Principais chefs do Paraná promovem jantar em prol da região de São Luiz do Purunã

O movimento é inspirado nas lições dos tropeiros e chefs e vai reforçar as experiências de confraternização em torno da comida

 

No dia 16, próxima quarta-feira, o Espaço Celso Freire Gastronomia recebe um evento pra lá de especial: um encontro com 12 chefs de cozinha que promete uma saborosa troca de experiências. O encontro, batizado “Da Cavalgada à Mesa” acontecerá a partir das 19h, e reunirá, além dos anfitriões Celso e Gabriela Freire, nomes como Beto Madalosso, Claudia Krauspenhar, Délio Canabrava, Eva dos Santos, Flávia Rogoski, Lênin Palhano, Manu Buffara, Marcelo Amaral, René Seifert, Rosane Radecki e Vânia Krekniski.

Chef Celso Freire.

Inédito e aberto ao público, o evento disponibiliza convites no valor de R$ 350,00 onde estão inclusos os pratos preparados pelos chefs, welcome drink, vinho, cerveja artesanal e água com e sem gás. Haverá muita gastronomia, bebida, música e inúmeras histórias para contar. “Vamos cozinhar um banquete em 12 tempos, preparado por 12 chefes. Quem quiser se unir à ‘tropa’, vai ter a oportunidade de viver uma experiência gastronômica carregada de história e ainda contribuir para o Instituto Purunã, pois todo o lucro será revertido para projetos de valorização do empreendedorismo na região”, destaca Celso Freire.

O Projeto

A ideia surgiu após uma jornada especial que ocorreu no final de agosto deste ano. “Nos encontramos para um café da manhã em uma fazenda centenária. Dali, partimos para uma jornada de 7 horas, a cavalo, por campos e montanhas, em uma das serras mais exuberantes do Brasil: a de São Luiz do Purunã. Foi a primeira Cavalgada dos Chefes”, conta Celso.

Resgatando hábitos dos tropeiros, a “tropa” apeou na Estância Pé da Serra. Ali passaram a noite que foi regada a comida tropeira, música e uma fantástica troca de experiências. “Foi uma enorme celebração entre amigos. E em comum o amor e dedicação pela gastronomia. A maior parte da tropa é formada por chefes consagrados do Paraná”, destaca Celso. Em setembro, o evento ganhou mais estrutura e foi transformado em um jantar magno durante a abertura do Fórum Tutano de gastronomia, o primeiro fogo de chão realizado na Forneria Copacabana.

O que: “Da Cavalgada à Mesa” – Jantar em 12 tempos + Bebida + Música

Quando: 16/10, (quarta-feira), às 19h

Local: Espaço Celso Freire Gastronomia – R. Atílio Bório, 1959 – Juvevê – Valet no local.

Valor: 350 reais – O valor arrecadado será revertido para o Instituto Purunã.

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marcelo odebrecht beto richa

Por fraude, Marcelo Odebrecht ligou, jantou e compareceu a casamento de Richa

Ao denunciar o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), o Ministério Público Federal (MPF) reforçou a narrativa de como o político se aproximou do herdeiro da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht. O grupo comandado pelo tucano é acusado de ter recebido R$ 7,5 milhões em vantagens indevidas por fraudar a licitação da PR-323.

A responsabilidade da duplicação da rodovia que liga Maringá a Francisco Alves, no noroeste do Paraná, foi entregue à Odebrecht em 2014. Envolvida na Lava Jato, a empreiteira não foi capaz de tocar a obra bilionária e o projeto que previa a duplicação e outras melhorias na “rodovia da morte” nunca saiu do papel.

Uma sucessão de fatos levou aos crimes, segundo o MPF. A denúncia sustenta que o relacionamento entre político e empresário foi estreitado por vários anos, com jantares, almoços e até a presença de Marcelo Odebrecht no casamento do filho do então governador do Paraná.

Aproximação

A força-tarefa Lava Jato narra que Beto Richa e Marcelo Odebrecht começaram a se aproximar em 2010, quatro antes antes da fraude à licitação denunciada. Segundo os procuradores, em princípio, os primeiro pagamentos feitos pela empreiteira ao tucano “contaram com qualquer contraprestação específica conhecida, sendo usados apenas para iniciar um bom relacionamento com o grupo político que viria a comandar o Estado nos anos seguintes”.

A denúncia sustenta que em 25 de maio de 2010 houve uma troca de e-mails para marcar um almoço entre executivos da Odebrecht, Beto Richa, Pepe Richa (irmão do ex-governador) e Deonilson Roldo (que em 2010 era o chefe de gabinete de Beto Richa, na época ainda prefeito de Curitiba).

Três meses depois, em 10 de agosto, uma nova troca de e-mails interceptada pela Lava Jato indicam a organização de um jantar na casa de Marcelo Odebrecht com a presença de Beto Richa e empresários.

Em 3 de outubro daquele ano, logo após a vitória de Beto Richa nas eleições para o governo do Paraná, Marcelo Odebrecht ligou para o tucano para parabenizá-lo.

Richa iniciou o mandato em janeiro de 2011 já com a promessa de duplicação da PR-323. O relacionamento entre o político e a Odebrecht é mantido. E confirmado, segundo a força-tarefa Lava Jato, pela presença de Marcelo ao casamento de André Richa, filho do então governador. A festa aconteceu no dia 6 de maio de 2011, no Castelo do Batel, tradicional e luxuoso espaço para eventos de Curitiba.

Richa usou empresa e imóveis para lavar dinheiro de propina

Odebrecht e PR-323

De acordo com o diretor da Odebrecht e delator, Luiz Antônio Bueno Junior, a empreiteira começou a se envolver oficialmente no processo de duplicação e operação da PR-323 no início de 2013. Neste período a construtora deu início aos trabalhos de estudo para a elaboração do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), uma fase preliminar ao processo de licitação. O investimento inicial nas obras da rodovia foi estimada em R$ 1,2 bilhão apenas nos cinco primeiros anos.

O edital foi publicado em janeiro de 2014, já com algumas alterações pedidas por emissários e representantes da Odebrecht. Antes mesmo da publicação oficial do edital, o MPF afirma que nos bastidores do governo do Paraná a Odebrecht se movimentava para obter o contrato. Como evidência do direcionamento da licitação, os procuradores também apresentam o extrato de 33 contatos telefônicos entre representantes do governo e da empreiteira.

Após uma série de encontros, reuniões e mudanças no processo licitatório, o contrato de concessão da PR-323 foi assinado no dia 5 de setembro de 2014.

Acusados

Além do ex-governador Beto Richa (PSDB), foram denunciados o irmão dele, Pepe Richa, o primo dele, Luiz Abi Antoun, e outras quatro pessoas. São apontados os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro. O grupo teria recebido cerca de R$ 7,5 milhões em vantagens indevidas.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os denunciados fraudaram a licitação em favor do Consórcio Rota das Fronteiras, composto, entre outras, pela empresa Tucumann Engenharia e pela Odebrecht. A investigação apontou o contato entre empresários ligados às empresas integrantes do consórcio e os agentes públicos antes mesmo da publicação das diretrizes para a licitação ganha posteriormente pelo consórcio.

A investigação aponta que o executivos da Odebrecht ofereceram pelo menos R$ 4 milhões a Denilson Roldo, no interesse de Beto Richa, Pepe Richa e Ezequias Moreira e, para viabilizar o recebimento dissimulado de valores, Dirceu Pupo Moreira e Luiz Abi Antoun atuaram como intermediários.

Dentro deste valor prometido pelos empresários, perícias dos sistemas DROUSYS e MyWebDay, da Odebrecht, revelaram no intervalo de dois meses ao longo de 2014, pagamentos superiores a R$ 3,5 milhões para o codinome “Piloto”, utilizado para identificar o ex-governador.

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Denúncia

  • Beto Richa – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • José Richa Filho – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Luiz Abi Antoun – Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Rafael Gluck – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • José Maria Ribas Mueller – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • Ezequias Moreira – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Dirceu Pupo Ferreira – Denunciado por crimes de lavagem de dinheiro.

Defesas

Em nota, a defesa de Beto Richa reitera apenas que o ex-governador não cometeu irregularidades. “Defesa reafirma que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade, e que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos. Reiterando assim, a inocência do ex-governador e a confiança no Poder Judiciário”, diz.

O Paraná Portal tenta contato com as defesas dos demais denunciados.

Novas sopas e caldos no La Varenne

O restaurante franco-italiano La Varenne acaba de lançar novidades perfeitas para aquecer os dias frios deste inverno.

Com ingredientes que prestigiam os produtores locais, os chefs Mayra Batista e Felipe Miyake apresentam quatro novidades para a estação, servidas diariamente, no almoço e no jantar.

Preparado com porcini fresco de Santa Catarina, o Creme de porcini com massa folhada (R$43) proporciona aromas e sabores únicos para o prato. Bem como o Creme de lagostim com nata (R$38). 

Creme de porcini com massa folhada.
Creme de lagostim com nata.

Já a Espuma de batata doce com pinhão e foie gras (R$42), combina de forma perfeitamente harmônica a doçura da batata com a gordura do fígado de pato.

Espuma de batata doce com pinhão e foie gras.

Outra opção é a Blanquette de vitela com riz pilaf (R$35), que leva pernil de vitela desossada em pedaços, guisado com legumes aromáticos e creme de leite, servido com arroz pilaf – composto de arroz selvagem e arroz branco.

Blanquette de vitela com riz pilaf.

La Varenne

Avenida do Batel, 1.868 – Piso L4, Curitiba/PR

Horário de funcionamento: Segunda a sábado, almoço das 11h30 às 15h / Jantar – Segunda a quinta das 19h às 23h e sexta e sábado das 19h às 24h. Domingo das 12h às 17h

Reservas: (41) 3044-6600 / www.lavarenne.com.br

Governo espera 350 votos favoráveis à proposta que limita gastos públicos

Com Agência Brasil

O presidente Michel Temer promoveu um jantar na noite deste domingo (9) com integrantes da base aliada. O objetivo é definir a estratégia do governo para aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC 241/16) que limita os gastos do governo por 20 anos.

A intenção do governo é que a votação ocorra ainda nesta segunda-feira (10). Para isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a convocar uma sessão de debates para sexta-feira (7), que contaria como prazo. A sessão não aconteceu por falta de quorum.

Diante do cenário, o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), disse que deve propor um requerimento para quebrar o intervalo e votar a proposta em primeiro turno ainda na noite desta segunda-feira. “Vamos apresentar o reequerimento amanhã pela manhã para que possamos votar logo o texto”, disse Moura.

Novo regime fiscal

A medida foi batizada pelo Executivo de novo regime fiscal. Pela proposta, o aumento das despesas no Orçamento ficará limitado pelos próximos 20 anos, sendo reajustado somente pela inflação do ano anterior.

O governo pretende votar a PEC ainda nesta semana. O texto foi aprovado na quinta-feira (6) em comissão especial da Câmara. De acordo com o regimento interno da Câmara, entre a aprovação do relatório de uma PEC na comissão especial e a votação do texto no plenário são necessárias duas sessões no plenário da Casa.

O domingo foi de movimentação por parte dos integrantes do governo para tentar garantir maioria para aprovação do texto. Mais cedo, Temer, Moura e Maia se reuniram para afinar o discurso do governo, que espera superar os 308 votos necessários para a aprovação da PEC em primeiro turno. “Estamos confiantes de que a votação amanhã será positiva e que teremos número superior aos 308 votos necessários para aprovação do texto”, afirmou Moura.

“Nós já tínhamos certeza, pois passamos os últimos dias na confirmação dos deputados. A expectativa é que mais de 320 deputados do governo estejam na Casa amanhã”, acrescentou.

Moura novamente rebateu a afirmação da Procuradoria-Geral da República (PGR), de que a PEC é inconstitucional. Em nota, a PGR rejeitou a proposta, classificando-a como inconstitucional. Para a instituição, a proposta vai diminuir a atuação da instituições do Sistema de Justiça no “combate às demandas de que necessita a sociedade, entre as quais o combate à corrupção e ao crime”.

De acordo com o líder do governo, a PEC é constitucional e cumpre os ritos previstos no regimento da Câmara. “As regras e os efeitos são para todos os poderes. Que todos possam dar sua parcela de contribuição”, concluiu André Moura.

Além do líder do governo e de ministros, também participam do jantar oferecido pelo presidente Michel Temer os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, deputado Rodrigo Maria, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fies), Paulo Skaf, e representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Pelo menos, 350 votos favoráveis

Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação política, o governo espera contar com mais de 350 votos para garantir a proposta.

O ministro falou com jornalistas após jantar.

De acordo com Geddel, cerca de 280 parlamentares participaram do jantar e firmaram o compromisso de votar favoravelmente à proposta. Para ser aprovado, o texto precisa de no mínimo 308 votos. “Foram um pouco mais ou um pouco menos de 280, mas foi uma presença extremamente expressiva . Vamos contar com quórum significativo e vamos aprovar a matéria. Acho que com mais de 350 votos”, afirmou.

Agradecimento

Durante o evento, dois economistas falaram para tentar convencer os deputados sobre a necessidade de aprovação da matéria. Em seguida discursaram os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que também defenderam a aprovação.

Temer foi o último a usar a palavra e, segundo Geddel, agradeceu o apoio da base aliada. “O tom do presidente Temer foi de agradecimento pelo apoio que tem sido dado e reafirmando a importância para o país da aprovação expressiva dessa matéria.”

Além dos presidentes da Câmara e do Senado também estiveram presentes os líderes Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Baleia Rossi (PMDB-SP), Rogério Rosso (PSD-DF), Pauderney Avelino (DEM-AM) e Jovair Arantes (PTB-GO). Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Dyogo Oliveira (Planejamento), Mendonça Filho (Educação) e Ronaldo Nogueira (Trabalho) também participaram do encontro.

Ainda de acordo com o ministro, no jantar Temer não falou sobre a nota da Procuradoria-Geral da República, que classificou a proposta defendida pelo governo como inconstitucional.

“Não falamos nem direta nem indiretamente. Este assunto já foi tratado pelo presidente da Câmara e pelos lideres partidários. Achamos que a nota não altera em nada o rumo para aprovar esta matéria”, acrescentou o ministro, que classificou a nota como fruto de “convicções corporativas”.

Agradecimento no Twitter

Pelo Twitter, Temer agradeceu a presença dos parlamentares e disse que 300 parlamentares compareceram ao jantar. “Essa integração entre Executivo e Legislativo não vai parar amanhã e vai continuar até o fim do governo.”

A PEC é defendida pelo governo como essencial para controlar o rombo nas contas públicas. A intenção do governo é que a votação ocorra amanhã (10). Para isso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, chegou a convocar uma sessão de debates para sexta-feira (7), que contaria como prazo. A sessão não ocorrreu por falta de quórum.

Diante do cenário, o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), disse que deve propor um requerimento para quebrar o intervalo e votar a proposta em primeiro turno ainda na noite desta segunda-feira. ” Vamos apresentar o requerimento amanhã pela manhã para que possamos votar logo o texto”, concluiu Moura.