Gabriel Schlichta judô Curitiba

Judoca de 20 anos foi encontrado morto pelo próprio pai dentro da piscina de casa

Gabriel Schlichta, atleta de judô, foi encontrado morto pelo próprio pai neste domingo (8), por volta das 15h, em Curitiba. O corpo do jovem estava boiando na piscina da casa aonde moravam, no bairro Cabral.

Segundo o testemunho do Dalton Kojima à polícia, Gabriel tinha habilidades aquáticas e usava a piscina frequentemente.

O enterro dele aconteceu na tarde desta segunda-feira (9), no Cemitério Paroquial Nossa Senhora do Rosário, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba.

As informações foram confirmadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) à reportagem.

O caso está entregue à DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa). As investigações estão em andamento e mais testemunhas devem ser ouvidas nos próximos dias.

PROMESSA DO JUDÔ

Gabriel Schlichta judô Curitiba
Gabriel conquistou diversas competições estaduais e nacionais. Foto: Reprodução / Instagram

Gabriel completou 20 anos no final do mês passado. Nascido em 1999, ele venceu no peso leve (até 73Kg) os títulos brasileiro, sul-americano e pan-americano. Além disso, o judoca fez parte da seleção brasileira de base nas categorias sub-18 e sub-21.

O treinador de Gabriel e professor de judô na Sociedade Morgenau, Alan Vieira, lamentou a morte do atleta que tinha o sonho de representar o Brasil em uma Olimpíada e realizava diversos sacrifícios em sua vida pessoal para atingir esse objetivo.

“O Gabriel abriu mão da vida de um menino normal, se dedicando quase exclusivamente ao esporte. O judô amador requer muita dedicação do atleta e da família, muitas vezes custando a chance do jovem cursar uma universidade para participar dos treinos”, explicou Vieira.

O técnico ainda confirmou que o planejamento traçado com Gabriel previa que o atleta buscasse entrar em 2020 com um projeto de quatro anos, tendo como meta a participação nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024.

“Ele era um atleta incrível. Inteligente e de muita força física, sem temer nenhum desafio que o esporte impunha”, finalizou Vieira.

LUTO

A equipe de judô do Clube Morgenau não terá aula nesta segunda-feira (9) por causa da morte de Gabriel. “Não temos palavras. Que os familiares possam ser confortados nesse momento difícil… Saudades eternas”, declara a página do clube.

Não temos palavras.Que os familiares possam ser confortados nesse momento difícil..Saudades eternas….Nosso querido…

Publicado por Judô Morgenau em Domingo, 8 de setembro de 2019

Por fim, a Federação Paranaense de Judô também divulgou uma nota de pesar para lamentar a morte do judoca. “Sua morte nos deixou muito surpresos, mas esperamos que ele possa estar em um lugar melhor”, diz o texto.

Informamos com pesar o falecimento do atleta da Sociedade Morgenau Gabriel Adriano nascido em 26/08/1999 e falecido na…

Publicado por Federação Paranaense de Judô em Domingo, 8 de setembro de 2019

Mayra Aguiar é bicampeã mundial de judô

Da CBJ

De forma espetacular, Mayra Aguiar conquistou nesta sexta-feira, 01, em Budapeste, o título mundial com uma vitória incontestável sobre a japonesa Mami Umeki, que defendia o backnumber vermelho na categoria -78kg. O triunfo veio no golden score, quando a brasileira projetou a adversária, conseguiu um waza-ari e abriu um sorriso instantâneo no tatame. Assim, a gaúcha se tornou a primeira bicampeã mundial do Brasil (2014 e 2017), igualando o feito de seu conterrâneo João Derly (2005 e 2007).

“Com certeza (o Derly) foi uma inspiração para mim desde novinha”, disse Mayra, ainda ofegante na zona mista. “Estou muito feliz! Eu estava muito focada, tinha me preparado muito. Sabia o quanto era importante e o quanto é gostoso ganhar o Mundial. E agora sou bicampeã.”

Com desempenho perfeito nas preliminares, vencendo todas as suas três lutas por ippon, com direito a revanche sobre francesa que a venceu na semifinal dos Jogos Rio 2016, Mayra chegou a mais um ouro de Campeonato Mundial depois de bater duas japonesas na reta decisiva. Primeiro, Ruika Sato, por um waza-ari, na semifinal. Depois, a detentora do título mundial, Mami Umeki.

“O principal foi manter a cabeça sob controle e ficar focada sempre. Cada luta que passou, cada vitória foi um degrauzinho a mais. Essa foi a minha segunda competição depois dos Jogos Olímpicos. Gosto de ficar um tempo fora, poder me preparar melhor, fazer treino de base. É muito importante. Esse tempinho parada me dá mais fome de luta”, afirmou Mayra, que também se tornou a judoca brasileira com o maior número de medalhas em Mundiais Sênior (masculino ou feminino): agora são cinco (ouro em Chelyabinsk 2014 e Budapeste 2017, prata em Tóquio 2010 e bronze em Paris 2011 e Rio 2013).

O caminho até o ouro

Mayra foi a primeira brasileira a entrar no tatame da Laszlo Papp Arena, em Budapeste, nesta sexta-feira, e começou avassaladora com duas vitórias em sequência sobre a jovem Klara Apotekar, da Eslovênia, e sobre a austríaca Bernadette Graf.

Nas quartas-de-final, o reencontro com Audrey Tcheuméo um ano após perder a semifinal olímpica para a francesa. Na luta, Mayra chegou a ser punida duas vezes, mas conseguiu projetar a rival, pontuando com um waza-ari e imobilizando, na sequência, fazendo Tcheuméo desistir do combate. Ippon e vaga na semifinal para a brasileira.

A quarta luta foi a mais tensa, com punições para os dois lados. Cada atleta levou dois shidos e ficaram no limite da eliminação pelo terceiro, até que Mayra conseguiu projetar Sato e marcar um waza-ari a um minuto do fim do combate. A japonesa veio para cima, mas a experiência de oito participações em mundiais pesou a favor de Mayra, que conseguiu defender-se e evitar o terceiro shido para garantir-se em mais uma final de Mundial.

Na decisão, Mayra se mostrou mais agressiva desde o princípio. Umeki sofreu dois shidos e só no minuto final do tempo regulamentar esboçou um pouco mais de ação, a fim de evitar mais uma punição. Mas, no golden score, Mayra foi implacável. Logo de cara surpreendeu a adversária e marcou o waza-ari.

Na categoria -70kg, Maria Portela também chegou ao bloco final de disputas no período da tarde. Na primeira luta do dia, ela abriu um waza-ari de vantagem contra a sul-coreana Hye Jin Jeong, que respondeu com outro waza-ari e empatou o duelo no tempo normal. No golden score, Portela conseguiu projetar e pontuar com o segundo waza-ari para avançar às oitavas.

Nessa fase, Portela fez duelo equilibrado com a britânica Gemma Howell, que terminou empatado em punições (2-2) no tempo normal e, novamente, no golden score, a brasileira pontuou com um waza-ari para permanecer viva na briga por sua primeira medalha mundial.

Nas quartas-de-final, a brasileira levou um shido no tempo regulamentar da luta contra a japonesa Chizuru Arai e, sem mais pontuações, o combate foi também para o tempo extra. Maria conseguiu mais ataques e Arai foi punida, empatando a luta nas punições. Numa tentativa de ataque, Portela caiu de joelhos e seu braço encostou nas pernas da japonesa, o que foi interpretado como catada e a brasileira acabou punida pela segunda vez. A vantagem mínima deu à japonesa a vaga na semifinal e mandou a brasileira para a repescagem. Em sua última luta, Portela sofreu um waza-ari, levou duas punições e não conseguiu passar pela espanhola.

Na mesma categoria de Mayra, o meio-pesado (78kg), Samanta Soares teve um grande desafio, enfrentando a atual campeã mundial Mami Umeki, do Japão, logo na estreia. A japonesa conseguiu pontuar com um waza-ari e a primeira participação da brasileira em Mundiais Sênior terminou com uma imobilização da adversária por vinte segundos, equivalente ao ippon.

O Mundial continua neste sábado com mais quatro brasileiros em ação na Laszlo Papp Arena: Luciano Corrê (100kg), David Moura (+100kg), Rafael Silva (+100kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg). O evento terminará no domingo, 03, com a inédita disputa por equipes mistas que entrou também para o programa olímpico de Tóquio.

Paranaenses dominam pódio de artes marciais na Índia

Da Redação com AEN

Os estudantes João Gabriel Darmieli Araújo, 17 anos, e José Ubirajara Paraná Junior, 15 anos, conquistaram o primeiro e segundo lugar, respectivamente, na 1° edição do Combat Games, mundial de arte marcial escolar realizado na cidade de Agra, Índia, em julho deste ano. Os paranaenses fizeram parte da delegação brasileira com outros 14 atletas de todo o país. A equipe brasileira terminou o torneio com dez medalhas de ouro, três de prata e uma de bronze.

Além das medalhas, a competição permitiu aos estudantes novas experiências culturais, esportiva e educativa. “Foi muito interessante representar o Brasil, conhecer e conviver com atletas de outros países e trocar um pouco da nossa cultura”, contou João, que está no 3° ano do ensino médio do Colégio Estadual Maria Gai Grendel, em Curitiba.

Essa foi a primeira competição internacional de José. Segundo o estudante do 1° ano do ensino médio do Colégio Estadual Tatuquara, também na capital, a experiência serviu como amadurecimento para outras competições. “Foi muito importante, principalmente porque nunca tinha saído do Brasil e essa oportunidade serviu como preparação para competições futuras. Na hora não pensamos, mas quando chegamos lá e subimos no pódio, aí sim a ficha caiu e nós estávamos representando o Paraná e o Brasil”, disse o jovem.

Os paranaenses competiram na categoria até 55 quilos. Além do Brasil, a competição reuniu estudantes da Índia, França, Rússia, China e Emirados Árabes Unidos divididos em quatro categorias: judô, karatê, taekwondo e luta olímpica.

João e José também participaram de visitas ao Taj Mahal e do dia cultural, no qual os participantes apresentaram um pouco da cultura de cada país.

 

Tarumã sediou festival de judô com jovens e crianças

O Ginásio do Tarumã foi o palco das artes marciais no último domingo (21) com o Festival Curitiba de Judô, que bateu recorde de participação com cerca de 1,2 mil atletas inscritos. O evento contou com competições masculinas e femininas divididas nas categorias Sub 11 (nascidos em 2007), Sub 13, sub 15, Master, Sub 18, Sub 21, Sênior, Sub 11 (nascidos em 2007), Sub 9 e Sub 7. Todos os atletas foram premiados com medalhas.
O presidente da Federação Paranaense de Judô, Luiz Iwashita, afirmou que o apoio do Governo do Estado permitiu que o evento fosse realizado em um dos mais tradicionais espaços esportivos do Paraná. “Em 2016 tivemos 300 atletas no festival e neste ano foram mais de 1,2 mil participantes que puderam confraternizar, aprender e competir nesse maravilhoso palco do esporte que é o Ginásio do Tarumã. Sem dúvidas, são parcerias que estão dando certo e que queremos expandir”, afirmou Luiz Iwashita.

PARTICIPAÇÃO – Cerca de três mil pessoas passaram pelo Tarumã ao longo do dia, a maioria pais e familiares que foram prestigiar os atletas. Esse foi o caso de Victor Satto Badur, que foi com a mulher levar os filhos Nicolas, de 6 anos, e Henrique, de 4, para participar pela primeira vez de uma competição. “As crianças se divertiram muito e a gente também, já que pudemos fazer um programa diferente com eles e vibrar cada vez que entraram no tatame”, afirmou Victor.
O bom público e o clima festivo da competição impressionaram até mesmo quem já está acostumado a frequentar campeonatos. “O esporte, além de ser uma atividade saudável, também une as pessoas. Hoje o ginásio esteve cheio e dava para ver o orgulho dos pais cada vez que seus filhos entravam para competir”, destacou Alessandra Cullis, que levou a filha Rafaelly, que já pratica judô há três anos, para disputar na categoria sub 7.
Já a pequena Lara Hadassa, de apenas 2 anos, estava muito à vontade no tatame, rindo e conversando com os outros atletas. “O esporte ajuda muito no desenvolvimento das crianças e basta olhar para o sorrido e empolgação dela para perceber como está se divertindo”, disse a mãe de Lara, Vivian Gomes. Ela destacou que todos em sua casa praticam esporte e que isso ajuda a terem interesses em comum e uma vida mais saudável.

Com Assessoria

Rafael Silva vence e conquista o bronze no judô

O judoca brasileiro Rafael Silva, o Baby, superou o holandês Roy Meyer, na repescagem, e venceu Abdullo Tangriyev, do Uzbequistão, e garantiu a medalha de bronze nas Olimpíadas do Rio na categoria peso pesado (acima de 100 kg), nesta sexta-feira (12). Essa é a segunda vez que Baby sobe no pódio olímpico, a primeira foi em Londres.

O brasileiro, que nasceu em Campo Grande (MS) e cresceu em Rolândia, no norte do estado, dominou a luta e comemorou o resultado com a torcida, que fez contagem regressiva pela medalha nos segundos finais do combate. O combate que levou o brasileiro ao bronze foi definido por um yuko, a pontuação mínima no judô.

“Estou muito feliz. É muito bom ganhar uma medalha em casa. A torcida me apoiou bastante e ouvi tudo que eles gritaram me incentivando. Também preciso agradecer à minha equipe, que acreditou no nosso trabalho”, disse o brasileiro.

O brasileiro venceu suas duas primeiras lutas, contra o hondurenho Ramon Pileta e o russo Renat Saidov, mas caiu diante do francês Teddy Riner nas quartas. Rafael voltou à disputa pela medalha ao passar Roy Meyer, dos Países Baixos, na repescagem.

Com a conquista, a delegação brasileira de judô encerra sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio com um ouro, de Rafaela Silva, e dois bronzes, um de Mayra Aguiar, na modalidade.

Disputa pelo ouro

O ouro da categoria ficou com o francês Teddy Riner após a vitória sobre o japonês Hisayoshi Harasawa. Invicto há seis anos, o francês conquistou o segundo ouro olímpico e já conquistou oito títulos mundiais, e é um dos maiores nomes da história do judô. Ao todo, o francês carrega 115 lutas de invencibilidade.

Mayra ganha bronze no judô e entra para a história olímpica

A judoca Mayra Aguiar venceu a cubana Yallenis Castillo e faturou a medalha de bronze, repetindo o que já ocorrera nos Jogos de Londres. Com isso, Mayra entra para a história como a primeira brasileira a conquistar duas medalhas olímpicas no judô. Antes, Mayra havia perdido para a francesa Audrey Tcheumeo por causa de duas punições contra apenas uma da europeia.