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Homicídios entre jovens negros é quase três vezes maior do que brancos

A taxa de homicídios entre homens jovens pretos e pardos em 2017 chegou a 185 a cada 100 mil habitantes de 15 a 29 anos, quase três vezes mais do que os brancos, com média de 63,5, informou estudo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (13).

A pesquisa mostra que em todos os grupos etários a taxa de homicídios da população preta ou parda superou a da população branca, mas a violência a que jovens pretos ou pardos estão submetidos é mais letal.

O número de homicídios entre brancos de 15 a 29 anos cai para 34 quando considerada também a população feminina, mas continua quase três vezes menor do que os negros jovens, que se somados homens e mulheres computaram 98,5 assassinatos por grupo de 100 mil brasileiros em 2017.

“Os problemas relativos à violência incidem de maneira bastante desigual nos jovens pretos ou pardos”, analisou Cláudio Crespo, analista de população e indicadores sociais do IBGE.

Outro fator apontado pelo IBGE é que os números da violência entre jovens negros são grandes em vários setores da sociedade. Estudantes pretos ou pardos do 9º ano do ensino fundamental vivenciam mais experiências violentas do que os brancos, como ter sofrido agressão por algum parente ou envolvimento em brigas com armas de fogo ou branca.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2015, do IBGE, apontou ainda que 15,4% dos estudantes pretos ou pardos do 9º ano do ensino fundamental não compareceram à escola por falta de segurança no trajeto casa-escola ou na própria escola, nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os brancos, a taxa é de 13,1%.

Mais da metade dos alunos negros estudavam em estabelecimentos em área de risco em termos de violência, isto é, em escolas que informaram estar em região com risco de furto, roubo, consumo de drogas ou homicídios.

Douglas Belchior, membro do conselho geral da Uneafro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora), que agrega militantes da causa negra e luta antirracistas, destacou o poder de superação dos estudantes negros diante das adversidades.

“O poder de superação e resiliência dos estudantes negros, sua família e comunidade é impressionante. Infelizmente vivemos o contexto de um governo que se coloca contrário às elaborações, reivindicações e demandas históricas das lutas por igualdade e justiça racial”, afirmou Belchior.

Já Luanda Botelho, analista do IBGE, apontou como a violência precoce prejudica o lado psicológico dos jovens em formação. “Os estudos mostram que quem mais sofre com a violência na adolescência também está mais sujeito a doenças como depressão, a piores resultados acadêmicos e a se envolver em violência no futuro”, analisou.

No grupo de pessoas pretas e pardas total, sem diferenciar idade ou sexo, a taxa de homicídios aumentou de 37,2 para 43,4 entre 100 mil habitantes, de 2012 a 2017. O crescimento não foi proporcionalmente igual ao dos brancos, que permaneceu estável: de 15,3 para 16.

Essa diferença significa que pretos ou pardos tinham 2,7 vezes mais chances de serem vítimas de homicídio em 2017 do que os brancos.

Luanda Botelho explicou que o estudo ajuda a traçar um panorama maior da desigualdade racial no Brasil.

“Nós analisamos a violência mais extrema, através das taxas de homicídio, mas também a violência mais presente no cotidiano, do ambiente em que essa população está inserida”, disse ela.

O Atlas da Violência, publicação do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado em junho, já havia mostrado que o índice de mortes violentas entre jovens negros vinha crescendo no Brasil. Entre 2007 e 2017, o assassinato de negros aumentou dez vezes mais do que o de não negros (brancos, amarelos e indígenas).

Um estudo de 2013 apontou que as mortes violentas de jovens haviam custado ao Brasil cerca de 1,5% do PIB em 2010, quando foram assassinados 28.562 nesta faixa etária. Em 2017, foram 35.783 -um aumento de 25%.

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De olho no voto dos jovens, Bolsonaro cria emprego Verde Amarelo

 

No meio do furacão, com a queda de Morales, prisão em segunda instância e principalmente a soltura do ex-presidente Lula, que vem inflamando a militância petista e esquerda de modo geral, colocando gasolina no fogo da política nacional, a estratégia do presidente Jair Bolsonaro foi atingir a juventude que, consequentemente, chega no seio da família brasileira: emprego para os jovens.

Também nesta segunda-feira o governador paranaense, Ratinho Junior, anunciou a criação de 20 mil novos empregos beneficiando jovens em estado de vulnerabilidade.

O programa de emprego Verde Amarelo, anunciado por Bolsonaro nesta segunda-feira, objetiva gerar 1,8 milhão de postos de trabalho até o fim de 2022 e irá beneficiar, em especial, os jovens de 18 a 29 anos que ainda não tiveram nenhum emprego com carteira assinada.

VOTO DOS JOVENS

Ao colocar este grande número de jovens no mercado de trabalho, o governo federal estará desonerando a folha de pagamento das empresas e o programa será financiado com a compensação da contribuição sobre o seguro-desemprego, revela o Ministério da Economia.

O prazo máximo dos contratos Verde Amarelos será de 24 meses, e novas contratações pelo programa poderão ser registradas até 31 de dezembro de 2022.

Bolsonaro, com este programa, certamente está de olho no voto dos jovens.

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Enem PPL: mais 40 mil pessoas privadas de liberdade inscritas em 2019

O Exame Nacional do Ensino Médio para adultos que cumprem Penas Privativas de Liberdade e jovens sob medidas socioeducativas (Enem PPL) alcançou a marca de mais de 40 mil inscritos. As provas vão ser realizadas nos dias 10 e 11 de dezembro. O estado de São Paulo registrou 15.826 dos 46.163 mil inscritos no exame neste ano.

Em cada unidade prisional ou socioeducativa existe um responsável pedagógico que realiza e acompanha as inscrições, além de cuidar de outros processos referentes à realização do exame. Ele também terá acesso aos resultados obtidos pelos participantes e pleiteará seu acesso no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e em outros programas de educação superior.

Sobre o Enem PPL

O Enem PPL, voltado para adultos e jovens, é constituído de redação e quatro provas objetivas com 45 questões de múltipla escolha.

No primeiro dia serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e ciências humanas e suas tecnologias. Neste dia, a aplicação terá cinco horas e meia de duração. Já no segundo momento, serão aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática cuja aplicação terá cinco horas de duração.

Os participantes do Enem PPL que já concluíram ou concluirão o ensino médio ainda este ano poderão utilizar o desempenho no exame para acesso à educação superior. Já os participantes que não estejam cursando ou não concluirão o ensino médio no ano letivo de 2019 só poderão utilizar os resultados individuais no exame para auto avaliação de conhecimentos.

*Matéria produzida com informações do Inep

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

30,7% dos brasileiros entre 15 e 17 anos estão atrasados ou fora da escola

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 30,7% dos jovens de 15 a 17 anos estão atrasados ou fora da escola no Brasil. O índice diminuiu em relação a 2017 quando 31,5% dos brasileiros nessa faixa etária estava nessa situação. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Embora esse problema se manifeste com maior gravidade no ensino médio, é possível perceber que ele começa a se acentuar a partir dos anos finais do ensino fundamental. Em nota, Marina Aguas, responsável pelo suplemento de Educação da Pnad, informou que “aluno atrasado tem uma probabilidade maior de continuar atrasado ou acabar saindo do sistema de ensino”.

Outro ponto destacado foi a relação entre o Ensino Fundamental e Médio e o quanto os rendimentos do aluno interferem na aprendizagem. “Acabamos colocando peso maior sobre o ensino médio, falando sobre a questão de torná-lo atrativo e a disputa no mercado de trabalho mas, se o estudante já chega do fundamental atrasado, a chance de sair do sistema e estar desanimado com o estudo é muito maior”, destacou a gestora.

A partir dos dados revelados, o Plano Nacional de Educação (PNE) definiu como uma de suas metas que o Brasil alcance o índice de 85% dos jovens de 15 a 17 anos matriculados no Ensino Médio em 2024. Atualmente, o percentual equivale a 69,3%.

Educação de Jovens e Adultos

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma opção para os estudantes atrasados na escolarização. Essa modalidade tem, atualmente, 831 mil alunos cursando o ensino fundamental e 833 mil estudantes no ensino médio. Os interessados em ingressar no EJA, podem contar com ajuda do Educa Mais Brasil. O programa tem 15 anos de atuação no mercado e já beneficiou mais de 1 milhão de estudantes. Acesse o site do programa e confira as oportunidades disponíveis na sua região, é possível encontrar bolsas de estudo de até 70% de desconto.

Agência Educa Mais Brasil

Encceja Exterior: prazo de inscrição termina nesta sexta-feira

As inscrições para pessoas residentes no exterior, interessadas em fazer o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja Exterior), terminam nesta sexta-feira (5) às 23h59.

Acaba também hoje o prazo de solicitação para atendimento especializado. Podem pedir pessoas com: baixa visão, visão monocular, deficiência intelectual (mental), deficiência auditiva, surdez, autismo, déficit de atenção, discalculia e dislexia e/ou deficiência física.

As provas do Encceja Exterior serão aplicadas no dia 15 de setembro em 18 cidades, de 12 países.

Os candidatos que estiverem em busca do certificado do ensino fundamental devem ter, no mínimo, 15 anos de idade completos na data da prova. Já para o certificado do ensino médio, a idade mínima exigida é 18 anos.

Provas

O Encceja Exterior é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação. A nota mínima exigida é de 100 pontos nas provas objetivas e de cinco pontos na redação.

Os resultados do Encceja podem ser usados de duas formas. O participante que conseguir a nota mínima exigida nas quatro provas objetivas e na redação tem direito à certificação de conclusão de ensino fundamental ou do ensino médio.

O participante que conseguir a nota mínima exigida em uma das quatro provas, ou em mais de uma, mas não em todas, tem direito à declaração parcial de proficiência.

Locais das provas

As provas serão aplicadas na Bélgica (Bruxelas); Espanha (Barcelona e Madri); nos Estados Unidos (Boston, Houston, Nova Iorque e Miami); na França (Paris); Guiana Francesa (Caiena); Holanda (Amsterdã); Itália (Roma); no Japão (Nagoia, Hamamatsu e Tóquio); em Portugal (Lisboa); no Reino Unido (Londres), na Suíça (Genebra) e no Suriname (Paramaribo).

Pesquisa: número de jovens no ensino médio aumenta 61% em 6 anos

O número de jovens de 15 a 17 anos cursando o ensino médio aumentou de 61% em 2012 para 68,7% em 2018. O percentual de jovens nessa faixa etária que frequentam a escola também vem crescendo e chegou a 91,5% em 2018. Os dados estão no Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado hoje (25) pelo movimento Todos pela Educação em parceira com a Editora Moderna e traz dados organizados de acordo com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

“É uma avanço estatisticamente significante, mas um avanço ainda tímido. O modelo que temos acaba fazendo com que adolescentes e jovens saiam da escola e, mesmo os que frequentam a escola, não veem um ambiente atrativo para seguir e encaixar a ideia de escolarização do ensino médio nos seus projetos de vida”, disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação, Caio Callegari.

A conclusão do ensino médio na idade adequada ainda é um desafio, como mostram os dados do relatório. Em 2018, apenas 63,6% dos jovens de 19 anos matriculados concluíram o ensino médio. Em 2012, 51,7% dos jovens de 19 anos haviam concluído essa etapa do ensino.

Desigualdades

As desigualdades socioeconômicas e de raça têm peso no acesso ao ensino médio, como aponta o anuário. Em 2018, 75,3% dos jovens brancos de 15 a 17 anos estavam matriculados na etapa. Já entre os jovens negros da mesma faixa etária esse percentual era de 63,6%, uma diferença de quase 12 pontos percentuais.

O anuário mostra também as disparidades em relação à distribuição de recursos. Enquanto São Paulo recebe a maior média anual de recursos vinculados à educação por aluno, R$ 6,5 mil, o Maranhão está no outro extremo com R$ 3,5 mil por aluno ao ano.

“Boa parte das desigualdade educacionais está relacionada a desigualdade de financiamento tanto em relação a garantia de recursos mínimos quanto a gestão de recursos. Estamos dando menos recurso para quem tem que corrigir um passivo histórico de investimento em educação”, disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação.

Professores

Em relação à formação dos professores a publicação mostra que desde 2012 houve aumento médio de cerca de cinco pontos percentuais no número de docentes com formação adequada para as disciplinas que lecionam.

Em 2018, 48,7% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental, que vai do 6º ao 9º ano, tinham formação adequada. O dado representa um crescimento de 5 pontos percentuais em comparação a 2012. Já no ensino médio, essa taxa era de 56,3%, aumento de 5,4 pontos percentuais no mesmo período.

“A última década foi marcada por avanços importantes, mas que de forma nenhuma desligaram a sirene de urgência de mudanças estruturais na educação brasileira. Ainda estamos muito distantes das metas estratégicas do PNE”, disse Caio Callegari

Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 usa como base dados do Ministério da Educação e traz análises sobre os temas das 20 metas do PNE que foi sancionado em 2014 e estabelece metas para melhorar a educação até 2024.

jovens igreja fura catraca delegacia Foto Daniel Castellano SMCS

Jovens saem da igreja, furam catraca do ônibus e vão parar na delegacia

26 jovens que saíam de um culto religioso foram flagrados nesta quarta-feira (05) à noite, em Curitiba, tentando entrar nos ônibus sem pagar a passagem. O grupo foi detido pela Guarda Municipal (GMC) e pela Polícia Militar (PM-PR).

A ação aconteceu por volta das 22h, na estação-tubo Constantino Marochi, no bairro Juvevê.

A maior parte era composta por menores de idade. 22 rapazes foram levados até a Delegacia do Adolescente. Eles foram liberados após o comparecimento de um maior de idade responsável.

Os outros quatro ‘furões’, todos maiores de idade, foram encaminhados até o 20.° Batalhão da PM.

“Era um grupo de jovens que estava em uma igreja e, na saída do culto, furaram a catraca para retornarem até suas casas”, conta o secretário da Defesa Social e Trânsito de Curitiba, Guilherme Rangel.

A ação foge à rotina da fiscalização do transporte público coletivo. “Geralmente isso acontece na saída das escolas. Naquele frio que estava ontem [os termômetros marcavam cerca de 10°C], isso mostra que as pessoas realmente não tinham interesse nenhum de pagar pela passagem e agiram de má-fé, lesando os cofres públicos”, completou.

jovem igreja fura catraca delegacia Foto Daniel Castellano SMCS
Jovens saíam do culto quando foram abordados. Foto: Daniel Castellano/SMCS

Denúncias

A fiscalização foi realizada após denúncias da população de que a prática era recorrente nesta estação-tubo.

Participaram da ação equipes da Guarda Municipal e Polícia Militar, com apoio da Urbs (Urbanização de Curitiba) e das empresas que operam o transporte público na capital.

Prejuízo

Levantamento feito pelas operadoras aponta que 4 mil pessoas embarcam todos os dias nos ônibus sem pagar a tarifa, causando um prejuízo ao sistema de cerca de R$ 6 milhões por ano.

As operações contra os ‘fura-catraca’ têm sido colocadas em prática para coibir a ação dos contraventores, ao mesmo tempo em que se tenta conscientizar a população dos problemas.

Neste ano, ‘controladores de acesso’ foram instalados nas estações-tubo onde há a maior incidência de ‘fura-catracas’.

 

Inscrições para o Encceja 2019 começam nesta segunda-feira

Começam, nesta segunda-feira (20), as inscrições para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). É a oportunidade para quem não concluiu os estudos na idade adequada ir em busca do certificado.

O Encceja exige uma idade mínima para participação. Os interessados no certificado do ensino fundamental precisam ter, pelo menos, 15 anos completos na data da prova. Para o certificado do ensino médio, a idade mínima exigida é de 18 anos. O exame é gratuito e as inscrições devem ser feitas pela internet, no Sistema Encceja, até 31 de maio.

As provas do Encceja serão aplicadas em 25 de agosto, nos turnos da manhã e da tarde, em 611 municípios brasileiros. A edição de 2019 traz algumas novidades, principalmente relacionadas à acessibilidade. Pela primeira vez, o edital terá uma versão em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Quem já teve laudo médico aprovado em outras edições não precisa apresentar novo laudo durante a inscrição. Participantes surdos, deficiente auditivos e surdocegos devem indicar, durante a inscrição, se usam aparelho auditivo ou implante coclear. Outra mudança é a necessidade de justificar o motivo da ausência na edição passada.

Conforme o Inep, a segurança também será reforçada. O participante que deixar seu aparelho eletrônico emitir qualquer som durante a aplicação será eliminado. Além disso, todos os lanches serão revistados.

Certificação ou declaração parcial de proficiência

O Encceja tem quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação. A nota mínima exigida para obtenção da proficiência é de 100 pontos nas provas objetivas e de cinco pontos na redação. Os resultados podem ser usados de duas formas. Quem conseguir a nota mínima exigida em todas as provas tem direito à certificação de conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. Aqueles que alcançarem a nota mínima em uma das quatro provas, ou em mais de uma, mas não em todas, terão direito à declaração parcial de proficiência.

O Inep elabora, aplica e corrige as provas do Encceja, mas a certificação é feita pelas secretarias estaduais de educação e Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia que tiverem assinado termo de adesão ao Encceja com o Inep. O participante deve escolher a instituição certificadora na qual deseja solicitar a certificação ou a declaração parcial de proficiência durante a inscrição.

Encceja 

O Inep é responsável pela aplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) no Brasil e no exterior, desde 2002. O exame visa aferir competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou o ensino médio na idade adequada.

São quatro aplicações, para públicos diferentes. O Encceja Exterior é aplicado em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, a brasileiros residentes fora do país. Já o Encceja PPL, voltado para pessoas privadas de liberdade, é aplicado tanto no Brasil quanto no exterior, e envolve parceria com o Ministério da Justiça. As modalidades possuem editais próprios, que serão divulgados posteriormente.

Jovens são trabalhadores mais contratados pela indústria do Paraná

A indústria de transformação do estado teve saldo positivo de vagas no ano passado. O número de admissões feitas pelo setor superou o de desligamentos, com mais 10.600 trabalhadores ativos entre janeiro e novembro conforme dados do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Durante o ano que passou, o setor fez 200.000 demissões contra 210.600 contratações. Chama atenção, dentre os admitidos, a maioria de trabalhadores mais jovens segundo Evânio Felippe, economista da Fiep.

“A faixa etária que houve o maior número de contratação foi a de 18 a 25 anos. A segunda foi a de 30 a 39 anos Nós percebemos que houve um maior número de contratação no perfil jovem no Paraná”, disse.

O saldo de 2018 foi positivo, mas 40% inferior ao registrado em 2017 quando a indústria paranaense abriu 17.700 vagas. Para o especialista, a queda no desempenho tem relação com o ano eleitoral – que geralmente leva o empresariado a pisar no freio dos investimentos – além de acontecimentos atípicos, como a greve de caminhoneiros, que impactou toda a economia.

“2018 foi um ano atípico, nós tivemos algumas situações que atrapalharam um pouco o mercado de trabalho, como greve dos caminhoneiros, Operação Carne Fraca e até o período eleitoral”, contou.

Apesar de a criação de empregos no setor ter diminuído, o economista da Federação da Indústria Paranaense acredita em possibilidades de recuperação, mas que vai depender das medidas tomadas em Brasília.

“A gente espera que pra 2019, se ocorrerem as reformas em Brasília, isso possa ter um impacto na economia, que se reflita em vagas de trabalho”, ponderou.

A boas perspectivas são demonstradas também na Sondagem Industrial, levantamento realizado pela Fiep como um termômetro para o segmento: dentro os mais de 600 empresários ouvidos, 81% estão otimistas para 2019 e 27% deles pretendem contratar nos próximos meses.