livre de Imposto de Renda.

O salário do general na usina binacional é de R$ 79 mil.

Juntos, os seis diretores da empresa ganharam R$ 1,3 milhão. Com salários de R$ 76 mil, cada um dos outros cinco diretores, além de Luna, foi gratificado com R$ 212,8 mil.

A indenização foi instituída por Luna na negociação anual de acordo coletivo entre empresa e sindicatos, com valida- de de 1º de novembro de 2019 a 31 de outubro de 2020. O pagamento extra foi criado para compensar eventuais perdas que empregados poderiam ter com a revisão de benefícios oferecidos pela companhia.

Foram alterados o auxílio-funeral e o cálculo do vale-alimentação, ainda que os dois benefícios continuem sendo oferecidos aos funcionários.

A recompensa financeira foi paga em duas etapas. Isso porque a própria diretoria de Itaipu resolveu reabrir as negociações e oferecer uma nova gratificação mesmo depois de os trabalhadores terem aceitado o primeiro acordo.

No dia 12 de novembro, os empregados de Itaipu aprovaram proposta da empresa em que houve o fim do reajuste automático do vale-alimentação –95% dos termos anteriores do acordo coletivo haviam sido mantidos.

O acordo também restringiu acesso ao seguro de vida para trabalhadores que venham a se aposentar por invalidez àqueles que tenham mais de nove anos de empresa.

Para abrir mão desses benefícios, cada empregado recebeu uma indenização correspondente a 1,3 de seu salário, valor que foi creditado na folha do dia 25 de novembro.

Após a celebração do acordo, a direção-geral agradeceu aos trabalhadores.

“Hoje, todos os empregados da Itaipu são protagonistas de uma mudança que ficará na história de nossa entidade. Há oito meses, quando assumimos a Diretoria-Geral Brasileira, tivemos como missão reestruturar a gestão, atendendo a diretrizes do governo do presidente Jair Bolsonaro para tornar Itaipu mais eficiente”, diz a mensagem.

No mesmo dia em que o dinheiro foi depositado, a diretoria propôs uma modificação no acordo oferecendo uma nova indenização, de mais 1,5 salário, a cada funcionário. Em troca, os empregados teriam que concordar com alteração no auxílio-funeral.

Também seria suprimida cláusula que previa a participação de representante de trabalhadores no comitê de investimentos da Fibra (Fundação Itaipu Brasil de Previdência e Assistência Social), o plano de pensão companhia.

Em boletins internos, a própria direção da Fibra informou, porém, que a retirada da cláusula não alteraria a composição do conselho, porque a participação de empregados está prevista em seu estatuto.

Aprovada no dia 3 de dezembro, a gratificação foi paga no dia 20 do mesmo mês. Em nova mensagem, o diretor-geral do Itaipu comemorou o benefício como uma demonstração de gratidão a quem vestiu a camisa de Itaipu.

Em documentos internos, a medida foi justificada como esforço para reduzir a assimetria com a margem paraguaia de Itaipu, onde funcionários conseguiram antecipar para dezembro de 2019 uma gratificação que receberiam em janeiro de 2020, antecipando seu impacto orçamentário.

Tradicionalmente, empregados de Itaipu recebem abono salarial equivalente a 1,3 salário, benefício sujeito ao IR. Em 2019, porém, o abono foi substituído pela indenização.

Em 2015, após 43 dias de greve, Itaipu concedeu indenização aos funcionários, mas os diretores e ocupantes de cargos transitórios não tiveram direito à mesma gratificação.

A Itaipu é uma entidade de direito público internacional, regida por um tratado entre Brasil e Paraguai, segundo o qual as direções das duas margens têm autonomia nas relações com empregados, até por causa da diferença entre a lei trabalhista de cada país.

Em nota, a assessoria de imprensa da Itaipu Binacional informou que as indenizações foram definidas no último acordo coletivo e no termo aditivo, celebrados pela empresa com sindicatos que representam os trabalhadores da margem brasileira (Sinefi, Senge, Sinaep e Sindenel).

Segundo a assessoria, o acordo abrange todos os empregados que têm contrato de trabalho com a Itaipu, tanto fixos quanto temporários.

“O acordo também busca garantir a isonomia de valores e benefícios na margem brasileira, uma vez que o pagamento de indenização já havia sido deliberado no lado paraguaio. Destaca-se que a referida isonomia está prevista no Tratado de Itaipu”, afirma.

Ainda segundo a assessoria, as indenizações decorreram de inúmeras rodadas de negociações, “com a supressão de direitos estabelecidos em acordos anteriores –como o reajuste automático no valor do auxílio-alimentação; o reajuste automático no valor do reembolso do material didático; alterações em cláusulas referentes à eleição para o comitê de investimentos da Fibra (previdência complementar) e política de treinamento do empregado”.

A empresa afirma anda que entende que os valores são compatíveis com a política de gestão empresarial e que permitirá, em três anos (2019, 2020 e 2021), uma economia superior a R$ 600 milhões.
Itaipu diz ainda que esse valor economizado está sendo redirecionado para obras estruturantes “e que deixarão um legado para a sociedade”.

Entre as obras, cita a construção da nova ponte Brasil- Paraguai, a ampliação da pista de pousos e decolagens do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e a reforma e ampliação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti (também em Foz), “um dos maiores e mais importantes da região” e que atende a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

De acordo com a assessoria, “o empenho e a dedicação do corpo funcional de Itaipu foram fundamentais para que tais resultados fossem possíveis”.

LINHA DO TEMPO

12.nov.19: Empregados de Itaipu aprovam acordo coletivo que restringiu o acesso ao seguro de vida a aposentados por invalidez àqueles que tenham mais de nove anos de empresa e o fim do reajuste automático do vale-alimentação;

25.nov.19: Funcionários ganham a indenização de 1,3 salário como compensação à perda de direitos. No mesmo dia, a direção de Itaipu propõe modificação ao acordo para modificar o auxílio-funeral;

3.dez.19: A mudança é aprovada;

20.dez.19: Pagamento da nova gratificação equivalente a 1,5 salário pelo novo acordo.

Moro instala em Foz Centro de Combate ao Crime nas Fronteiras

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, estará nesta quarta em Foz do Iguaçu para participar da 50ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul e Estados Associados e da 44ª Reunião de Ministros do Interior e da Segurança do Mercosul e Estados Associados. Na Itaipu Binacional, será instalado um centro de operações da fronteira.

Moro vai fazer um relato dos 300 dias de governo Jair Bolsonaro na área da Segurança Pública com foco nas ações de defesa das fronteiras contra o contrabando de drogas e armas. O ministro apresentará aos participantes os “centros integrados de operações de fronteira”. Com o centro na Itaipu, a expectativa é a de garantir mais seguranças nas fronteiras.

São 12 grupos de trabalho que vão apresentar propostas para combater a criminalidade que afeta igualmente todos os países.

CENTROS DE FUSÃO

 Centro Integrado de Operações de Fronteiras (CIOF) que será instaurado em Foz do Iguaçu vai funcionar no modelo dos Fusions Centers, ou os Centros de Fusão, instaurados nos EUA, os quais promovem o compartilhamento de informações entre órgãos de segurança, de justiça e de investigação americanos. O CIOF é um projeto do Ministério da Justiça para integrar as forças de segurança brasileiras e Foz terá o plano piloto da iniciativa.

Na manhã desta sexta-feira, o capitão da PM, Clayton Oliveira Lima, representante do Paraná no grupo de trabalho criado pelo Ministério da Justiça para a estruturação do CIOF, fez uma visita ao Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF). Lima foi recebido pelo presidente do Instituto, Luciano Barros. “A importância da implantação desse projeto está no aumento da capilaridade do Estado para combater crimes transnacionais através da integração entre os agentes de segurança brasileiros e dos países vizinhos”, destacou Barros.

O modelo do CIOF será replicado em outras áreas da região de fronteira. Nos EUA, atualmente são 79 Fusions Centers em operação. “Não há como falar de segurança pública sem integração dos órgãos”, avalia Lima. Durante a visita, Barros presenteou o capitão com o terceiro volume do livro (Re)Definições de Fronteiras, uma publicação da Editora IDESF, que traz trabalhos científicos de pesquisadores de várias partes do mundo, em português, inglês e espanhol, sobre as realidades de fronteiras.

Indígenas - Paraná - Violência - MPF

MPF investiga aumento de casos de violência contra indígenas no Paraná

As comunidades indígenas Avás-Guarani localizadas nos municípios de Guaíra e Terra Roxa, região noroeste do Paraná, denunciaram ao MPF (Ministério Público Federal) um quadro generalizado de discriminação e violência sofridas por essas pessoas.

As denúncias foram realizadas por lideranças indígenas nessa última segunda-feira (7), em reunião desses representantes com o MPF, na sede da Procuradoria, em Curitiba.

Os indígenas afirmaram que não apenas moradores dos municípios, mas também autoridades, estão negando o reconhecimento e garantia dos direitos desses povos.

Além disso, proprietários rurais e alguns moradores estariam praticando atos de violência contra os índios das comunidades, com um crescente aumento nos últimos meses.

INÍCIO DOS CONFLITOS

Na avaliação dessas lideranças, a decisão proferida pelo TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que suspendeu uma decisão da Justiça Federal de Umuarama em determinar a cargo da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) e a União, trabalhos de identificação e delimitação terras indígenas em Guaíra e Terra Roxa, como principal motivo para esse aumento da intolerância na região.

Essa etapa seria apenas uma parte preliminar do processo, sendo necessária ainda as fases de contestações, declarações de limites, homologações e registro com a União. Mas a decisão do TRF4 suspendeu todo o processo e estaria causando essas altercações entre indígenas e demais moradores dos municípios.

Os indígenas do povo Avá-Guarani ocupam ao todo 20 terrenos na região oeste do Paraná, sendo que essas áreas ainda não foram demarcadas. Essa população tem um histórico de conflitos com o poder público, tendo sofrido perda de terras pela construção da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, em 1973, principalmente no município de São Miguel do Iguaçu.

onça paraná

Onça-parda é salva no Paraná após atropelamento

Uma onça-parda foi resgatada em Foz do Iguaçu, no Paraná, após ser encontrada desacordada na beira da estrada em situação precária, próximo à área de contenção do reservatório da hidrelétrica de Itaipu Binacional. De acordo com os veterinários, o animal foi vítima de atropelamento e tinha balas de chumbo pelo corpo, o que indica que foi alvejado por tiros há alguns meses.

Segundo o médico veterinário da equipe de Itaipu, Pedro Teles, especialista em animais silvestres, a onça encontrada é macho, com aproximadamente dois anos de idade e encontra-se na “fase de dispersão”, quando o animal se separa da mãe e precisa encontrar um território para se fixar. “Nessa idade é comum acontecer conflito com o homem, seja por atropelamento em rodovias, seja pela caça”, explica.

O resgate foi feito pela Polícia Ambiental do Paraná e a onça foi encaminhada para o hospital veterinário do Refúgio Bela Vista. Segundo Teles, o animal é da espécie Puma concolor, comum em todos os biomas brasileiros, e conhecida por nomes como suçuarana e onça-parda.

“O animal chegou até a gente em coma, sem precisar ter sido sedado, por isso já percebemos que ele havia sofrido um traumatismo craniano, ele também tinha um dos caninos fraturados e um corte no lábio que já mostrava que tinha batido com a cabeça”, conta.

Resgate Onça parda
Onça-parda é resgatada em Foz do Iguaçu – Equipe do RBV

Depois a equipe percebeu que a onça também tinha a pata traseira gravemente fraturada e mantinha mais de cinco projéteis de chumbo espalhados pelo corpo. “Os tiros já estavam cicatrizados, ou seja, ele havia sido alvejado há pelo menos 3 meses, e a gente só pôde perceber pela radiografia”, explica o veterinário.

Após tratamento intensivo, o animal saiu do coma e passou por uma cirurgia de mais de cinco horas para recuperar o fêmur traseiro, que recebeu 2 placas metálicas, um pino e 36 parafusos. A equipe do refúgio Bela Vista não sabia se a onça sobreviveria pela gravidade dos ferimentos, mas agora avalia uma readequação do espaço de confinamento, já que o animal começa a recuperar os movimentos.

Segundo Pedro Teles, a intenção é que o animal seja reintegrado à Mata Atlântica, na região em que foi encontrado, mas, para isso, precisará passar por mais avaliações. Também será necessária autorização dos órgãos ambientais competentes.

“Esse é um animal importante para o equilíbrio ecológico, por que é um dos animais responsáveis pelo controle de outras espécies como capivaras, quatis e cachorros do mato, além de ser um sinalizador de recuperação de áreas reflorestadas, como a que foi encontrado”, destaca.

Cidade submersa por Itaipú reaparece no Facebook. E os ex-moradores se reencontram em Foz

Alvorada do Iguaçu , que desapareceu com a formação do Lago de Itaipú, reapareceu agora nas redes sociais. Antigos moradores criaram um grupo no Facebook, com apoio desta coluna, para reunir fotos, histórias e publicações sobre o passado. E os participantes já marcaram para este sábado, sete de setembro de 2019, um evento de reencontro. A iniciativa foi de Nara Regina Spada, que é a administradora do grupo. Logo que as fotos chegarem vamos publicar aqui nesta página

E veja abaixo o vídeo produzido pela Band Paraná sobre o desaparecimento de Alvorada do Iguaçu:

 

 

Veja também nesta página algumas fotos já reunidas pelo grupo.

A vila começou a ser esvaziada em 1978 quando o Rio Paraná foi desviado para a formação do Lago de Itaipú. As obras eram para a construção da Hidrelétrica de Itaipú, que começou a funcionar em 1982.

Os quatro mil moradores buscaram outras cidades. As casas, que na maioria eram de madeira, foram desmontadas para a reconstrução em outros locais. Muitos foram para a vila próxima, onde hoje é Santa Terezinha de Itaipu.

Pela praia artificial desta cidade, ainda é possível avistar as ruínas de Alvorada do Iguaçu, em épocas em que o lago está baixo.

 

 

 

 

 

 

 

Imagem do Google Maps.

Foto da Gazeta do Povo.

O grupo está no link: https://www.facebook.com/groups/alvoradadoiguacu/

 

 

 

 

 

 

 

Para ajudar na identificação destas fotos, escreva no espaço de comentários do leitor logo abaixo.

 

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O fim de Sete Quedas em Guaíra no ano de 1982

 

 

“Sete Quedas”, na cidade paranaense de Guaíra, acabou em 1982. As cachoeiras foram cobertas com a formação do Lago de Itaipú. Veja no vídeo abaixo, produzido pela Band Paraná, com apoio desta coluna:

 

 

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Diretor de Itaipu acredita que acordo com Paraguai sairá em breve

Por José Romildo

Representantes do Brasil e do Paraguai estão em negociação para superar o impasse provocado pela falta de um contrato de compra de energia de Itaipu pela Administração Nacional de Eletricidade (Ande), empresa estatal do país vizinho, e pela Eletrobras. Em razão da inexistência de um contrato, a Itaipu Binacional está impedida de emitir faturas desde fevereiro deste ano, fato nunca ocorrido desde que a empresa começou a funcionar em 1984.

Nomeado há cerca de seis meses para o cargo de diretor-geral da Itaipu, no lado brasileiro, Joaquim Silva e Luna disse esperar que as duas partes cheguem logo a um acordo. “Quanto mais cedo for resolvido esse problema de contratação, a gente saneará a parte financeira”. As negociações estão sendo feitas em nível técnico pela Ande e pela Eletrobras e no âmbito político pelos ministérios de Relações Exteriores e das Minas e Energia dos dois países.

Apesar dos transtornos causados pela falta de contratação de energia, o diretor-geral da parte brasileira da Itaipu afirmou que até o momento a empresa não deixou de honrar nenhum compromisso em relação a royalties, contratos, convênios e financiamentos de projetos de desenvolvimento. Os compromissos estão sendo pagos por enquanto com recursos de outras operações financeiras e com ajustes de cronogramas de pagamentos.

“Claro que, se ficar assim até o final do ano, a empresa será afetada”, disse Silva e Luna. “Algum compromisso nosso deixaria de ser honrado”. No entanto, ele destacou que Brasil e Paraguai “são dois países soberanos, convivem em harmonia, querem fortalecer seus laços de confiança”, e devem resolver esse impasse em breve.

A solução, segundo o diretor-geral, não só garante os pagamento a curto prazo como também prepara o terreno para uma solução permanente em 2023, quando o Tratado de Itaipu completará 50 anos. Em 2023, o Anexo C do tratado, que trata da parte financeira do acordo, será revisado por brasileiros e paraguaios. A revisão prevê a atualização das bases para a comercialização de energia de Itaipu.

GESTÃO

Desde que assumiu o comando da parte brasileira de Itaipu, Silva e Luna afirmou que deu início a uma reestruturação da empresa a partir de uma política de austeridade e de respeito aos princípios da boa administração pública.

As principais mudanças ocorreram em relação ao uso dos recursos da empresa. Verbas relativas a patrocínios e convênios sem foco na finalidade da binacional foram realocadas para obras que priorizam a estrutura do empreendimento. Exemplo disso foi a construção da Ponte de Integração Brasil-Paraguai, obra já iniciada, e que exigirá o investimento de R$ 463 milhões. Esse projeto, de acordo com o presidente da Itaipu, pelo lado brasileiro, propiciará um “novo ciclo econômico” à região fronteiriça do Brasil e do Paraguai.

De acordo com o diretor-geral, os recursos anteriormente destinados a patrocínios e convênios considerados inadequados pela atual administração também serão redirecionados para o Hospital Ministro Costa Cavalcanti. Para essa unidade hospitalar, que atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), serão destinados cerca de R$ 64 milhões, que cobrirão obras de ampliação e modernização da unidade.

Silva e Luna também destacou convênio assinado com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), por meio do qual a Itaipu Binacional se comprometeu a aplicar R$ 15,5 milhões em duas melhorias. Uma delas é a duplicação dos 800 metros da via que liga o aeroporto à Rodovia das Cataratas (BR-469). Outra é a construção de um pátio de manobras de 19 mil metros quadrados, que permitirá a ampliação em 40% da pista do aeroporto.

A Itaipu é líder mundial na geração de energia limpa e renovável. A usina tem 20 unidades geradoras e 14 mil megawatts de potência instalada. Em 2018, a hidrelétrica foi responsável pelo abastecimento de 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

Presidente do Paraguai é convocado a depor sobre acordo de Itaipu

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, anunciou por meio de sua conta nas redes sociais que está disposto a colaborar com o Ministério Público na investigação do acordo realizado com o Brasil sobre Itaipu, que acabou sendo cancelado pela crise política que quase gerou um processo de impeachment contra ele.

Tanto Abdo Benítez quanto Hugo Velázquez foram convocados a depor à Procuradoria do país. O processo se trata de uma causa penal aberta para determinar se houve irregularidades na assinatura da ata bilateral sobre o uso de energia de Itaipu por Paraguai e Brasil.

O caso ficou mais grave quando foram entregues ao Ministério Público conversas vazadas entre o então presidente da Ande (estatal energética paraguaia) e o advogado José Rodríguez, que se apresentava como assessor jurídico de Velázquez. Depois que os chats vieram à tona, ambos negaram ter um vínculo.
Nas conversas, fala-se de uma possível venda de parte da energia que corresponde ao Paraguai a uma empresa brasileira, a Léros, que segundo essas mensagens estaria ligada à família Bolsonaro.

Alguns dias depois, outros diálogos divulgados mostraram que, além de Velázquez, o presidente Abdo Benítez também estaria a par da negociação e a teria aprovado.

“Como disse sempre, nosso compromisso é com a transparência. Estamos à disposição da Procuradoria para colaborar com a investigação e a busca pela verdade”, afirmou Abdo Benítez por meio de suas redes sociais.

O jornal paraguaio ABC Color afirmou que o acordo cancelado na semana passada, além de ter sido feito em sigilo –poucas pessoas no governo estavam a par–, foi fechado sob pressão em relação às datas e aos itens a serem negociados por parte do Brasil.

Segundo a publicação, “o Brasil declarou sem rodeios quais benefícios esperava obter”, e que a reunião era para “superar a atual divergência entre a Ande e a Eletrobras”.

Em 9 de abril, a chancelaria paraguaia aceitaria as exigências do Brasil, que teria redigido essa nova versão do acordo. A ata foi assinada em Brasília em 24 de maio e não teriam sido considerados os pedidos de mudança entregues pela própria Ande.

Em nota divulgada na noite desta sexta-feira (9), o Itamaraty diz que ” todo o processo de negociação que resultou na assinatura da Ata Bilateral não foi secreto. Em todas as reuniões houve a participação dos representantes dos Ministérios das Relações Exteriores de ambos os países, da Eletrobras, da Ande e da Itaipu Binacional.”

A nota, assinada também pelo Ministério das Minas e Energia, também diz que “o Tratado de Itaipu somente permite a venda da energia produzida pela usina para a Eletrobras e para a Ande.

Portanto, não tem qualquer fundamento a especulação sobre a possibilidade de comercialização da energia da usina binacional por parte de alguma empresa que não seja a Eletrobras e a Ande” e que os dois países seguem em diálogo sobre como dividir a energia gerada pela usina.

Brasil e Paraguai cancelam acordo sobre Itaipu e impeachment perde força

Um documento que cancela o acordo bilateral favorecendo o Brasil na contratação da energia de Itaipu foi assinado no final da manhã desta quinta-feira (1º) pelo embaixador brasileiro no Paraguai, Carlos Simas Magalhães, na sede do Ministério de Relações Exteriores, em Assunção.

O cancelamento causou reação imediata no processo de julgamento político que o Congresso começou a preparar, numa sessão extraordinária que teve início às 10h. O grupo de senadores comandados pelo ex-presidente Horacio Cartes, o Honor Colorado, retirou seu apoio ao impeachment.

A oposição havia anunciado nesta quarta-feira (31) que entraria com um pedido de impeachment contra Abdo, por conta da reação contra um acordo energético assinado com o Brasil e que estabelecia um cronograma para a compra de energia gerada pela hidrelétrica binacional Itaipu até o ano de 2022.

O acordo, que foi suspenso nesta quinta, elevaria os custos para a empresa estatal de eletricidade do Paraguai em mais de US$ 200 milhões.
Enquanto isso, no Palácio de los López, o presidente Mario Abdo Benítez e quase todo seu gabinete de ministros continuavam reunidos preparando uma declaração à imprensa.
Antes dele, o chanceler Antonio Rivas Palacios deu uma declaração dizendo que “o documento assinado já está em mãos dos técnicos para tratamento de todos os temas e as negociações voltam à página zero.”

A ameaça do julgamento político do presidente e seu vice, porém, segue. O senador Eusebio Ramon Ayala, do PLRA, disse que “ainda há muito o que explicar, especialmente se o presidente tiver sido salvo por Bolsonaro, vamos querer saber em troca de que”, disse a jornalistas.

O governo brasileiro soltou uma nota nesta manhã, defendendo Abdo e ressaltando a “excelente relação pessoal” entre os dois presidentes.

ENTENDA O CASO

26.fev O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, general Joaquim Silva e Luna, toma posse e afirma querer trabalhar por uma tarifa de luz mais baixa
11.mar O ministro da Fazenda do Paraguai, Benigno López, diz esperar que as conversas acerca da renegociação do tratado de energia da hidrelétrica de Itaipu deem origem a um acordo justo e rápido
12.mar O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, se encontra com Jair Bolsonaro para discutir a revisão de cláusulas financeiras
Maio Ata com termos negociados é assinada, mas não é divulgada publicamente
24.jul Pedro Ferreira, presidente da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), renuncia após discordar dos termos e se recusar a assinar acordo
29.jul O chanceler Alberto Castiglioni e outras altas autoridades do governo paraguaio renunciam
31.jul Antonio Rivas assume a Chancelaria paraguaia com a missão de resolver a crise com o Brasil; partidos de oposição anunciam pedido de impeachment contra Abdo Benítez e Velázquez
2.ago Deve desembarcar no Brasil uma delegação paraguaia para pedir que o Brasil anule os termos da ata diplomática