‘Instituto Lula surgiu de uma conversa com Marisa’, diz Bumlai

O juiz federal Sérgio Moro ouviu, na manhã desta terça-feira (9), o pecuarista José Carlos Bumlai e outras três testemunhas de acusação arroladas pelo Ministério Público Federal (MPF). Nesse processo é investigado se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu como propina o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um apartamento vizinho ao de ele onde morava, no ABC Paulista.

> “Éramos incitados a colaborar”, diz dono da empreiteira UTC

Na audiência, Bumlai contou como conheceu o ex-presidente. No depoimento, o pecuarista disse que conheceu Lula durante a Copa do Mundo de 2002, entre maio e junho, por meio do então governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT. Bumlai afirmou que tinha amizade familiar com Lula. “Não o vejo há algum tempo, mas minha relação era de absoluta amizade familiar. Nunca tive negócios com ele”, destacou.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), para a força-tarefa da Lava Jato, o imóvel que seria construída a nova sede do Instituto Lula foi comprado pela Odebrecht em troca de contratos firmados com a Petrobras. Sobre a relação com Marcelo Odebrecht, o pecuarista disse que conheceu primeiro o pai, Emílio Odebrecht, e depois o herdeiro.

Sobre o Instituto Lula, o pecuarista afirmou que a ideia nasceu de uma conversa com a ex-primeira-dama Marisa Letícia EM 2010. “Eu não sabia como funcionava isso aí… a não ser aquilo que foi feito pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso. Constituía 10 empresários que participassem do processo que levantasse o Instituto Lula, onde guardaria os presentes e as coisas… Um museu que queriam levantar”, declarou.

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A antiga proprietária do apartamento vizinho ao de Lula, que foi vendido por R$ 504 mil será ouvida em Curitiba, a partir das 15 horas.

Bumlai

O pecuarista também foi arrolado como testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht, o ex-presidente da empreiteira, que também é réu nesse processo. De acordo com o MPF, ele foi o primeiro interessado na compra do imóvel onde seria construída a nova sede do instituto.

Bumlai é acusado de ter atuado a favor de Lula. Ele já foi condenado por corrupção passiva e gestão fraudulenta a 9 anos e 10 meses de prisão. O pecuarista foi preso em novembro de 2015 e passou a cumprir pena em regime domiciliar em abril de 2016, devido a questões de saúde, após decisão do Supremo Tribunal Federal.

Denúncia

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula como propina, além de um apartamento no ABC Paulista. Os imóveis teriam sido comprados pela Odebrecht em troca de contratos com a Petrobras, no valor total de R$ 12 milhões, até novembro de 2012, segundo os procuradores.

Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mais sete pessoas são rés nesse processo, entre eles o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e o ex-presidente da OAS, José Aldemário Filho.

Bumlai presta depoimento em processo que Lula é réu

O pecuarista José Carlos Bumlai e outras três testemunhas de acusação serão ouvidas pelo juiz federal Sérgio Moro, nesta terça-feira (9). A ação investiga se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu como propina o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e um apartamento vizinho ao de ele onde morava, no ABC Paulista.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) para a força-tarefa da Lava Jato, o imóvel foi comprado pela Odebrecht em troca de contratos firmados com a Petrobras.

Bumlai; o sócio da empresa que era proprietária do terreno, Mateus Cláudio Baldassari e o arquiteto Marcelo Ferraz prestam depoimento por videoconferência de São Paulo, com a Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, a partir das 9h30.

A antiga proprietária do apartamento vizinho ao de Lula, que foi vendido por R$ 504 mil será ouvida em Curitiba, a partir das 15 horas.

Bumlai

O pecuarista também foi arrolado como testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht, o ex-presidente da empreiteira, que também é réu nesse processo. De acordo com o MPF, ele foi o primeiro interessado na compra do imóvel onde seria construída a nova sede do instituto.

Bumlai é acusado de ter atuado a favor de Lula. Ele já foi condenado por corrupção passiva e gestão fraudulenta a 9 anos e 10 meses de prisão. O pecuarista foi preso em novembro de 2015 e passou a cumprir pena em regime domiciliar em abril de 2016, devido a questões de saúde, após decisão do Supremo Tribunal Federal.

Denúncia

O Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente de receber o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula como propina, além de um apartamento no ABC Paulista. Os imóveis teriam sido comprados pela Odebrecht em troca de contratos com a Petrobras, no valor total de R$ 12 milhões, até novembro de 2012, segundo os procuradores.

Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mais sete pessoas são rés nesse processo, entre eles o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto e o ex-presidente da OAS, José Aldemário Filho.

Depoimento de Lula

Na próxima quarta-feira (10) o ex-presidente vai prestar depoimento em Curitiba referente ao processo que investiga se ele recebeu vantagens indevidas por meio de um triplex no Guarujá, litoral de São Paulo.

São esperadas manifestações de movimentos de apoio e contrários ao petista e à operação no dia do depoimento. Várias medidas de segurança foram adotadas, entre elas a proibição de acampamentos. Um esquema de segurança foi definido pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, definindo locais para os protestos de cada grupo.

A área de acesso a Justiça Federal será bloqueada pela Polícia Militar. Apenas moradores cadastrados e equipe da imprensa credenciada terá acesso a sede da Justiça Federal.

STF revoga prisão domiciliar e Bumlai fica em liberdade

André Richter – Repórter da Agência Brasil

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (25) revogar a prisão domiciliar do empresário José Carlos Bumlai, condenado a mais de nove anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato. Com a decisão, Bumlai ficará em liberdade e deverá cumprir medidas cautelares, que deverão ser concedidas e fiscalizadas pela primeira instância.

A decisão tomada pelo colegiado derruba liminar deferida pelo antigo relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, que morreu em janeiro. Em decisão individual, proferida em novembro do ano passado, Zavascki autorizou a prisão domiciliar para que Bumlai possa passar por um tratamento médico contra um câncer na bexiga.

Ao recorrer ao Supremo, a defesa do empresário defendeu a substituição da prisão domiciliar por medidas cautelares de forma definitiva, tese que foi aceita pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Celso de Mello. O relator, Edson Fachin, e Ricardo Lewandowski foram vencidos ao votarem a favor da manutenção da prisão domiciliar e pela decisão de Teori.

Bumlai é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de usar contratos firmados com a Petrobras para quitar um empréstimo com o Banco Schahin. Para os investigadores da Lava Jato, um empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da empreiteira Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.

Pela acusação, investigada na Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato, o empresário foi condenado a mais de nove anos de prisão.

Sérgio Moro pede ao STF que Bumlai volte à prisão em Curitiba

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, analisa despacho do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos na primeira instância, em que Moro pede que o pecuarista José Carlos Bumlai retorne à prisão em regime fechado na região de Curitiba. Segundo o documento, atualmente Bumlai não se enquadra nas hipóteses legais que permitem o regime de prisão domiciliar.

O pedido de Moro foi feito após manifestação do Ministério Público Federal. O pecuarista cumpre a prisão em domicílio desde o dia 18 de novembro, em São Paulo. O despacho e ofício do juiz com o pedido foram protocolados no sistema da Justiça na quarta-feira (7). Veja o despacho do juiz Sérgio Moro

“Considerando as hipóteses legais possíveis, forçoso concluir que o condenado nelas não se enquadra, pois não tem mais de oitenta anos, uma vez que é nascido em 28/11/1944, e não se encontra “extremamente debilitado por motivo de doença grave”, declarou Moro.

Baseado em laudos de peritos, o despacho de Moro ressalta que o quadro de saúde de Bumlai apresentou melhora.

“Houve ressecção do tumor e o tratamento medicamentoso posterior foi quase totalmente finalizado. O tratamento medicamentoso do tumor foi interrompido e é possível que sequer seja retomado, passando o acusado apenas a ser submetido a exames periódicos para acompanhar o controle da doença. Por alguns meses, o condenado estaria tomando corticóides em decorrência da interrupção do tratamento medicamentoso do tumor”.

Bumlai deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no dia 18 de novembro, quando colocou tornozeleira eletrônica na sede da Justiça Federal e seguiu para São Paulo, onde mora, para cumprir pena em regime domiciliar.

Quanto ao procedimento cardíaco, Morro afirma que o presídio tem estrutura necessária à reabilitação. “Exames e a reabilitação cardíaca, além do próprio recebimento de medicamentos para controle desses males, podem ser feitos, sem qualquer dificuldade, em Curitiba, no próprio Complexo Médico Penal, no qual o condenado estava previamente recolhido, ou, eventualmente, se necessário por saídas periódicas para hospitais privados em Curitiba”, diz o despacho.

Bumlai Condenado 

Preso em novembro do ano passado, na 21.ª fase da Operação Lava Jato, Bumlai foi condenado pela participação, obtenção e quitação fraudulenta de um empréstimo de R$ 12 milhões que tomou, em 2004, no Banco Schahin e que foram destinados ao Partido dos Trabalhadores. Ele também foi condenado por participação, solicitação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do Navio-Sonda Vitória 10.000.

Em tratamento contra um câncer, o pecuarista chegou a cumprir pena em regime domiciliar para passar por algumas cirurgias. Mas voltou à prisão no começo de setembro, por determinação do juiz Sérgio Moro.

A defesa de Bumlai recorreu ao STF para que ele cumprisse a prisão preventiva em casa, com tornozeleira eletrônica, em função de seu estado de saúde. Bumlai possui também problemas cardíacos. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra a medida, com a justificativa de que, em casa, poderia dar continuidade a práticas criminosas.

Teori, de início, havia negado o pedido da defesa, mas depois reconsiderou sua decisão, permitindo que Bumlai aguarde em casa o julgamento de mérito sobre seu habeas corpus.

Bumlai deixa de responder Moro pela ‘amizade que mantém com Lula’

O pecuarista José Carlos Bumlai ficou em silêncio em audiência realizada hoje (30) na Justiça Federal em Curitiba, no processo em que o ex-presidente Luiz Lula da Silva responde por lavagem de dinheiro ou ocultação de bens. A defesa alegou que o pecuarista responde a diversos processos em andamento que envolvem a relação dele com o ex-presidente Lula.

A advogada Daniella Meggiolaro também mencionou a “amizade” e o “relacionamento que o cliente mantém com o ex-presidente Lula” para reservá-lo o direito de permanecer em silêncio.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, considerou que o empresário tem o direito de não se incriminar, além de ressaltar que ele não é réu nesta mesma ação.

Bumlai compareceu à audiência em que foi convocado para depor como testemunha de acusação no processo contra Lula. De acordo a advogada Daniella Meggiolaro, qualquer resposta que ele viesse a dar sobre sua relação com o ex-presidente Lula teria relação com os processos em aberto.

“A denúncia diz expressamente que o meu cliente, José Carlos Bumlai, faria parte de um esquema criminoso, capitaneado pelo ex-presidente Lula, há várias passagens nesse sentido. O meu cliente responde a uma ação penal por suposta obstrução de Justiça por investigação de organização criminosa em co-autoria com o ex-presidente Lula. O meu cliente também é investigado em inquérito policial instaurado no Supremo Tribunal Federal por suposta organização criminosa também composta, além dele e do ex-presidente Lula, por outras pessoas”.

“Em razão disso, excelência, qualquer resposta que ele venha a dar sobre sua relação com o ex-presidente Lula, necessariamente terá relação com os fatos nos quais ele já responde à ação penal e inquéritos policiais”, declarou a advogada na audiência.

Meggiolaro citou a amizade que Bumlai mantém com Lula para justificar o silêncio.

“Até mesmo em relação à amizade e ao relacionamento que meu cliente mantém com o ex-presidente Lula, ele se reservará ao direito de não responder, de permanecer em silêncio, e quanto aos pontos específicos abordados na denúncia, aos pontos incriminados na denúncia, ele se encontra à disposição desse juízo, mas a defesa também adianta que desconhece completamente os fatos apurados  nessa ação penal”, disse a advogada.

O procurador Júlio Carlos Motta Noronha lamentou a estratégia da defesa em descartar o que seria uma oportunidade de esclarecer os fatos. “Diante desse posicionamento da defesa do senhor José Carlos Bumlai, considerando os depoimentos que ele já prestou e que estão juntados como documentos da denúncia, anexos da denúncia, e considerando que seria oportunidade para ele esclarecer o que tem lá, e pelo visto ele não quer esclarecer, eu desisto dessa testemunha”, concluiu.

Ao final da audiência, que durou pouco mais de 3 minutos, a única frase dita por Bumlai foi “bom dia, doutor Moro, muito obrigado”. Os advogados de Lula não quiseram se pronunciar nesta audiência.

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Em setembro, Moro condenou Bumlai, que foi apontado pelos investigadores como amigo pessoal do ex-presidente Lula, a nove anos e dez meses de prisão, como consequência das investigações da Operação Lava Jato.

Bumlai foi condenado por ter contraído um empréstimo, nunca quitado, de R$ 12 milhões no Banco Schahin com objetivo de usar o dinheiro para pagar dívidas de campanhas eleitorais do PT. Em troca, o grupo Schahin fechou um contrato de US$ 1,5 bilhão para operar um navio-sonda da Petrobras.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Bumlai cumpre prisão domiciliar, devido a seu debilitado estado de saúde.

Bumlai deixa presídio e segue cumprir pena em regime domiciliar

O pecuarista José Carlos Bumlai deixou o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, colocou tornozeleira eletrônica na sede da Justiça Federal e seguiu para São Paulo, onde mora, cumprir pena em regime domiciliar, na tarde desta sexta-feira (18).

A decisão foi tomada pelo ministro Teori Zavascki do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quinta-feira (17), devido ao estado debilitado de saúde do pecuarista.

Preso em novembro do ano passado, na 21.ª fase da Operação Lava Jato, Bumlai foi condenado pela participação, obtenção e quitação fraudulenta de um empréstimo de R$ 12 milhões que tomou, em 2004, no Banco Schahin e que foram destinados ao Partido dos Trabalhadores. Ele também foi condenado por participação, solicitação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do Navio-Sonda Vitória 10.000.

Em tratamento contra um câncer, o pecuarista chegou a cumprir pena em regime domiciliar para passar por algumas cirurgias. Mas voltou à prisão no começo de setembro, por determinação do juiz Sérgio Moro.

A defesa de Bumlai recorreu ao STF para que ele cumprisse a prisão preventiva em casa, com tornozeleira eletrônica, em função de seu estado de saúde. Bumlai possui também problemas cardíacos. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifestou contra a medida, com a justificativa de que, em casa, poderia dar continuidade a práticas criminosas.

Teori, de início, havia negado o pedido da defesa, mas agora reconsiderou sua decisão, permitindo que Bumlai aguarde em casa o julgamento de mérito sobre seu habeas corpus.

“O restabelecimento da prisão domiciliar do paciente é medida, mais do que adequada, recomendável, uma vez que visa a preservar ao mesmo tempo a integridade física do custodiado e mantém hígidos os fundamentos da prisão preventiva”, escreveu Teori na decisão, em que também determina que a 13ª Vara Federal de Curitiba remeta ao STF informações sobre o estado de saúde de Bumlai.

Após despacho de Moro, PF vai retirar menção a Dias Toffoli

O delegado federal Filipe Pace se manifestou em ofício nessa segunda-feira informando que vai retirar do relatório a menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli do relatório sobre a análise de material apreendido com o economista Maurício Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai, preso e condenado na Operação Lava Jato.

Em despacho no mesmo processo, o juiz federal Sérgio Moro deu prazo de três dias para que a Polícia Federal refaça o relatório sobre a avaliação do material. A PF encaminhou ofício à Justiça Federal do Paraná informando que vai providenciar as alterações e que a referência ao ministro foi um “erro material”.

“Será solicitado ao Núcleo de Análise do GT-Lava Jato a confecção de novo documento investigativo para o fim de que seja retirado o trecho manifestamente inserido por ocasião de erro material, haja vista que do corpo do relatório é faticamente e probatoriamente impossível se atribuir suposta influência de José Carlos Costa Marques Bumlai sobre Sua Excelência o Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli”, oficiou o delegado Filipe Pace.

Segundo despacho do juiz Sérgio Moro, “o fato (menção a Dias Toffoli) é que a conclusão anterior não tem base empírica e é temerária”.

A PF sugere no relatório que a família de José Carlos Bumlai detinha influência política na administração pública, enquanto o PT estava no poder, e no Supremo Tribunal Federal (STF), na pessoa do ministro Dias Toffoli.

Para o juiz Sérgio Moro, “fato de algum investigado possuir, em sua agenda, números de telefone de autoridades públicas não significa que ele tem qualquer influência sobre essas autoridades”.

“O relatório, sem base qualquer, contém afirmação leviana e que, por evidente, deve ser evitada em análises policiais que devem se resumir aos fatos constatados”. “Portanto, intime-se a autoridade policial com urgência (por telefone) para, em três dias, refazer o referido relatório, retirando dele conclusões que não tenham base fática e esclarecendo o ocorrido”, diz trecho do despacho.

Ao jornal “O Estado de São Paulo”, o gabinete de Dias Toffoli afirmou que o ministro “nunca teve relação de amizade” com José Carlos Bumlai.

Despacho em que moro manda tirar menção a Dias Toffoli

Foro privilegiado

Apesar de o juiz não mencionar na decisão, a citação de um ministro do STF no processo de Bumlai poderá gerar uma contestação sobre a validade da investigação. Os advogados poderão alegar que, ao citar um detentor de foro privilegiado, Moro não pode continuar investigando os acusados.

Em setembro, Moro condenou Bumlai a nove anos e dez meses de prisão em uma das ações penais oriundas da Lava Jato.

Após tonturas e desmaio, Bumlai é internado para bateria de exames

O pecuarista José Carlos Bumlai, condenado em processo da Operação Lava Jato, está internado no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, para uma bateria de exames.

Sentenciado a nove anos de prisão, Bumlai está detido no Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana da capital.

A defesa do pecuarista pediu a internação sob a alegação de que ele está com pressão alta, sentindo tonturas e que teria desmaiado no presídio. Bumlai teve autorização judicial para permanecer no hospital, sob escolta da Polícia Federal (PF), pelo menos até esta terça-feira (25).

Em tratamento contra um câncer, o pecuarista chegou a cumprir pena em regime domiciliar para passar por algumas cirurgias. Mas voltou à prisão no começo de setembro, por determinação do juiz Sérgio Moro.

Um dos procedimentos agendados durante a internação é um exame, com biópsia, na bexiga, órgão que Bumlai já operou por causa do câncer. O pecuarista também vai passar por uma consulta cardiológica. Ele também fez uma cirurgia cardíaca enquanto esteve em prisão domiciliar.

Preso em novembro do ano passado, na 21.ª fase da Operação Lava Jato, Bumlai foi condenado pela participação, obtenção e quitação fraudulenta de um empréstimo de R$ 12 milhões que tomou, em 2004, no Banco Schahin e que foram destinados ao Partido dos Trabalhadores. Ele também foi condenado por participação, solicitação e obtenção de vantagem indevida no contrato entre a Petrobras e o Grupo Schahin para a operação do Navio-Sonda Vitória 10.000.

Da BandNews Curitiba

Moro autoriza Bumlai a consultar cardiologista

Com CBN Curitiba

O juiz Sérgio Moro autorizou José Carlos Bumlai marque uma consulta com um cardiologista. A defesa alega que Bumlai desmaiou na cadeia na semana passada e tem apresentado, com frequência, episódios de pressão alta.

Bumlai foi condenado a cerca de nove anos de prisão em setembro pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele foi preso em novembro de 2015, na 21ª fase da Operação Lava Jato, a Passe Livre.

Problemas de saúde

Com a decisão de Moro, o pecuarista será levado do Complexo Médico Penal, em Pinhais, até um hospital de Curitiba, com escolta da Polícia Federal (PF). O juiz atendeu a um pedido da defesa do pecuarista, que alegou que ele tem apresentado, quase que diariamente, episódios de pressão alta e chegou a desmaiar dentro da cela na semana passada. Bumlai também estaria com tonturas recorrentes e tremedeiras.

Aos 71 anos, o pecuarista tem enfrentado problemas de saúde desde o início do ano, quando foi diagnosticado com câncer na bexiga. Ele ficou em prisão domiciliar por cinco meses, para tratamento médico, mas retornou à cadeia em agosto. Na ocasião, Moro determinou a realização de uma perícia médica para definir se havia necessidade de conceder um tempo maior de prisão domiciliar a Bumlai.

Bumlai é acusado de realizar um empréstimo fraudulento de R$ 12 milhões, junto ao Banco Schahin, para repassar o dinheiro ao PT. Bumlai é amigo do ex-presidente Lula e tinha acesso livre ao Palácio do Planalto durante a gestão do petista – por isso a 21ª fase da operação foi nomeada Passe Livre.

Moro nega transferência de Bumlai de presídio para hospital

Por Narley Resende e Andreza Rossini

O juiz federal Sérgio Moro, responsável em primeira instância pela Operação Lava Jato,  pediu em despacho que médicos do Complexo Médico Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), avaliem o estado de saúde do pecuarista José Carlos Bumlai e digam se há necessidade de transferência do empresário para um hospital.

Moro negou mais um pedido da defesa para que o pecuarista fosse transferido da penitenciária médica, onde está preso há 40 dias, para um hospital. Os advogados argumentaram que Bumlai tem problemas de pressão alta e chegou a desmaiar na cela.

Até agora, os médicos da penitenciária avaliam Bumlai como portador de uma “situação clínica estável”, apesar de “quadro crônico de alteração de pressão”. A resposta negativa de Sérgio Moro aos advogados de Bumlai ocorreu na última sexta-feira (14). A advogada do empresário Daniella Maggiolaro confirmou que fez o pedido que foi negado, mas não quis gravar entrevista.

Moro condena Bumlai, Cerveró e outros réus da 21ª fase da Lava Jato

Bumlai ficou cerca de seis meses em prisão domiciliar devido aos problemas de saúde. Ele voltou ao presídio no dia 6 de setembro.

A previsão inicial era de que ele retornasse ao regime fechado no dia 23 de agosto, mas essa data foi adiada por duas vezes porque – de acordo com a defesa de Bumlai – ele estava internado, sem previsão de alta, no Hospital Sírio Libanês, de São Paulo. O pecuarista foi colocado em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, para o tratamento de saúde e precisou passar também por uma cirurgia cardíaca.

No despacho em que fixou para 6 de setembro a volta de Bumlai à prisão, o juiz Sergio Moro afirmou que, se houvesse razões médicas comprovadas, o pecuarista deveria ser internado em um hospital de Curitiba.

A defesa do pecuarista ainda tentou um último recurso, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Os advogados fizeram um apelo aos desembargadores e alegaram que o homem de 71 anos está doente – além do câncer ele também trata problemas cardíacos.

Condenação

Em setembro Moro condenou Bumlai a nove anos e dez meses de prisão por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção. Os crimes foram confirmados pelas investigações da Operação Lava Jato.

Os réus do processo foram responsabilizados pelo empréstimo de R$ 12 milhões feito por Bumlai junto ao Banco Schahin, em outubro de 2004. De acordo com o próprio pecuarista, o dinheiro foi destinado ao Partido dos Trabalhadores para pagar dívidas de campanha. Em troca do empréstimo, o Grupo Schahin teria sido favorecido por um contrato de R$ 1,8 bilhão com a Petrobrás, em 2009. Além das condenações, Moro pede a reparação de R$ 54,9 milhões. “O empréstimo, com vencimento previsto para 03/11/2005, não foi pago e nem possuía garantia. Foi ele sucessivamente aditado, apenas para incorporação dos encargos não­ pagos”, diz a sentença.